29 de fevereiro de 2016

Capítulo 58

Manon Bico Negro odiava essa floresta.
As árvores eram anormalmente próximas – tão próximas que elas tiveram que deixar as serpentes aladas para trás, a fim de fazer o seu caminho para a clareira a meio quilômetro do templo em ruínas. Pelo menos os seres humanos não tinham sido estúpidos o suficiente para escolher o próprio templo como local de encontro. Era muito precariamente empoleirado, a ravina aberta demais para olhos espiões. No dia anterior, Manon e as Treze examinaram todas as clareiras num raio de quilômetros, pesando-as para a sua visibilidade, acessibilidade e cobertura, e, finalmente, um presente. Perto o suficiente de onde o rei tinha inicialmente exigido que eles se encontrassem – mas um local muito mais protegido. Regra número um de lidar com os mortais: nunca os deixe escolher o local exato.
Em primeiro lugar, sua avó e seu clã escoltado chegou por entre as árvores onde desembarcaram, um vagão coberto a reboque, sem dúvida carregando a arma que ela criara. Ela avaliou Manon com um olhar cortante e apenas disse:
— Fique em silêncio e fora do nosso caminho. Fale somente quando solicitado. Não cause problemas, ou arrancarei sua garganta.
Mais tarde, então. Ela falaria com sua avó sobre os valg mais tarde.
O rei estava atrasado, e sua comitiva fazia barulho suficiente, deuses malditos, à medida que vinham através da floresta. Manon ouviu uns bons cinco minutos antes de o enorme cavalo preto de guerra do rei aparecer. Os outros cavaleiros seguiam atrás dele como uma sombra escura.
O cheiro do valg deslizou ao longo de seu corpo.
Traziam um vagão de prisão com eles, contendo um prisioneiro a ser transferido para Morath.
Fêmea, a partir do cheiro – e estranho. Ela nunca se deparara com aquele cheiro antes: não valg, não feérico, não inteiramente humano. Interessante.
Mas as Treze eram guerreiras, não mensageiras.
Com as mãos atrás das costas, Manon esperou que sua avó deslizasse para o rei, monitorando o homem valg da comitiva enquanto inspecionava a clareira. O homem mais próximo do rei não se incomodou em olhar ao redor. Seus olhos cor de safira foram direto para Manon, e lá permaneceram.
Ele teria sido bonito se não fosse o colar negro em torno de sua garganta e a frieza absoluta em seu rosto perfeito.
Ele sorriu para Manon como se conhecesse o gosto de seu sangue.
Ela sufocou o desejo de desnudar os dentes de ferro e mudou seu foco para a Matriarca, que agora tinha parado diante do rei mortal. Diante do fedor dessas pessoas. Como sua avó não fez uma careta quando estava na frente deles?
— Sua Majestade — disse a avó, suas vestes negras como a noite líquida enquanto baixava a cabeça no menos movimento possível.
Manon trancou o rosnar de protesto em sua garganta. Nunca, nunca sua avó se curvava ou fazia uma reverência ou sequer acenava para outro governante, nem mesmo para as outras Matriarcas. Manon empurrou para baixo a profunda indignação quando o rei desmontou em um movimento poderoso.
— Grã Bruxa — respondeu ele, inclinando a cabeça, não era bem uma curva, mas o suficiente para mostrar um pouco de reconhecimento à Matriarca. Uma enorme espada pendurava-se ao seu lado. Suas roupas eram escuras e ricas, e seu rosto...
Encarnava a crueldade.
Não a fria e astuta crueldade que Manon tinha afiado e encantado, mas a base, era crueldade brutal, do tipo que enviava todos aqueles homens para invadir suas casas, pensando na necessidade de uma lição.
Este era o homem a quem elas se curvariam. Para quem sua avó abaixara a cabeça alguns centímetros.
Sua avó fez um gesto para trás com uma mão com unhas de ferro, e Manon ergueu o queixo.
— Apresento a vocês a minha neta, Manon, herdeira do clã Bico Negro e Líder Alada de sua cavalaria aérea.
Manon deu um passo adiante, suportando o olhar duro do rei. O jovem de cabelos escuros a seu lado desmontou com uma graça fluida, ainda sorrindo para ela. Ela o ignorou.
— Você prestou ao seu povo um grande serviço, Líder Alada — falou o rei, sua voz como granito. Manon só olhava para ele, perfeitamente consciente da Matriarca julgando cada movimento seu. — Não vai dizer nada? — o rei exigiu, as sobrancelhas grossas com cicatrizes altas.
— Disseram-me para manter a boca fechada — respondeu Manon. Os olhos de sua avó brilharam. — A menos que prefira que eu fique de joelhos e rasteje.
Oh, certamente pagaria o inferno por essa observação. Sua avó virou-se para o rei.
— Ela é uma coisa arrogante, mas descobrirá que é uma guerreira mortal.
Mas o rei sorria, embora o sorriso não alcançasse seus olhos escuros.
— Não acho que já rastejado para qualquer coisa em sua vida, Líder Alada.
Manon lhe deu um meio sorriso em troca, seus dentes de ferro para fora. Permitindo que seu jovem companheiro se molhasse com a visão.
— Nós bruxas não nascemos para rastejar entre os humanos.
O rei riu sem alegria e enfrentou sua avó, cujas unhas de ferro tinham se fechado como se ela as imaginasse circundando a garganta de Manon.
— Escolheu bem a nossa Líder Alada, Matriarca — ele disse, e então fez um gesto para o vagão pintado com as cores das Dentes de Ferro. — Veremos o que trouxe para mim. Espero que seja igualmente impressionante e que tenha valido a pena esperar.
Sua avó sorriu, revelando dentes de ferro que tinham começado a enferrujar em alguns pontos, e gelo desceu pela espinha de Manon.
— Por aqui.
Ombros para trás, cabeça erguida, Manon esperou na entrada do vagão para seguir a Matriarca e o rei para dentro, mas o homem – muito mais alto e mais largo que ela de perto – franziu a testa ao vê-la.
— Meu filho pode entreter a Líder Alada.
E foi isso, ela ficou de fora quando ele e sua avó desapareciam lá dentro. Aparentemente, ela não fora ali para ver a arma. Pelo menos não como uma dos primeiros, Líder Alada ou não. Manon respirou fundo e checou seu temperamento.
Metade das Treze cercara o vagão para a segurança da Matriarca, enquanto as outros se dispersaram para acompanhar a comitiva real em torno delas. Conhecendo o seu lugar, a sua inadequação em face das Treze, o clã de escolta se espalhara para a linha das árvores. Guardas de uniforme preto assistiam a todos, alguns armados com lanças, outros com bestas, outros com espadas cruéis.
O príncipe estava agora encostado num carvalho nodoso. Percebendo a atenção dela, deu-lhe um sorriso preguiçoso. Foi o suficiente. Filho do rei ou não, ela não dava a mínima.
Manon atravessou a clareira, Sorrel atrás dela. Na borda, mas mantendo distância.
Não havia ninguém ao alcance de voz quando Manon parou próxima do príncipe herdeiro.
— Olá, príncipe — ela ronronou.



O mundo continuava sumindo sob os pés de Chaol, de tal forma ele pegou um punhado de terra só para lembrar de onde estava e que isso era real, e não um pesadelo.
Dorian.
Amigo dele; ileso, mas... mas não Dorian.
Nem mesmo perto de Dorian, quando o príncipe sorriu para a bonita bruxa de cabelos brancos.
O rosto era o mesmo, mas a alma que aparecia dos olhos de safira não fazia parte deste mundo.
Chaol apertou a terra com força.
Ele tinha corrido. Tinha corrido de Dorian, e deixou que isso acontecesse.
Não tinha sido esperança que ele levou quando fugiu, mas estupidez. Aelin tinha razão. Seria uma misericórdia matá-lo.
Com o rei e a Matriarca ocupados... Chaol relanceou o vagão e depois Aelin, deitada de bruços no mato, um punhal na mão. Ela lhe deu um aceno rápido, sua boca uma linha apertada. Agora. Se eles executariam o plano para libertar Lysandra, teria que ser agora.
E por Nehemia, por seu amigo desaparecido sob um colar de pedra de Wyrd, ele não vacilaria.



O demônio antigo e cruel dentro dele começou a se debater quando a bruxa de cabelos brancos passeou até ele.
Tinha ficado contente para zombar de longe. Uma de nós, uma dos nossos, ele sussurrou. Nós fizemos isso, então nós vamos tomá-la.
Cada passo fazia o cabelo solto brilhar como o luar sobre a água. Mas o demônio começou a lutar para se afastar quando o sol iluminou seus olhos.
Não muito perto, ele disse. Não deixe a Líder Alada se aproximar demaisOs olhos dos reis valg...
— Olá, príncipe — ela falou, seu tom de voz, suave e cheio de morte gloriosa.
— Olá, Líder Alada — disse ele. E as palavras eram dele próprio.
Por um momento ele estava tão atordoado que piscou. Ele piscou. O demônio dentro dele recuou, arranhando as paredes de sua mente. Olhos dos reis valg, olhos de nossos mestres, ele gritou. Não toque nela!
— Existe uma razão para estar sorrindo para mim — ela falou — ou devo interpretá-lo como um desejo de morte?
Não fale com ela.
Ele não se importava. Que este fosse um outro sonho, outro pesadelo. Deixaria que este novo adorável monstro o devorasse inteiro. Ele não tinha nada além do aqui e agora.
— Preciso de um motivo para sorrir para uma mulher bonita?
— Não sou mulher — suas unhas de ferro brilharam quando ela cruzou os braços. — E você... — ela cheirou. — Homem ou demônio?
— Príncipe — disse ele. Isso era o que a coisa dentro dele era; ele nunca descobrira seu nome.
Não fale com ela!
Ele inclinou a cabeça.
— Nunca estive com uma bruxa.
Deixe-a rasgar a garganta dele por isso. Acabar com ele.
Uma fileira de dentes de ferro estalou para baixo sobre os dentes enquanto seu sorriso cresceu.
— Eu estive com muitos homens. É tudo a mesma coisa. Mesmo gosto — ela olhou para ele como se fosse sua próxima refeição.
— Eu a desafio — ele conseguiu dizer.
Seus olhos se estreitaram, o ouro como brasas vivas. Ele nunca tinha visto alguém tão bonita. Esta bruxa tinha sido feita a partir de escuridão entre as estrelas.
— Acho que não, príncipe — ela respondeu em sua voz sombria. Ela cheirou de novo, seu nariz enrugando ligeiramente. — Mas você sangraria vermelho ou preto?
— Eu vou sangrar da cor que quiser.
Afaste-se, corra. O príncipe demônio dentro dele puxou com tanta força que ele deu um passo. Mas não para longe.
Em direção da bruxa de cabelos brancos.
Ela soltou uma risada baixa e maléfica.
— Qual é o seu nome, príncipe?
O nome dele.
Ele não sabia qual era.
Ela estendeu a mão, as unhas de ferro brilhando à luz salpicada do sol. Os gritos do demônio eram tão altos em sua cabeça que ele se perguntou se seus ouvidos sangrariam.
Ferro tilintou contra pedra quando ela roçou o colar em volta do pescoço. Mais alto – se ela apenas cortasse um pouco mais alto...
— Como um cão — ela murmurou. — Atrelado ao seu mestre.
Ela correu um dedo ao longo da curva do colar, e ele estremeceu – por medo, por prazer, em antecipação às unhas rasgando sua garganta.
— Qual é o seu nome? — Um comando, não uma pergunta, conforme olhos de ouro puro encontraram os seus.
— Dorian — ele respirou.
Seu nome não é nada, o seu nome é meu, o demônio vaiou, e uma onda de gritos daquela mulher humana o arrastou para longe.



Agachada no mato a apenas seis metros da carroça prisão, Aelin congelou.
Dorian.
Não podia ser. Não havia uma chance de ser ele, não quando a voz que tinha falado com Dorian era tão vazia, tão vazia, mas...
Ao lado dela, os olhos de Chaol estavam arregalados. Ele conseguiu ouvir a ligeira mudança?
A Líder Alada inclinou a cabeça, a mão com ponta de ferro ainda tocando o colar de pedra de Wyrd.
— Você quer que eu te mate, Dorian?
O sangue de Aelin esfriou.
Chaol ficou tenso, sua mão indo para a espada. Aelin agarrou a parte de trás de sua túnica em lembrete silencioso.
Ela não tinha nenhuma dúvida de que do outro lado da clareira, a flecha de Nesryn já estava apontada com precisão letal para a garganta da Líder Alada.
— Quero que você faça muitas coisas para mim — respondeu o príncipe, passando os olhos ao longo do corpo da bruxa.
A humanidade tinha ido embora novamente. Ela tinha imaginado. A forma como o rei havia agido... Este era um homem que detinha o controle puro sobre seu filho, confiante de que não houvesse luta em seu interior.
Um riso suave, sem alegria, se seguiu, e a Líder Alada soltou o colar de Dorian. Sua capa vermelha fluía em torno dela em um vento fantasma quando ela recuou.
— Encontre-me novamente, príncipe, e veremos.
Um príncipe valg habitava Dorian – mas o nariz de Aelin não sangrou na sua presença, e não havia neblina rastejando das trevas. Teria o rei silenciado os seus poderes de modo que seu filho pudesse enganar o mundo ao seu redor? Ou a batalha ainda estava sendo travada dentro da mente do príncipe?
Agora – eles tinham que agir agora, enquanto a Matriarca e o rei permaneciam no vagão pintado.
Rowan levou as mãos à boca e sinalizou com o chilrear de um pássaro, tão realista que nenhum dos guardas notou. Mas do outro lado da clareira, Aedion e Nesryn ouviram e compreenderam.
Ela não sabia como eles conseguiram, mas um minuto depois as serpentes aladas das bruxas rugiam em alarme, as árvores tremendo com o som. Cada sentinela se voltou para o som, afastando-se do vagão-prisão.
Era toda a distração que Aelin necessitava.
Ela passou duas semanas em um desses vagões. Conhecia as barras da pequena janela, conhecia suas dobradiças e as fechaduras. E Rowan, felizmente, sabia exatamente como despachar os três guardas estacionados na porta do vagão, sem fazer um som.
Ela não se atreveu a respirar muito alto enquanto subia os poucos degraus para a porta da cela, pegou o estojo de ferramentas e começou a trabalhar. Um olhar aqui, um na mudança do vento...
Ali – a fechadura se abriu, e ela puxou a porta, se preparando para as dobradiças rangentes. Pela misericórdia de algum deus, não houve nenhum som, e as serpentes aladas continuaram berrando.
Lysandra estava agachada no canto mais distante, sangrando e suja, sua curta camisola rasgada e suas pernas nuas machucadas.
Sem colar. Sem anel nos dedos.
Aelin engoliu seu grito de alívio e balançou os dedos para dizer à cortesã para se apressar...
Com os pés quase silenciosos, Lysandra se arremessou por ela, direto para o manto salpicado de marrom e verde que Rowan segurava. Dois batimentos cardíacos mais tarde ela descia os degraus indo para a mata. Outra batida, e os guardas mortos estavam dentro do vagão com a porta trancada. Aelin e Rowan voltaram para a floresta entre os rugidos das serpentes aladas.
Lysandra estava tremendo quando se ajoelhou no mato, Chaol diante dela, inspecionando suas feridas. Ele murmurou para Aelin que estava tudo bem e ajudou a cortesã a levantar antes de levá-la mais profundamente na floresta.
Levou menos de dois minutos, graças aos deuses, pois um momento depois a porta do vagão colorido se abriu e a Matriarca e o rei saíram para ver do que se tratava o barulho.
A poucos passos de Aelin, Rowan monitorava cada passo, cada suspiro que seu inimigo tomava. Houve um lampejo de movimento ao seu lado, e, em seguida, Aedion e Nesryn estavam lá, sujos e ofegantes, mas vivos.
O sorriso no rosto de Aedion vacilou quando ele olhou de volta para a clareira atrás deles.
O rei caminhava para o coração da clareira, exigindo respostas.
Açougueiro bastardo.
E por um momento, eles estavam novamente em Terrasen, naquela mesa de jantar no castelo de sua família, onde o rei comera da comida de sua família, bebera seu melhor vinho, e, em seguida, tentara destruir sua mente.
Os olhos de Aedion encontraram o dela, seu corpo tremendo em antecipação – esperando sua ordem.
Ela sabia que poderia viver para se arrepender, mas Aelin balançou a cabeça. Não aqui – não agora. Havia muitas variáveis e muitos jogadores no tabuleiro. Eles tinham Lysandra. Era hora de ir.
O rei falou a seu filho para ir até o cavalo e berrou ordens para os outros quando a Líder Alada afastou-se do príncipe com uma graça letal casual. A Matriarca esperou através da clareira, suas vestes pretas volumosas esvoaçantes, apesar de sua imobilidade.
Aelin rezou para que ela e seus companheiros nunca mais fossem ao encontro da Matriarca – pelo menos não sem um exército atrás deles.
Seja lá o que o rei tivesse visto dentro do vagão colorido, era importante o suficiente para que eles não tivessem arriscado em suas cartas sobre detalhes específicos.
Dorian montou em seu cavalo, o rosto frio e vazio.
Eu voltarei por você, ela lhe prometera. Não pensara que seria desta maneira.
A comitiva do rei partiu com assustador silêncio e eficiência, aparentemente sem saber que agora faltavam três dos seus homens. O fedor do valg sumiu quando eles desapareceram, varrido por um vento forte como se a própria Carvalhal quisesse limpar qualquer vestígio.
Indo na direção oposta, as bruxas rondavam entre as árvores, arrastando a carroça atrás delas com força sobre-humana, até que apenas Líder Alada e sua avó horripilante permaneceram na clareira.
O golpe foi tão rápido que Aelin não pôde detectá-lo. Mesmo Aedion se encolheu.
O tapa reverberou pela floresta, e o rosto da Líder Alada estalou para o lado para revelar quatro linhas de sangue azul correndo agora por seu rosto.
— Tola insolente — a Matriarca assobiou. Persistente perto das árvores, a bela, tenente de cabelos dourados observou cada movimento que a Matriarca fazia, tão intensamente que Aelin se perguntou se ela queria arrancar a garganta da Matriarca. — Quer me custar tudo?
— Vovó, eu lhe enviei cartas...
— Recebi suas lamentações, suas cartas choramingantes. E eu as queimei. Você está sob ordens para obedecer. Será que pensa que meu silêncio não foi intencional? Faça o que o duque ordena.
— Como você pode permitir que estes...
Outro tapa e quatro linhas sangravam pelo rosto da bruxa.
— Você se atreve a me questionar? Se acha tão boa quanto uma Grã Bruxa, agora que é Líder Alada?
— Não, Matriarca.
Não havia nenhum sinal do tom arrogante provocante de minutos antes, só a raiva letal. Uma assassina de nascimento e formação. Mas os olhos dourados voltaram-se para o vagão colorido em uma pergunta silenciosa.
A Matriarca se inclinou, seus dentes de ferro enferrujados a uma distância de retalhar a garganta de sua neta.
— Pergunte, Manon. Pergunte o que há no interior da carroça.
A bruxa de cabelos dourados perto das árvores ficou ereta.
Mas a Líder Alada – Manon – inclinou a cabeça.
— A senhora me dirá quando for necessário.
— Vá olhar. Vamos ver se atende aos padrões da minha neta.
Com isso, a Matriarca caminhou por entre as árvores, o segundo grupo de bruxas agora esperando por ela.
Manon Bico Negro não limpou o sangue azul que deslizava em seu rosto quando subiu os degraus do vagão, parando no patamar por apenas um batimento cardíaco antes de entrar na escuridão além.
Este era um sinal tão bom quanto qualquer outro para dar o fora. Com Aedion e Nesryn guardando suas costas, Aelin e Rowan correram para o local onde Chaol e Lysandra estariam esperando. Não, sem magia ela enfrentaria o rei e Dorian. Ela não tinha um desejo de morte – quer para si ou seus amigos.
Encontrou Lysandra apoiada contra uma árvore, os olhos arregalados, respirando com dificuldade.
Chaol tinha desaparecido.

20 comentários:

  1. Ai caramba, hey, olhe pelo lado bom, pode ser que ele tenha o poder de ficar invísivel e está assim agora, é um possibilidade. Kkkk

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    1. eu aposto que chao foi atras de dorian e vai fuder tudo

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  2. Laura do Bom Senso 42 #Zueira2 de março de 2016 13:13

    Não, pera comentei com a conta de alguém aqui de casa, mas sou eu a Nanah ou algo assim

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  3. Manoooo....... que top esse cap.

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  4. Cara acho que as vezes pd rolar um love entre dorian e Manon

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  5. Aonde ta chaol ? Eu não quero que ele morra ,mesmo que ele seja um chato as vezes.

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    1. Oloco....Eu acho que ele foi atraz de Dorian kkkkk

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  6. Sla cara.. mas esse tmp todo as pessoas shipparam dorian e cealena, ou chaol e cealena, mas to achando mais provavel dorian e chaol haudhaushsi

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    1. tbm to achando isso, pq toda vez q Chaol fala de Dorian parece q ta apaixonado, nan

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  7. sqn glau
    caraca vei sabia q ia acontecer um merda ai so n sabia com quem!

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  8. Manon, Dorian, Aelin, Rowan, Aedion, Nesryn, Ren, Hollin, Gavin, Lorcan, Marion, Asterin, Arobynn, Kaltain, Perrignton, Vernon, e etc... Pelo visto essa autora gosta muito de nomes terminados com N.

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    1. Puxa, verdade, Vanessa! Eu nunca tinha reparado nisso!

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  9. Cara,na boa... So eu que reparei que o rei não tem nome? Hehuheheuhh

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    1. Ter ele deve ter né mas ninguém foi ser louco de chamar o rei pelo primeiro nome, só se quiser ser torturado e virar comida de valg

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    2. Eu acho que ele tem um valg dentro dele! Viu como o Dorian não se lembrava do próprio nome? Com o rei deve ter acontecido a mesma coisa, só q já passou mtt tempo e tal. E os olhos do Dorian são azuis, não são? Ele disse que não sabia de onde eles tinham vindo, mas todos os Havilliard, ao que parece, tinham os olhos azuis (Roland como exemplo. Quando consumidos por completo por um rei valg, os olhos ficam pretos, assim como os do rei de Adarlan. Tenho certeza que é isso!

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    3. Miga aí em cima. Nunca tinha pensado nisso!!!!! Mas faz todo sentido!!!!!!

      Chaol foi a traz do Dorian e vai acabar morto... Tolo

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    4. Cara o nome dele é pai-do-Dorian.

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  10. algo está gritando em minha mente que esse sumiço de Chaol não é coisa boa e que ele vai fazer merda
    Vai dar merda.
    Vai dar MUITA merda.

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  11. MANOONNN A SALVAÇÃO DO DORIAANN!!!!!!!!1 Só eu q pirei qnd eles se conversaram?

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