22 de janeiro de 2016

Fanfic: Annabelle e a princesa perdida


Sinopse:
A princesa perdida é o primeiro livro da saga Anabelle. Anabelle sempre pensou que era uma garota normal, um pouco pobre de mais, mas com muito amor em sua vida vivendo com sua mãe adotiva e seus adoráveis irmãos. Porém tudo muda quando, em um bosque que ninguém se atreve a se aproximar, encontra um jovem rapaz ferido e com muitos segredos, mas incrivelmente irresistível e extremamente perigoso. A partir desse momento a vida de Anabelle sofre uma grande reviravolta em que muitas aventuras a esperam, amor, traição e morte.

Categorias: romance, aventura, ficção, história original
Autora: Ana Gabrielle
_______________________________________

PRÓLOGO


Mesmo sabendo que esse momento chegaria Laila ainda tinha esperanças que nunca acontecesse, mas o destino não é gentil. Assim que ela se preparou para esse momento, como Erick a havia dito para fazer.
Laila se apressou para pegar os últimos itens necessários para salvar a única coisa importante que ainda lhe restava, sua pequena filha recém-nascida. Só em pensar que logo terá de se separar dela, Laila já se sentia no fundo de um abismo. Contudo ela não podia se deixar levar por esse sentimento, tinha coisas mais importantes para fazer.
Nunca pensou que a sua separação seria em um momento tão próximo ou que seu amado marido morreria pelas mãos do próprio tio, um homem cruel que só pensa em ganancia e que faria qualquer coisa para conseguir a coroa.
Dämon, bastardo e ganancioso, pensou ela, nos últimos meses ainda nutria a esperança de que nada iria acontecer e quase até se convenceu que a vidente os havia enganado, que tudo sairia bem e que Erick conseguiria vencer seu tio.
A lembrança do grito de dor de seu amor ainda ressoava em seus ouvidos, a dor sentida em ver a espada de Dämon enfiada no coração de Erick estava incrustada na memória de Laila para sempre. Tal como o momento em que seu marido deu seu último suspiro e o último olhar compartilhado por eles antes que a luz dos olhos dele deixasse de existir, despedaçando o seu coração antes de Laila poder correr para salvar sua filha e colocar o plano de fuga em ação.
De repente um barulho de metais contra o piso a desperta de seus devaneios. Os guardas estão próximospreciso ser rápida, pensa Laila. Assim ela sorrateiramente entra por uma passagem atrás do quadro de seu quarto e sai correndo para o de sua filha. 
O quarto de sua menininha é ao final do mesmo corredor do seu, um pouco menor do que os seus aposentos, mas bem confortável. Lá ela encontra a babá da filha, sua amiga Faen já embrulhando a pequena princesa em um monte de cobertores. A babá ao percebê-la se vira e diz:
- Minha senhora, eu acho que temos menos tempo do que o previsto. Os guardas do castelo já estão a sua procura.
- Eu sei Faen, por isso vim correndo pra cá. Precisamos nos apressar - Responde Laila depressa em um tom nervoso - Está tudo pronto?
- Sim, minha senhora - concorda Faen com a voz embargada e uma cara que aparentava muito que o seu mundo estava sendo destruído.
- Não fique triste Faen um dia você a verá novamente, porém precisamos nos acelerar para tirá-la daqui.
- É que...é que... sinto como se não fosse vê-las novamente - Faen murmura já aos prantos e soluçando -E...Eu..Eu as amo tanto!
Ao ouvir isso, Laila se comove de mais tendo que segurar as lágrimas que ameaçam sair pelos olhos, mas sabendo que não tem muito tempo chega perto de Faen e a abraça tentando consolá-la:
- Não chore, tudo vai dar certo precisamos fazer tudo o que o Rei Erick disse, precisamos manter a minha filha em segurança custe o que custar, ela é a nossa única esperança para um futuro melhor.
Ficam abraçadas por alguns momentos até que as duas ouvem um barulho de armaduras no corredor e começam a se apressar mais em pânico pegando o que precisavam, os quais eram duas sacolas com suprimentos e outras coisas previamente preparadas por Erick. Laila corre pra pegar a sua menininha no colo e diz a amiga:
- Empurre o tapete para o lado, tem um alçapão em baixo. É por ai que vou sair daqui e você vai para a passagem que acabei de sair, quando chegar ao meu quarto empurre a cômoda azul para o lado, você vai encontrar uma porta com um corredor que vai dar na cozinha.
- Mas minha senhora eu pensei que ia com vocês - diz Faen espantada com as ordens da rainha.
- Não Faen, eu vou sozinha com Alexandra. Vou precisar que você fique aqui no castelo. Quando chegar a hora você terá um papel importante como ajudante de minha filha, a sua princesa. Então fique e torne-se a espiã que a ajudará no futuro - Disse Laila para a empregada com um abraço e um sorriso gentil - Espero que nunca se esqueça de mim, minha cara amiga. Agora temos que ir e rápido, até mais amiga.
Com isso a abraça mais uma vez e lhe dá um beijo na bochecha lhe desejando sorte e dizendo adeus. Depois levanta o alçapão e sai com sua filha por ele deixando Faen sozinha no aposento.
O caminho pelo alçapão é todo tortuoso e difícil de enxergar, contudo Erick já tinha pensado nisso, portanto colocou em uma das sacolas que preparou uma pedra de luz. Laila a tira da sacola e com poucas palavras sussurradas a pedra se ilumina, mostrando todo o caminho.
Em poucos minutos Laila consegue percorrer todo o caminho e chega a uma porta, mas ela está trancada com algum tipo de magia.
Preocupada com o tempo ela coloca sua filha em uma das cestas por perto para poder usar a mãos e pega a sacola, com um pequeno movimento ela retira uma pequena bolsinha com um pó dentro. 
Coloca o pó meio prateado na mão e assopra na porta, ele ao bater na porta começa a brilhar intensamente até que no local a qual o pó tocou a porta começa a ficar transparente, se transformando em um portal para que Laila possa passar junto com sua filha. 
Depois de passar pela porta ela se vira e diz et clauserit ostium em direção a porta fazendo com que o portal desapareça.
- Bem, agora para onde temos que ir mesmo? - murmurou e pergunta Laila pensando nas instruções de Erick - Se me lembro bem, era pegar a esquerda percorrer todo o caminho até chegar ao.... celeiro.
Assim com o máximo de cuidado para não deixar cair nada nem a sua filha, sai andando pela lateral do castelo até chegar ao celeiro.
 Ao entrar encontra um senhor alimentando um jovem corcel cinza. Quando o senhor percebe Laila ele olha pra ela com os olhos arregalados e a boca aberta incrédulo com o que vê.
- Por favor, no faça nenhum barulho - Diz Laila ao senhor.
Levou um tempo, mas o senhor finalmente encontrou a sua voz e disse sussurrando para a rainha:
- Por que minha rainha está aqui no meio da noite e sozinha com a princesa?
- Bem, estou fugindo senhor, pois o rei acaba de falecer - Diz Laila com a voz embargada, mas em um tom de urgência e implorando com os olhos ao senhor - ele foi assassinado esta noite, agora os soldados estão atrás de mim e de minha filha. Eu preciso de ajuda.
Após dizer isso o homem olha para a pequena princesa dormindo aconchegada no colo da mãe com um rostinho tranquilo não sabendo o que está acontecendo ao seu redor.
Passaram-se alguns momentos em um pleno silencio entre o senhor e a rainha. Até que ouviram se barulhos de homens com suas espadas a procura da jovem rainha do lado de fora do celeiro. 
Com o susto do som dos soldados chegando, em um movimento o homem preparou o cavalo que acabara de alimentar para que a rainha pudesse usá-lo.
- A senhora pode usá-lo, o nome dele é Lion nunca encontrará uma melhor companhia - Disse o homem enquanto arrumava Lion - A senhora pode pegá-lo e percorrer em rumo à floresta, sempre siga em frente, pois é o melhor jeito de ultrapassá-la. Os soldados não conseguiram te alcançar tão cedo e boa sorte minha senhora.
Espantada com a atitude do senhor, ela não consegue conter-se e deixa sair à pergunta que lhe está corroendo por dentro:
- Por que o senhor está me ajudando sem perguntar nada? Ainda mais com os soldados a minha procura?
O velho a olha nos olhos e diz com uma voz gentil:
- Pois há muito tempo atrás o rei Erick me ajudou sem ao menos perguntar quem era ou porque estava aqui mendigando por um pouco de comida para a minha família. Ele simplesmente, ao invés de me dar um pouco de dinheiro na hora que acabaria rápido, me deu um emprego duradouro e uma boa moradia garantindo o futuro da minha família. Agora que ele está morto e sua esposa e filha precisam de ajuda não posso virar o meu rosto e fingir que não vi o que está acontecendo. Além do mais o rei era um grande homem, sempre pensava primeiro em seu povo e reino, eu conheço muitas pessoas que foram ajudadas pelo rei do mesmo jeito que eu fui. E a senhora é muito gentil e boa com qualquer pessoa, não seria capaz de fazer mal há ninguém muito menos ao seu amado marido.
A rainha ao ouvi-lo lhe dá um abraço e um beijo gentil na bochecha dizendo:
-Você poderia me dizer seu nome?
-Joseph, senhora.
-Então, obrigada Joseph por salvar minha vida e o da minha pequenininha.
-Não há de que senhora, eu estou feliz em ajuda-las. Além do mais a pequena princesa é linda, parece um anjinho - Dizendo isso o senhor abaixa e dá um pequeno beijo na testa da princesinha - Agora a senhora deve se apressar os soldados não vão demorar a chegar aqui. Venha, tem uma saída do celeiro por traz que dá para a floresta.
Se apressando ao máximo Joseph ajuda a rainha a subir e entrega a princesa para ela e como um último adeus beija a mão da rainha e faz uma pequena reverencia.
Laila faz um movimento para o cavalo se mover e sai correndo com ele rumo à floresta no meio da noite sem saber aonde irá chegar, mas antes de se ver completamente protegida pela floresta um soldado a vê e atira uma flecha que a atinge no ombro esquerdo próximo ao coração a fazendo sangrar muito e causando uma dor alucinante.
A rainha determinada a sair dali continua correndo sem se importar com o ombro ou com a dor, tentando ao máximo não desmaiar agarrando se só no pensamento de manter a filha em segurança. 
Protegendo e pensando, enquanto percorria a floresta, na sua pequena menininha que ficou dentro dela durante nove meses a cutucando sem parar, somente dando uma trégua quando ouvia o som da voz do pai ou da mãe.
A sua pequena princesinha que ao nascer não parou de chorar até se ver dentro do colo da mãe e que seu pai, o rei Erick, ao vê-la chorou de felicidade e a abraçou como se não houvesse amanhã dizendo que era a coisa mais linda que já viu, dizendo que nenhum homem nunca chegaria a três metros de distancia da sua menina. 
A rainha ao lembrar-se da cena riu e chorou ao mesmo tempo, pois achou o desejo do pai algo insano e recordando-se do rosto dele quando ela disse:
- Ela um dia vai precisar se casar e além do mais ela irá querer ter suas aventuras. Você não poderá intervir nisso.
- Não, não, não!- disse apavorado - minha menininha não vai se casar, nunca - disse ele com um olhar assassino procurando alguém que o contradissesse ou algum pretendente invisível da filha.
- Sabe... ainda bem que ela tem a mim, porque se dependesse de você ela morreria sozinha - disse a rainha aos risos.
A dor que a tingiu a tirou de suas lembranças fazendo com que Laila quase desmaiasse. A rainha tentou se concentrar ainda mais retirando suas forças restantes pelo pensando que estava protegendo a menininha que sorriu a primeira vez quando seu pai e mãe a seguram diante da vista do reino e que com as duas mãozinhas segurou a mão do pai e a da mãe juntas com um aperto tão forte como se não quisesse soltar nunca mais. 
Protegendo a única lembrança do seu amado Erick e a única esperança para o seu reino, lembrou-a.
Laila não sabia quanto tempo se passou, mas deveria ter se passado alguns dias até que achou o lago na floresta com uma água tão cristalina e brilhante.
Ela parou pela primeira vez desde que saiu do castelo para beber um pouco de água e olhou o seu reflexo notando que a flecha ainda estava no seu ombro e que estava pálida e muito cansada quase não se aguentando em pé. Sabia que não conseguiria avançar mais, o tempo dela neste mundo estava se esvaindo e num ritmo muito rápido, logo ela encontraria o seu amor no outro mundo.
Foi nesse momento que ela ouviu os soldados do palácio gritando para encontra-la. O som a assustou, pois eles não deviam estar tão próximos. 
Em pânico pegou Alexandra e a colocou em um arbusto próximo ao lado do lago pensando que seria melhor deixa-la lá do que leva-la com ela, já que não só ela estava cansada como o seu cavalo também. 
Depois de colocar a filha aconchegada num arbusto e bem escondida, a rainha lhe deu um beijo amoroso e lhe entregou uma carta, que ela e o rei escreveram, juntamente com uma corrente com o brasão da família real que o rei lhe dera para mostrar quem a filha era no futuro para conseguir aliados e salvar o reino das mãos cruéis de Dämon.
E como um último adeus Laila se abaixa e sussurra para a princesinha:
-Adeus minha pequeninha, eu te amo muito e seu pai também a ama.
Com isso a rainha monta em seu cavalo e sai correndo na outra direção fazendo muito barulho para chamar a atenção dos soldados para ela, permitindo assim que sua filha dormisse tranquila em segurança aonde ela a deixara.
_________________________________

Deixe sua opinião nos comentários!

7 comentários:

  1. Karina , você ira lançar o resto ? Se sim quando ?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Não, aqui posto somente o primeiro capítulo das fanfics. Para ler o restante, clique no link após "Saiba mais"

      Excluir
  2. Quando eu vi o nome do título eu pensei em um certo filme...

    ResponderExcluir
  3. Respostas
    1. Pra divulgar, como fiz com este? Envie o primeiro capítulo, resumo, capa e link para livroson-line@hotmail.com

      Excluir
  4. Karina e os outros livros da série??
    Ass:marya

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Bom, para continuar a ler, é só clicar no link após "Saiba mais"

      Excluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!