16 de janeiro de 2016

Epílogo: um acontecimento especial

— Tem certeza de que foi uma boa ideia? — perguntou ela.
— Eu tinha que estar aqui.
— Me avise se for demais para você.
Eu assenti.
Estávamos trinta metros no alto, nos galhos de um abeto enorme, sentados lado a lado em um trecho grosso. Eu estava com o braço ao redor dela, e ela estava segurando minha outra mão com suas duas. Eu conseguia sentir os olhos dela no meu rosto. Preocupada.
O galho oscilou debaixo de nós no vento.
A três quilômetros, uma caravana de carros dirigia pela Calawah Way com todos os faróis acesos, apesar de ser dia. Estávamos a sudeste e na direção contrária do vento, posicionados com cuidado para não ficarmos perto de pessoas. Era longe para Edythe conseguir ouvir o que as pessoas estavam pensando, mas não havia problema. Eu tinha certeza de que era capaz de adivinhar boa parte.
O primeiro carro era o rabecão. Logo atrás estava a viatura da polícia, já bem familiar. Minha mãe estava no banco do passageiro e Phil, atrás. Reconheci quase todo mundo nos carros que vinham em seguida.
Eu não pude assistir ao velório, pois aconteceu dentro de uma igreja. A cerimônia do enterro teria que ser suficiente.
O rabecão era só teatro. Não havia corpo suficiente dentro da picape queimada para que fosse necessário usar um caixão. Se eu tivesse podido conversar com meus pais, teria dito para não desperdiçarem dinheiro e comprarem uma urna. Mas acho que, se os fazia sentir melhor... Talvez eles quisessem ter um túmulo para visitar.
Eu já tinha visto onde eles me colocariam, ou o que achavam que era eu. O buraco foi cavado no dia anterior, ao lado de vovô e vovó Swan. Os dois morreram quando eu era pequeno, então não os conheci bem. Eu torcia para que eles não se importassem de ter um estranho ao lado. Eu não sabia o nome do estranho. Não quis saber todos os detalhes de como Archie e Eleanor forjaram minha morte. Eu só sabia que alguém mais ou menos do meu tamanho que tinha sido enterrado recentemente fez uma última viagem. Supus que todos os identificadores tinham sido destruídos: dentes, impressões digitais, etc.
Eu me sentia mal pelo cara, mas achava que ele não devia se importar. Ele não sentiu nada quando a picape desviou para uma ravina em algum lugar de Nevada e explodiu em chamas. A família dele já tinha passado pelo luto. Havia uma lápide com o nome dele. Como meus pais tinham agora.
Charlie e minha mãe ajudaram a carregar o caixão. Mesmo de longe, eu consegui ver que Charlie parecia vinte anos mais velho e minha mãe andava como se fosse sonâmbula. Se ela não tivesse o caixão para se segurar, não sei se conseguiria andar em linha reta pelo gramado do cemitério. Reconheci o vestido preto que ela estava usando, ela tinha comprado para uma festa formal e concluiu que a envelhecia, então acabou indo à festa de vermelho. Charlie estava com um terno que eu nunca tinha visto. Eu achava que era velho, e não novo, pois não parecia que abotoaria, e a gravata era larga demais.
Phil também ajudou, e Allen e o pai dele, o reverendo Weber. Jeremy estava atrás de Allen. Até Bonnie Black estava segurando uma das alças de metal enquanto Jules empurrava a cadeira.
No meio das pessoas, vi quase todo mundo que eu conhecia da escola. A maioria estava de preto, e muitas pessoas se abraçavam e choravam. Fiquei um pouco surpreso, eu não conhecia muitas delas muito bem. Achei que só estavam chorando porque era triste de um modo geral quando uma pessoa morria aos dezessete anos. Devia fazer com que pensassem na própria mortalidade e tudo isso.
Um grupo de pessoas se destacou: Carine, Earnest, Archie, Jessamine, Royal e Eleanor, todos de cinza-claro. Eles estavam mais eretos do que qualquer outra pessoa, e mesmo de longe a pele deles era diferente... ao menos aos olhos de um vampiro.
Tudo pareceu demorar muito tempo. Baixar o caixão, o reverendo fazer uma espécie de discurso (um sermão?), minha mãe e meu pai jogando uma flor no buraco depois do caixão, todo mundo formando a fila constrangida obrigatória para falar com meus pais. Eu queria que deixassem minha mãe ir embora. Ela estava apoiada em Phil, e eu sabia que precisava se deitar.
Charlie estava se segurando melhor, mas parecia maltratado. Jules levou Bonnie até lá na cadeira de rodas até ela ficar atrás dele, um pouco para o lado. Bonnie esticou a mão e segurou a de Charlie. Pareceu ajudar um pouco. Isso colocou Jules em uma posição em que pude ver bem o rosto dela e desejei que não pudesse.
Carine e o resto dos Cullen estavam perto do fim da fila. Nós os vimos se aproximar lentamente da frente. Eles foram rápidos com minha mãe, pois não a conheciam. Archie levou uma cadeira para minha mãe se sentar, e Phil agradeceu; eu me perguntei se Archie tinha visto que ela cairia.
Carine passou mais tempo com Charlie. Eu sabia que estava pedindo desculpas pela ausência de Edythe, explicando que ela estava abalada demais para ir. Isso era mais do que uma desculpa para Edythe estar comigo hoje, era criar uma história para o ano letivo seguinte, quando Edythe continuaria tão abalada que Earnest decidiria dar aulas em casa para ela.
Vi Bonnie e Jules irem embora enquanto Charlie ainda estava falando com Carine. Bonnie lançou um olhar sombrio para os Cullen, depois olhou de repente na minha direção.
É claro que ela não podia nos ver. Olhei ao redor, tentando entender para onde ela estava olhando. Percebi que Eleanor também estava nos olhando; ela não tinha dificuldade em nos encontrar e estava se esforçando para não sorrir; Eleanor nunca levava nada a sério. Bonnie devia ter se perguntando para onde Eleanor estava olhando.
Bonnie afastou o olhar em poucos segundos. Disse alguma coisa para Jules. Elas seguiram para o carro.
Os Cullen foram embora depois das Black. A fila foi terminando, e finalmente meus pais ficaram livres. Phil levou minha mãe embora logo; o reverendo deu uma carona para eles. Charlie ficou sozinho enquanto os funcionários da funerária enchiam o buraco. Ele não olhou. Ficou sentado na cadeira que minha mãe usou, olhando para o norte.
Senti meu rosto funcionando, tentando encontrar a expressão que acompanhava minha dor. Meus olhos estavam secos demais; pisquei por causa da sensação desconfortável. Quando respirei em seguida, o ar saiu da minha garganta como se eu estivesse engasgado.
Os braços de Edythe abraçaram bem minha cintura. Afundei o rosto no cabelo dela.
— Sinto muito, Beau. Eu nunca quis isso para você.
Eu só assenti.
Ficamos assim por muito tempo.
Ela me cutucou quando Charlie foi embora, para que eu pudesse vê-lo se afastar.
— Quer ir para casa? — perguntou ela.
— Talvez daqui a pouco.
— Tudo bem.
Ficamos olhando para o cemitério praticamente vazio.
Estava começando a escurecer. Alguns funcionários estavam limpando as cadeiras e recolhendo o lixo. Um deles levou minha foto grande, a foto da escola do começo do primeiro ano, ainda em Phoenix. Nunca gostei muito daquela foto. Eu quase não reconhecia o garoto com olhos azuis inseguros e sorriso desanimado. Era difícil me lembrar de como era ser ele. Difícil imaginar como ele devia ter olhado para Edythe no começo.
— Você nunca quis isso para mim — falei, lentamente. — O que você queria? Como você via as coisas acontecendo, considerando o fato de que eu sempre estaria apaixonado por você?
Ela suspirou.
— O melhor cenário possível? Eu esperava que... eu ficasse forte o bastante para podermos ficar juntos enquanto você era humano. Que pudéssemos ser... mais do que namorado e namorada. Um dia, se você não me esquecesse, mais do que marido e mulher. Não poderíamos envelhecer juntos, mas eu ficaria com você enquanto você envelhecesse. Eu ficaria com você por todos os anos da sua vida. — Ela hesitou por um segundo. — E então, quando sua vida acabasse... eu não quereria ficar sem você. Encontraria um jeito de ir atrás.
Ela pareceu levar um susto quando eu ri. Não foi uma gargalhada muito robusta, mas fiquei surpreso porque a sensação foi boa.
— Era uma ideia muito, muito horrível — falei para ela. — Você consegue imaginar? Quando as pessoas achassem que eu era seu pai? Seu avô? Eu provavelmente seria preso.
Ela sorriu com hesitação.
— Isso não teria me incomodado. E, se alguém prendesse você, eu o tiraria de lá.
— Mas você se casaria comigo? — perguntei. — De verdade?
Agora, ela deu um sorriso maior.
— Ainda vou. Archie viu.
Pisquei algumas vezes.
— Uau. Estou... superlisonjeado. Você realmente se casaria comigo, Edythe?
— Isso é um pedido?
Pensei por meio segundo.
— Claro. Claro que é. Quer?
Ela passou os braços ao redor de mim.
— Claro que quero. O que você quiser.
— Uau — repeti. Eu a abracei e beijei sua cabeça. — Mas acho que eu me sairia melhor com a outra versão.
Ela se inclinou para trás para me olhar, e seu rosto ficou triste de novo.
— Qualquer outro caminho também acabaria aqui.
— Mas teria sido possível haver... uma despedida melhor. — Eu não queria pensar nas minhas últimas palavras para Charlie, mas elas ficavam surgindo na minha mente. Era meu maior arrependimento. Eu estava feliz por a lembrança não ser intensa e só podia torcer para que desaparecesse com o tempo. — E se tivéssemos nos casado? Você sabe, nos formado juntos, passado alguns anos na faculdade e feito um casamento enorme em que convidássemos todo mundo que conhecemos? Deixaríamos que todos nos vissem felizes juntos. Faríamos discursos melosos, teríamos motivo para deixar que todos que amamos soubessem disso. Depois, ir embora de novo, para estudar em algum lugar longe...
Ela suspirou.
— Parece ótimo. Mas você acaba com um enterro duplo no final.
— Talvez. Talvez ficássemos muito ocupados por um ano, e quando eu fosse um vampiro maduro e sob controle, pudesse vê-los novamente...
— Ceeeerto — disse ela, revirando os olhos. — Aí todos teríamos que nos preocupar com a história de não envelhecermos nunca... e sermos malvistos pelos Volturi. Tenho certeza de que isso terminaria bem.
— Tudo bem, tudo bem, você está certa. Não há outra versão.
— Me desculpe — disse ela baixinho de novo.
— Mas, de qualquer jeito, Edythe. Se eu não tivesse sido burro o bastante para fugir e me encontrar com aquela rastreadora. — Ela sibilou, mas continuei falando. — Isso só teria atrasado as coisas. Ainda acabaríamos aqui. Você é a vida que eu escolho.
Ela sorriu, devagar primeiro, mas de repente o sorriso ficou enorme e com covinhas.
— Parece que minha vida nunca teve sentido até eu encontrar você. Você é a vida que eu estava esperando.
Segurei o rosto dela com as mãos e beijei-a enquanto os galhos oscilavam embaixo de nós. Eu nunca poderia imaginar uma vida assim. Havia um preço alto a se pagar, mas era um preço que eu escolheria pagar mesmo que tivesse todo o tempo no mundo para considerar. Nós dois sentimos quando o celular dela vibrou no bolso.
Achei que seria Eleanor, perguntando sarcasticamente se nos perdemos no caminho de volta, mas Edythe atendeu:
— Carine.
Ela escutou por um segundo e arregalou os olhos.
Consegui ouvir a voz de Carine falando muito depressa do outro lado. Edythe pulou do galho ainda com o celular na mão.
— Estou indo — prometeu ela enquanto descia, diminuindo a velocidade da queda com um galho aqui e ali. Fui rapidamente atrás dela. Ela já estava correndo quando bati no chão e não me esperou alcançá-la.
Devia ser muito sério.
Eu saí correndo atrás, usando toda a força adicional que tinha por ser novo. Foi o bastante para mantê-la à vista enquanto corria na rota mais direta até em casa. Meus passos eram quase três vezes mais longos do que os dela, mas, ainda assim, correr atrás dela era como correr atrás de um raio.
Só quando estávamos perto de casa foi que ela me deixou alcançá-la.
— Tome cuidado — avisou ela. — Temos visita.
E saiu correndo de novo. Forcei-me ainda mais para conseguir alcançá-la. Eu não tinha uma percepção positiva de visitantes. Não queria que ela os encontrasse sem mim ao lado.
Consegui ouvir rosnados antes de chegarmos ao rio. Edythe manteve o salto baixo e reto até o gramado. As persianas de metal tinham sido fechadas na parede de vidro. Ela correu pelo lado sul da casa. Fiquei atrás dela o tempo todo.
Ela pulou a amurada e parou na varanda. Todos os Cullen estavam ali, encolhidos em um grupo defensivo. Carine estava alguns passos à frente de todos, embora eu conseguisse perceber que ninguém estava feliz de ela estar ali. Ela estava inclinada na direção dos degraus, olhando para a frente, com expressão de súplica no rosto. Edythe correu até o lado dela, e alguma coisa rosnou na escuridão na frente da casa.
Eu subi na varanda, e Eleanor puxou meu braço quando tentei ir até Edythe.
— Deixe que ela traduza — murmurou Eleanor.
Pronto para fugir das mãos dela, pois nem Eleanor era forte o bastante para me impedir enquanto eu era tão jovem, olhei para além de Carine para ver os vampiros que estávamos encarando. Não sei o que eu estava esperando. Um grupo grande, talvez, já que os Cullen pareciam tão na defensiva.
Eu não estava preparado para ver três lobas do tamanho de cavalos.
Elas não estavam rosnando agora, todas as cabeças enormes estavam erguidas e os focinhos apontavam para mim.
A que estava na frente, preta e maior do que as outras duas, embora elas fossem três vezes maiores do que eu sonhava que um lobo podia ser, deu um passo para a frente, exibindo os dentes.
— Sam — disse Edythe com intensidade. A cabeça da loba se virou para olhar para ela. — Vocês não têm o direito de estar aqui. Não rompemos o acordo.
A loba-monstra rosnou para ela.
— Elas não atacaram — disse Carine para Edythe. — Não sabem o que querem.
— Elas querem que a gente vá embora. Estavam tentando expulsar você.
— Mas por quê? — perguntou Carine.
As lobas pareciam estar ouvindo cada palavra com atenção. Podiam entender?
— Elas achavam que violamos o acordo, que matamos Beau.
A loba grande rosnou, um som longo e baixo. Parecia uma serra sendo arrastada em uma corrente.
— Mas... — começou Carine.
— Obviamente — respondeu Edythe antes que ela pudesse terminar. — Elas ainda acham que violamos o acordo, que escolhemos transformá-lo.
Carine olhou para as lobas.
— Posso jurar que não foi assim que aconteceu.
A que Edythe chamou de Sam continuou rosnando baixo. Filetes de saliva escorriam dos dentes expostos.
— Beau — murmurou Edythe. — Você pode contar? Elas não vão acreditar em nós.
Eu estava paralisado o tempo todo. Tentei afastar a surpresa enquanto ia para o lado de Edythe.
— Não estou entendendo. O que elas são? De que acordo vocês estão falando? — Sussurrei as palavras rapidamente, mas ficou óbvio pelas orelhas alertas e pelos olhos observadores das lobas que elas estavam ouvindo.
Lobas que entendiam o que dizíamos? Eleanor disse que Edythe estava traduzindo. Ela falava lobês?
— Beau — disse Edythe com voz mais baixa. — Essas são as lobas quileute. Você se lembra da história?
— As... — Fiquei olhando para os animais enormes. — Elas são lobisomens?
A loba preta rosnou mais alto, mas a marrom-escura atrás deu uma bufada engraçada que quase pareceu uma gargalhada.
— Não exatamente — disse Edythe. — Muito tempo atrás, fizemos um acordo com outra líder de matilha. Elas pensam que o violamos. Você pode contar como foi transformado?
— Hã, tudo bem... — Olhei para a loba preta, que parecia estar no comando. — Eu, hã, sou Beau Swan...
— Ela sabe quem você é. Você já conheceu Sam, na praia em La Push.
Ela. As lembranças humanas enevoadas me distraíram por um segundo. Eu me lembrei da mulher alta em La Push. E de Jules dizendo que as lobas eram irmãs dela. Que a tataravó fez um acordo com os frios.
— Ah — falei.
— Apenas explique o que aconteceu.
— Certo. — Olhei para a loba de novo e tentei imaginar a mulher alta que tinha que estar lá dentro. — Hã, algumas semanas atrás, houve uma rastreadora, er, uma vampira rastreadora, que passou por aqui. Ela gostou do meu cheiro. Os Cullen a mandaram pular fora. Ela foi embora, mas Edythe sabia que ela estava planejando tentar me matar. Fui para Phoenix para me esconder até os Cullen poderem... Bem, cuidar dela, sabe. Mas a rastreadora me encontrou. Era um jogo para ela, um jogo com os Cullen, e eu era só um peão. Mas ela não queria só me matar. Ela... Acho que pode-se dizer que ficou brincando com a comida. Os Cullen me encontraram antes que ela me matasse, mas ela já tinha me mordido. Ei, ainda temos aquela fita de vídeo? — Olhei para Edythe, que estava olhando para as lobas. Ela balançou a cabeça. Eu me virei para Sam. — Que pena. A rastreadora filmou tudo. Eu poderia mostrar exatamente o que aconteceu.
As lobas se olharam. Os olhos de Edythe estavam apertados enquanto ela se concentrava no que elas estavam pensando. De repente, a loba preta estava olhando para ela de novo.
— Isso é aceitável — disse Edythe. — Onde?
A loba preta bufou, e as três se afastaram da casa.
Quando chegaram à beirada das árvores, viraram-se e correram para a floresta.
Os Cullen convergiram até Edythe.
— O que aconteceu? — perguntou Carine.
— Elas não sabem o que fazer — disse Edythe. — Pediram que elas acabassem com a gente. Sam é a verdadeira chefe da tribo, mas só em segredo. Ela não é descendente direta da cacique com quem fizemos o acordo. Elas querem que conversemos com a cacique atuante, a verdadeira tataraneta da última chefe-loba.
— Mas... não seria Bonnie? — perguntei, arfando.
Edythe me olhou.
— Sim. Elas querem um encontro em um local neutro, para que Bonnie possa ver você e tomar uma decisão.
— Me ver? Mas não posso chegar tão perto...
— Pode, sim, Beau — disse Edythe. — Você é o recém-nascido mais racional que já vi.
— É verdade — concordou Carine. — Nunca vi ninguém se adaptar tão facilmente. Se eu não soubesse, diria que você tinha uma década de idade.
Não era que eu achasse que elas estavam mentindo, só achava que não entendia a magnitude do que estavam propondo.
— Mas é Bonnie. Ela é a melhor amiga do meu pai. E se eu a machucar?
— Nós estaremos lá — disse Eleanor. — Não vamos deixar você fazer nenhuma besteira.
— Na verdade... — disse Edythe.
Eleanor olhou para ela, chocada.
— Me pediram para levarmos a mesma quantidade que a matilha delas, só três. Já aceitei. Beau, eu, e a outra tem que ser Carine.
Ficou claro que Eleanor ficou magoada.
— Isso é seguro? — perguntou Earnest.
Edythe deu de ombros.
— Não é uma emboscada.
— Ou elas ainda não decidiram fazer uma emboscada. Ainda — disse Jessamine.
Ela estava de pé de forma protetora ao lado de Archie, e havia alguma coisa errada com ele. Ele parecia meio atordoado.
— Archie? — chamei. Eu nunca o tinha visto parecer que... que estava perdido na situação e não à frente dela.
— Eu não as vi — sussurrou ele. — Não sabia que estavam vindo. Não consigo ver agora... não consigo ver esse encontro. É como se não existisse.
Consegui ver que isso era novidade só para mim. Os outros já tinham ouvido antes de chegarmos, e Edythe já tinha lido na mente dele.
— O que quer dizer? — perguntei.
— Nós não sabemos — respondeu Edythe rispidamente. — E não temos tempo para descobrir agora. Queremos estar lá quando elas chegarem. Não queremos que tenham a chance de mudar de ideia.
— Vai dar tudo certo — disse Carine para os outros, com os olhos em Earnest. — As lobas só estão tentando proteger as pessoas daqui. Elas são heroínas, não vilãs.
— Elas acham que nós somos vilãos — observou Royal. — Heroínas ou não, Carine, ainda temos que aceitar que são nossas inimigas.
— Não precisa ser assim — sussurrou Carine.
— E não importa esta noite — disse Edythe. — Esta noite, Beau precisa explicar a Bonnie, para que não tenhamos que fazer a escolha entre ir embora de Forks e gerar desconfianças ou lutar com três lobas que mal passaram da maioridade e que só estão tentando proteger a tribo.
— Archie não consegue ver se vocês vão estar em perigo — lembrou Jessamine.
— Vamos ficar bem. Bonnie não vai querer machucar Beau.
— Não sei se isso é verdade agora. E sei que ela não vai ter o menor problema em ver você ser ferida.
— Eu consigo ouvir as lobas muito bem. Elas não vão nos atacar de surpresa.
— Nos diga para onde ir — disse Eleanor. — Vamos ficar longe e só nos aproximaremos se você chamar.
— Eu prometi. Não há motivo para voltar atrás na minha palavra. Precisamos que elas vejam que podem confiar em nós, agora mais do que nunca. Não! — disse Edythe quando Jessamine aparentemente pensava em outro argumento. — Não temos tempo. Voltaremos logo.
Eleanor resmungou, mas Edythe a ignorou.
— Beau, Carine, vamos.
Eu saí correndo atrás dela, e consegui ouvir Carine fazendo a mesma coisa. Edythe não correu tão rápido dessa vez, e nós dois a alcançamos com facilidade.
— Você parece bem confiante — disse Carine para Edythe.
— Dei uma boa olhada na mente delas. Elas também não querem essa briga. Nós somos oito. Elas não sabem se vão vencer se houver luta física.
— Eu não posso. Não vou machucá-las.
— Não discordo disso. Mas causaria problemas se fôssemos embora agora.
— Eu sei.
Eu escutei, mas meus pensamentos estavam distantes, pensando em Bonnie e Charlie e o fato de que eu não devia chegar perto de humanos agora. Eu tinha ouvido bastante dos outros sobre os anos de recém-nascido, principalmente Jessamine, e não estava pronto para tentar ser a primeira exceção à regra. Claro, eu não tive dificuldade para absorver a maioria das coisas e todo mundo estava surpreso com o quanto... eu estava calmo, mas isso era diferente. Edythe tomou muito cuidado para garantir que eu nunca fosse testado quando chegasse à coisa mais importante, não matar ninguém. E, se eu fizesse besteira hoje, além de destruir o mundo do meu pai, pois ele precisava de uma amiga agora como nunca antes, eu também deflagraria uma espécie de guerra entre os Cullen e as lobisomens gigantes.
Eu nunca me senti desajeitado no novo corpo, mas de repente aquela sensação de desgraça iminente tomou conta de mim. Ali estava minha chance de fazer besteira de um modo espetacular.
Edythe nos guiou para nordeste. Atravessamos a estrada na parte em que virava para leste, na direção de Port Angeles, e continuamos para o norte por um curto intervalo de tempo, seguindo uma estrada menor. Edythe parou em um terreno baldio na lateral da estrada escura, uma área onde as árvores foram cortadas recentemente por madeireiros.
— Edythe, não sei se consigo fazer isso.
Ela segurou minha mão.
— Estamos a favor do vento. Carine e eu vamos tentar segurar você se alguma coisa acontecer. Só se lembre de não lutar conosco.
— E se eu não conseguir me controlar? E se eu machucar você?
— Não entre em pânico, Beau, sei que você vai conseguir. Prenda a respiração. Saia correndo para longe se ficar ruim.
— Mas, Edythe...
Ela colocou o dedo nos lábios e seguiu para o sul.
Não demorou para um par de faróis aparecer.
Eu estava esperando que o carro passasse. Afinal, as lobas nem caberiam no pequeno sedã. Mas só parou não muito longe de onde estávamos esperando, e percebi que Bonnie estava dentro, com outra pessoa no banco do motorista.
De repente, duas das lobas apareceram, vindas da floresta do outro lado da rua. Elas se separaram para ficar de cada lado do carro; pareceu um gesto de proteção. A mulher no banco do motorista saiu e foi até Bonnie. Eu sabia que não era Sam, embora o cabelo também estivesse curto. Fiquei olhando para ela, me perguntando se a tinha conhecido na praia também, mas ela não era familiar.
Como Sam, ela era alta e parecia forte.
Ficou claro que ela não só parecia forte. Ela pegou Bonnie nos braços e carregou-a como se a mulher mais velha não pesasse nada. Um pouco parecido com a forma como os Cullen me jogaram de um lado para o outro, como se eu fosse um travesseiro de penas. Talvez as lobas (porque obviamente aquela era a loba cinza que não estava com as outras duas do trio) também fossem mais forte do que os humanos normais.
Sam e a loba marrom-escuro vieram na frente enquanto a mulher alta carregava Bonnie. Sam parou a trinta metros de onde estávamos.
— Não consigo ver tão bem quanto vocês — disse Bonnie secamente.
Sam andou mais dez metros.
— Oi, Bonnie — disse Carine.
— Não consigo ver, Paula — reclamou Bonnie de novo.
A voz dela soou rouca e fraca para mim; eu só vinha ouvindo vampiros havia quase um mês. O bando de metade lobas e metade mulheres andou lentamente até ficarem a dez metros de nós. Prendi a respiração, apesar de o vento fraco ainda estar soprando de trás de mim.
— Carine Cullen — disse Bonnie friamente. — Eu devia ter juntado as peças antes. Só quando vi você no enterro foi que percebi o que tinha acontecido.
— Mas você estava enganada — disse Edythe.
— É o que Sam diz — respondeu Bonnie. — Não sei se ela está certa.
Bonnie desviou o olhar para mim, e ela tremeu.
— Só temos a palavra de Beau e a nossa. Você vai acreditar em alguma delas? — perguntou Edythe.
Bonnie limpou a garganta, mas não respondeu.
— Por favor — disse Carine, e a voz dela estava bem mais gentil do que a das outras. — Nós nunca fizemos mal a ninguém aqui. Não vamos começar agora. Seria melhor para nós não irmos embora imediatamente, senão iríamos sem discutir.
— Vocês não querem parecer culpados — concordou Bonnie com sarcasmo.
— Não, nós preferimos não — disse Carine. — E, na verdade, nós não violamos o acordo.
Bonnie olhou para mim.
— Então onde está Beau? Você espera que eu acredite que ele está dentro daquela coisa que tem uma leve semelhança com ele? — A mágoa estava forte na voz dela, mas o ódio também. Fiquei surpreso pela reação dela. Eu estava mesmo tão diferente? Como se eu não estivesse aqui?
— Bonnie, sou eu — falei.
Ela fez uma careta ao ouvir minha voz.
Eu estava sem ar. Segurei a mão de Edythe e respirei de leve. Ainda com o vento ao meu favor, foi tranquilo.
— Sei que pareço e soo meio diferente, mas ainda sou eu, Bonnie.
— É o que você diz.
Eu levantei a mão livre com impotência.
— Não sei como convencer você. O que falei para Sam era verdade, outra vampira me mordeu. Ela teria me matado, mas os Cullen chegaram lá a tempo. Eles não fizeram nada de errado. Sempre tentaram me proteger.
— Se eles não tivessem se metido com você, isso nunca teria acontecido! A vida de Charlie não estaria em pedacinhos, você ainda seria o garoto que conheci.
Eu já tivera essa discussão e estava preparado.
— Bonnie, tem uma coisa que você não sabe sobre mim... eu tinha um cheiro muito bom para vampiros.
Ela se encolheu.
— Se os Cullen não estivessem aqui, aqueles outros vampiros ainda teriam vindo para Forks. Talvez tivessem matado mais gente do que eu enquanto estivessem aqui, mas posso jurar que, se Charlie tivesse sobrevivido, estaria sentindo minha falta do mesmo jeito agora. E não haveria sobrado nada do garoto que você conhecia. Você pode não conseguir ver, mas eu ainda estou aqui, Bonnie.
Bonnie balançou a cabeça, mas com menos raiva, ao que pareceu. Com mais tristeza. Ela olhou para Carine.
— Vou concordar que o acordo continua intacto. Você pode me dizer seus planos?
— Vamos ficar aqui mais um ano. Vamos embora depois que Edythe e Archie se formarem. Vai parecer natural assim.
Bonnie assentiu.
— Tudo bem. Vamos esperar. Peço desculpas por nossa infração esta noite. Eu... — Ela suspirou. — Foi um erro. Fiquei... transtornada.
— Nós entendemos — disse Carine delicadamente. — Não houve mal nenhum. Talvez até tenha sido bom. É melhor nos entendermos o máximo possível. Talvez até possamos conversar de novo um dia...
— O acordo não foi violado — disse Bonnie com voz dura. — Não peça mais de nós.
Carine assentiu uma vez.
Bonnie olhou para mim de novo e seu rosto se transformou em tristeza.
A brisa mudou de direção.
Edythe e Carne seguraram meus braços ao mesmo tempo. Bonnie arregalou os olhos, depois os apertou com raiva. Sam rosnou uma vez.
— O que vocês estão fazendo com ele? — perguntou Bonnie.
— Protegendo você — disse Edythe com rispidez.
O lobo marrom-escuro deu um passo à frente.
Eu respirei rapidamente e me preparei para sair correndo se fosse ruim.
Foi ruim.
O aroma de Bonnie foi como fogo descendo pela minha garganta, mas foi mais do que apenas dor. Foi mil vezes mais atraente do que qualquer um dos animais que eu tinha caçado, não ficava nem no mesmo nível. Era como alguém exibindo um filé mignon perfeitamente preparado na minha frente depois de eu passar um ano só comendo biscoito velho. Só que mais do que isso. Eu nunca tinha experimentado drogas, mas achei que a comparação de Edythe com heroína podia ser a versão mais próxima.
Mas, ao mesmo tempo que eu queria saciar minha sede... e muito... eu soube na mesma hora que não precisava. Eu não queria chegar mais perto dela, não, tinha certeza de que conseguiria segurar mesmo se precisasse. Eu achava que, quando essa coisa de recém-nascido viesse com tudo, eu não conseguiria pensar nem decidir. Que não seria mais uma pessoa, que seria um animal.
Eu ainda era eu. Um eu com muita sede, mas eu.
Só demorei meio segundo para entender isso tudo.
— Não, não se preocupe, Bonnie — falei rapidamente. — Sou novo nisso, e elas não querem que eu... me descontrole, sabe? Mas estou bem.
Edythe tirou lentamente a mão do meu braço. Carine olhou para mim com o rosto meio... impressionado.
Os olhos de Bonnie ainda estavam apertados, mas consegui ver que ela também estava confusa. Talvez não esperasse que eu agisse tanto como eu mesmo. Decidi tirar vantagem da oportunidade inesperada. Respirei novamente, e apesar de continuar doendo do mesmo jeito, eu soube que ficaria bem.
— Então parece que não vou ter chance de falar com você de novo — eu disse. — E lamento que seja assim. Acho que não entendo todas as regras ainda. Mas, como vocês estão aqui, se eu pudesse pedir um favor...
O rosto dela ficou tenso de novo.
— O quê?
— Meu pai. — Minha respiração deu aquela travada esquisita de novo, e precisei de um segundo para continuar. Edythe colocou a mão nas minhas costas, mas foi para me consolar dessa vez. — Por favor, você pode... cuidar dele? Não deixe que fique muito sozinho. Eu nunca quis fazer isso com ele... nem com a minha mãe. É a parte mais difícil de tudo. Para mim, está tudo bem. Estou bem. Se houvesse alguma coisa que eu pudesse fazer para melhorar as coisas para eles, eu faria, mas não posso. Você cuida dele para mim?
O rosto de Bonnie ficou vazio por um minuto. Não consegui lê-lo. Eu queria conseguir ouvi-la como Edythe ouvia.
— Eu teria feito isso de qualquer jeito — disse Bonnie.
— Eu sei. Mas não pude deixar de pedir. Você acha... que pode me avisar se houver alguma coisa que eu possa fazer algum dia? Você sabe, de longe?
Ela assentiu lentamente.
— Acho que pode haver um pouco de Beau ainda aí dentro.
Eu suspirei. Ela não ia acreditar se eu contasse que eu estava aqui por inteiro, mas só havia mais coisa por cima.
— Tem algo mais que eu possa fazer por você?
Parei por um décimo de segundo, surpreso com a oferta. Consegui ver que Edythe e Carine também estavam surpresas. Mas havia uma coisa que eu queria.
— Você... — comecei. — Você vai contar para Jules sobre isso? — Eu olhei para as lobas enormes ao lado de Bonnie. — Ou vai sempre ser segredo?
Não entendi o olhar que surgiu no rosto dela.
— Jules vai saber em pouco tempo.
— Ah. Tudo bem. Bom, se ela puder saber sobre mim, você pode dizer que estou feliz? Não é tão ruim essa coisa de vampiro.
Bonnie tremeu.
— Vou dizer o que você falou.
— Obrigado, Bonnie.
Ela assentiu, olhou para a garota alta que a estava carregando e indicou com o queixo o caminho pelo qual elas tinham se aproximado.
Quando elas se viraram, vi uma lágrima escapar pelo canto do olho dela. As lobas também se afastaram de nós. Eu esperava que não fosse a última vez que eu veria Bonnie. Torcia para que, quando Jules soubesse do segredo, eu também pudesse vê-la. Ou pelo menos falar com ela de novo. Esperava que talvez um dia as lobas vissem que os Cullen também eram heróis.
O carro de Bonnie se afastou. As lobas sumiram em meio às árvores. Esperei até Edythe terminar de ouvir a partida delas.
— Me conte tudo — falei.
Ela sorriu.
— Conto quando chegarmos em casa, para eu não ter que repetir. Houve muita coisa.
Ela balançou a cabeça como se estivesse impressionada.
Nós saímos correndo. Não tão rápido quanto antes.
— Nossa. Lobisomens de verdade. Esse mundo é mais esquisito do que eu achava — comentei.
— Concordo — disse Edythe.
— Isso mesmo, você achava que não existiam mais lobisomens. Isso deve ter sido um choque.
— Elas não foram a coisa mais chocante que vi hoje.
Olhei para ela e depois para Carine. Carine sorriu como se tivesse sido uma piada.
— Eu sabia que você era especial, Beau, mas aquilo foi impressionante. Jessamine não vai acreditar.
— Ah. Mas... — Eu fiquei olhando para ela. — Você disse que sabia que eu conseguiria.
Ela riu.
— Bem, eu tinha certeza de que o vento não mudaria de direção.
Carine riu e trocou um olhar com Edythe. Ela acelerou enquanto Edythe passou a ir mais devagar. Em um segundo, estávamos sozinhos.
Acompanhei o ritmo de Edythe e parei quando ela parou. Ela colocou as mãos dos dois lados do meu rosto.
— Foi um longo dia. Um dia difícil. Mas quero que saiba que você é extraordinário e eu te amo.
Puxei-a para bem perto de mim.
— Posso encarar qualquer coisa desde que você esteja comigo.
Ela passou os braços pelo meu pescoço.
— Então vou ficar aqui.
— Para sempre — falei.
— Para sempre — concordou ela.
Eu me inclinei até meus lábios encontrarem os dela.
O para sempre ia ser incrível.

24 comentários:

  1. Fiquei chocada com esse final... Mas eu amei a história ♥

    ResponderExcluir
  2. Espero que continue
    Mari

    ResponderExcluir
  3. O final foi muito diferente e a historia ficou um pouco chata mas nao deixou de ser interessante e de ser fofo eles dois juntos 😊😊😊

    ResponderExcluir
  4. A única palavra que passa na minha mente é "estranho". Nao de um jeito ruim, apenas estranho.

    ResponderExcluir
  5. Legal... Realmente...
    Agora da p ter uma idéia do que aconteceria se a Bella tivesse se transformado de inicio ... Coitado do Charlie e Renée...
    E ...
    Ah... Apesar de ser bem legal.
    Não posso deixar de amar e preferir crepúsculo... O Edward é de mais... E sem Jacob...
    Não dá. Kkkk
    Mas valeu.

    ResponderExcluir
  6. Gostei! Eu esperava que fosse só uma outra versão de crepúsculo, esse final me surpreendeu de modo até positivo! Formam um casal fofo ❤️❤️

    ResponderExcluir
  7. Incrível! Mas eu queria saber o que aconteceu! Queria saber mais!
    Que comece as fanfics!

    ResponderExcluir
  8. Queria saber o que as lojas tavam pensando... Mas gostei da história e tbm choquei com o final

    ResponderExcluir
  9. Meu pq n contar pra gente o q as lobas pensaram, n custava nada né :( E o Charlie e Renée, ai meu coração ficou apertado. A Meyer só me deixou mais curiosa de q antes ....

    ResponderExcluir
  10. Nao sei oque dizer.. Assisti a saga crepúsculo e li o livro inteiro repetidas vezes, ate hoje leio. Mas essa versão ficou incrivel! Eu ameii.. Queria que continuasse... Nada contra o JACOB mas eu prefiro assim, porque nao atrapalhou muito o relacionamento de Beau.. Ameiiiiih...

    ResponderExcluir
  11. Infelizmente, o Jacob faz uma falta enorme...
    Tirando isso, foi bacana.
    JUH

    ResponderExcluir
  12. Eu preferiria que ele tivesse continuado humano e vivo, mas fico feliz do final ter mudado, só não queria que tivesse sido desse jeito

    ResponderExcluir
  13. Nem se compara ao crepúsculo, mas não eh tão horrível, tirando o fato de Beau ser extremamente afeminado. Talvez se não fosse uma releitura, poderia ser melhor... Todos sabemos que pode-se esperar muito mais da Meyer

    ResponderExcluir
  14. Eu particularmente gostei mais do Beau do que da Bella. mas acho que o chefe Swan (nem a Renee)não merecia um final desse. Acho que a Stephie poderia ser mais criativa.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Tambem gostei muito mais do beau do que da bella, so n sei ainda sobre a edith e o edward, em alguns momentos prefiro um em outros eu prefico outro...

      Ass: filhafavoritadeposeidon

      Excluir
  15. Esse final podia ter sido melhor... O Beau merecia! E, vamo combinar, faltô (um pouquinho de)sacanegem, qual é?! A Bella só pensa em dá uns tratos no Edward, agora, o Beau... Delicado demais pro meu gosto.
    Mas ainda é melhor que a Bella!
    Ele é bem menos retardado que ela.
    Não consigo nem chegar perto de Crepúsculo mas dessa versão, eu gostei. Amei a Edythe!
    Mas, realmente, faltou Jacob... Só dá pra tolerar Crepúsculo por causa dele. Mas a Jules é bem legal.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Pior que é verdade, Bella quer tudo com o Edward, Beau é mais romântico... Jacob aparece mais em Lua Nova, e como aqui não teve... bem, Jules ficou um pouco de lado

      Excluir
  16. Gostei demais dessa história, claro que nem se compara com a original, mas eh bem legal, mas aaah,qual é? Eles realmente não transaram? Aff

    ResponderExcluir
  17. Q fofis cara! Adorei a história inteira.Uma releitura sempre é bem vinda,ainda mais com tanta qualidade.E esse final!?Só mostra como a autora é talentosa , imagine criar uma coisa diferente.do que milhares de fãns estao acostumados mas ainda sim ter seu trabalho aceito de uma maneira positiva e trazer pessoas qye como eu ñ gostam muito do universo crepusculo para essa maravilhosa e apaixonante experiencia.Cara......sei.nem oq falar clichê,fofis,engraçado,enfim uma história cativante.

    ResponderExcluir
  18. Amei o livro, do começo ao final. O término da história foi ótimo. Realmente amei, a troca dos gêneros foi realmente uma ideia incrível.
    PS: Queria que houvesse outro livro seguindo essa mesma linha de raciocínio.

    ResponderExcluir
  19. Eu realmente não gostei muito desse , prefiro o Original que já reli mil vez...
    E pra comemorar esses 10 anos poderia ser uma história de Jacob e Renesmee seria bem mais interessante !

    ResponderExcluir
  20. Eae karina como vai? Voltei pro blog, saudades daqui...
    Adorei o livro, super clichê, hiper esquisito, mas muito fofo eles dois juntos, tipo romance mamão com açúcar, fofofofofofo....
    Espero q tenha mais
    Beijos

    ResponderExcluir
  21. muito bom só queria saber o que as lobas pensaram!!
    amei o beau e edythe e achei muito engraçadoo... rsrs principalmente beau sendo carregado... queria uma continuação desse e da saga original! karina será que terá continuação ?


    ps: amo seu blog já li 4 livros aqui só esse mês! Parabéns !!

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!