2 de novembro de 2015

Oito

— Tem certeza de que por você está tudo bem? — Viro-me para Damen, mais que disposta a deixá-lo ir comigo se quiser, mas ainda tenho esperança de poder lidar com isso sozinha. O clima entre ele e Jude é sempre estranho demais, e mesmo entendendo bem as razões por trás disso, ainda prefiro evitar essa tensão sempre que possível.
Ele confirma com a cabeça e, só de olhar em seus olhos, fica claro que está tudo bem. Sua confiança em mim é total, assim como a minha nele.
— Quer que eu espere ou que volte depois? — ele pergunta, disposto a aceitar qualquer uma dessas opções.
Apenas balanço a cabeça e olho para a loja.
— Nem sei quanto tempo vou demorar. Não tenho ideia do que esperar. — Enrugo o nariz, levanto os ombros e solto-os novamente. — Só sei que não posso mais evitá-lo. Haven falou a sério sobre ir atrás dele, ela não vai desistir. Acredite, ela deixou isso bem claro. — Engulo em seco e desvio o olhar. Ainda trêmula devido ao que se passou no banheiro, ainda recuperando— me da intensidade dos poderes e da força física dela, sem mencionar a habilidade em me surpreender, me dominar e me controlar de uma forma que eu não esperava e para a qual certamente não havia treinado. Mas, quando olho novamente para Damen, sei que estou tomando a atitude correta ao tentar amenizar o fato. Ele já está enlouquecido o suficiente com a situação atual, não há necessidade de piorá-la ainda mais.
— Eu só... — Faço uma pausa, procurando pelas palavras certas. Sei que me imaginar sozinha com Jude pode incomodá-la e quero deixar claro que, além de se tratar apenas de uma conversa, posso me cuidar sozinha. — Só preciso convencê-lo da seriedade de tudo isso. Também preciso tentar ajudá-lo a encontrar meios de se proteger, mesmo sem saber o que funcionará, além de contratar um guarda-costas imortal.
Mas, de qualquer modo, esse é meu objetivo, e não estou certa de que ele irá cooperar, muito menos me escutar. Ele poderia acreditar em mim ou me chutar para fora nos primeiros quinze segundos e dizer para eu nunca mais voltar. A essa altura, nada me surpreenderia.
Damen faz um gesto afirmativo com a cabeça. Seu tom é mais sábio que ciumento quando diz:
— Ah, duvido que ele chute você para fora...
Ele me olha, deixando o pensamento inacabado, e me deixa um pouco nervosa, mexendo na barra do vestido.
— De qualquer forma... — Limpo a garganta, desesperada para mudar de assunto. — Posso materializar um carro ou algo assim quando precisar voltar para casa. Só preciso me lembrar de abandoná-lo assim que entrar na minha rua. Não quero que Sabine tenha outro motivo para surtar. — Suspiro, tentando imaginar como explicaria algo assim: minha capacidade de materializar objetos inanimados grandes e caros e depois fazê-los desaparecer quando quiser.
Olho para Damen e continuo: — Mas é o seguinte...
Ele olha em meus olhos.
— Por mais que eu goste disso e por mais que goste de estar com você... não precisa fazer isso. Não precisa ser meu motorista, me levar e trazer da escola ou de qualquer outro lugar. Eu estou bem. É sério. E continuarei bem. Posso lidar com isso. Então... — Faço uma pausa, esperando que minhas palavras soem mais convincentes do que elas são. — Então, por favor, não gaste sua energia se preocupando comigo, certo?
Ele passa o dedo no volante forrado com couro, fazendo movimentos para trás e para a frente, para a frente e para trás, cautelosamente, com ritmo, e depois diz:
— Posso fazer tudo o que está em sua lista, menos isso. — Ele se vira, deixando o olha penetrar no meu, contemplando-me de um modo que faz meu coração acelerar, meu rosto corar, enquanto minha pele começa a formigar e aquecer. — Posso parar de bancar o seu motorista, se é o que deseja, mas nunca serei capaz de parar de me preocupar com você. Receio que seja algo com que está destinada a viver. — Ele se inclina em minha direção, colocando as mãos em concha nas laterais de meu rosto. Seu toque é tão reconfortante, tão calmante, e a voz é grave e profunda. — Então, hoje à noite? Visitaremos nosso cantinho favorito em Summerland?
Pressiono meus lábios contra os dele, suave e rapidamente, e depois desço do carro.
— Eu adoraria. Mas acho que seria melhor passar uma noite sem isso. Sabe? Ficar em casa, fingir que como o jantar, fingir que faço o dever de casa, fingir que sou completamente normal de todas as formas possíveis para que Sabine comece a relaxar, encontre outra coisa em que se concentrar e toque a vida adiante. O que me permitirá finalmente tocar a minha.
Ele hesita, ainda não convencido de que não possa me fazer mudar de ideia, apesar do que eu disse.
— E você gostaria que eu aparecesse lá e fingisse ser seu namorado completamente normal? — Ele arqueia a sobrancelha. — Posso fazer uma imitação muito boa. Desempenhei esse papel muitas vezes, tenho uns quatrocentos anos de experiência.
Eu sorrio, inclinando-me para beijá-lo novamente, dessa vez por mais tempo e com mais intensidade. Demoro o máximo que posso e depois me afasto com um suspiro. As palavras se apressam quando digo, sem fôlego:
— Acredite, eu realmente adoraria. Mas Sabine, não. Então por ora, acho que deve ser melhor se afastar um pouco. Pelo menos até as coisas se acalmarem e entrarem nos eixos. Por algum motivo estranho, ela escolheu você como suspeito número 1 de meu pecado.
— Talvez porque eu seja. — Ele olha para mim passando o dedo em meu rosto. — Talvez ela saiba de alguma coisa e nem tenha percebido. Ever, se pensarmos na essência de tudo isso, na origem, fui eu quem causou sua mudança.
Suspiro e desvio o olhar. Já tivemos essa conversa antes, e ainda não quero ver os fatos dessa maneira.
— Você... A experiência de quase morte... — Respiro fundo e me viro para ele novamente. — Quem pode ter certeza? Além disso, não importa. É o que é e não tem volta.
Ele enruga a testa, sem querer concordar comigo, mas deixa o assunto de lado por enquanto.
— Certo — ele diz, quase como se falasse sozinho. — Talvez eu passe na casa de Ava, então.
Hoje foi o primeiro dia de aula das gêmeas e estou ansioso para saber como passou.
Fico ali parada, tentando imaginar Romy e Rayne se virando no ensino médio. Aprenderam tudo o que sabem sobre a adolescência americana moderna com minha irmãzinha fantasmagórica, Riley, ou com reality shows na MTV. Com certeza, essas não são as melhores fontes.
— Bem, espero que tenha sido bem mais monótono que o nosso. — Sorrio, saindo do carro, fecho a porta e me inclino na janela aberta para completar: — de qualquer modo, diga a elas que mandei um oi. Até mesmo para Rayne. Ou deveria dizer especialmente para Rayne? — Rio, pois sei como a garota me odeia, e espero que algum dia eu possa mudar isso, mas ciente de que esse dia ainda está muito longe.
Vejo-o se afastar da calçada, deixando-me com um sorriso que se prolonga, envolvendo-me como um abraço, e entro na loja sozinha, surpresa por encontrá-la escura e completamente vazia.
Fico ali parada e estreito os olhos, dando um tempo para a visão se acostumar antes de ir até os fundos. Fico paralisada na porta do escritório quando percebo que ele já está caído, a cabeça sobre a mesa.
Assim que o vejo, não consigo evitar o pensamento: Ah, droga... Cheguei tarde demais!
Só porque Haven disse que me pouparia por enquanto, não significa que estenderia a mesma cortesia a Jude.
Mas, logo depois desse pensamento, consigo vislumbrar de relance sua aura e relaxo imediatamente.
Só os vivos têm aura.
Mortos e imortais, não.
Mas, quando noto a cor, a nuvem cinza amarronzada, manchada e opaca ao redor dele, só consigo pensar novamente. Ah, droga!
No que diz respeito às cores, ele esta praticamente no fim do arco—íris das auras. Apenas o preto, a cor da morte iminente, poderia ser pior.
— Jude? — sussurro, com a voz tão baixa e suave que é quase inaudível.
— Jude... você está bem?
Ele ergue a cabeça tão repentinamente, tão surpreso por minha presença, que derruba o café, fazendo um rastro marrom e leitoso se esparramar por sua mesa, prestes a escorrer pela lateral e até o chão quando ele o interrompe com a manga comprida de sua camisa branca. O líquido é absorvido pelo tecido, produzindo uma mancha de tamanho considerável.
Uma mancha que me lembra de...
— Ever, eu... — Ele passa os dedos pelo emaranhado de dreadlocks dourados, piscando algumas vezes até conseguir focar totalmente. — Não ouvi você entrar... Você me assustou...e... — Ele suspira, olha para a mesa e limpa o restante do líquido com a manga. Então, ao notar que perdi a fala, estou boquiaberto e com os olhos arregalados, ele diz: — Acredite, isso não é nada. Posso lavar, ou jogar fora, ou levar para Summerland e dar um jeito.
— Ele dá de ombros. — Uma camisa manchada é a última de minhas preocupações no momento...
Sento-me na cadeira de frente para ele, ainda chocada com a mancha e com a ideia que me ocorreu. Mal posso acreditar que fiquei tão preocupada em treinar, e com Haven, e com todo o drama que ela criou, que não pensei nisso antes.
— O que aconteceu? — pergunto, obrigando-me a afastar aqueles pensamentos e a voltar a prestar atenção em Jude, mas prometo a mim mesma retornar a eles assim que possível.
Sinto que algo terrível aconteceu e presumo que foram novas ameaças de Haven, quando ele diz:
— Lina se foi. — As palavras são simples, duras, mas o sentido é claro.
Olho para ele com os olhos arregalados, boquiabertos, muda e sem saber o que diria se conseguisse falar.
— A van em que ela estava bateu na Guatemala, a caminho do aeroporto. Ela não sobreviveu.
— Tem... Certeza? — pergunto, e arrependo-me imediatamente das palavras. Pergunta idiota, porque era claro que ele tinha certeza. Mas receber notícias ruins causa essa reação: cria dúvidas e negações absurdas, estimula uma busca de esperança onde claramente não há nenhuma.
— Sim, tenho. — Ele limpa os olhos com a manga que está seca, o olhar nublado pela lembrança de quando recebeu a notícia. — Eu a vi. — Ele olha em meus olhos. — Tínhamos um pacto, sabe? Prometemos que quem fosse primeiro viria contar ao outro. Então, assim que ela apareceu diante de mim... — Ele para. A voz cansada e rouca o obriga a limpar a garganta e começar de novo. — Bem, o modo como brilhava, como parecia tão... Radiante ... Não houve dúvida. Tive a certeza de que havia partido.
— Ela disse algo? — pergunto, imaginando se ela decidiu cruzar a ponte ou ficar em Summerland, pois, diferentemente de mim, Jude pode se comunicar com espíritos em todas as suas formas.
Ele confirma com a cabeça, a expressão no rosto um pouco mais suave.
— Ela me disse que estava em casa. Chamou assim: casa. Disse que havia muito para ver, muito a explicar, e que é ainda melhor que a Summerland da qual eu falara a ela. Então, antes de sair, disse que esperaria por mim quando chegasse minha vez, mas que eu não deveria me apressar.
Ele ri ao dizer isso... Bem, do modo como as pessoas conseguem rir quando estão de luto. E eu engulo em seco e olho para meus joelhos, puxando a barra do vestido, esticando a costura até cobri-los totalmente. Lembro a primeira vez que vi Riley quando eu estava internada no hospital, e como aquilo pareceu um sonho, irreal a ponto de eu praticamente me convencer de que, de algum modo, a havia imaginado. Mas então aconteceu de novo... E de novo... E continuou até eu conseguir convencê-la a cruzar a ponte — o que infelizmente fez com que nunca mais aparecesse para mim e transformou Jude em minha única conexão com ela.
Olho para ele novamente, observando a aura turva, o olhar inexpressivo e o rosto abalado.
Tão diferente do surfista bonitinho, sexy e descontraído que conheço. E não consigo deixar de pensar no tempo que levará até que ele volte a ser o que era, ou se algum dia conseguirá voltar. Não há modo rápido de superar o luto. Não há atalhos, respostas fáceis, formas de apagá-lo. Apenas o tempo pode dar um jeito, e, mesmo assim, resolve muito pouco. Se aprendi uma lição na vida, foi essa.
— E mais ou menos uma hora depois — ele continua com a voz tão baixa que tenho que me inclinar para a frente para ouvi-lo —, recebi a ligação que confirmou tudo. — Ele dá de ombros e recosta-se na cadeira, olhando para mim.
— Sinto muito — digo, sabendo de antemão quanto essas palavras são pequenas diante de algo tão grande. — Há algo que eu possa fazer? — Duvido que haja, mas ofereço mesmo assim.
Ele dá de ombros, ocupando-se com a manga, e os longos dedos morenos afastam da pele o tecido molhado.
— Não me entenda mal, Ever, meu luto é por mim, não por Lina. Ela está bem... Até mesmo feliz. Você deveria ter visto... Foi como se partisse para a mais empolgante das aventuras. — Ele se inclina na cadeira, alisando o emaranhado de cabelos, segura tudo por pouco tempo, depois solta e deixa-o cair sobre as costas. — Sentirei muita falta dela. Tudo parece muito vazio sem Lina. Ela foi mais minha família que meus pais verdadeiros. Ela me acolheu, alimentou, vestiu e, o mais importante, foi quem me tratou com respeito. Ela me ensinou que minhas habilidades não era algo de que me envergonhar, algo que eu devesse me esforçar tanto para negar, e me convenceu de que eu tinha um dom, não uma maldição, e de que não deveria deixar a mente limitada e os medos dos outros determinarem como eu viveria, o que faria e como perceberia meu lugar no mundo. Ela me fez realmente acreditar que, de forma alguma, a desinformação das pessoas fazia de mim uma aberração. — Ele desvia o olhar, e observa as estantes lotadas, as coleções de pintura nas paredes, e volta a olhar para mim. — Tem ideia da importância de tudo isso?
Ele olha em meus olhos por tanto tempo que desvio o olhar. Suas palavras me fazem pensar imediatamente em Sabine e em como sua abordagem, culpando-me, foi o oposto da de Lina.
— Você teve sorte por conhecê-la — digo com a garganta quente e apertada, até que ameaça fechar por completo. Sei muito bem como ele se sente. Minha própria família está morta e nunca sai de minha cabeça. Mas não posso me deixar abater. Há outra crise a caminho, e preciso focar toda a minha energia em contê-la.
— Mas se falou a sério sobre ajudar... — Ele faz uma pausa, esperando que eu confirme antes de continuar. — Bem, estava pensando se você se importaria de olhar a loja. Quer dizer... Imagino que não queira mais trabalhar aqui e, acredite, sei quanto anda brava comigo ultimamente, e na verdade não acho que nada vá mudar por causa disso, mas...
Eu engulo em seco. Engulo as palavras, sabendo que não tenho escolha além de esperar que ele continue. Não vim aqui só para falar de Haven e de todas as formas de se proteger dela, mas também para tentar entender quais eram suas intenções na noite em que matou Roman.
O que estava pensando?
Quais os reais motivos para ter feito o que fez?
Mas agora, depois disso, é praticamente impossível que tenhamos essa conversa tão cedo.
— ... tem tanta... — Ele balança a cabeça e desvia o olhar para longe, estreitando os olhos, e diz: — Tem tanta coisa para resolver... A casa, a loja, o funeral... — Ele respira fundo, fazendo uma pausa para se recompor. — E acho que estou um pouco consternado. E, como você já sabe como as coisas funcionam, seria de grande ajuda se pudesse ficar e fechar tudo. Se não der, tudo bem. Provavelmente posso pedir Ava, ou até Honor, eu acho. Mas, como já estou aqui, como inclusive ofereceu ajuda... Eu achei...
Honor. Sua amiga/aluna Honor. Esse é outro assunto que mais cedo ou mais tarde teremos que discutir.
— Sem problemas. — Confirmo com a cabeça, ávida por tranquilizá-lo. — Estou pronta e disposta a ficar e trabalhar por quanto tempo você precisar — digo, sabendo que, se Sabine descobrir, isso não vai acabar bem. Mas, novamente, não é da conta dela. E se ela quiser se meter, bem, não pode me culpar por ajudar um amigo em um momento de tamanha necessidade.
Amigo?
Olho mais uma vez para Jude, analisando-o atentamente. Não sei mais se a palavra se aplica, ou se algum dia se aplicou. Tivemos algo em comum no passado. Temos algo em comum no presente. É tudo o que sei no momento.
Ele suspira e fecha os olhos, passando os dedos nas pálpebras e nas sobrancelhas, unidas. Depois de apoia na mesa, agarrando nas bordas enquanto se levanta.
Enfia a mão no bolso da frente da calça, procurando com os dedos, até que encontra o grande molho das chaves, que joga em minha direção.
— Importa-se de fechar tudo? — Ele dá a volta na mesa enquanto eu me levanto e nós dois ficamos cara a cara, em uma proximidade estranha.
Perto o suficiente para que eu capte a profundidade daqueles olhos azuis-esverdeados e sinta o embalo e o balanço da onda de calma que sua simples presença me traz.
Perto o suficiente para que eu me sinta impelida a dar um passo atrás, fazendo com que uma sombra de dor atravesse seu rosto.
Faço um gesto com a mão, dispensando as chaves, e digo:
— Sabe que na verdade não preciso delas.
Ele me olha por um instante, depois confirma com a cabeça e as guarda novamente.
O silêncio paira entre nós por quanto tempo que fico desesperada para quebrá-lo e então digo:
— Ouça, Jude, eu...
Mas, quando seus olhos encontram os meus, seu lindo olhar azul—piscina transformado em um mar infinito de perda, sei que não posso lhe dar nem a versão simplificada do que ele precisa saber. Está consumido demais pelo luto para ter que se preocupar com Haven ou com as ameaças que ela fez, desesperado demais para pensar nas melhores formas de se defender.
— Apenas... Apenas leve o tempo que precisar. É só o que eu queria dizer — murmuro, observando o modo como ele se movimenta. Cuidadosa e atentamente, deixando um espaço grande entre nós, esforçando-me para evitar qualquer tipo de contato físico acidental comigo.
Mas sei que é mais por minha causa do que por ele. Seus sentimentos por mim não mudaram, isso está bem claro.
— Ah, e Jude... — digo, e noto que ele para rapidamente, embora não se vire. — Tome cuidado aí fora... Por favor.
Ele faz que sim com a cabeça. É sua única resposta.
— Depois, quando as coisas estiverem um pouco mais calmas e você tiver algum tempo, precisamos...
Ele nem me dá tempo para que eu termine e já está seguindo pelo corredor.
Dispensa as palavras com um aceno enquanto passa pela loja escura e sai para a luz do dia, desaparecendo no calor do sol.

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