28 de fevereiro de 2016

Capítulo 39

— Morto, tão morto quanto pode estar — disse Aelin, virando a metade superior dos restos mortais do cão de caça de Wyrd. Rowan, agachado sobre um dos pedaços de baixo, rosnou sua confirmação. — Lorcan não segura os golpes, não é? — ela comentou, estudando as fétidas encruzilhadas de esgoto sujo de sangue. Não havia praticamente qualquer coisa restando do comandante valg, ou dos cães de caça de Wyrd. Em questão de momentos, Lorcan massacrara todos eles como se fossem móveis. Deuses.
— Lorcan provavelmente passou a luta inteira imaginando cada uma dessas criaturas sendo você — disse Rowan, levantando-segurando um braço. — A pele parece como uma armadura, mas por dentro é só carne.
Ele cheirou, e rosnou em desgosto.
— Bom. E obrigado, Lorcan, por descobrir isso para nós.
Ela caminhou até Rowan, vendo o braço pesado dele, e acenou para o príncipe com os dedos rígidos da criatura.
— Pare com isso — ele assobiou.
Ela contorceu os dedos do demônio um pouco mais.
— Ele daria um bom caçador.
Rowan franziu a testa.
— Desmancha-prazeres — disse ela, e atirou o braço para o torso do cão de caça de Wyrd. Ele caiu com um baque pesado e clique de pedra. — Então, Lorcan pode derrubar um cão de caça de Wyrd — Rowan bufou com o nome que ela inventara. — E uma vez que está morto, ele permanece morto. Bom saber.
Rowan olhava com cautela.
— Essa armadilha não era apenas para enviar uma mensagem a Lorcan, era?
— Essas coisas são fantoches do rei — ela respondeu — por isso agora Sua Grande Majestade Imperial tem agora uma visão do rosto e do cheiro de Lorcan, e suspeito que ele não vá ficar muito contente de ter um guerreiro feérico em sua cidade. Agora aposto que Lorcan está sendo perseguido por outros sete cães de caça de Wyrd, que sem dúvida têm contas a acertar em nome de seu rei seu irmão caído.
Rowan sacudiu a cabeça.
— Eu não sei se devia estrangulá-la ou dar palmadinhas em suas costas.
— Penso que haja uma longa fila de pessoas que se sentem da mesma maneira — ela examinou a macabra cena que se transformara esgoto. — Eu precisava dos olhos de Lorcan em outro lugar esta noite e amanhã. E precisava saber que esses cães de caça de Wyrd podiam ser mortos.
— Por quê? — Ele via demais.
Lentamente, ela encontrou seu olhar.
— Porque usarei sua amada ligação do esgoto para entrar no castelo e explodir a torre do relógio exatamente debaixo deles.
Rowan soltou uma risada rancorosa e baixa.
— É assim que você libertará a magia. Uma vez Lorcan matar o último dos cães de caça de Wyrd, você vai arriscar.
— Ele deveria ter me matado, considerando-se o mundo de problemas que agora o está caçando por esta cidade.
Rowan mostrou os dentes em um sorriso selvagem.
— Ele mereceu.



Camuflados, armados e mascarados, Aelin encostou-se à parede de pedra do edifício abandonado enquanto Rowan circulava o comandante valg no limite do centro da sala.
— Vocês assinaram sua sentença de morte, seus vermes — a coisa dentro do corpo da guarda falou.
Aelin estalou a língua.
— Você não deve ser um bom demônio para ser capturado tão facilmente.
Tinha sido uma piada, realmente. Aelin escolhera a menor patrulha liderada pelo mais fácil dos comandantes. Ela e Rowan emboscaram a patrulha pouco antes da meia-noite, numa zona calma da cidade.
Ela mal matara dois guardas antes que o resto fosse morto nas mãos de Rowan, e quando o comandante tentou correr, o guerreiro feérico o pegara no espaço de alguns batimentos cardíacos.
Deixá-lo inconsciente foi coisa de um momento. A parte mais difícil foi arrastá-lo através das favelas, para dentro do prédio e porão abaixo, onde o tinham acorrentado a uma cadeira.
— Eu não... sou um demônio — o homem sussurrou, como se cada palavra queimasse.
Aelin cruzou os braços. Rowan, tendo Goldryn e Damaris, circulou o homem, um falcão aproximando de presas.
— Então para que o anel serve? — ela perguntou.
Um suspiro – humano, ofegante.
— Para nos corromper, nos escravizar.
— E?
— Chegue mais perto, e eu poderia lhe dizer — sua voz mudou, mais profunda e mais fria.
— Qual o seu nome? — perguntou Rowan.
— Suas línguas humanas não podem pronunciar nossos nomes, ou a nossa língua — disse o demônio.
Ela imitou o:
— Sua língua humana não pode pronunciar nossos nomes. Eu já ouvi isso antes, infelizmente —Aelin soltou uma risada baixa enquanto a criatura dentro do homem fervia. — Qual o seu nome, seu nome verdadeiro?
O homem se debateu tão violentamente que Rowan deu um passo mais perto. Ela acompanhou atentamente a batalha entre os dois seres dentro de um corpo. Por fim, ele respondeu:
— Stevan.
— Stevan — disse ela. Os olhos do homem estavam limpos, fixos nela. — Stevan — ela disse de novo, mais alto.
— Quieta — o demônio estalou.
— De onde você é, Stevan?
— Cheguei de... Melisande.
— Stevan — ela repetiu. Não tinha funcionado no dia da fuga de Aedion, não fora o suficiente então, mas agora... — Você tem uma família, Stevan?
— Mortos. Todos eles. Assim como você estará — ele endureceu, relaxou, ficou rígido, relaxou.
— Você pode tirar o anel?
— Nunca — disse a coisa.
— Você pode voltar, Stevan? Se o anel for removido?
Um tremor que deixou sua cabeça pendurada entre os ombros.
— Eu não quero, mesmo se pudesse.
— Por quê?
— As coisas – coisas que eu fiz, nós fizemos... Ele gostava de me fazer assistir enquanto eu os levava, enquanto eu os rasgava.
Rowan parou de circular, de pé ao lado dela. Apesar de sua máscara, ela quase podia ver o olhar em seu rosto – a repulsa e piedade.
— Conte-me sobre os príncipes valg — pediu Aelin.
Tanto o homem quanto o demônio ficaram em silêncio.
— Conte-me sobre os príncipes valg — ordenou.
— Eles são trevas, eles são a glória, eles são eternos.
— Stevan, diga-me. Há um aqui, em Forte da Fenda?
— Sim.
— O corpo de quem ele habita?
— Do príncipe herdeiro.
— E o príncipe lá, vive como você aí?
— Eu nunca o vi... nunca falei com ele. Se... se o príncipe está dentro dele... eu não posso aguentar, não suporto essa coisa. Se o príncipe... O príncipe vai tê-lo quebrado, usado e sendo levado.
Dorian, Dorian
— Por favor — o homem sussurrou, sua voz tão vazia e macia comparação à da coisa dentro dele. — Por favor, apenas acabe com ele. Eu não posso segurá-lo.
— Mentiroso — ela ronronou. — Você se entregou a ele.
— Não tive escolha — o homem disse, ofegante. — Eles vieram até nossas casas, nossas famílias. Disseram que os anéis eram parte do uniforme, por isso tivemos de usá-los — um tremor passou por ele, e algo antigo e frio sorriu para ela. — O que é você, mulher? — ele lambeu seus lábios. — Deixe-me prová-la. Diga-me o que você é.
Aelin estudou o anel preto em seu dedo. Cain uma vez – meses e vidas atrás – Cain lutou contra a coisa dentro dele. Houve um dia, nos salões do castelo, quando ele a seguia com o olhar, caçando. Como se, apesar do anel...
— Eu sou a morte — ela disse simplesmente. — Se você quiser.
O homem caiu, o demônio fugiu.
— Sim — ele suspirou. — Sim.
— O que você me oferece em troca?
— Qualquer coisa — o homem implorou. — Por favor.
Ela olhou para o lado, para o seu anel, e enfiou a mão no bolso.
— Então escute cuidadosamente.



Aelin acordou encharcada de suor e com os lençóis torcidos, o medo apertando-a como um punho.
Ela fez um esforço para respirar, para piscar – olhar para o banheiro ao luar, virar a cabeça e ver o príncipe feérico dormindo sobre a cama.
Viva – não torturada, não morta.
Ainda assim, ela estendeu a mão sobre o mar de lençóis entre eles e tocou seu ombro nu.
Músculo feito rocha dura envolta em pele de veludo suave. Real.
Eles haviam feito o que precisavam, e o comandante valg estava trancado em outro prédio, pronto e esperando pela noite seguinte, quando eles iriam levá-lo à Torre dos Assassinos, o favor de Arobynn finalmente cumprido. Mas as palavras do demônio ecoavam em sua cabeça. E então elas se misturaram com a voz do príncipe valg que usara a boca de Dorian como uma marionete.
Vou destruir tudo o que você ama. Uma promessa.
Aelin soltou um suspiro, com cuidado para não perturbar o príncipe feérico dormindo ao seu lado. Por um momento, foi difícil puxar a mão tocando seu braço – por um momento, sentiu-se tentada a acariciar a curva do músculo com seus dedos.
Mas ela tinha uma última coisa a fazer esta noite. Então retirou a mão.
E, desta vez, ele não acordou quando ela se arrastou para fora do quarto.



Eram quase quatro da manhã quando ela voltou para o quarto, segurando as botas em uma das mãos. Ela subira as duas escadas assim – duas exaustivas e imensamente duas escadas – antes que Rowan dissesse da cama:
— Você cheira a cinzas.
Ela simplesmente continuou, até que deixou cair as botas no closet, trocando a primeira camiseta que pôde encontrar, e lavou o rosto e pescoço.
— Eu tinha coisas para fazer — ela  falou enquanto subia na cama.
— Você foi furtiva desta vez — a raiva irradiando dele era quase quente o suficiente para queimar através dos cobertores.
— Isso não foi particularmente algo de alto risco — mentira. Mentira, mentira, mentira. Ela tivera apenas sorte.
— E suponho que você não vai me contar até que queira?
Ela caiu contra os travesseiros.
— Não fique irritado porque fui furtiva.
Seu grunhido ecoou por todo o colchão.
— Não é uma piada.
Ela fechou os olhos, os membros como chumbo.
— Eu sei.
— Aelin...
Ela já estava dormindo.



Rowan não ficou irritado.
Não, irritado não cobria uma fração dele.
A raiva ainda o preenchia na manhã seguinte, quando acordou antes dela e entrou em seu aosetrmário para examinar as roupas que ela deixara ali. Poeira, metal, fumaça e suor fizeram cócegas em seu nariz, e havia manchas de sujeira e cinzas sobre o pano preto. Apenas algumas adagas estavam espalhadas nas proximidades, nenhum sinal de que Goldryn ou Damaris tivessem sido removidas do local onde ele colocara no chão do closet na noite anterior. Sem cheiro de Lorcan, ou de valg. Sem cheiro de sangue.
Ou ela não queria arriscar perder as lâminas antigas em uma luta, ou não queria o peso extra.
Ela estava deitada sobre a cama quando ele surgiu, a mandíbula apertada. Ela não tinha dera ao trabalho de usar uma daquelas camisolas ridículas. Devia estar esgotada o suficiente para não se preocupar com outra coisa senão a camiseta de grandes dimensões. A camiseta dele, ele notou com uma quantia pequena de satisfação masculina.
Ficou enorme nela. Era tão fácil esquecer o quanto ela era menor do que ele. Quão mortal.
E quão inconsciente do controle que ele tinha de exercer todos os dias, todas as horas, para mantê-la a uma distância de um braço, para evitar tocá-la.
Ele fitou-a antes de caminhar para fora do quarto. Nas montanhas, ele teria ido correr, ou cortar lenha por horas, ou conseguido um dever extra na cozinha.
Mas o apartamento era pequeno demais, cheio demais de machos tentando abrir o próprio caminho e uma rainha habituada a fazer o que quisesse. Pior, uma rainha que teimava em manter segredos. Ele lidara com jovens governantes antes: Maeve lhe havia despachado para cortes estrangeiras suficientes para que ele soubesse como deixá-los no salto. Mas Aelin...
Ela o levou para caçar demônios. E pois aquela tarefa, a que ela fizera, que exigiu que ele fosse mantido na ignorância.
Rowan encheu a chaleira, concentrando-se em cada movimento apenas para não atirá-la pela janela.
— Fazendo o café da manhã? Quão doméstico de você — Aelin encostou-se à porta, irreverente como sempre.
— Você não deveria estar dormindo como os mortos, considerando-se a sua noite ocupada?
— Podemos não entrar em uma discussão sobre isso antes da minha primeira xícara de chá?
Com calma letal, ele colocou a chaleira no fogão.
— Depois do chá, então?
Ela cruzou os braços, a luz solar beijando o ombro de seu manto azul-claro. Uma criatura de luxo, sua rainha. E, no entanto, ainda não comprara uma única coisa nova para ela recentemente. Ela soltou um suspiro, e seus ombros caíram um pouco.
A raiva que rugia em suas veias tropeçou. E tropeçou novamente quando ela mordeu o lábio.
— Preciso que você venha comigo hoje.
— A qualquer lugar que você precisa ir — ele respondeu. Ela olhou para a mesa, para o fogão. — Até Arobynn? — ele não esquecera por um segundo aonde eles iriam, o que ela enfrentaria naquela noite.
Ela balançou a cabeça, depois deu de ombros.
— Não... quero dizer, sim,  quero que você venha comigo esta noite, mas há outra coisa que preciso fazer. E eu quero fazer hoje, antes de tudo acontecer.
Ele esperou, contendo-se para ir até ela, e pedir-lhe para dizer mais. Essa tinha sido a promessa que fizeram um ao outro: espaço para resolver suas próprias vidas miseráveis – para resolver como compartilhar. Ele não se importava com isso. Na maior parte do tempo.
Ela esfregou as sobrancelhas com o polegar e o indicador, e quando endireitou os ombros – aqueles ombros vestidos de seda que carregavam um peso que ele faria qualquer coisa para aliviar – ela ergueu o queixo.
— Há uma sepultura que preciso visitar.



Ela não tinha vestido preto em forma de luto, mas conhecendo Sam, sabia que ele teria preferido vê-la em algo brilhante e encantador de qualquer maneira. Então ela usava uma túnica cor de grama da primavera, as mangas decoradas com punhos de veludo salpicados de vourado. Vida, ela pensou enquanto andava a passos largos através do pequeno cemitério, com uma bonita vista para o Avery. As roupas que Sam teria querido que ela usasse a lembravam da vida.
O cemitério estava vazio, mas as lápides e grama eram bem mantidas, e dos carvalhos imponentes brotavam folhas novas. A brisa vinda do rio erguia e bagunçava o seu cabelo solto e brilhante, que estava de volta agora ao seu dourado mel natural.
Rowan ficara perto da pequena porta de ferro, encostado num dos carvalhos para impedir transeuntes da rua tranquila da cidade atrás deles de notá-los. Se o fizessem, suas roupas pretas e armas o pintavam como um mero guarda-costas.
Ela tinha planejado vir sozinha. Mas esta manhã acordou e apenas precisava dele junto.
A grama curta abafava cada passo entre as lápides pálidas banhadas pelo sol.
Ela pegou seixos ao longo do caminho, descartando aquelas deformadas e ásperas, mantendo aquelas que brilhavam com pedaços de quartzo ou de cor. Ela segurava um punhado deles no momento em que se aproximou da última fileira de sepulturas na beira enlameada do grande rio, que fluía preguiçosamente.
Era um belo túmulo – simples e limpo, e na pedra lia-se:

Sam Cortland
Amado

Arobynn havia deixado em branco – sem marcas. Mas Wesley explicou em sua carta que pedira ao escultor de lápides que viesse. Ela se aproximou do túmulo, lendo as inscrições mais e mais.
Amado – não apenas por ela, mas por muitos. Sam.
Seu Sam.
Por um momento, ela olhou para aquele trecho de grama sob a pedra branca. Por um momento, podia ver aquele lindo rosto sorrindo para ela, gritando com ela, amando-a. Ela abriu seu punho de seixos e escolheu os três mais belos – dois para os anos desde que fora tirado dela, um para o que eles estiveram juntos. Cuidadosamente, colocou-os no ápice da curva da lápide.
Depois se sentou contra a rocha, os pés debaixo de si, e descansou a cabeça contra a pedra dura, suave e fria.
— Olá, Sam — ela sussurrou para a brisa do rio.
Ela não falou nada por um tempo, contente por estar perto dele, mesmo desta forma. O sol aquecia seu cabelo, um beijo de calor ao longo de seu couro cabeludo. Um traço de Mala, talvez, até mesmo aqui.
Ela começou a falar, baixo e de forma sucinta, contando a Sam o que tinha acontecido com ela há dez anos, contando-lhe sobre estes últimos nove meses. Quando terminou, olhou para as folhas do carvalho farfalhando com a carga e arrastou os dedos através da grama macia.
— Sinto sua falta — ela falou. — Todos os dias, eu sinto sua falta. E eu me pergunto o que você teria feito esses dias, feito comigo. Penso... penso que você teria sido um rei maravilhoso. Acho que teria gostado mais do que eu, na verdade — sua garganta se apertou. — Eu nuca te falei... como eu me sentia. Mas eu amei você, e acho que uma parte de mim sempre te amará. Talvez você fosse meu par, e eu nunca soube disso. Talvez eu passe o resto da minha vida pensando nisso. Talvez eu o veja novamente no outro mundo, e então eu teria certeza. Mas até lá... até lá sentirei sua falta, e desejaria que você estivesse aqui.
Ela não se desculparia, nem diria que foi culpa dela. Porque sua morte não foi culpa dela. Esta noite, esta noite ela liquidaria o débito.
Ela limpou o rosto com as costas da manga e se levantou. O sol secou suas lágrimas. Ela sentiu o cheiro de pinheiros e neve antes de ouvi-lo, e quando se virou, Rowan estava a poucos passos de distância, olhando para a lápide atrás dela.
— Ele era...
— Eu sei que ele estava com você — disse Rowan suavemente, e estendeu a mão. Não para tomar a dela, mas para colocar uma pedra.
Ela abriu seu punho, e ele procurou através dos seixos até que encontrou um suave e redondo, do tamanho de um ovo de beija-flor. Com uma gentileza que quebrou seu coração, ele colocou-a sobre a lápide ao lado de suas próprias pedras.
— Você vai matar Arobynn esta noite, não é?
— Após o jantar. Quando ele for para a cama. Eu voltarei para a Torre dos Assassinos e acabarei com ele.
Ela fora até ali para se lembrar – lembrar a si mesma do motivo por esse túmulo diante deles existir, e por que ela tinha aquelas cicatrizes nas costas.
— E o amuleto de Orynth?
— Uma última cartada, mas também uma distração.
A luz do sol dançou no Avery, quase ofuscante.
— Você está pronta para fazê-lo?
Ela olhou para a lápide, e para a grama escondendo o caixão embaixo.
— Eu não tenho escolha a não ser estar pronta.

18 comentários:

  1. Laura do Bom Senso 42 #Zueira29 de fevereiro de 2016 15:16

    Muito loko esses momentos, sabe, quando ela resolve ficar emotiva e então matar todo mundo, deixar o mundo todo queimar com ela, adoro, melhores partes

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    1. Seus comentários são os melhores UxU

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    2. Laura do Bom Senso 42 #Zueira19 de outubro de 2016 22:12

      Como eu AMO quando a galera me responde
      #MelhorSentimento

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  2. Que a morte de Arobynn seja lenta e dolorosa! Por tudo o que o desgraçado fez.

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  3. Eu estou vendo tantos errinhos no texto... e meio irritante, na verdade...

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    1. Apenas comente o erro que a K ajeita, Anony :)

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  4. Eu espero que ela mate ele mesmo. Velho asqueroso.
    Cara, muito legal essa parada da Lysandra. A bicha arrasa.

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  5. rindo com o comentario da Laura hahahah

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  6. Eu queria que ela estripasse o Arobynn que nem ele fez com o sam

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  7. Esse capitulo so confirma o que eu ja sabia o único amor verdadeiro dela era o Sam ❤ ele podia volta dos motos y.y

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  8. Só uma duvida que eu esqueci agora, a Dararis é a espada do primeiro rei de adarlan?? Ela nao estava com Chaol???

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  9. Damaris é a espada de galvin,o primeiro rei de Terrasen depois de Brennon,aquele que se casou com elena e esta no mausoléu do castelo.Sim,ele esta com chaol,as espadas que estam com ela é a da caverna,do amante de Maeve e a do pai dela,dos reis de terrasen
    -rachel

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    1. olha a espada do pai dela está com primo dela. Pois ela disse que a espada merecia a seu primo.
      Damaris eu não lembro se Chaol devolveu... estranho..

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    2. olha a espada do pai dela está com primo dela. Pois para ela seu primo merecia mais que ela. A espada Damiris já não sei, não lembro se Chaol devolveu....

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