26 de janeiro de 2016

Fanfic: A coadjuvante


Sinopse:
Já imaginou como seria viver num mundo onde toda a sua vida é controlada? Onde você tem que trabalhar num emprego que não gosta, só porque foi para isso que você foi mandado e é para isso que você vai servir. 
Já pensou como é viver à margem das histórias dos outros, sempre sendo ignorado, esquecido e subestimado (com razão) por todos? 
Pois é... Essa é a minha vida. Sabe por quê? 
Porque sou uma COADJUVANTE!


Categorias: 
Autora: Karen Costa

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Prólogo



Um pequeno aviso antes de ler esta história:
EU NÃO SOU A PROTAGONISTA.
       Sou só uma daquelas pessoas que existem para completar um buraco. Tipo o professor de biologia que só existe para fazer uma pergunta para o protagonista quando ele está altamente distraído na aula. Ou a diretora do colégio que só está na história para que a escola tenha uma direção. Eu não tenho a certeza de que irei viver uma grande história de amor, nem de que vou descobrir coisas fantásticas, mas também não esperava mais que isso. Eu não nasci para estar no centro das atenções, sou só uma expectadora que foi subjugada e submetida a estar ali como forma de compensar uma falha. Mas eu bem que queria ter o papel principal. Ou pelo menos não ter que viver aquela vida. Havia os sortudos que podiam ter viver sem dar satisfações. Mas eu não tinha aquela sorte, minha família era toda de anônimos, ou coadjuvantes se preferir. Assim, eu também seria uma, a não ser que encontrasse uma forma de reverter isso.
Outro pequeno aviso:
VOCÊ VAI ESQUECER O MEU NOME.
       Não adianta você anotar no braço ou ficar pensando no meu nome o tempo inteiro, você vai esquecê-lo.
       Como eu posso estar tão certa disso? Simples: eu também sou uma leitora.
       Ah! Meu nome! Quase esqueci.
Eu me chamo Eçaiara. 
Procure o significado dele na internet, talvez você ria.


Capítulo I – Parte um


       Este é o primeiro dia de aula e hoje eu não fui sorteada para aparecer em nenhuma história. Acho que vou ficar anônima por um bom tempo ainda. Então vou me aprontar, porque anônima eu posso ser, mas ainda tenho que passar de ano. Visto meu look para anonimato total: camisa cinza, calça jeans preta e all-star surrado. Faço uma trança no cabelo, pego minha mochila (também preta) e vou comer o cereal com leite que minha mãe gentilmente deixou pronto na mesa. Ela não vai aparecer em nenhuma história também (nem hoje, nem nunca. Acho.), então ela apenas vive sua vida de anônimo e faz com que eu me mantenha na linha (dos anônimos, é. Mas é chato dizer isso o tempo inteiro).
       Vou a pé pra escola e no caminho não sou sequer notada. Minha roupa neutra não chama atenção neste mundo cheio de cores. Mas há também as casas que são “casas anônimas”, como a minha. Suas pinturas brancas com telhados cinza são ignoráveis para todos, exceto para nós. Mas infelizmente não temos o costume de nos socializar com os outros. Se minha mãe soubesse que eu tenho um amigo, trataria de nos mudar de cidade de novo e então eu teria que ficar mais uma semana de castigo ou coisa assim. Foi isso que aconteceu nas últimas duas vezes. Esta é a terceira cidade para o qual nos mudamos e eu adoraria poder dizer que me mudei que foi porque fiz amigos, mas não. Foi exatamente o contrário.
       Nós nos mudamos pela primeira vez porque eu tinha chamado atenção demais, segundo minha mãe. Um garoto colorido, um daqueles personagens principais, tinha decidido me atormentar. Durante a aula, ele jogava bolinhas de papel em mim; nos corredores, me fazia tropeçar e na saída, derrubava meus livros dos meus braços. A diretora do colégio também era uma anônima, ela ligou para minha mãe dizendo que eu estava causando “tumulto” e a fazendo chegar à escola em inacreditáveis noventa segundos para ainda conseguir uma transferência pra mim no mesmo dia.
       Depois desse incidente eu resolvi comprar um celular e passei a usar fones nos intervalos da escola e sempre que possível, como forma de me desligar do mundo.
       De repente, paro de andar. Droga! Tinha passado da escola e só percebo agora. Isso sempre acontece comigo. Volto rapidamente, rezando para que ninguém tenha me notado e paro na frente do prédio onde eu cursaria o Ensino Médio, se tivesse sorte e ficasse lá durante os próximos três anos.
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Saiba mais: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-originais-a-coadjuvante-4660122

5 comentários:

  1. Legal, a história muito bem escrita e o pano de fundo é diferente...acho que vou ler o resto!

    -Sophia

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  2. Valeu, Karina! \o/
    (Siiiiiimmmmmmm, eu sou a misteriosa Karen Di Angelo mwahahahaha) kkkkkkk
    Bjs! *3*

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  3. Amei, bem diferente a história e bem escrita, vou acompanhar ;)

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  4. Eu já li TDs os episódios disponíveis .... Preciso de mais... :'(

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