10 de novembro de 2015

Capítulo 6

Stefan sentou-se na sala de estar dos Gilbert, concordando educadamente com o que quer que tia Judith estivesse dizendo. A mulher mais velha estava desconfortável recebendo-o aqui; não precisava ler mentes para saber disso. Mas estava tentando, e portanto Stefan estava tentando, também. Ele queria que Elena fosse feliz.
Elena. Mesmo quando não estava olhando para ela, ele estava mais consciente dela do que de qualquer outra coisa na sala. Sua presença viva batia contra a pele dele como a luz solar contra pálpebras fechadas. Quando permitia-se virar para encará-la, era um doce choque a todos os seus sentidos.
Ele a amava tanto. Não mais a via como Katherine; quase se esquecera o quanto ela se parecia com a garota morta. Em todo caso, havia tantas diferenças. Elena tinha o mesmo pálido cabelo dourado e a pele cremosa, os mesmos traços delicados de Katherine, mas a semelhança acabava aí. Os olhos dela, violeta na luz do fogo agora, mas normalmente um azul tão escuro quanto lápis-lazúli, não eram tímidos nem infantis como os de Katherine tinham sido. Ao contrário, eles eram janelas para sua alma, que brilhava como uma chama ávida por trás deles. Elena era Elena, e sua imagem tinha substituído o gentil fantasma de Katherine em seu coração.
Mas sua própria força fazia do amor deles perigoso. Ele não fora capaz de resistir a ela na semana anterior quando ela lhe oferecera seu sangue. A verdade é que ele poderia ter morrido sem ele, mas tinha sido cedo demais para a segurança da própria Elena. Pela centésima vez, seus olhos se moveram pelo seu rosto, procurando pelos sinais reveladores da mudança. Aquela pele cremosa estava um pouco mais pálida? Sua expressão estava ligeiramente mais distante?
Eles teriam que tomar cuidado de agora em diante. Ele teria que tomar mais cuidado. Ter certeza de se alimentar regularmente, satisfazer-se com animais, para que não fosse tentado.
Nunca deixar a necessidade ficar forte demais. Agora que pensou nisso, estava com fome. A dor seca, a queimação, se espalhava por seu maxilar, sussurrando por suas veias e vasos capilares. Deveria estar na floresta – os sentidos alertas para captar o mais ligeiro crepitar de ramos secos, os músculos prontos para a caça – não aqui perto do fogo observando o traçado de veias azuis pálidas na garganta de Elena.
Aquela garganta delgada virou-se enquanto Elena olhava para ele.
— Você quer ir àquela festa hoje à noite? Nós podemos pegar o carro da tia Judith — ela falou.
— Mas você deve ficar para o jantar primeiro — tia Judith falou rapidamente.
— Nós podemos pegar algo no caminho.
Elena quis dizer que eles poderiam pegar algo para ela, Stefan pensou. Ele mesmo podia mastigar e engolir comida comum se necessário, apesar de não fazer bem algum a ele, e ele há muito tivesse perdido gosto por isso. Não, os... apetites… dele eram mais particulares agora, pensou. E se eles fossem para essa festa, significaria mais horas antes que ele pudesse se alimentar. Mas ele concordou por Elena.
— Se você quiser — ele disse.
Ela queria; estava certa disso. Ele tinha visto isso desde o começo.
— Tudo bem então, é melhor eu me trocar.
Ele a seguiu até a base da escada.
— Use algo de gola alta. Um suéter — ele aconselhou-a em voz baixa de modo que apenas ela pudesse ouvir.
Ela espiou para a entrada, para a sala de estar vazia, e respondeu:
— Está tudo bem. Eles já estão quase curados. Viu? — Ela puxou seu colarinho rendado para baixo, movendo sua cabeça para um lado.
Stefan encarou, hipnotizado, as duas marcas na pele belamente macia. Elas eram de uma cor muito leve e translúcida, como um vinho muito aguado. Ele endireitou seus dentes e forçou seus olhos a se afastar. Olhar por muito mais tempo o enlouqueceria.
— Não foi isso o que eu quis dizer — ele respondeu bruscamente.
O brilhante véu de seu cabelo caiu sobre as marcas novamente, escondendo-as.
— Ah.


— Entre!
Enquanto eles o faziam, entrando na sala, as conversas pararam. Elena olhou para os rostos virados na direção deles, para os olhos curiosos e furtivos e para as expressões desconfiadas. Não o tipo de olhares que estava acostumada a receber quando fazia uma entrada.
Fora outro estudante que abrira a porta para eles; Alaric Saltzman não estava à vista. Mas Caroline sim, sentada em um banquinho de bar e exibindo suas pernas. Ela lançou um olhar zombeteiro na direção de Elena e então fez alguma observação para o garoto a sua direita. Ele riu.
Elena pôde sentir seu sorriso começar a derreter enquanto um rubor arrastava-se na direção de seu rosto. Então uma voz familiar chegou a ela.
— Elena, Stefan! Aqui.
Grata, ela avistou Bonnie sentada com Meredith e Ed Goff em um sofá de dois lugares no canto. Ela e Stefan sentaram-se em um grande pufe de frente para eles, e ouviu as conversas recomeçarem ao redor da sala.
Por um acordo tácito, ninguém mencionou a estranheza da chegada de Elena e Stefan. Estava determinada a fingir que tudo estava como de costume.
Bonnie e Meredith estavam apoiando-a.
— Você está ótima — disse Bonnie calorosamente. — Simplesmente amo esse suéter vermelho. 
— Ela está bonita mesmo. Não está, Ed? — perguntou Meredith, e Ed, parecendo vagamente assustado, concordou.
— Então a sua sala foi convidada para isso, também — Elena falou para Meredith. — Achei que fosse talvez só o sétimo período. 
— Não sei se convidada é a palavra — respondeu Meredith secamente. — Considerando que a participação vale metade da nossa nota.
— Você acha que ele estava falando sério sobre isso? Ele não pode estar falando sério — interpôs Ed.
Elena deu de ombros.
— Pareceu estar falando sério para mim. Onde está Ray? — ela perguntou a Bonnie.
— Ray? Ah, Ray. Não sei, por aí em algum lugar, creio. Tem um monte de gente aqui.
Isso era verdade. A sala de estar dos Ramsey estava lotada, e pelo que Elena podia ver, a multidão fluía pela sala de jantar, hall e provavelmente até a cozinha também. Cotovelos roçavam no cabelo de Elena enquanto as pessoas circulavam atrás dela.
— O que o Saltzman queria com você depois da aula? — Stefan perguntava.
— Alaric — Bonnie corrigiu recatadamente. — Ele quer que a gente o chame de Alaric. Ah, só estava sendo gentil. Sentiu-se mal por ter me feito reviver uma experiência tão agonizante. Não sabia exatamente como o Sr. Tanner morreu, e não tinha percebido que eu era tão sensível. É claro, ele próprio é incrivelmente sensível, então entende como é. Ele é aquariano.
— Com ascendente de lua em cantadas — Meredith comentou baixinho. — Bonnie, você não acredita nesse lixo, acredita? Ele é um professor; não devia estar fazendo isso com estudantes.
— Ele não estava fazendo nada! Disse exatamente a mesma coisa para Tyler e Sue Carson. Disse que deveríamos formar um grupo de apoio ou escrever uma composição sobre aquela noite para extravasar nossos sentimentos. Disse que adolescentes são muito impressionáveis e que não queria que a tragédia tivesse um impacto lastimável em nossas vidas.
— Ah, Deus — disse Ed, e Stefan transformou uma risada em tosse.
Não estava divertindo-se, porém, e sua pergunta à Bonnie não fora mera curiosidade. Elena sabia; podia sentir isso irradiando dele. Stefan sentia em relação a Alaric Saltzman do jeito que a maioria das pessoas nessa sala sentia-se em relação a Stefan. Cautela e desconfiança.
— Foi estranho, ele agindo como se o encontro fosse uma ideia espontânea da nossa sala — ela disse, respondendo inconscientemente às palavras não ditas de Stefan — quando obviamente fora planejado.
O que é mais estranho é a ideia de que a escola fosse contratar um professor sem lhe contar como o professor anterior morreu — devolveu Stefan. — Todo mundo estava falando disso; devia estar nos jornais.
— Mas não todos os detalhes — Bonnie respondeu firmemente. — De fato, há coisas que a polícia ainda não revelou, porque acham que irá ajudá-los a pegar o assassino. Por exemplo — ela abaixou sua voz — você sabe o que a Mary disse? O Dr. Feinberg estava falando com o cara que fez a autópsia, o examinador médico. E disse que não havia nenhum sangue sobrando no corpo. Nem uma gota.
Elena sentiu um vento gelado soprar através dela, como se ela estivesse de pé novamente no cemitério. Não conseguia falar. Mas Ed perguntou:
— Onde foi parar?
— Bem, por todo o chão, creio eu  Bonnie respondeu calmamente. — No altar e tudo. É isso o que a polícia está investigando agora. Mas não é comum um cadáver não ter nenhum sangue sobrando; geralmente um pouco se assenta na parte de baixo do corpo. Livor mortis, é o nome. Parecem grandes machucados roxos. O que foi?
— Sua incrível sensibilidade vai me fazer vomitar  Meredith comentou em uma voz estrangulada. — Podemos falar sobre outra coisa?
— Não foi você que estava coberta de sangue  Bonnie começou, mas Stefan a interrompeu.
— Os investigadores chegaram a alguma conclusão? Estão mais próximos de encontrar o assassino?
— Não sei — disse Bonnie, e então ela se iluminou. — É isso mesmo, Elena, você disse que sabia...
— Cala a boca, Bonnie — Elena interrompeu desesperadamente.
Se houvesse um lugar para não se discutir isso, era uma sala lotada cercada por pessoas que odiavam Stefan.
Os olhos de Bonnie se arregalaram, e então ela acenou, aquietando-se.
Elena não conseguia relaxar, contudo. Stefan não tinha matado o Sr. Tanner, e mesmo assim a mesma evidência que levaria a Damon poderia facilmente levar a ele. E levaria, porque ninguém além dela e Stefan sabia da existência de Damon. Ele estava lá fora, em algum lugar, nas sombras. Esperando por sua próxima vítima. Talvez esperando por Stefan... ou por ela.
— Estou com calor  ela falou abruptamente. — Acho que vou ver que tipo de refrescos e petiscos Alaric providenciou.
Stefan começou a se levantar, mas Elena acenou para ele permanecer sentado. Batatas fritas e ponche não seriam úteis para ele. E ela queria ficar sozinha por alguns minutos, se mover ao invés de ficar sentada, acalmar-se.
Estar com Meredith e Bonnie lhe dera uma sensação falsa de segurança. Ao deixá-las, foi novamente confrontada com olhares de esguelha e costas viradas repentinamente. Dessa vez isso a deixou nervosa. Moveu-se pela multidão com insolência deliberada, segurando qualquer olhar que acidentalmente capturasse. Eu já sou notória, pensou. Posso muito bem ser insolente, também.
Estava faminta. Na sala de jantar dos Ramsey alguém tinha providenciado algum tipo de petisco que parecia surpreendentemente bom. Elena pegou um prato de papel e colocou alguns palitinhos de cenoura nele, ignorando as pessoas ao redor da mesa de carvalho descorado. Não ia falar com eles a não ser que falassem com ela primeiro. Deu sua atenção total à comida, inclinando-se sobre as pessoas para selecionar triângulos de queijo e bolachas Ritz, esticando a mão na frente delas para puxar uvas, olhando ostentosamente de um lado para o outro para ver se tinha algo que não vira.
Foi bem sucedida em rebater a atenção de todos, algo que sabia sem levantar seus olhos. Mordeu delicadamente um palitinho de pão, segurando-o entre seus dentes como um lápis, e virou-se da mesa.
— Importa-se se eu der uma mordida?
Choque fez seus olhos se arregalarem e congelou sua respiração. Sua mente comprimiu-se, recusando-se a reconhecer o que estava acontecendo, e deixando-a indefesa, vulnerável, ao encarar a situação. Mas apesar do pensamento racional ter desaparecido, seus sentidos continuaram a gravar cruelmente: olhos escuros dominando seu campo de visão, o sopro de algum tipo de colônia nas narinas dela, dois dedos longos inclinando seu queixo para cima. Damon inclinou-se, e, impecável e precisamente, mordeu a outra ponta do palitinho de pão.
Naquele momento, os lábios deles estavam apenas a alguns centímetros de distância. Ele estava se inclinando para uma segunda mordida antes que a sanidade mental de Elena reativasse o bastante para fazê-la afastar, sua mão agarrando a ponta do pão crocante e jogando-o para longe. Damon o pegou no meio do ar, uma amostra virtuosa de reflexo.
Os olhos dele ainda estavam nos dela. Elena inspirou por fim e abriu sua boca; não teve certeza do por que. Para gritar, provavelmente. Para alertar todas essas pessoas para correr para a noite. Seu coração golpeava como um martinete, sua visão embaçada.
— Pronto, pronto  ele tomou o prato dela e de algum modo segurou seu pulso.
Estava segurando-o levemente, do jeito que Mary fizera para sentir a pulsação de Stefan. Enquanto continuava a encarar e arfar, ele o acariciou com seu dedão, como se confortando-a.
— Pronto. Está tudo bem.
O que você está fazendo aqui?, pensou. A cena ao seu redor parecia assustadoramente clara e artificial. Era como um daqueles pesadelos onde tudo é comum, exatamente como a vida, então de repente algo grotesco acontecia. Ele ia matar todos.
— Elena? Você está bem?  Sue Carson estava falando com ela, segurando seus ombros.
— Acho que ela se engasgou com algo  Damon disse, soltando o pulso de Elena. — Mas está bem agora. Por que não nos apresenta?
Ele ia matar todos...
— Elena, esse é Damon, hã... — Sue esticou uma mão como se pedindo desculpa, e Damon terminou por ela.
— Smith  ele levantou um copo de papel na direção de Elena. — La vita.
— O que você está fazendo aqui?  ela sussurrou.
— Ele é um universitário  Sue voluntariou-se, quando tornou-se aparente que Damon não ia responder. — Da... Universidade da Virginia, não é? William and Mary?
— Entre outros lugares — Damon respondeu, ainda olhando para Elena. Não tinha olhado para Sue nenhuma vez. — Gosto de viajar.
O mundo tinha novamente voltado ao lugar ao redor de Elena, mas era um mundo assustador.
Havia pessoas de todos os lados, observando essa troca com fascinação, impedindo-a de falar livremente. Mas eles também estavam deixando-a a salvo. Por qualquer razão, Damon estava jogando um jogo, e fingindo ser um deles. E enquanto a atuação continuava, ele não faria nada na frente de uma multidão... ela esperava.
Um jogo. Mas ele estava fazendo as regras. Estava aqui na sala de jantar dos Ramsey jogando com ela.
— Ele só está aqui por alguns dias — Sue continuou proveitosamente. — Visitando... amigos, foi o que disse? Ou parentes?
— Sim — respondeu Damon.
— Você tem sorte de ser capaz de ir embora quando quiser — Elena disse. Ela não sabia o que a estava possuindo, queria desmascará-lo.
— Sorte tem muito pouco a ver com isso  disse Damon. — Você gosta de dançar?
— No que está se formando? 
Ele sorriu para ela.
— Folclore americano. Você sabia, por exemplo, que uma verruga no pescoço significa que você será rica? Importa-se se eu checar?
— Eu me importo — a voz veio de trás de Elena. Era clara, fria e silenciosa.
Elena tinha escutado Stefan falar nesse tom somente uma vez: quando tinha encontrado Tyler tentando atacá-la no cemitério. Os dedos de Damon aquietaram-se na garganta dela, e, libertada do feitiço dele, ela recuou.
— Mas você importa? — ele perguntou.
Os dois se encararam sob a fraca e vacilante luz amarela do candelabro de latão.
Elena estava ciente de camadas de seus próprios pensamentos, como um parfait. Todos estavam encarando; isso devia ser melhor que um filme... Eu não percebi que Stefan era mais alto… Ali estão Bonnie e Meredith se perguntando o que está havendo... Stefan está nervoso, mas ainda está fraco, ainda está machucado... Se atacar Damon agora, perderá...
E na frente de todas essas pessoas. Seus pensamentos fizeram um som hesitante quando tudo se encaixou. Era por isso que Damon estava aqui, para fazer Stefan atacá-lo, aparentemente sem ser provocado. Não importava o que acontecesse depois disso, ele ganharia. Se Stefan o empurrasse, simplesmente seriam mais provas da “tendência violenta” de Stefan. Mais evidência para os acusadores do Stefan. E se Stefan perdesse a luta...
Isso significaria sua vida, pensou Elena. Ah, Stefan, ele está tão mais forte agora; por favor não faça isso. Não caia no jogo dele. Ele quer te matar; só está procurando uma oportunidade.
Ela fez seus membros se moverem, apesar de eles estarem rígidos e desajeitados como os de uma marionete.
— Stefan  disse, pegando sua mão fria na dela — vamos para casa.
Ela podia sentir a tensão no corpo dele, como uma corrente elétrica correndo por baixo de sua pele. Nesse momento, ele estava completamente focado em Damon, e a luz nos seus olhos era como fogo refletindo em uma lâmina de adaga. Não o reconhecia nesse temperamento, não o conhecia. Ele a assustava.
— Stefan  ela falou, chamando-o como se estivesse perdida na neblina e não pudesse achá-lo. — Stefan, por favor.
E lentamente, lentamente, sentiu-o responder. Escutou-o respirar e sentiu seu corpo sair do estado de alerta, entrando em algum nível mais baixo de energia. A concentração mortal de sua mente foi divergida e ele olhou para ela, e a viu.
— Está certo  respondeu suavemente, olhando-a nos olhos. — Vamos.
Ela manteve suas mãos nele enquanto se viravam, uma apertando a mão dele, a outra envolvendo seu braço. Por completa força de vontade, conseguiu não olhar por sobre o ombro enquanto se afastavam, mas a pele nas costas dela latejava como se esperando o apunhalar de uma faca.
Ao invés disso, ouviu a baixa voz irônica de Damon:
— E você ouviu que beijar uma garota ruiva cura herpes?
E então a risada escandalosa e lisonjeada de Bonnie.
No caminho da saída, finalmente eles encontraram seu anfitrião.
— Indo embora tão cedo? — Alaric perguntou. — Mas nem tive a chance de falar com vocês ainda.
Ele parecia tanto ávido quanto repreensivo, como um cachorro que sabe perfeitamente bem que não vai sair para passear mas se sacode de qualquer jeito. Elena sentiu preocupação florescer em seu estômago por ele e por todos os outros na casa. Ela e Stefan estavam deixando-os com Damon.
Teria simplesmente que esperar para que sua avaliação mais cedo estivesse certa e ele quisesse continuar a máscara. Nesse momento tinha mais o que fazer tirando Stefan daqui antes que mudasse de ideia.
— Não estou me sentindo muito bem  disse enquanto pegava sua bolsa onde estava, no pufe. — Sinto muito.
Ela aumentou a pressão no braço de Stefan. Não precisaria de muito para fazê-lo virar e dirigir-se para a sala de jantar nesse momento.
— Sinto muito  disse Alaric. — Tchau.
Eles estavam na soleira da porta antes que ela visse a tirinha de papel violeta presa no bolso lateral de sua bolsa. Puxou-a e desdobrou-a quase por reflexo, sua mente em outras coisas.
Havia algo escrito nela, uma escrita em preto e desconhecida. Só três frases. Ela as leu a sentiu o mundo balançar. Isso era demais; ela não conseguia lidar com mais nada.
— O que foi?  perguntou Stefan.
— Nada — colocou o pedaço de papel de volta no bolso lateral, empurrando-o com seus dedos. — Não é nada, Stefan. Vamos sair.
Eles saíram da casa para a chuva.

4 comentários:

  1. Nao é estranho stefan entrar na casa sem ser convidado ?

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    1. Ele foi convidado. Alaric convidou todos os alunos, abriu sua casa para alunos e acompanhantes

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    2. Oxhe Karina mas a casa nem é dele pra ele convidar o povo

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    3. A casa também não era de Elena, quando ela convidou Damon para entrar na casa de Bonnie.
      Na verdade ela nem sabia q estava convidando ele... mas falou a palavra "Entre", para concluir a simpatia que estava fazendo.

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