10 de novembro de 2015

Capítulo 9

Sei que vou lamentar ter perguntado disse Matt, tirando os olhos avermelhados fixos na estrada e se voltando para Stefan, sentado no assento do passageiro junto a ele. Mas pode me dizer por que queremos esta superespecial erva daninha semitropical, não disponível por perto, para Elena?
Stefan olhou o banco de trás, onde repousavam os resultados da busca através de sebes e zonas herbáceas. As plantas, com seus talos verdes ramificados e suas pequenas folhas dentadas, se pareciam mais com ervas daninhas do que qualquer coisa. Os restos secos de flores nos extremos dos talos eram quase invisíveis, e ninguém podia fingir sequer que os brotos eram decorativos.
E se eu dissesse que podem ser usadas para produzir um colírio totalmente natural? — sugeriu depois de um momento de reflexão. Ou um chá de ervas?
Por quê? Estava pensando em dizer algo parecido?
Na realidade, não.
Bem. Porque se fosse, eu provavelmente te derrubaria com um soco.
Sem olhar realmente para Matt, Stefan sorriu. Havia algo novo que se agitava em seu interior, algo que não havia sentido durante quase cinco séculos, exceto com Elena. Aceitação. Cordialidade e amizade compartilhadas com outro ser humano que não conhecia a verdade sobre ele, mas que confiava nele de qualquer forma. Não tinha certeza se merecia, mas não podia negar o que significava para ele. Quase se sentia... humano outra vez.


Elena contemplou fixamente a imagem no espelho. Não havia sido um sonho. Não por completo. As feridas no pescoço eram a prova. E agora que as havia visto, veio-lhe a sensação de tontura, de letargia.
Era sua culpa. Havia se preocupado tanto em advertir Bonnie e Meredith de que não convidassem conhecidos a entrar em suas casas... E havia se esquecido de que ela mesma havia convidado Damon a entrar na casa de Bonnie. Tinha feito naquela noite em que organizara o jantar silencioso na mesa de Bonnie e gritara para a escuridão:
Entre.
E o convite se manteria para sempre. Ele podia regressar a qualquer momento se quisesse, inclusive agora. Especialmente agora, que ela estava frágil e poderia ser facilmente hipnotizada para que voltasse a abrir a janela.
Saiu cambaleante do banheiro, passando junto a Bonnie no caminho ao quarto de hóspedes. Agarrou sua bolsa e começou a botar suas coisas nela.
Elena, não pode sair assim!
Não posso ficar aqui respondeu.
Passou os olhos no quarto procurando os sapatos, os descobriu perto da cama e foi até eles. Então se deteve, com um som abafado. Descansando sobre as roupas estava uma solitária pluma negra. Era enorme, horrivelmente enorme, real e sólida, com um grosso cunho de aspecto ceroso. Era quase obscena, descansando ali sobre os lençóis brancos. 
Uma sensação de náusea se apoderou de Elena, que virou a cabeça. Não podia respirar.
Ok, ok disse Bonnie. Se você se sente assim, farei papai levá-la para a sua casa.
Você também tem que vir.
Acabara de vir à mente de Elena que Bonnie não estava mais segura naquela casa do que ela.
Você e seus entes queridos recordou, e girou para pegar o braço da amiga. Tem que vir. Preciso de você comigo.
E no final ela foi. Os McCullough pensavam que estava histérica, que reagiu de forma exagerada, que possivelmente estava com uma crise nervosa. Mas finalmente cederam. O Sr. McCoullough levou ela e Bonnie em seu carro para a casa dos Gilbert, onde, sentindo-se como uma ladra, abriu a porta silenciosamente com a chave e deslizou para o interior para não acordar ninguém.
Inclusive aqui, Elena não podia dormir, permaneceu acordada ao lado de Bonnie, que respirava pausadamente, olhando em direção à janela do quarto. No exterior, os ramos do galho chicoteavam o vidro, mas nada mais se moveu até o amanhecer.
Foi então que viu o carro. Reconheceria o som sibilante do motor de Matt em qualquer parte. Alarmada, foi na ponta dos pés até a janela e viu a quietude de outro dia nublado. Logo correu escada abaixo e abriu a porta principal.
Stefan!
Em toda a sua vida, nunca tinha se alegrado tanto em ver alguém. Correu e abraçou-o antes que ele pudesse fechar a porta do carro. Ele balançou para trás pela força do impacto, e ela pôde perceber sua surpresa. No geral, ela não era tão intensa em público.
Hey! disse ele, devolvendo o abraço com suavidade também fico feliz em vê-la, mas não esmague as flores.
Flores?
Elena afastou-se para olhar o que ele segurava; então, olhou-o no rosto. Logo depois de Matt, que emergia do outro lado do carro. O rosto de Stefan estava pálido e emaciado; o de Matt esgotado pelo cansaço e com os olhos avermelhados.
Será melhor que entrem disse por fim, desconcertada. Os dois estão com um aspecto horrível.
É verbena explicou Stefan mais tarde.
Elena e ele estavam sentados na mesa da cozinha. Através do vão aberto da porta, podia ver Matt estendido no sofá da sala de estar, roncando com suavidade. Se deixou cair ali depois de três tigelas de cereal. Tia Judith, Bonnie e Margareth seguiam no andar de cima, dormindo, mas Stefan manteve a voz baixa mesmo assim.
Lembra do que eu disse sobre ela? perguntou.
— Que ajuda a manter a mente clara inclusive quando alguém está usando o Poder para influenciar.
Elena se sentiu orgulhosa da firmeza que soou sua voz.
Correto. E essa é uma das coisas que Damon pode tentar. Usar o Poder de sua mente inclusive à distancia, tanto se estiver acordada como se estiver dormindo.
Lágrimas inundaram seus olhos, e ela os baixou para ocultá-las, contemplando os talos largos e os restos secos das diminutas flores lilases nas pontas.
Dormindo? perguntou, temendo que nesse momento sua voz não estivesse tão firme.
Sim; poderia influenciar para que saia da casa, ou para, digamos, que o deixe entrar. Mas a verbena deve impedi-lo.
Stefan parecia cansado, mas satisfeito consigo mesmo.
Ah, Stefan, se você soubesse, pensou Elena. O presente havia chegado com uma noite de atraso. Apesar de todos os esforços, uma lágrima caiu, gotejando sobre as folhas verdes.
Elena! sua voz soou sobressaltada. O que aconteceu? Conte-me.
Ele tentou olhar em seu rosto, mas ela inclinou a cabeça, pressionando-a contra seu ombro. Ele a rodeou com os braços, sem tentar obrigá-la a levantar outra vez.
Conte-me repetiu em voz baixa.
Era o momento. Se ia contar algum dia, devia ser agora. Sentia a garganta ardente e inflamada, e desejava dizer as palavras que tentavam tanto sair.
Mas não podia. Não importa o que aconteça, não permitirei que briguem por mim, pensou.
É só que... estava preocupada com você conseguiu dizer. Não sabia onde tinha ido ou quando ia voltar.
Devia ter te contado. Mas, isso é tudo? Não há nada mais que a esteja transtornando?
Isso é tudo.
Agora tinha que conseguir que Bonnie jurasse manter segredo sobre o corvo. Por que uma mentira sempre levava a outra?
— O que devemos fazer com a verbena? perguntou, sentando-se para trás.
Mostrarei esta noite. Uma vez que tenha extraído o azeite das sementes, pode esfregar na pele ou adicionar na água da banheira. E pode colocar as folhas secas na bolsa e levá-la com você, ou deixá-las embaixo do travesseiro pela noite.
Será melhor que dê a Bonnie e Meredith. Precisarão de proteção.
Ele assentiu.
Por agora... quebrou um galho e depositou na mão de Elena limite-se a levar isto ao colégio com você. Voltarei à pousada para extrair o azeite. Calou um instante e logo disse: Elena...
Sim?
Se acreditasse que serviria de algo, eu iria embora. Não exporia você a Damon. Mas não creio que ele me seguiria se eu fosse, não mais. Creio que poderia ficar... devido a você.
Nem pense em ir embora ela falou com ferocidade, alcançando os olhos dele. Stefan, isso é a única coisa que eu não poderia suportar. Promete que não fará, prometa-me.
Não te deixarei sozinha com ele replicou Stefan, o que não era exatamente o mesmo.
Não servia de nada insistir mais.
Em vez disso, ele a ajudou a acordar Matt e os acompanhou até a porta. Então, com um talo de verbena seca na mão, subiu as escadas e se preparou para ir ao colégio.
Bonnie bocejou sem parar durante o café e realmente não despertou até que estivessem na rua, andando para o colégio com uma brisa fresca as golpeando no rosto. Ia ser um dia frio.
Tive um sonho muito estranho esta noite Bonnie falou.
O coração de Elena deu um pulo. Já havia colocado um galhinho dentro da mochila da amiga, bem no fundo, onde Bonnie não podia vê-lo. Mas se Damon havia chegado a Bonnie na noite anterior...
Sobre o quê? Inquiriu, temendo.
Sobre você. Eu a vi de pé embaixo de uma árvore e o vento soprava. Por algum motivo, tinha medo e não queria se aproximar mais de mim. Parecia... diferente. Muito pálida, mas quase resplandecia. E então um corvo desceu voando da árvore, e você esticou o braço e o agarrou no ar. Foi tão rápida que parecia incrível. E continuava a olhar para mim, com essa expressão rara. Sorria, mas o sorriso me fez ter vontade de fugir. E logo torceu o pescoço do corvo e este morreu.
Elena, que havia escutado aquilo com crescente horror, respondeu:
É um sonho repugnante.
É, não é? disse Bonnie com serenidade. Me pergunto o que significa. Os corvos são pássaros de mau agouro nas lendas. Podem predizer a morte.
Provavelmente você sabia o quão transtornada estava depois de encontrar aquele corvo no quarto.
Sim, exceto por uma coisa. Tive o sonho antes que nos despertassem com os gritos.


Nesse dia, na hora do almoço, havia outro pedaço de papel violeta no mural de comunicados. Este, não obstante, limitava-se a dizer: OLHE NOS ANÚNCIOS PESSOAIS.
—  Que anúncios pessoais? perguntou Bonnie.
Meredith que se aproximava naquele momento com um exemplar do Wildcat Weekly, o jornal da escola, proporcionou a resposta.
Viram isso? inquiriu.
Estava na sessão pessoal, completamente anônimo, sem titulo nem assinatura.

Não aguento pensar em perdê-lo. Mas ele está tão infeliz sobre algo, e se não me contar o que é, se não confiar assim em mim, eu não vejo esperança para nós.

Ao ler, Elena sentiu um estalo de energia nova por cima de todo cansaço. Deus, como odiava quem estava fazendo aquilo. Se imaginou batendo neles, apunhalando-os, contemplando como cairiam. E logo, vividamente, imaginou algo mais. Agarrar por trás dos cabelos do ladrão e afundar os dentes na garganta indefesa. Foi uma visão estranha e inquietante, mas por um momento pareceu quase real.
Ela notou que Meredith e Bonnie olhavam para ela.
Bem? disse, sentindo-se ligeiramente incomoda.
Percebi que não estava escutando suspirou Bonnie. Acabo de dizer que continua sem parecer obra de Da... obra do assassino. Não creio que um assassino possa ser tão mesquinho.
Por mais que eu odeie concordar com ela; ela está certa opinou Meredith. Isso cheira a alguém sorrateiro. Alguém que guarda rancor de modo pessoal e realmente quer fazer você sofrer. 
Havia acumulado saliva na boca de Elena, e ela a tragou.
Também alguém que esteja familiarizado com o colégio. Tiveram que preencher um formulário para pôr uma mensagem pessoal em uma das aulas de jornalismo disse.
E alguém que sabia que você tinha um diário, supondo que o roubaram de propósito. Talvez estivesse em uma das suas aulas naquele dia que você o trouxe para o colégio. Lembra? Quando o Sr. Tanner quase o pegou acrescentou Bonnie.
A Srta. Halpern conseguiu pegá-lo; inclusive leu uma parte em voz alta, algo sobre Stefan. Isso foi logo depois que Stefan e eu começamos a sair. Espera um minuto. Aquela noite na sua casa, quando roubaram o diário, quanto tempo estivemos fora da sala?
Só uns poucos minutos. Yangtze havia parado de latir, e fomos até a porta para deixá-lo entrar, e... Bonnie apertou os lábios e se deu de ombros.
Assim, o ladrão tinha que estar familiarizado com a casa disse Meredith rapidamente ou ele ou ela, não conseguiria entrar, pegar o diário e sair antes que voltássemos. Muito bem, então estamos procurando alguém sorrateiro e cruel que provavelmente está nas suas aulas, Elena, e que provavelmente está familiarizado com a casa de Bonnie. Alguém que tem algo pessoal contra você e não parará até te prejudicar... Ah, meu Deus!
As três olharam se fixamente.
Tem que ser murmurou Bonnie. Tem que ser.
Somos tão estúpidas! Tínhamos que ter visto logo disse Meredith.
Para Elena significou a repentina compreensão de que toda a ira que havia sentido antes não era nada comparada com a ira que era capaz de sentir. A chama de uma vela comparada com o sol.
Caroline falou, e apertou os dentes com tanta força que a mandíbula doeu.
Caroline. Naquele instante Elena realmente se sentiu capaz de matar a garota de olhos verdes. Teria corrido para tentar fazê-lo se Bonnie e Meredith não a tivessem detido.
Depois da aula Meredith falou com firmeza quando podermos levá-la a algum lugar privado. Espere só esse tempo, Elena.
Mas quando foram para o refeitório, Elena reparou na cabeça de cabelos castanho avermelhados que desaparecia pelo corredor de arte e música. E recordou algo que Stefan havia dito tempos atrás naquele mesmo ano, sobre Caroline o levar à aula de fotografia na hora do almoço. Para ter intimidade, dissera Caroline.
Vocês duas continuem; esqueci algo disse enquanto Bonnie e Meredith pegavam comida em suas bandejas do refeitório.
Logo fingiu estar surda enquanto saía rapidamente e retrocedia até a ala de artes.
Todas as salas estavam escuras, mas a porta da sala de fotografia não estava fechada com chave. Algo fez Elena girar a maçaneta com cautela e se mover silenciosamente ao estar lá dentro, no lugar de entrar de supetão para iniciar uma briga como havia planejado. Caroline estava ali dentro? Se estava, o que fazia sozinha na escuridão?
A princípio, a sala parecia estar vazia. Logo, Elena ouviu o murmúrio de vozes que saíam de um pequeno oco situado ao fundo e viu que a porta do quarto escuro estava entreaberta.
Em silêncio, furtivamente, se encaminhou até encontrar o outro lado da entrada, e o murmúrio se transformou em palavras.
Mas como podemos ter certeza de que será ela a escolhida? Aquela era Caroline.
Meu pai está no conselho escolar. Ela foi escolhida, isso é certo — e aquela era a voz de Tyler Smallwood, cujo pai era advogado e estava em todos os conselhos que existiam. Além do mais, quem mais podia ser? prosseguiu. O Espírito de Fell’s Church deve ser inteligente, além de ser bonita.
Pensa que não sou inteligente?
Eu disse isso? Olha, se você quer ser aquela a desfilar vestida de branco no Dia do Fundador, ótimo. Mas se quer ver como tiram Stefan Salvatore da cidade devido ao testemunho do diário de sua própria namorada...
Mas por que esperar tanto tempo?
A voz de Tyler soou impaciente.
Porque desse modo arruinará também os festejos. A festa dos Fell. Por que eles tinham que levar o crédito por fundarem a cidade? Os Smallwood estavam aqui primeiro.
Ah, quem se importa sobre quem fundou a cidade? Tudo o que quero é ver Elena humilhada perante todo o colégio.
E Salvatore.
O puro ódio e malicia da voz de Tyler fizeram Elena enlouquecer.
Terá sorte se não acabar pendurada em uma árvore. Tem certeza de que as provas estão aí?
Quantas vezes tenho que dizer? Primeiro ela escreveu que perdeu a fita em dois de setembro no cemitério. Logo depois, disse que Stefan a recolheu nesse dia e a guardou. A ponte Wickery fica exatamente ao lado do cemitério. Isso significa que Stefan estava perto da ponte no dia dois de setembro, na noite em que atacaram o velho. Todo mundo sabe que estava por perto quando os ataques a Vicky e a Tanner aconteceram. O que mais quer?
Jamais se sustentaria em um júri. Talvez devêssemos conseguir alguma prova que o comprometesse. Como perguntar a Sra. Flowers a que horas chegou em casa naquela noite.
Ah, quem se importa? A maioria das pessoas já o considera culpado. O diário fala de algum grande segredo que ocultava de todos. O pessoal captará a ideia.
— Você o guarda em um lugar seguro?
Não, Tyler, o guardo na mesa do café. Até que ponto acha que sou estúpida?
O bastante para enviar a Elena notas que a põe sob aviso olhou o jornal. Olha isso, é incrível. E você tem que parar agora. E se ela deduzir com quem está?
E o que ela fará, chamar a polícia?
Ainda quero que fique quieta. Espere até o Dia do Fundador, então verá como se derrete a princesa de gelo.
E direi ciao a Stefan. Tyler... ninguém vai machucá-lo realmente, não é?
Quem se importa? Tyler imitou o tom que ela havia usado antes. Você deixou isso para mim e meus amigos, Caroline. Limite-se a fazer sua parte, certo?
A voz de Caroline desceu até se converter em um sussurro gutural.
Me convença.
Depois de uma pausa, Tyler deu uma risada.
Escutou o som de roupas e um suspiro. Elena girou e escapou da sala tão silenciosamente como havia entrado.
Foi para o corredor seguinte e logo se apoiou contra os armários que havia ali, tentando pensar.
Era quase demais para absorver tudo de uma vez. Caroline, que em uma ocasião tinha sido sua amiga, a havia traído e queria vê-la humilhada perante todo o colégio. Tyler, que sempre parecia mais um imbecil que uma ameaça autêntica, planejava conseguir que tirassem Stefan da cidade... ou o matassem. E o pior era que estavam usando o próprio diário de Elena para fazer tudo isso.
Agora compreendia o inicio do sonho da noite anterior. Havia tido um sonho parecido no dia anterior quando descobriu que Stefan havia desaparecido. Em ambos os casos, Stefan a havia olhado com olhos enraivecidos e acusadores, e logo depois havia jogado um livro em seus pés e lhe havia dado as costas.
Não era um livro. Era seu diário. Diário que continha provas que podiam ser fatais para ele. Em três ocasiões, pessoas tinham sido atacadas em Fell’s Church, e nas três Stefan havia estado na cena do crime. O que isso podia parecer para a cidade, para a polícia?
Não existia um modo de contar a verdade. Supondo que ela dissesse: “Stefan não é culpado. É seu irmão Damon, que o odeia e sabe o quanto Stefan repudia a ideia de ferir e matar. Ele o tem seguido por toda parte e atacado pessoas para que pensassem que o irmão o fez, para enlouquecê-lo. E ele está aqui na cidade, em alguma parte, procurem-no no cemitério ou no bosque. Mas, ah, não busquem somente um garoto bem afeiçoado, porque ele poderia ser um corvo no momento. A propósito, ele é um vampiro.”
Nem sequer ela acreditava. Soava absurdo.
Uma pulsação na lateral do seu pescoço recordou-lhe que a história era absurda, na realidade. Sentia-se estranha hoje, quase como se estivesse doente. Era mais que simplesmente a tensão e a falta de sono. Sentia-se ligeiramente enjoada, e em algumas ocasiões o solo parecia esponjoso, cedendo embaixo dos seus pés e logo voltando a recuperar sua posição. Eram sintomas de gripe, exceto que tinha certeza de que não havia nenhum vírus em sua corrente sanguínea.
Culpa de Damon, outra vez. Tudo era culpa de Damon, exceto o diário. Não tinha alguém a quem culpar por isso, a não ser ela mesma. Se ao menos não tivesse escrito sobre Stefan, se não tivesse levado o diário para o colégio. Se ao menos não o tivesse deixado na sala de Bonnie. Se ao menos, se ao menos...
Naquele momento, tudo que importava era que tinha que recuperá-lo.

5 comentários:

  1. Caroline,e Tyler que droga eles tão fazendo,como pegaram o diário da elena?

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  2. Nossa fala sério? como ela vai pegar o diário agora? Aff kkk "isso é culpa do damon"

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  3. Cada fez fica mais complicado pra Elena

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  4. Ela é burra e quer culpar o Damon ah vai sfdr... Damonzito❤

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