29 de novembro de 2015

Fanfic: Herança


Sinopse:
Karla volta a sua pequena cidade natal para o enterro de seu pai, a quem não via a alguns anos. Lá, descobre que um dos termos do testamento exige que ela se case com o administrador da fazenda ou tudo será doado para o governo. Apesar de não gostar nada da ideia de se casar com um completo estranho, acaba por aceitar já que não lhe resta outra opção. Mas o que seria apenas uma jornada até o altar, acaba por tornar-se algo a mais, levando-a a descobrir que a vida guarda muitas surpresas e que a maior herança pode ser o amor.

Categorias: romance, amizade, chick lit, história original

Autora: Emma Vernes
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Capítulo Um

 Uma fina garoa varria a terra enquanto Karla observava o caixão de seu pai ser baixado lentamente, piscando rápido para afastar as lágrimas que teimavam em cair. Ela sentiria falta dele.
 Verdade seja dita eles não haviam sido muito próximos; não como pai e filha deveriam ser, uma vez que quando seus pais se separaram ela decidiu permanecer com sua mãe e assim se mudaram para outro estado. Mas Karla jamais se esqueceria dos dias que passara em sua fazenda, dormindo em sua rede colorida, a rede que era só dela. E sobretudo nunca se esqueceria da voz profunda de seu pai lhe dizendo que a amava. Ela faria com que seus filhos soubessem sobre o avô maravilhoso que tiveram, não que ela tivesse filhos, longe disso e aos vinte e três anos sua vida amorosa se resumia a flertar com o esqueleto da aula de anatomia.
O trabalho e a faculdade consumiam todo o tempo e a energia de Karla, isso e a melhor amiga desalmada dela, Mia, que a fazia ficar acordada até muito tarde apenas para fofocar sobre assuntos não tão importantes assim ou a obrigando a cometer todo tipo de loucura que quase as matavam na maioria das vezes.
Karla e Mia se conheceram no último ano escolar e desde então não se largavam mais, apesar da amiga haver se mudado de país para fazer faculdade, elas se mantiveram tão presentes na vida uma da outra quanto antes, graças a tecnologia ou melhor dizer: ao e-mail.
Elas eram as únicas pessoas que ainda utilizavam e-mails ao invés de outras redes sociais. Não sabiam explicar bem o porquê mas era o santo graal delas; um lugar pessoal onde dividiam seus pensamentos e seu cotidiano mesmo com toda a distância.
-Queria que essa idiota estivesse aqui. - Lembrar de sua amiga fez com que um ligeiro sorriso brincasse em seu rosto, nessa situação Mia choraria com ela e depois a obrigaria a sair para se empanturrar com algum sanduíche gorduroso e provavelmente fariam algo idiota e infantil; como tocar campainhas e sair correndo.
Karla não sabia se já estava pronta para dar as costas e partir, a ideia de ir embora e encarar a realidade era um pouco cruel. Estava tão distraída que não percebeu que a maioria das pessoas já haviam se afastado, até que o som de alguém pigarreando atrás dela a trouxe de volta ao presente.
Ela se virou lentamente enquanto suspirava para dizer ao seu cunhado que não se sentia pronta para deixar seu pai ali, entretanto o homem que estava parado em sua frente definitivamente não era seu cunhado.
Karla não se lembrava de jamais haver visto o homem alto que a encarava de volta com tamanha familiaridade. Completamente à vontade como se o lugar dele sempre houvera sido esse. Um terno que certamente havia sido feito sob medida envolvia os ombros largos. Ela o avaliou distraidamente enquanto seus olhos nada discretos o examinavam de baixo para cima. Desde os sapatos de couro, subindo por suas longas pernas, notando os quadris estreitos e os ombros largos, pairando sobre o forte maxilar até chegar aos olhos.
-Puta merda. -  Foi tudo que Karla conseguiu articular, em alto e bom som, quando um par de olhos azuis a encarou de volta. Ela sentiu seu coração descer até os pés e voltar quando o estranho deus grego lhe dedicou um sorriso enigmático, sem se intimidar com o palavrão que ela havia soltado antes mesmo de serem apresentados oficialmente um ao outro.
-Ahn...  Oi Karla, não? - De alguma forma seu cérebro já não respondia aos comandos básicos tais como a fala e havia perdido o controle da língua, então apenas inclinou a cabeça e acenou em concordância.
Ok, que um maravilhoso exemplar do espécime humano estivesse perdido pela fazenda de seu pai era improvável, mas possível. Agora que tal espécime se dirigisse a ela e o pior, soubesse seu nome?
Nah, nem em fantasias…
Porém, contra todas as expectativas, ele estava ali:
-Meu nome é Renato, mas pode me chamar de Ren.

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-Ele fez o que???- Karla gritou exasperada- Eu não acredito. Ele não faria isso... espere um momento, isso sequer chega a ser legal? Porque nós podemos recorrer e ver o que pode...- Ela foi interrompida antes de terminar a sentença por uma voz que denotava cansaço e impaciência.
-Sim, do ponto de vista legal ele poderia ter feito isso e além do mais foi seu último desejo.
De repente o mundo pareceu girar e sumir, talvez fosse a exaustão física e mental ou talvez fosse a falta de sono. O que quer que fosse, aquilo não estava acontecendo: não e não! Ela fechou os olhos com força e se beliscou em uma tentativa desesperada de acordar. Isso só podia ser um sonho, mas ao abri-los percebeu que permanecia sentada na mesma cadeira, diante de Ren.
Logo após o funeral de seu pai, Ren, um homem que ela calculava estaria em seus vinte e sete anos se aproximara apresentando-se como o administrador da fazenda, e lhe contara resumidamente que ele era quem conduzia todos os negócios do pai de Karla havia alguns anos.
Quando Ren pediu que ela o seguisse até seu escritório, Karla não pensou em qualquer momento que ele de algum modo fosse perigoso, mas dadas as circunstancias começava a cogitar a ideia de estar diante de um psicopata.
-Olhe Ren, não tenho tempo para brincadeiras desse tipo. –Karla se pôs de pé, avançando cautelosamente em direção a porta disposta a correr por sua vida caso houvesse algum movimento brusco. – Eu preciso ir para casa, voltar para a faculdade e para o meu trabalho e quanto antes eu o fizer, melhor. Se você quiser mesmo levar esse assunto a sério sugiro que fale com a minha irmã. Afinal, ela vive aqui e era bem mais apegada ao meu pai do que eu.
-Acho que você não me entendeu, Karla Layana- Seu tom de voz firme a fez franzir o cenho, sentindo-se como uma criança birrenta e mimada. - Você vai se casar comigo.


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Saiba mais: https://www.wattpad.com/story/49700344-heran%C3%A7a

13 comentários:

  1. eu mandei uma fic duas vezes, porque ate hoje não apareceu?

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    1. É que faz apenas uma semana que você mandou a sua fic! E eu respondi seus e-mails avisando que a postagem leva cerca de dois meses, se havia algum problema. Você me ignorou

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    2. Kkkkk, q sem paciencia, hein?

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  3. Amei. Mas como faço para ler o proximo capitulo?
    Ou ainda não foi postado?

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    1. Olá, Elizabete! Para ler o restante, clique no link logo após de Saiba mais, ao final da fanfic

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  4. Interessante desejo continuar a leitura

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  5. Uhhhhh, ''Ren''!

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  6. Lembrei do Ren da saga do tigre.

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  7. Preciso Ler o final da historia mas nao sei Como fazer PRA ler

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    1. É só clicar no link em Saiba Mais... lá tem o livro completo para ler

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