13 de novembro de 2015

Capítulo 7

— Cooperar em quê? — perguntou Meredith.
— Explicarei para vocês mais tarde. Mas primeiro quero saber o que anda acontecendo na cidade desde que... eu fui.
— Bom, histeria, principalmente — respondeu Meredith levantando uma sobrancelha. — Sua tia Judith tem estado bastante mal. Teve uma alucinação em que a via; só que não foi uma alucinação, não é? E podemos dizer que ela e Robert estão mais ou menos separados.
— Eu sei — respondeu Elena em tom sombrio. — Continue.
— Todo mundo na escola está alterado. Quis falar com Stefan, principalmente, quando comecei a suspeitar que você não estava realmente morta, mas ele não foi à aula. Matt foi, mas algo está acontecendo com ele. Parece um zumbi e não quer falar com ninguém. Quis explicar que havia uma possibilidade de que você não tivesse ido para sempre, pensei que isso o animaria. Mas ele não quis me escutar. Agia de um modo nada típico dele e em certo momento pensei que ia me bater. Não quis ouvir nenhuma palavra.
— Ah, meu Deus... Matt.
Algo terrível despertava no mais profundo da mente de Elena, uma recordação perturbadora demais para deixá-la solta. Não podia enfrentar nada mais naquele momento, não podia, disse a si, e voltou a submergir a lembrança no mais profundo de seu ser.
Meredith continuava falando:
— Está claro, porém, que outras pessoas sentem suspeitas a respeito da sua “morte”. Por isso disse o que disse no funeral; temia que se dissesse um dia e lugar exatos, Alaric Saltzman acabaria fazendo uma emboscada fora de casa. Tem estado fazendo todos os tipos de perguntas e era bom que Bonnie não soubesse de nada que pudesse revelar sem querer.
— Isso não é justo — protestou Bonnie. — Alaric simplesmente está interessado, isso é tudo, e quer nos ajudar a superar o trauma, como antes. É um aquariano...
— É um espião — disse Elena — e talvez mais do que isso. Mas falaremos disso mais tarde. O que aconteceu com Tyler Smallwood? Não o vi lá.
Meredith se mostrou perplexa.
— Quer dizer que não sabe?
— Não sei de nada; dormi durante quatro dias no sótão.
— Bom... — Meredith se interrompeu nervosamente — Tyler acaba de voltar do hospital. O mesmo com Dick Carter e os outros quatro que o acompanhavam no Dia do Fundador. Foram atacados no barracão aquela tarde e perderam muito sangue.
— Oh.
O mistério do por que os poderes de Stefan estavam muito mais fortes naquela noite estava explicado. E também por que estavam acabando desde aquele momento. Provavelmente não havia se alimentado desde então.
— Meredith, Stefan é suspeito?
— Bom, o pai de Tyler tentou fazer com que fosse, mas a polícia não conseguiu que as horas se encaixassem. Sabem aproximadamente a hora que atacaram Tyler, porque ele tinha que se encontrar com o Sr. Smallwood e não apareceu. E Bonnie e eu podemos dar cobertura a Stefan para esse tempo, já que tínhamos acabado de deixá-lo no rio com seu corpo. De modo que não poderia ter regressado ao barracão para atacar Tyler; ao menos um humano normal não poderia. E por enquanto a polícia não pensa em nada sobrenatural.
— Entendo — Elena se sentiu aliviada, ao menos nesse sentido.
— Tyler e os outros garotos não podem identificar o atacante porque não lembram de absolutamente nada daquela tarde — acrescentou Meredith. — Caroline também não.
— Caroline estava lá?
— Sim, mas não a morderam. Só está em choque. Apesar de tudo que fez, quase sinto pena dela. — Meredith deu de ombros e acrescentou: — Tem um aspecto patético esses dias.
— E acredito que ninguém vá suspeitar de Stefan depois do que aconteceu com esses cachorros na igreja hoje — interveio Bonnie. — Meu pai disse que um cachorro grande pode ter quebrado as janelas do barracão e as feridas na garganta de Tyler pareciam feridas feitas por um animal. Creio que muita gente acredita que foi um cachorro ou uma matilha que o fizeram.
— É uma explicação cômoda — indicou Meredith com um tom seco. — Significa que não têm que continuar pensando nisso.
— Mas isso é ridículo — disse Elena. — Os cachorros normais não agem desse modo. As pessoas não se perguntam por que seus cachorros ficaram malucos de repente e se viraram contra eles?
— Uma grande quantidade de pessoas simplesmente está se desfazendo deles. Ah, e ouvi que alguém falava sobre testes obrigatórios de raiva — falou Meredith. — Mas não é só raiva, não é Elena?
— Não, acredito que não. E Stefan e Damon também não. E é disso que vim falar.
Elena explicou com a maior clareza que pôde sobre o que estava pensando, sobre o outro Poder em Fell’s Church. Falou sobre a força que a havia atirado da ponte e da sensação que teve com os cachorros e sobre tudo que Stefan, Damon e ela haviam discutido. Finalizou dizendo:
— E Bonnie disse na igreja hoje: algo maligno. Creio que isso é o que há aqui em Fell’s Church, algo cuja existência ninguém conhece, algo totalmente malvado. Suponho que você não saiba o que quer dizer com isso, Bonnie.
Mas a mente de Bonnie corria por outros caminhos.
— Então Damon não foi necessariamente quem fez todas aquelas coisas horríveis que você disse — comentou com astúcia. — Como matar Yangtze, fazer aquilo com a Vickie, assassinar o Sr. Tanner e tudo isso. Já disse que ninguém tão divino podia ser um assassino psicopata.
— Acho — disse Meredith, dando uma olhada em Elena — que será melhor esquecer Damon como personagem romântico.
— Sim — indicou Elena, categórica. — Ele matou, sim, o Sr. Tanner, Bonnie. E é lógico que levou a cabo os outros ataques também; perguntei-lhe sobre isso. E já tenho problemas o bastante lidando eu mesma com ele. Não queira ter nada com ele, Bonnie, acredite.
— Suponho que deva deixar Damon em paz; suponho que deva deixar Alaric em paz... Há algum garoto que eu não deva deixar em paz? E, no entanto, Elena fica com todos. Isso não é justo.
— A vida não é justa — respondeu Meredith, insensível. — Mas escuta, Elena, se esse outro Poder existe, que tipo de Poder acha que é? Como se parece?
— Não sei. Algo tremendamente forte... mas poderia estar se camuflando de algum jeito, de modo que não possamos percebê-lo. Poderia parecer uma pessoa normal. E por isso vim pedir ajuda de vocês, porque pode ser qualquer pessoa de Fell’s Church. É como Bonnie hoje: Ninguém é o que parece.
Bonnie adotou uma expressão de desamparo.
— Não lembro de ter dito isso.
— Você disse: Ninguém é o que parece — voltou a citar Elena em tom grave. — Ninguém.
Lançou um rápido olhar para Meredith, mas os olhos escuros abaixo das sobrancelhas elegantemente arqueadas estavam tranquilos e distantes.
— Bom, parece que isso transforma todo mundo em suspeito — disse com a voz mais serena. — Certo?
— Certo — confirmou Elena — mas será melhor se pegarmos um caderno e um lápis e fazer uma lista dos mais importantes. Damon e Stefan já aceitaram ajudar na investigação, e se vocês também ajudarem, teremos uma maior possibilidade de descobri-lo.
Começava a pegar o ritmo daquilo; sempre foi boa organizando coisas, desde artimanhas para conseguir atrair garotos até ações para arrecadar fundos. Aquilo era apenas uma versão mais séria dos velhos plano A e plano B.
Meredith deu o lápis e o papel para Bonnie, que olhou para eles e depois para Meredith e Elena.
— Ótimo — disse — mas quem está na lista?
— Bom, qualquer que tenhamos motivo para acreditar que seja o Outro Poder. Qualquer que possa ter feito as coisas que sabemos que fez: prender Stefan em um poço, me perseguir, jogar esse cachorros contra as pessoas. Qualquer um que tenhamos visto agindo de forma estranha.
— Matt — disse Bonnie, escrevendo diligentemente. — E Vickie. E Robert.
— Bonnie! — exclamaram Elena e Meredith simultaneamente.
Bonnie levantou os olhos.
— Bom, Matt tem agido estranhamente, e também Vickie, faz meses. E Robert rondava pelo exterior da igreja antes do funeral, mas nunca chegou a entrar...
— Ora, Bonnie, por favor — disse Meredith. — Vickie é uma vítima, não uma suspeita. E se Matt é um poder maligno, sou o corcunda de Notre-Dame. E quanto ao Robert...
— Muito bem, já disse todos — anunciou Bonnie friamente. — Agora vou ouvir suas ideias.
— Não, espera — disse Elena. — Bonnie, espere um momento — pensava em algo que a estava incomodando há algum tempo desde... — Desde a igreja — disse em voz alta, lembrando-se. — Sabe de uma coisa, também vi Robert fora da igreja, quando eu estava escondida na galeria do coro. Foi justo antes dos cachorros atacarem e ele parecia se afastar, como se soubesse o que ia acontecer.
— Oh, mas Elena...
— Não, escuta, Meredith. Eu o vi antes, no sábado à noite, com tia Judith. Quando ela disse que não casaria com ele, havia algo em seu rosto... Não sei. Acho melhor que volte a colocá-lo na lista, Bonnie.
Muito séria, depois de um minuto vacilante, Bonnie o colocou.
— Quem mais? — perguntou.
— Bom, Alaric, me amedronta — disse Elena. — Sinto muito, Bonnie, mas ele é praticamente o suspeito número um.— lhes contou o que escutara por acaso aquela manhã entre Alaric e o diretor da escola. — Não é um simples professor de história; o fizeram vir por algum motivo. Sabe que sou uma vampira e está me procurando. E hoje, enquanto os cachorros atacavam, estava ali de pé em um lado, fazendo uma espécie de gestos misteriosos. Sem dúvidas não é o que parece, e a única pergunta é: O que ele é? Está escutando, Meredith?
— Sim. Sabe de uma coisa, acho que deveria pôr a Sra. Flowers nessa lista. Lembra do modo como ela ficou na janela da pousada quando trouxemos Stefan do poço? Como não quis descer para abrir a porta? Isso é um comportamento estranho.
Elena assentiu.
— Sim, e o modo como se agarrava a mim quando eu ia visitar Stefan. E, desde então, manteve-se afastada de todos na hospedaria. Pode ser que seja simplesmente uma velha gagá, mas anote-a de todo modo, Bonnie.
Passou uma mão nos cabelos, levantado-os para afastá-los da nuca. Estaca com calor. Ou... não era exatamente calor, e sim se sentia incomodada de um modo parecido a estar com calor. Se sentia ressecada.
— Tudo bem, passaremos pela pousada amanhã antes da escola — disse Meredith. — Entretanto, o que mais podemos fazer? Deixe eu dar uma olhada nessa lista, Bonnie.
Bonnie afastou a lista para que pudessem vê-la, e Elena e Meredith se inclinaram para frente e leram:

Matt Honeycutt
Vickie Bennet
Robert Maxwell: O que fazia na igreja quando os cachorros atacaram? E o que aconteceu naquela noite com a tia de Elena?
Alaric Saltzman: Por que faz tantas perguntas? Para que o fizeram vir para Fell’s Church?
Sra. Flowers: Por que age de um modo tão estranho? Por que não nos abriu a porta na noite em que Stefan estava ferido?

— Ótimo — disse Elena. — Imagino que também podíamos averiguar de quem eram os cachorros que estavam na igreja hoje. E podíamos vigiar Alaric na escola amanhã.
— Eu vigiarei Alaric — declarou Bonnie com energia — e farei que ele fique livre das suspeitas; verão como farei.
— Ótimo, você faz isso. Está designada a ele. E Meredith pode investigar a Sra. Flowers e eu posso me ocupar de Robert. E quanto a Stefan e Damon... Bom, posso lhes designar todo mundo porque podem usar seus poderes para sondar as mentes das pessoas. Além do mais, essa lista não é muito completa. Lhes pedirei que explorem os arredores da cidade em busca de qualquer sinal de Poder ou de qualquer coisa diferente que aconteça. Eles têm mais possibilidades que eu de reconhecer essas coisas.
Recostando-se, Elena umedeceu os lábios distraidamente. Estava ressecada. Reparou em algo que nunca antes observara: a delicada trama de veias na parte interior do pulso de Bonnie. A garota ainda sustentava o caderno e a pele do pulso era tão translúcida que as veias verde-azuladas se mostravam claramente. Elena desejou ter escutado quando tinham estudado anatomia humana na escola; que nome recebia aquela veia, a grande que se bifurcava como um galho em uma árvore...?
— Elena! Elena!
Sobressaltada, Elena levantou os olhos e viu o olhar desconfiado no rosto de Meredith e a expressão alarmada de Bonnie. Foi então que notou que estava agachada muito perto do pulso de Bonnie, esfregando a veia maior com o dedo.
— Desculpe — murmurou, sentando-se para trás.
Mas sentia suas presas longas e afiadas. Era algo parecido com carregar alguma coisa na boca; ela notava claramente a diferença de peso. Notou que o sorriso tranquilo que dirigia a Bonnie não tinha o efeito desejado; a garota parecia assustada, o que era estúpido. Bonnie deveria saber que Elena nunca lhe machucaria. E Elena não estava com muita fome esta noite; sempre comera pouco. Podia ter tudo que precisava naquela pequena veia do pulso...
Pôs-se de pé em um salto e virou para a janela, encostando-se ao parapeito, sentindo um sopro do fresco ar noturno sobre a pele. Sentia-se enjoada e não parecia conseguir respirar.
O que tinha feito? Virou-se e encontrou com Bonnie agachada contra Meredith, as duas encarando-a aterrorizadas. Detestou vê-las olhando-a daquele modo.
— Desculpe — disse. — Não era minha intenção, Bonnie. Olhe, não vou me aproximar mais. Deveria ter me alimentado antes de vir aqui. Damon disse que eu teria fome mais tarde.
Bonnie tragou saliva e seu rosto adquiriu um aspecto ainda mais enfermo.
— Se alimentado?
— Sim, claro — respondeu Elena com aspereza.
Lhe ardiam as veias; essa era a sensação. Stefan havia descrito anteriormente, mas jamais compreendera na realidade; jamais compreendera o que parecia quando lhe abatia a necessidade de sangue. Era terrível, irresistível.
— O que acha que como esses dias? Ar? — perguntou, desafiante. — Sou uma caçadora agora, e será melhor que eu saia para caçar.
Bonnie e Meredith tentaram relevar; podia ver que tentavam, mas também podia ver a repugnância em seus olhos. Concentrou-se em usar seus novos sentidos, em se abrir para a noite e procurar a presença de Stefan ou Damon. Era difícil, porque nenhum deles estava projetando sua mente como fizeram na noite que tinham lutado no bosque, mas pareceu que podia perceber um vislumbre de Poder fora da cidade.
Mas não tinha como se comunicar com ele e a contrariedade fez o calor infernal de suas veias piorar. Acabara de decidir tinha que ir sem nenhum deles quando as cortinas se agitaram violentamente para trás contra seu rosto, agitando em uma rajada de vento. Bonnie se levantou com um grito sufocado, derrubando a lâmpada de leitura da mesinha de noite e sumindo no quarto escuro. Amaldiçoando, Meredith a recolocou no lugar. As cortinas batiam violentamente na luz trêmula que emergia e Bonnie parecia prestes gritar.
Quando a lâmpada voltou a seu lugar, a luz mostrou Damon sentado casualmente, mas precariamente, no parapeito da janela, com um joelho levantado. Mostrava um de seus sorrisos mais selvagens.
— Importa-se? — ele disse. — Isso é incomodo.
Elena dirigiu uma veloz olhada a Bonnie e Meredith, que estavam apoiadas no closet com o aspecto horrorizado e hipnotizado ao mesmo tempo. Ela mesma sacudiu a cabeça exasperada.
— E eu que pensei que fosse eu que m gostasse de entradas teatrais — comentou. — Muito engraçado, Damon. Agora vamos.
— Com duas amigas tão lindas? — Damon voltou a sorrir para Bonnie e Meredith. — Além do mais, acabei de chegar. Ninguém vai ser amável e me convidar para entrar?
Os olhos castanhos de Bonnie, cravados com imponência no rosto dele, se abrandaram ligeiramente. Os lábios da jovem, que haviam se aberto em uma expressão horrorizada, se abriram mais. Elena reconheceu os sinais de um derretimento imediato.
— Não, não façam — e se colocou diretamente entre Damon e as outras garotas. — Não tem ninguém aqui para você, Damon... Nem agora, nem nunca — vendo a chama de desafio em seus olhos, disse maliciosamente: — E de todos os modos, já estou indo. Não sei o que você vai fazer, mas vou caçar.
Tranquilizou-a perceber a presença de Stefan a pouca distância, no telhado, provavelmente, e ouvir instantaneamente a retificação: Nós vamos caçar, Damon. Pode ficar aqui sentado a noite toda se quiser.
Damon cedeu com elegância, lançando um divertido último olhar para Bonnie antes de desaparecer pela janela. Quando o fez, tanto Bonnie como Meredith deram um passo para frente alarmadas, evidentemente pensando que ele tinha se estatelado no chão.
— Ele está ótimo — disse Elena, voltando a sacudir a cabeça. — E não se preocupem, não o deixarei voltar. Me reunirei com vocês nesse mesmo horário amanhã. Adeus.
— Mas... Elena... — Meredith se interrompeu. — Quero dizer, ia perguntar se não quer trocar de roupa.
Elena se olhou. Aquele vestido que era uma relíquia do século XIX estava todo esfarrapado e manchado, a fina musselina se desgarrava em alguns lugares. Mas não tinha tempo para se trocar; tinha que se alimentar já.
— Isso terá que esperar — disse. — As vejo amanhã.
E pulou para fora da janela do modo que Damon fizera. A última coisa que viu foi Meredith e Bonnie assistindo-a, atordoadas.
Suas aterrissagens melhoraram; desta vez não machucou os joelhos. Stefan estava ali e a envolveu em algo escuro e cálido.
— Sua capa — disse ela, agradecida.
Por um momento sorriram mutuamente, recordando a primeira vez em que ele havia lhe dado a capa, depois de tê-la salvo de Tyler no cemitério e a levado para seu quarto na pousada para se limpar. Temia tocá-la até então. Mas, pensou ela, sorrindo para seus olhos, ela se ocupara daquele medo com suma rapidez.
— Pensei que íamos caçar — disse Damon.
Elena se virou para ele para sorrir, sem soltar sua mão de Stefan.
— E vamos — respondeu. — Aonde deveríamos ir?
— A qualquer casa dessa rua — sugeriu Damon.
— Ao bosque — disse Stefan.
— Ao bosque — decidiu Elena. — Não tocamos em humanos e não matamos. Não é mesmo, Stefan?
Ele devolveu a pressão em seus dedos.
— É assim — disse em voz baixa.
Damon fez um gesto com a mão.
— E o que exatamente vamos caçar no bosque? Ou é melhor que eu não saiba? Ratos? Gambás? Cupins? — os olhos se moveram para Elena e baixou a voz. — Venha comigo e mostrarei a você o que é caçar de verdade.
— Podemos ir atravessando o cemitério — disse Elena, fazendo pouco caso dele.
— Cervos de rabo branco se alimentam durante toda a noite nas zonas abertas — disse Stefan a ela. — Mas devemos ter cuidado ao cercá-los: ouvem quase tão bem quanto nós.
Outra vez, então, disse a voz de Damon na mente de Elena.

5 comentários:

  1. Achei meio engraçado, eles deixando o Damon no vácuo.

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  2. tmb achei mt engraçado. ela falndo pra stefan e ele pra ela, e damon ali á espera 😁

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  3. Damon segurando vela 😁😁

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