28 de fevereiro de 2016

Capítulo 15

Aedion Ashryver estava pronto para morrer.
Contra sua vontade, ele se recuperou nos últimos dois dias, a febre cessou após o pôr do sol na noite passada. Ele estava forte o suficiente para caminhar – embora lentamente, quando eles o escoltaram até banheiro do calabouço, onde o acorrentaram para lavá-lo e esfregá-lo, e até arriscaram barbeá-lo, apesar de seus melhores esforços para cortar a própria garganta com a navalha.
Parecia que eles queriam que ele estivesse apresentável para a exacução, quando lhe cortariam a cabeça com sua própria espada, a Espada de Orynth. Depois de limpar suas feridas, eles o empurraram para dentro de uma calça e uma camisa branca larga, prenderam seu cabelo para trás, e a arrastaram até as escadas. Guardas com uniformes escuros o escoltavam – três de ambos os lados, quatro na frente e quatro atrás, além de um bastardo postado em cada porta que ele passava.
Ele estava drenado demais por toda a preparação para provocá-los a enfiar uma espada através dele, e eles o levarem através das portas que davam no salão de baile. Bandeiras vermelhas e douradas estavam penduradas nas vigas, flores de primavera cobriam cada mesa, e um arco de rosas de estufa havia sido trabalhada sobre o estrado onde a família real assistiria as festividades antes de sua execução. As janelas e portas para além da plataforma onde seria morto se abriam para um dos jardins, um guarda postado a um passo do outro, além daqueles posicionados no próprio jardim. Se o rei queria montar uma armadilha para Aelin, ele certamente não se preocupou em ser muito sutil quanto a isso.
Era civilizado da parte deles, Aedion percebeu quando foi empurrado para cima nos degraus de madeira da plataforma, dar-lhe um banquinho para sentar. Pelo menos ele não teria que ficar no chão como um cão enquanto assistia todos fingirem que não estavam ali só para ver sua cabeça rolar. E um banquinho, ele percebeu com satisfação desagradável, seria uma arma suficientemente boa quando chegasse o momento.
Então Aedion os deixou acorrentá-lo nos grilhões ancorados ao piso da plataforma. Os deixou colocar a Espada de Orynth em exposição alguns metros atrás dele, seu punho de osso brilhando na luz da manhã.
Era apenas uma questão de encontrar o momento certo para chegar ao fim à sua própria escolha.

8 comentários:

  1. Laura do Bom Senso 42 #Zueira28 de fevereiro de 2016 23:29

    Let the Treta begin

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  2. E que comece a matança!

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  3. EWLHRB4OJXIFUBYNSYOQW OIYWEOEHUFKWER9BV398EOWIE6UTR8UETJIRJEGURDHTF09GEHR5JREJHRU8QUEVRIYT8RVWJV34VG 2

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    1. Alguém teve um ataque cardíaco enquanto lia 🌚

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  4. Agora me toquei de uma coisa: Acho q a autora nunca falou da mãe do Dorian e nunca vi ele falando dela '-'

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    1. disse sim, mas não muito.
      que ela dormia no quarto separado do rei...
      mas estranho é..

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