15 de janeiro de 2016

Prefácio

Oi, Querido Leitor!
Mais uma vez, feliz aniversário, e bem-vindo ao novo extra em comemoração aos dez anos da primeira edição original de Crepúsculo!
Mas uma coisa de cada vez: SINTO MUITÍSSIMO.
Sei que vai haver muito choro e ranger de dentes porque este novo material adicional (A) não é totalmente novo e, principalmente, porque (B) não é Midnight Sun. (Se você está achando que eu não entendo sua dor, garanto que minha mãe já deixou isso bem claro para mim.) Vou explicar como este extra surgiu e espero que a explicação torne as coisas, se não melhores, ao menos compreensíveis.
Pouco tempo atrás, minha agente me procurou e perguntou se havia alguma coisa que eu pudesse fazer para o relançamento em homenagem ao aniversário de dez anos de Crepúsculo. A editora estava querendo algum tipo de prefácio ou uma carta de “feliz aniversário”. Eu achei... Bom, para ser sincera, achei bem sem graça. O que eu poderia escrever que fosse divertido e empolgante? Nada.
Então, pensei em outras possibilidades, e, se faz você se sentir melhor, eu até pensei em Midnight Sun. O problema era o tempo: não havia tempo. Sem dúvida, não o bastante para escrever um livro, nem mesmo meio livro.
Enquanto eu refletia sobre Crepúsculo depois de tanto tempo longe da história e discutia o problema do aniversário com amigos, comecei a pensar em algo que eu falava antigamente, em sessões de autógrafo e entrevistas.
Bella sempre foi muito censurada por ser salva em várias ocasiões, e as pessoas a acusavam de ser a típica donzela em apuros. A isso, sempre respondi que Bella é uma humana em apuros, um ser humano normal cercado de todos os lados por pessoas que são basicamente super-heróis ou supervilões. Ela também foi criticada por se deixar consumir demais pelo interesse amoroso, como se isso fosse exclusividade de meninas. Mas sempre defendi que não teria feito diferença se o humano fosse homem e o vampiro fosse mulher; ainda seria a mesma história.
Deixando o gênero e a espécie de lado, Crepúsculo sempre foi uma história sobre a magia, a obsessão e o frenesi do primeiro amor.
Então pensei: E se eu testasse essa teoria? Poderia ser divertido. Como costuma acontecer comigo, comecei acreditando que faria um ou dois capítulos. (É engraçado/triste o fato de que ainda não me conheço bem.) Lembra que falei que não havia tempo? Felizmente, este projeto, além de ser divertido, foi rápido e fácil. Acontece que não tem tanta diferença entre uma humana apaixonada por um vampiro e um humano apaixonado por uma vampira. E foi assim que Beau e Edythe nasceram.

Algumas observações sobre a adaptação:
1. Inverti o gênero de todos os personagens de Crepúsculo, mas há duas exceções.

• A maior é com Charles e Renée, que continuaram sendo Charles e Renée. O motivo é o seguinte: Beau nasceu em 1987. Era raro um pai ganhar a guarda de uma criança na época, mais raro ainda se fosse de um bebê. Seria necessário provar que a mãe era incapaz de alguma forma. Tenho dificuldade de acreditar que algum juiz da época (ou mesmo de agora) confiaria a criança a um pai ausente e desempregado, em vez de a uma mãe com emprego fixo e fortes laços comunitários. Claro, atualmente, se Charlie lutasse por Bella, talvez conseguisse tirá-la de Renée. Assim, o cenário menos improvável é o que acontece em Crepúsculo. O fato de que, algumas décadas atrás, os direitos da mãe eram considerados mais importantes que os do pai, assim como o fato de que Charlie não é do tipo vingativo, tornaram possível que Renée criasse Bella... e, nesse caso, agora, Beau.
• A segunda exceção é muito pequena, referente a alguns poucos personagens secundários mencionados apenas duas vezes. O motivo é meu equivocado senso de justiça por pessoas fictícias. Houve dois personagens no universo de Crepúsculo tratados injustamente ao longo da história. Então, em vez de mexer nesses personagens, dei a eles uma virada. Nada que acrescente à trama. Foi só uma questão minha, eu sendo estranha e cedendo à minha neurose.

2. Há bem mais mudanças no texto do que o fato de Beau ser homem tornaria necessário, então pensei em detalhá-las para vocês. As estimativas a seguir são aproximadas, é claro. Não contei todas as palavras que mudei e nem fiz nenhum cálculo de verdade.
• 5% das mudanças foram feitas porque Beau é um garoto.
• 5% das mudanças foram feitas porque a personalidade de Beau se desenvolveu de forma um pouco diferente da de Bella. As maiores diferenças são que ele tem mais TOC, não se expressa nem pensa com tantos floreios e não é tão irritado; ele não tem a raiva do mundo que Bella sente o tempo todo.
• 70% das mudanças ocorreram porque me deixaram mexer no texto dez anos depois. Pude consertar quase todas as palavras que me incomodavam desde que o livro foi impresso, e isso foi glorioso .
• 10% foram coisas que desejei ter feito da primeira vez, mas que não me ocorreram na época. Pode parecer a mesma justificativa do item anterior, mas é ligeiramente diferente. Não é o caso de uma palavra que pareça errada ou fora do lugar, e sim de uma ideia que eu queria ter explorado antes ou de conversas que deviam ter acontecido, mas não aconteceram.
• 5% foram questões de mitologia (erros, na verdade), a maioria relacionada a visões. Quando fui trabalhar nas sequências de Crepúsculo e até em Midnight Sun, em que pude olhar dentro da cabeça de Alice a partir da perspectiva de Edward, a forma como as visões de Alice funcionavam foi refinada. Elas eram mais místicas em Crepúsculo, e, ao avaliar isso agora, vi que Alice poderia ter sido envolvida em situações nas quais não foi. Ops.
• Isso deixa uma sobra de 5% de miscelânea, para mudanças variadas, cada uma por um motivo diferente e, sem dúvida, egoísta.

Espero que você se divirta com a história de Beau e Edythe, apesar de não ser o que estava esperando. Eu me diverti muito criando esta nova versão. Amo Beau e Edythe loucamente. Não previ isso, e a história deles, para mim, renovou o mundo fictício de Forks e o deixou feliz de novo. Espero que também seja assim para você. Se você tiver um décimo do prazer que tive com esta história, vai ter valido a pena.
Obrigada por ler. Obrigada por fazer parte desse mundo, e obrigada por ser uma fonte tão incrível e inesperada de alegria na minha vida nessa última década.

Com amor,
Stephenie

12 comentários:

  1. oh myyyy GOD!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    pena que eu so posso ler depois que eu terminar crepusculo

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  2. Amei essa carta dela. Mas, que nossas esperanças não morram, afinal. Ela disse que não lançou Midnight Sun por falta de tempo, ou seja...ela quer lançar o livro. Ela quer terminar de escrevê-lo. Ninguém sabe se será para os próximos dez anos...

    ~Mia

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  3. Obaa!! Não via a hora dessa história que algo mais. ObrigaDa Stephenie.

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  4. Alguém que já leu sabe quais são os 2 secundários Q N mudam?

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  5. eu ainda nem li mas já to arrepiada.
    ansiedade.

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  6. naao creioo .. Isso é tuudo . Nem Lir .. E Ja To Apaixonaada :D
    Amooo a Stephenie :D

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  7. Ficou legal mas seria bem legal ae fose em outro cenário.
    Tipo uma história antes da primeira guerra mudial Beau um jovem soldado que conhece uma vampira...
    Que dizer ia ser nada ver com crepúsculo mais ia se legal.

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  8. Preferia o outro livro que seria lançado. Mas esta história me parece muito interessante. Desconfio que eu vá amar a história através desta nova perspectiva ♥♥♥

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  9. Só lendo para ter certeza,mas vamos começar não é mesmo? <3

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