4 de novembro de 2015

Capítulo 6

Seu beijo foi tão inesperado que Anastasia foi surpreendida em completa tranquilidade. Ela ficou ali, segurando suas mãos enquanto ele apertava seus lábios nos dela.
Se tivesse percebido que ele ia beijá-la, teria se afastado, mas não percebeu, assim não se moveu. E então a coisa mais estranha aconteceu. Seu toque não era nada parecido com o que havia imaginado. Deveria ter sido estranho ou exigente demais. Não foi. Ele foi doce e forte e só hesitou o suficiente para que ela soubesse que ele, também, havia sido tomado de surpresa pelo beijo.
Ainda assim, Anastasia iria se afastar. Tinha que se separar. E o teria feito, se não tivesse lembrado do vampiro completamente Mudado com os confiáveis e amáveis olhos e o encantador sorriso, além do beijo que foi muito, muito similar, só que dessa vez ela pôde sentir de verdade.
Minha... ele a havia chamado de minha e seu coração havia respondido antes que sua mente fosse capaz de pensar no que exatamente estava acontecendo no momento. Seu corpo estava respondendo ao contato de Bryan antes que sua cabeça pudesse pensar em detê-lo. Assim, se inclinou até ele e o beijou suavemente em resposta.
Enquanto sua mente não estava pensando e seu corpo estava ocupado sentindo, algo gelado roçou a parte de trás da saia de Anastasia e fez seus cabelos levantarem, fazendo com que a vida real atrapalhasse o beijo.
Confundida pelas estranhas sensações que vinham detrás dela, Anastasia estava começando a afastar-se de Bryan quando o som de asas explodiu atrás deles.
O som a aterrorizou como nada antes. Medo puro vibrou através dela. Anastasia olhou Bryan selvagemente.
― Algo terrível se aproxima!
A mudança que se apoderou dele foi de imediato. Passou de um doce calouro de olhos sonhadores para um tenso guerreiro de espada na mão.
― Permaneça aqui, junto à pedra e atrás de mim.
Desta vez ele não a empurrou para o chão. Em vez disso, rapidamente a colocou em uma posição defensiva e se virou para encarar o que quer que espreitasse na madrugada.
Com o coração martelando, Anastasia se agachou atrás dele, esquadrinhando o cinzento crepúsculo. Cheia de receio, esperou ser atacada.
Nada se moveu.
Nenhuma criatura malvada caiu sobre eles. Nenhum ladrão os cercou. Nada de mal ocorreu em absoluto. Ao seu redor estava apenas a pradaria e o distante som do rio.
Ela viu os ombros de Bryan começarem a relaxar e se preparou para o comentário descontente. Quando se virou para ela, Anastasia viu apenas uma alarmante preocupação em seu rosto.
― Sabe o que era? ― lhe perguntou.
― Não ― ela passou uma mão trêmula pelo cabelo ― mas te dou a minha palavra que não estava fingindo.
― Eu sei ― ele respondeu ― um Mestre da Espada não é só bom com uma arma. É bom em leitura corporal e julgamento de ações. Você tinha medo.
Ele chegou mais perto, tomou sua mão e a ajudou a levantar. Suas mãos se juntaram por um momento. Ele apertou-a antes de soltá-la, e logo Bryan lhe ofereceu o cálice cheio que repousava no centro do altar.
― Beba isto e como um pouco da comida. Ajudará. Além disso, deveria repor suas energias depois de um feitiço tão poderoso.
Enquanto ela bebia o vinho fortalecedor e mordiscava o pão e o queijo, Bryan desmontava o altar com rapidez e vigiava os arredores.
― Você sentiu? O frio? ― ela perguntou.
― Não.
― Escutou as asas?
― Não ― ele encontrou o olhar dela ― porém acredito que você sentiu e escutou.
― Algumas tribos indígenas acreditam que as aves trazem maus agouros. Especialmente as aves negras.
― Prefiro acreditar que Nyx quer que façamos nossas próprias profecias ― ele replicou.
Então sorriu e apontou para um grupo de flores silvestres não muito longe deles e para um pássaro azul brilhante com um toque de laranja no peito que voava por ali.
― Esse definitivamente não é um mau presságio.
Anastasia encontrou seu sorriso novamente.
― Não, é um lindo pássaro.
― E está naquelas enormes flores amarelas. Isso tem que ser bom, também.
― São girassóis. Minhas flores favoritas, na realidade ― ela disse, lançando-lhe um olhar carinhoso que por alguma razão fez Dragon franzir o cenho.
― Não são como maldade?
Ela sacudiu a cabeça em óbvio desdém por sua ignorância sobre as flores.
― Não são maldade. São associadas com o amor e a paixão. São fortes, brilhantes e frutíferas, suas sementes alimentam tanto as aves quanto as pessoas.
― Então, diria que é um bom presságio também?
― Sim, diria que sim.
― E vamos deixar esse segundo presságio. Estamos expostos demais aqui, e já é quase amanhecer.
Ela assentiu e, ainda bebendo o vinho, ambos deixaram a pradaria. Bryan levou a cesta em uma mão e a espada em outra.
― Obrigada por acreditar em mim ― ela falou depois de caminhar em agradável silêncio por um momento.
― De nada.
Ela o encarou.
― Você não é o que eu esperava.
Ele a olhou e sorriu.
― Sou mais baixo, não?
Anastasia lhe devolveu o sorriso.
― Sim, é definitivamente mais baixo.
Depois de uns momentos, Bryan lhe perguntou:
― Você gosta dos mais baixos?
Ela continuou sorrindo.
― Acho que não gosta de mim ― ele observou.
Ela levantou uma sobrancelha.
― Eu já te respondi isso.
― Sim, mas o feitiço provou.
― E como?
― Se supõe que ele revela a verdade sobre mim, tudo sobre mim ― fez uma pausa, pensando, e logo continuou ― e todos os meus feitos arrogantes.
Ela sentiu seu rosto esquentar e desviou o olhar.
― Portanto, se eu fosse realmente assim, todo arrogante e cheio de mim, sem me importar com os demais, você veria a verdade e não gostaria.
Ela o encarou então.
― Não, está errado. Só porque a verdade sobre você foi revelada, não significa que a pessoa que a vê automaticamente não gosta de você. Mesmo que você seja arrogante e cheio de si.
Ele começou a rir.
― Creio que o acabou de dizer foi agradável, apesar de não ter soado assim.
― E eu creio que você era melhor em Feitiços e Rituais do que dizia ― ela replicou.
― Creio que terá que buscar meu histórico para ver ― ele respondeu.
― Eu buscarei.
― Pode se surpreender com o que encontrar.
Ela sustentou o olhar.
― Sim, pode ser.
O sol começava a surgir atrás das falésias quando chegaram na porta que conduzia às habitações dos professores na casa principal. Bryan lhe entregou a cesta.
― Obrigada. Eu, bom, suponho que te verei nas aulas ― ela disse.
― Não este semestre. Tive Feitiços e Rituais no semestre passado. Mas me verá.
Anastasia respirou fundo.
― Dragon, sobre o beijo...
Ele levantou uma mão para deter suas palavras.
― Não ― disse rapidamente ― não me diga que foi um erro.
― É um calouro. Eu sou uma professora.
― É isso? Esse é o único problema que tem comigo?
― É o suficiente ― ela respondeu com firmeza.
Em vez de ser desencorajado, ela viu um grande e triunfante sorriso surgindo nos lábios dele.
― Bem, esse é apenas um problema temporário.
Ele pegou sua mão, a levantou e beijou sua palma.  Depois, sem deixar de sorrir, colocou uma mão em punho sobre seu coração e com perfeito respeito se inclinou diante dela e disse:
Merry meet, marry party e merry meet again, professora Anastasia.
Antes que ela pudesse responder, ele lhe deu um rápido beijo na bochecha, se virou e saiu assobiando alegremente.

* * *

Dragon estava certo. Ela estava surpreendida quando leu o seu registro.
― É praticamente um estudante perfeito ― murmurou para si enquanto folheava os arquivos.
Também estava surpreendida por como tratava os novatos, especialmente aqueles que a procuraram por feitiços de amor. Ele não os incomodava. É claro, nenhum deles se pendurava a ele, o adulava ou flertava abertamente com ele. Outros... sim.
Anastasia tratou de não perceber que se importava.
Não podia evitar notar, no entanto, que a maioria dos calouros o admirava. Ele era popular com todos, inclusive com seus professores. E Dragon, por sua vez, era encantador e arrogante, inteligente e travesso. E amável.
Ele era amável.
Anastasia não podia sequer não se preocupar com isso.
Cada vez que seus caminhos se cruzaram durante os dias seguintes, o que ocorreu com frequência, seus olhos encontravam os dela. O olhar dele ficava preso a ela. E o dela a ele.
E a cada manhã ela encontrava um girassol fresco em um vaso de cristal sobre sua escrivaninha.
Anastasia tinha certeza de que a House of Night inteira comentava sobre os olhares que o novo Mestre da Espada e a jovem professora trocavam. Mas resultou que foram completamente distraídos por um horrível humano chamado Jesse Biddle.
― É como se nos incitasse ― Diana dizia na Reunião do Conselho de Tower Grove convocada na sala de estar da ala dos professores.
Anastasia, todavia sentindo-se nervosa por assistir a uma Reunião do Conselho, escolheu depressa um lugar e tratou de não parecer surpreendida quando Shaw, líder dos guerreiros Filhos de Erebus entrou na habitação seguido por dois de seus vampiros mais antigos, assim como Dragon Lankford.
Seus olhos se encontraram por um instante e ele assentiu brevemente antes de inclinar-se e saudar a Grande Sacerdotisa.
― Bem, todos estão aqui ― Pandeia falou ― a Reunião do Conselho pode começar formalmente agora.
Ela voltou sua atenção para Shaw.
― Explique exatamente o que ocorreu ontem à noite.
― Foi exatamente depois da meia-noite. As Filhas das Trevas tinham ido a Bloody Island realizar o Ritual de Fautor per Fortuna para os sextanistas. Enquanto estavam pedindo a Nyx que as abençoasse e ajudasse para que seus destinos fossem favorecidos com a Mudança, Biddle saiu das sombras, derrubando as velas do ritual e rompendo o círculo ― Shaw relatou, sacudindo a cabeça com desgosto. ― O humano as expulsou da ilha. A Grande Sacerdotisa em treinamento disse que o seu olhar intimidador se cravou em cada uma das garotas, de modo que se sentiram afetados por ele, inclusive depois de voltarem à House of Night.
― Ela me disse que acreditava que ele estava meio louco ― Diana acrescentou.
Pandeia falou com firmeza.
― Eu as visitei hoje e posso dizer que senti o eco do medo e de algo escuro e pesado persistindo sobre elas ― a Grande Sacerdotisa se dirigiu a Anastasia: ― As limpou?
― Sim, e quase imediatamente elas disseram se sentir melhor. Leves foi a palavra que usaram.
Diana virou-se para Shaw.
― E por que não havia um guerreiro presente para proteger nossas jovens calouras?
― As Filhas das Trevas disseram que bênção seria o presente para os calouros homens sextanistas, de modo que não havia homens presentes, fossem vampiros ou novatos. A senhora sabe que de vez em quando as Filhas das Trevas realizam rituais separados dos Filhos Negros ― Shaw explicou, e Anastasia pôde ver que ele estava controlando sua frustração ― por isso incluí Dragon Lankford nesta Reunião do Conselho. Proponho que de agora em diante, mesmo que o ritual especifique que só as mulheres participem, os novatos homens estejam presentes, ainda que fora do círculo.
― Isso é proteção suficiente? ― perguntou Lavinia, a professora de Literatura.
― Devem nossos guerreiros vampiros guerreiros proteger os novatos? Talvez devessem acompanhá-los a cada vez que saem do campus.
Diana bufou de desgosto.
― Sim, se quisermos que vivam como se fossem prisioneiros. Nossos calouros, especialmente nossas calouras, necessitam da liberdade de ir e vir segundo sua vontade sem um guarda armado.
Pandeia suspirou.
― Talvez devêssemos aconselhar as Filhas das Trevas a não fazerem o ritual em Bloody Island até que este conflito com o guarda acabe.
― A ilha é nossa! ― Diana exclamou, golpeando a mesa com a mão ― foi chamada assim por causa de nossos rituais, não devemos permitir que um humano dominante infrinja sobre os direitos de nossos novatos.
― Saint Louis já não é um assentamento bárbaro ― a resposta de Pandeia não se fez esperar ― sua população duplicou nos últimos anos. Mudou de um povoado posto comercial no rio para uma próspera cidade.
― E Tower Grove era algo belo e sereno quando Saint Louis era um povoado sujo e não-civilizado ― Diana respondeu.
― É claro que era. Os vampiros sempre trazem beleza onde quer que vivam. Mas com os novos tempos, não podemos nos dar ao luxo de alienar aqueles que nos rodeiam, e se isso significa que as Filhas das Trevas terão que realizar seus rituais aqui na vasta extensão de Tower Grove, na pradaria que chamamos de lar em vez de uma ilha arenosa com vista para os portos da cidade, então que assim seja. Odeio dizer, mas posso prever um momento em que teremos que ocultar nossa identidade da população humana. É algo horrível de imaginar, mas um pequeno preço a pagar pela paz de nossos jovens.
― Os humanos nunca nos deixarão em paz. Nos odeiam! ― Diana falou bruscamente.
― Não todos ― Pandeia contestou ― muitos deles nos invejam e temem, mas alguns nos respeitam. Vocês sabem que não faltam humanos que compartilham seu sangue conosco, inclusive há vários vampiros nesta mesma Reunião do Conselho que têm consortes humanos, ainda que a tendência atual seja que os humanos percam o interesse de se misturar conosco.
― Temo, Grande Sacerdotisa, que a tendência seja maior do que simples desinteresse. Com o estímulo do delegado Biddle, os humanos poderão pensar que podem atuar contra nós ― Shaw opinou.
― Eles não podem fazer frente aos nossos guerreiros ― Pandeia respondeu, claramente chateada pelo rumo que a conversa tinha tomado.
― Então mandemos nossos guerreiros até a cidade para ensinar a Biddle que não pode incomodar nossos novatos! ― Diana falou.
Anastasia não pôde permanecer em silêncio por mais tempo.
― Mas o Conselho Supremo não proibiu expressamente os guerreiros de tomar medidas contra os humanos, a não ser em caso de defesa?
Diana bufou.
― Essa é uma regra criada por um Conselho que vive em Veneza, um lugar onde se considera elegante que um humano seja desejado por um vampiro. Eles não podem compreender o que está passando aqui na incivilizada América.
― Basta! ― a vos de Pandeia havia mudado completamente, e o poder de sua ordem fez os pelos de seu braço se arrepiarem ― Diana, suas palavras não inadequadas. Minha House of Night não se rebelará contra o Conselho Supremo. E um humano equivocado não colocará uma cidade inteira contra nós. Devemos recordar que todos fomos humanos um dia.
Diana abaixou a cabeça.
― Perdoe-me. Não foi minha intenção faltar-lhe com o respeito. É simplesmente inconcebível que nossos novatos temam sair do campus a menos que se disfarcem ou estejam na companhia de guerreiros.
― Por isso estou de acordo com Shaw em incluir o nosso novo Mestre da Espada nesta Reunião do Conselho ― Pandeia falou ― Dragon, eu gostaria que você e os rapazes sextanistas que mostraram aptidão de guerreiros se assegurem que nossas damas não saiam do campus sem ao menos um de vocês presente no grupo.
― Como quiser, Grande Sacerdotisa ― Dragon respondeu, colocando sua mão em punho sobre o coração e inclinando a cabeça para Pandeia.
― Sei que não é a solução perfeita para este problema, mas vai fazer com que nossas meninas não sejam tão fáceis de intimidar por Biddle, que, como a maioria dos valentões, provavelmente perderá o interesse na perseguição quando estiver de frente com mais que jovenzinhas armadas com velas e ervas. Assim estarão protegidas e ainda terão a liberdade de ir e vir sem estar acompanhadas de guardas adultos ― Pandeia olhou o resto dos membros do Conselho.
― Vou enviar uma carta a Veneza. O Conselho Supremo deve estar a par do ocorrido aqui. ― E logo surpreendeu Anastasia ao dizer: ― professora Anastasia, a força dos seus feitiços me impressionou. Gostaria de pedir que lance um feitiço para a House of Night, algo protetor.
Anastasia hesitou e quase aceitou o pedido, mas a firme voz de seu professor falou em sua consciência: Siga seu instinto, confie em si. Assim ela endireitou seus ombros e falou o que sentia que devia dizer:
― Grande Sacerdotisa, com todo o respeito, eu gostaria de recomendar um tipo diferente de feitiço.
― Diferente de um de proteção? Por quê?
Anastasia respirou fundo e seguiu o seus instintos diziam.
― Um feitiço de proteção em si está centrado na violência. Se não houver afinal a necessidade de proteger-se contra um ato de agressividade, o feitiço não deve ser lançado.
― E há algo de ruim nisso? ― Pandeia perguntou.
― No geral, não ― Anastasia explicou ― mas neste caso, me pergunto se o ato de lançar o feitiço não iria incitar ou inflamar o tal Biddle.
― Me parece que incitá-lo ou inflamá-lo soa como uma excelente ideia ― Diana falou, e vários dos membros do Conselho assentiram em acordo.
― Não se o nosso objetivo for que ele nos deixe em paz ― Anastasia ressaltou. ― Isso, na verdade, pode nos manter em sua mente, quando de outra forma a presença de Dragon e dos outros guerreiros em treinamento poderia, como nossa Grande Sacerdotisa falou, fazer Biddle perder o interesse em nós.
― É um bom ponto ― Pandeia concordou ― o que sugere então?
― Um feitiço de paz. E não lançaremos aqui em nosso terreno. Apesar de que os recentes acontecimentos tenham elevado nossa ira, temos intenções pacíficas. É o humano quem precisa de um feitiço. Daria um melhor resultado se eu estivesse perto de onde quer que Biddle se refugia.
― A prisão perto da campina. Ali é definitivamente o seu refúgio ― Shaw falou na hora.
― Então eu deveria lançar o feitiço de paz perto da prisão. Como benefício adicional, deve ter um efeito tranquilizador sobre a cidade, o que ajudará a acalmar os nervos de qualquer humano que Biddle tenha começado a incitar.
― Estou de acordo com Anastasia. Faça o seu feitiço, professora. Apenas se assegure de que seja escoltada por um guerreiro Filho de Erebus.
― Seria uma honra, professora ― Shaw disse, inclinando-se até ela.
― Não é minha intenção insultá-lo, mas não posso fazer um feitiço de paz enquanto estou sendo monitorada por um guerreiro. Simplesmente vai contra o feitiço em si.
― Mas não é seguro para você aproximar-se do refúgio de Biddle sozinha ― Pandeia falou.
― Com a presença de apenas um guerreiro vampiro o feitiço seria afetado? ― Diana perguntou.
― Sim.
Ela sorriu.
― Bem, então enviaremos o mais parecido para protegê-la: Dragon Lankford. Ele ainda não Mudou, de modo que não será protegida por um guerreiro e ainda assim será observada por um Mestre da Espada.
― Isto resolveria o problema de sua proteção? ― Pandeia perguntou.
Anastasia clareou a garganta antes de falar.
― Sim, resolveria.
A Grande Sacerdotisa se voltou para o jovem Mestre da Espada.
― O que diz, Dragon?
Ele sorriu, pôs a mão em punho no coração e se inclinou para Anastasia.
― Diria que estou às ordens da professora Anastasia.
― Excelente! Faça o feitiço esta noite, Anastasia. Saint Louis necessita de toda a paz que puder o quanto antes ― Pandeia disse. ― Esta Reunião do Conselho terminou. Abençoados sejam.

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