15 de novembro de 2015

Capítulo 9

— … E então, senhoras e senhores, lhes apresento a turma de 92!
Bonnie jogou seu capelo para o ar junto com todos os outros. Pensou: Conseguimos, qualquer coisa pode acontecer essa noite, mas Matt, Meredith e eu conseguimos… Nos Graduamos. Havia cronometrado todo os dias deste ultimo ano escolar e havia tido sérias duvidas se conseguiriam. 
Considerando a morte de Sue, Bonnie havia esperado que a cerimônia de formatura fosse ser desatenta e sombria. Mas tinha uma espécie de excitação frenética no ambiente e todos estávamos celebrando... Antes que fosse tarde demais.
Tudo virou um tumulto quando os pais foram à frente e a classe do último ano da Robert E Lee se separou em todas as direções. Bonnie recuperou seu capelo e então olhou para a lente da câmera da sua mãe. 
Aja normalmente, isso é o que importa, disse a si mesma. Pôde ver a tia de Elena, Judith e Robert Maxwell, o homem que tinha se casado recentemente com Tia Judith estavam de pé. Robert segurava a pequena irmã de Elena, Margaret, pela mão. Quando a viram, sorriram bravamente, mas ela se sentiu desconfortável quando viu que eles se aproximavam. 
— Oh, Sra. Gilbert quero dizer, Senhora Maxwell... Você não deveria ter, — Tia Judith lhe deu um pequeno boque de rosas vermelhas. 
Tia Judith sorriu e correram lágrimas de seus olhos. — Este teria sido um dia muito especial para Elena, — disse. — Quero que seja muito especial para você e Meredith, também. 
— Oh, Tia Judith. — Impulsivamente, Bonnie atirou seus braços em torno da mulher. — Sinto Muito, — sussurrou. — Você sabe o quanto.
— Todos sentimos falta dela, — disse Tia Judith . Então saiu e sorriu de novo. Bonnie se virou para olhá-los e se fez um nó em sua garganta! A multidão seguia celebrando loucamente.
Lá estava Ray Hernandez, o menino que tinha ido com ela no baile de Boas vindas, estava convidando todos para uma festa na sua casa a noite. Também estava Tyler o amigo Dick Carter, fazendo-se de idiota, como de costume. Tyler estava sorrindo descaradamente quando seu pai tirou uma foto dele. Matt estava escutando, com um olhar nada impressionado, a um recrutador de futebol, da James Mason University. Meredith estava de pé perto dele, segurando buquê de rosas vermelhas e olhando pensativa.
Vickie não estava ali. Seus pais tinham mantido-a em casa, dizendo que não estava em condições para sair. Caroline também não estava ali. Estava no apartamento em Heron. Sua mãe havia dito a mãe de Bonnie que ela estava com gripe, mas Bonnie sabia a verdade. Caroline estava com medo.
Talvez ela estivesse certa, Bonnie pensou enquanto alcançava Meredith. Caroline pode ser a única de nós a se formar apenas na semana que vem.
Pareça normal, aja normalmente, chegou ao grupo de Meredith, ela estava envolvendo a borda vermelha-e-negra do seu capelo e o buquê, torcendo-o entre os dedos elegantes e nervosos. 
Bonnie deu uma olhada rápida em volta. Bom. Este era o lugar. E agora era o momento.
— Tenha cuidado; você vai estragá-lo, — disse em voz alta
A aparência melancólica e pensativa de Meredith não mudou. Continuou olhando fixamente para a o capelo, retorcendo-o. — Não é justo, — disse, — que nos formamos e Elena não. Tudo está errado.
— Sim; é horrível, — disse Bonnie. Manteve seu tom de voz baixo. — Gostaria que pudéssemos fazer algo, mas não podemos. 
— Tudo está errado, — Meredith continuou dizendo, como se Bonnie não tivesse ouvindo. — Estamos aqui fora na luz do sol, nos graduando, e ela está embaixo daquela… pedra.
— Eu sei, eu sei, — disse Bonnie em um tom consolador. — Meredith, está se chateando. Por que não tenta pensar em outra coisa? Deve ir jantar com seus pais, e depois quer ir na festa de Raymond? Mesmo que ele não tenha nos convidado, podemos penetrar na festa.
— Não — disse Meredith com uma veemência surpreendente. — Quero ir a nenhuma festa. Como pode sequer pensar nisso, Bonnie? Como pode ser tão superficial?
— Bem temos que fazer alguma coisa…
— Vou te dizer o que vou fazer. Vou ao cemitério depois do jantar. Ir colocar isso no túmulo de Elena, Ela merece isso. — Os punhos de Meredith estavam brancos quando agitou o capelo em sua mão.
— Meredith, não seja idiota. Não pode ir ate lá, especialmente esta noite. Isto é loucura. E estou certa de que Matt diria o mesmo. 
— Bem, não estou convidando o Matt. Estou convidando ninguém. Vou sozinha.
— Não pode. Deus, Meredith, sempre pensei que você fosse inteligente... 
— E sempre achei que você fosse um pouco sensível. Mas obviamente não é, nem sequer pensou na Elena. Ou é porque quer o ex-namorado dela para você?
Bonnie deu um tapa nela.
Um tapa bem duro, com muita força Meredith respirou fundo, e passou a mão na bochecha. Todos ao redor delas estavam olhando fixamente
— Isso foi para você, Bonnie McCullough, — Meredith disse após um momento, em uma voz de calma mortal. — Não quero nunca falar com você de novo. — Ela girou sobre os calcanhares e saiu andando.
— Nunca é cedo demais pra mim! — Bonnie gritou as suas costas.
Os olhares das pessoas sumiram quando Bonnie olhou ao redor. Mas não havia nenhuma dúvida que ela e Meredith tinham sido o centro das atenções pelos vários minutos passados. Bonnie mordeu os lábio para manter uma cara seria e caminhou ate Matt, que tinha perdido o recrutador.
— Como foi? — ela murmurou. 
— Bom.
— Acha que aquele tapa foi demais? Realmente não planejamos isso, eu estava apenas indo com o momento. Talvez ficasse óbvio demais…
— Foi bem, muito bem. — Matt parecia preocupado. Não aborrecido, apático, como parecia nos últimos meses, mas distintamente abstraído.
— O que foi? Alguma coisa errada com o plano? — perguntou Bonnie.
— Não, não. Escuta, Bonnie, estava pensando. Você foi uma das primeiras pessoas que viu o corpo do Professor Tanner na casa mal assombrada no último dia das bruxas. Certo?
Bonnie se assustou. Sentiu um arrepio involuntário de repugnância. — Bem, fui a primeira a saber que ele estava morto, realmente morto, ao invés de apenas estar fazendo sua cena. Porque na terra que você quer falar sobre isso agora?
— Porque talvez você possa responder a esta pergunta. O Sr. Tanner poderia ter enfiado a faca no Damon?
— Que? 
— Bem, poderia? 
— Eu… — Bonnie piscou e fez uma cara feia. Então encolheu os ombros — suponho que sim. Era uma interpretação de uma sacrifício Druida, lembra, e a faca que usamos era de verdade. Conversamos sobre usar uma imitação... mas não o fizemos… acho que quando encontrei corpo, a faca estava em um lugar diferente de onde a colocamos no começo. Mas, alguma criança pode ter mudado-a de lugar. Matt, porquê está perguntando?
— Apenas uma coisa que Damon me contou, — disse Matt, olhando para longe novamente. — Estava me perguntando se poderia ser verdade. 
— Ah. — Bonnie esperou ele dizer algo mais, mas ele não disse. — Bem, — disse ela finalmente, — se está tudo esclarecido, pode voltar à Terra, por favor? E não acha que talvez deveria colocar o seu braço em torno de mim? Só para mostrar que está do meu lado e tem nenhuma chance de você ir ao tumulo de Elena com Meredith hoje a noite?
Matt bufou, mas seu olhar distante sumiu. Por apenas um instante colocou seu braço em volta dela e a apertou.


Dejá vù, Meredith pensou quando estava na frente do portão do cemitério: aqui começou todo esse problema. Não conseguia se lembrar exatamente das suas experiências anteriores no cemitério, mas esta noite se lembrou que haviam acontecido muitas coisas ali…
Lembrou-se como Elena tinha jurado não descansar até que Stefan fosse dela... Tinha feito que Bonnie e ela jurassem que a ajudaria e haviam feito um pacto de sangue. Que conveniente, pensou Meredith agora.
Lembrou-se também que Tyler tinha atacado Elena na noite do baile de boas vindas. Que Stefan veio salvá-la e que esse havia sido o começo para eles. Este cemitério tinha visto muito.
Inclusive tinha visto o grupo deles indo para a igreja em ruínas em dezembro, procurando o covil de Katherine. Sete deles haviam descido para a cripta: Bonnie, Matt, Elena, Stefan, Damon, Alaric e ela mesma. Mas só seis deles saíram de lá bem. Também lembrou-se de quando tiraram Elena dali, para enterrá-la.
Este cemitério havia sido o começo, e o fim também. E talvez esta noite teria outro fim ali.
Meredith recomeçou a andar.
Gostaria que você estivesse comigo, Alaric. Ela pensou, poderia usar seu otimismo e seu conhecimento sobre o sobrenatural e também seus músculos para levantar a lapide de Elena.
A lapide estava no cemitério, claro, onde a grama ainda tomava conta e os túmulos tinham grinaldas de flores. A lápide era muito simples, com uma inscrição breve. Meredith se curvou e colocou o buquê de rosas na frente da lápide. Então, lentamente colocou o capelo de sua beca. Naquela escuridão, as duas cores pareciam a mesma, como sangue seco. Ajoelhou e dobrou suas mãos silenciosamente. Então esperou.
A sua volta o cemitério estava silencioso. Parecia estar esperando com ela. Meredith escutou algo. Os passos de alguém. 
Com sua cabeça abaixada, permaneceu calada, fingindo que não havia notado. 
Os passos pareciam mais perto.
— Olá, Meredith. 
Meredith olhou a sua volta rapidamente. — Ah… Tyler, — disse. — Me assustou. 
— É? — Os lábios de Tyler desapareceram atrás de um sorriso inquietante. — Bem me desculpe se a desapontei, sou apenas eu e ninguém mais.
— O que esta fazendo aqui, Tyler? A festa não estava boa?
— Poderia te fazer a mesma pergunta. — Os olhos de Tyler se encontraram com a lapide e o capelo. — Mas acho que já sei a resposta. Esta aqui por ela. Elena Gilbert, Uma luz na escuridão, — ele leu sarcasticamente.
— Está certo, — Meredith disse uniformemente. — 'Elena significa luz, você sabe. E ela certamente estava rodeada pela escuridão que quase a derrotou, mas no final ela ganhou.
— Talvez, — Tyler disse, e mexeu o queixo refletindo, virando os olhos. — Mas sabe Meredith, há uma coisa engraçada e que depois da escuridão tem sempre alguma coisa esperando.
— Como hoje a noite, — Meredith disse , olhando para o céu. Estava límpido e ponteado por estrelas com um brilho fraco. — Está muito escuro esta noite Tyler. Mas cedo ou tarde o sol irá surgir.
— Sim, mas a lua surgirá primeiro. — Disse Tyler, e abafou o riso de repente, como se aquilo foi uma piada que só ele conseguia entender. — Meredith, alguma vez foi ver o lote da minha família? Vamos lá eu te mostrarei. Não esta longe.
Sim claro, igual mostrou a Elena, pensou Meredith. De certo modo ela estava curtindo isso, mas não perdeu de vista o porque havia vindo aqui. Seus dedos frios titubearam o bolso da jaqueta e encontraram o pequeno ramo de verbena. — Está tudo bem, Tyler. Mas acho que prefiro ficar aqui.
— Tem certeza? O cemitério é um lugar perigoso para se estar sozinho.
Espíritos inquietos, Meredith pensou. Ela olhou diretamente para ele. — Eu sei.
Ele estava sorrindo de novo, exibindo seus dentes. — Em todo caso, você consegue o ver daqui se tiver uma boa visão. Olhe por este lado em direção ao velho cemitério. Agora, vê alguma coisa pequena e vermelha no meio?
— Não. — Tinha uma luminosidade pálida sobre as árvores. Meredith manteve seus olhos nela.
— Ah , vamos, Meredith. Você não esta tentando… Olhe de onde está a lua e verá melhor.
— Tyler, não posso mais perder tempo aqui. Estou indo.
— Não, você não vai, — ele disse. E então ela apertou os dedos na verbena, juntando-o ao seu punho, ele acrescentou com sua voz lisonjeira. — Quer dizer, não vai enquanto eu não te contar a historia da lápide, vai? É uma grande historia. Olhe, a lápide foi feita de mármore vermelho, é a única assim em todo o cemitério. E este globo em cima… consegue ver?... Deve pesar uma tonelada. Mas se move. Sempre que um Smallwood vai morrer. Meu avô não acreditava nisso; ele arranhou a parte de parte de baixo exatamente na frente do globo. Costumava vir verificar todo mês mais ou menos. Então um dia quando ele veio verificar viu que o arranhão estava atrás. O globo havia girado completamente para dentro. Ele fez tudo que podia para girá-la novamente para que o arranhão ficasse na frente, mas não conseguiu. Era pesada demais. E nesta noite, na cama, ele morreu. E o enterraram embaixo dele.
— Provavelmente ele teve um ataque cardíaco devido ao esforço. — Meredith disse monotonamente, mas as palmas de suas mãos estavam formigando. 
— Você é engraçada, não é? Sempre tão legal, tão companheira. Demora muito para fazer você gritar não é?
— Estou indo embora, Tyler. Já é o bastante. 
Ele deixou que ela andasse um pouco e disse. — Você gritou aquela noite na casa da Caroline, não é?
Meredith voltou. — Como sabe disso? 
Tyler revirou os olhos. — Me dê crédito por ter um pouco de inteligência, está bem? Eu sei muito, Meredith. Por exemplo, sei o que tem no seu bolso. 
Os dedos de Meredith se acalmaram. — O que quer dizer? 
— Verbena, Meredith. Verbena Officinalis. Tenho um amigo que entende dessas coisas. — O sorriso de Tyler foi crescendo, olhando o rosto dela como se fosse seu seriado favorito. Como um gato cansado de brincar com o rato, ele estava entrando. — E sei, para que serve também. — Ele deu uma olhada exagerada a sua volta e colocou o dedo indicador nos lábios. — Shh. Os Vampiros — sussurrou. Então lançou sua cabeça para trás e riu ruidosamente.
Meredith deu um passo para trás. 
— Acha que isto vai ajudá-la? Mas vou te contar um segredo. 
Os olhos de Meredith mediam a distancia entre ela e o caminho. Manteve a calma em seu rosto, mas um tremor violento estava começando dentro dela. Não sabia se era capaz de esconder isso.
— Não vai a algum lugar, queridinha, — disse Tyler, e uma grande mão agarrou o pulso de Meredith. Estava quente e úmida, ela conseguia sentir embaixo da manga de sua jaqueta. — Vai ficar aqui para a sua surpresa. — Agora o corpo dele estava mas perto do seu. Ele impulsionou a cabeça para frente, e tinha um sorriso triunfante nos lábios.
— Deixe-me ir, Tyler. Está me machucando! — O pânico se espalhou pelos nervos de Meredith ao sentir a carne de Tyler contra a dela. Mas a mão apenas agarrou mais forte apertando o osso do pulso dela com seu tendão.
— Este é um segredo, que ninguém mais sabe, — disse Tyler, puxando-a mais para perto, ela sentia a respiração quente em seu rosto. — Veio aqui enfeitada contra os vampiros. Mas não sou um vampiro.
O coração de Meredith estava batendo rápido. — Deixe-me ir. 
— Primeiro quero que olhe para lá. Você pode ver a lapide agora. — Ele disse, virando-a para que não pudesse deixar de olhar. E tinha razão; Ela podia vê-la, como um monumento vermelho com um globo brilhante em cima. Ou… não um globo. Esta esfera de mármore se parecia com… parecia com… 
— Agora olhe para o leste. O que vê lá, Meredith? — Continuou Tyler, sua voz, rouca pela excitação.
Era a lua cheia. Havia surgido enquanto ele conversava com ela, agora estava sobre as colinas, absolutamente redonda e totalmente estendida, era uma grande e inchada bola vermelha.
E era isso que a lapide se parecia. Como uma lua cheia banhada em sangue.
— Veio aqui protegida contra vampiros, Meredith, — disse Tyler com a voz mais rouca ainda. — Mas nós Smallwoods não somos vampiros afinal. Somos outra coisa.
E então ele grunhiu.
Nenhuma garganta humana poderia fazer esse som. Isto não era a imitação de um animal; era real. Um rosnado gutural que aumentava e aumentava, a cabeça de Meredith estalou para olhar ele, com descrença. O que estava vendo era tão horrível que sua mente não conseguia aceitar…
Meredith gritou.
— Te falei que era uma surpresa. Você gostou? — disse Tyler. Sua voz era rouca e cheia de saliva, e sua língua vermelha acomodava-se entre as filas de largos dentes caninos. Seu rosto já não era um rosto. Era uma saliência para fora virando um focinho, seus olhos eram amarelos, Seu cabelo vermelho arenoso tinha crescido em suas bochechas e na parte de trás de seu pescoço. Um casaco de pele — pode gritar o quanto quiser aqui, ninguém vai te ouvir, — acrescentou.
Cada músculo do corpo de Meredith estava rígido, tentando fugir dele. Era uma reação visceral. A respiração do animal era quente, e cheirava selvagem, como um animal. As unhas com que estavam em seu pulso eram grandes garras negras. Ela não tinha forças para gritar de novo.
— Tem outras coisas além de vampiros que gostam de sangue, — disse Tyler, com sua nova voz sinistra. — E quero beber seu sangue. Mas primeiro vamos nos divertir um pouco.
Embora ele ainda estivesse sobre dois pés, seu corpo estava estranhamente torto, corcunda. Os esforços de Meredith eram débeis quando ele a tirou do chão. Ela era uma garota forte, mas ele era muito mais forte, seus músculos se acumulavam embaixo de sua camisa quando a prendeu.
— Você sempre foi boa para mim, não é? Bem, agora vamos ver o quanto que sentiu minha falta.
Não consigo respirar, Meredith pensou ferozmente. O braço dele estava em volta de sua garganta, bloqueando o ar. Ondas cinza passaram por seu cérebro. Se desmaiasse agora…
— Você vai desejar morrer tão rápido quanto Sue — O rosto de Tyler flutuando acima do dela, vermelho como a lua, com aquela grande língua. Sua outra mão segurou as mãos dela sobre a cabeça dela. — Já ouviu a historia da Chapeuzinho Vermelho?
O cinza estava se transformando em preto, salpicado com pequenas luzes. Como as estrelas, pensou Meredith. Estou caindo nas estrelas…
— Tyler tire suas mãos dela, deixe-a ir agora! — gritou a voz de Matt.
O rosnado de Tyler foi quebrado virando uma queixa de surpresa. O braço contra a garganta de Meredith afrouxou um pouco, e o ar entrou apressado em seus pulmões.
Ao redor dela ouviu-se o barulho de passos. — Estive esperando muito tempo para fazer isso Tyler, — Matt estava puxando a cabeça loira-avermelhada. O punho de Matt golpeou o focinho de Tyler. Sangue jorrou do nariz do animal.
Tyler emitiu um som que fez o coração de Meredith congelar em seu peito. Ele pulou em Matt, torcendo no ar e mostrando suas garras. Matt se abaixou desviando do ataque e Meredith tonta, tentou se levantar do chão. Não conseguia; todos seus músculos estavam tremendo incontrolavelmente. Mas alguém apanhou Tyler tirando de perto de Matt como se seu peso não fosse mais que o de uma boneca.
— Como nos velhos tempos, Tyler, — Disse Stefan, enquanto Tyler se colocava de pé encarando-o.
Tyler o encarou fixamente por um minuto, então tentou correr.
Era rápido, a agilidade de um animal escapando entre as filas de túmulos. Mas Stefan era mais rápido e o alcançou. 
— Meredith, está ferida? Meredith? — Bonnie estava ajoelhada ao seu lado. Meredith acenou com a cabeça, não conseguia falar e deixou que Bonnie apoiasse sua cabeça. — Sabia que devíamos ter vindo antes, eu sabia, — continuou Bonnie angustiada. 
Stefan estava arrastando Tyler de volta. — Sempre soube que era um idiota. — Ele disse empurrando Tyler contra a lapide. — Mas não sabia que era tapado. Pensei que já havia aprendido a não atacar garotas em cemitérios, mas não. E ainda tinha que fazer um alarde sobre o que fez com Sue. Isso não foi nada Inteligente, Tyler.
Meredith os olhava enquanto se encaravam. Diferentes, ela pensava. Mesmo ambos sendo criaturas das trevas. Stefan estava pálido, seus olhos verdes em chamas com raiva e ameaça, mas havia dignidade, quase uma pureza sobre ele. Estava como um anjo feito de mármore, inflexível. Tyler apenas parecia um animal preso. Se abaixou, respirando com dificuldade, sangue e saliva se misturavam em seu peito. Aqueles olhos amarelos reluziam com ódio e temor, e seus dedos trabalhavam como se quisesse arranhar alguma coisa. Um som baixo saiu de sua garganta.
— Não se preocupe, não vou te bater desta vez, — Stefan disse. — Há menos que tente fugir de novo. Nós vamos a igreja conversar com pouco. Você gosta de contar historias, Tyler; Bem, você vai me contar uma agora.
Tyler saltou nele, indo diretamente do chão para a garganta de Stefan. Mas Stefan estava pronto. Meredith supôs que Stefan e Matt desfrutaram os minutos seguintes, que foi o despejo da violência que haviam acumulado. Mas ela não. Ela olhou para outro lado.
No fim ele estava amarrado por uma corda de Nylon. E conseguia andar, ou cambalear afinal, e Stefan segurou a parte de atrás de sua camisa e o guiou rapidamente pelo caminho para a igreja. 
Dentro da igreja, Stefan empurrou Tyler para o chão perto da cripta aberta.
— Agora, — disse, — vamos conversar. E você vai cooperar, Tyler, ou vai sentir muito, muito mesmo.

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