29 de fevereiro de 2016

Capítulo 72

Caindo ao ar livre, o rugido de vento em seus ouvidos, e então...
Aelin pousou na ponte de vidro aberta um nível abaixo, os joelhos estalando quando ela absorveu o impacto e rolou. Seu corpo gritava em agonia nos músculos de seus braços e costas, onde cacos de vidro preso grudavam-se em suas roupas, mas ela já corria para a porta da torre do outro lado da ponte.
Ela olhou a tempo de ver Dorian se arremessar através do espaço que ela cruzara, os olhos fixos nela.
Aelin abriu a porta quando o estrondo de Dorian batendo na ponte soou.
Fechou a porta atrás dela, mas mesmo isso não podia evitar o frio crescente. Só mais um pouco.
Aelin subiu correndo as escadas da torre em espiral, meio soluçando por entre os dentes cerrados.
Rowan. Aedion. Chaol.
Chaol...
A porta voou para fora de suas dobradiças na base da torre e o frio explodiu através, roubando-lhe o ar.
Mas Aelin alcançara o topo da torre. Além dela, outra passarela de vidro, estreita e nua, se estendia até uma das outras torres.
Ele ainda estava na sombra enquanto o sol se arrastava do outro lado da construção, as torres superiores do castelo de vidro envolvendo-a e sufocando-a como uma gaiola de escuridão.



Aelin tinha saído, e levado Dorian com ela.
Chaol aguardara, em uma última tentativa de salvar seu amigo e seu rei.
Quando ela entrara em sua casa naquela manhã, chorando e rindo, explicou o que a Líder Alada escrevera, o pagamento que a bruxa dera em troca de salvar sua vida. Dorian ainda estava lá, ainda lutava.
Ela tinha planejado matar os dois de uma só vez, o rei e o príncipe, e ele concordara em ajudá-la, tentar conversar com Dorian e voltar para a humanidade, tentar convencer o príncipe a lutar. Até o momento em que viu seus homens pendurados nos portões.
Agora ele não tinha interesse em conversa.
Se Aelin pudesse ter uma chance – qualquer chance – de libertar Dorian quebrando aquele colar, ela precisava do rei fora de ação. Mesmo que isso lhe custasse a vingança por sua família e reino.
Chaol estava feliz por resolver essa questão em nome dela – e em nome de muitos mais.
O rei olhou para a espada de Chaol, em seguida, para o seu rosto, e riu.
— Vai me matar, capitão? Que dramático.
Eles tinham fugido. Aelin levara Dorian para fora, seu blefe tão impecável que mesmo Chaol acreditara que o Olho em suas mãos era a chave real, da forma como ela inclinou-o para o sol e a pedra azul brilhava. Ele não tinha ideia de onde ela guardara a verdadeira. Se é que estava mesmo em posse dela.
Tudo isso – tudo o que tinham feito, e perdido, e lutado. Tudo por este momento.
O rei continuou se aproximando, e Chaol ergueu a espada diante dele, não cedendo um passo.
Por Ress. Por Brullo. Por Sorscha. Por Dorian. Por Aelin, e Aedion, e sua família, pelos milhares massacrados nos campos de trabalho. E por Nesryn – para quem havia mentido. Que esperaria por um retorno que não viria, pelo tempo que eles não teriam juntos.
Ele não se arrependia, apesar de tudo.
Uma onda negra o atacou, e Chaol cambaleou para trás um passo, as marcas de proteção formigando em sua pele.
— Você perdeu — Chaol rosnou.
O sangue descamava sob sua roupa, comichando.
Outra onda de escuridão, idêntica à que atingira Dorian – a que Dorian não fora capaz de aguentar.
Chaol sentiu naquele tempo: o pulsar de agonia interminável, o sussurro de dor que estava por vir.
O rei se aproximou. Chaol ergueu sua espada.
— Suas proteções estão falhando, garoto.
Chaol sorriu, sentindo o gosto de sangue na boca.
— Ainda bem que aço dura mais tempo.
O sol através das janelas aqueceu Chaol como num abraço, como se confortando-o. Como se para dizer-lhe que era hora.
Eu farei valer a pena, Aelin lhe havia prometido. Ele tinha conseguido seu tempo.
Uma onda de escuridão empinou-se por trás do rei, sugando a luz para fora da sala.
Chaol abriu os braços quando a escuridão acertou-lhe, quebrando-o, obliterando tudo até que não havia nada além de luz azul ardente, confortável e acolhedora.
Aelin e Dorian tinham fugido. Era o suficiente. Quando a dor veio, ele não estava com medo.

18 comentários:

  1. Passei 1 mes lendo. Pra todo mundo morrer no final. Aff!

    ResponderExcluir
  2. Eu não consigo acreditar. Chaol... Não...

    ResponderExcluir
  3. Naaaaaaaaaaaaaaooooooooooooo que merda .

    ResponderExcluir
  4. Capitulos finais sempre eletrizantes!

    ResponderExcluir
  5. Se o Chaol morrer eu paro de ler.

    ResponderExcluir
  6. Nuss um mês, eu estou lendo o quarto em um mês, rsrss cara sério se o Chaol morrer vou entrar de luto e voltar a lê só daqui 7 dias. Kkk

    ResponderExcluir
  7. Porra...
    Tudo que ele fez por nada. O unico conforto que ele teve foi ajudarbonDorian. Muito triste mesmo. Não sei se quero continuata. Ler essa bagaça.

    ResponderExcluir
  8. Por Ress. Por Brullo. Por Sorscha. Por Dorian. Por Aelin, e Aedion, e sua família, pelos milhares massacrados nos campos de trabalho. E por Nesryn

    Depois de ter esses penssamentos de vingança morre affff....que Doidera


    Coitada da Nesryn ..coitada.....ele prometeu que voltaria

    ResponderExcluir
  9. Por Ress. Por Brullo. Por Sorscha. Por Dorian. Por Aelin, e Aedion, e sua família, pelos milhares massacrados nos campos de trabalho. E por Nesryn. Eu voto siiiiiim!!!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Kkkkkkkk esse comentário foi de mais!!##

      Excluir
    2. Chaol se tornou tão insuportável em tantos momentos nessa saga depois do segundo livro que nem sofrerei se ele morrer, sinceramente

      Ass Thalissa

      Excluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!