13 de novembro de 2015

Capítulo 9

— Bom, ao menos ninguém ocupou meu corpo — comentou Bonnie. — Mas de todos os modos, estou farta de ser médium; estou farta de tudo. Esta será a última vez; absolutamente a última.
— Tudo bem — disse Elena, se afastando do espelho, — falaremos sobre outra coisa. Descobriu algo hoje?
— Falei com Alaric e ele fará outra reunião semana que vem — respondeu Bonnie. — Perguntou a Caroline, Vickie e a mim se não queríamos ser hipnotizadas para que isso nos ajudasse a lidar com o que está acontecendo. Mas estou segura de que ele não é o Outro Poder, Elena. É amável demais.
Elena assentiu. Ela mesma começara a duvidar de suas suspeitas sobre Alaric. Não porque era amável, e sim porque ela havia passado quatro dias dormindo em seu sótão. O Outro Poder realmente permitiria que ela ficasse ali sem lhe fazer nada? Claro, Damon dissera que influenciara Alaric para que se esquecesse de que ela estava ali em cima; mas, teria o Outro Poder sucumbido à influência de Damon? Não era forte o suficiente para isso?
A menos que seus poderes tivessem se esgotado temporariamente, disse a si mesma de improviso. Como os de Stefan se esgotaram agora. Ou ao menos fingira que o influenciaram.
— Bom, não o risquemos da lista por enquanto. Devemos ter cuidado. O que temos da Sra. Flowers? Averiguou algo sobre ela?
— Não tive sorte — disse Meredith. — Fomos à hospedaria esta manhã, mas ela não respondeu nossos chamados. Stefan disse que tentaria localizá-la pela tarde.
— Se alguém me convidasse a entrar ali, eu podia vigiá-la também — disse Elena. — Sinto como se fosse a única que não faz nada. Creio... — ela se interrompeu por um momento, meditando, e logo seguiu: — Creio que passarei pela frente da casa... Pela frente da casa de tia Judith, quero dizer. Além do mais, talvez encontre Robert rondando pelos arbustos ou algo assim.
— Iremos com você — ofereceu Meredith.
— Não, é melhor que eu faça sozinha. De verdade. Posso passar muito despercebida por esses dias.
— Nesse caso, faça o que ache conveniente e tenha cuidado. Continua nevando forte.
Elena assentiu e saltou pelo parapeito.
Ao aproximar-se de casa, viu que um carro saía pelo acesso naquele momento. Ela se afundou nas sombras e observou. Os faróis iluminaram uma espectral paisagem invernal: a falsa acácia dos vizinhos, em forma da silhueta desnuda, com uma coruja branca pousada nela.
Quando o carro passou ao seu lado, Elena o reconheceu: era o Oldmobile de Robert.
Agora, isso era interessante. Teve vontade de segui-lo, mas o impulso mais forte de dar uma olhada na casa, de se assegurar que tudo ia bem, a impediu. Rodeou-a, sigilosamente, examinando as janelas.
As cortinas de chintz amarelo da janela da cozinha estavam puxadas para trás, mostrando uma iluminada seção da cozinha que havia do outro lado. Tia Judith fechava o lava-louças.
Robert teria ido jantar?, perguntou-se Elena.
Tia Judith se dirigiu ao vestíbulo e Elena se moveu com ela, voltando a rodear a casa. Encontrou uma fenda nas cortinas da sala de estar e aproximou com cautela do grosso e ondulado vidro antigo da janela. Ouviu a porta principal se abrir e fechar, e logo depois a chave sendo, então sua tia entrou na sala e se sentou no sofá. Ligou a televisão e começou a passar os canais ocasionalmente.
Desejou ver mais que simplesmente o perfil de sua tia na luz tremeluzente da TV. Sentia uma sensação estranha ao olhar para aquela sala, sabendo que só podia vê-la, sem entrar. Quanto tempo se passara desde a última vez que reparara quão bonita era aquela sala? A velha estante de mogno, ocupada por peças de porcelana e cristais, a lâmpada Tiffany sobre a mesa perto de tia Judith, as almofadas bordadas sobre o sofá... Tudo lhe parecia precioso agora.
De pé do lado de fora, sentindo a leve caricia da neve na nuca, desejou poder entrar um momento, somente por um segundo.
A cabeça de tia Judith se inclinara para trás, os olhos se fechando. Elena apoiou o rosto contra a janela e logo deu a volta devagar.
Subiu na árvore que ficava na frente de seu quarto, mas ficou decepcionada ao ver que as cortinas estavam totalmente fechadas. A árvore que havia em frente ao quarto de Margaret era frágil e parecia mais difícil de subir, mas, uma vez que conseguira chegar lá em cima, teve uma boa vista; as cortinas estavam totalmente afastadas. Margaret dormia com o lençol puxado até o queixo, a boca aberta e os cabelos pálidos estendidos como um leque na almofada.
Olá, bebê, pensou Elena, e derrubou as últimas lágrimas com alegria. Era uma cena tão inocente e doce... A luz da mesinha, a menininha na cama, os animais de pelúcia na estante, a vigiando. E ali chegava uma gatinha branca que entrava silenciosamente pela porta para completar o quadro, pensou Elena.
Bola de Neve saltou sobre a cama de Margaret. A gatinha bocejou, mostrando a pequena língua rosada e se espreguiçou, mostrando as garras em miniatura. Depois caminhou delicadamente até se colocar sobre o peito de Margaret.
Algo fez com que Elena sentisse uma coceira na raiz dos cabelos.
Não soube se era algum novo sentido de caçador ou pura intuição, mas repentinamente sentiu medo. Existia perigoso naquele quarto. Margaret estava em perigo.
A gatinha continuava ali, com o rabo balançando de um lado para o outro. E logo Elena compreendeu com o que se parecia: os cachorros. Parecia da mesma forma que o cão olhara Doug Carson antes de saltar sobre ele. Céus, a cidade pusera os cachorros em quarentena, mas ninguém pensara nos gatos.
A mente de Elena trabalhava a toda velocidade, mas não adiantava de nada. Não eram mais do que imagens fugazes do que um gato podia fazer com unhas curvadas e dentes afiados como agulhas. E Margaret simplesmente estava ali deitada, respirando com suavidade, sem perceber o perigo.
A pelagem de Bola de Neve começava a se eriçar, o rabo inchando como uma vassourinha de limpar garrafas. As orelhas do animal se aproximaram da cabeça e a boca se abriu em um grunhido silencioso. Tinha os olhos fixos no rosto de Margaret, tal como Chelsea fizera com Doug Carson...
— Não!
Elena olhou desesperada ao seu redor em busca de algo para jogar contra a janela, algo que fizesse ruído. Não podia se aproximar mais; os galhos exteriores da árvore não suportariam seu peso.
— Margaret, acorde!
Mas a neve, pousando como um manto ao seu redor, parecia amortecer as palavras até transformá-las em nada. Um gemido surdo e discordante começara a brotar da garganta de Bola de Neve enquanto esta desviava os olhos para a janela e depois voltava a pousá-los no rosto de Margaret.
Então, justamente quando a gatinha esticava uma garra, Elena se jogou contra a janela.
Mais tarde, nunca soube como conseguiu se agarrar. Não tinha espaço para se ajoelhar no parapeito, mas as unhas se afundaram na madeira macia e antiga do caixilho e a ponta de uma bota se introduziu em um ponto de apoio mais abaixo. Golpeou a janela com todo o peso do corpo, gritando.
— Afaste-se dela! Acorde, Margaret!
Os olhos de Margaret se abriram em um golpe e ela se sentou na cama, empurrando Bola de Neve para trás. As garras da gatinha se prenderam nas bordas da colcha enquanto lutava para se endireitar. Elena voltou a gritar:
— Margaret, saia da cama! Abra a janela, depressa!
O rosto de quatro anos da menina estava inundado de sonolenta surpresa, mas não de medo. Levantou e avançou a tropeções até a janela enquanto Elena cerrava os dentes.
— É isso aí. Boa garota... Agora diga: Entre. Rápido, diga!
— Entre — repetiu Margaret, obediente, pestanejando e dando um passo para trás.
A gatinha saltou para fora ao mesmo tempo em que Elena se deixava cair para dentro. Tentou pegar o felino, mas ele era muito veloz. Uma vez fora, deslizou pelos galhos com zombeteira facilidade e saltou para a neve, onde desapareceu.
Uma mãozinha puxava o suéter de Elena.
— Você voltou! — exclamou Margaret, abraçando os quadris de sua irmã. — Senti sua falta.
— Ah, Margaret, sim senti sua falta... — Elena começou a dizer, então ficou totalmente imóvel.
A voz de tia Judith soava do alto da escada.
— Margaret, você está acordada? O que está acontecendo?
Elena só teve um instante para tomar sua decisão.
— Não diga que eu estou aqui — sussurrou, caindo de joelhos. — É um segredo, entende? Diga que deixou a gatinha sair, mas não diga que estou aqui.
Ela não tinha tempo para mais nada. Elena se enfiou debaixo da cama e rezou.
Sob a colcha que pendia da cama, viu os pés calçados de tia Judith entrarem no quarto. Apertou o rosto contra as tábuas no chão, sem respirar.
— Margaret! O que você faz levantada? Vamos, volte para a cama — disse a voz de tia Judith, e em seguida a cama abaixou com o peso de Margaret e Elena ouviu os ruídos que fazia sua tia ajeitando os cobertores. — Está com as mãos geladas. Por que raios a janela está aberta?
— Eu a abri e Bola de Neve saiu — disse Margaret.
Elena voltou a respirar.
— E agora tem neve por todo o chão. Não posso acreditar nisso... Não volte a abri-la, ouviu bem?
Ouviram-se mais ruídos enquanto ela acabava de cobrir a menina e os pés calçados voltaram a sair. A porta se fechou.
Elena se arrastou para sair debaixo da cama.
— Boa garota — sussurrou enquanto Margaret se sentava na cama. — Estou orgulhosa de você. Amanhã diga a tia Judith que você tem que dar a sua gatinha. Diga que se assustou. Sei que não quer fazer isso... — pousou uma mão para deter o gemido que estava a ponto de brotar dos lábios da pequena — mas tem que fazer. Porque posso assegurar que essa gatinha te machucará se ficar com ela. Não quer se machucar, não é? 
— Não — respondeu Margaret, seus olhos azuis se encheram de lágrimas. — Mas...
— E você também não quer que a gatinha faça mal a tia Judith, não é? Diga a ela que não pode ter nenhum gatinho, nem um cachorro, nem sequer um pássaro... Bom, durante um tempo. Não diga que fui eu quem disse; isso continua sendo nosso segredo. Diga que tem medo pelo o que aconteceu com os cachorros na igreja.
Bem melhor, Elena raciocinou sombriamente, provocar pesadelos em uma menininha e então vê-los se tornar realidade no quarto.
A boca de Margaret se abriu de maneira entristecida.
— Tudo bem.
— Sinto muito, querida — Elena se sentou na cama a abraçou com força. — Mas é assim que tem que ser.
— Você está fria — disse Margaret. Então levantou os olhos até o rosto de Elena. — Você é um anjo?
— Hum... Não exatamente.
Justamente o oposto, pensou Elena com ironia.
— Tia Judith disse que você foi encontrar mamãe e papai. Você os viu?
— É... é um pouco difícil de explicar, Margaret. Não os vi, não. E não sou um anjo, mas em todo caso, vou ser como seu anjo da guarda, ok? Olharei por você mesmo que não possa me ver. Tudo bem?
— Tudo bem.
Margaret brincou com seus dedos.
— Isso significa que você não pode mais viver aqui.
Elena passou os olhos pelo quarto rosa e branco, os animais de pelúcia na estante, a pequena mesa e o cavalinho de madeira que fora dela e estava em um canto.
— É isso que significa — respondeu com suavidade.
— Quando eles disseram que você tinha ido com mamãe e papai, eu falei que também queria ir.
Elena pestanejou com força.
— Oh, querida. Não chegou a hora de você ir, portanto, não pode ir. E tia Judith te ama muito, e ficaria muito só sem você.
Margaret assentiu e suas pálpebras começaram a se fechar. Mas enquanto Elena voltava a deitá-la na cama e colocava a colcha por cima dela, a garota fez mais uma pergunta:
— Mas você me ama? 
— Claro que sim. Eu amo muito você... Nunca soube o quanto até agora. Mas estarei bem e tia Judith precisa de você.
Elena teve que respirar um pouco para se acalmar, e quando baixou o olhar, os olhos de Margaret estavam fechados e a respiração compassada. A garota dormia.


Que estúpida, estúpida, pensou Elena, abrindo caminho pelos montes de neve até o outro lado da rua Maple. Deixara passar a oportunidade de perguntar a Margaret se Robert tinha ido jantar. Agora era tarde demais.
Robert. Seus olhos se entrecerraram repentinamente. Na igreja, Robert esteve do lado fora e então os cachorros ficaram loucos. E essa noite a gatinha de Margaret se tornara selvagem... Justamente pouco depois do carro de Robert sair.
— Robert tem muitas perguntas a responder — Elena disse para si.
Mas a melancolia a estava levando, tirando-a de seus pensamentos. Sua mente não fazia mais do que regressar à casa que acabara de abandonar, repassando as coisas que jamais voltaria a ver. Todas as suas roupas, acessórios e joias... O que tia Judith faria com elas?
Não tenho mais nada, sou uma indigente.
Elena?
Aliviada, Elena reconheceu a voz mental e a sombra característica no final da rua. Apressou o passo até Stefan, que tirou as mãos do bolso da jaqueta e segurou as dela para acalentá-la.
— Meredith me contou onde tinha ido. 
— Fui para casa — respondeu.
Isso era tudo o que podia dizer, mas enquanto se encostava contra ele para obter conforto, soube que ele a compreendia.
— Vamos encontrar algum lugar onde possamos nos sentar — Stefan sugeriu, e se interrompeu cheio de contrariedade. Todos os lugares em que iam antes eram perigosos demais ou estavam fechados para Elena. A polícia ainda estava com o carro de Stefan.
Finalmente se limitaram a ir à escola secundária e se sentaram no telhado para contemplar a neve que caía. Elena lhe contou o que acontecera no quarto de Margaret.
— Vou fazer com que Meredith e Bonnie espalhem a informação por toda a cidade, que os gatos também podem atacar. As pessoas devem saber. E creio que alguém deveria vigiar Robert — concluiu.
— Seguiremos seus passos — disse Stefan, e ela não pôde evitar sorrir.
— É curioso o quão americano você se transformou — comentou. — Não pensava nisso há muito tempo, mas quando o vimos pela primeira vez, parecia claramente um estrangeiro. Agora ninguém saberia que você não viveu a vida toda aqui.
— Nós nos adaptamos com rapidez. Temos que nos adaptar — respondeu ele. — Sempre países novos, décadas novas, situações novas. Você se adaptará também.
— Me adaptarei? — os olhos de Elena permaneceram fixos no brilho dos flocos de neve caindo. — Não sei...
— Aprenderá com o tempo. Se tem algo... bom... sobre o que somos, é o tempo. Temos muito dele, tanto quanto queremos. Para sempre.
Companheiros para sempre. Não foi isso o que Katherine disse para Damon? — Elena murmurou.
Ela sentiu Stefan enrijecer e se afastar.
— Ela estava falando de nós três — ele disse. — Eu não.
— Oh, Stefan, por favor, não, não agora. Eu nem estava pensando sobre Damon, apenas no “para sempre”. Isso me assusta. Tudo isso me assusta, e às vezes penso que só quero dormir e nunca mais acordar de novamente...
No abrigo de seus braços ela se sentia mais segura, e encontrou seus novos sentidos tão incríveis nessa distância menor. Ela podia ouvir cada batimento do coração de Stefan, e o fluxo de sangue em suas veias. Podia sentir seu perfume único misturado com o cheiro de sua jaqueta, da neve, e da lã de suas roupas.
— Por favor, confie em mim — ela sussurrou. — Eu sei que você está com raiva de Damon, mas tente lhe dar uma chance. Penso que ele é mais do que deixa parecer. Eu quero a ajuda dele para encontrar o Outro Poder, e isso é tudo o que quero dele.
Naquele momento era completamente verdade. Elena queria não ter nada a ver com a vida noturna de caçador; a escuridão não tinha nenhum recurso para ela. Ela desejou poder estar em casa, sentada em frente à fogueira.
Mas era bom apenas ficar ali daquele jeito, mesmo que ela e Stefan tivessem que ficar sentados na neve para fazê-lo. A respiração de Stefan era quente enquanto ele beijava sua nuca, e ela sentia que não existia longe do corpo de Stefan. Não sentia fome, ou pelo menos o tipo de fome que ela detectava quando eles estavam perto assim. Agora que ela era uma caçadora como ele, a necessidade era diferente, a necessidade de união, em vez de sustento.
Não importava. Eles haviam perdido alguma coisa, mas ganharam algo, também. Ela entendeu Stefan de uma maneira que nunca entendeu antes. E sua compreensão os aproximou até que suas mentes estivessem se tocando, quase se encaixando. Não foi a conversa barulhenta de vozes mentais; foi uma profunda comunhão sem palavras. Como se seus espíritos estivessem unidos.
— Eu te amo — Stefan murmurou contra seu pescoço, e ela se apertou mais força contra ele.
Compreendeu então porque ele tinha temido dizê-lo por tanto tempo. Quando a ideia do amanhã o aterrava, era difícil se comprometer, porque ele não queria arrastar ninguém mais com ele.
Em especial alguém que amava.
— Eu também te amo — ela respondeu e se recostou, quebrou seu tranquilo estado de ânimo. — E tentará dar uma chance a Damon, por mim? Tentará trabalhar com ele?
— Trabalharei com ele, mas não confiarei nele. Não posso. Eu o conheço muito bem.
— Nesse caso, pergunto-me se alguém o conhece na realidade. Muito bem, então faça o que puder. Talvez possamos pedir que ele siga Robert amanhã.
— Segui a Sra. Flowers hoje — o lábio de Stefan se curvou. — Por toda a tarde até o anoitecer. E sabe o que ela fez?
— O quê?
— Três lavagens... Numa velha máquina que parecia prestes explodir a qualquer momento. Não tem secadora, só uma máquina de escorrer. Está tudo no sótão. Então ela saiu e encheu umas duas dúzias de bacias de comida para pássaros. Passa a maior parte do tempo ali. Fala sozinha.
— Como qualquer velha gagá — disse Elena. — Bem, Meredith pode ter se equivocado e isso é tudo — observou a mudança de sua expressão ao nome de Meredith e perguntou: — O que foi?
— Bom, Meredith talvez tenha que explicar algumas coisas também. Não lhe perguntei a respeito, pensei que talvez fosse melhor que viesse de você. Mas ela foi falar com Alaric Saltzman depois da aula de hoje. E não quis que ninguém soubesse aonde ia.
Inquietação estendeu-se por Elena.
— E então?
— Ela mentiu sobre isso... Ou ao menos se esquivou do assunto. Tentei sondar sua mente, mas meus poderes estão quase esgotados. E ela é difícil.
— Você não tinha o direito! Stefan, me escuta. Meredith jamais nos machucaria ou trairia. O que quer que esteja escondendo...
— Então admite que ela esconde algo.
— Sim — concordou Elena relutantemente — mas não é nada que vá nos prejudicar, tenho certeza. Meredith é minha amiga desde o primeiro ano do jardim de infância...
Sem se dar conta, Elena deixou que a frase se desvanecesse. Pensava na outra amiga que fora íntima desde o jardim de infância, Caroline. A que na semana anterior tentara destruir Stefan e humilhar Elena diante de toda a cidade.
E o que Caroline escrevera em seu diário sobre Meredith? Meredith não faz nada, se limita a observar. É como se não pudesse agir, só reagir às coisas. Além do mais, ouvi meus pais falarem sobre sua família... não me surpreende que nunca a mencione.
Os olhos de Elena abandonaram a paisagem nevada em busca do rosto de Stefan, que esperava.
— Não importa — disse em voz baixa. — Conheço Meredith e confio nela. Confiarei nela até o fim.
— Espero que ela seja digna disso, Elena. Realmente espero.

5 comentários:

  1. É a segunda vez que uma coruja branca aparece,será que ela está relacionada ao tal poder ou a Edwiges resolveu visitar Diários do Vampiro?

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  2. Também pensei na Edwiges kkk Mas eu também acho que a coruja tenha algo a ver com tudo isso, até porque a Elena viu uma forma meio que "feita de neve ou da neblina" no dia em que caiu da ponte.... Acho bem possível ser a coruja branca...

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  3. Parando para analisar tudo, Robert e a coruja branca são meio estranhos...
    E essa da Sra. Flowers falando sozinha... isso parece meio suspeito ...
    Karina, parabéns pelo ótimo trabalho. O blog é maravilhoso e eu sou muito fã !

    -Mia

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  4. Ou a Katherine não morreu e ela pode virar coruja

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