29 de fevereiro de 2016

Capítulo 83

Aelin dormiu por três dias.
Três dias, enquanto Rowan se sentou ao lado da cama, curando sua perna o melhor que podia, enquanto o abismo do seu poder recarregava.
Aedion assumiu o controle do castelo, aprisionando os guardas sobreviventes. A maioria, Rowan teve o prazer violento de saber, morrera na tempestade de vidro que o príncipe trouxera. Chaol tinha sobrevivido, por algum milagre – provavelmente por causa do Olho de Elena, que fora encontrado escondido em seu bolso. Foi um palpite fácil adivinhar quem o colocou lá. Embora Rowan honestamente se perguntasse, quando o capitão acordou, se ele desejava não ter feito isso depois de tudo. Ele encontrou soldados suficientes que se sentiam dessa forma.
Depois Aelin controlara tão espetacularmente o povo de Forte da Fenda, eles encontraram Lorcan esperando pelas portas para o castelo de pedra. A rainha não o tinha notado quando caiu de joelhos e chorou e chorou, até Rowan a pegar nos braços e, mancando levemente, levá-la pelos corredores frenéticos, esquivando-se dos servos, quando Aedion liderou o caminho para seu antigo quarto.
Era o único lugar para ir. Melhor para se estabelecer na antiga fortaleza do inimigo do que recuar para o apartamento no armazém.
Uma serva nomeada Philippa foi convidada a cuidar do príncipe, que estava inconsciente na última vez que Rowan o viu – o vira cair para a terra e o vento de Rowan amparou sua queda.
Ele não sabia o que tinha acontecido no castelo. Em seu choro, Aelin não tinha dito nada. Ela estava inconsciente no momento em que Rowan chegou à sua suíte luxuosa, nem mesmo se agitando quando ele arrombou a porta trancada. Sua perna queimava de dor, a cura áspera que ele fizera mal segurando a ferida, mas ele não se importou. Mal deixou Aelin na cama antes de o cheiro de Lorcan acertá-lo novamente, e ele se virou, rosnando.
Mas já havia alguém diante de Lorcan, bloqueando o caminho do guerreiro para os aposentos da rainha. Lysandra.
— Posso ajudá-lo? — a cortesã perguntou docemente.
Seu vestido estava em pedaços, e sangue preto e vermelho revestia a maior parte dela, mas ela manteve a cabeça erguida e as costas eretas. Ela fizera mesmo aquilo, tanto quanto os níveis superiores de vidro do castelo de pedra explodiu. E não mostrou planos de sair tão cedo.
Rowan erguera um escudo de ar em torno do quarto de Aelin quando Lorcan olhou para Lysandra, o rosto sujo de sangue impassível.
— Saia do meu caminho, metamorfa.
Lysandra tinha levantado a mão esguia – e Lorcan fez uma pausa. A metamorfa pressionou a outra mão contra seu estômago, seu rosto pálido. Mas então ela sorriu e disse:
— Você esqueceu de dizer “por favor”.
As sobrancelhas escuras de Lorcan se uniram.
— Eu não tenho tempo para isso — ele fez a volta em torno dela, empurrando-a de lado.
Lysandra vomitou sangue negro em cima dele.
Rowan não sabia se ria ou se encolhia quando Lysandra, ofegante, ficou boquiaberta na frente de Lorcan e ao sangue em seu pescoço e peito. Lentamente, muito lentamente, Lorcan olhou para si mesmo.
Ela apertou a mão sobre sua boca.
— Sinto muito...
Lorcan nem sequer saiu do caminho quando Lysandra vomitou em cima dele de novo, sangue negro e pedaços de carne no guerreiro e no chão de mármore.
Os olhos escuros de Lorcan piscaram.
Rowan decidiu fazer-lhes um favor e se juntou a eles na antecâmara, fechando a porta do quarto da rainha atrás dele quando pisou em torno da poça de sangue, bílis, e carne.
Lysandra cobriu a boca novamente, e sabiamente disparou para o que parecia ser uma sala de banho ao lado da sala de estar.
Todos os homens e demônios que devorara, ao que parecia, não caíram bem no estômago humano. Os sons de sua purgação vieram por debaixo da porta do quarto de banho.
— Você merecia isso — disse Rowan.
Lorcan não piscou.
— Esse é o agradecimento que recebo?
Rowan se inclinou contra a parede, cruzando os braços e mantendo o peso fora sua perna agora curada.
— Você sabia que usaríamos aqueles túneis — Rowan falou — e ainda assim mentiu sobre os cães de Wyrd estarem mortos. Eu deveria arrancar a sua maldita garganta, deuses.
— Vá em frente. Tente.
Rowan permaneceu contra a porta, calculando cada movimento de seu ex-comandante. Uma luta bem aqui, agora, seria destrutiva e perigosa demais com sua rainha inconsciente no quarto atrás dele.
— Eu não teria dado a mínima para isso se tivesse sido apenas eu. Mas quando você me deixou entrar nessa armadilha, pôs minha rainha em perigo de vida...
— Parece que ela se virou muito bem...
— E a vida de um irmão da minha corte — a boca de Lorcan apertou-se um pouco. — É por isso que você veio ajudar, não é? Viu Aedion quando saímos do apartamento.
— Eu não sabia que o filho de Gavriel estaria naquele túnel com você. Até que fosse tarde demais.
Claro, Lorcan nunca teria avisado a eles sobre a armadilha depois de descobrir que Aedion estaria lá. Não em mil anos Lorcan admitiria um erro.
— Eu não sabia que você ainda se importava.
— Gavriel ainda é meu irmão — disse Lorcan, os olhos faiscando. — Eu o teria confrontado com desonra se eu tivesse deixado seu filho morrer.
Apenas por honra, pelo o vínculo de sangue entre eles – não para salvar este continente. O mesmo tipo de vínculo que o levava agora a destruir as chaves antes que Maeve pudesse adquiri-las. Rowan não tinha dúvidas de que Lorcan pretendia fazê-lo, mesmo que Maeve o matasse por isso mais tarde.
— O que está fazendo aqui, Lorcan? Já não conseguiu o que queria?
Uma pergunta justa – e um aviso. O macho estava agora dentro da suíte de sua rainha, mais perto do que a maioria das pessoas em sua corte jamais chegaria. Rowan começou uma contagem regressiva em silêncio em sua cabeça. Trinta segundos parecia generoso. Em seguida, ele jogaria Lorcan para fora em sua bunda.
— Não acabou — disse o guerreiro. — Nem chegou perto.
Rowan levantou as sobrancelhas.
— Ameaças vazias?
Mas Lorcan apenas deu de ombros e caminhou para fora, coberto de vômito de Lysandra, e não olhou para trás antes de desaparecer no corredor.
Isso fora há três dias. Rowan não tinha visto ou sentido o cheiro Lorcan desde então. Lysandra, felizmente, parara de vomitar suas tripas – ou tripas de outra pessoa, ele supôs. A metamorfa reivindicara um quarto do outro lado do corredor, entre as duas câmaras em que o príncipe herdeiro e Chaol ainda dormiam.
Depois do que Aelin e o príncipe herdeiro tinham feito, a magia que tinham empunhado juntos e sozinhos, três dias de sono não era surpreendente.
No entanto, deixou Rowan fora de si.
Havia tantas coisas que precisava dizer a ela – embora talvez ele simplesmente perguntasse como diabos ela conseguiu ser esfaqueada na costela. Ela se curara, e ele não teria sequer descoberto se não fosse pelos rasgos nas costelas, costas e braços do traje preto de assassino.
Quando a curandeira inspecionou a rainha adormecida, ela descobriu que Aelin se curara muito rapidamente – muito desesperadamente – e selara sua carne em torno de alguns cacos de vidro em suas costas. Observar quando a curandeira a despiu, em seguida, começou a abrir cuidadosamente as dezenas de pequenas feridas para retirar o vidro, quase o fez derrubar as paredes.
Aelin continuou dormindo, o que ele supôs ser uma misericórdia, dado o quão profundo a curandeira teve escavar para retirar o vidro.
Ela teve sorte que não tenha atingido nada permanente, a curandeira tinha dito.
Uma vez a cada fragmento foi retirado, Rowan usou sua magia lentamente – tão lentamente, amaldiçoando – curando as feridas novamente. Ele deixou a tatuagem em suas costas vazias.
Teria que preenchê-la quando ela se recuperasse. E ensinar-lhe mais sobre a cura no campo de batalha. Se ela alguma vez acordasse.
Sentado em uma cadeira ao lado da cama, Rowan tirou as botas e esfregou a débil e constante dor na perna. Aedion tinha acabado de dar um relatório sobre o estado atual do castelo.
Três dias depois, o general ainda não tinha falado sobre o que acontecera – que ele esteve disposto a dar a vida para proteger Rowan dos soldados de infantaria valg, ou que o rei de Adarlan estava morto. Quanto ao primeiro caso, Rowan lhe agradecera da única maneira que sabia: oferecendo a Aedion um de seus próprios punhais, forjados pelo maior dos ferreiros de Doranelle. Aedion inicialmente recusara, insistindo que ele não precisava, mas usava a lâmina em sua cintura desde então.
Mas, em relação a este último... Rowan perguntara, apenas uma vez, como o general se sentia sobre o rei estar morto.
Aedion apenas respondera que desejava que o bastardo tivesse sofrido mais, mas morto era morto, e bastava para ele. Rowan se perguntou se ele realmente quis dizer isso, mas Aedion lhe procuraria quando estivesse pronto.
Nem todas as feridas podiam ser curadas com magia. Rowan sabia muito bem. Mas eles se curariam. Eventualmente.
E as feridas neste castelo, na cidade – se curariam também. Ele permaneceu em campos de batalha após os massacres terem parado, a terra ainda molhada de sangue, e viveu para ver as cicatrizes se curarem lentamente, década após década, sobre a terra, sobre o povo. Assim, também, Forte da Fenda iria se curar.
Mesmo que o mais recente relatório de Aedion sobre o castelo fosse sombrio. A maioria dos funcionários sobrevivera, juntamente com alguns nobres, mas parecia que um bom número dos que haviam permanecido na corte – nobres que Aedion tinha conhecido como sendo inúteis e maquinadores – não ficaram. Como se o príncipe tivesse limpado a mancha de seu castelo.
Rowan estremeceu com o pensamento, olhando para as portas que Aedion tinha desocupado. O príncipe herdeiro tinha tal poder extraordinário. Rowan nunca vira igual. Ele precisava encontrar uma maneira de treiná-lo – aprimorá-lo – ou arriscaria que isso o destruísse.
E Aelin – a genial, insana e tola – tomara um tremendo risco em entrelaçar o seu poder com o dele. O príncipe tinha magia bruta que poderia ser moldada em qualquer coisa. Aelin poderia ter se queimado em um segundo.
Rowan virou a cabeça para vê-la.
E encontrou Aelin olhando de volta.



— Eu salvei o mundo — Aelin falou, sua voz como cascalho — e ainda assim acordo para encontrá-lo irritado.
— Foi um esforço em grupo — respondeu Rowan, a partir de uma poltrona próxima. — E estou irritado por cerca de vinte diferentes razões, a maioria delas tendo a ver com você tomando as decisões mais imprudentes que eu jamais...
— Dorian — ela deixou escapar. — Dorian está...
— Tudo bem. Dormindo. Ele dormiu tanto quanto você.
— Chaol...
— Dormindo. Recuperando-se. Mas vivo.
Um peso saiu de seus ombros. E então... e então ela olhou para o seu príncipe feérico e compreendeu que ele estava ileso, que estava em seu antigo quarto, que não usava correntes ou colar, e que o rei... o que o rei disse antes de morrer...
— Coração de fogo — murmurou Rowan, a partir de sua poltrona, mas ela balançou a cabeça. O movimento fez seu crânio pulsar.
Ela respirou fundo, limpando os olhos. Deuses, seu braço doía, as costas doíam, suas costelas doíam...
— Nada mais de lágrimas — disse ela. — Nada mais de choro — ela baixou as mãos para os cobertores. — Conte-me tudo.
Então ele fez. Sobre o fogo infernal, e os cães de Wyrd, e Lorcan. E, em seguida, os últimos três dias, a organização e a cura e Lysandra assustando todos, mudando para um leopardo fantasma no momento em que qualquer um dos cortesãos de Dorian saísse da linha.
Quando ele terminou, Rowan disse:
— Se não quiser falar sobre isso, você não...
— Eu preciso falar sobre isso — para ele, somente ele. As palavras saíram, e ela não chorou quando explicou o que o rei tinha dito, o que reivindicara. O que Dorian fizera. O rosto de Rowan permaneceu imóvel, pensativo, por todo o relato. Por fim, ela perguntou: — Três dias?
Rowan assentiu gravemente.
— Distrair Aedion com o cuidado do castelo foi a única maneira de impedi-lo de mastigar a mobília.
Ela encontrou aqueles olhos de pinheiro verde, e ele abriu a boca novamente, mas ela fez um pequeno ruído.
— Antes de dizer qualquer outra coisa... — ela olhou para a porta. — Preciso de você para me ajudar a ir à sala de banho. Ou então vou me molhar.
Rowan começou a rir.
Ela olhou para ele novamente quando se sentou, o movimento agonizante esgotando-a. Ela estava nua, exceto pelas roupas limpas que vestira nela, mas supôs que estava decente o suficiente. Ele já vira cada parte dela, de qualquer maneira.
Rowan ainda ria quando a ajudou a levantar, deixando-a se apoiar contra ele, enquanto as pernas – inúteis, balançando como as de um recém-nascido – tentavam funcionar. Demorou tanto tempo para passar pelos três degraus que ela não se opôs quando ele a agarrou e a levou para a sala de banho. Ela rosnou quando ele tentou coloca-la no vaso sanitário, e ele saiu com as mãos erguidas, os olhos dançando como se dissesse: Pode me culpar por tentar? Você poderia muito bem cair nele em vez disso.
Ele riu mais uma vez aos palavrões nos olhos dela, e quando ela acabou, conseguiu ficar de pé e subir os três degraus para a porta antes que ele a levantasse em seus braços novamente. Sem mancar, percebeu – sua perna, felizmente, estava principalmente curada.
Os braços em torno dele, ela pressionou o rosto em seu pescoço quando ele a levou para a cama, e respirou seu perfume. Quando a colocou no colchão, ela se agarrou a ele, um pedido silencioso.
Então Rowan estava sentado na cama, segurando-a em seu colo enquanto esticava as pernas e se estabeleceram lado a lado nos travesseiros. Por um momento, eles não disseram nada.
Então...
— Portanto, este foi seu quarto. E esta era a passagem secreta.
Uma vida atrás, uma outra pessoa incompleta.
— Você não parece impressionado.
— Depois de todas as histórias, isso apenas parece... ordinário.
— A maioria das pessoas dificilmente chamaria este castelo de ordinário.
Um bufo de risada esquentou seu cabelo. Ela roçou o nariz contra a pele nua de seu pescoço.
— Pensei que você estivesse morrendo — ele falou asperamente.
Ela o apertou mais, mesmo que isso aumentasse a dor nas costas.
— Eu estava.
— Por favor, não faça isso de novo.
Foi a vez dela bufar uma risada.
— Da próxima vez, vou pedir para Dorian não me esfaquear.
Mas Rowan a puxou para trás, olhando seu rosto.
— Eu senti – senti cada segundo daquilo. Perdi a cabeça.
Ela passou um dedo ao longo de sua bochecha.
— Pensei que algo tivesse dado errado para você, também, pensei que estivesse morto ou ferido. E me matou não ser capaz de ir para você.
— Da próxima vez que precisarmos salvar o mundo, nós faremos isso juntos.
Ela sorriu levemente.
— Combinado.
Ele moveu o braço para que pudesse puxar o cabelo dela para trás. Seus dedos pousaram ao longo de sua mandíbula.
— Você me faz querer viver, também, Aelin Galathynius. Não existir, mas viver — ele segurou seu rosto, e respirou fundo, como se tivesse pensado em cada palavra nos últimos três dias, uma e outra vez. — Passei séculos vagando pelo mundo, partindo de impérios para reinos e terrenos vazios, sem me acomodar, nunca parando, nem por um momento. Eu estava sempre olhando para o horizonte, sempre querendo saber o que esperava do outro lado do próximo oceano, ao longo da próxima montanha. Mas penso... penso que todo o tempo, todos esses séculos, eu só estava procurando por você.
Ele afastou uma lágrima que escapou dela e então Aelin olhou para o príncipe feérico que a segurava – para o amigo que viajara através das trevas, do desespero, do gelo e do fogo com ela.
Ela não soube qual deles se moveu primeiro, mas, em seguida, a boca de Rowan estava sobre a dela, e Aelin agarrava sua camisa, puxando-o mais perto, apoiando-o como ele a apoiava.
Seus braços apertaram-se em torno dela, mas com cuidado – tão cuidadoso por causa das feridas que doíam. Ele escorregou a língua contra a dela, e ela abriu a boca para ele. Cada movimento de seus lábios era um sussurro do que estava por vir, uma vez que ambos estivessem curados, e uma promessa.
O beijo foi lento – completo. Como se tivessem todo o tempo do mundo. Como se fossem os únicos no mundo.



Percebendo que tinha esquecido de dizer a Rowan sobre a carta que recebera da Devastação, Aedion Ashryver entrou no quarto de Aelin a tempo de ver que Aelin estava acordada – finalmente acordada, e com o rosto erguido para Rowan. Eles estavam sentados na cama, Aelin no colo de Rowan, os braços do guerreiro feérico ao redor dela enquanto ele olhava para ela do jeito que ela merecia ser olhada. E quando eles se beijaram profundamente, sem hesitação...
Rowan não fez mais do que olhar para Aedion antes de um vento voar através da suíte, batendo a porta do quarto na cara de Aedion.
Fim da chamada.
Um perfume feminino de cheiro estranho e constante mudança chegou até ele, e Aedion encontrou Lysandra encostada na porta do corredor. Lágrimas brilhavam em seus olhos mesmo quando ela sorriu.
Ela olhou para a porta fechada do quarto, como se ainda pudesse ver o príncipe e a rainha lá dentro.
— Isso — ela falou, mais para si mesma do que para ele. — Isso é o que eu quero encontrar um dia.
— Um lindo guerreiro feérico? — Aedion perguntou, afastando-se um pouco.
Lysandra riu, enxugando suas lágrimas, e lhe deu um olhar compreensivo antes de se afastar.



Aparentemente, o anel de ouro de Dorian se fora – e Aelin sabia exatamente quem fora o responsável pela escuridão momentânea quando ela caiu no chão durante o desmoronamento do castelo, quem havia concedido a cortesia de deixá-la inconsciente com uma pancada na parte de trás de sua cabeça.
Ela não sabia por que Lorcan não a matara, mas não se importava – não quando ele estava muito longe. Supôs que ele não tivesse jurado não roubar o anel de volta.
Embora ele também não tivesse verificado se o Amuleto de Orynth era uma falsificação. Pena que ela não estaria lá para ver seu rosto quando descobrisse isso.
O pensamento era suficiente para fazer Aelin sorrir no dia seguinte, a despeito da porta em que ela estava postada – apesar do que a esperava por trás dela.
Rowan permanecia no final do corredor, guardando a única entrada para dentro ou para fora. Ele deu-lhe um aceno de cabeça, e mesmo à distância, ela leu as palavras em seus olhos. Eu estarei bem aqui. Um grito, e estarei ao seu lado.
Ela revirou os olhos para ele. Besta feérica arrogante e territorial.
Ela perdera o controle de quanto tempo eles se beijaram, quanto tempo ela perdeu-se nele. Mas então tomou sua mão e colocou-a em seu peito, e ele rosnou de uma forma que fez seus dedos dos pés flexionarem e suas costas arquearem... depois estremecer com a dor ainda em seu corpo.
Ele a afastara para se recuperar, e quando ela tentou convencê-lo a continuar, ele respondeu-lhe que não tinha interesse na cama com uma inválida, e uma vez que já tinha esperado tanto tempo, ela podia esfriar os calcanhares e esperar um pouco mais. Até que ela fosse capaz de acompanhá-lo, acrescentou com um sorriso perverso.
Aelin empurrou para longe o pensamento com outro olhar na direção de Rowan, soltou uma respiração forçada, e girou a maçaneta.
Ele estava de pé ao lado da janela com vista para os jardins destruídos, onde os funcionários lutavam para reparar o dano catastrófico que tinham causado.
— Olá, Dorian — disse ela.

7 comentários:

  1. Laura do Bom Senso 42 #Zueira2 de março de 2016 23:25

    Familia Safadona

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  2. ❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️ Liiiindoooooosssss❤️❤️❤️❤️❤️❤️❤️

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  3. nossa to lendo tam devagar pra n acabar logo o livro q agr q ta nas partes interesantes kkkkkkkk

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  4. kkk gente o Lorcan disse que não tinha acabado falta a Maeve kkkk e sério tenho um mal pensamento sobre isso!

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  5. ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ❤ ♡♡♡ ♡♡♡ ♡♡

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