28 de novembro de 2015

Fanfic: Johnny Duncan e o pacto


Sinopse:
Essa não é a historia de um heroi, não é a historia de um protagonista que luta contra o mal e salva o mundo. 
Eu não sou bom, eu não tive uma infancia sofrida, a qual eu superei e me tornei melhor. Eu não gosto de ajudar as pessoas. Mas eu já fui até certo ponto uma pessoa normal, assim como você. 
Meu nome é Johnny Duncan.

Categorias: aventura, ficção, mistério, história original
Autor: Milhouse
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Capitulo 1 - Deixai toda esperança, vós que entrais!

Meu irmão veio me buscar no aeroporto, apartir de agora eu teria que morar com ele, afinal eu ainda era de menor, e minha mãe havia simplesmente desaparecido á mais de uma semana. Isso não era tão incomum para ela, passavamos dias sem nos ver e conversar, mas dessa vez a situação parecia ser mais séria do que isso, suspeitavam de sequestro, afinal minha mãe, Diane, possui um patrimônio e tanto. Só não conseguia pensar em alguém tentando fazer algo a ela. Não, não é por bondade ou algo assim, minha mãe é simplesmente o mal encarnado, e o pior é que sua face jamais lhe entrega. Mas sabe, ela é minha mãe, então lá no fundo, talvez bem lá no fundo mesmo... Dexa pra lá. De qualquer forma eu jamais iria esperar um pedido de resgate.
Localizar meu irmão foi fácil, diferente de mim, ele gostava de se destacar em uma multidão, eu tentava passar o mais despercebido possivel, eu tinha cicatrizes em todas as partes do meu corpo, sempre acabava me metendo em brigas, acho que meu comportamento meio rude as vezes influenciava isso, mas a maioria das cicatrizes era apenas de acidentes em que eu me envolvia, o que não é pouca coisa, mas a cicatriz que mais se destacava era a que eu tinha no meu pescoço, circulava quase completamente, passando a impressão de que minha cabeça havia sido decaptada e alguém costurado de volta no lugar, tudo o que eu tinha em comum com meu irmão Luke era a altura, mas não acho que essa seja uma boa semelhança de genes incluindo que ele era dois anos mais velho do que eu, ele possuia cabelos cor de areia em contraste com o meu preto, os olhos azuis enquanto os meus eram castanhos dourado, bronzeado enquanto eu era branco como gesso independente do quanto eu ficasse no sol, ele poderia parecer um surfista se não fosse pelas roupas góticas e o tanto de piercings no rosto e sabe-se lá onde mais, eu não o via a muito tempo, mas imaginei nossa mãe arrancando um por um daqueles piercings quando
descobrisse.
Quando nos encontramos ele me abraçou brevemente.
- Luke. - falei sem emoção.
- Caramba, você está tão diferente Johnny! - Luke disse um tanto animado. Olha só quem fala, pensei.
- Bom ver você também...
- Cade suas malas? - ele perguntou procurando atras de mim, como se eu as estivesse escondendo para fazer alguma surpresa.
Segurei as alças da minha mochila para indicar onde estava tudo o que eu estava levando. Não era muita coisa mas eu havia conseguido por tudo o que eu precisava na mochila, eu não era tão material assim, apesar de ser de uma familia considerada rica, eu não simplesmente não tinha muitas coisas que me interessavam, estava levando apenas algumas roupas, um par de tênis velho mas bem cuidado e alguns livros além do basico.
Luke apenas deu de ombros.
Não eramos tão chegados, a quase dois anos atras ele havia saido de casa e fora morar com nosso padrinho Johann, com o intuito de estudar e trabalhar, para mim ele estava apenas fugindo da nossa mãe. Medroso.
- Vamos pra casa? - perguntou Luke.
Mas agora aqui estava eu, quase fazendo o mesmo, me senti grato a ele por ao menos ter um lugar para onde ir.
O taxista mal conhecia a pequena cidade, Luke o guiara a maior parte do caminho, me perguntava se ele tinha dinheiro pra pagar a viagem.
Por sorte eu tinha uma boa quantia ainda na carteira. Quando finalmente chegamos a pequena cidade tive a impressão de que as pessoas estavam nos observando de forma estranha. Até o taxista parecia desconfortavel, apenas Luke aparecia não ter consciencia dos olhares ou talvez simplesmente não ligasse, bem, eu apostava na segunda. Apenas lhe fiz uma pergunta com os olhos; ''O que significa isso?'' Ele apenas me voltou que dizia; ''ignore''.
Era estranho chegar a uma cidade e já ser mal visto pelas pessoas, geralmente isso só acontecia depois.
Quando chegamos a certo ponto, Luke para minha surpresa pagou o taxista, que saiu cantando pneu.
O caminho a seguir era apenas uma estradinha de terra batida em meio a uma floresta. Ótimo, com certeza é a casa mais longe da cidade, talvez um sitio.
- Fica muito longe? - perguntei.
- Um pouco, mas você vai ter que acostumar a andar, o terreno é bem grande.
- O Johann é legal? - perguntei inseguro, Johann era nosso padrinho mas não haviamos tido muito contato, não sabia praticamente nada sobre ele.
- Relaxa, ele se responsabiliza por nos, mas é de boa, e está quase sempre trabalhando, ele é advogado. Então não tem com o que se preocupar. - Algo me parecia suspeito, eu podia não ver Luke a muito tempo, mas ele ainda era meu irmão.
- Quando você diz que se responsabiliza por 'nos' você não estava se referindo a apenas eu e você não é? - minha voz saiu inocente, mas Luke minha sede de sangue.
- Já estamos chegando! - tentando fugir do assunto, apontou para uma placa posta no caminho da estrada de terra.
Deixai toda
esperança, 
vós que entrais!
Comecei a entender o porque das pessoas encararem, não consegui segurar uma risada.
- Gostei. - foi quando me dei conta de que haviamos chegado, e realmente não parecia nem um pouco com uma casa. - é uma mansão?
Era uma mansão enorme, porem mal cuidada, parecia ter passado no minimo pela primeira guerra mundial, que provavelmente ocorreu no jardim.
- Sabia que você ia gostar, vamos lá.
Peguei minha mochila que dei um jeito de enfiar tudo o que eu precisava dentro e segui meu irmão.
Quando já estavamos quase na porta de entrada me lembrei de perguntar.
- Luke, quem mais mora aqui?
Luke abriu a porta antes de me responder.
- A Pri... e o Tyler.
Me virei para voltar, mas Luke já estava me arrastando para dentro.
- O Tyler não! - disse entredentes.
- Mas tem a Pri também. - argumentou Luke, a nossa prima, bem, eu sempre tive uma queda por ela. Assim como todo mundo.
Considerei por um momento e Luke usou esse momento para me enfiar dentro da casa.
Parecia bem mais cuidada por dentro do que por fora. Havia até uma escada para o segundo andar e dela descia alguém.
- Seja bem vindo John.
Tentei tomar uma atitude mais educada.
- Obrigado senhor.
O homem se aproximou com um sorriso amistoso no rosto e estendeu a mão, eu a apertei.
- Pode me chamar de Tio Johann, assim como os outros.
- Sim senhor - respondi ainda formal. - quer dizer, Tio johann. - emendei.
Johann mal parecia ter mais do que trinta anos, mas além da boa aparência tinha aquela presença de homem de negocios e além de terno e gravata usava uma espécie de bengala, apesar de duvidar que ele precisasse realmente dela para andar, mas decidi não comentar sobre isso.
- Sinta-se em casa, sinto muito sobre sua mãe, mas tenho certeza que ela deve estar bem e logo estará de volta. Me desculpe mas eu não posso ficar para lhe mostrar a casa, tenho compromissos. Espero que possamos conversar novamente em breve.
Assim dito ele apenas saiu pela porta e ouvimos ele dar partida em seu carro.
- Isso quase foi estranho...
- Vou ver onde estão os outros.
- Não faço questão.
Mas ele já havia ido.
Comecei a explorar a casa.
A sala estava cheia de caixas de pizza e embalagens de hamburguer de microondas, escondendo boa parte do sofa caro, a TV de 80 polegadas era nova em folha.
Me perguntei se Johan realmente não se importava com nada.
Logo encontrei a sala de jantar, ao abrir a porta me surpreendi, parecia ser o unico lugar que não estava cheio de lixo. Não demorou muito para descobrir o motivo. Três cães dobermans enormes estavam presos dentro da sala.
Era engraçado o modo como se moviam, andavam em sincronia como se fossem apenas um. Primeiro eles andavam, depois ele corriam, e antes que eu me desse conta já estavam pulando em mim e a sincronia acabou. Um mordia e puxava minha perna enquanto outro mordia de leve minha mão, e o terceiro lambia todo meu rosto.
Pelo menos pode-se dizer que eu iria ter compania. Brinquei com os três durante alguns minutos quando ouvi alguém gritar.
- CUIDADO! - minha prima me observava do lado de fora da sala.
Olhei para os lados imaginando algum psicopata armado se escondendo atras de mim. Save!
- Oi Prin. - respondi depois de checar estar seguro de psicopatas. Talvez eu deva explicar o por que de eu chama-la de Prin, bem, o seu nome é apenas Pri, mas quando eramos crianças não havia entendido muito bem e achava que era um diminutivo de princesa, acabei chamando-a de Prin, depois quando aprendi direito já era muito tarde e ela havia se tornado sempre Prin para mim.
Minha prima, sempre linda e gentil com decendencia oriental estava ficando ligeiramente vermelha. Apesar de chama-la de prima, o parentesco era gigante, minha mãe havia tentado me explicar mas eu me perdi logo, porém a mãe de Pri que eu chamava de tia Dru, era muito chegada a minha mãe.
- Desculpa John, é que eles geralmente são bravos, nunca vi se darem bem com alguem a não ser o tio Johan. Agora se importa de vir até aqui? Porque eu não vou me arriscar com esses ai.
Fui até minha prima sorrindo feito um idiota e me odiei por isso. Mas ai ela me abraçou e apalpou meu traseiro.
- Seja gentil comigo. - falei timidamente.
Acho que da pra entender porquê é fácil acabar gostando dela, e esse é apenas o seu modo de comprimentar.
- Você continua um gato. - disse ela.
E mais uma vez eu estava sorrindo feito um idiota, mas satisfeito.
- Quando foi que você veio pra cá? - perguntei ainda abobado.
- Pouco tempo.
- De um jeito ou de outro todo mundo vem parar aqui. - disse uma voz que eu reconheci como a de Tyler mesmo antes de ver sua face surgir. Pri revirou os olhos.Tyler e eu temos a mesma idade, mas por algum motivo, causa ou circunstancia me odeia. Bem, não posso dizer também que sou um fã seu.
- Oi Tyler. - falei sem um pingo de alegria em vê-lo.
Ele não me comprimentou, apenas pelou o sofa e sentou no unico lugar limpo que havia e começou a procurar o controle da TV.
- Prin, porque tem cachorros estão presos na sala de jantar? - falei para quebrar o gelo da chegada de Tyler.
Prin deu um sorriso inocente.
- Bem, a gente meio que fechou eles lá, são um pouquinho... anti-sociais ,bravos ,crueis, mortais, é sério. Estou surpresa tenham se dado bem com você.
- Eu li em algum lugar que animais reconhecem seus semelhantes... - provocou Tyler do sofa.
- Ah para vai, você não sabe ler.
Prin apenas olhou para nos cansada como se já tivesse passado, bem, todas as vezes que passou, por essa situação, se virou e saiu da sala.
Um segundo depois Tyler tentava voar para meu pescoço.
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Saiba mais: https://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-originais-johnny-duncan-e-o-pacto-3616313

5 comentários:

  1. Oiiiiii Karinaaaa.......queria pedir se você pode postar Percy Jackson ...... Beijo ....Lelê

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    1. Oi Le, já temos PJO aqui!
      http://www.bloglivroson-line.com/2015/05/percy-jackson-e-os-olimpianos.html

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  2. Cara,serio muito bom mesmo
    perguntinha,a foto é do Dio?
    curti muito

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    1. É sim, meio que baseado nele o personagem.

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    2. Obrigado, a propósito :D
      Se tiver qualquer erro ou coisa que não deu pra entender, avisa.
      Se tiver alguma dica para dar, também é bem-vinda.

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