10 de novembro de 2015

Capítulo 8

— Sabe o que é estranho sobre o que Vickie fez na escola? Quer dizer, tirando todas as coisas óbvias — Bonnie falou, lambendo cobertura de chocolate de seus dedos.
— O quê? — perguntou Elena tediosamente.
— Bem, a maneira como terminou, só de sutiã. Ela parecia exatamente como quando nós a encontramos na estrada, só que então ela estava toda arranhada, também.
— Arranhões de gatos, nós achamos — disse Meredith, terminando a última mordida de seu bolo. Ela parecia estar em um dos seus humores quietos e pensativos; nesse momento observava Elena de perto. — Mas não parece muito provável.
Elena olhou diretamente para ela.
— Talvez ela tenha caído em alguns arbustos. Agora, se vocês terminaram de comer, querem ver o primeiro bilhete?
Elas deixaram seus pratos na pia e subiram a escada para o quarto de Elena. Elena sentiu-se corando enquanto as outras meninas liam a nota. Bonnie e Meredith eram suas melhores amigas, talvez suas únicas amigas agora. Ela tinha lido passagens de seu diário para elas antes. Mas isso era diferente. Era a sensação mais humilhante que já tinha sentido.
— Bem? — disse para Meredith.
— A pessoa que escreveu isso tem um metro e oitenta, anda mancando ligeiramente, e usa um bigode falso — Meredith entoou. — Desculpa  acrescentou, vendo o rosto de Elena. — Não é engraçado. Na verdade, não há muito o que seguir, há? A escrita parece a de um garoto, mas o papel parece feminino.
— E o negócio todo tem um tipo de toque feminino — interpôs Bonnie, balançando ligeiramente na cama de Elena. — Bem, tem  disse defensivamente. — Citar trechos do seu diário para você é o tipo de coisa que uma mulher pensaria. Homens não ligam para diários.
— Você só não quer que seja o Damon — disse Meredith. — Achei que ficaria mais preocupada com ele sendo um assassino psicótico do que um ladrão de diários.
— Não sei; assassinos são meio românticos. Imagine morrer com as mãos dele ao redor da sua garganta. Ele estrangularia a vida de você, e a última coisa que você veria seria o rosto dele — colocando as próprias mãos na garganta, Bonnie arfou e expirou tragicamente, acabando caída na cama. — Ele pode me ter a hora que quiser  disse, os olhos ainda fechados.
Estava nos lábios de Elena dizer, "Você não entende, isso é sério,” mas ao invés disso, bufou.
— Ah, Deus — disse, e correu até a janela.
O dia estava úmido e sufocante, e a janela fora aberta. Lá fora, nos galhos esqueléticos de um marmeleiro, estava um corvo.
Elena jogou o caixilho para baixo tão forte que o vidro chacoalhou e trincou. O corvo olhou para ela através da vidraça tremeluzente com olhos de obsidiana. Arco-íris brilharam na sua suave plumagem preta.
— Por que você disse isso?  disse, virando-se para Bonnie.
— Ei, não tem ninguém lá fora — Meredith falou gentilmente. — A não ser que você conte os pássaros.
Elena deu as costas para elas. A árvore estava vazia agora.
— Sinto muito, — Bonnie falou em uma voz baixa, depois de um momento. — É só que nem parece real às vezes, mesmo o Sr. Tanner estar morto não parece real. E Damon pareceu... bem, excitante. Mas perigoso. Posso acreditar que ele é perigoso.
— E além do mais, ele não apertaria a sua garganta; ele cortaria — Meredith disse. — Ou pelo menos foi o que ele fez com o Tanner. Mas o velho debaixo da ponte teve sua garganta aberta, como se algum animal tivesse feito isso — Meredith procurou Elena por esclarecimento. — Damon não tem um animal, tem?
— Não. Não sei.
De repente, Elena sentiu-se muito cansada. Estava preocupada com Bonnie, sobre as consequências dessas palavras tolas. Eu posso fazer qualquer coisa com você, com você e com aqueles que ama, ela lembrou. O que Damon faria agora? Não o entendia. Ele era diferente toda vez que se encontravam. No ginásio ele era zombeteiro, rindo dela. Mas na vez seguinte podia jurar que ele estava sério, citando poesia para ela, tentando fazer com que fosse com ele. Na semana anterior, com o gelado vento do cemitério fustigando ao redor dele, fora ameaçador, cruel. E sob as palavras zombeteiras na noite passada, ela sentiu a mesma ameaça. Ela não conseguia prever o que ele faria a seguir.
Mas, o que quer que acontecesse, tinha que proteger Bonnie e Meredith dele.
Especialmente já que não conseguia avisá-las propriamente. E o que Stefan estava aprontando? Precisava dele agora, mais do que tudo. Onde estava ele?


Começou naquela manhã.
— Deixe-me entender isso — Matt falou, inclinando-se contra o capô cicatrizado de seu velho Ford sedã quando Stefan aproximou-se dele antes da escola. — Você quer o meu carro emprestado.
— Sim  Stefan respondeu.
— E a razão pela qual você quer é flores. Você quer pegar algumas flores para Elena.
— Sim.
— E essas flores em particular, que você simplesmente tem que conseguir, não crescem por aqui.
— Talvez elas cresçam. Mas a estação da florescência é bem para o norte. E o gelo teria acabado com elas de qualquer jeito.
— Então você quer ir para o sul – quão ao sul você não sabe – para achar algumas dessas flores que você simplesmente tem que dar para Elena.
— Ou pelo menos algumas das plantas — Stefan concordou. — Preferia ter as flores de verdade, contudo.
— E já que a polícia ainda está com o seu carro, você quer o meu emprestado, pelo tempo que demorar até chegar ao sul e achar essas flores que você simplesmente tem que dar para Elena.
— Imagino que dirigir seja o jeito menos evidente de deixar a cidade Stefan explicou. — Não quero a polícia me seguindo.
Ah, sim. E é por isso que você quer o meu carro.
— Sim. Você vai me emprestá-lo?
— Se vou emprestar meu carro para o cara que roubou a minha namorada e agora quer dar um passeio no sul para dar a ela algum tipo especial de flor que ela simplesmente tem que ter? Você está louco? — Matt, que estivera encarando os telhados das casas de madeira do outro lado da rua, virou por fim para olhar Stefan. Seus olhos azuis, geralmente alegres e diretos, estavam cheios de total descrença, e coroados por sobrancelhas tortas e enrugadas.
Stefan desviou o olhar. Ele devia ter imaginado. Depois de tudo o que Matt tinha feito por ele, esperar mais era ridículo. Especialmente esses dias, quando as pessoas hesitavam ao som de seus passos e evitavam seus olhos quando chegava perto.
Esperar Matt, que tinha as melhores razões para se ressentir dele, fazer tal favor sem explicação, na base somente da fé, realmente era louco.
— Não, não estou louco — murmurou, e virou-se para ir.
— Nem eu  Matt tinha dito. — E eu teria que ser louco para dar o meu carro para você. Diabos que não. Eu vou com você.
No momento em que Stefan se virou novamente para ele, Matt olhava para o carro seu lábio inferior pronunciando-se em um beicinho desconfiado e criterioso.
— Afinal de contas  ele disse, esfregando o vinil descascado do teto — você pode arranhar a pintura ou algo assim. 


Elena colocou o telefone de volta no gancho. Alguém estava na pensão, porque atendiam quando o telefone tocava, mas depois só havia silêncio e então o clique desligando. Suspeitou que fosse a Sra. Flowers, mas isso não dizia nada sobre onde Stefan estava. Instintivamente, ela queria estar com ele. Mas estava escuro lá fora, e Stefan a avisara especificamente para não sair no escuro, especialmente não em algum lugar perto do cemitério ou da floresta. A pensão era perto de ambos.
— Sem resposta? — Meredith perguntou quando Elena voltou e sentou na cama.
— Ela fica desligando na minha cara  Elena disse, e resmungou algo em voz baixa.
— Você disse que ela é uma fruta?
— Não, mas rima com isso — disse Elena.
— Olha — disse Bonnie, sentando-se. — Se Stefan for ligar, ele vai ligar para cá. Não há razão para você vir passar a noite comigo. 
Havia uma razão, apesar de Elena não conseguir explicá-la nem para si mesma. Afinal de contas, Damon tinha beijado Bonnie na festa de Alaric Saltzman. Era culpa de Elena que Bonnie estava em perigo em primeiro lugar. De algum jeito, sentia que se pelo menos estivesse no cenário, poderia ser capaz de proteger a Bonnie.
— Minha mãe, meu pai e Mary estão todos em casa — Bonnie persistiu. — E nós trancamos nossas portas e janelas e tudo desde que o Sr. Tanner foi assassinado. Esse final de semana papai pôs até mesmo fechaduras extras. Não vejo o que você pode fazer.
Elena também não. Mas ela ia do mesmo jeito.
Deixou uma mensagem para Stefan com a tia Judith, dizendo a ele onde estava. Ainda havia uma restrição restando entre ela e sua tia. E ainda haveria, Elena pensou, até que tia Judith mudasse de ideia sobre Stefan.
Na casa de Bonnie, ficou no quarto que pertencera a uma das irmãs de Bonnie, que estava agora na faculdade.
A primeira coisa que fez foi checar a janela. Estava fechada e trancada, e não havia nada lá fora pela qual alguém conseguiria escalar, com um cano de drenagem ou uma árvore. Tão discretamente quanto possível, ela também checou o quarto de Bonnie e os outros em que conseguiu entrar. Bonnie estava certa; eles estavam todos bem fechados por dentro. Nada de fora podia entrar.
Ficou deitada na cama por um tempão naquela noite, encarando o teto, incapaz de dormir. Ficou se lembrando de Vickie sonhadoramente fazendo um strip-tease no refeitório. O que havia de errado com a garota? Ela se lembraria de perguntar isso a Stefan na próxima vez que o visse.
Pensamentos sobre Stefan eram agradáveis, mesmo com todas as coisas terríveis que tinham acontecido ultimamente.
Elena sorriu na escuridão, deixando sua mente vagar. Algum dia todo essa importunação acabaria, e ela e Stefan poderiam planejar uma vida juntos. É claro, ele na verdade não tinha falado nada sobre isso, mas a própria Elena tinha certeza. Ia se casar com Stefan, ou com ninguém. E Stefan não se casaria com ninguém além dela...
A transição para o sonho foi tão suave e gradual que ela praticamente nem notou. Mas sabia, de algum jeito, que estava sonhando. Era como se um pedacinho dela estivesse de lado e observando o sonho como uma peça de teatro.
Estava sentada em um longo corredor, coberto por espelhos de um lado e janelas no outro. Esperava por alguma coisa. Então viu um tremor de movimento, e Stefan estava de pé do lado de fora da janela. Seu rosto estava pálido, e seus olhos, magoados e nervosos. Foi até a janela, mas não conseguia ouvir o que ele estava dizendo por causa do vidro. Em uma mão, ele segurava um livro com capa de veludo azul, e ficava gesticulando para ele e perguntando algo. Então derrubou o livro e se virou.
— Stefan, não vá! Não me deixe! — ela gritou.
Seus dedos se achataram alvamente no vidro. Então notou que havia um caixilho de um lado da janela e ela o abriu, chamando-o. Mas ele tinha desaparecido e lá fora viu apenas uma névoa branca serpenteando.
Desconsolada, deu as costas à janela e começou a andar pelo corredor.
Sua própria imagem brilhou espelho atrás de espelho enquanto passava por eles. Então algo em um dos reflexos chamou sua atenção.
Os olhos eram os seus, mas havia um novo olhar neles, um olhar predador e dissimulado. Os olhos de Vickie estavam daquele jeito enquanto ela se despia. E havia algo perturbador e faminto em seu sorriso.
Enquanto observava, parada de pé, a imagem de repente girou e girou, como se estivesse dançando. O horror cobriu Elena. Ela começou a correr pelo corredor, mas agora todos os reflexos tinham vida própria, dançando, chamando-a, rindo dela. Justo quando pensou que seu coração e pulmões fossem explodir de terror, alcançou o final do corredor e abriu a porta de supetão.
Estava de pé em uma sala ampla e bonita. O teto eminente era talhado complexamente e incrustado de ouro; as portas eram folhadas em mármore branco. Estátuas clássicas erguiam-se de nichos nas paredes. Elena nunca tinha visto uma sala com tanto esplendor, mas sabia onde estava. Na Itália da Renascença, quando Stefan estava vivo.
Olhou para si mesma e viu que estava usando um vestido como aquele que tinha feito para o Dia das Bruxas, o vestido de baile da Renascença azul gelo.
Mas esse vestido era de um profundo vermelho rubi, e ao redor de sua cintura usava uma corrente fina com pedras vermelhas brilhantes. As mesmas pedras estavam em seu cabelo. Quando se moveu, a seda brilhou como chamas na luz de cem tochas.
Bem no final da sala, duas enormes portas abriram para dentro. Uma figura apareceu entre elas. Andou em sua direção, e ela viu que era um jovem vestido em roupas da Renascença, uma roupa justa com meias e colete de pele animal apertado.
Stefan! Foi na direção dele avidamente, sentindo o peso de seu vestido balançando sua cintura. Mas quando chegou mais perto parou, inspirando rapidamente. Era Damon.
Ele continuou andando na direção dela, confiante, casual. Sorria, um sorriso de desafio. Alcançando-a, ele colocou uma mão sobre seu coração e saudou-a. Então estendeu a mão para ela como se estivesse desafiando-a a pegá-la.
— Gostaria de dançar? — ele perguntou. Exceto que seus lábios não se moveram. A voz estava na mente dela.
Seu medo foi drenado, e ela riu. O que estava errado com ela para ter medo dele? Eles se entendiam muito bem. Mas ao invés de pegar a mão dele, virou de costas, a seda de seu vestido girando atrás dela. Moveu-se levemente na direção de uma das estátuas perto da parede, sem olhar para trás para ver se ele a estava seguindo. Sabia que sim. Fingiu estar absorta na estátua, esquivando-se novamente bem quando ele a alcançou, mordendo seu lábio para segurar a risada. Sentiu-se maravilhosa agora, tão viva, tão linda. Perigoso? É claro, esse jogo era perigoso.
Mas ela sempre gostou do perigo.
Da próxima vez que ele chegou perto dela, olhou provocantemente para ele enquanto se virava. Ele estendeu a mão, mas pegou apenas a corrente de pedras na cintura dela. Soltou-a rapidamente, e, olhando para trás, viu que a moldura de uma das pedras o tinha cortado.
A gota de sangue no dedo dele era exatamente da cor do vestido. Os olhos de Damon relampejaram para os dela, e seus lábios se curvaram num sorriso enquanto ele erguia o dedo machucado. Você não ousaria, aqueles olhos diziam.
Ah, eu não ousaria?, Elena respondeu a ele com seus próprios olhos. Ousadamente, tomou a mão dele e a segurou por um momento, provocando-o. Então levou o dedo aos seus lábios. Depois de alguns instantes, soltou-o e olhou para ele.
— Eu gosto de dançar  disse, e descobriu que, como ele,  podia falar com sua mente. Era uma sensação eletrizante. Moveu-se para o centro da sala e esperou.
Ele a seguiu, gracioso como uma besta caçando. Os dedos dele estavam quentes e duros quando seguraram os dela.
Havia música, apesar de ela esvair-se e soar muito distante. Damon colocou sua outra mão na cintura de Elena. Ela podia sentir o calor de seus dedos lá, a pressão. Ela pegou sua saia, e eles começaram a dançar.
Era adorável, como voar, e seu corpo sabia todos os movimentos a fazer. Eles dançavam continuamente ao redor da sala vazia, num momento perfeito, juntos.
Ele ria, seus olhos escuros brilhando com alegria. Ela sentiu-se tão bonita; tão ativa, alerta e pronta para tudo. Não conseguia se lembrar de quando se divertira tanto.
Gradualmente, contudo, seu sorriso dissipou, e a dança deles ficou lenta. Por fim, ficou sem se mover nos círculos dos braços dele. Os olhos escuros não estavam mais divertidos, mas ferozes e esquentados. Ela olhou para ele sobriamente, sem medo. E então, pela primeira vez, sentiu como se estivesse sonhando; sentiu-se ligeiramente tonta e muito lânguida e fraca.
O quarto ao redor dela estava borrando. Conseguia ver apenas seus olhos, e eles a estavam fazendo sentir-se mais e mais sonolenta.
Ela permitiu que seus próprios olhos se fechassem parcialmente, sua cabeça cair para trás. Ela suspirou.
Podia sentir o olhar dele agora, nos lábios dela, em sua garganta. Sorriu para si mesma e deixou seus olhos fecharam completamente.
Ele estava segurando o peso dela agora, impedindo-a de cair. Sentiu seus lábios na pele do seu pescoço, quentes como se ele estivesse com febre. Então sentiu a picada, como a injeção de duas agulhas. Acabou rapidamente, contudo, ela relaxou ao prazer de ter seu sangue drenado.
Lembrou dessa sensação, da sensação de flutuar numa cama de uma luz dourada. Uma languidez deliciosa infiltrou-se por todos os seus membros. Sentiu-se sonolenta, como se fosse muito problemático se mover. Nem mesmo queria se afastar; sentiu-se bem demais.
Os dedos dela estavam descansando no cabelo dele, prendendo a cabeça dele a dela no lugar. Preguiçosamente, moveu-os pelos suaves fios de cabelo escuro. O cabelo dele era como seda, quente e vivo. Quando abriu seus olhos um pouquinho, viu que ele refletia arco-íris na luz de vela. Vermelho e azul e roxo, bem como... bem como as penas… 
E então tudo desmoronou. Houve uma dor repentina em sua garganta, como se sua alma estivesse sendo arrancada. Ela estava empurrando Damon, arranhando-o, tentando forçá-lo a se afastar. Gritos ecoaram em seus ouvidos. Damon estava lutando com ela, mas não era Damon; era um corvo. Asas enormes batiam contra ela, acertando o ar.
Os olhos dela estavam abertos. Estava acordada e gritando. O salão se fora, e ela estava em um quarto escuro. Mas o pesadelo a tinha seguido. Mesmo quando alcançava a luz, vinha até ela novamente, asas batendo em seu rosto, um bico afiado mergulhando até ela.
Elena golpeou-o, uma mão erguendo-se para proteger os olhos. Ainda estava gritando. Não conseguia fugir daquilo, aquelas asas terríveis continuavam batendo freneticamente, com um som como o de mil maços de cartas sendo embaralhados ao mesmo tempo.
A porta se abriu de supetão, e ela ouviu gritos. O corpo quente e pesado de um corvo golpeou-a e seus gritos ficaram mais altos. Então alguém estava puxando-a para fora da cama, e ela estava sendo protegida atrás do pai de Bonnie. Ele tinha uma vassoura e batia no pássaro com ela.
Bonnie estava de pé na entrada da porta. Elena correu para seus braços. O pai de Bonnie estava gritando, e então veio a pancada de uma janela.
— Está fora  o Sr. McCullough disse, respirando com dificuldade.
Mary e a Sra. McCullough estavam do lado de fora do corredor, cobertas por roupões.
— Você está machucada — a Sra. McCullough disse para Elena em espanto. — O nojentinho te bicou.
— Estou bem, — Elena disse, roçando uma mancha de sangue no rosto.
Estava tremendo tanto que seus joelhos estavam prestes a ceder.
— Como ele entrou?  Bonnie perguntou.
O Sr. McCullough estava inspecionando a janela.
— Você não devia tê-la deixado aberta — ele disse. — E por que tirou as trancas?
— Não tirei! — Elena exclamou.
— Estava destrancada e aberta quando ouvi você gritando e entrei — o pai de Bonnie disse. — Não sei quem mais poderia ter aberto, exceto você.
Elena engoliu seus protestos. Hesitante e cautelosamente, moveu-se para a janela. Ele estava certo; as trancas foram retiradas. E só poderia ter sido feito de dentro.
— Talvez você seja sonâmbula  Bonnie sugeriu, guiando Elena para longe da janela enquanto o Sr. McCullough recomeçou a colocar as trancas de volta. — É melhor limparmos você.
Sonâmbula. De repente o sonho inteiro inundou Elena. O corredor de espelhos, o salão, Damon. Dançando com Damon. Ela se soltou do aperto de Bonnie.
— Eu faço isso sozinha  disse, ouvindo sua própria voz tremer na beira da histeria. — Não... sério... eu quero.
Elena escapou para o banheiro e ficou de pé com as costas contra a porta fechada, tentando respirar.
A última coisa que queria fazer era olhar no espelho. Mas por fim, lentamente, aproximou da pia, tremendo enquanto via seu reflexo acima da torneira, movendo-se centímetro a centímetro até que estava emoldurada na superfície prateada.
Sua imagem encarou de volta, um pálido fantasmagórico, com olhos que pareciam feridos e assustados.
Havia sombras profundas sob eles e manchas de sangue em seu rosto.
Lentamente, virou sua cabeça e levantou seu cabelo. Quase chorou alto quando viu o que estava por baixo.
Dois furinhos, frescos e abertos na pele de seu pescoço.

11 comentários:

  1. :O mds vagabundooooo como ousa entrar nos sonhos dela vabundoooooo argggg

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  2. E eu aqui achando que semideuses tinham sonhos estranhos.

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  3. eu acho q ele só manipulou o sonho dela enquanto bebia do sangue dela...

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  4. Desde o inicio k acho k ela devia ficar pra sempre com stefan.
    Desde o inicio k odeio o Damon.
    E agr ainda o odeio mais,n tinha nd k entrar nos sonhos dela:(

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  5. Olha, sou meio suspeita pra falar do Damon, até porque, eu gosto dos personagens viloes... E acho que a série me estragou... Depois de ver lá o Damon docinho com a Elena. E eu não consigo o odiar! Já gosto dos viloes, aí na série ele era legalzinho... gosto dele aqui então, né?

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    1. O Damon é o personagem mais divertido. ADORO ELE!

      No seriado, depois da saída da Elena, ele ficou patético, sem graça.

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    2. gente.. eu adoro o Damon.. não consigo odiar ele..rs.. toda malvadeza dele só mi faz amar mais esse toque sedutor e misterioso dele..
      admito que isso é influencia da Serie.. mas na boa , to nem ai.. o Stefan é muito comum.. o príncipe perfeito.. sou mais o Damon

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  6. Ele tava todo amável dançando com ela, feliz da vida -o que me lembra daquela cena do baile nas primeiras temporadas da série-, aí do nada ele pira. Damon, amor, bora ligar pro psiquiatra, né?!

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