29 de novembro de 2015

Capítulo 9

Damon deixou sua mão cair. Ele simplesmente não podia fazer isso. Bonnie fraca, boba, indefesa, fácil de enganar...
É isso, pensou. Eu vou usar isso! Ela é tão ingênua...
— Me solte só por um segundo — Ele persuadiu. — Então, poderei pegar a estaca.
— Não! Você vai pular, se eu fizer isso! O que é uma estaca? — Bonnie disse, tudo em um só fôlego.
... E teimosa e inflexível...
— Bonnie — disse ele em voz baixa — Estou falando sério. Se não me soltar, farei com que me solte... E você não vai gostar disso, é uma promessa.
— Faça o que ele diz — Meredith pediu em algum lugar ali perto. — Bonnie, ele está indo para a Dimensão das Trevas! Você acabará indo com ele e vocês dois se tornarão escravos desta vez! Pegue minha mão!
— Pegue a mão dela! — Damon rugiu, enquanto a luz piscava, um pouco menos brilhante.
Ele pôde sentir Bonnie começar a soltá-lo, tentando ver onde Meredith estava, e então, ele a ouviu dizer:
— Eu não posso...
E então, eles estavam caindo.
A última vez em que tinham viajado através de um Portal, eles tinha sido fechados em uma caixa que parecia um elevador. Dessa vez, estavam simplesmente voando. Havia uma luz, e lá estavam eles, tão cegos que falar parecia ser impossível. Havia apenas a bela, brilhante e flutuante luz...
E então, estavam em um beco, tão estreito que mal permitia que eles olhassem um para o outro, e entre os edifícios, tão altos que não havia quase nenhuma luz lá embaixo, onde eles estavam.
Não... Esse não era o motivo, Damon pensou. Ele se lembrava daquela luz vermelha-sangue que estava sempre presente. Ela não estava vindo de um lado ou de outro daquele beco; isso significava que estavam dentro daquele crepúsculo cor de vinho.
— Você percebe onde estamos? — Damon exigiu num sussurro furioso.
Bonnie concordou, parecendo feliz por já ter deduzido.
— Basicamente, estamos nas profundezas da...
— Merda!
Bonnie olhou ao seu redor.
— Não sinto cheiro de nada. — Ela disse com cautela, e examinou a solas dos pés.
— Nós estamos — Damon disse devagar e calmamente, tentando acalmar a si mesmo durante cada palavra. — num mundo onde podemos ser açoitados, esfolados e decapitados simplesmente por estamos pisando no chão.
Bonnie deu um pequeno salto e, em seguida, um mais alto, como se diminuir sua interação com o chão pudesse ajudá-los de alguma forma. Ela olhou para ele em busca de mais instruções.
De repente, Damon a segurou e a olhou com vivacidade, enquanto uma revelação lhe ocorreu.
— Você está bêbada! — Ele finalmente sussurrou. — Nem ao mesmo está acordada! Esse tempo todo estive querendo fazer com que ouvisse a voz da razão, e você simplesmente é uma sonâmbula bêbada!
— Não sou! — Bonnie disse. — E... Digamos que eu seja, deveria ser um pouco mais agradável comigo. Você que fez com que eu ficasse desse jeito.
Alguma parte distante de Damon concordou, dizendo-lhe que isto era verdade. Ele fora o único que tinha embebedado a menina e, em seguida, embebedado-a com soro da verdade e remédio para sono.
Mas isso era simplesmente um fato, e não tinha nada a ver com como ele se sentia sobre isso. Com como sentia não ser capaz de continuar com aquela criatura delicada demais.
Claro, a coisa mais sensata seria se afastar dela o mais rápido possível, e deixar a cidade, essa grande metrópole do mal, engoli-la com suas presas, o que certamente aconteceria caso ela desse doze passos pela rua sem ele.
Mas, como antes, algo dentro dele simplesmente não podia fazer isso. E, percebeu, quanto mais cedo ele admitisse isso, mais cedo poderia encontrar um lugar para colocá-la e começar a cuidar de seus próprios negócios.
— O que é isso? — Disse ele, pegando uma de suas mãos.
— Meu anel de opala. — Bonnie disse cheia de orgulho. — Está vendo? Combina com tudo, por causa de suas cores. Eu sempre o uso; para roupas casuais ou de gala.
Ela, toda feliz, deixou com que Damon o tirasse e o examinasse.
— São diamantes verdadeiros nas laterais?
— Impecáveis, branco puro. — Bonnie disse, ainda com orgulho. — O noivo de Lady Ulma, Lucen, os fez para o caso de precisarmos tirá-los para vendê-los...
Ela parou e disse logo em seguida:
 — Você tirá-los para vendê-los! Não! Não, não, não, não, não!
 — Sim! Eu preciso, caso você queira ter alguma chance de sobreviver. — disse Damon. — E se disser mais uma palavra, ou deixar de fazer exatamente o que eu digo, vou deixá-la aqui sozinha. E então você vai morrer. — Ele estreitou seus olhos ameaçadores sobre ela.
Bonnie abruptamente se transformou em um pássaro assustado.
— Tudo bem. — Ela sussurrou, lágrimas reunindo-se em seus cílios. — Vai usá-los em quê?
Trinta minutos depois, ela estava na prisão; ou aquilo era igual a um. Damon a tinha instalado no segundo andar de um apartamento com uma janela coberta por persiana, e lhe dera instruções rigorosas sobre deixá-las assim. Ele havia penhorado o opala e um diamante com sucesso, e pagou para que uma mulher azeda e mal-humorada trouxesse a Bonnie duas refeições por dia, que lhe levasse ao banheiro quando necessário, e, caso contrário, que se esquecesse de sua existência.
— Ouça — Ele disse à Bonnie, que ainda estava chorando em silêncio após a mulher tê-los deixado. —, vou tentar voltar em três dias. Se não vier dentro de uma semana, então quer dizer que estou morto. Então, você... Não chore! Preste atenção! Então, precisará usar estas jóias e seu dinheiro para tentar percorrer todo esse caminho daqui até aqui, onde esperamos que Lady Ulma ainda esteja.
Ele lhe deu um mapa e um saco cheio de jóias e moedas que haviam sobrado de troco do pão e da comida.
— Se isso acontecer... E tenho certeza absoluta que não vai, sua melhor oportunidade é caminhar durante o dia, quando todos estarão ocupados, e mantenha seus olhos abaixados, sua aura pequena, e não fale com ninguém. Vista essas roupas e carregue este saco de comida. Reze para ninguém lhe perguntar nada, mas tente parecer como se estivesse em uma missão para o seu mestre. Ah, sim.
Damon enfiou a mão no bolso do casaco e tirou duas pequenas pulseiras ferro para escravos, ele as comprou quando conseguiu o mapa.
— Nunca as tire, nem quando estiver dormindo, nem quando estiver comendo... Jamais.
Ele olhou para ela sombriamente, mas Bonnie já estava no limite de um ataque pânico. Estava tremendo e chorando, mas temerosa demais para dizer uma palavra. Desde que entraram na Dimensão das Trevas, ela vem mantendo sua aura tão baixa quanto possível, suas defesas psíquicas elevadas; não era preciso dizer a ela para fazer isso. Ela estava em perigo. E sabia disso.
Damon terminou um pouco mais tolerante:
— Eu sei que parece difícil, mas posso dizer que, pessoalmente, não tenho a menor intenção de morrer. Vou tentar visitá- la, mas atravessar as fronteiras dos diferentes setores é perigoso, e é isso que terei de fazer para vir aqui. Basta ter paciência, e você ficará bem. Lembre-se, o tempo passa diferentemente aqui do que na Terra. Podemos ficar aqui durante semanas e voltarmos praticamente no instante em que partimos. E, olhe... — Damon fez um para o contorno da sala —... Dezenas de Esferas Estelares! Você pode assistir a todas elas.
Elas eram as mais comuns das Esferas Estelares, do tipo que não tinham poderes, mas sim memórias, histórias, ou lições. Quando a segurava em sob sua temporada, você era imerso em qualquer material que havia sido impresso na Esfera.
— Muito melhor do que a TV — Damon disse.
Bonnie concordou com a cabeça ligeiramente. Ela ainda estava abalada, e era tão pequena, tão fraca, sua pele era tão pálida e fina, seu cabelo era como uma chama que brilhava na penumbra carmesim que se infiltrava através das persianas, que, como sempre, Damon pegava-se a encarando.
— Você tem alguma pergunta? — Ele perguntou finalmente.
— E... Você vai estar...? — Bonnie disse bem devagar.
— Comprando a nossa versão de Quem é Quem e o Livro da Nobreza . — Disse Damon. — Estou procurando por uma lady de qualidade.

* * *

Após Damon ter saído, Bonnie olhou em volta da sala.
Era horrível. Marrom escuro e horrível! Ela estava tentando salvar Damon de voltar para à Dimensão das Trevas porque lembrou-se da maneira terrível que os escravos, que em suma eram seres humanos, eram tratados.
Mas ele agradeceu por isso? Agradeceu? Nem um pouco! E então, quando ela tinha caído na luz com ele, pensou que, pelo menos, estariam indo à casa de Lady Ulma, a mulher com uma história parecida com a da Cinderela, quem Elena havia resgatado e que, em seguida, recuperara sua riqueza e status e tinha projetado lindos vestidos, para que as meninas pudessem ir a festas chiques. Poderiam ter tido grandes camas com lençóis de cetim e empregadas domésticas que trariam morangos e creme de leite no café da manhã. Teriam a doce Laksmi para conversar, o impaciente Dr. Meggar e...
Bonnie olhou em volta da sala marrom e para aquela coisa velha e puída que era seu cobertor. Pegou uma Esfera Estelar com indiferença e, em seguida, deixou-a cai de seus dedos.
De repente, uma sonolência grande a encheu, fazendo sua cabeça girar. Era como se uma névoa estivesse entrando dentro dela. Não havia razão para resistir. Bonnie tropeçou em direção à cama, caiu sobre ela, e já estava dormindo quase antes de cobrir-se com o cobertor.

* * *

— É muito mais minha culpa do que sua. — Stefan estava dizendo à Meredith. — Elena e eu estávamos... Dormindo profundamente... Senão, ele nunca teria conseguido executar qualquer parte deste plano. Eu devia ter notado que ele estava falando com Bonnie. Já devia ter percebido que ele estava te fazendo de refém. Por favor, não se culpe, Meredith.
— Eu devia ter tentado avisá-los. Não esperava que Bonnie viesse correndo e o agarrasse. — disse Meredith.
Seus olhos escuros e cinzentos brilhavam com lágrimas não derramadas. Elena apertou sua mão, com uma pitada de dor na boca do estômago.
— Você não podia esperar tentar combater Damon. — Stefan disse, sem rodeios. — Sendo humano ou vampiro, ele é treinado, sabe movimentos que você nunca poderia adivinhar. Você não pode se culpar.
Elena estava pensando a mesma coisa. Estava preocupada com o desaparecimento de Damon e aterrorizada por Bonnie. No entanto, em outro nível de sua mente, ela estava pensando nas lacerações na palma de Meredith que ela tentava aquecer. O mais estranho é que parecia que as feridas tinham sido tratadas, esfregadas com loção. Mas ela não ia se incomodar em perguntar à Meredith sobre isto num momento como este. Especialmente quando a culpa era da Elena. Ela fora a única que tinha seduzido Stefan na noite anterior. Ah, tinham estado... Bem profundamente na mente um do outro.
— De qualquer forma, se formos culpar alguém, que culpemos Bonnie. — Stefan disse com pesar. — Mas agora estou preocupado com ela. Damon não vai estar disposto a cuidar dela se ele não queria que ela fosse.
Meredith abaixou a cabeça.
— Será minha culpa se ela se machucar.
Elena mordeu o lábio inferior. Havia alguma coisa errada. Algo sobre Meredith, que ela não estava dizendo. Suas mãos estavam realmente feridas, e Elena não conseguia descobrir comopoderiam ter ficado daquela maneira.
Quase como se ela soubesse o que Elena estava pensando, Meredith escondeu suas mãos de Elena e olhou para elas. Olhou para ambas as palmas, lado a lado. Estavam igualmente feridas e rasgadas.
Meredith inclinou sua cabeleira negra para frente, quase se dobrando sobre o local onde ela se sentara. Então, ela se endireitou, jogando a cabeça para trás como quem tinha acabado de tomar uma decisão.
Ela disse:
— Há algo que preciso contar a você...
— Espere — Stefan murmurou, colocando uma mão no ombro dela. — Ouçam. Há um carro chegando.
Elena prestou atenção. Em algum momento, ela ouviu também.
— Estão vindo para a pensão. — disse ela, perplexa.
— Ainda é cedo — disse Meredith — O que significa...
— Que deve ser a polícia atrás de Matt. — Stefan terminou. — É melhor eu subir e acordá-lo. Vou colocá-lo na dispensa.
Elena rapidamente arrolhou a Esfera Estelar com suas fortes ondas de líquido.
— Ele pode levar isto com ele.
Elena havia começado, quando Meredith, de repente, correu para o lado oposto do Portal. Ela pegou um objeto fino e comprido que Elena não pôde reconhecer, mesmo com o Poder canalizado para os olhos. Ela viu Stefan piscar e olhar fixamente para o objeto.
— Isto precisa ir para a dispensa também. — disse Meredith — E provavelmente há pistas de terra saindo da dispensa, e sangue na cozinha. Nestes dois lugares.
— Sangue? — Elena começou, furiosa com Damon, mas então ela balançou a cabeça e se reorientou.
À luz da aurora, ela podia ver um carro de polícia, chegando na pensão como se fosse um grande tubarão.
— Vamos nessa. — disse Elena. — Vão, vão, vão!
Todos corriam de volta à pensão, agachando-se para ficarem rente ao chão enquanto corriam.
Enquanto eles iam, Elena sussurrou:
— Stefan, você tem que Influenciá-los, se puder. Meredith, tenta limpar o chão e o sangue. Vou pegar o Matt, pois é menos provável que ele dê um soco em mim quando eu disser que ele tem que se esconder.
Eles apressaram-se para suas funções designadas. No meio de tudo isso, a Sra. Flowers apareceu, vestida com uma camisola de flanela com um manto nebuloso e rosa sobre ela, e chinelos come cabeças de coelhinho. Quando a primeira batida soou pela porta, ela já tinha sua mão na maçaneta, e o policial começara a gritar:
— É A POLÍCIA! ABRAM A... — E encontrou-se berrando diretamente sobre a cabeça de uma velhinha que não poderia ter parecido mais frágil ou inofensiva. Terminou com um sussurro: —... Porta?
— Está aberta. — A Sra. Flowers disse docemente. Ela abriu um pouco mais, para que Elena pudesse ver dois oficiais, e para que os oficiais pudessem ver Elena, Stefan e Meredith, todos aqueles que tinham acabado de chegar à cozinha.
— Queremos falar com Matt Honeycutt. — a policial disseElena observou que a viatura era do Departamento do Xerife de Ridgemont. — A mãe dele nos disse que ele estava aqui, após a interrogarmos.
Eles estavam entrando, passando pela Sra. Flowers. Elena olhou para Stefan, que estava pálido, com gotículas de suor visíveis em sua testa.
Ele estava olhando fixamente para a policial, mas ela não parava de falar.
— A mãe dele diz que, praticamente, ele vive nesta pensão. — disse ela, enquanto o outro policial realizava algum tipo de papelada.
— Temos um mandado de busca nas instalações. — disse ele categoricamente.
A Sra. Flowers parecia duvidosa. Olhou de volta para Stefan, mas deixou seu olhar passar para os outros adolescentes.
— Talvez seja melhor se eu fizesse a todos uma boa xícara de chá?
Stefan ainda estava olhando para a mulher, o rosto pálido e mais elaborado do que nunca. Elena sentiu uma embreagem de pânico subido em seu estômago. Ai, Deus, mesmo com o presente de seu sangue ontem à noite... Stefan estava fraco, fraco demais até mesmo para usar a Influência.
— Posso fazer uma pergunta? — Meredith disse em sua voz calma e baixa. — Não se trata do mandado — acrescentou, acenando para o papel. — Como está lá fora, em Fell’s Church? Vocês sabem o que está acontecendo?
Ela estava arranjando tempo, Elena pensou, e mesmo assim todos pararam para ouvir a resposta.
— Uma mutilação. — a xerife respondeu após um momento de pausa. — É como se fosse uma zona de guerra lá fora. Pior que isso, porque são crianças que estão... — Ela parou e balançou a cabeça. — Isso não é da nossa conta. Nosso trabalho é encontrar um fugitivo da justiça. Mas, primeiro, enquanto estávamos vindo para seu hotel, vimos uma coluna de luz muito brilhante. Não era de um helicóptero. Suponho que saibam do que se trata?
Só um Portal através do tempo e espaço, Elena estava pensando, enquanto Meredith respondeu, ainda calmamente:
— Talvez um transmissor de energia explodindo? Ou algum tipo de relâmpago? Ou você se refere... A um OVNI? — Ela abaixou ainda mais a voz suave.
— Não temos tempo para isso. — Disse o xerife, olhando com nojo. — Estamos aqui para encontrar o senhor Honeycutt.
— Vocês são bem-vindos para procurar. — A Sra. Flowers disse.
Eles já estavam fazendo isso.
Elena se sentiu chocada e nauseada ao mesmo tempo. “O senhor Honeycutt”, o senhor, não o garoto . Matt já tinha mais de dezoito. Ele ainda era adolescente? Se não, o que fariam com ele, quando ele acabasse preso?
E então, havia Stefan. Stefan tinha sido tão certeiro... Tão... Convincente... Em seus anúncios sobre estar bem novamente. Toda aquela conversa sobre voltar à caçar animais... Mas a verdade é que ele precisava de mais sangue humano para se recuperar.
Agora, sua mente girava em modo de planejamento, mais e mais rápida.
Stefan, obviamente, não seria capaz de Influenciar ambos os policiais, sem uma doação bem grande de sangue humano.
E se Elena desse... A sensação de mal estar no estômago aumentou e ela sentiu os pequenos pelos em seu corpo eriçar-se... Se ela desse, quais eram as chances de ela se tornar uma vampira?
Grandes, uma voz calma e racional em sua mente respondeu. Muito grande, considerando que há menos de uma semana ela havia trocado sangue com Damon. Frequentemente.
Desinibidamente.
O que fez com que só sobrasse um plano no qual ela podia pensar. Esses xerifes não iriam encontrar Matt, mas Meredith e Bonnie tinham dito a ela que outro xerife de Ridgemont havia chegado e perguntado sobre Matt... E sobre a namorada de Stefan. O problema é que ela, Elena Gilbert, havia “morrido” há nove meses. Ela não deveria estar aqui, e teve a sensação de que estes oficiais seriam curiosos.
Eles precisavam dos Poderes de Stefan. Agora. Não havia outro jeito, outra escolha. Stefan. Poder. Sangue humano.
Ela virou-se para Meredith, que tinha sua cabeleira escura para baixo e estava inclinada para o lado como se estivesse ouvindo os dois xerifes que subiam a escada.
— Meredith...
Meredith virou-se para ela e Elena quase deu um passo para trás, em choque. O tom normalmente presente em Meredith estava cinza, e sua respiração estava vindo rápida e superficialmente.
Meredith, a calma e serena Meredith, já sabia o que Elena ia pedir dela. Sangue suficiente que a deixaria fora de controle enquanto ele lhe era tirado. E rápido. Isso a assustava. Era muito mais do que medo.
Ela não consegue fazer isso, Elena pensou. Estamos perdidos.

Um comentário:

  1. Tanta coisa pra esses policiais se preocuparem nessa cidade e eles tão perdendo tempo indo atrás de Matt!!!

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