28 de fevereiro de 2016

Capítulo 42

Os portões da frente da Torre dos Assassinos estavam abertos, a entrada de cascalho e gramado bem cuidado iluminada com lâmpadas de vidro cintilantes. A própria contrução de pedra clara era brilhante, bonita e convidativa.
Aelin lhes dissera o que esperar na carruagem, mesmo quando pararam ao pé da escada, ela olhou para os dois homens sentados com ela e disse:
— Estejam em guarda, e mantenham suas bocas gordas fechada. Especialmente com o comandante valg. Não importa o que ouvirem ou verem, basta manter suas bocas gordas fechadas. Nada dessa besteira territorial psicótica.
Aedion riu.
— Lembre-me de lhe dizer amanhã quão encantadora você é.
Mas ela não estava com vontade de rir.
Nesryn pulou do banco do condutor e abriu a porta da carruagem. Aelin saiu, deixando a capa para trás, e não se atreveu a olhar para a casa do outro lado da rua, para o telhado onde Chaol e alguns rebeldes forneciam segurança caso as coisas corressem muito, muito erradas.
Ela estava na metade dos degraus de mármore quando as portas de carvalho esculpidas se abriram, inundando o limiar com luz dourada. Não era o mordomo ali de pé, sorrindo para ela com os dentes muito brancos.
— Bem-vinda de volta à nossa casa! — Arobynn ronronou. Ele chamou-os para o hall de entrada cavernoso. — E que seus amigos sintam-se bem-vindos.
Aedion e Nesryn moveram-se em torno da carruagem para a porta na parte de trás. A espada de seu primo foi erguida quando eles abriram o compartimento e puxaram a figura encapuzada e acorrentada.
— O seu favor — disse Aelin quando eles o deixaram de pé.
O comandante valg tremeu e tropeçou em seu aperto. Quando o levaram para a casa, o capuz sobre sua cabeça balançava para lá e para cá. Debaixo dele um ruído de silvo vicioso se arrastava para fora das fibras de malha grossas.
— Eu teria preferido a porta de serviço para o nosso hóspede — disse Arobynn firmemente.
Ele estava de verde, verde por Terrasen, embora a maioria dissesse que era para destacar o seu cabelo ruivo. Uma maneira de confundir as suposições sobre suas intenções, sua fidelidade. Ele não portava armas que ela pudesse ver, e não havia nada além de calor naqueles olhos prateados quando ele estendeu as mãos para ela, como se Aedion não estivesse agora puxando um demônio para subir os degraus da frente. Atrás deles, Nesryn conduziu a carruagem para longe.
Ela podia sentir Rowan eriçado, sentir o desgosto de Aedion, mas bloqueou-os.
Pegou as mãos secas, quentes e calejadas de Arobynn. Ele apertou os dedos suavemente, olhando para o rosto dela.
— Você está deslumbrante, mas eu não esperaria menos. Nem mesmo uma contusão após prender nosso convidado. Impressionante — ele se inclinou mais perto, aspirando. — E você cheira divinamente também. Estou contente que meu presente tenha sido bem usado.
Pelo canto do olho, ela viu Rowan endireitar-se, e ela sabia que ele deslizara para a calma assassina.
Nem Rowan, nem Aedion portavam armas visíveis, salva a única lâmina seu primo tinha agora para fora, mas ela sabia que estavam ambos armados sob suas roupas, e sabia que Rowan agarraria o pescoço de Arobynn se ele sequer piscasse errado para ela.
Foi esse único pensamento que a fez sorrir para Arobynn.
— Você parece bem. Suponho que já conheça os meus companheiros.
Ele enfrentou Aedion, que estava ocupado espetando a espada nas costelas do comandante como um lembrete gentil para manter-se em movimento.
— Não tive o prazer de conhecer seu primo.
Ela sabia que Arobynn tomou cada detalhe quando Aedion chegou mais perto, empurrando sua carga diante dele; tentando encontrar alguma fraqueza, algo para usar a seu favor. Aedion apenas continuou na casa, o comandante valg tropeçando através do limiar.
— Recuperou-se bem, general — cumprimentou Arobynn. — Ou eu deveria chamá-lo de Vossa Alteza, em homenagem a sua linhagem Ashryver? O que preferir, é claro.
Ela soube então que Arobynn não tinha planos de deixar o demônio – e Stevan – deixar esta casa vivo.
Aedion deu a Arobynn um sorriso preguiçoso por cima do ombro.
— Eu não dou a mínima para como você me chama — ele empurrou o comandante valg mais para dentro. — Basta tirar esta coisa das minhas mãos.
Arobynn sorriu suavemente, imperturbável – ele calculava o tamanho do ódio de Aedion. Com deliberada lentidão, ele se virou para Rowan.
— Você, eu não conheço — Arobynn meditou, tendo que erguer a cabeça para ver o rosto de Rowan. Ele fez disso um show, olhar para Rowan. — Faz tempo desde que vi um dos feéricos. Não me lembro de eles serem tão grandes.
Rowan se moveu mais fundo no salão de entrada, cada passo atado com poder e morte, parando a seu lado.
— Você pode me chamar de Rowan. Isso é tudo o que você precisa saber.
Ele inclinou a cabeça para o lado, um predador avaliando a presa.
— Obrigado pelo óleo — acrescentou. — Minha pele estava um pouco seca.
Arobynn piscou – tanta surpresa quanto ele mostraria.
Levou um momento para processar o que Rowan havia dito, e para perceber que o cheiro de amêndoas não viera só dela. Ele tinha usado, também.
Arobynn desviou sua atenção para Aedion e o comandante valg.
— Terceira porta à esquerda, leve-o lá embaixo. Use a quarta cela.
Aelin não se atreveu a olhar para o seu primo quando ele se arrastou ao lado de Stevan. Não havia sinal dos outros assassinos, nem mesmo um servo. Seja o que fosse que Arobynn tinha planejado, não queria testemunhas.
Arobynn foi atrás de Aedion, as mãos nos bolsos.
Mas Aelin permaneceu no corredor por um momento, olhando para Rowan.
Suas sobrancelhas  ergueram enquanto lia as palavras em seus olhos, sua postura. Ele nunca especificou que só você tinha que usá-lo.
Sua garganta apertou e ela balançou a cabeça. O quê? Ele parecia perguntar.
Você só... ela balançou a cabeça novamente. Me surpreende às vezes. Bom.
Eu odiaria que você ficasse entediada.
Apesar de tudo, apesar do que estava por vir, um sorriso surgiu em seus lábios enquanto Rowan pegava sua mão e a apertava com força.
Quando virou a cabeça para as masmorras, seu sorriso desapareceu quando encontrou Arobynn assistindo.



Rowan estava a cerca de um fio de cabelo de arrancar a garganta do rei dos Assassinos enquanto ele os conduzia para baixo nas masmorras.
Rowan mantinha-se um degrau atrás de Aelin enquanto desciam a longa escadaria curva de pedra, o fedor de mofo, sangue e ferrugem crescendo mais forte a cada passo. Ele havia sido torturado e torturado outros o suficiente, para saber o que este lugar era.
Para saber que tipo de treinamento Aelin recebera aqui embaixo.
Uma menina – ela era uma menina quando o bastardo de cabelos vermelhos alguns passos à frente a levara até ali e lhe ensinara a cortar os homens, como mantê-los vivos enquanto fazia isso, como fazê-los gritar e implorar. Como acabar com eles.
Não havia nenhuma parte dela que ele desgostasse, nenhuma parte dela que o assustava, mas o pensamento dela neste lugar, com estes cheiros, esta escuridão...
A cada passo descendo as escadas, os ombros de Aelin pareciam inclinar-se, seu cabelo parecia ficar mais maçante, sua pele, pálida.
Este era o lugar onde ela vira Sam pela última vez, ele percebeu. E seu mestre sabia disso.
— Nós usamos este lugar para a maior parte de nossas reuniões, é difícil de escutar ou ser pego de surpresa — Arobynn falou para ninguém em particular. — Embora ele também tenha outros usos, como vocês verão em breve.
Ele abriu porta depois de porta, e parecia a Rowan que Aelin estava contando, esperando, até...
— Devemos? — Arobynn perguntou, apontando para a porta da cela.
Rowan tocou seu cotovelo. Deuses, seu autocontrole tinha que estar em frangalhos esta noite; ele não conseguia parar de inventar desculpas para tocá-la. Mas esse toque era essencial. Seus olhos encontraram os dele, sombrios e frios. Você diz uma palavra – apenas uma palavra maldita e ele estará morto, e então nós poderemos revirar esta casa de cima a baixo em busca do amuleto.
Ela balançou a cabeça enquanto entrava na cela, e ele entendeu bem o suficiente. Não. Ainda não.



Ela quase empacou na escada para as masmorras, e foi apenas o pensamento do amuleto, apenas o calor do guerreiro feérico atrás dela que a fez colocar um pé na frente do outro e descer para a interior pedra escura.
Ela nunca esqueceria aquele lugar. Ele ainda assombrava seus sonhos.
A mesa estava vazia, mas ela podia vê-lo ali, quebrado e quase irreconhecível, o cheiro de gloriella agarrado ao seu corpo. Sam fora torturado de uma forma que ela ainda não tinha conhecimento, até que leu a carta de Wesley. O pior de tudo fora o pedido por Arobynn. Solicitado, como punição por Sam amá-la – punição por adulteração de pertences de Arobynn.
Arobynn passeou pela a sala, as mãos nos bolsos. Cada respiração afiada de Rowan lhe dizia o suficiente sobre o que este lugar cheirava.
A sala fria e escura onde eles colocaram o corpo de Sam. A sala fria e escura onde ela vomitou e depois deitou ao lado dele na mesa por horas e horas, não disposta a deixá-lo.
Onde Aedion agora acorrentava Stevan à parede.
— Saiam — disse Arobynn simplesmente para Rowan e Aedion, que enrijeceram. — Vocês dois podem esperar lá em cima. Nós não precisamos de distrações desnecessárias. E nem o nosso convidado.
— Só sobre o meu cadáver em decomposição — Aedion estalou.
Aelin lançou lhe um olhar penetrante.
— Lysandra os espera na sala de estar — disse Arobynn com polidez perito, seus olhos agora fixos no capuz do valg acorrentado à parede. As mãos enluvadas de Stevan puxaram as correntes, a seu silvo incessante levantava-se com violência impressionante. — Ela vai entretê-los. Estaremos lá para jantar em breve.
Rowan olhava para Aelin com muito, muito cuidado. Ela lhe deu um leve aceno de cabeça.
Rowan encontrou o olhar de Aedion – e o general devolveu o olhar.
Honestamente, se fosse qualquer outro lugar, ela poderia ter puxado uma cadeira para assistir a esta última parte de batalha de dominação. Felizmente, Aedion apenas virou-se para as escadas. Um momento depois, eles foram embora.
Arobynn foi até o demônio e arrancou o capuz de sua cabeça.
Preto, os olhos cheios de raiva olharam para eles e piscaram, vasculhando o cômodo.
— Nós podemos fazer isso da maneira mais fácil, ou da maneira mais difícil — Arobynn demorou-se.
Stevan apenas sorriu.



Aelin ouviu Arobynn interrogar o demônio, exigindo saber o que era, de onde ele tinha vindo, o que o rei queria. Depois de trinta minutos e cortes mínimos, o demônio falava sobre tudo e qualquer coisa.
— Como o rei o controla? — Arobynn indagou.
O demônio riu.
— Você não gostaria de saber.
Metade de Arobynn se virou para ela, segurando o punhal, um fio de sangue escuro escorregando na lâmina.
— Você gostaria de fazer as honras? Isto é para o seu benefício, afinal de contas.
Ela franziu a testa para seu vestido.
— Não quero sujá-lo de sangue.
Arobynn sorriu e desceu o punhal no peitoral do homem. O demônio gritou, abafando o tamborilar de sangue nas pedras.
— O anel — ele ofegou depois de um momento. — Nós todos o temos.
Arobynn fez uma pausa, e Aelin inclinou a cabeça.
— Esquerda – mão esquerda — ele continuou.
Arobynn arrancou a luva do homem, revelando o anel negro.
— Como?
— Ele tem um anel, também, e o utiliza para controlar todos nós. Ele está preso, não sai. Nós fazemos o que ele diz, tudo o que ele diz.
— De onde ele tirou os anéis?
— Ele os fez. Eu não sei — a adaga chegou mais perto. — Eu juro! Nós colocamos os anéis, ele faz um corte em nossos braços, lambe nosso sangue e então ele pode controlar-nos como quiser. É o sangue que nos une.
— E o que ele pretende fazer com todos vocês, agora que estão invadindo a minha cidade?
— Nós... nós estamos procurando pelo general. Eu não – eu não contarei a ninguém que ele está aqui... que ela está aqui, eu juro — seus olhos encontraram os dela – sombrio, implorando.
— Mate-o — disse ela a Arobynn. — Ele é um lacaio.
— Por favor — pediu Stevan, os olhos ainda prendendo os dela. Ela desviou o olhar.
— Ele parece ter acabado de me contar tudo — Arobynn meditou.
Rápido como uma víbora, Arobynn se lançou para ele, e Stevan gritou tão alto que doeu seus ouvidos quando Arobynn cortou o dedo e o anel que o circundava em um movimento brutal.
— Obrigado — Arobynn disse acima dos gritos de Stevan, e, em seguida, cortou a garganta do homem.
Aelin pisou para longe do jato de sangue, sustentando o olhar de Stevan quando a luz se apagou de seu olhar.
Quando o sangue estava espirrando mesmo, ela franziu a testa para Arobynn.
— Você poderia tê-lo matado e, em depois, cortado o anel.
— E onde é que fica a diversão? — Arobynn ergueu o dedo sangrento e tirou o anel dele. — Perdeu a sua sede de sangue?
— Eu atiraria esse anel no Avery se fosse você.
— O rei está escravizando as pessoas à sua vontade com essas coisas. Pretendo estudar esse presente da melhor forma possível —  claro que ele o faria. Ele embolsou o anel e inclinou a cabeça em direção à porta. — Agora que estamos quites, querida, vamos jantar?
Foi um esforço acenar com o corpo de Stevan ainda sangrando flácido da parede.



Aelin estava sentada à direita de Arobynn, como sempre sentara. Ela esperava que Lysandra estivesse em frente a ela, mas em vez disso a cortesã estava ao seu lado. Sem dúvida, a intenção era reduzir suas opções para os dois: lidar com a sua rival de longa data, ou falar com Arobynn. Ou algo assim.
Ela oferecera um “Olá” para Lysandra, que mantivera Aedion e Rowan na sala de estar, bem consciente de Arobynn em seus calcanhares enquanto apertava a mão de Lysandra, sutilmente passando o bilhete que mantivera escondido em seu vestido de noite.
O bilhete foi lido pelo tempo que Aelin inclinou-se para beijar o rosto da cortesã, o gesto de alguém não totalmente emocionado por estar fazendo isso.
Arobynn colocara Rowan à sua esquerda, com Aedion ao lado do guerreiro. Os dois membros de sua corte estavam separados pela mesa para impedi-los de chegar até ela, deixando-a desprotegida de Arobynn. Nem perguntaram o que aconteceu no calabouço.
— Tenho que dizer — Arobynn meditou quando seu primeiro prato de sopa de manjericão e tomate, hortaliças cultivadas na estufa dos fundos, foi levado por silenciosos serventes que haviam sido convocados agora que o assunto Stevan fora resolvido. Aelin reconheceu alguns, apesar de não olharem para ela. Eles nunca olhavam para ela, mesmo quando estava morando aqui. Ela sabia que eles não se atreveriam a sussurrar uma palavra sobre quem jantou nesta mesa esta noite. Não com Arobynn como seu mestre. — Vocês são um grupo bastante silencioso. Ou a minha protegida os assustou, deixando-os em silêncio?
Aedion, que tinha assistido cada colherada que ele tomou da sopa, levantou uma sobrancelha.
— Você quer que a gente jogue conversa fora depois de interrogar e massacrar um demônio?
Arobynn acenou com a mão.
— Eu gostaria de ouvir mais sobre todos vocês.
— Cuidado — disse ela muito baixinho para Arobynn.
O rei dos assassinos endireitou os talheres flanqueando o prato.
— Eu não deveria me preocupar sobre com quem a minha protegida está vivendo?
— Você não estava preocupado com quem vivia quando me enviou para Endovier.
Um piscar lento.
— É isso o que você acha que fiz?
Lysandra endureceu ao lado dela. Arobynn observou o movimento como notava cada coisa.
— Lysandra pode contar-lhe a verdade. Lutei com unhas e dentes para livrá-la da prisão, perdi metade dos meus homens no esforço, todos eles torturados e mortos pelo rei. Estou surpreso que seu amigo capitão não tenha lhe contado. Uma pena que ele esteja de vigia no telhado esta noite.
Ele não perdia nada, ao que aprecia.
Arobynn olhou para Lysandra na espera. Ela engoliu em seco e murmurou:
— Ele tentou, você sabe. Durante meses e meses.
Foi tão convincente que Aelin poderia ter acreditado. Por algum milagre, Arobynn não tinha ideia de que a mulher havia se encontrado com eles em segredo. Algum milagre ou as próprias habilidades de Lysandra.
— Você pretende me dizer por que insistiu em ficarmos para o jantar? — Aelin perguntou a Arobynn.
— De que outra forma a veria direito? Você teria apenas despejado aquela coisa em minha porta e saído. E nós aprendemos tanto, tanto que poderíamos usar, juntos — o frio na espinha dela não era fingido. — Embora eu tenha que dizer, esta nova você muito mais... subjugada. Suponho que para Lysandra isto seja uma coisa boa. Ela sempre olha para o buraco que você deixou na parede da entrada quando atirou aquele punhal em sua cabeça. Eu o mantive ali como um pequeno lembrete do quanto nós todos sentimos sua falta.
Rowan estava olhando para ela, uma víbora pronta para atacar. Mas as sobrancelhas erguidas ligeiramente, como se dissesse: Você realmente atirou uma adaga na cabeça dela?
Arobynn começou a falar de um tempo em que Aelin ainda brigava com Lysandra e elas rolaram escada abaixo, arranhando e uivando como gatas, assim Aelin olhou para Rowan por mais um momento. Eu era um pouco esquentada.
Estou começando a admirar Lysandra cada vez mais. Uma Aelin de dezessete anos de idade deve ter sido uma delícia de se lidar.
Ela lutou contra a vontade de contrair os lábios. Eu pagaria um bom dinheiro para ter dezessete e te encontrar aos dezessete anos, Rowan.
Seus olhos verdes brilharam. Arobynn ainda estava falando. Aos dezessete anos eu não saberia o que fazer com você. Mal conseguia falar com as mulheres de fora da família.
Mentiroso – eu não acredito por um segundo.
É verdade. Você o teria escandalizado com suas roupas de dormir – até mesmo com esse vestido que está usando.
Ela apertou os dentes. Ele provavelmente teria ficado ainda mais escandalizado ao saber que não estou usando roupa íntima sob este vestido.
A mesa sacudiu quando o joelho de Rowan a tocou.
Arobynn parou, mas continuou quando Aedion perguntou sobre o que o demônio lhe dissera.
Você não pode estar falando sério, Rowan parecia dizer.
Consegue ver algum lugar onde este vestido pode escondê-las? Cada linha e ruga apareceriam.
Rowan sacudiu a cabeça sutilmente, seus olhos dançando com uma luz que só recentemente ela vislumbrara e valorizara. Você se delicia ao me chocar?
Ela não conseguia se impedir de sorrir. De que outra forma eu deveria manter um imortal irritadiço entretido?
O sorriso dele a distraiu o suficiente para ela levar um momento para perceber o silêncio, e que todos olhavam para eles à espera.
Ela olhou para Arobynn, cujo rosto era uma máscara de pedra.
— Você me perguntou alguma coisa?
Ali estava o olhar calculista e a ira em prata que uma vez a faria começar a implorar por misericórdia.
— Eu perguntei — Arobynn falou — se você se divertiu nestas últimas semanas destruindo minhas propriedades de investimento e assegurando que todos os meus clientes não se aproximariam de mim.

12 comentários:

  1. Laura do Bom Senso 42 #Zueira29 de fevereiro de 2016 18:30

    Marcar "Amei" ali foi que nem responder por ela, a sensação foi assim mesmo

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  2. Vééééiii... a mina n se contenta em matar o cara, ainda tem que esfregar na cara dele o novo amante feérico lindo maravilhoso que ela arranjou... E o Arobynn só no recalque.Adorei.

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  3. Essa conversa silenciosa deles me lembra Ever e Damen :)

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  4. Minha parte favoritas essas convesas mentais entre eles , sao muito fofos

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  5. mow safadin.. Tão louco pra se pegarem mas não admitem u.u

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    1. ne isso q me dsecha pe da vida q eles n se assumem e se pegam de um vez!

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  6. Arobynn sorriu suavemente, imperturbável – ele calculava o tamanho dódio de Aedion. Com deliberada lentidão, ele se virou para Rowan.
    Eu acho que tem um pequeno erro aqui eu acho que seria o tamanho do ódio e não dódio vê ai Karina pfv

    Seus olhos verdes brilharam. Arobynn ainda estava falando. Aos dezessete anos eu não saberia o que fazer com você. Mal conseguia falar com as mulheres de fora da família.
    Mentiroso – eu não acredito por um segundo.
    É verdade. Você o teria escandalizado com suas roupas de dormir – até mesmo com esse vestido que está usando.
    Ela apertou os dentes. Ele provavelmente teria ficado ainda mais escandalizado ao saber que não estou usando roupa íntima sob este vestido.
    A mesa sacudiu quando o joelho de Rowan a tocou.
    Arobynn parou, mas continuou quando Aedion perguntou sobre o que o demônio lhe dissera.
    Você não pode estar falando sério, Rowan parecia dizer.
    Consegue ver algum lugar onde este vestido pode escondê-las? Cada linha e ruga apareceriam.
    Rowan sacudiu a cabeça sutilmente, seus olhos dançando com uma luz que só recentemente ela vislumbrara e valorizara. Você se delicia ao me chocar?


    Gzuis ela tah msm sem calcinha kkkkkkk essa menina não tem jeito tah muito safadinha.

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    1. Néeee kkkkkkk
      Vou arrumar sim, Shay, obrigada por avisar

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  7. Gentey, como que o Arobbyn não ia ficar com ciúme do ROWAN?? Ele só matou o Sam pcausa que a recalcada da Aelin roubou o precioso tanquinho do boy magia dele ;P
    Parar com Lsd povo...

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  8. Caramba, velho. Essas conversas mentais deles são otimas!! Kkkkk
    Me acabo!!

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