8 de fevereiro de 2016

Capítulo 48

Celaena sacou e apontou Damaris para Archer em segundos. Ligeirinha rosnava para ele, mas se manteve afastada, um passo atrás de Celaena.
— O que você está fazendo aqui? — Era inconcebível que ele estivesse ali. Como havia entrado?
— Tenho seguido você há semanas — falou Archer, olhando para a cadela. — Nehemia me contou sobre as passagens, me mostrou a entrada. Estive aqui quase todas as noites desde que ela morreu.
A assassina olhou para o portal. Se Nehemia avisara para não abrir o portal, Celaena tinha certeza de que a amiga não queria que Archer o visse também. Ela se moveu até a parede, mantendo-se bem afastada da escuridão ao passar a mão sobre as marcas verdes brilhantes, fazendo menção de apagá-las.
— O que está fazendo? — indagou Archer.
Celaena apontou Damaris para ele, apagando furiosamente as marcas. Elas não cederam. Qualquer que fosse aquele feitiço, era muito mais complexo do que o que selara a porta da biblioteca – apenas limpar as marcas não o desfaria. Mas Archer estava agora entre a jovem e o livro no qual o feitiço de fechamento estava marcado. Celaena esfregou com mais força. Estava tudo dando terrivelmente errado.
— Pare! — Archer avançou, passando por ela com uma facilidade sobrenatural ao agarrar seu pulso.
Ligeirinha latiu, um aviso feroz, mas um assobio agudo da dona fez com que a cadela ficasse bem afastada. Ela se voltou para o cortesão, já com intenção de deslocar o braço que a segurava, mas a luz verde do portal iluminava o pulso dele, no lugar em que a manga da túnica tinha se afastado.
Uma tatuagem negra de uma criatura que parecia ser uma serpente apareceu ali.
Celaena vira aquilo antes. Vira...
Seu olhar se dirigiu para o rosto de Archer.
Não confie...
Ela achou que o desenho de Nehemia indicava o selo real – uma versão levemente distorcida da serpente alada. Mas, na verdade, era da tatuagem dele. Da tatuagem de Archer.
Não confie em Archer, era o que a princesa tentava avisar.
Celaena se afastou, sacando uma adaga. Apontou Damaris e a faca para Archer. Quanto Nehemia escondera de Archer e dos contatos dele? Se não confiava neles, então por que contara ao grupo tudo aquilo?
— Conte-me como descobriu isto — sussurrou o cortesão, os olhos se voltando para o portal e para a escuridão além. — Por favor. Encontrou as chaves de Wyrd? Foi assim que conseguiu?
— O que sabe sobre as chaves de Wyrd? — disparou Celaena.
— Onde estão elas? Onde as encontrou?
— Não as possuo.
— Mas achou a charada — disse Archer, ofegante. — Deixei que você encontrasse aquela charada que escondi no escritório de Davis. Levamos cinco anos para descobrir aquela charada... e você deve ter solucionado. Eu sabia que seria você quem solucionaria. Nehemia também sabia.
Celaena balançava a cabeça. Ele não sabia que havia uma segunda charada, uma charada com um mapa para as chaves.
— O rei tem pelo menos uma chave. Mas não sei onde as outras duas estão.
Os olhos de Archer ficaram sombrios.
— Suspeitávamos disso. Foi por isso que ela veio aqui. Para descobrir se o rei havia realmente roubado as chaves e, caso tivesse, quantas.
Era por isso que Nehemia não podia ir embora, percebeu Celaena. Por isso optou por ficar em vez de retornar para Eyllwe. Para lutar pela única coisa que era mais importante do que o destino do seu país: o destino do mundo. De outros mundos também.
— Não preciso entrar em um navio amanhã. Contaremos a todos — sussurrou Archer. — Contaremos a todos que ele as possui e...
— Não. Se revelarmos a verdade, o rei usará as chaves para fazer mais mal do que você pode imaginar. Perderemos qualquer chance de discrição para encontrar as demais.
O cortesão deu um passo na direção de Celaena. Ligeirinha emitiu outro rosnado de aviso, mas se manteve afastada.
— Então vamos descobrir onde ele mantém a chave. E as outras. E então as usaremos para destroná-lo. Criaremos um mundo nosso.
A voz dele adquiria um tom de frenesi, cada palavra era mais áspera que a seguinte.
Celaena balançou a cabeça.
— Prefiro destruí-las a usar seu poder.
Archer deu uma risada.
— Ela disse a mesma coisa. Disse que deveriam ser destruídas, colocadas de volta no portal, se conseguíssemos encontrar um meio. Mas qual é a utilidade de encontrar as chaves se não as usarmos contra ele? Se não fizermos com que ele sofra?
O estômago de Celaena se revirou. Havia mais coisas que ele não estava dizendo, Archer sabia mais. Então ela suspirou e balançou de novo a cabeça, começando a caminhar de um lado para o outro. Ele ficou em silêncio enquanto Celaena andava – em silêncio até parar subitamente, como se entendesse de repente. Celaena ergueu a voz.
— Ele deveria sofrer pelo máximo de tempo possível. Assim como as pessoas que nos destruíram, que nos tornaram o que somos: Arobynn, Clarisse... — Ela mordeu o lábio. — Nehemia jamais poderia entender isso. Nunca tentou. Você... você está certo. Elas devem ser usadas.
Archer a avaliou com tanta cautela que Celaena se aproximou e inclinou a cabeça para o lado – pensando nas palavras dele, pensando nele.
E o cortesão engoliu.
— Foi por isso que ela deixou o movimento. Saiu uma semana antes de morrer. Sabíamos que era uma questão de tempo até Nehemia ir ao rei e expor todos nós, usar o que tinha aprendido para garantir clemência para Eyllwe, e para nos aniquilar no mesmo golpe. Disse que preferia ter um tirano todo-poderoso a ter uma dúzia.
Celaena falou com uma calma mortal:
— Ela teria destruído tudo para você. Quase destruiu tudo para mim também. Mandou que eu ficasse longe das chaves de Wyrd. Tentou impedir que eu resolvesse a charada.
— Porque queria guardar o conhecimento para si, para ganhos próprios.
A assassina sorriu mesmo ao sentir o mundo girar sob seus pés. E não conseguia explicar por que ou como tinha começado a imaginar, mas, se fosse verdade, precisava fazer com que Archer admitisse. Então ela se viu dizendo:
— Você e eu trabalhamos por tudo que temos, nós... tivemos tudo arrancado e usado contra nós também. Outras pessoas nem conseguem começar a entender as coisas que fomos forçados a fazer. Acho... Acho que é por isso que eu era tão apaixonada por você quando era menina. Eu sabia, mesmo naquela época, que você entendia. Que sabia como era ser criado por pessoas como Arobynn e Clarisse e então... vendido. Você me entendia naquela época. — Celaena fez com que os olhos brilhassem, a voz embargasse, como se estivesse contendo um choro. Piscando furiosamente, murmurou: — Mas acho que finalmente entendo você também.
Ela esticou a mão como se para pegar a de Archer, mas então a abaixou, deixando o rosto carinhoso e suave, com um sorriso melancólico.
— Por que não me contou antes? Poderíamos ter trabalhado para esse fim há semanas. Poderíamos ter tentado resolver a charada juntos. Se eu soubesse o que Nehemia ia fazer, como pôde mentir para mim tantas e tantas vezes... Ela me traiu. De todas as maneiras possíveis, Archer. Mentiu para mim, me fez acreditar... — Os ombros de Celaena se curvaram. Depois de um longo instante, ela deu um passo na direção dele. — Nehemia não era melhor do que Arobynn ou Clarisse, no fim das contas. Archer, você deveria ter me contado. Tudo. Eu sabia que não tinha sido Mullison, ele não era inteligente o bastante. Se tivesse me contado, eu poderia ter levado a cabo. — Um risco, um salto às escuras. — Por você... Por nós, eu teria levado a cabo.
Mas o cortesão deu um sorriso hesitante.
— Ela passava tanto tempo reclamando do conselheiro Mullison que eu sabia que ele seria o mais fácil de culpar. E graças àquela competição, ele já tinha uma conexão com Cova.
— Cova não reconheceu que você não era Mullison? — perguntou Celaena, com o máximo de calma possível.
— Ficaria surpresa com a facilidade com que os homens veem o que querem. Um manto, uma máscara e algumas roupas chiques, e ele não pensou duas vezes.
Ai, pelos deuses. Pelos deuses.
— Então, na noite no armazém — continuou Celaena, erguendo uma sobrancelha, uma comparsa intrigada. — Por que sequestrou Chaol, de verdade?
— Eu precisava afastar você de Nehemia. E quando levei aquela flechada por você, sabia que confiaria em mim, pelo menos naquela noite. Peço desculpas se meus métodos foram... duros. Ossos do ofício, acho.
Confiar nele, perder a princesa e perder Chaol. Archer a havia isolado dos amigos, a mesma coisa que ela suspeitava que Roland queria fazer com Dorian.
— E aquela ameaça que o rei recebeu antes da morte de Nehemia, a ameaça à vida dela — falou Celaena, os lábios se contraindo para cima. — Você plantou aquela ameaça, não foi? Para me mostrar quem são meus verdadeiros amigos, em quem eu posso confiar de verdade.
— Foi uma aposta. Assim como estou apostando agora. Não sabia se o capitão a avisaria. Parece que eu estava certo.
— Por que eu? Estou lisonjeada, é claro, mas... você é inteligente. Por que não poderia ter decifrado a charada sozinho?
Archer inclinou a cabeça.
— Porque sei o que você é, Celaena. Arobynn me contou certa noite, depois que você foi para Endovier. — Celaena afastou a pontada de dor e de traição verdadeiras para que não se distraísse. — E para nossa causa ser bem-sucedida, precisamos de você, eu preciso de você. Alguns membros do movimento já estão começando a brigar comigo, a questionar minha liderança. Acham que meus métodos são muito brutais. — Aquilo explicava a luta que vira com aquele jovem. Archer deu um passo na direção dela. — Mas você... Pelos deuses, desde o momento em que a vi do lado de fora da Willows, soube que nos daríamos bem juntos. As coisas que realizaremos...
— Eu sei — falou Celaena, olhando para aqueles olhos verdes, tão fortes combinando com as luzes do portal ao lado. — Archer, eu sei.
O cortesão não viu a adaga chegar até que Celaena a enfiasse nele.
Mas também era rápido – rápido demais – e se virou bem a tempo de a adaga perfurar seu ombro em vez do coração.
Archer cambaleou para trás com uma velocidade incrível, torcendo a adaga de Celaena com tanta destreza que ela soltou a arma e precisou apoiar a mão no arco do portal para evitar a queda. Com a palma da mão ensanguentada, a assassina acertou as pedras e uma luz esverdeada brilhou sob seus dedos. Uma marca de Wyrd queimou, então se apagou.
Sem tempo para ver o que tinha feito, Celaena saltou para Archer com um rugido, soltando Damaris para pegar mais duas adagas. Ele empunhou a própria arma em um segundo, dançando para longe com agilidade enquanto Celaena tentava golpeá-lo.
— Vou despedaçar você — grunhiu Celaena, circundando Archer.
Mas então um tremor percorreu o chão, e algo no vazio fez um ruído.
Um rugido gutural.
Ligeirinha emitiu um choro baixo de aviso. Correu na direção de Celaena, empurrando as canelas da dona, levando-a na direção das escadas.
O vazio se mexeu, névoa girava do lado de dentro, abrindo-se por tempo o bastante para revelar um chão rochoso e coberto de cinzas. Então uma figura saiu da névoa.
— Nehemia? — sussurrou Celaena.
Havia voltado, voltara para ajudar, para explicar tudo.
Mas não foi Nehemia quem saiu do portal.



Chaol não conseguia dormir. Ele encarava o dossel da cama, o testamento que vira na escrivaninha de Celaena nítido na mente. Não conseguia parar de pensar naquilo. Simplesmente deixara que ela o expulsasse dos aposentos sem dizer a Celaena o que o testamento significava para ele. E talvez Chaol merecesse o ódio dela, mas... mas a assassina precisava saber que ele não queria seu dinheiro.
O capitão precisava vê-la. Apenas o suficiente para explicar.
Ele passou o dedo pela cicatriz na bochecha.
Passos apressados soaram no corredor, e Chaol já estava fora da cama e quase vestido quando alguém começou a bater à porta. A pessoa do outro lado conseguiu dar uma batida antes que ele escancarasse a porta, uma adaga escondida às costas.
O capitão abaixou a arma assim que viu o rosto de Dorian brilhando com suor, mas Chaol não embainhou a adaga. Não quando viu puro pânico nos olhos dele, o cinto e a bainha da espada pendendo dos dedos fechados do príncipe.
Chaol acreditava nos instintos. Não achava que seres humanos tinham sobrevivido tanto tempo sem desenvolver alguma habilidade de saber quando as coisas não estavam certas. Não era magia, era apenas... pressentimento.
E foi seu instinto que disse a respeito de quem se tratava a visita antes que Dorian abrisse a boca.
— Onde? — perguntou Chaol.
— No quarto dela — falou Dorian.
— Conte tudo — ordenou Chaol, correndo de volta para dentro do quarto.
— Não sei, eu... acho que ela está em perigo.
O capitão já colocava uma camisa e a túnica; então enfiou os pés dentro das botas antes de pegar a espada.
— Que tipo de perigo?
— O tipo que me fez vir buscá-lo em vez de outros guardas.
Isso poderia significar qualquer coisa; mas Chaol sabia que Dorian era inteligente demais, ciente demais de como as palavras poderiam ser ouvidas com facilidade dentro daquele castelo. Ele sentiu o corpo de Dorian se contrair um segundo antes de o príncipe disparar em uma corrida, e o segurou pela parte de trás da túnica.
— Correr — falou Chaol, sussurrando — vai atrair atenção.
— Já desperdicei tempo demais vindo buscar você — replicou Dorian, mas acompanhou os passos rápidos, porém calmos.
Levariam cinco minutos para chegar aos aposentos dela se mantivessem aquela velocidade. Se não houvesse distrações.
— Alguém está ferido? — perguntou Chaol em voz baixa, tentando manter a respiração calma, manter a concentração.
— Não sei — falou Dorian.
— Você precisa me dizer mais do que isso — disparou o capitão. Sua calma se perdendo a cada passo.
— Tive um sonho — falou Dorian, tão baixo que apenas ele pôde ouvir. — Fui avisado de que ela estava em perigo, que era um perigo para si mesma.
Chaol quase parou, mas Dorian dissera com tanta convicção.
— Acha que eu queria buscar você? — questionou Dorian, sem olhar para Chaol.
O capitão não respondeu, mas se apressou o máximo que pôde sem atrair atenção indesejada dos criados e dos guardas ainda em serviço. Conseguia sentir o próprio coração martelando por cada centímetro do corpo quando chegaram às portas dos aposentos de Celaena. Ele não se incomodou em bater e quase arrancou a porta das treliças ao escancará-la, com Dorian ao encalço.
O capitão estava à porta do quarto de Celaena em um instante, e não se incomodou em bater também. Mas a maçaneta não se moveu. A porta estava trancada. Chaol empurrou de novo.
— Celaena? — O nome dela pareceu mais um grunhido que irrompeu do capitão. Nenhuma resposta. Ele lutava contra o pânico crescente, mesmo ao sacar a adaga, ao escutar em busca de sinais de problemas. — Celaena.
Nada.
Chaol esperou um segundo antes de bater o ombro contra a porta. Uma vez. Duas vezes. A fechadura estalou. A porta se escancarou, revelando o quarto vazio.
— Pelos deuses — sussurrou Dorian.
A tapeçaria na parede tinha sido dobrada para trás, para revelar uma porta aberta, uma porta secreta de pedra que se abria para uma passagem escura.
Foi assim que Celaena saiu para matar Cova.
Dorian sacou a espada do cinto.
— Em meu sonho, me disseram que eu encontraria esta porta.
O príncipe deu um passo à frente, mas Chaol o impediu com o braço. Pensaria nele e nos sonhos clarividentes depois, muito depois.
— Você não vai descer lá.
Os olhos de Dorian brilharam.
— Até parece que não vou.
Como se em resposta, um rosnado gutural de estremecer os ossos soou de dentro. E então um grito, um grito humano, seguido por um latido esganiçado.
Chaol estava correndo para a passagem antes que conseguisse pensar. Estava um breu, e Chaol quase tropeçou escada abaixo, mas Dorian, logo atrás, pegou uma vela.
— Fique no alto das escadas! — ordenou Chaol, ainda disparando para baixo.
Se houvesse tempo, o capitão o teria trancado no armário em vez de arriscar levar o príncipe herdeiro para o perigo, mas... Que diabo tinha sido aquele rosnado? O latido ele conhecia, o latido era de Ligeirinha. E se a cadela estava lá embaixo...
Dorian continuava seguindo o capitão.
— Fui enviado para cá — disse ele.
Chaol desceu os degraus de dois em dois e três em três, mal ouvindo as palavras do príncipe. Será que o grito tinha sido dela? Parecera masculino. Porém quem mais poderia estar lá embaixo com Celaena?
Uma luz azul brilhou na base das escadas. O que era aquilo?
Um rugido agitou as pedras antigas. Aquilo não era humano nem vinha de Ligeirinha. Mas o quê...
Jamais encontraram a criatura que estava matando os campeões. Os assassinatos simplesmente cessaram. Mas os danos que Chaol vira naqueles corpos... Não, Celaena tinha que estar viva.
Por favor, implorou Chaol para quaisquer deuses que ouvissem.
O capitão saltou para a plataforma das escadas e encontrou três portas.
A luz azul tinha brilhado à direita. Eles correram.
Como uma caverna de câmaras tão gigantesca tinha sido esquecida? E havia quanto tempo Celaena sabia delas?
Chaol desceu acelerado uma escada em espiral. Então uma nova luz esverdeada começou a brilhar constantemente, e o capitão virou em uma plataforma e viu...
Não sabia para onde olhar primeiro – para o longo corredor onde uma parede brilhava com um arco de símbolos verdes ou para o... o mundo exibido do outro lado do arco, retratando uma terra de névoa e pedras.
Para Archer, que se encolhia na parede oposta, entoando palavras estranhas de um livro que tinha nas mãos.
Para Celaena, caída no chão de bruços.
Ou para o monstro: uma coisa alta e esguia, mas definitivamente não humana. Não com aqueles dedos sobrenaturalmente longos com garras, pele branca que parecia papel amassado, uma mandíbula escancarada que revelava dentes como os de peixes, e aqueles olhos... leitosos e manchados de azul.
E havia Ligeirinha, os pelos da nuca eriçados e os dentes expostos, recusando-se a deixar o demônio se aproximar de Celaena, mesmo enquanto o filhote quase crescido mancava, mesmo enquanto o sangue se empoçava por causa do ferimento na pata traseira direita.
Chaol teve apenas dois segundos para avaliar o monstro, absorver cada detalhe e demarcar o ambiente.
— Vá — rugiu ele para Dorian antes de se atirar à criatura.

6 comentários:

  1. Eu sabia que esse Archer não prestava!!!

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  2. Filho da mãe pra não dizer coisas piores e eu cheguei a ter pena do desgraçado.

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  3. Fdm esse Archer afffff odeio essd cara

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  4. MeooooooooooooooDeossssssssssss!

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