29 de fevereiro de 2016

Capítulo 62

Manon não se incomodou em parecer agradável quando enviou Abraxos em um pouso na frente do grupo do rei. Os cavalos relincharam e patearam enquanto as Treze circulavam acima da clareira na qual eles marcaram o encontro.
— Líder Alada — falou o rei, montado em seu cavalo de batalha e sem se perturbar.
Ao seu lado, seu filho, Dorian, se encolheu. Encolheu-se da mesma maneira que aquele loiro em Morath fez quando ela atacou.
— Deseja algo? — o rei perguntou friamente. — Ou há uma razão para aparecer a meio caminho do reino de Hellas?
Manon desmontou Abraxos e caminhou na direção do rei e de seu filho. O príncipe focou em sua sela, cuidadoso para não encontrar seus olhos.
— Há rebeldes em sua floresta — disse ela. — Eles levaram sua pequena prisioneira do vagão, e depois tentaram atacar a mim e minhas Treze. Abati todos eles. Espero que não se importe. Eles deixaram três de seus homens mortos no vagão, embora pareça que sua perda não foi notada.
O rei respondeu apenas:
— Veio até aqui para me dizer isso?
— Vim até aqui para dizer-lhe que quando eu enfrentar seus rebeldes, seus inimigos, não terei interesse em prisioneiros. E as Treze não são uma caravana para transportá-los quando você quiser.
Ela deu um passo mais perto para o cavalo do príncipe.
— Dorian — ela chamou. Um comando e um desafio.
Olhos de safira responderam aos dela. Nenhum traço de escuridão sobrenatural. Apenas um homem preso ali dentro.
Ela enfrentou o rei.
— Você devia enviar seu filho para Morath. Seria o tipo de lugar para ele.
Antes que o rei pudesse responder, Manon caminhou de volta para Abraxos.
Ela planejara contar ao rei sobre Aelin. Sobre os rebeldes que se chamavam Aedion e Rowan e Chaol.
Mas... eles eram humanos e não poderiam viajar rapidamente, não se estavam feridos. Ela tinha com a inimiga um débito de vida.
Manon subiu na sela de Abraxos.
— Minha avó pode ser a Grã Bruxa  ela disse ao rei — mas eu lidero os exércitos.
O rei riu.
— Implacável. Penso que achei pouco de você, Líder alada.
— A arma que minha avó fez, os espelhos. Pretende realmente usar fogo de sombras com ele?
O rosto corado do rei contraiu-se com aviso. A réplica dentro do vagão tinha sido uma fração do tamanho do que fora retratado nos planos pregados na parede: enormes torres de batalha transportáveis, trinta metros de altura, seus interiores revestidos com espelhos sagrados das Anciãs. Espelhos que foram usados uma vez para construir e quebrar e consertar. Agora seriam amplificadores, refletindo e multiplicando qualquer poder que o rei escolhesse libertar, até que se tornasse uma arma que poderia ser utilizado em qualquer situação. Se o poder fosse o fogo de sombras de Kaltain...
— Você faz muitas perguntas, Líder Alada — observou o rei.
— Eu não gosto de surpresas — foi sua única resposta. Exceto que esta – esta fora uma surpresa.
A arma não era para ganhar glória ou triunfo ou clamor da batalha. Era para extermínio. A matança em grande escala envolveria pouco combate o total. Qualquer exército – mesmo Aelin e seus guerreiros – estaria indefeso.
O rosto do rei estava ficando roxo com impaciência.
Mas Manon já subia para o céu, Abraxos batendo suas asas firmes. Ela observou o príncipe até que ele era um grão de cabelo preto.
E se perguntou como era estar preso dentro daquele corpo.



Elide Lochan esperava o vagão de abastecimento. Ele não veio.
Um dia de atraso; dois dias de atraso. Ela quase não dormiu com medo de que ele chegasse quando ela estivesse cochilando. Quando acordou no terceiro dia, a boca seca, já era hábito se apressar para baixo para ajudar na cozinha. Ela trabalhava até sua perna quase ceder de cansaço.
Então, pouco antes do pôr do sol, o relincho dos cavalos, o barulho das rodas e os gritos dos homens vieram de fora das pedras escuras da longa ponte do castelo.
Elide saiu da cozinha antes que eles pudessem notá-la, antes que o cozinheiro pudesse recrutá-la para executar alguma nova tarefa. Ela se apressou para subir os degraus da melhor maneira possível com sua corrente, o coração na garganta. Deveria ter mantido suas coisas lá embaixo, devia ter encontrado algum esconderijo.
Para cima e para cima, até a torre de Manon. Ela levara um cantil de água a cada manhã, e juntara alguma comida em uma bolsa. Elide abriu a porta do quarto de Manon, subindo para o estrado onde guardava seus suprimentos.
Mas Vernon estava lá dentro.
Sentado na beirada da cama de Manon como se fosse a sua própria.
— Indo a algum lugar, Elide?

9 comentários:

  1. Laura do Bom Senso 42 #Zueira2 de março de 2016 14:13

    Ferrou

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  2. Eu acho que a Manon vai ajuda o príncipe por causa da divida que agora ela tem

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    Respostas
    1. eu acho q n, que ela nem sabe da ligaçao de aelim com doriam, ela so gosto de dorim

      esse vernom e um bastardo mesmo!

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  3. Esse cara é outro que tem que morrer feio! E eu acho que a Manon gostou do Dorian!

    Flavia

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