10 de novembro de 2015

Capítulo 5

2 de novembro, sábado
Querido Diário,
Esta manhã acordei e me senti tão estranha. Não sei como descrever isto. Por um lado, estava tão fraca que quando tentei me levantar, meus músculos não me suportaram. Mas por outro lado me sentia... agradável. Tão confortável, tão relaxada. Como se eu flutuasse numa cama de luz dourada. Não me importava se eu nunca mais me mexesse de novo.
Então me lembrei de Stefan, e tentei me levantar, mas tia Judith me colocou de volta na cama. Ela disse que Bonnie e Meredith tinham saído horas atrás, e que eu estava dormindo tão profundamente que elas não puderem me acordar. Disse que eu precisava de um descanso.
Então aqui estou. Tia Judith ligou a TV, mas não quero saber de ver TV. Prefiro deitar aqui e escrever, ou só deitar aqui.
Estou esperando que Stefan me ligue. Ele me disse que iria. Ou talvez não. Não consigo me lembrar. Quando ele ligar eu tenho que...


3 de novembro, domingo (10:30 p.m.)
Eu acabei de ler o que eu escrevi ontem e estou chocada. O que estava errado comigo? Eu parei no meio de uma frase, e nem lembro o que ia dizer. E não expliquei sobre o meu novo diário ou qualquer coisa. Eu deveria estar completamente drogada.
De qualquer forma, este é o começo oficial do meu novo diário. Comprei este livro em branco na drogaria. Não é tão bonito quanto o outro, mas vai ter que servir. Já perdi as esperanças de ver meu antigo de novo. Quem quer que o tenha roubado, não vai devolvê-lo. Mas quando penso em alguém lendo-o, todos os meus mais profundos pensamentos e meus sentimentos sobre Stefan, quero matar esta pessoa. Enquanto simultaneamente quero morrer de humilhação.
Não estou envergonhada por como me sinto em relação a Stefan. Mas isto é privado. E há coisas lá, sobre como é quando ele me beija, me abraça, que sei que ele não iria querer que ninguém lesse.
É claro, não havia nada sobre o segredo dele lá. Eu não tinha descoberto ainda. Só a partir daquele dia realmente o entendi, e nós ficamos juntos, realmente juntos, finalmente. Agora somos parte um do outro. Sinto como se estivesse esperando por ele a minha vida inteira.
Talvez você pense que eu seja horrível por amá-lo, considerando o que ele é. Ele pode ser violento, e sei que há coisas no seu passado de que ele se envergonha. Mas nunca poderia ser violento em relação a mim, e o passado está acabado. Ele tem tanta culpa e tem tantas feridas dentro de si. Quero curá-lo.
Não sei o que acontecerá agora; estou apenas tão feliz que ele esteja salvo. Fui para a pensão hoje e descobri que a polícia esteve lá ontem. Stefan ainda estava fraco e não pôde usar os seus Poderes para se livrar deles, mas eles não o acusaram de nada. Apenas perguntaram algumas coisas. Stefan disse que eles agiram amigavelmente, o que me deixou com suspeitas. Todas as perguntas se resumiram realmente sobre: onde você estava na noite em que o velho homem foi atacado embaixo da ponte, e na noite em que Vickie Bennet foi atacada nas ruínas da igreja, e na noite em que o Sr. Tanner foi morto na escola?
Eles não têm nenhuma evidência contra ele. Então os crimes começaram quando Stefan veio para Fell’s Church, e daí? Isto não prova nada. Ele discutiu com o Sr. Tanner naquela noite. De novo, e daí? Todo mundo discute com o Sr. Tanner. Então ele desaparece depois que o corpo do Sr. Tanner foi achado. Está de volta agora, e é bem claro que ele mesmo foi atacado, pela mesma pessoa que cometeu os outros crimes. Mary contou à polícia sobre a condição em que ele estava. E se vierem perguntar para nós, Matt, Bonnie, Meredith e eu podemos testemunhar como o encontramos. Não havia nenhum caso contra ele, realmente.
Stefan e eu conversamos sobre isto, e sobre outras coisas. Foi tão bom estar com ele de novo, mesmo que parecesse pálido e cansado. Ainda não lembrava como a noite de quinta-feira terminou, mas a maior parte foi exatamente como suspeitei. Stefan saiu para encontrar Damon à noite depois que me levou para casa. Eles discutiram. Stefan quase acabou morto em um poço. Não precisa ser um gênio para descobrir o que aconteceu no meio disso.
Eu ainda não contei para ele que procurei por Damon no cemitério na manhã de sexta. Suponho que seja melhor fazer isto amanhã. Sei que ele vai ficar com raiva, especialmente quando ouvir o que Damon falou para mim.
Bem, isto é tudo. Estou cansada. Este diário vai ser bem escondido, por razões óbvias.

Elena parou e olhou para a última linha da página. Então acrescentou:

P.S. Quem será nosso novo professor de história europeia?

Ela guardou o diário sob o colchão e apagou a luz.


Andou pelo corredor em um vácuo curioso. Na escola, era normalmente recebida por saudações de todos os lados; era “olá, Elena,” atrás de “tudo bem, Elena?” para qualquer lugar que fosse. Mas hoje os olhos deslizavam para longe furtivamente quando ela se aproximava, ou as pessoas de repente ficavam ocupadas demais fazendo coisas que requeriam que eles mantivessem as costas para ela. Isto aconteceu durante todo o dia.
Parou no caminho para a porta da sala de história europeia. Havia alguns alunos já sentados, e na frente do quadro estava um estranho.
Ele parecia quase um estudante. Tinha cabelo cor de areia, um pouco longo, e a estrutura de um atleta. No quadro ele escrevera “Alaric K. Saltzman.” Quando se virou, Elena viu que também tinha um sorriso de menino.
Ele continuou sorrindo enquanto Elena se sentava e outros estudantes entravam. Stefan estava entre eles, e seus olhos encontraram os de Elena enquanto sentava do lado dela, mas eles não conversaram. Ninguém falava. A sala estava mortalmente silenciosa.
Bonnie se sentou do outro lado de Elena. Matt estava a algumas carteiras de distância, mas olhava diretamente para frente.
As duas últimas pessoas a entrarem foram Caroline Forbes e Tyler Smallwood. Eles andavam juntos, e Elena não gostou da expressão na face de Caroline. Conhecia aqueles olhos verdes de gato bem demais. A beleza de Tyler, ou melhor, suas feições carnudas, brilhavam de satisfação. A descoloração embaixo de seus olhos causada pelos punhos de Stefan já quase desaparecera.
— Okay, para começar, por que não colocamos todas essas cadeiras em um círculo?
A atenção de Elena voltou-se para o estranho na frente da sala. Ele ainda estava sorrindo.
— Vamos lá, vamos fazer isto. Desta forma podemos todos ver o rosto de cada um enquanto falamos — disse.
Silenciosamente, os alunos obedeceram. O estranho não sentou na mesa do Sr. Tanner; em vez disso, puxou uma cadeira para o círculo e sentou-se de frente para o encosto.
— Agora, sei que todos devem estar curiosos sobre mim. Meu nome está no quadro: Alaric K. Saltzman. Mas quero que me chamem de Alaric. Lhes contarei um pouco mais sobre mim depois, mas primeiro quero dar a vocês a chance de falar. Hoje é provavelmente um dia difícil para a maioria de vocês. Alguém de que vocês gostavam se foi, e isso deve ser doloroso. Quero lhes dar a chance para se abrir e compartilhar esses sentimentos comigo e com seus colegas de classe. Quero que vocês tentem entrar em contato com a dor. Então poderemos começar a construir nossa própria relação na verdade. Quem gostaria de ser o primeiro?
Eles olharam para ele. Ninguém moveu mais que um cílio.
— Bem, vamos ver... que tal você? — Ainda sorrindo, gesticulou encorajadoramente para uma garota bonita e loira. — Diga-nos seu nome e como você se sente sobre o que aconteceu.
Perturbada, a garota se levantou.
— Meu nome é Sue Carson e, hã... — ela tomou um longo suspiro e continuou obstinada. — E estou com medo. Porque seja quem for este maníaco, ele ainda está à solta. E, na próxima vez, pode ser eu.
Ela se sentou.
— Obrigado, Sue. Estou certo de que muitos de seus colegas compartilham sua preocupação. Agora, estou certo de que alguns de vocês estavam lá quando a tragédia aconteceu?
Carteiras rangeram enquanto os estudantes moveram-se, desconfortáveis.
Mas Tyler Smallwood levantou-se, seus lábios se retraindo para mostrar seus dentes brancos em um sorriso.
— A maioria de nós estava lá — ele disse, e seus olhos cintilaram na direção de Stefan. Elena pôde ver outras pessoas seguindo o seu olhar. — Cheguei lá logo depois que Bonnie descobriu o corpo. E o que sinto é preocupação para com a comunidade. Há um assassino perigoso nas ruas, e até agora ninguém fez nada para pará-lo. E...  ele parou.
Elena não tinha certeza de como, mas ela sentiu que Caroline tinha sinalizado para ele fazer isto. Caroline jogou seu reluzente cabelo castanho-avermelhado para trás e recruzou suas longas pernas enquanto Tyler tomava seu lugar novamente.
— Tudo bem, obrigado. Então a maioria de vocês estava lá. Isto torna as coisas duas vezes mais difíceis. Podemos ouvir a pessoa que realmente achou o corpo? Bonnie está aqui? — ele olhou em volta.
Bonnie levantou sua mão lentamente, então se postou em pé.
— Acho que descobri o corpo — ela disse. — Quero dizer, fui a primeira pessoa que soube que ele estava realmente morto, não apenas fingindo.
Alaric Saltzman pareceu ligeiramente alarmado.
— Não apenas fingindo? Ele costumava se fingir de morto?
Houve risadas abafadas, e ele lançou aquele sorrisinho de garoto novamente. Elena se virou e olhou de relance para Stefan, que estava com as sobrancelhas franzidas.
— Não... não — disse Bonnie. — Veja, ele era um sacrifício. Na Casa Assombrada. Então ele estava coberto com sangue de qualquer forma, mas era sangue de mentira. E isto foi parcialmente minha culpa, porque ele não queria usá-lo, mas eu insisti. Era para ele ser um Cadáver Sangrento. Mas dizia que era muito sujo, e continuou até que Stefan veio e discutiu com ele...  ela parou. — Quero dizer, nós falamos com ele e ele finalmente aceitou, e então a Casa Assombrada abriu. E pouco depois percebi que ele não estava levantando e assustando as crianças como deveria fazer, e fui até lá e perguntei a ele o que havia de errado. E ele não me respondeu. Apenas... ele apenas continuou olhando fixamente para o teto. E então toquei nele... foi terrível. A cabeça meio que pendeu pesadamente...  a voz de Bonnie tremulou e parou. Ela engasgou.
Elena se levantou, assim como Stefan, Matt e algumas outras pessoas. Elena alcançou Bonnie.
— Bonnie, está tudo bem. Bonnie, não; está tudo bem.
— E sangue se espalhou por minhas mãos. Tinha sangue por todo o lugar, tanto sangue...  ela fungou histericamente.
— Certo, tempo esgotado — Alaric Saltzman falou. — Desculpe-me; não queria afligi-la tanto assim. Mas acho que você precisa trabalhar estes sentimentos em algum momento no futuro. Está claro que foi uma experiência bem devastadora.
Ele se levantou e andou compassadamente pelo centro do círculo, suas mãos se abrindo e fechando nervosas.
Bonnie ainda fungava levemente.
— Eu sei  disse, o sorriso de menino voltando com força total.  Gostaria que a nossa relação aluno-professor tivesse um bom começo, longe de toda esta atmosfera. Que tal todos vocês vierem até minha casa hoje à noite, e poderemos conversar informalmente? Talvez só para conhecer uns aos outros, falar sobre o que aconteceu. Vocês podem até trazer um amigo se quiserem. Que tal?
Passaram aproximadamente trinta segundos apenas com eles se olhando fixamente. Então alguém perguntou:
— Sua casa?
— Sim... Oh, esqueci. Que estupidez minha. Estou na casa dos Ramsey, na Avenida Magnolia — ele escreveu o endereço no quadro. — Os Ramsey são amigos meus, e me emprestaram a casa enquanto estão de férias. Eu vim de Charlottesville, e o diretor me ligou na sexta para perguntar se eu poderia substituir o professor de vocês. Pulei de cabeça na chance. Este é meu primeiro emprego de verdade como professor.
— Oh, isto explica — sussurrou Elena.
— Explica? — perguntou Stefan.
— De qualquer forma, o que vocês acham? É um plano? — Alaric Saltzman olhou em volta para eles.
Ninguém teve um coração para recusar. Houve diversos “sins” e “claros”.
— Ótimo, então está marcado. Eu providenciarei os petiscos e refrescos, e nós vamos todos nos conhecer melhor. Oh, e por falar nisto... — ele abriu um caderno de notas e olhou rapidamente. — Nesta aula, participação vai valer a metade de sua nota final — ele olhou de relance para cima e sorriu. — Vocês podem ir agora.
Que nervo o dele — alguém murmurou enquanto Elena saia.
Bonnie estava atrás dela, mas a voz de Alaric Saltzman a chamou de volta.
— Os alunos que compartilharam conosco poderiam ficar para trás por um minuto?
Stefan teve que ir também.
— É melhor eu checar o treino de futebol — ele disse. — Provavelmente foi cancelado, mas é melhor ter certeza.
Elena estava interessada.
— Se não foi cancelado, você acha que estará disposto o suficiente?
— Ficarei bem — ele respondeu evasivamente. Mas notou que o rosto dele ainda parecia contraído, e moveu-se como se estivesse com dor. — Te encontro nos armários.
Ela assentiu. Quando chegou aos armários, viu Caroline falando com duas outras garotas. Três pares de olhos seguiram todos os movimentos de Elena enquanto guardava os seus livros, mas quando olhou de relance, dois deles viraram para longe de repente. Apenas Caroline continuou olhando para ela, com a cabeça ligeiramente ereta enquanto sussurrava para as outras garotas.
Elena já tinha tido o suficiente. Fechando o seu armário, andou diretamente até o grupo.
— Olá, Becky; olá, Sheila — ela cumprimentou. Então, com forte ênfase: — Olá, Caroline.
Becky e Sheila murmuraram “olá” e adicionaram alguma coisa sobre terem que ir. Elena nem se virou para vê-las escapulindo. Manteve seus olhos nos de Caroline.
— O que está acontecendo? — ela demandou.
— Acontecendo? — Caroline obviamente estava curtindo isto, tentando prolongar o máximo possível. — Acontecendo com quem?
— Com você, Caroline. Com todo mundo. Não finja que não está envolvida em alguma coisa, porque sei que está. As pessoas têm me evitado o dia todo como se eu tivesse uma praga, e você está parecendo alguém que ganhou na loteria. O que você fez?
A expressão inocente de Caroline caiu e ela abriu um sorriso felino.
— Eu te falei que as coisas seriam diferentes este ano, Elena. Alertei que seu momento no trono iria acabar. Mas não foi nada que fiz. O que está acontecendo é simplesmente seleção natural. A lei da natureza. Bem, vamos dizer que namorar um assassino pode atrapalhar a sua vida social.
O peito de Elena se apertou como se Caroline tivesse batido nela. Por um momento, o desejo de atacar Caroline foi quase irresistível. Então, com o sangue pulsando nas suas orelhas, disse por dentes cerrados:
— Isso não é verdade. Stefan não fez nada. A polícia o interrogou, e ele estava limpo.
Caroline deu de ombros. Seu sorriso estava agora paternalista.
— Elena, conheço você desde o jardim de infância, então vou te dar um conselho pela consideração dos velhos tempos: largue Stefan. Se você fizer isso agora, evitará ser uma completa leprosa social. Senão também pode comprar um sininho para tocar na rua.
A raiva prendeu Elena como refém enquanto Caroline se virou e tomou seu rumo, seu cabelo castanho-avermelhado movendo-se como líquido sob as luzes. Então Elena encontrou sua própria língua.
— Caroline — a outra garota se virou. — Você vai para a festa na casa dos Ramsey hoje à noite?
— Suponho que sim. Por quê?
— Porque eu estarei lá. Com Stefan. Vejo você na floresta.
Desta vez foi Elena quem se virou.
A dignidade de sua saída foi ligeiramente perturbada quando viu uma figura esbelta na sombra do final do corredor. O passo dela vacilou por um instante, mas quando se aproximou, reconheceu Stefan.
Sabia que o sorriso que ela lhe lançou pareceu forçado, e ele olhou rapidamente de volta até os armários enquanto eles andavam lado a lado para fora da escola.
— Então o treino de futebol foi cancelado? — ela perguntou.
Ele confirmou.
— O que foi tudo isso?
Nada. Eu perguntei para Caroline se ela iria para o encontro de hoje à noite — Elena curvou sua cabeça para trás para olhar o cinza e horrendo céu.
— Isto era sobre o que vocês estavam conversando?
Ela lembrou do que ele tinha contado em seu quarto. Ele podia ver melhor que um humano, e ouvir melhor, também. Bem o bastante para pegar palavras faladas a doze metros de distância?
— Sim — ela respondeu provocante, ainda inspecionando as nuvens.
— E foi isto que fez você ficar com tanta raiva?
— Sim — ela disse novamente, no mesmo tom.
Ela podia sentir os olhos dele observando-a.
— Elena, isso não é verdade.
— Bom, se você lê mentes, não precisa me fazer perguntas, precisa?
Eles estavam encarando um ao outro agora. Stefan estava tenso, sua boca fixa em uma linha desagradável.
— Você sabe que eu não faria isso. Mas pensei que você era tão séria sobre honestidade em relações. 
— Tudo bem. Caroline estava mostrando sua personalidade usual e megera e abrindo sua boca sobre o assassinato. Então o quê? Por que você se importa?
— Porque — disse Stefan simplesmente e brutalmente — ela pode estar certa. Não sobre o assassinato, mas sobre você. Você e eu. Eu deveria ter percebido que isso poderia acontecer. Não é só ela, é? Tenho sentido hostilidade e medo durante todo o dia, mas estava cansado demais para tentar entender. Eles acham que sou o assassino e estão descontando em você.
— O que eles acham não importa! Eles estão errados, e vão perceber no final. Então tudo ficará da forma que era antes.
Um sorriso melancólico apareceu no canto da boca de Stefan.
— Você realmente acredita nisto, não é? — ele olhou para longe, e sua face se enrijeceu. — E se eles não perceberem? E se isto apenas se tornar pior?
— O que você está dizendo?
— Pode ser melhor... — Stefan tomou um longo suspiro e continuou, cuidadosamente. — Pode ser melhor se nós não nos vermos mais por enquanto. Se acharem que nós não estamos mais juntos, vão deixar você em paz.
Ela o encarou.
— E você acha que poderia fazer isso? Não me ver ou falar comigo por seja lá quanto tempo?
— Se for necessário... sim. Poderíamos fingir que terminamos.
Seu maxilar estava imóvel.
Elena o olhou fixamente por outro momento. Então circulou em volta dele e se moveu para mais perto, tão perto que eles estavam quase se tocando. Ele teve que olhar para baixo para vê-la, os olhos dele a apenas alguns centímetros dos dela.
—  apenas uma forma de eu anunciar para o resto da escola que nós terminamos. E esta é se você me dizer que não me ama e que não quer me ver. Diga-me isto, Stefan, agora mesmo. Diga-me que não quer ficar comigo nunca mais.
Ele tinha parado de respirar. Encarou-a, aqueles olhos verdes estriados como os de um gato em tons de esmeralda, malaquita e azevinho.
— Diga.  Diga-me o quanto você pode seguir sem mim, Stefan. Diga-me...
Ela nunca terminou a frase. Foi cortada quando os lábios dele desceram sobre os dela.

8 comentários:

  1. Este diário vai ser bem escondido, por razões óbvias.
    Ela guardou o diário sob o colchão e apagou a luz.
    Até o meu diário ta mais bem escondido que o dela e olha que lá não tem nada sobre eu ter um namorado vampiro com um irmão super gato e perverso!

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  2. estou lendo o livro agora...li o primeiro e estou no segundo...e adorando..e estou fazendo comparações com a série e o livro...pq na série todas querem Delena...mas não li o final do livro...mas deve ser diferente..rs....muito bom

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  3. Se a Elena nao ficar com o Demon.me mato

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  4. achei o professor novo BEEEEMMMM estranho....

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  5. Alaric é esperto, porque, como a casa não é dele, ele não tem autoridade para convidar ninguém a entrar, ou melhor, é exatamente isso o que ele espera... eu acho, pelo menos, porque o livro é tão diferente da série que não tenho mais certeza de nada...

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