8 de fevereiro de 2016

Capítulo 36

Dorian começava a sentir o temperamento frágil depois de horas de debate quando as portas da sala do conselho do pai foram escancaradas e Celaena entrou com destreza, o manto escuro oscilando atrás dela. Todos os vinte homens na mesa ficaram em silêncio, inclusive o rei, cujos olhos foram diretamente para a coisa pendurada na mão da assassina. Chaol já marchava pelo cômodo, saindo de seu posto ao lado da porta, mas também parou ao ver o que Celaena carregava.
Uma cabeça.
O rosto do homem ainda estava congelado em um grito, e havia algo vagamente familiar a respeito das feições grotescas e dos cabelos castanhos sem graça que ela segurava. Era difícil ter certeza, pois a cabeça balançava nos dedos enluvados da assassina.
Chaol levou a mão à espada, o rosto pálido como a morte. Os outros guardas no cômodo sacaram as espadas, mas não se moveram – não se moveriam, até que Chaol ou o rei ordenasse.
— O que é isso? — indagou o rei.
Os conselheiros e os lordes reunidos estavam boquiabertos.
Mas Celaena sorria ao encarar um dos ministros à mesa, e ela foi diretamente até ele.
E ninguém, nem mesmo o pai de Dorian, disse alguma coisa quando a assassina apoiou a cabeça decepada sobre a pilha de papéis do ministro.
— Acredito que isto pertença a você — disse ela, soltando o cabelo.
A cabeça cambaleou para o lado e caiu com um estampido. Então Celaena deu tapinhas, tapinhas, no ombro do ministro antes de dar a volta na mesa e se sentar em uma cadeira vazia ao fundo, jogando o corpo no assento.
— Explique-se — rugiu o rei para a assassina.
Ela cruzou os braços, sorrindo para o ministro, cujo rosto tinha ficado verde ao encarar a cabeça diante de si.
— Tive uma conversinha com Cova sobre a princesa Nehemia ontem à noite — falou Celaena. Cova, o assassino da competição e campeão do ministro Mullison. — Ele mandou lembranças, ministro. Também mandou isto. — Celaena atirou algo sobre a mesa comprida: um pequeno bracelete de ouro, gravado com flores de lótus. Algo que Nehemia teria usado. — Eis uma lição para você, ministro, de um profissional para outro: apague seus rastros. E contrate assassinos sem conexões pessoais com você. E talvez tente não fazer isso logo depois de publicamente discutir com o alvo.
Mullison olhava para o rei com os olhos suplicantes.
— Não fiz isso. — Ele se afastou da cabeça decepada. — Não faço ideia do que ela está falando. Eu jamais faria algo assim.
— Não foi o que Cova disse — cantarolou Celaena.
Dorian conseguia apenas encará-la. Aquilo era diferente da criatura feral em que a jovem se transformara na noite em que Nehemia morreu. O que era naquele momento, o limite sobre o qual se equilibrava... que Wyrd ajudasse a todos.
Mas então Chaol estava ao lado da cadeira de Celaena, segurando-a pelo cotovelo.
— O que diabos pensa que está fazendo?
Ela olhou para o capitão e deu um sorriso doce.
— Seu trabalho, pelo visto. — Desvencilhou-se da mão dele, agitando-se, e se levantou em seguida, caminhando ao redor da mesa.
Celaena pegou um pedaço de papel da túnica e o atirou diante do rei. A impertinência daquele gesto deveria ter-lhe garantido a forca, mas o rei não disse nada.
Seguindo-a ao redor da mesa, a mão ainda na espada, Chaol observava com o rosto petrificado. Dorian começou a rezar para que não lutassem – não ali, não de novo. Se aquilo liberasse a magia dele e o rei visse... O príncipe nem mesmo pensaria naquele poder enquanto estivesse em uma sala com tantos inimigos em potencial. Ele estava sentado ao lado da pessoa que daria a ordem para matá-lo.
O rei pegou o papel. De onde estava sentado, Dorian conseguia ver que era uma lista com pelo menos 15 nomes.
— Antes da infeliz morte da princesa — disse Celaena — tomei como obrigação eliminar alguns traidores da coroa. Meu alvo — falou ela, e o príncipe sabia que o pai estava ciente de que a assassina se referia a Archer — me levou diretamente a eles.
Dorian não conseguia olhar para ela por mais um segundo. Aquela não poderia ser toda a verdade. Mas Celaena não fora atrás daqueles homens para caçá-los, fora salvar Chaol. Então, por que mentir agora? Por que fingir que os estava caçando? Que tipo de jogo era aquele?
Dorian olhou para o outro lado da mesa. O ministro Mullison ainda tremia diante da cabeça decepada. O príncipe não ficaria surpreso se Mullison vomitasse bem ali. Havia sido ele quem fizera a ameaça anônima contra a vida de Nehemia?
Depois de um instante, seu pai ergueu o olhar da lista e avaliou a jovem.
— Muito bem, campeã. Muito bem mesmo.
Então Celaena e o rei de Adarlan sorriram um para o outro, e foi a coisa mais aterrorizante que Dorian já vira.
— Diga ao meu tesoureiro que lhe dê o dobro do pagamento do mês passado — falou o rei.
O príncipe sentiu o estômago revirar, não apenas por causa da cabeça decepada e das roupas endurecidas com sangue de Celaena, mas também pelo fato de que não conseguia, pela própria vida, encontrar a garota que amara em qualquer parte do rosto dela. E pela expressão de Chaol, Dorian sabia que o amigo sentia o mesmo.
A assassina fez uma reverência dramática para o rei, gesticulando elegantemente com a mão diante do corpo. Então, com um sorriso desprovido de qualquer calor, encarou Chaol antes de sair da sala pisando duro e varrendo o chão atrás de si com o manto preto.
Silêncio.
Em seguida, a atenção de Dorian se voltou para o ministro Mullison, que apenas sussurrou um “por favor” antes de o rei ordenar que Chaol o arrastasse para a masmorra.



Celaena não havia terminado – não estava nem perto disso. Talvez o derramamento de sangue tivesse acabado, mas ainda havia mais uma pessoa para visitar antes de poder voltar para o quarto e limpar o fedor do sangue de Cova.
Archer estava descansando quando ela chegou à mansão dele na cidade, e o mordomo do cortesão não ousou impedir quando ela marchou pelos degraus da frente cobertos por carpete, disparou pelo elegante corredor com painéis de madeira e escancarou as portas duplas para o que só podia ser o quarto de Archer.
O cortesão se levantou na cama, encolhendo o corpo ao colocar a mão sobre o ombro enfaixado. Então avaliou a aparência de Celaena, as adagas ainda estavam presas à cintura dela. Ficou muito, muito quieto.
— Desculpe — disse Archer.
Celaena estava ao pé da cama, encarando o rosto macilento e o ombro ferido do cortesão.
— Você pede desculpas, Chaol pede desculpas, o mundo inteiro pede desculpas. Diga o que você e seu movimento querem. Diga o que sabe sobre os planos do rei.
— Eu não queria mentir para você — falou Archer, carinhosamente. — Mas precisava saber se era confiável antes de contar a verdade. Nehemia — Celaena tentou não encolher o corpo ao ouvir o nome — disse que era, mas eu precisava ter certeza. E precisava que você confiasse em mim também.
— Então achou que sequestrar Chaol faria com que eu confiasse em você?
— Nós o sequestramos porque achávamos que ele e o rei estavam planejando ferir Nehemia. Eu precisava que você fosse ao armazém para ouvir dos lábios de Westfall que ele estava ciente de que havia ameaças à segurança da princesa e não contou a você; para que percebesse que ele é o inimigo. Se eu soubesse que você ia pirar, jamais teria feito aquilo.
Celaena balançou a cabeça.
— Aquela lista que me mandou ontem, dos homens do armazém... estão mesmo mortos?
— Você os matou, sim.
A culpa a golpeou.
— Por minha parte, sinto muito. — E sentia. Celaena decorara os nomes, tentara se lembrar dos rostos. Ela carregaria o peso da morte daqueles homens para sempre. Até mesmo da morte de Cova, do que tinha feito a ele naquele beco; jamais se esqueceria daquilo também. — Dei os nomes ao rei. Isso deve evitar que ele olhe em sua direção por mais um tempo... cinco dias no máximo.
Archer assentiu, afundando de volta nos travesseiros.
— Nehemia realmente trabalhava com você?
— Foi por isso que veio para Forte da Fenda, para ver o que poderia ser feito para organizar uma força no norte. Para nos dar informações diretamente do castelo. — Como a assassina sempre suspeitara. — A perda dela... — Archer fechou os olhos. — Não podemos substituí-la.
Celaena engoliu em seco.
— Mas você poderia — disse o cortesão, olhando de novo para ela. — Sei que veio de Terrasen. Então parte de você deve saber que Terrasen precisa se libertar.
Você não passa de uma covarde.
Celaena manteve o rosto inexpressivo.
— Seja nossos olhos e ouvidos no castelo — sussurrou Archer. — Ajude-nos. Ajude-nos e poderemos encontrar um modo de salvar todos, de salvar você. Não sabemos o que o rei planeja, apenas que ele, de alguma forma, encontrou uma fonte de poder além da magia, e que provavelmente está usando esse poder para criar monstruosidades próprias. Mas não sabemos com que finalidade. Era isso que Nehemia tentava descobrir, e é um conhecimento que poderia salvar todos nós.
Celaena destrincharia aquela informação mais tarde – bem mais tarde.
Por enquanto, encarou Archer e depois olhou para as próprias roupas endurecidas pelo sangue.
— Encontrei o homem que matou Nehemia.
Os olhos do cortesão se arregalaram.
— E?
Celaena se virou para sair do quarto.
— E a dívida foi paga. O ministro Mullison o contratou para se livrar de um espinho no pé, porque Nehemia o humilhou vezes demais nas reuniões do conselho. O ministro está agora na masmorra, aguardando julgamento.
E ela participaria de cada minuto daquele julgamento, e da execução que se seguiria.
Archer emitiu um suspiro quando Celaena colocou a mão na maçaneta. Ela olhou por cima do ombro para o cortesão, para o medo e a tristeza no rosto dele.
— Você levou uma flechada por mim — falou Celaena, baixinho, olhando para as ataduras.
— Era o mínimo que eu podia fazer depois de ter causado aquela confusão toda.
A assassina mordeu o lábio e abriu a porta.
— Temos cinco dias, até lá o rei espera que você esteja morto. Prepare-se, e seus aliados também.
— Mas...
— Mas nada — interrompeu Celaena. — Considere-se sortudo por eu não dilacerar sua garganta pelo truque que armou. Com ou sem flecha, e independentemente de meu relacionamento com Chaol, você mentiu para mim. E sequestrou meu amigo. Se não fosse por isso, por você, eu estaria no castelo naquela noite. — Ela o encarou fixamente. — Não quero saber de você. Não quero suas informações, não vou dar informação a você, e não me importo muito com o que vai acontecer depois que deixar a cidade, contanto que eu nunca mais o veja.
Ela deu um passo para o corredor.
— Celaena?
A assassina olhou por cima do ombro.
— Desculpe. Sei o quanto você era importante para ela... e ela para você.
O peso que Celaena estava evitando desde que saíra para caçar Cova caiu subitamente sobre ela, e os ombros da jovem despencaram. Estava cansada demais. Agora que Cova estava morto, agora que o ministro Mullison estava na masmorra, agora que Celaena não tinha mais quem ferir e punir, ela estava tão, tão cansada.
— Cinco dias. Voltarei em cinco dias. Se não estiver pronto para deixar Forte da Fenda, não vou me incomodar em fingir sua morte. Vou matá-lo antes que saiba que estou no quarto.



Chaol mantinha o rosto impassível e os ombros erguidos ao ser avaliado por seu pai. A pequena sala de café da manhã na suíte do pai estava ensolarada e silenciosa; até mesmo agradável, mas Chaol permaneceu à porta enquanto olhava para o pai pela primeira vez em dez anos.
O Lorde de Anielle parecia igual, o cabelo um pouco mais grisalho, mas o rosto ainda rudimentarmente bonito, parecido demais com o de Chaol para o gosto do capitão.
— O café da manhã está ficando frio — disse o lorde, gesticulando com a mão grande para a mesa e a cadeira vazia diante de si. As primeiras palavras do homem.
Chaol trincou o maxilar com tanta força que doeu conforme caminhou pela sala iluminada e se sentou. O pai se serviu de um copo de suco e disse, sem olhar para o filho:
— Pelo menos você enche o uniforme. Graças ao sangue de sua mãe, seu irmão é todo desengonçado e magricela.
Chaol se irritou com o modo como o pai disse “o sangue de sua mãe”, mas se obrigou a servir uma xícara de chá, e em seguida passar manteiga em uma fatia de pão.
— Vai apenas ficar calado ou vai dizer alguma coisa?
— O que eu poderia ter a dizer para você?
O pai deu a Chaol um sorriso fraco.
— Um filho educado perguntaria sobre a família.
— Não sou seu filho há dez anos. Não vejo por que deveria começar a agir como tal agora.
Os olhos do Lorde de Anielle se voltaram para a espada na lateral do corpo de Chaol, examinando, julgando, pesando. O capitão venceu o ímpeto de ir embora. Fora um erro aceitar o convite do pai. Deveria ter queimado o bilhete recebido na noite anterior. Mas depois de ter assegurado que o ministro Mullison estava preso, o sermão do rei sobre Celaena ter feito o capitão e seus guardas de tolos tinha, de alguma forma, exaurido o bom-senso dele.
E Celaena... Ele não fazia ideia de como ela havia saído dos aposentos. Nenhuma. Os guardas estavam em alerta e não relataram qualquer barulho. As janelas não tinham sido abertas, nem a porta da frente. E quando Chaol perguntou a Philippa, a criada apenas disse que a porta do quarto ficara trancada a noite toda.
A assassina guardava segredos de novo. Mentiu para o rei sobre os homens que matara no armazém para resgatá-lo. E havia outros mistérios espreitando-a, mistérios que ele deveria começar a descobrir para ter alguma chance de sobreviver à ira de Celaena. O que seus homens haviam relatado sobre o corpo que fora encontrado no beco...
— Conte o que tem feito.
— O que deseja saber? — questionou Chaol, inexpressivo, sem tocar a comida ou a bebida.
O pai se recostou no assento – um movimento que um dia tinha feito Chaol começar a suar. Costumava significar que estava prestes a concentrar toda a sua atenção no filho, que julgaria e consideraria e distribuiria punições por qualquer fraqueza, qualquer passo em falso. Mas o capitão era um homem crescido agora, e só respondia ao seu rei.
— Está gostando da posição pela qual sacrificou sua linhagem?
— Sim.
— Imagino que é você a quem devo agradecer por ter sido arrastado para Forte da Fenda. E se Eyllwe se revoltar, acho que poderemos agradecer a você também.
Foi preciso cada grama de força de vontade, mas Chaol apenas deu uma mordida no pão e encarou o pai.
Algo como aprovação brilhou nos olhos do homem, e ele deu uma mordida no próprio pão antes de dizer:
— Tem uma mulher, pelo menos?
O esforço necessário para manter o rosto impassível foi considerável.
— Não.
O pai de Chaol deu um sorriso lento.
— Sempre foi um péssimo mentiroso.
O capitão olhou para a janela, na direção do dia sem nuvens que revelava o primeiro indício de primavera.
— Pelo seu bem, espero que ela seja, pelo menos, de sangue nobre.
— Pelo meu bem?
— Pode ter cuspido na própria linhagem, mas ainda é um Westfall, e não nos casamos com criadas.
Chaol riu com escárnio, balançando a cabeça.
— Vou me casar com quem eu quiser, seja ela criada, princesa ou escrava. E não vai ser da sua conta.
O pai cruzou as mãos à frente do corpo. Depois de um longo silêncio, falou, baixinho:
— Sua mãe sente sua falta. Quer você em casa.
Chaol perdeu o fôlego. Mas manteve o rosto inexpressivo, o tom de voz equilibrado, ao dizer:
— E você quer, pai?
O homem o encarou diretamente – através de Chaol.
— Se Eyllwe se revoltar em retaliação, se nos virmos diante de uma guerra, Anielle precisará de um herdeiro forte.
— Se preparou Terrin para ser seu herdeiro, tenho certeza de que ele vai se sair muito bem.
— Terrin é um estudioso, não um guerreiro. Ele nasceu assim. Se Eyllwe se rebelar, há uma boa chance de os selvagens das montanhas Canino Branco se rebelarem também. Anielle será o primeiro lugar que saquearão. Sonham com vingança há muito tempo.
Chaol imaginou quanto daquilo feria o orgulho do pai, e parte do capitão queria mesmo fazê-lo sofrer.
Mas ele já tinha sofrimento o bastante, e ódio também. E quase não possuía ânimo agora que Celaena havia deixado claro que preferiria comer carvão em brasa a olhar para o capitão com afeição nos olhos. Agora que Celaena tinha... se perdido. Então apenas disse:
— Minha posição está aqui. Minha vida está aqui.
— Seu povo precisa de você. Eles precisarão de você. Seria tão egoísta a ponto de dar as costas para eles?
— Do modo como meu pai deu as costas para mim?
O pai de Chaol sorriu de novo, algo cruel e frio.
— Você desgraçou sua família quando desistiu do título. Você me desgraçou. Mas se fez útil nos últimos anos, conquistou a confiança do príncipe herdeiro. E quando Dorian for rei, ele o recompensará por isso, não? Poderia tornar Anielle um ducado e abençoar você com terras grandes o bastante para competirem com o território de Perrington ao redor de Morath.
— O que quer de verdade, pai? Proteger seu povo ou usar minha amizade com Dorian a seu favor?
— Você me atiraria na masmorra se eu respondesse ambos? Soube que gosta de fazer isso com as pessoas que ousam provocá-lo ultimamente. — Então, ali estava aquele brilho nos olhos que dizia a Chaol o quanto seu pai já sabia. — Talvez se o fizer, sua mulher e eu possamos trocar experiências sobre as condições.
— Se me quer de volta em Anielle, não está fazendo um trabalho muito bom para me convencer.
— Eu preciso convencê-lo? Você falhou em proteger a princesa e isso criou a possibilidade de guerra. A assassina que aqueceu sua cama agora quer apenas despejar suas vísceras no chão. O que sobrou para você aqui, a não ser mais vergonha?
Chaol bateu com as mãos na mesa, chacoalhando a louça.
— Basta.
Não queria que o pai soubesse qualquer coisa sobre Celaena ou sobre os fragmentos restantes de seu coração. Não deixava que os criados trocassem os lençóis da cama porque ainda tinham o cheiro dela, porque ele ia dormir sonhando que Celaena ainda estava ao seu lado.
— Trabalhei por dez anos para ocupar esta posição, e será preciso muito mais do que algumas provocações suas para me levar de volta para Anielle. E se acha que Terrin é fraco, então mande-o para eu treiná-lo. Talvez aqui ele aprenda como homens de verdade agem.
Chaol empurrou a cadeira para longe da mesa, chacoalhando a louça de novo, então disparou para a porta. Cinco minutos. Durara menos de cinco minutos.
O capitão parou à porta e olhou de volta para o pai. O homem dava um leve sorriso para ele, ainda avaliando o filho, ainda verificando o quanto Chaol seria útil.
— Se falar com ela, se sequer olhar na direção dela — avisou o capitão — pai ou não, vou fazê-lo desejar nunca ter pisado neste castelo.
E embora não tivesse esperado para ouvir o que o pai tinha a dizer, Chaol saiu com a sensação pesarosa de que, de alguma forma, caíra em cheio na armadilha dele.

34 comentários:

  1. Vou comentar só pra não deixar em branco.
    Eu ainda shippo eles ;-;

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  2. Eu tbm quero ele juntos de novo, mas pra isso acontecer Celaena tem se reencontrar, e Chaol tem que tomar uma atitude sobre esse relacionamento

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  3. Eu sou a única que não quer ele com a Celaena? Eu shippo ela com o Dorian, sorry.

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    1. N Karina. O chaol é pft para ela. '-' ♥♡

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    2. Eu tbm prefiro ela cm o Dorian...

      Sann

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    3. Com certeza ela eh melhor com o Dorian

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    4. Ah, mil vezes Dorian!!!

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    5. ME TOO... #TeamDorian 4ever!

      -Lívia

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    6. ME TOO... #TeamDorian 4ever!

      -Lívia

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    7. Tb!!!!❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤❤

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    8. TEAM DORIAN SIIIIIMMM!!!

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    9. AII Gente eu bm não quero! O chaol não entende ela de vdd, ele só gosta dquela Celaena de antes, agr que ela quer vingança e ta mais forte. ele não quer mais. Sem contar que ele meio q ta abandonando ela, quando ela mais precisa! Ele não enxerga que ela tá muito mal por causa disso tudo?? Ele devia estar do lado dela, se realmente a amasse, faria isso. Sla eles não tem quimica nenhuma, parece tudo mt forçado entre eles.

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  4. Chaol PF nao desista da Cel. Pf nunca ti pedi nada...

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  5. Celorian ♥♥ prefiro mil vezes o Dorian .

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    1. Aff's >-> Dorian morreu Chaol Morreu pra Celaena Vamos Ter Que Nos Conformar -.-'

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  6. Eu ja acho q vai aparecer outro nessa história...

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    1. Eu tambem acho ela nao quer maid nada com nenhum dos dois, tem que aparecer outro ela nao pode terminar sozinha

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  7. Com certeza Chaol e Celaena..Desde o primero capítulo de Tronp de Vidro ja sabia que ia ser ele...
    E sobre a Nehemia..Eu to achando que ela não morreu..E que vai aparecer ainda e ficar com o Dorian

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  8. dorian! dorian! dorian! dorian! shipo dmais aaaaaaaaaaaaaaaaaa mais acho q vai aparecer outro o tanto q eu já xinguei a Cel kkkkkkkkkkk

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  9. Que pai hein, Chaol. E depois de tudo que aconteceu entre ele e Celaena, pelo menos poderiam voltar a ser amigos. Pq, sinceramente, já não quero mais os dois juntos. Eles são bons juntos, mas acho que Chaol merece alguém melhor. E Celaena agora é melhor sozinha.
    -Sinead

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  10. Acho que talvez sou o único ser humano aqui não se importa nem um pouco com quem droga a Celaena vai ficar..... Kara!! Tem coisas mais importantes no livro pra saber. O romance que acontece na história é só parte do show, não o espetáculo inteiro.

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  11. Eu quero ver os dois juntos de novo.
    #team Chaolaena.

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  12. Tenho a leve impressão que se ele falasse com a Cel, você não teria nem chances de tentar matar se pai,Chaol

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  13. depois desse capitulo, se as suspeitas sobre Nehemia se confirmarem, vou odiar ela por uns 10 anos...

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  14. pq é pelo bem dos escravos e já sabem despertar aelim da cel eu acho

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  15. Dorian e Celaena 💖que pena que não vai ser assim pelo caminhar da série

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  16. Á Celaena não tinha o título de Assassina de Adarlan atoa. Ela só mostrou um lado que todo mundo fez questão de ignorar, afinal, ela é uma assassina! E apesar de eu ainda shippar ela (muito) com o Chaol, acho que os dois precisam amadurecer muito antes de voltarem a se falar

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  17. Aiiii não foi culpa do Chaol T.T mas shopping ela com os dois... Mais como existe as bebidas pessoas que dão spoleir sei que ela não ficará com nenhum dos dois T.T

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  18. " Não deixava que os criados trocassem os lençóis da cama porque ainda tinham o cheiro dela, porque ele ia dormir sonhando que Celaena ainda estava ao seu lado." E essa parte aqui foi muitooo bizarra. Meio controlador slá

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Boa leitura :)