2 de novembro de 2015

Quinze

— Hey.
Eu olho para cima, surpresa por ver Jude bem atrás de mim, tão absorta em meu serviço que nem o tinha ouvido entrar.
— Como você faz isso?— eu o olho, me focando em sua aura, agora ficando em um belo tom de azul.
— Faço o quê? — Ele se inclina no balcão e me olha.
— Sempre consegue andar silenciosamente perto de mim assim?— Meu olhar repousa em sua camisa preta, curiosa para ver o que ele esta vestindo hoje. — O que é isso?— eu movimento a cabeça em direção a ela.
Ele fecha os olhos e levanta as mãos, tentando juntar seus dedos polegares com os indicadores, mas tentando por muito tempo antes de desistir e começar a cantar, — Ommmmmmmmm — o som vem de dentro do seu diafragma. Espreitando-me quando ele diz, — É o som da existência – o som do universo.
Eu enrugo meu nariz, sem ter ideia de onde ele esta tentando chegar.
— O universo é feito de vibrações, energias pulsantes, certo?
Eu aceno.
— É o que tenho dito.
— OK, o — Om— é o som usado para ser o som da energia – esta vasta, energia cômica. Você nunca ouviu falar disso antes? Você nunca meditou?
Eu dou de ombros. Eu costumava meditar. Eu costumava limpar minha alma. Finja que raízes cresciam desde a sola dos meus pés de profundidade no centro da terra e todo tipo de bobagem para sentir-se bem assim. Mas não mais. Quero dizer, não é como se eu tivesse tempo de sentar, regular minhas respirações enquanto o mundo esta desmoronando ao meu redor.
— Você realmente deveria voltar a fazer isso, sabe. Isso realmente ajuda a equilibrar e a curar, para não falar como isso...
— E isso cura você?— Eu olho incisivamente em seus braços, ainda discutindo se devo ou não agir sobre a ideia que eu tive na outra noite, somando os prós e contras e ainda não chegando nem perto de uma decisão.
— Vou fazer uma consulta com um médico um pouco mais tarde, então acho que poderemos descobrir. — Ele dá de ombros, os olhos cheios de cobiça para cima de mim quando ele adiciona, — E falando sobre — Nossos olhares se encontram. — Eu queria saber se você poderia me dar uma carona. Eu poderia pegar um ônibus, mas então vou ter faltar a minha aula e eu não quero fazer isso, sabe?
— Aula?— Olho para ele, o rosto em branco.
— É, você sabe, Desenvolvimento Psíquico 101 com ênfase em autocapacitação e bruxaria, com certeza você se lembra?— ele ri.
Eu aceno, saindo do banco, dando uma boa olhada nele.
— Como é que vai, afinal?— Eu faço meu caminho ao redor do balcão dando o meu lugar para ele.
— Ok. — Ele acena. — Sua amiga, Honor, parecer ter um talento nato para isso.
Eu paro. Paro tudo. Ele conseguiu minha total atenção agora.
 — Honor?
Ele da de ombros.
 — Sim, você sabe. Eu pensei que vocês fossem amigas?
Eu balanço minha cabeça, me lembrando do último dia de aula, os planos que Honor tem para sua melhor amiga, Stacia.
— Nós somos colegas de classe.
Dou de ombros, me pressionando na parede para que ele passe.
— Não somos amigas de verdade. Acredite em mim, tem uma diferença.
Ele para – para quando ele deveria continuar andando. Para de uma maneira que ele está praticamente colado em mim.
Seus olhos procurando meu rosto de uma forma que nunca deixa de me enviar um imediato fluxo de calma por todo o meu sistema – a primeira calma que sinto em – dias. Não desde que sai de Summerland. Após Summerland, tudo o que pude pensar foi sobre Ava e como ela conseguiu entrar lá. E mesmo que dure somente alguns segundos, mesmo que ele logo se afastou para perto do balcão, o impacto da calmante carga de sua presença ainda persiste.
— Ela quer muito aprender, ou ela tem um talento nato para mágica,— ele diz, pegando a caixa de recibos com dois dedos bons e folheia-os bem desajeitadamente. — Embora pareça bem devotada, então meu palpite é que seja a primeira opção.
Eu pisco, tentando lembrar o que sei sobre Honor, mas não muito fora ela ser a namorada de Craig e BFF de Stacia, não é muita coisa.
Eu olho para Jude, me perguntando se devo ou não contar sobre o que eu vi naquele dia quando espreitei dentro de sua cabeça e que as intenções de Honor não são muito – honráveis. Mas não é como se Stacia devesse alguma coisa a mim (ou para qualquer outra pessoa) um favor, então quem sou eu para me envolver?
— Então, que horas começa a aula?— Eu pergunto, decidindo me manter prática enquanto faço meu caminho para o escritório dos fundos.
— Em uma hora. Por quê?— Ele olha por cima do ombro.
— Eu estarei lá nos fundos se você precisar de mim, — Eu falo, me esgueirando para o escritório dos fundos e fechando a porta atrás de mim. Recuperando O Livro do seu esconderijo e batendo com ele na mesa de madeira antiga. Tomando um momento para uma profunda e limpa respiração antes que eu o abra, traçando meu dedo pela elaborada inscrição de ouro na capa, me decidindo se eu devo ou não fazer isso.
Da última vez que eu visitei esse capítulo, as coisas não foram muito bem. E agora que eu sei sobre a conexão de Roman com ele – bem, eu já não estou certa se posso confiar nele. Porque se ele for mesmo o responsável por ele ter caído em minhas mãos então minha leitura agora só me faz (novamente!) uma peça em seu plano. Mas então, se ele tem influência sobre essas páginas, então talvez haja uma pista escondida em algum lugar, uma ideia de como terminar com esse jogo, ou como ele planeja ganhar.
Talvez, assim como os registros akáshicos em Summerland, é tudo sobre fazer o tipo certo de pergunta.
Mas enquanto os registros akáshicos permitem que somente os dignos entrem em seus enormes salões, O Livro das Sombras apenas requer um código, seguido por uma questão codificada, de preferência em rima.
Então depois de cantar baixinho como Romy e Rayne me ensinaram:

Dentro de um mundo de magia – reside dentro dessa pagina muito
Para que eu sou escolhida – retorne para minha casa
Dentro do reino dos místicos – vou agora residir
Permitir vislumbrar sobre esse livro – e ver quais são as mentiras dentro

Sento-me lá, febrilmente tentando pensar em alguma pergunta inteligente em rima para decifrar o código de Roman – mas, minha mente está em branco e O Livro continua lá, suas páginas se recusando a me mostrar algo de novo.
Eu suspiro e me inclino para trás da cadeira, girando de um lado para o outro enquanto eu olho a sala, os diversos tons e figuras que revestem as paredes, os livros miríade empilhados nas prateleiras, uma sala transbordando com tanto potencial, mantendo todos os ingredientes necessários para todos os tipos de feitiços mágicos, mas nenhum deles me inspira, nada disso oferece qualquer tipo de ajuda. E a verdade é, não há mais tempo a perder. O verão esta acabando rápido e eu preciso achar uma solução, pois não há mais nenhuma maneira de continuar evitando Damen.
Damen.
Eu pressiono meu rosto em minhas mãos, determinada a manter as lágrimas á distância. Forçar esse gosto salgado de volta para a minha garganta.
Eu não o tenho visto desde a festa de Miles quando eu pulei para fora de seu carro e fui para Summerland. Não atendi suas ligações. Não atendia a porta. Quase nem ligava para os inúmeros buques de tulipas vermelhas que agora enchem meu quarto. Sabendo que eu não o mereço — não o mereço — ate que eu encontre uma forma de nos tirar disso — encontrar um jeito de pedir a ajuda dele — ou até mesmo encontrar um jeito de pedir a Jude que pergunte a ele. Mas toda vez que eu começo, a besta interfere — recusando-se a permitir que algo interfira entre Roman e eu. E a verdade é, eu sei que eu não estou apenas correndo contra o tempo, mas sim ficando sem lugares para procurar. As buscas de Jude não resultaram em nada, e tudo o que eu tenho tentado ate agora somente resultou em um completo e absoluto fracasso. E se a noite passada for somente uma indicação, vai somente piorar.
Eu abro meus olhos para um quarto escuro, o nevoeiro costeiro recusa-se até a sair para dar lugar para a lua sair completamente. Mas ainda assim, saio da cama e vou para fora da casa, meus pés descalços, vestindo apenas uma camisola de algodão puro, com apenas um destino em mente. Atraída para a casa de Roman como uma sonâmbula — como uma das noivas de Drácula.
Movo-me rapidamente, sem esforço, através do silêncio, ruas vazias, parando apenas fora de sua janela, enquanto em me abaixo e espio através da brecha da cortina. Imediatamente sinto a presença dela, sabendo que ela está ali — em algum lugar — apreciando a única coisa que serve para ser minha.
Minha mente girando, enrolando, como se meu corpo doesse por uma fome não satisfeita. A besta em fúria dentro de mim, pedindo para eu parar de pensar e agir – somente quebrar a porta e eliminá-la agora. E eu estava prestes a fazer isso, somente prestes a fazer o movimento, quando ela me sente também. Atacando em direção a janela, com um olhar tão temperado, tão ameaçador que foi um tapa na minha sanidade – um lembrete de quem eu sou — de quem é ela — e o que estaremos a perder se a besta me vencer.
E antes que eu tenha uma chance de reconsiderar, eu corro. Todo o caminha de volta para casa e para minha cama, onde eu estou suando, tremendo, fazendo o meu melhor para acabar com a necessidade eminente — para extinguir a chama negra em mim.
Uma chama que queima mais brilhante, mais quente e mais forte a cada dia.
Um fogo tão insaciável que vai me consumir por todo o seu caminho — o meu pequeno lampejo de sanidade – minha frágil conexão com o futuro que eu quero – a tudo mais que ficar entre mim e Roman.
E pouco antes de finalmente se apagar, eu me dou conta da pior parte de tudo — no momento em que tudo acontecer eu vou estar tão longe, que eu nem vou me dar conta da minha queda.
Jude entra pela porta e cai pesadamente em uma cadeira— propositalmente, de forma significativa, claramente querendo ser notado.
— Como foi?— Eu murmuro, levantado a cabeça da mesa de onde ela esteve descansando na ultima hora. Minhas mãos tremem, minhas pernas ainda tremendo, ainda lutando para suprimir o impulso irresistível que veio definir-me.
— Eu poderia perguntar a mesma coisa, — ele me olha devagar. — Algum progresso?
Dou de ombros. Na verdade, eu dei de ombro e gemi. Que, de tanto que eu estou estressada, deve ser resposta suficiente. Cuidando para que minhas mãos fiquem no meu colo, fora da vista dele, para que ele não as veja tremendo.
— Ainda tentando quebrar o código?
Eu olho para ele brevemente, então fecho meus olhos e balanço a cabeça. Eu desisti do livro. Quanto mais eu sei, pior as coisas ficam.
— Eu não consegui encontra nada também, mas ainda. Estou feliz de tentar outra quebra se você ainda quiser a minha ajuda.
Em uma palavra — sim. Eu quero a sua ajuda. Eu quero toda ajuda que eu conseguir. Mas com a besta tentando tomar o controle agora, as palavras simplesmente não saem. Minha garganta está tão quente e apertada que somente o silêncio vai acamá-la.
— É uma coisa que rima?— ele pergunta, recusando a deixar passar.
Eu balanço minha cabeça, ainda não conseguindo falar.
Mas ele dá de ombros, nem um pouco assustado com a minha falta de interesse no jogo. — Eu sou muito bom em cânticos se eu falar para mim mesmo – muito bom em persistir nesse assunto – quer ouvir um?
Eu fecho meus olhos, desejando que ele siga em frente.
— Sábia decisão. — Ele sorri, alheio ao que estou passando. Fingindo limpar o suor imaginário da testa com a mão enfaixada fortemente, o que só me lembra aquele passeio que ele me perguntou.
Eu levanto, esperando que ele me siga, mas ele continua sentado ali, me olhando de uma forma tão intensa, tão insistente, que eu não posso evitar resmungar, — O que? O que é? Riley está aqui?
Ele balança a cabeça, balançando suas tranças de seus ombros e suas costas, enquanto seus olhos azul-esmeralda abaixam para as laterais. — Não a vejo a um tempo,— ele diz, sua cabeça inclinada, seu olhar focado em mim. — Eu admito, eu tento de tempos em tempos, mas eu sempre vejo o vazio. — Ele dá de ombros. — Eu acho que ela não quer ser vista agora.
Eu enrugo a minha testa, não tenho certeza se concordo. Riley têm me mandado bastantes mensagens enigmáticas ultimamente que me fez duvidar disso, para me fazer sentir como se ela não quisesse ser vista.
— Você acha que talvez — Eu faço uma pausa, não querendo parecer ridícula, mas depois decido que não importa. Já me fiz bastante ridícula na frente de Jude antes, o que é mais uma vez? — Você acha que talvez não é que, talvez ela não queria ser vista, mas sim que ela não pode aparecer?— Ele olha para mim, prestes a falar, mas eu levanto meu dedo e digo, — E não me refiro a não poder ou não ser capaz de encontrar uma maneira de vir, mas mais como, eu não sei, como se talvez ela não tivesse permissão para vir? Talvez alguém ou alguma coisa a esteja impedindo?
— Pode ser. — Ele dá de ombros, os ombros descendo e subindo de forma tão casual, tão facilmente que eu não tenho certeza se ele realmente acredita em mim ou se está brincando com a minha cara. Querendo poupar meus sentimentos da fria, dura, inevitável verdade que minha irmã fantasmagórica está aos poucos desistindo de mim – que ela está muito ocupada com seus afazeres da vida pós-morte para vir e brincar. — Ela não apareceu em mais nenhum sonho?— ele acrescenta, sua voz mais que curiosa, beirando a fronteira da esperança.
— Não, — eu digo, sem nenhuma hesitação, sem querer pensar no sonho perturbador que eu tive, onde Damen está preso atrás de uma parede de vidro e Riley fica do outro lado, me incentivando a ficar atenta, para não desviar o olhar.
— Quer tentar alcançá-la agora?— Ele olha para mim a cabeça inclinada para o lado.
Mas eu simplesmente balanço a cabeça e suspiro. Quero dizer, claro que eu gostaria de alcançá-la agora – eu gostaria muito. Quem não gostaria de ver sua adorável irmã menor morta? Mas quando eu penso no estado em que estou, não há nenhuma maneira de que eu possa fazê-lo. Mesmo se ela pudesse ajudar de alguma forma, eu duvido seriamente que possa, mas ainda assim, mesmo se pudesse, eu não posso suportar que ela me veja assim. Eu não quero que ela saiba o que eu fiz. O que eu me tornei.
— Eu estou... Eu não estou realmente pronta para isso agora — eu digo, limpando minha garganta.
Jude se recosta na cadeira, pés apoiados no joelho, olhar implacável, jamais se afastando de mim.
— O que exatamente você está procurando?— ele pergunta, sua testa enrugada, como se ele estivesse realmente se concentrando. — Tudo o que você tem feito esses dias é trabalhar. — Ele desce o pé para o chão e se inclina para mim, apoiando seus braços na mesa enquanto ele acrescenta, — Você nem percebe que o verão está lá fora? Verão em Laguna Beach! Metade da população sonha com um doce lugar como esse e você mal toma conhecimento. Acredite em mim, se eu não estivesse tão machucado, estaria lá fora surfando e curtindo cada momento livre que eu tivesse. Sem mencionar, me corrija se eu estiver errado, mas esse não é o seu primeiro verão aqui?
Eu tomo um logo fôlego, me lembrando como no último verão me encontrava machucada, hospitalizada, recém órfã, e sobrecarregada com poderes psíquicos que eu não conseguia suportar, ingenuamente pensando que as coisas não poderiam ficar tão ruins e estranhas quanto jamais poderia ficar. Mal conseguindo acreditar que já tinha passado um ano desde que minha vida toda mudou.
— Eu posso lidar com a loja. Inferno, eu posso ir sozinho ao médico, quem liga se eu chegar atrasado? Mas, por favor, faça um favor a você mesma, e dê uma folga. Têm um mundo inteiro lá fora esperando para ser explorado e com o tempo que você passa aqui dentro —bem, não é saudável.
Estou diante dele, uma confusão de apertar a mão, corpo tremendo, respiração irregular – um outdoor ambulante de vida não saudável, desesperada, scaneando a sala procurando pela saída mais próxima.
— Ever? Você está bem?— Ele se inclina na minha direção.
Eu balanço a minha cabeça, incapacitada de responder, incapacitada de falar. Roman está lá fora. Eu posso senti-lo por perto. Tendo acabado de sair da loja e estava vagando pelas ruas, vindo direto na minha direção. E eu sei que é só uma questão de tempo, talvez mais um minuto, dois no máximo, e a velha eu vai ter ido, completamente sucumbida ao monstro dentro de mim.
Eu aperto a borda da mesa, juntas apertadas e brancas, tentando me equilibrar, horrorizada em ser vista dessa forma, e precisando fugir antes que seja tarde demais...
Correndo em torno da mesa tão rapidamente que já estou ao lado de Jude antes mesmo que ele possa piscar. Meus dedos agarrando o gesso branco ao redor de seu braço, não tendo outra escolha a não ser dizer, — Se você quer me levar, nós temos que fazer agora, eu não posso esperar!
Ele se força a ficar com uma expressão preocupada que estragava seu rosto enquanto ele me olhava e dizia, — Ever, sem ofensas, mas eu não tenho certeza se quero entrar em um carro com você. Você parece um pouco, nervosa, para dizer no mínimo.
— Ele esfrega os lábios e balança a cabeça, nivelamento os olhos verde-mar direto nos meus olhos em uma tentativa de contato, mas não adianta. Eu estou perdida, drenada, quase perdida — Sério, eu acho que você deveria ir lá fora e, tomar um pouco de ar fresco, e tomar algumas longas respirações – verdade, você vai se surpreender do quanto bem você vai se sentir.
E por mais legal que possa soar, por mais bem intencionado ele esteja tentando ser, eu sei mais. Lá fora é o último lugar que eu deveria estar. Lá é onde Roman está perigosamente próximo, mais perto a cada segundo. Além disso, isso foi exatamente o que eu quis dizer, quando eu disse que nós deveríamos ir. E mesmo que eu realmente não tenha parado para pensar nisso, realmente não considerou a lista completa dos prós e contras desde que eu tive a ideia há alguns dias, não há tempo a perder, nós vamos, nós dois, porque não importa o que acontecer lá, ficar aqui vai ser pior.
Com o coração batendo, meu pulso vibrando, e Roman estando tão perto – eu aperto o braço de Jude, esperando com toda esperança que eu ainda possa nos puxar para fora agora que tudo está falhando comigo.
Esperando que eu ainda possa alcançar o único lugar onde eu ainda posso ser eu.
Pegando sua expressão alarmada, perplexa e sabendo que se não fizer isso rápido, vai ser tarde demais.
Muito tarde para nós.
Eu estarei com Roman.
A mágica negra vai ganhar.
A voz trêmula e insegura, enquanto eu digo — Eu sei que parece loucura, mas eu preciso que você feche os olhos e imagine um portal de luzes douradas logo a sua frente. Concentre-se com todo o seu poder e não me faça qualquer pergunta. Apenas confie em mim nisso.

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