8 de fevereiro de 2016

Capítulo 37

Não havia mais ninguém para executar aquela tarefa, não com os soldados e os embaixadores de Eyllwe ainda a caminho para recuperar o corpo de Nehemia de onde estava enterrado no terreno real. Ao abrir a porta do quarto que cheirava a sangue e dor, Celaena viu que alguém havia limpado todos os traços da carnificina. O colchão tinha sumido, e ela parou à porta ao avaliar o esqueleto do estrado da cama. Talvez fosse melhor deixar os pertences de Nehemia para as pessoas que fossem levá-la de volta para Eyllwe.
Mas seriam amigos dela? A ideia de estranhos tocando os pertences da princesa, empacotando-os como objetos comuns, a deixou louca de luto e ódio.
Quase tão louca quanto ficara mais cedo naquele dia, quando entrou no próprio aposento de se vestir e rasgou todos os vestidos dos cabides, arrancou todos os pares de sapatos, todas as túnicas, todos os laços e os mantos e os atirou no corredor.
Celaena queimou os vestidos que mais a lembravam de Nehemia, aqueles que usara nas aulas, nas refeições e nas caminhadas pelo castelo. Foi apenas quando Philippa chegou para lhe dar um sermão sobre a fumaça que Celaena se acalmou, permitindo que a criada pegasse as roupas que restaram para doar. Mas fora tarde demais para impedi-la de queimar o vestido que usou na noite do aniversário de Chaol. Aquele vestido havia sido o primeiro.
E quando o quarto estava vazio, a assassina enfiou uma bolsa com ouro nas mãos de Philippa e pediu que comprasse roupas novas. A criada apenas lançou um olhar triste para ela – outra coisa que a deixou enjoada – e foi embora.
Celaena levou uma hora para empacotar com cuidado e carinhosamente as roupas e as joias de Nehemia, e tentou não se perder por muito tempo nas lembranças que acompanhavam cada item. Ou no cheiro de lótus que impregnava tudo.
Depois de trancar os baús, Celaena foi até a mesa de Nehemia, a qual estava cheia de papéis e livros como se a princesa tivesse apenas saído por um segundo. Quando estendeu a mão para o primeiro papel, os olhos de Celaena recaíram sobre o arco de cicatrizes ao redor da mão direita – as marcas dos dentes do ridderak.
Os papéis estavam cobertos com rabiscos em eyllwe e... e marcas de Wyrd.
Incontáveis marcas de Wyrd, algumas em longas linhas, algumas compondo símbolos como aqueles que Nehemia tracejara sob a cama de Celaena tantos meses antes. Como os espiões do rei não os haviam levado? Ou será que ele nem se incomodara em vasculhar os aposentos da princesa? Celaena começou a empilhar os papéis. Talvez ainda conseguisse aprender alguma coisa a respeito das marcas, mesmo que Nehemia estivesse...
Morta, a assassina se obrigou a pensar. Nehemia está morta.
Celaena olhou para as cicatrizes na mão de novo e estava prestes a dar as costas para a mesa quando viu um livro familiar enfiado embaixo de alguns papéis.
Era o livro do escritório de Davis.
Aquela cópia era mais velha, mais desgastada, porém era o mesmo livro. E, no verso da capa, havia uma frase escrita com as marcas de Wyrd – marcas tão básicas que até mesmo Celaena conseguia entender.
Não confie...
O símbolo final, no entanto, era um mistério. Parecia uma serpente alada, o selo real. É claro que não deveria confiar no rei de Adarlan.
Celaena folheou o livro, buscando alguma informação. Nada. Então ela virou para a quarta capa. E ali, Nehemia havia escrito...
É apenas com o olho que se pode ver corretamente.
Estava escrito na língua comum, depois em eyllwe, depois em algumas outras que Celaena não reconheceu. Traduções diferentes, como se Nehemia tivesse refletido a respeito de a charada ter algum significado em outra língua. O mesmo livro, a mesma charada, a mesma frase no verso.
O absurdo de algum lorde desocupado, dissera Nehemia.
Mas Nehemia... Nehemia e Archer lideravam o grupo ao qual Davis pertencia. Nehemia conhecera Davis; conhecera e mentira sobre isso, mentira sobre a charada e...
A princesa prometera. Prometera que não haveria mais segredos entre as duas.
Prometera e mentira. Prometera e enganara Celaena.
Ela abafou um grito ao rasgar todos os outros papéis na mesa, no quarto. Nada.
Sobre o que mais Nehemia mentira?
É apenas com o olho...
Celaena tocou o colar. Nehemia sabia sobre o mausoléu. Se estava dando informações àquele grupo e tinha encorajado a amiga a olhar pelo olho entalhado na parede... então Nehemia também andava olhando. Mas depois do duelo, ela havia devolvido o Olho de Elena para Celaena; se tivesse precisado dele, a princesa teria ficado com a joia. E Archer não mencionara qualquer coisa sobre aquilo.
A não ser que aquele não fosse o olho ao qual se referia a charada. Porque...
— Por Wyrd — sussurrou Celaena, e saiu correndo do quarto.



Mort grunhiu quando ela apareceu à porta do mausoléu.
— Planeja macular mais algum objeto sagrado esta noite?
Carregando uma bolsa cheia de papéis e livros que havia levado dos próprios aposentos, Celaena apenas deu tapinhas na cabeça da aldraba ao passar. Os dentes de bronze tilintaram uns contra os outros quando ele tentou mordê-la.
O mausoléu estava iluminado pelo luar, claro o suficiente para se enxergar. E ali, diretamente diante do olho na parede, havia outro olho, dourado e reluzente.
Damaris. Era Damaris, a Espada da Verdade. Gavin só conseguia ver o que era certo...
É apenas com o olho que se pode ver corretamente.
— Sou tão cega assim? — Celaena jogou a sacola de couro no chão, os livros e os papéis se espalharam pelas pedras.
— Parece que sim! — cantarolou Mort.
O punho em formato de olho era exatamente do tamanho...
A jovem ergueu a espada do suporte e a desembainhou. As marcas de Wyrd na lâmina pareceram se acender. Ela correu de volta para a parede.
— Caso não tenha percebido — gritou Mort — deve segurar o olho contra o buraco na parede e olhar através dele.
— Eu sei disto — disparou Celaena.
Então, sem ousar respirar durante todo o tempo, ela ergueu o punho da espada ao buraco até que os dois olhos estivessem alinhados. Ficou na ponta dos pés e olhou para dentro – então resmungou.
Era um poema.
Um poema longo.
Celaena catou o pergaminho e o carvão que tinha guardado no bolso e copiou as palavras, disparando para longe e para perto da parede enquanto lia, decorava, verificava duas vezes e então registrava. Somente quando terminou a última estrofe, ela leu em voz alta:

Pelo povo valg, três foram produzidas,
Da Pedra-Portal de Wyrd:
Obsidiana pelos deuses proibida,
Pedra que eles tanto temiam.
Uma, no luto, ele escondeu na coroa
Daquela que tanto amava,
Para que guardasse consigo
Na cela estrelada em que descansava.
A segunda foi escondida
Em uma montanha feita de fogo,
Que aos homens era proibida
Apesar do desejo de todos.
Onde jaz a terceira
Jamais será dito
Por voz ou língua
Ou por ouro infinito.

Celaena balançou a cabeça. Mais absurdos. E nada rimava com “Wyrd”. Sem falar da interrupção súbita no esquema de rimas.
— Como você obviamente sabia que a espada podia ser usada para ler a charada — disse ela a Mort — por que não me poupa trabalho e me diz sobre que diabo isto está falando?
Mort fungou.
— Para mim, parece uma charada que indica a localização de três itens muito poderosos.
Ela leu o poema de novo.
— Mas três o quê? Parece que a segunda coisa está escondida em... em um vulcão? E a primeira e a terceira... — Celaena trincou os dentes. — “Pedra-Portal de Wyrd”... Qual é o objetivo dessa charada? E por que está aqui?
— Não é esta a pergunta do milênio! — berrou Mort quando Celaena voltou para os papéis e os livros que havia espalhado do outro lado do mausoléu. — É melhor limpar a bagunça que trouxe até aqui, ou vou pedir aos deuses que enviem alguma besta maligna atrás de você.
— Já aconteceu. Cain venceu você por meses. — Ela recolocou Damaris na base. — Pena que o ridderak não tenha arrancado você da porta quando quebrou tudo. — Uma ideia ocorreu a Celaena, e ela encarou a parede diante de si, na qual um dia caíra para evitar ser dilacerada. — Quem tirou a carcaça do ridderak?
— A princesa Nehemia, é claro.
Celaena se virou, olhando para a porta.
— Nehemia?
Mort emitiu um arquejo e amaldiçoou a língua solta.
— Nehemia esteve... Nehemia esteve aqui? Mas eu só a trouxe ao mausoléu... — O rosto de bronze de Mort refletiu a luz da vela que a assassina havia colocado diante da porta. — Está me dizendo que Nehemia veio aqui depois que o ridderak atacou? Que ela sempre soube deste lugar e você só está me contando isto agora?
Mort fechou os olhos.
— Não é da minha conta.
Mais um ardil. Outro mistério.
— Imagino que se Cain conseguiu chegar até aqui, então há outras entradas — disse ela.
— Não me pergunte onde estão — falou Mort, lendo a mente de Celaena. — Jamais deixei esta porta.
A jovem teve a sensação de que era outra mentira; Mort sempre pareceu saber qual era a disposição do mausoléu e quando ela tocava coisas que não deveria.
— Então qual é sua utilidade? Brannon apenas o criou para irritar todo mundo?
— Ele tinha um senso de humor assim.
A ideia de que Mort conhecera, de verdade, o antigo rei do povo feérico a fez estremecer por dentro.
— Achei que você tivesse poderes. Não pode simplesmente falar algumas palavras absurdas e revelar o significado da charada para mim?
— É claro que não. E a jornada não é mais importante do que o destino?
— Não — disparou Celaena.
Cuspindo uma mistura de xingamentos que poderiam ter azedado leite, enfiou o papel no bolso. Ela precisaria estudar aquela charada profundamente.
Se aqueles itens eram coisas que Nehemia procurava, coisas sobre as quais ela mentira para manter em segredo... Celaena poderia ser capaz de aceitar que Archer e os amigos eram capazes de fazer o bem, mas certamente não confiava neles para que guardassem um objeto com o poder que a charada mencionava. Se já estavam procurando, então talvez fosse do interesse dela encontrar os itens antes de qualquer um. Nehemia não descobrira que a charada se referia a Damaris, mas será que sabia o que eram os três objetos? Talvez tivesse pesquisado a charada porque estava tentando encontrá-los antes do rei.
Os planos do rei – será que eram encontrar essas coisas?
Celaena pegou a vela e saiu da sala.
— O espírito de aventura finalmente tomou conta de você?
— Ainda não — disse a jovem ao passar.
Quando descobrisse quais eram os itens, talvez considerasse encontrar um modo de ir atrás deles. Mesmo que os únicos vulcões que conhecesse estivessem na península Deserta, e não havia forma alguma de o rei permitir que Celaena partisse sozinha em uma viagem tão longa.
— É uma pena que eu esteja preso a esta porta — suspirou Mort. — Imagine todos os problemas em que vai se meter ao tentar resolver a charada!
Ele estava certo; e conforme subiu a escadaria espiralada, Celaena se viu desejando que a aldraba pudesse mesmo se mover. Assim pelo menos teria uma pessoa com quem discutir aquilo. Se precisasse sair em busca dessas coisas, o que quer que fossem, não teria ninguém para acompanhá-la.
Não havia ninguém que soubesse a verdade.
A verdade.
Celaena riu com desdém. Que verdade havia agora? Que não tinha mais com quem conversar? Que Nehemia mentira descaradamente sobre tantas coisas? Que o rei poderia estar em busca de uma fonte de poder capaz de destruir o mundo? Que ele talvez já tivesse algo assim? Archer mencionara uma fonte de poder além da magia; seriam isso as tais coisas? Nehemia tinha que saber...
A assassina reduziu o passo, a vela oscilando sob uma brisa úmida na escadaria, e se jogou em um degrau, abraçando os joelhos.
— O que mais estava escondendo, Nehemia? — sussurrou ela para a escuridão.
Celaena não precisou se virar para saber quem estava sentada atrás dela quando algo prateado e reluzente brilhou no canto do olho.
— Achei que você estivesse exaurida demais para vir até aqui — disse ela para a primeira rainha de Adarlan.
— Só posso ficar por alguns instantes — falou Elena, o vestido farfalhando quando a rainha ocupou alguns degraus acima da jovem.
Parecia algo distintamente não majestoso de se fazer.
Juntas, as duas fitaram a luz fraca das escadas, a respiração de Celaena era o único ruído. Ela imaginou que Elena não precisava respirar – não fazia qualquer som, a não ser que quisesse.
Celaena agarrou os joelhos.
— Como foi? — perguntou ela, baixinho.
— Indolor — falou Elena, com igual quietude. — Indolor e fácil.
— Você teve medo?
— Eu era uma mulher muito velha, cercada por meus filhos e os filhos deles e os filhos dos filhos deles. Não tinha nada a temer quando chegou a hora.
— Para onde você foi?
Uma risada suave.
— Sabe que não posso contar isso.
Os lábios de Celaena estremeceram.
— Ela não morreu como uma velha na cama.
— Não, ela não morreu. Mas quando seu espírito deixou o corpo, não houve mais dor nem medo. Ela está em segurança agora.
Celaena assentiu. O vestido de Elena farfalhou de novo, e então a rainha estava no degrau ao lado da assassina, um braço ao redor dos seus ombros. A jovem não tinha percebido o quanto sentia frio até que se viu recostada no calor de Elena.
A rainha não falou nada quando Celaena enterrou o rosto nas mãos dela e, por fim, chorou.



Havia uma última coisa que precisava fazer. Talvez a mais difícil e pior de todas que tinha feito desde que Nehemia morrera.
A lua estava alta, cobrindo o mundo de prata. Embora não a reconhecesse na roupa que vestia, a guarda da noite no mausoléu real não a impediu quando Celaena passou pelos portões de ferro nos fundos de um dos jardins do castelo. Contudo, Nehemia não fora colocada dentro do prédio de mármore branco; a parte de dentro era para a família real.
Celaena deu a volta pelo prédio abaulado, sentindo como se as serpentes aladas entalhadas na lateral a encarassem.
As poucas pessoas ainda ativas àquela hora tinham virado o rosto rapidamente quando a assassina chegou ali. Ela não as culpou. Um vestido preto e um véu preto translúcido e esvoaçante diziam bastante sobre seu luto, assim como mantinham todos muito, muito distantes. Como se a tristeza de Celaena fosse uma praga.
Mas ela não dava a mínima para o que os outros pensavam; as roupas de luto não eram para eles. Celaena deu a volta nos fundos do mausoléu e olhou para as fileiras de túmulos no jardim de cascalho que havia atrás, as pedras pálidas e gastas iluminadas pela lua. Estátuas retratando tudo, desde deuses de luto até donzelas dançando, marcavam os locais de descanso da alta nobreza, alguns tão vívidos que pareciam ser pessoas congeladas em pedra.
Não nevava desde antes do assassinato de Nehemia, então foi bem fácil encontrar o túmulo pela terra remexida diante dele.
Não havia flores nem mesmo uma lápide. Apenas solo fresco e uma espada enfiada na terra – uma das espadas curvas dos guardas assassinados de Nehemia. Aparentemente, ninguém se incomodara em dar a ela qualquer outra coisa, não quando seria levada de volta para Eyllwe.
Celaena encarou a terra escura e cultivada, um vento frio farfalhava seu véu.
O peito doía, mas aquela era a última coisa que precisava fazer. A última honra que poderia dar à amiga.
Ela inclinou a cabeça para o céu, fechou os olhos e começou a cantar.



Chaol dissera a si mesmo que só estava seguindo Celaena para se certificar de que ela não machucaria a si nem aos outros, mas conforme ela se aproximou do mausoléu real, o capitão a seguiu por outros motivos.
A noite fornecia um bom disfarce, mas a lua brilhava o suficiente para mantê-lo afastado, longe o bastante para que Celaena não visse ou ouvisse ele se aproximando. Mas então o capitão viu onde a assassina parou e percebeu que não tinha direito de estar ali para aquilo. Chaol estava prestes a ir embora quando ela ergueu o rosto para a lua e cantou.
Não foi em alguma língua que ele conhecia. Não foi na língua comum nem em eyllwe, ou nas línguas de Charco Lavrado ou de Melisande ou qualquer outro lugar no continente. Aquela língua era antiga, cada palavra cheia de poder e ódio e agonia.
Celaena não tinha uma voz bela. E muitas das palavras pareciam soluços, as vogais estendidas pelas pontadas de tristeza, as consoantes endurecidas pelo ódio. Ela batia no peito ao ritmo, tão cheia de uma graciosidade selvagem, tão incongruente com o vestido preto e o véu que usava. Os cabelos da nuca de Chaol se eriçaram conforme o lamento saía dos lábios da assassina, sobrenaturais e estranhos, uma canção de luto tão antiga que precedia o próprio castelo de pedra.
Então a música terminou, o fim tão brutal e repentino quanto a morte de Nehemia tinha sido.
Ela ficou parada ali por alguns instantes, silenciosa e imóvel.
Ele estava prestes a ir embora quando Celaena se voltou parcialmente para Chaol.
O diadema prateado dela brilhava ao luar, pesando sobre um véu que a ocultava tanto que apenas o capitão a havia reconhecido.
Uma brisa soprou pelos dois, fazendo com que os galhos das árvores rangessem e estalassem, e o véu e as saias da jovem oscilassem para o lado.
— Celaena — implorou Chaol.
Ela não se moveu, a quietude era o único sinal de que tinha ouvido. E de que não tinha interesse em conversar.
O que o capitão poderia dizer para consertar o abismo entre os dois? Ele escondera informações dela. Mesmo que não tivesse sido diretamente responsável pela morte de Nehemia, se cada uma das jovens estivesse mais alerta, poderiam ter preparado as próprias defesas. A perda que Celaena sentia, a impassibilidade com a qual o observava – era tudo culpa dele.
Se a punição para aquilo fosse perdê-la, Chaol suportaria.
Com isso, ele foi embora, os lamentos de Celaena ainda ecoando na noite ao redor do capitão, carregados pelo vento como o badalar de sinos distantes.

14 comentários:

  1. Putz, só eu que prefiro ela com o Dorian? Afss

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    1. nao eu shipo ela e dorion ass Alli

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  2. Eu tbm rafaela prefiro o Dorian, mas tbm amo o chaol . Detesto triângulos amorosos meu coração fica partido

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  3. Respostas
    1. Chorei também, quando ela inclinou a cabeça pra lua, fechou os olhos e começou à cantar eu não aguentei. </3

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  4. E ahh... Até que enfim ela se deu conta que a princesa mentira muito pra ela né?! Tava demorando :/
    Tô com medo dela nunca mais se reconciliar com chaol D:

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  5. Ai que fofo...

    ♥Celaena

    Sann

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  6. Podia mostrar a letra da musica mesmos se n entendessem T-T

    Letícia.

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  7. não consigo acreditar que ela morreu mesmo..

    meu coração tá destruído

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