8 de janeiro de 2016

Fanfic: A vampira


Sinopse:
Katherine Miller é uma vampira que foi transformada mais de três séculos atrás, e teve a sorte de ser transformada por seu amor, Daniele. Mas, depois de três anos juntos, Daniele decide abandona-la, alegando que não estava segura com ele. Ela não acreditou, mas ele prometeu que a protegeria, e para um vampiro, a palavra é tudo. E agora, trezentos nos depois, ela está em Nova Orleans, fazendo exatamente o que uma vampira sem sentimentos faz: matando. Para se entreter, ela se matricula na Loyola University, e encontra uma pessoa de seu passado lá. O choque é enorme. O que ele estava fazendo ali? Como ousava aparecer depois de tanto tempo? Com a chegada de um Caçador Original na cidade – e uma visita dele à universidade – Katherine realmente começa a ficar mais séria, e levar os avisos de Daniele a sério. Mas não a ele. A única coisa que ela queria fazer era mata-lo! Ele a fizera sofrer por muito tempo, e ela se virara como pudera, e agora ele vinha com esse papo de eu te amo e só quero o melhor pra você? Ah, queime no inferno! Mas depois de algum tempo, ela começa a perceber que ainda tinha algo com ele, e tentava mascarar isso com raiva. Mas pra ficar juntos, ela tinha que mudar. Tinha que voltar a ter humanidade. Mas... será que ela conseguiria mudar? Por ele? Seria ela capaz de apagar todas as décadas de maldade dentro de si, e voltar a ter sentimentos humanos? Por ele?

Categorias: ficção, romance, fantasia, história original
Autora: Martina Romero
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Prólogo


No meio da noite é o momento em que nos sentimos mais fortes. É como se o mundo se curvasse diante de nós. Pelo menos, é assim que eu me sinto quando saio à procura de minhas presas. Pobres humanos. Eles não têm culpa de me encontrar em seu caminho.
Antes, eu tentava não mata-los, mas depois que ele me deixou, não me importei mais. As lendas diziam que eu era um monstro, então eu tinha que agir como tal.
Devia ser de madrugada, mas ainda havia adolescentes dançando e bebendo perto de um lago no City Park. Eles são muito ousados. Há esta hora, a parte mais fechada da floresta era perigosa. Quem sabe o que habita esse lugar? Para um humano, aquela multidão estava ali apenas para a festa de aniversário da filha do prefeito, Madelyn Jackson, mas para um vampiro, aquilo podia ser considerado um banquete. Adolescentes bêbados e sem noção do que realmente acontecia? É muito fácil arrasta-los para a floresta e me deliciar com seu sangue.
         Aqui, em Nova Orleans, histórias de fantasmas e seres sobrenaturais são muito comuns; tem gente até que diz que já viu os espíritos. Cada vez que há um assassinato, os jovens culpam os fantasmas até que a verdadeira causa da morte seja revelada. Pensando bem, os jovens não estavam tão errados ao pensar nas causas das mortes como sobrenaturais, mas não eram os fantasmas que matavam as pessoas; eram os vampiros. Ou melhor, a vampira.
         Não é certo descrever o local da festa como uma floresta. Como já falei, estávamos no City Park, mas a maioria era menor de idade, então, se um policial pegar esse bando de jovens bebendo aqui, ainda mais com a filha do prefeito no meio, digamos que a situação não vai ser boa.
         Não entendo como Madelyn conseguiu fazer a festa aqui, ainda mais com toda essa bebida. Provavelmente os pais nem sabem que ela está aqui agora.
Eu tenho aparência de uma garota de dezessete anos – porque fui transformada a essa idade – mas tenho mais de trezentos. Ninguém sabe o que sou realmente, então me consideram uma menor de idade. Que insulto!
         Caminho por entre os jovens e paro ao lado de um dos barris de cerveja. Encho um copo e bebo. Jogo meu cabelo para trás e encontro o olhar de um garoto, que pisca para mim. Mesmo estando escuro e as poucas luzes que havia iluminando pouco, eu podia ver seus cabelos loiros. Sorrio. Minha refeição!
         Caminho em sua direção, mas não paro ao seu lado. Em vez disso, passo reto por ele, apenas perto o suficiente para roçar minha mão na sua. Não preciso me virar para saber que ele está me seguindo. Alguns são mais fáceis de pegar que outros. Já me alimentei de pessoas que eram tão teimosas, que tive que hipnotiza-las para conseguir que se calassem e me obedecessem. Mas a maioria me obedecia por causa da minha beleza e charme.
         Quando estamos bem longe de olhares curiosos, paro e me viro para encontrar seu rosto, sorrindo maliciosamente. Ele se aproxima e roça seus lábios em meu pescoço. Mas que ousado! Como tinha coragem de se aproximar tão rapidamente de uma dama? Talvez isso tenha sido a causa de sua morte.
         Ele encosta sua boca na minha. Suspiro e solto um gemido quando ele me empurra contra uma árvore. Quando não suporto mais seus beijos, passo minha boca pelo seu pescoço. Sinto quando meus caninos afiados rasgam minha gengiva, lutando para se libertar. Passo a língua por eles.
         – Mas o que...? – a pergunta morre em seus lábios quando cravo meus dentes em sua pele.
         Sinto sua pulsação em meus lábios, e me delicio ao ouvi-lo soltar um gemido de dor. Minha audição aguçada detecta quando seu sangue começa a pulsar mais fracamente em suas veias. Quando seu corpo fica flácido, largo-o no chão, certa de que não sobreviveria muito tempo. Mas, por via das dúvidas, ergo-o novamente e vejo que seus olhos ainda estavam mais ou menos abertos.
         Você vai esquecer o que aconteceu aqui. Não vai se lembrar de mim, ou de nós. Se sobreviver – o que acho que não vai acontecer – dirá que estava bêbado e que viu um animal antes de tudo acontecer.
         Forço meus olhos encararem os seus, e quando vejo suas pupilas dilatarem, eu sei que meu controle mental funcionou. Largo o corpo do garoto ali e corro para longe dele. Sinto o seu sangue escorrendo pelos cantos da minha boca. Passo a manga da camiseta para limpa-los. 
         Havia trezentos anos eu agia assim. Pegava, me alimentava, matava e largava para alguém encontrar. Eu não me importava. Tinha que recomeçar minha vida a cada década em um lugar diferente, pois as pessoas envelheciam, e eu não. Ninguém se lembraria de mim se eu hipnotizasse para que esquecessem.
         Quando volto para a festa, um sorriso se abre em meu rosto. Eu adorava ser uma vampira! A eternidade pela frente, a velocidade e a força, e até mesmo poder entrar na cabeça das pessoas... Era tudo tão legal! Eu era assim há trezentos anos, e ouve apenas um momento em toda minha vida em que desejei ser humana, e hoje me arrependo dessa fraqueza.
         Meu nome é Katherine Miller, e eu amo ser uma vampira!
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