16 de janeiro de 2016

Capítulo 18 - A caçada

Um por um, eles saíram da floresta, separados uns dez metros um do outro. A primeira mulher na clareira recuou de imediato, permitindo que outra tomasse a frente, ficando atrás da mulher alta de cabelos escuros que claramente parecia ser a líder do bando. O terceiro era um homem; daquela distância, só o que pude ver foi que seu cabelo era de um tom intenso de ruivo.
Eles se aproximaram uns dos outros antes de continuarem cautelosamente em direção à família de Edythe. Era como um programa de TV sobre a vida selvagem, um bando de predadores exibindo respeito natural ao encontrar um grupo maior e desconhecido de sua própria espécie.
À medida que se aproximavam, pude ver como eram diferentes dos Cullen. Seu andar era meio felino, um gingado que parecia constantemente prestes a mudar para um rastejar. Vestiam roupas comuns de mochileiros: jeans e camisas informais de tecido pesado e impermeável. Mas as roupas estavam puídas pelo uso e eles estavam descalços. Os cabelos estavam cheios de folhas e pedaços da mata.
A mulher na liderança analisou Carine quando ela deu um passo à frente, ladeada por Eleanor e Jessamine, para encontrá-los e empertigou-se da postura meio agachada.
Os outros dois a imitaram.
A mulher na frente era sem dúvida a mais bonita. A pele era pálida, mas tinha um tom moreno, e o cabelo era de um preto acetinado. Não era alta, mas parecia forte, embora não como Eleanor. Abriu um sorriso tranquilo, expondo um lampejo de dentes brancos cintilantes.
O homem era mais selvagem. Os olhos vagavam de forma inquieta entre os Cullen, e sua postura era estranhamente felina. A segunda mulher ficou atrás deles sem atrapalhar, menor do que a líder, com cabelo castanho-claro e as feições comuns. Seus olhos eram os mais calmos, os mais imóveis. Mas tive a estranha sensação de que estava vendo mais do que os outros.
Eram os olhos o que os deixava mais diferentes. Não eram dourados nem pretos como eu estava acostumado, mas de um vermelho profundo e vívido.
A mulher de cabelos pretos, ainda sorrindo, aproximou-se de Carine.
— Pensamos ter ouvido um jogo — disse ela. Tinha um leve sotaque francês. — Meu nome é Lauren, e estes são Victor e Joss.
— Sou Carine. Esta é minha família, Eleanor e Jessamine, Royal, Earnest e Archie, Edythe e Beau. — Ela nos apontou em grupos, deliberadamente sem chamar a atenção para cada um de nós. Senti um choque quando ela disse meu nome.
— Tem vaga para mais alguns jogadores? — perguntou Lauren.
Carine acompanhou o tom amistoso de Lauren.
— Na verdade, estávamos terminando. Mas adoraríamos, em outra ocasião. Pretendem ficar na área por muito tempo?
— Nós vamos para o norte, mas ficamos curiosos para ver quem estava nos arredores. Não encontramos companhia há muito tempo.
— Não, esta região em geral é vazia, a não ser por nós e visitantes ocasionais, como vocês.
O clima tenso lentamente se amenizava em uma conversa despreocupada; imaginei que Jessamine estivesse usando seu dom peculiar para controlar a situação.
— Qual é sua área de caça? — perguntou Lauren casualmente.
Carine ignorou o pressuposto.
— A área do Olympic, aqui, a área costeira de vez em quando. Mantemos residência permanente aqui perto. Há outra base permanente como a nossa perto de Denali.
Lauren se moveu, inquieta.
— Permanente? Como conseguem isso? — Havia uma curiosidade sincera em sua voz.
— Por que não nos acompanham à nossa casa e poderemos conversar com mais conforto? — convidou Carine. — É uma história bem longa.
Victor e Joss trocaram um olhar de surpresa à menção da palavra “casa”, mas Lauren controlou melhor sua expressão.
— Parece muito interessante e receptivo. — Ela sorriu. — Estamos caçando desde Ontário e não temos chance de tomar banho há um tempo. — Ela olhou as roupas de Carine com apreciação.
— Não se ofendam, por favor, mas gostaríamos que não caçassem nesta região. Temos que ficar invisíveis, vocês compreendem — explicou Carine.
— É claro. — Lauren assentiu. — Não invadiríamos seu território. De qualquer forma, acabamos de nos alimentar nos arredores de Seattle. — Ela riu.
Um tremor percorreu minha coluna.
— Mostraremos o caminho, se quiserem correr conosco. Eleanor e Archie, vocês podem ir com Edythe e Beau para pegar o Jeep — acrescentou ela casualmente.
Três coisas aconteceram simultaneamente enquanto Carine falava. Uma leve brisa agitou meu cabelo, Edythe enrijeceu e a segunda mulher, Joss, virou a cabeça de repente, examinando-me, as narinas infladas.
Todos ficaram rígidos enquanto Joss avançava um passo, agachando-se. Edythe mostrou os dentes, agachando-se defensivamente, um rosnado de fera rasgando sua garganta. Não era nada parecido com os sons de brincadeira que eu ouvira dela naquela manhã; foi a coisa mais ameaçadora que já ouvi. Arrepios desceram do alto de minha cabeça até os calcanhares.
— O que é isso? — perguntou Lauren, chocada.
Nem Edythe nem Joss relaxaram sua postura agressiva. Joss fintou de leve para o lado, mas Edythe se mexeu em resposta.
— Ele está conosco — disse Carine diretamente para Joss, a voz fria.
Lauren pareceu captar meu cheiro nesse momento, mas de forma menos intensa do que Joss, e a compreensão iluminou seu rosto.
— Vocês trouxeram um lanche? — Ela deu um passo à frente.
Edythe rosnou com ferocidade ainda maior, o lábio se curvando por cima dos dentes à mostra. Lauren recuou de novo.
— Eu disse que ele está conosco — corrigiu Carine.
— Mas ele é humano — protestou Lauren. Ela não falou de forma agressiva, só surpresa.
Eleanor se inclinou para a frente, de repente muito presente ao lado de Carine.
— Sim. — Seus olhos estavam grudados nos de Joss.
Joss se empertigou devagar, mas não desviou o olhar de mim, com as narinas ainda dilatadas. Edythe ficou tensa na minha frente. Senti vontade de puxá-la, aquela vampira Joss não estava de brincadeira, mas consegui imaginar como seria um péssimo gesto. Ela me mandou ficar parado, então eu ficaria... a não ser que alguém tentasse machucá-la.
Quando Lauren falou, seu tom foi tranquilizador, tentando aquietar a súbita hostilidade.
— Parece que temos muito a aprender uns sobre os outros.
— De fato. — A voz de Carine ainda estava fria.
— Mas gostaríamos de aceitar seu convite. — Seus olhos dispararam para mim e de volta a Carine. — E é claro que não faremos mal ao garoto humano. Não caçaremos em seu território, como eu disse.
Joss olhou para Lauren com incredulidade e trocou um breve olhar com Victor, cujos olhos ainda disparavam de um rosto para outro.
Carine avaliou a expressão franca de Lauren por um momento antes de falar.
— Vamos lhes mostrar o caminho. Jess, Royal, Earnest? — chamou ela.
Eles se reuniram, bloqueando-me de vista ao convergirem. Archie apareceu imediatamente ao meu lado, enquanto Eleanor se movia mais devagar, os olhos grudados em Joss enquanto recuava na nossa direção.
— Vamos, Beau. — disse Edythe, com voz baixa e inexpressiva.
Ela segurou meu cotovelo e me puxou. Archie e Eleanor ficaram perto de nós, me escondendo de quem ainda poderia estar olhando. Cambaleei ao lado de Edythe, tentando acompanhar o ritmo que ela impôs.
Não pude ouvir se o grupo principal já tinha ido. A impaciência de Edythe era quase tangível enquanto seguíamos a um ritmo humano para a margem da floresta.
— Eu sou mais rápida — respondeu ela ao pensamento de alguém.
De repente, estávamos nas árvores, e Edythe botou meu braço ao redor do pescoço dela enquanto ainda estávamos andando rápido. Percebi o que ela queria e, chocado demais para sentir vergonha, subi nas costas dela.
Estávamos correndo antes de eu ter terminado de me acomodar.
Não consegui fechar os olhos, mas a floresta estava bem preta agora mesmo. Não consegui ver nem ouvir Eleanor e Archie correndo ao nosso lado. Como Edythe, eles se moviam pela floresta como se fossem fantasmas.
Chegamos ao Jeep em segundos. Edythe mal reduziu a velocidade, só se virou e me atirou no banco traseiro.
— Prenda-o — ordenou ela a Eleanor, que deslizou para o meu lado.
Archie já estava no banco da frente, e Edythe ligava o motor. Ela deu meia-volta, girando para ficar de frente para a estrada sinuosa.
Edythe grunhia alguma coisa rápido demais para que eu entendesse, mas parecia uma série de obscenidades. A viagem sacolejante dessa vez foi muito pior, na escuridão.
Eleanor e Archie olhavam pela janela.
Chegamos à estrada principal. O Jeep seguia rápido. Estava escuro, mas reconheci a direção para onde estávamos indo. Para o sul, para longe de Forks.
— Aonde estamos indo? — perguntei.
Ninguém respondeu. Ninguém sequer olhou para mim.
— Alguém vai me dizer o que está acontecendo?
Edythe manteve os olhos na estrada enquanto falava. O velocímetro marcava 160 quilômetros por hora.
— Temos que levar você para longe daqui, bem longe, agora.
— O quê? Mas preciso ir para casa.
— Você não pode ir para casa, Beau. — O jeito como ela falou pareceu bem permanente.
— Não estou entendendo. Edythe, o que você quer dizer?
Archie falou pela primeira vez.
— Pare, Edythe.
Ela lhe lançou um olhar severo e acelerou.
— Edythe — disse Archie. — Veja todos os caminhos diferentes que isso pode tomar. Precisamos pensar direito.
Havia um tom de aviso em sua voz, e me perguntei o que se passava em sua mente, o que estava mostrando a Edythe.
— Você não entende. — Edythe quase uivou de frustração. O velocímetro a quase 185. — Ela é rastreadora, Archie! Você viu isso? Ela é uma rastreadora!
Senti Eleanor se enrijecer a meu lado e me perguntei o que a palavra queria dizer. Significava para os três mais do que para mim. Eu queria entender, mas não havia espaço para eu perguntar.
— Encoste, Edythe. — A voz de Archie estava mais severa agora, firme.
O velocímetro passava um pouco dos 190 por hora.
— Pare — disse ele.
— Archie... escute! Eu vi a mente dela. Rastrear é a paixão dela, sua obsessão. E ela o quer, Archie. Especificamente a ele. Já começou.
— Ela não sabe onde...
— Quanto tempo acha que ela precisará para sentir o cheiro de Beau na cidade? Seus planos já estavam preparados antes que as palavras saíssem da boca de Lauren.
Foi como um soco no estômago. Não consegui respirar por um segundo, enquanto o que ela estava dizendo finalmente fazia sentido. Até o momento, tudo pareceu meio abstrato, como um problema de matemática. Não parecia ligado a mim de forma real.
Eu sabia aonde meu cheiro a levaria.
— Charlie! — falei, ofegante. E gritei. — Charlie! Temos que voltar. Temos que pegar Charlie!
Comecei a arrancar as fivelas que me seguravam, até que Eleanor segurou meus pulsos. Tentar soltá-los era como tentar tirar algemas presas em concreto.
— Edythe! Dê meia-volta! — gritei.
— Ele tem razão — disse Archie.
O carro reduziu um pouco.
— Vamos considerar nossas opções por um minuto — disse Archie, tentando persuadi-la.
O carro reduziu outra vez, mais perceptivelmente, e depois, de repente, paramos cantando pneus no acostamento da estrada. Eu voei de encontro ao arnês e bati de costas no banco.
— Não temos opções — sibilou Edythe.
— Não vamos deixar Charlie! — gritei.
Ela me ignorou completamente.
Eleanor finalmente falou.
— Precisamos levá-lo de volta.
— Não.
— Ela não é páreo para nós, Edy. Não vai poder botar um dedo nele.
— Ela vai esperar.
Eleanor deu um sorriso frio e estranhamente ansioso.
— Eu também posso esperar.
Edythe bufou de exasperação.
— Vocês não viram! Vocês não entendem! Depois que ela se compromete com uma caçada, é inabalável. Teríamos que matá-la.
Eleanor não pareceu se incomodar com a ideia.
— Sim.
— E tem o homem. Está com ela. Se houver uma luta, Victor vai ficar do lado dela também.
— Nós estamos em número suficiente.
— Há outra opção — disse Archie em voz baixa.
Edythe virou-se para ele, furiosa, a voz rosnando ferozmente.
— Não... há... outra... opção!
Eleanor e eu a olhamos chocados, mas Archie não pareceu se surpreender. O silêncio perdurou um longo minuto enquanto Edythe e Archie se encaravam.
— Alguém quer ouvir minha ideia? — perguntei.
— Não — grunhiu Edythe.
Archie a encarou com raiva.
— Ouça — pedi. — Me leve de volta.
— Não!
— Sim! Você me leva de volta. Eu digo a meu pai que quero voltar para Phoenix. Faço minhas malas. Esperamos até que essa rastreadora esteja observando e depois corremos. Ela vai nos seguir e deixar Charlie em paz. Aí, você pode me levar para a droga do lugar que quiser.
Eles me encararam com olhos arregalados.
— Na verdade, não é má ideia. — A surpresa de Eleanor foi tanta que chegou a ser um insulto.
— Pode dar certo, e não podemos deixar o pai dele desprotegido — disse Archie. — Você sabe disso.
Todos olharam para Edythe.
— É perigoso demais. Não quero que ela chegue nem a cento e cinquenta quilômetros de Beau.
— Ela não vai passar por nós — Eleanor estava muito confiante.
Archie fechou os olhos por um segundo.
— Não a vejo atacando. Ela é do tipo que contorna, não vai direto. Vai esperar que o deixemos desprotegido.
— Ela logo vai perceber que isso não vai acontecer — disse Edythe.
— Eu tenho que ir para casa, Edythe.
Ela colocou os dedos nas têmporas e fechou os olhos por um segundo. Em seguida, olhou para mim com cara feia.
— Seu plano é muito demorado. Não temos tempo para essa história de fazer malas.
— Se eu não der algum tipo de desculpa, ele vai causar problemas para sua família. Talvez chame o FBI se achar que vocês... sei lá, me sequestraram.
— Isso não importa.
— Sim. Importa. Tem um jeito de todo mundo ficar bem, e é isso que vamos fazer.
O Jeep ganhou vida, e ela deu meia-volta, cantando pneus. O mostrador do velocímetro começou a subir.
— Você vai embora esta noite — disse Edythe, e sua voz soou cansada. — Quer a rastreadora veja ou não. Diga para Charlie o que quiser, desde que seja rápido. Pegue o que estiver à mão e entre na picape. Não me importo com o que Charlie disser. Você terá quinze minutos. Ouviu? Quinze minutos a partir do momento em que passar pela porta, senão carrego você embora.
O Jeep rugiu e ela fez a volta, os pneus cantando. O ponteiro do velocímetro começou a disparar pelo mostrador.
Alguns minutos se passaram em silêncio, a não ser pelo rugido do motor.
— Eleanor? — perguntei, olhando sugestivamente para minhas mãos.
— Ah, desculpe. — Ela me soltou.
— É assim que vai acontecer — disse Edythe. — Quando chegarmos à casa, se a rastreadora não estiver lá, vou levar Beau até a porta. Ele terá quinze minutos. — Ela olhou para mim pelo retrovisor. — Eleanor, você fica na lateral da casa. Archie, você fica na picape. Eu vou ficar lá dentro pelo tempo que ele estiver. Depois que ele sair, vocês dois podem levar o Jeep para casa e contar a Carine.
— De jeito nenhum — interrompeu Eleanor. — Eu vou com você.
— Pense bem, Eleanor. Não sei quanto tempo vou ficar fora.
— Enquanto não soubermos até que ponto isso vai chegar, eu vou com você.
Edythe suspirou.
— Se a rastreadora estiver lá — continuou ela, de mau humor — vamos continuar dirigindo.
— Vamos chegar lá antes dela — disse Archie, confiante.
Edythe pareceu aceitar isso. Qualquer que fosse seu problema com Archie, ela agora não duvidava dele.
— O que vamos fazer com o Jeep? — perguntou ele.
A voz de Edythe soou tensa.
— Você vai levá-lo para casa.
— Não vou, não — disse ele calmamente.
O fluxo ininteligível de blasfêmias recomeçou.
— Não cabemos todos na minha picape — sussurrei.
Edythe não pareceu me ouvir.
— Acho que devem me deixar ir sozinho — falei, num tom ainda mais baixo.
Ela ouviu.
— Beau, não seja burro — disse ela, entre os dentes trincados.
— Olhe, Charlie não é um imbecil — protestei. — Se você não estiver na cidade amanhã, ele vai ficar desconfiado.
— Isso é irrelevante. Vamos nos certificar de que ele esteja seguro, e é só o que importa.
— E essa rastreadora? Ela viu como você agiu esta noite. Vai pensar que está comigo, aonde quer que você vá.
Eleanor olhou para mim, ofensivamente surpresa de novo.
— Edythe, ouça o que ele diz — pediu ela. — Acho que ele tem razão.
— Tem mesmo — concordou Archie.
— Não posso fazer isso. — A voz de Edythe estava gelada.
— Eleanor deve ficar também — continuei. — Ela viu Eleanor muito bem.
— Como é? — Eleanor se virou para mim, parecendo traída.
— Você terá uma oportunidade melhor com ela se ficar — concordou Archie.
Edythe olhou para ele, incrédula.
— Acha que devo deixá-lo sozinho?
— É claro que não — disse Archie. — Jess e eu vamos levá-lo.
— Não posso fazer isso — repetiu Edythe, mas dessa vez pareceu derrotada. A lógica estava tendo seu efeito nela.
Tentei persuadi-la.
— Fique aqui por uma semana. — Vi a expressão dela no espelho e me corrigi: — Alguns dias. Deixe que Charlie veja você e leve essa caçadora em uma perseguição inútil. Cuide para que vá para o lado errado. Depois, vá me encontrar. Pegue um atalho, é claro, e então Jessamine e Archie poderão ir para casa.
Pude ver que ela começava a pensar no assunto.
— Onde encontro você?
— Em Phoenix.
— Não — disse ela com impaciência. — Ela vai ouvir que é para lá que você vai.
— E você vai fazer com que pareça um ardil, obviamente. Ela vai saber que você vai saber que ela está ouvindo. E não vai acreditar que realmente fui aonde disse que vou.
— Ele é diabólico. — Eleanor riu.
— E se não der certo?
— Há vários milhões de pessoas em Phoenix — informei-a.
— Não é tão difícil encontrar uma lista telefônica.
— Eu vou para um hotel, Edythe.
— Edythe, vamos estar com ele — lembrou-lhe Archie.
— O que você vai fazer em Phoenix? — perguntou-lhe ela com aspereza.
— Ficar entre quatro paredes.
— Eu até gosto disso. — Eleanor estava pensando em encurralar Joss, sem dúvida.
— Cale a boca, Eleanor.
— Olhe, se tentarmos pegá-la enquanto Beau ainda estiver por perto, há uma probabilidade muito maior de que alguém se machuque. Ele vai se machucar, ou você, tentando protegê-lo. Agora, se a pegarmos sozinha... — Ela se interrompeu com um sorriso baixo.
Eu tinha razão.
O Jeep se arrastava lentamente agora, ao entrarmos na cidade. Pude sentir os pelos em meus braços se eriçando.
Pensei em Charlie, sozinho em casa, e balancei o joelho com impaciência.
— Beau — disse Edythe com voz muito suave. Archie e Eleanor olharam pela janela. — Se alguma coisa acontecer com você, qualquer coisa, vou considerar você o responsável. Entende isso?
Olhei nos olhos dela pelo espelho.
— Idem, Edythe.
Ela se virou para Archie.
— Jessamine pode lidar com isso?
— Dê algum crédito a ela, Edythe. Ela tem se saído muito, muito bem, considerando todas as coisas.
Você pode lidar com isso?
Archie repuxou os lábios em uma careta apavorante e soltou um rosnado gutural que me fez me encolher no banco.
Edythe sorriu para ele.
— Mas guarde suas opiniões para si mesmo — murmurou ela de repente.

8 comentários:

  1. Nível de curiosidade altíssimo, para os próximos capítulos!

    ResponderExcluir
  2. esse capitulo foi bem tenso!

    ResponderExcluir
  3. Não importa o que digam ou façam, eu sempre verei o Edward e a Bella nessa parte... Alice e Emmet também...

    ResponderExcluir
  4. Não sei porque mas smp vejo Eleanor com cara bombadao de minissaia, regata e peruca 😂😂😂

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      Excluir
  5. Gente, só eu que tô gostando da história? Eu amei o Beau e a Edythe! Mesmo que grande parte da história original continue, eu sinto como se eles fossem diferentes da Bella e do Edward. Eu fico ansiosa pra ver as mudanças que a autora fez. Estou amando todas elas até agora.

    ResponderExcluir
  6. Que capítulo enervante. Tô amando ler, e estou bastante ansiosa quanto a reescritura dos de mais capítulos.

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!