10 de novembro de 2015

Capítulo 4

— Mas ele tem que ver um médico. Ele parece estar morrendo! — disse Bonnie.
— Ele não pode. Não posso explicar agora. Vamos simplesmente levá-lo para casa, certo? Ele está molhado e congelando aqui. Depois discutimos isso.
O trabalho de levar Stefan pela floresta foi o bastante para ocupar as mentes de todos por um tempo. Ele permaneceu inconsciente, e quando finalmente o deitaram no banco traseiro do carro de Matt, estavam todos machucados e exaustos, além de molhados pelo contato com as roupas encharcadas dele. Elena manteve a cabeça de Stefan em seu colo enquanto eles dirigiam até a pensão. Meredith e Bonnie os seguiram.
— Estou vendo luzes acesas — Matt falou, parando na frente da grande construção em vermelho-ferrugem. — A Sra. Flowers deve estar acordada. Mas a porta provavelmente está trancada.
Elena gentilmente levantou a cabeça de Stefan e deslizou para fora do carro, e viu uma das janelas na casa ficar mais clara quando a cortina foi puxada de lado. Então viu uma cabeça e ombros aparecerem na janela, olhando para baixo.
— Sra. Flowers!  chamou, acenando. — É a Elena Gilbert, Sra. Flowers. Nós achamos o Stefan, e precisamos entrar!
A figura na janela não se moveu ou fez qualquer gesto em reconhecimento às suas palavras. Ainda assim, por sua postura, Elena pôde dizer que ela ainda estava olhando para eles.
— Sra. Flowers, estamos com Stefan  gritou novamente, gesticulando para o interior iluminado do carro. — Por favor!
— Elena! Já está destrancada! — A voz de Bonnie flutuou até ela da varanda da frente, distraindo Elena da figura na janela. Quando olhou de volta para cima, viu que as cortinas tinham voltado ao lugar, e então a luz no quarto de cima foi apagada.
Era estranho, mas ela não teve tempo para decifrar. Ela e Meredith ajudaram Matt a levantar Stefan e carregá-lo até os degraus da frente.
Lá dentro, a pensão estava escura e quieta. Elena direcionou os outros pela escada que ficava do lado oposto a porta, e para o patamar do segundo andar. Dali eles foram para um quarto, e Elena fez com que Bonnie abrisse a porta que parecia com um closet. Ela revelava outra escada, muito escura e estreita.
— Quem deixaria a... porta da frente destrancada... depois de tudo... o que aconteceu recentemente?  Matt resmungou enquanto eles rebocavam sua carga inconsciente. — Ela deve ser louca.
— Ela é louca — Bonnie falou de cima, empurrando a porta no alto da escada para abri-la. — Da última vez que estivemos aqui ela falou uma coisa muito estranha... — Sua voz quebrou com um ofegar.
— O quê? — Elena perguntou.
Mas à medida em que eles alcançavam o piso do quarto de Stefan, ela viu por si mesma.
Ela tinha se esquecido da condição em que o quarto estivera na última vez em que o vira. Baús cheios de roupas estavam caídos, como se tivessem sido jogados por alguma mão gigante de uma parede à outra. Seus conteúdos estavam espalhados no chão, junto com objetos que ficavam sobre cômodas e mesas. A mobília estava virada, e uma janela estava quebrada, permitindo que um vento gelado soprasse. Havia apenas uma luminária acesa, em um canto, e sombras grotescas moviam-se contra o teto.
— O que aconteceu aqui?  Matt perguntou em voz alta.
Elena não respondeu até que eles tinham esticado Stefan na cama.
— Eu não sei com certeza  disse, e isso era verdade, embora uma pequena parte dela. — Mas já estava desse jeito ontem à noite. Matt, você me ajuda? Ele precisa se secar.
— Vou procurar outra luminária — Meredith se ofereceu, mas Elena respondeu rapidamente:
Não, nós conseguimos enxergar. Por que você não tenta acender a lareira?
Caindo de um dos baús abertos estava um manto de tecido felpudo de cor escura. Elena pegou-o, e ela e Matt começaram a tirar as roupas molhadas e coladas de Stefan. Ela conseguiu tirar seu suéter, mas um olhar em seu pescoço foi o bastante para congelá-la no lugar.
— Matt, você poderia... poderia me dar aquela toalha?
Assim que ele se virou, ela puxou o suéter por sobre a cabeça de Stefan e rapidamente enrolou a manta ao seu redor. Quando Matt se virou e lhe entregou a toalha, ela a envolveu ao redor da garganta de Stefan como um cachecol. Sua pulsação acelerava, sua mente trabalhando furiosamente.
Não era de se espantar que ele estivesse tão fraco, inconsciente. Ah, Deus. Ela tinha que examiná-lo, ver quão ruim estava. Mas como poderia, com Matt e as garotas aqui?
— Vou buscar um médico  Matt falou em uma voz forçada, seus olhos no rosto de Stefan. — Ele precisa de ajuda, Elena.
Elena entrou em pânico.
— Matt, não... por favor. Ele... ele tem medo de médicos. Não sei o que aconteceria se você trouxesse um aqui.
Novamente, era verdade, mas não toda ela. Elena tinha uma ideia do que poderia ajudar Stefan, mas não poderia fazer isso com os outros ali. Ela se inclinou por sobre Stefan, esfregando as mãos dele, tentando pensar.
O que poderia fazer? Proteger o segredo de Stefan ao custo de sua vida? Ou traí-lo para poder salvá-lo? Iria salvá-lo contar a Matt, Bonnie e Meredith? Ela olhou para seus amigos, tentando imaginar as respostas deles se eles descobrissem a verdade sobre Stefan Salvatore.
Não seriam boas. Ela não podia arriscar. O choque e horror da descoberta quase deixou a própria Elena vacilante com loucura. Se ela, que amava Stefan, estivera pronta para correr dele gritando, o que esses três fariam? E então havia o assassinato do Sr. Tanner. Se eles soubessem o que Stefan era, acreditariam que ele era inocente? Ou, no fundo de seus corações, sempre suspeitariam dele?
Elena fechou seus olhos. Era perigoso demais. Meredith, Bonnie e Matt eram seus amigos, mas isso era uma coisa que ela não podia dividir com eles. Em todo o mundo, não havia ninguém a quem pudesse confiar esse segredo. Teria que mantê-lo sozinha.
Ela se endireitou e olhou para Matt.
— Ele tem medo de médicos, mas uma enfermeira talvez não tenha problema  ela se virou para onde Bonnie e Meredith, que estavam ajoelhadas perante a lareira. — Bonnie, e quanto a sua irmã?
— Mary? — Bonnie olhou para seu relógio. — Ela está com o turno da noite na clínica essa semana, mas provavelmente já está em casa. Só...
— Então é isso. Matt, vá com Bonnie e peça a Mary para vir aqui e dar uma olhada no Stefan. Se ela achar que ele precisa de um médico, eu não irei mais discutir.
Matt hesitou, então exalou severamente.
— Está certo. Eu ainda acho que você está errada, mas... vamos, Bonnie. Vamos quebrar algumas leis de trânsito.
Enquanto eles saíam pela porta, Meredith permaneceu de pé ao lado da lareira, observando Elena com firmes olhos negros.
Elena forçou a si mesma encontrá-los.
— Meredith... acho que todos vocês deviam ir.
— Você acha? — Aqueles olhos negros permaneceram firmemente nos dela, como se tentando penetrar e ler sua mente. Mas Meredith não fez nenhuma outra pergunta. Após um momento, acenou, e seguiu Matt e Bonnie sem uma palavra.
Quando Elena ouviu a porta no fim da escada fechar-se, endireitou rapidamente a luminária que estava caída ao lado da cama e a ligou.
Agora, por fim, podia avaliar os ferimentos do Stefan.
Sua cor parecia pior do que antes; ele estava literalmente quase tão branco quanto os lençóis debaixo dele. Seus lábios estavam pálidos, também, e Elena de repente pensou em Thomas Fell, o fundador de Fell’s Church. Ou, ao invés disso, na estátua de Thomas Fell, deitada ao lado de sua esposa em uma tampa de pedra na tumba deles. Stefan estava da cor daquele mármore.
Os cortes e arranhões em suas mãos eram de um roxo lívido, mas eles não estavam mais sangrando. Ela gentilmente virou a cabeça dele para olhar seu pescoço.
E ali estava. Ela tocou o lado de seu próprio pescoço automaticamente, como se para verificar a semelhança. Mas as marcas de Stefan não eram furos pequenos. Eram rasgos profundos e selvagens na carne. Ele parecia ter sido atacado por algum animal que havia tentado despedaçar sua garganta.
Raiva incandescente queimou por Elena de novo. E com isso, ódio. Percebeu que apesar de seu nojo e fúria, não havia realmente odiado Damon antes. Não realmente. Mas agora... agora, ela odiava. O detestava com uma intensidade de emoções que nunca sentira por ninguém em sua vida. Queria machucá-lo, fazê-lo pagar. Se tivesse uma estaca de madeira no momento, teria martelado-a no coração de Damon sem arrependimento.
Mas agora tinha que pensar em Stefan. Ele estava tão terrivelmente quieto. Essa era coisa mais difícil de suportar, a falta de propósito ou resistência em seu corpo, o vazio.
Era isso. Era como se ele tivesse separando-se dessa forma e a deixando com um vaso vazio.
— Stefan!
Sacudi-lo não adiantou nada. Com uma mão no centro de seu peito frio, ela tentou detectar um batimento. Se tivesse um, era fraco demais para sentir.
Acalme-se, Elena, disse à si mesma, afastando a parte de sua mente que queria entrar em pânico. Essa parte estava dizendo, “E se ele estiver morto? E se ele realmente estiver morto, e nada que você possa vá salvá-lo?”
Espiando pela sala, viu a janela quebrada. Cacos de vidro estavam no chão debaixo dela. Foi até lá e pegou um, notando como brilhava na luz do fogo. Uma coisa linda, com uma ponta como a de uma lâmina, pensou. Então, deliberadamente, entrando de cabeça, ela cortou seu dedo com ele.
A dor a fez arfar. Após um instante, o sangue começou a fluir do corte, pingando pelo seu dedo como cera de um castiçal. Rapidamente, se ajoelhou ao lado de Stefan e colocou seu dedo nos lábios dele.
Com sua outra mão, prendeu a mão indiferente dele, sentindo a dureza do anel de prata que ele usava. Ela mesma imóvel como uma estátua, ajoelhou-se ali e esperou.
Quase perdeu o primeiro minúsculo relampejo de resposta. Seus olhos estavam fixos no rosto dele, e ela captou o minuto em que seu peito começou a se erguer apenas pela sua visão periférica. Mas então os lábios sob seu dedo tremeram e se separaram ligeiramente, e ele engoliu automaticamente.
— É isso — Elena sussurrou. — Vamos, Stefan.
Os cílios dele se agitaram, e com uma clara alegria sentiu os dedos dele retornarem a pressão dos dela. Ele engoliu novamente.
— Sim.
Ela esperou até que os olhos dele piscassem e lentamente abrissem antes de se sentar. Então apalpou com uma mão a gola alta de seu suéter, deixando-o de fora do caminho.
Aqueles olhos verdes estavam estupefatos e pesados, mas tão teimosos como ela os conhecia.
— Não — Stefan disse, sua voz um sussurro rachado.
— Você tem que fazer, Stefan. Os outros estão voltando e trazendo uma enfermeira. Tive que concordar com isso. E se você não estiver bem o bastante para convencê-la de que não precisa de um hospital...  Ela deixou a sentença inacabada. Ela mesma não sabia o que um médico ou um técnico de laboratório achariam ao examinar Stefan. Mas sabia que ele sabia, e isso o faria ficar assustado.
Stefan só pareceu mais obstinado, virando seu rosto para longe dela.
— Não posso — ele sussurrou. — É perigoso demais. Já tomei... demais… noite passada.
Poderia ter sido na noite passada? Parecia há um ano.
— Isso irá me matar?  perguntou. — Stefan, me responda! Isso irá me matar? 
— Não... — Sua voz estava mal-humorada. — Mas...
— Então você tem que fazer isso. Não discuta comigo!
Inclinando-se sobre ele, segurando sua cabeça junto à dela, Elena pôde sentir a sua necessidade dominante.
Ela ficou impressionada que ele estava até mesmo tentando resistir. Era como um homem faminto em frente a um banquete, incapaz de tirar seus olhos dos pratos fumegantes, mas se recusando a comer.
— Não — Stefan disse de novo, e Elena sentiu uma onda de frustração passar por ela. Ele era a única pessoa que já conhecera que era tão teimosa quanto ela.
— Sim. E se você não cooperar, eu vou cortar outra coisa, como o meu pulso.
Ela estivera pressionando seu dedo no lençol para parar o sangue; agora ela o segurava na direção dele.
As pupilas dele dilataram, seus lábios se separaram.
— Demais... já foi — ele murmurou, mas seu olhar permaneceu no dedo dela, na clara gota de sangue na ponta. — E não posso... controlar...
— Está tudo bem — ela sussurrou.
Ela passou o dedo pelos lábios dele novamente, sentindo-os abrir para recebê-lo; então, se inclinou por sobre ele e fechou seus olhos.
Sua boca estava fria e seca quando tocou a garganta dela. Sua mão prendeu a parte de trás do pescoço de Elena enquanto os seus lábios procuravam os dois furinhos que já estavam lá. Elena forçou-se a não recuar da breve picada de dor. Então ela sorriu.
Antes, tinha sentido a necessidade agonizante dele, sua fome impulsora. Agora, pelo laço que eles compartilhavam, sentia somente uma poderosa alegria e satisfação. Profunda satisfação à medida que a fome era gradualmente aliviada.
Seu próprio prazer vinha de dar, de saber que estava sustentando Stefan com sua própria vida. Podia sentir a força fluindo por ele.
Depois de um tempo, sentiu a intensidade da necessidade diminuir. Ainda assim, isso não queria dizer que ela se fora, e não pôde entender quando Stefan tentou empurrá-la para longe.
— É o bastante — ele rangeu os dentes, forçando os ombros dela para cima.
Elena abriu seus olhos, seu prazer sonhador quebrado. Os próprios olhos dele estavam verdes como folhas de mandrágora, e em seu rosto ela viu a fome feroz de um predador.
— Não é o bastante. Você ainda está fraco...
— É o bastante para você — ele a empurrou de novo, e ela viu algo como desespero brilhar naqueles olhos verdes. — Elena, se eu tomar muito mais, você começará a mudar. E se você não se afastar, se não se afastar de mim agora...
Elena retirou-se do pé da cama. Ela o observou sentar-se e se ajustar ao manto escuro. Na luz da luminária, viu que sua pele tinha recuperado alguma cor, um rubor leve revestindo sua palidez. O cabelo dele estava secando em mar bagunçado de ondas escuras.
— Senti sua falta — ela falou suavemente.
Alívio palpitou por ela de repente, uma pontada que era quase tão ruim quanto o medo e a tensão foram. Stefan estava vivo; ele estava falando com ela. Tudo ia ficar bem afinal.
— Elena... — Os olhos deles se encontraram e ela foi presa por um fogo verde. Inconscientemente, moveu-se na direção dele, e então parou quando ele riu alto. Nunca te vi desse jeito antes, — ele disse, e ela olhou para baixo para si mesma.
Seus sapatos e jeans estavam incrustados com lama vermelha, que estava também generosamente espalhado no resto dela. Sua jaqueta estava rasgada e seu enchimento saía por ele. Ela não tinha dúvidas de que seu rosto estava manchado e sujo, e sabia que seu cabelo estava embaraçado e desordenado. Elena Gilbert, a imaculada fashionista da Robert E. Lee, estava uma bagunça.
— Eu gosto — Stefan falou, e dessa vez ela riu com ele.
Eles ainda estavam rindo quando a porta se abriu. Elena se endureceu alertamente, puxando sua gola rulê para cima, olhando ao redor do quarto por alguma evidência que pudesse traí-los. Stefan sentou-se mais reto e lambeu seus lábios.
— Ele está melhor! — Bonnie celebrou enquanto entrava no quarto e via Stefan.
Matt e Meredith estavam logo atrás dela, seus rostos iluminados com surpresa e prazer. A quarta pessoa que entrou era só um pouco mais velha que Bonnie, mas ela tinha um ar refrescante de autoridade que camuflava sua juventude. Mary McCullough foi diretamente até seu paciente e alcançou seu pulso.
— Então é você quem tem medo de médicos  ela comentou.
Stefan pareceu desconcertado por um momento; então, ele se recuperou.
— É um tipo de fobia infantil,  disse, soando embaraçado. Olhou para Elena, que sorria nervosamente e dava um pequenino aceno. — De qualquer jeito, eu não preciso de um agora, como pode ver.
— Por que não me deixa julgar isso? Seu pulso está bom. De fato, está surpreendentemente lento, até mesmo para um atleta. Não acho que você esteja com hipotermia, mas ainda está gelado. Vamos tirar a sua temperatura.
— Não, eu realmente não acho que isso seja necessário — a voz de Stefan estava baixa, calma. Elena o tinha ouvido usar aquela voz antes, e sabia o que ele estava tentando fazer. Mas Mary não tomou conhecimento algum.
— Abra, por favor.
— Aqui, eu faço — disse Elena rapidamente, esticando a mão para pegar o termômetro de Mary. De algum jeito, quando ela o fez, o pequeno tubo de vidro escapou de sua mão. Ele caiu no chão de madeira e quebrou em diversos pedaços.  Oh, sinto muito!
— Não importa — Stefan falou. — Estou me sentindo muito melhor do que estava, e estou ficando mais quente.
Mary reparou na bagunça no chão, então olhou ao redor do quarto, percebendo seu estado pilhado.
— Está certo — ela exigiu, virando-se com as mãos no quadril. — O que está acontecendo aqui?
Stefan nem ao menos piscou.
— Nada demais. A Sra. Flowers é simplesmente uma dona de casa terrível  ele disse, olhando-a diretamente nos olhos.
Elena queria rir, e viu que Mary queria, também. A garota mais velha fez uma careta e cruzou seus braços no peito ao invés.
— Suponho que seja inútil esperar uma resposta direta. E está claro que você não está perigosamente doente. Não posso forçá-lo a ir para o hospital. Mas sugiro veementemente que você faça um check-up amanhã.
— Obrigado  disse Stefan, o que, Elena notou, não era o mesmo que concordar.
— Elena, você está com cara de quem precisa de um médico — Bonnie observou. — Você está branca como um fantasma.
 Só estou cansada — Elena respondeu. — Foi um longo dia.
— Meu conselho é ir para casa e deitar-se... e ficar lá — Mary disse. — Você não está anêmica, está?
Elena resistiu ao impulso de colocar uma mão em sua bochecha. Ela estava tão pálida assim?
— Não, só estou cansada  repetiu. — Nós podemos ir para casa agora, se Stefan estiver bem.
Ele concordou tranquilizadoramente, a mensagem em seus olhos somente para ela.
— Dê-nos um minuto, sim? — ele pediu para Mary e os outros, e eles recuaram para a escada.
— Tchau. Cuide-se — Elena falou em voz alta enquanto o abraçava. Ela sussurrou: — Por que você não usou os seus Poderes em Mary?
— Eu usei — ele respondeu carrancudamente no ouvido dela. — Ou pelo menos tentei. Eu ainda devo estar fraco. Não se preocupe; passará.
— É claro, passará — Elena concordou, mas seu estômago embrulhou. — Tem certeza de que deve ficar sozinho, contudo? E se...
— Vou ficar bem. Você é quem não deveria ficar sozinha — a voz de Stefan era suave, mas urgente. — Elena, não tive uma chance de alertá-la. Você estava certa sobre Damon estar em Fell’s Church.
— Eu sei. Ele fez isso com você, não fez? — Elena não mencionou que ela fora procurar por ele.
— Eu... não me lembro. Mas ele é perigoso. Mantenha Bonnie e Meredith com você hoje à noite, Elena. Não quero você sozinha. E tenha certeza de que ninguém convide um estranho para a sua casa.
— Nós estamos indo direto para a cama — Elena prometeu, sorrindo para ele. — E não iremos convidar ninguém.
— Tenha certeza disso. — Não havia nenhuma petulância em seu tom, ela concordou lentamente.
— Entendo, Stefan. Nós teremos cuidado.
— Bom — eles se beijaram, um mero encostar de lábios, mas suas mãos unidas se separaram relutantemente. — Agradeça aos outros por mim.
— Eu agradecerei.
Os cinco se reagruparam do lado de fora da pensão, Matt oferecendo-se para levar Mary e para casa para que Bonnie e Meredith pudessem voltar com Elena. Mary claramente ainda suspeitava sobre os acontecimentos da noite, e Elena não podia culpá-la. Também não podia pensar. Estava cansada demais.
— Ele pediu para agradecer todos vocês — lembrou-se depois de Matt ter partido.
— Ele... não tem de quê — Bonnie disse, dividindo as palavras com um bocejo enorme enquanto Meredith abria a porta do carro para ela.
Meredith não disse nada. Estivera muito quieta desde que deixara Elena sozinha com Stefan. Bonnie riu repentinamente.
— Uma coisa que todos esquecemos  ela disse. — A profecia.
— Que profecia? — perguntou Elena. 
— Sobre a ponte. Aquela que você falou. Bem, você foi para a ponte e a Morte não estava esperando lá, afinal de contas. Talvez você tenha entendido mal as palavras.
— Não — disse Meredith. — Nós ouvimos as palavras corretamente.
— Bem, então, talvez seja em outra ponte. Ou... hmmm… — Bonnie aninhou-se em seu casaco, fechando seus olhos, e não se incomodou em terminar.
Mas a mente de Elena completou a sentença por ela. Ou em outra hora.
Uma coruja piou do lado de fora enquanto Meredith ligava o carro.

5 comentários:

  1. Todo mundo sabe que a curuja TAMBÉM é um animal sagrado de Hades e que seu pio é considerado mal preságio ...
    ( a casa de Hades , cap.66 )
    Tipo ... Ta todo mundo fundido !!!!!
    LIVRO LEGAL !!!!!!!!!!
    ������������������������������������������������

    ResponderExcluir
  2. quem será a coruja?! shshs

    ResponderExcluir
  3. Kkkkkk achei que só ei tinha desconfiado da coruja... mas a coruja também pode estar simplesmente procurando alguém pra entregar uma carta, ne

    ResponderExcluir

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!