28 de fevereiro de 2016

Capítulo 28

Ela tremia da cabeça aos pés, e não conseguia parar de chorar, não quando todo o peso da falta de Rowan se chocou contra ela, o peso destas semanas sozinha.
— Como você chegou aqui? Como você me encontrou?
Aelin se distanciou o suficiente para estudar o rosto severo sombreado por sua capa, a tatuagem que espreitava a lateral de seu rosto e a linha sombria de seu sorriso.
Ele estava aqui, ele estava aqui, ele estava aqui.
— Você deixou bem claro o meu tipo não seria bem-vindo em seu continente — disse ele. Mesmo o som de sua voz era um bálsamo e uma bênção. — Então, arrumei um navio. Você tinha mencionado uma casa na favela, de modo que quando cheguei esta noite, vaguei até que encontrei seu cheiro — ele examinou-a com a avaliação inabalável de um guerreiro, sua boca apertada. — Você tem um monte de coisas para me contar — disse ele, e ela balançou a cabeça.
Tudo, ela queria contar-lhe tudo. Abraçou-o mais forte, saboreando o músculo afiado de seus antebraços, sua força eterna. Ele afastou uma mecha solta de seu cabelo, seus dedos calejados raspando contra sua bochecha na carícia mais leve. Sua gentileza a fez engasgar em outro soluço.
— Você não está ferida — ele falou em voz baixa. — Está segura?
Ela assentiu com a cabeça novamente e enterrou o rosto em seu peito.
— Pensei ter lhe dado ordens para ficar em Wendlyn.
— Tive minhas razões, melhor ditas em algum lugar seguro — ele respondeu sob seu capuz. — Seus amigos na fortaleza mandaram um “Olá”, a propósito. Acho que eles sentem falta de uma ajudante extra. Principalmente Luca, especialmente no período da manhã.
Ela riu e apertou-o. Ele estava aqui, e não era algo que ela inventou, um sonho louco ela teve, e...
— Por que está chorando? — ele perguntou, tentando afastá-la o suficiente para ler seu rosto novamente.
Mas ela se agarrou a ele, tão ferozmente que podia sentir as armas debaixo de suas roupas. Tudo ficaria bem, mesmo que ela estivesse indo para o inferno, contanto que ele estivesse aqui com ela.
— Eu estou chorando — ela fungou — porque você cheira tão mal que meus olhos estão lacrimejando.
Rowan soltou uma gargalhada que fez os vermes no beco fugirem em silêncio. Ela finalmente se afastou, ensaiando um sorriso.
— Tomar banho não é uma opção para um clandestino — ele respondeu, soltando-a apenas para apertar-lhe o nariz. Ela deu-lhe um empurrão brincalhão, mas ele olhou para o beco, onde Nesryn e Aedion estavam à espera.
Ele provavelmente acompanhara cada movimento que eles fizeram. E se os tivesse considerado uma verdadeira ameaça para a sua segurança, eles teriam sido mortos minutos atrás.
— Você vai deixá-los lá a noite toda?
— Desde quando você é um defensor da educação? — ela passou um braço em volta da cintura dele, não querendo deixá-lo para que ele não se transformasse em vento e desaparecesse. O braço ao redor de seus ombros era um peso glorioso, sólido quando eles se aproximaram os outros.
Se Rowan lutasse com Nesryn, ou mesmo Chaol, não haveria competição. Mas Aedion... Ela não queria que ele lutasse e mesmo assim – a partir do olhar que seu primo lançava a Rowan, apesar de toda a sua admiração professada – ela se perguntou se Aedion também se perguntava quem venceria essa luta. Rowan endureceu um pouco abaixo de seu aperto.
Nenhum dos homens desviou o olhar quando se aproximaram.
Absurdo territorial.
Aelin apertou a lateral de Rowan com força suficiente para que ele assobiasse e apertasse seu ombro direito para trás. Guerreiros feéricos: inestimáveis em uma luta – e um pé no saco em todas as outras vezes.
— Vamos entrar — disse ela.
Nesryn recuara ligeiramente para observar o que tinha certeza ser uma batalha de arrogância para guerreiros crescidos.
— Eu os vejo mais tarde — a rebelde falou para nenhum deles em particular, os cantos de sua boca se contraindo para cima antes de ela dirigir-se para as favelas.
Parte de Aelin queria chamá-la de volta, a mesma parte que a fizera convidar Nesryn. A mulher parecia solitária, um pouco à deriva. Mas Faliq não tinha nenhuma razão para ficar. Não agora.
Aedion começou a caminhar na frente dela e de Rowan, silenciosamente liderando o caminho de volta para o armazém.
Mesmo através de suas camadas de roupas e armas, os músculos de Rowan estavam tensos sob seus dedos enquanto ele monitorava Forte da Fenda. Ela debateu perguntar-lhe o que, exatamente, ele capturava com esses sentidos aguçados, o que havia sob as camadas da cidade que ela nunca poderia saber que existia. Ela não invejava o seu excelente olfato, não nas favelas, pelo menos. Mas não era o momento nem o lugar para perguntar, não até chegarem à segurança. Até que ela conversasse com ele. A sós.
Rowan examinou o armazém sem comentários antes de dar um passo para o lado para deixá-la ir em frente. Ela se esquecera quão lindamente aquele corpo poderoso se movia – era uma tempestade feita carne
Puxando-o pela mão, ela o levou pelas escadas e para a grande sala. Sabia que ele percebera cada detalhe, cada entrada e saída e modo de escape, no tempo que eles estavam a meio caminho de atravessá-la. Aedion parou diante da lareira, ainda de capuz, as mãos ainda a fácil alcance de suas armas. Ela falou por cima do ombro de seu primo enquanto eles passaram:
— Aedion, este é Rowan. Rowan, conheça Aedion. Sua Alteza precisa de um banho, ou vomitarei se tiver que ficar ao lado dele por mais de um minuto.
Ela não ofereceu nenhuma outra explicação antes de arrastar Rowan para seu quarto e fechar a porta atrás deles.



Aelin encostou-se à porta quando Rowan fez uma pausa no centro do quarto, o rosto escurecido pelas sombras de sua pesada capa cinzenta. O espaço entre eles ficou tenso, cada polegada dele crepitante.
Ela mordeu o lábio inferior enquanto o examinava: as roupas familiares; a variedade de armas ímpias; a calma sobrenatural imortal. Sua presença por si só roubava o ar da sala, de seus pulmões.
— Tire sua capa — disse ele com um grunhido suave, os olhos fixos em sua boca.
Ela roçou seus braços.
— Você se mostra e eu me mostro, príncipe.
— Tanta insolência em poucos minutos. Estou contente pelo mês de intervalo não ter diminuído o seu bom humor habitual — ele puxou o capuz para trás, e ela avançou.
— Seu cabelo! Você cortou tudo! — ela tirou sua própria capa quando cruzou a distância entre eles.
Na verdade, o cabelo branco-prata longo agora estava cortado curto. Isso o deixou mais jovem, fez sua tatuagem se destacar mais, e fê-lo ficar mais bonito também. Ou talvez fosse apenas sua saudade dele.
— Desde que você parece pensar que nós enfrentaríamos uma boa quantidade de lutas aqui, um cabelo mais curto é mais útil. Embora eu não possa dizer que seu cabelo possa ser considerado o mesmo. Você poderia muito bem tê-lo tingido de azul.
— Calado. Seu cabelo era tão bonito. Eu esperava que você me deixasse trançá-lo um dia. Acho que terei que comprar um pônei no seu lugar — ela inclinou a cabeça. — Quando você mudar, sua forma será de falcão depenado, então?
Suas narinas inflaram, e ela apertou os lábios para não rir.
Ele examinou o quarto: a cama enorme, que ela não se preocupou em arrumar essa manhã, a lareira de mármore decorada com brinquedos e livros, a porta aberta para o armário gigante.
— Você não estava mentindo sobre o seu gosto pelo luxo.
— Nem todos nós gostamos de viver como guerreiros na miséria— respondeu ela, agarrando sua mão de novo.
Lembrou-se dos calos, a força e o tamanho de suas mãos. Os dedos se fecharam em torno dela.
Apesar de ser um rosto que ela memorizara, um rosto que assombrava seus sonhos nestas últimas semanas, era novo, de alguma forma. E ele apenas olhou para ela, como se ele estivesse pensando a mesma coisa.
Ele abriu a boca, mas ela o puxou para o banheiro, acendendo algumas velas ao lado da pia e na borda acima da banheira.
— Eu falei sério sobre o banho — ela apontou, girando as torneiras e fechando o ralo. — Você fede.
Rowan viu quando ela se abaixou para pegar uma toalha do pequeno armário ao lado do vaso sanitário.
— Conte-me tudo.
Ela puxou um frasco verde de sais de banho e outra de óleo de banho e despejou quantidades generosas de cada um, deixando a água correndo leitosa e opaca.
— Contarei quando você estiver imerso na banheira e não cheirando como um vagabundo.
— Se a memória me serve, você cheirava ainda pior quando nos conhecemos. E eu não queria empurrá-la para a calha mais próxima em Varese.
Ela o encarou.
— Engraçadinho.
— Você fez meus olhos lacrimejarem por toda a maldita viagem até Defesa Nebulosa.
— Basta entrar.
Rindo, ele obedeceu. Ela tirou a própria capa dos ombros, em seguida, começou a soltar suas várias armas enquanto se dirigia para fora do banheiro.
Poderia ter levado mais tempo do que o habitual para remover suas armas, retirar seu traje e trocar-se para uma camisa branca e calças largas. No momento em que terminou, Rowan estava no banho, a água tão opaca que ela nada podia ver da parte inferior de seu corpo.
Os poderosos músculos de suas costas estavam contraídos enquanto ele esfregava o rosto com as mãos, em seguida, o pescoço e depois peito. Sua pele escurecera num tom mais moreno – ele devia ter passado o tempo ao ar livre nas últimas semanas. Sem roupa, aparentemente.
Ele jogou água no rosto de novo, e ela em um movimento, pegou a toalha que deixara na pia.
— Aqui — ofereceu, um pouco rouca.
Ele apenas umedeceu-a na água leitosa e esfregou o rosto, a nuca, a forte coluna de sua garganta. A tatuagem completa descendo por seu braço esquerdo brilhava com a água escorrendo por ele.
Deuses, ele cobria toda a banheira. Ela silenciosamente entregou-lhe seu sabonete com aroma de lavanda favorito, que ele cheirou, suspirou em resignação e, em seguida, começou a usar.
Ela sentou-se na borda curva da banheira e lhe contou tudo o que havia acontecido desde que o deixara. Bem, quase tudo. Ele se lavou enquanto ela falava, esfregando-se com eficiência brutal. Ele levantou o sabonete de lavanda para o seu cabelo, e ela chiou.
— Você não usar isso em seu cabelo — ela sussurrou, erguendo-se de seu poleiro para alcançar um dos muitos tônicos capilares que revestiam a pequena prateleira acima da banheira. — Rosas, erva-cidreira, ou — ela cheirou a garrafa de vidro. — Jasmins.
Ela olhou para ele.
Ele a fitava, seus olhos verdes repletos das palavras que ele sabia que não precisava dizer. Olhe como eu me importo com o que você escolheria.
Ela estalou a língua.
— Jasmine para você, seu urubu.
Ele não se opôs quando ela tomou um lugar na cabeceira da banheira e entornou um pouco do tônico em seu cabelo curto. O cheiro doce de perfume de jasmim flutuou na noite, acariciando e beijando-a. Até mesmo Rowan o respirava enquanto ela esfregava a loção em seu couro cabeludo.
— Eu ainda provavelmente poderia trançar isso — ela meditou.
— Tranças muito pequenas, então — ele rosnou, mas encostou-se na banheira, os olhos fechados.
— Você não é melhor do que um gato doméstico — disse ela, massageando sua cabeça. Ele soltou um ruído baixo em sua garganta que poderia muito bem ter sido um ronronar.
Lavar seu cabelo era algo íntimo – um privilégio, ela duvidava que ele tivesse permitido isso a muitas pessoas – algo que ela nunca fizera com qualquer um. Mas os limites sempre foram borrados entre eles, e nenhum dos dois se preocupava particularmente. Ele tinha visto cada centímetro de sua nudez várias vezes, e que ela vira mais dele. Eles tinham compartilhado uma cama por meses. Acima disso, eles eram carranam. Ele a deixou entrar em seu poder, além de suas barreiras interiores, aonde meio pensamento dela poderia ter quebrado sua mente. Então, lavar seu cabelo, tocá-lo, isso era uma intimidade, mas era essencial também.
— Você não disse nada sobre a sua magia — ela murmurou, seus dedos ainda trabalhando seu couro cabeludo.
Ele ficou tenso.
— O que tem ela?
Os dedos em seus cabelos, ela inclinou-se para olhar para o rosto dele.
— Acho que ela se foi. Como é a sensação de ser tão impotente quanto um mortal?
Ele abriu os olhos brilhantes.
— Isso não é engraçado.
— Vê como estou rindo?
— Passei os primeiros dias doente do estômago e mal, incapaz de se mover. Era como ter um cobertor jogado sobre os meus sentidos.
— E agora?
— E agora estou lidando com isso.
Ela cutucou seu ombro. Era como tocar aço envolto em veludo.
— Mal-humorado, mal-humorado.
Ele deu um grunhido suave de aborrecimento, e ela apertou os lábios para segurar o sorriso. Empurrou seus ombros para baixo, impelindo-o a submergir na água. Ele obedeceu, e quando voltou à superfície, ela estava sobre os azulejos e pegou a toalha que tinha deixado sobre a pia.
— Vou encontrar algumas roupas para você.
— Eu tenho...
— Oh, não. Aquelas estão indo para a lavadeira. E você as terá de volta apenas se elas puderem ter um cheiro decente de novo. Até então, usará as que te darei.
Ela lhe entregou a toalha, mas não a soltou quando a mão dele se esticou.
— Você se tornou uma tirana, princesa — ele comentou.
Ela revirou os olhos e lançou a toalha, virando quando ele se levantou em um poderoso movimento, água pingando em todos os lugares. Foi um esforço não espreitar por cima do ombro.
Você não ousaria mesmo, uma voz sussurrou em sua cabeça.
Certo. Ela chamaria aquela voz de Senso Comum – e a escutaria a partir de agora.
Avançando em seu armário, ela foi para a cômoda na parte de trás e se ajoelhou diante da gaveta inferior, abrindo-o para revelar cuecas dobradas, camisas e calças masculinas.
Por um momento, olhou para as roupas antigas de Sam, respirando o cheiro fraco dele agarrado ao tecido. Ela não tinha reunido forças para ir ao seu túmulo ainda, mas...
— Você não tem que dá-las para mim — disse Rowan atrás dela.
Ela se virou um pouco, e torcendo-se no lugar de enfrentá-lo. Ele era um maldito furtivo.
Aelin tentou não parecer muito balançada por vê-lo com a toalha enrolada na cintura, o bronzeado do corpo musculoso brilhando com os óleos de banho, as cicatrizes cruzadas como as listras de um grande gato. Mesmo o Senso Comum não tinha palavras.
Sua boca estava um pouco seca, quando ela disse:
— Roupas limpas são escassas na casa agora, e estas não são úteis paradas aqui — ela tirou uma camisa da gaveta e ergueu-a. — Espero que caiba.
Sam tinha dezoito anos quando morreu; Rowan era um guerreiro torneado por três séculos de treinamento e combate.
Ela puxou cuecas e calças.
— Comprarei roupas adequadas amanhã. Tenho certeza de que você vai começar uma revolta se as mulheres de Forte da Fenda o verem andando pelas ruas sem nada além de uma toalha.
Rowan bufou uma risada e se dirigiu para as roupas penduradas ao longo de uma parede do armário: vestidos, túnicas, jaquetas, camisas...
— Você usava tudo isso? — ela assentiu com a cabeça e se levantou. Ele passou por alguns dos vestidos e túnicas bordadas. — Este é... muito bonito — ele admitiu.
— Eu o teria tomado por um membro orgulhoso da multidão anti-gala.
— As roupas são armas, também — ele respondeu, fazendo uma pausa em um vestido de veludo preto. Suas mangas eram justas e sem adornos na frente, a linha do decote pouco abaixo da clavícula, normal, exceto pelos traços do bordado, dourado cintilante rastejando sobre os ombros. Rowan girou o vestido para olhar para as costas, uma verdadeira obra-prima. O bordado dourado continuava a partir dos ombros, descendo para formar um dragão serpente, sua goela rugindo em direção ao pescoço, curvando o corpo para baixo até a cauda estreita formando a barra alongada. Rowan soltou um suspiro. — Eu gosto deste.
Ela tocou a manga de veludo preto sólido.
— Eu o vi em uma loja quando tinha dezesseis anos e comprei imediatamente. Mas, quando o vestido foi entregue algumas semanas mais tarde, ele parecia muito velho. Ele dominou a garota que eu era. Então nunca o usei, e ele está pendurado aqui por três anos.
Ele correu um dedo descendo pela coluna de ouro do dragão.
— Você não é mais aquela garota — ele disse suavemente. — Algum dia, quero vê-la usar este.
Ela se atreveu a olhá-lo, seu cotovelo roçando o antebraço dele.
— Senti sua falta.
Sua boca se apertou.
— Nós não estivemos separados por tanto tempo.
Certo. Para um imortal, várias semanas não eram nada.
— E então? Não tenho o direito de sentir sua falta?
— Uma vez eu lhe disse que as pessoas com quem nos preocupamos são armas para serem usadas contra você. Sentir minha falta é uma distração tola.
— Você é realmente encantador, sabia? — ela não esperava lágrimas ou emoção, mas teria sido bom saber que ele sentira saudades dela, pelo menos uma pequena fração do que ela sentiu. Ela engoliu em seco, sua espinha travando, e empurrou as roupas de Sam em seus braços. — Você pode se vestir aqui.
Ela o deixou no closet e foi direto para o banheiro, onde jogou água fria em seu rosto e pescoço.
Voltou para seu quarto para encontrá-lo franzindo a testa.
Bem, as calças mal cabiam. Eram curtas demais e faziam maravilhas para mostrar sua parte traseira, mas...
— A camisa é pequena demais — ele falou. — Eu não queria rasgá-la.
Ele devolveu a ela, e ela olhou um pouco desamparada para a camisa, então para seu torso nu.
— Primeira coisa que farei, eu vou sair — ela suspirou fortemente pelo nariz. — Bem, se você não se importa em encontrar Aedion sem camisa, acho que devemos ir dizer “Olá”.
— Nós precisamos conversar.
— Conversa boa ou conversa ruim?
— O tipo que me fará feliz por você não ter acesso ao seu poder para não vomitar chamas por toda parte.
Seu estômago apertou-se, mas ela disse:
— Isso foi um incidente, e se você me perguntar, sua ex-amante absolutamente maravilhosa merecia.
Mais do que merecia. O encontro com o grupo de feéricos de Doranelle em Defesa Nebulosa fora miserável, para dizer o mínimo. E quando a ex-amante de Rowan se recusou a parar de tocá-lo, apesar de seu pedido para fazê-lo, quando ela o ameaçara com as chibatadas... bom, o novo apelido favorito de Aelin – Rainha cadela cuspidora de fogo – fora bastante preciso durante esse encontro.
Os lábios de Rowan contraíram, mas sombras cintilaram nos olhos dele. Aelin suspirou de novo e olhou para o teto.
— Agora ou depois?
— Mais tarde. Pode esperar um pouco.
Ela estava meio tentada a exigir que lhe contasse fosse o que fosse, mas ela se virou em direção à porta.



Aedion levantou de seu assento à mesa da cozinha quando Aelin e Rowan entraram. Seu primo olhou para Rowan com um olhar agradecido e falou:
— Você nunca se preocupou em me dizer quão bonito o seu príncipe das fadas é, Aelin — Aelin fez uma careta. Aedion apenas empurrou o queixo em Rowan. — Amanhã de manhã, você e eu treinaremos no telhado. Eu quero saber tudo o que sabe.
Aelin estalou a língua.
— Tudo o que ouvi de sua boca nos últimos dias foi “Príncipe Rowan isso” e “Príncipe Rown aquilo”, e isso é que você decide dizer a ele? Não se vai se curvar e puxar cadeiras?
Aedion deslizou para trás em seu assento.
— Se o príncipe Rowan quer formalidades, posso me ajoelhar, mas ele não se parece com alguém que se preocupa particularmente com isso.
Com um brilho de diversão em seus olhos verdes, o príncipe feérico respondeu:
— Qualquer que seja a vontade da minha rainha.
Oh, por favor.
Aedion pegou as palavras, também. Minha rainha.
Os dois príncipes se encararam, um de ouro e outro de prata, um seu irmão gêmeo e um ligado a sua alma. Não havia nada amigável nos olhares, nada humano, eram dois machos feéricos travados em alguma batalha de dominação tácita.
Ela se inclinou contra a pia.
— Se vocês entrarão em uma competição de urinar, podem, pelo menos, fazê-la no telhado?
Rowan olhou para ela, sobrancelhas erguidas. Mas foi Aedion quem respondeu:
— Ela diz que não somos melhores do que os cães, então eu não ficaria surpreso se ela realmente acreditasse que nós mijaríamos em seus móveis.
Rowan não sorriu, embora tenha inclinado a cabeça para o lado e cheirado.
— Aedion precisa de um banho, também, eu sei — disse ela. — Ele insistiu em fumar um cachimbo na taverna. Disse que dava a ele um ar de dignidade.
A cabeça de Rowan ainda estava inclinada quando perguntou:
— Suas mães eram primas, príncipe, mas quem o gerou?
Aedion descansava em sua cadeira.
— Isso importa?
— Você sabe? — Rowan pressionou.
Aedion deu de ombros.
— Ela nunca me contou – não contou a ninguém.
— Suponho que você tenha alguma ideia? — perguntou Aelin.
— Ele não lhe parece familiar? — Rowan perguntou.
— Ele se parece comigo.
— Sim, mas... — ele suspirou. — Você conheceu o pai dele. Algumas semanas atrás. Gavriel.



Aedion olhou para o guerreiro sem camisa, perguntando-se se por causa dos acontecimentos muito tensos esta noite ele agora estava tendo alucinações.
As palavras do príncipe afundaram em Aedion, que apenas ficou olhando. A tatuagem na Antiga Língua tomava um lado do rosto de Rowan e ao longo de seu pescoço, ombro e braço musculoso. A maioria das pessoas veria sua tatuagem e correria na outra direção.
Aedion vira muitos guerreiros em seus dias, mas este homem era a definição de guerreiro em si mesmo.
Assim como Gavriel. Ou então as lendas reivindicadas a ele.
Gavriel, amigo de Rowan, um de seus irmãos guerreiros, cuja outra forma era um leão da montanha.
— Ele me perguntou — Aelin murmurou. — Ele me perguntou quantos anos eu tinha, e pareceu aliviado quando eu disse dezenove.
Dezenove era muito jovem, aparentemente, para ser filha de Gavriel, embora ela fosse tão semelhante à mulher que uma vez ele dividira a cama. Aedion não se lembrava muito bem de sua mãe; suas últimas lembranças eram de um magro rosto cinzento quando ela deu sua respiração final. Como ela recusou os curandeiros feéricos que poderiam ter curado sua doença debilitante. Mas ele ouvira falar uma vez que ela era quase idêntica a Aelin e sua mãe, Evalin.
A voz de Aedion estava rouca quando ele perguntou:
— O Leão é o meu pai?
Um aceno de Rowan.
— Ele sabe?
— Aposto que ao ver Aelin foi a primeira vez que ele se perguntou se deixara um filho com sua mãe. Ele provavelmente ainda não tem nenhuma ideia, a menos que isso o tenha levado a começar a procurar.
Sua mãe nunca contara a ninguém – nem mesmo a Evalin – sobre quem era seu pai. Mesmo quando estava morrendo, manteve para si mesma. Ela recusou os curandeiros feéricos por causa disso.
Porque eles poderiam identificá-lo – e se Gavriel soubesse que tinha um filho... se Maeve soubesse...
Uma dor antiga rasgou por meio dele. Ela o manteve seguro – morrera para mantê-lo fora das mãos de Maeve.
Dedos quentes deslizaram ao redor de sua mão e apertaram. Ele não tinha percebido o quão frio ele estava.
Os olhos de Aelin – seus olhos, os olhos de suas mães – estavam suaves. Abertos.
— Isso não muda nada — disse ela. — Sobre quem você é, o que você significa para mim. Nada.
Mas para ele sim. Para ele mudava tudo. Explicava tudo: a força, a velocidade, os sentidos letais, os instintos predatórios que sempre lutou para manter em cheque. Porque Rhoe tinha sido tão duro com ele durante a sua formação.
Porque se Evalin sabia quem era seu pai, então Rhoe certamente o fez, também. E os machos feéricos, até semifeéricos do sexo masculino, eram mortais. Sem o controle que Rhoe e seus senhores exerceram sobre ele desde a tenra idade, sem o foco... eles sabiam. E mantiveram escondido dele.
Junto com o fato de que depois que ele fizesse o juramento de sangue a Aelin um dia, ele podia muito bem permanecer jovem enquanto ela envelheceria e morreria.
Aelin acariciou o polegar contra a parte de trás de sua mão, e depois girou em direção a Rowan.
— Isso significa que Maeve em uma causa? Gavriel está vinculado através do juramento de sangue, de modo que ela teria direito sobre a sua descendência?
— No inferno ela tem — disse Aedion.
Se Maeve tentasse reclamá-lo, ele rasgaria sua garganta. Sua mãe tinha morrido por medo da rainha Férrica. Ele sabia em seus ossos.
— Eu não sei — Rowan respondeu. — Mesmo que ela pense assim, seria um ato de guerra para roubar Aedion de você.
— Esta informação não sai desta sala — falou Aelin. Calma. Calculando, já pensando nas possibilidades através de cada plano. O outro lado de sua face honesta. — É, em última análise, escolha sua, Aedion, querer se aproximar Gavriel. Mas temos inimigos suficientes em torno de nós do jeito que está. Não preciso começar uma guerra com Maeve.
Mas ela o faria. Começaria uma guerra por ele. Ele viu isso nos olhos dela.
Ele quase perdeu uma respiração. Junto com o pensamento de como a carnificina seria de ambos os lados se a rainha das trevas e a herdeira de Mala Portadora do Fogo colidissem.
— Isso permanece conosco — Aedion conseguiu dizer.
Ele podia sentir Rowan avaliando e pesando-o e reprimiu um grunhido. Lentamente, Aedion ergueu o olhar para encontrar o príncipe.
A pura dominância naquele olhar era como ser atingido no rosto com uma pedra.
Aedion segurou. Como diabos ele recuaria; com o inferno ele se renderia. E haveria um recuo em algum ponto – provavelmente quando Aedion fizesse o juramento de sangue.
Aelin estalou a língua para Rowan.
— Pare de fazer disso um absurdo de macho alfa. Já foi o suficiente.
Rowan mal piscou.
— Eu não estou fazendo nada — mas a boca do príncipe se curvou em um sorriso, como se estivesse dizendo a Aedion, Você acha que pode me vencer, filhote?
Aedion sorriu. Qualquer lugar, a qualquer hora, príncipe.
— Insuportáveis — Aelin murmurou, e deu em Rowan um empurrão brincalhão no braço. Ele não se moveu um centímetro. — Vocês vão realmente entrar em uma competição de mijar com cada pessoa que encontrarmos? Porque se for esse o caso, então vai nos levar uma hora apenas para fazê-lo a um quarteirão da cidade, e duvido que os moradores fiquem particularmente felizes.
Aedion lutou contra a vontade de tomar uma respiração profunda quando Rowan quebrou seu olhar para lançar a sua rainha um olhar incrédulo.
Ela cruzou os braços, esperando.
— Vai levar algum tempo para me ajustar a uma nova dinâmica — Rowan admitiu.
Não era uma desculpa, mas pelo o que Aelin lhe contara, Rowan não e preocupava muito com essas coisas. Ela parecia completamente chocada com a pequena concessão, na verdade.
Aedion tentou descansar em sua cadeira, mas seus músculos estavam tensos, um tamborilar de sangue em suas veias. Ele encontrou-se dizendo para o príncipe:
— Aelin nunca disse nada sobre escrever para você.
— Será que ela responde a você, general? — uma questão perigosa, tranquila.
Aedion sabia que quando os machos como Rowan falavam baixo, normalmente significava que violência e morte estavam a caminho.
Aelin revirou os olhos.
— Você sabe que ele não quis dizer dessa maneira, por isso não compre uma briga, para de alfinetar.
Aedion endureceu. Ele podia lutar suas próprias batalhas. Se Aelin achava que ele precisava de proteção, se ela pensava que Rowan era um guerreiro superior...
— Fiz meu juramento de sangue por você, o que significa várias coisas, uma das quais é que eu particularmente não me importo com o questionamento dos outros, até mesmo do seu primo — Rowan falou.
As palavras ecoaram em sua cabeça, seu coração.
Juramento de sangue.
Aelin empalideceu.
— O que ele disse? — Aedion perguntou.
Rowan fizera o juramento de sangue para Aelin. O juramento de sangue dele.
Aelin endireitou os ombros e falou claramente, de forma constante:
— Rowan fez seu juramento de sangue para mim antes de eu deixar Wendlyn.
Um rugido passou por ele.
— Você o deixou fazer o quê?
Aelin expôs as mãos cheias de cicatrizes.
— Até onde eu sabia, Aedion, sua lealdade estava com o rei. Até onde eu sabia, eu nunca o veria novamente.
— Você o deixou fazer o juramento de sangue para você? — Aedion berrou.
Ela havia mentido em sua cara naquele dia no telhado.
Ele tinha que sair, sair de sua pele, de seu apartamento, sair desta cidade de deuses amaldiçoados. Aedion se lançou para uma das estatuetas de porcelana em cima da lareira, a necessidade de quebrar alguma coisa, de apenas pegar algo rugindo fora de seu controle.
Ela estendeu um dedo malévolo, avançando sobre ele.
— Se você quebrar uma, apenas uma das minhas posses, enfiarei os cacos por sua garganta.
Um comando vindo de uma rainha para seu general.
Aedion cuspiu no chão, mas obedeceu. Apenas porque ignorar esse comando poderia muito bem destruir algo muito mais precioso.
Ao invés disso, disse:
— Como você se atreve? Como ousou tomá-la?
— Atrevo-me porque é o meu sangue para dar de presente, ouso porque você não existia para mim, então. Mesmo que nenhum de vocês tivesse tomado ainda, eu ainda daria a ela porque ela é minha carranam, e ela ganhou minha lealdade inquestionável!
Aedion ficou rígido.
— E o que dizer da nossa lealdade inquestionável? O que você fez para ganhá-la? O que fez para salvar nosso povo desde que voltou? Então você nunca ia me contar sobre o juramento de sangue, ou era apenas mais uma de suas muitas mentiras?
Aelin rosnou com uma intensidade animalesca que o lembrou que ela, também, tinha sangue feérico em suas veias.
— Vá ter o seu acesso de raiva em outro lugar. Não volte até que possa agir como um ser humano. Ou metade de um, pelo menos.
Aedion a xingou, uma maldição imunda de que ele imediatamente se arrependeu. Rowan se lançou para ele, derrubando a cadeira para trás com força suficiente para atirá-lo mais longe, mas Aelin o descartou com uma mão. O príncipe parou.
Tão facilmente, ela parou o poderoso guerreiro imortal.
Aedion riu, o som frágil e frio, e sorriu para Rowan de uma maneira que geralmente fazia homens desferirem o primeiro golpe.
Mas Rowan apenas ergueu a cadeira na posição vertical, sentou-se e inclinou-se para trás, como se já soubesse onde ele acertaria o golpe que mataria Aedion.
Aelin apontou para a porta.
— Caia fora. Eu não quero vê-lo novamente por um bom tempo.
O sentimento era mútuo.
Todos os seus planos, tudo pelo o que ele trabalhou... sem o juramento de sangue ele era apenas um general; apenas um príncipe sem propriedades da linhagem Ashryver.
Aedion caminhou até a porta da frente e abriu-a com tanta força que quase a arrancou das dobradiças.
Aelin não o chamou atrás dele.

34 comentários:

  1. Laura do Bom Senso 42 #Zueira29 de fevereiro de 2016 03:46

    NÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOOOOOOOOOOOO, eu sabia, eu avisei que ia dar treta, cara, imagina se o Chaol fosse féerico 😱😱😱😱😨😨😨😵😵😵 fudia geral pq ia ser muito macho, CADÊ AS MULHEREEEEEESSSSS?!?!?!?!?! Me adiciona nesse livro #EuSeriaOMelhorPersonagem

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    1. Laura do Bom Senso 42 #Zueira19 de outubro de 2016 19:35

      No próximo livro vai
      #EuVouSerOMelhorPersonagem

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  2. Laura do Bom Senso 42 #Zueira29 de fevereiro de 2016 03:50

    Aposto que se a gente olhar a arvore genealógica da Aelin vai tar lá em algum lugar "Wesley Safadão" pq nesse começo de capítulo ela tava muito safadenha

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    1. Não consigo tô morrendo de rir com esse comentário!!!!!

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  3. Amoo a série Trono de Vidro,mas esse livro está me decepcionando tantoooo.
    Amo o Aedion,essa parte me deixou com uma dor no coração por causa dele.
    E essa "briga" por território mal começou e já ta me irritando

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  4. Muitas tretas nesse livro. Aelin não devia ter mentido no telhado, mas ela tinha o direito de fazer o juramento de sangue com Rowan.

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  5. Eita, que tenso...

    Será que ele vai correr para a Rainha Maeve biscate agora?

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  6. Chorei, na boa. Por mais que eu ame o Rowan, morri de pena do Aedion.

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  7. Tipo gostoso muito da ailin e tals mas achei desnecessário esse comportamento dela com o aedion poxa ela sabia como esse juramento era importante pra ele nam ela poderia pelo menos ter livrado ele dessa humilhação na frente do Rowan achei maldade dela tipo tava toda boazinha e tals com o cara dai só por q o Príncipe das fadas chega ela começa a agir feita uma babaca?affes desceu no meu conceito Rainha!!!não q isso importa em alguma coisa..... tauana

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  8. Calado. Seu cabelo era tão bonito. Eu esperava que você me deixasse trançá-lo um dia. Acho que terei que comprar um pônei no seu lugar — ela inclinou a cabeça. — Quando você mudar, sua forma será de falcão depenado, então? Kkkkkkkk eu nap aguentei essa parte

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  9. Mano esse cap. foi toooppp demais quase morri aqui de tanto ri e de emoção 😵😵😵😵😵😵😵

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  10. Q idiota a Maeve n tinha 5 com juramento de sangue com ela pro inferno essa tretaaaaa
    ~Gu

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  11. NOSSA Q ODIO
    IDIOTA ESTUPIDA MENTIROSA!

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  12. Rainha Aelin mostrando mais uma vez que só se importa consigo mesmo.
    Entendo que ela fez o juramento antes de saber de Aedion mas poderia ter dito a verdade a ele.Foi só o Rowan chegar pra ela mostrar a verdadeira face.

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  13. Genteee o Aedion é filho do Gavriel "gatinho"? to passadaaaaaaa

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  14. Cara lembra o que ela falou do gavriel gatinho e sei mais lah o quê se ela soubesse que ele era o pai do Aedion será que ela tinha falado isso?

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  15. OMGGGGGGGGGGGGGGG! Eu tô é morta! Que isso hein pai?! Amo o Rowan/ Quero dar um tiro na Aelin por fazer isso com o Aedion/ Que foi isso Aedion? Parecia que eu tava vendo um dos meus priminhos de 5 anos fazendo birra pq não conseguiu algo. Que coisa, hein./ Chaol CONHEÇA LOGO O ROWEN GUERREIRO GOSTOSO.

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  16. Certo. Ela chamaria aquela voz de Senso Comum – e a escutaria a partir de agora.

    kkkkkkkkkkkk

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  17. Nossa, mas pra querer ser macho da Celaena/Aelin basta apenas ser homem nesse livro! Nunca vi mulher tão desejada...

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  18. Ñ sei man porque eles então brigando a Maeve ñ tem 5 com juramento. Então E Cal pode get us dois.

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  19. Eu sabia q ia dar merda. Dois machos feéricos, lutando pela a sua rainha.

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  20. Chocada o gatinho e pai do Aedio!!!!
    A Aelin não aprende!!! As mentiras dela só dão merda!!!
    Ridículo ela menti e simplismente dispensar o primo!
    O juramento era tudo para ele! Mas ele também pareceu uma criancinhas tendo um ataque de raiva...
    Não gostei de toda essa melosidade com a volta do Rowan...

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  21. E o pior de tudo é q ela mandou o Aedion embora e ele tá sendo caçado pelo rei. Aposto q isso vai da merda e ele vai ser capturado de novo!!!!

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    1. Ridículo ela fazer isso sabendo q ele ainda está se recuperando e o rei tá perseguindo ele, às vezes ela comete cada besteira que só por Wyrd viu

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  22. Ri com esse capitulo
    Absurdo territorial
    Falcão depenado kkkk
    Mas tadinho do Aedion. Ele e o Rowan ainda teram altas tretas, só acho.

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  23. Aelin não é nenhum pouco compreensiva :( eu no lugar de Rowan me sentiria traída tbm, ela mentiu na cara dele e poxa, falar que não quer ver ele por um bom tempo? O mandar embora? Me poupe, sacanagem da zorra :/ se fosse com ela, com certeza ela não iria gostar

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  24. Eu gostei do fato de q o Rowan cortou o cabelo, detesto homem de cabelo comprido.
    E a Aelin foi uma escrota, coitado do Aedion;.

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  25. Laura do Bom Senso 42 #Zueira19 de outubro de 2016 19:36

    "Aelin tentou não parecer muito balançada por vê-lo com a toalha enrolada na cintura, o bronzeado do corpo musculoso brilhando com os óleos de banho, as cicatrizes cruzadas como as listras de um grande gato. Mesmo o Senso Comum não tinha palavras."

    Até o Senso Comum é safadão, então eu lhe pergunto, A QUE PONTO CHEGAMOS?
    Tudo falta de Bom Senso

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  26. Falcao depenado e senso comum- morri de rir

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