26 de novembro de 2015

Capítulo 41

 Stefan! — Elena gritou e, ao fazer isso, sabia que parecia uma louca.
Não houve resposta. Ela corria. Seguindo a luz.
— Stefan! Stefan!
Uma cela vazia.
Uma múmia amarelada.
Uma pirâmide de pó.
De algum modo, seu subconsciente desconfiava de alguma coisa. E o que quer que fosse a teria feito fugir para enfrentar Bloddeuwedd com as próprias mãos.
Em vez disso, quando chegou à cela certa, viu um jovem cansado, cuja expressão mostrava que desistira de toda esperança. Levantou um braço magro como um graveto, rejeitando-a inteiramente.
— Eles já me contaram a verdade. Vocês foram extraditados por ajudarem um prisioneiro. Não sou mais suscetível a sonhos.
— Stefan! — Ela caiu de joelhos. — Vamos ter de passar por isso toda vez?
— Sabe com que frequência eles recriaram você, sua vaca?
Elena ficou chocada. Mais do que chocada. Mas no instante seguinte o ódio desaparecera do rosto dele.
— Pelo menos posso olhar para você. Eu tinha... uma foto. Que eles tomaram de mim, é claro. Cortaram, bem devagar, obrigando-me a ver. Me obrigaram a cortar também. Se eu não cortasse, eles...
— Ah, querido! Stefan, meu amor! Olhe para mim. Ouça o barulho. Bloddeuwedd está destruindo tudo, porque eu roubei a outra metade da chave do ninho dela, Stefan, e eu não sou um sonho. Não está vendo? Alguma vez eles te mostraram isso? — Ela estendeu a mão com o anel de raposa duplo. — Agora... Agora... Onde eu o coloco?
— Você é quente. As grades são frias — disse Stefan, segurando sua mão e falando como se recitasse algo de um livro infantil.
— Aqui! — Elena gritou, triunfante. Ela não precisava tirar o anel. Stefan segurava sua outra mão, e esta união funcionou perfeitamente. Ela o colocou diretamente num pequeno buraco circular na parede. Depois, quando nada aconteceu, ela girou para a direita. Nada. Esquerda.
A grade da cela lentamente começou a se levantar.
Elena mal acreditava no que estava acontecendo, e por um instante achou que estava tendo uma alucinação. Depois, quando virou rapidamente para olhar o chão, viu que a grade já estava pelo menos 30 centímetros acima dele.
E ela olhou para Stefan, que estava de pé novamente.
Os dois se ajoelharam. Teriam se deitado e se retorcido como cobras, se fosse preciso, tal era a necessidade de se tocarem. Os suportes horizontais da grade não permitiam que ficassem de mãos dadas enquanto a grade se levantava.
Quando a grade estava acima da cabeça de Elena e ela já estava abraçada a Stefan — ela segurava Stefan em seus braços! — alarmada ao sentir os ossos das mãos dele, mas abraçando-o, e ninguém podia lhe dizer que ele era uma alucinação ou um sonho; e se ela e Stefan tivessem de morrer juntos, morreriam juntos. Nada importava, contanto que nunca mais se separassem.
Ela cobriu de beijos aquele rosto ossudo e desconhecido. Era estranho, não havia nenhuma barba meio crescida e desordenada, mas os vampiros não tinham barba, a não ser que as tivessem quando se tornaram vampiros.
E então havia outras pessoas na cela. Boas pessoas. Gente rindo e chorando, ajudando-a a improvisar uma liteira com lençóis fedorentos e o catre de Stefan, e ninguém se atreveu a gritar quando os piolhos saltaram, porque todo mundo sabia que Elena teria se virado e rasgado suas gargantas como Sabber. Ou melhor, como Sabber, mas segundo a Srta. Courtland, com sentimento. Para Sabber seria mais um trabalho.
E de algum modo — as coisas ficaram estranhas — Elena olhava a face amada de Stefan e segurava sua liteira, e disparava — ele não pesava nada — por um corredor diferente do que aquele em que lutou, e abriu caminho, empurrando e se debatendo ao entrar. Ao que parecia, todo o contingente da Shi no Shi escolhera o outro corredor. Devia haver um lugar seguro para eles no final daquele lado.
E ao se perguntar como um rosto podia ser tão puro, lindo e perfeito, mesmo quando parecia quase uma caveira, Elena pensava, posso correr e me abaixar. E ela se curvou sobre Stefan e seu cabelo formou um escudo em volta deles, de modo que só havia os dois ali. Todo o mundo fora isolado e eles estavam sozinhos. Elena disse em seu ouvido:
— Por favor, precisamos que seja forte. Por favor... Por mim. Por favor... Por Bonnie. Por favor... Por Damon. Por f...
Ela teria continuado a citar todos os nomes, e provavelmente repetiria alguns, mas já era demais. Depois de sua longa privação, Stefan não tinha coragem de contrariá-la. Sua cabeça se ergueu de repente e Elena sentiu mais dor do que a de costume, porque ele estava no ângulo errado, e ela ficou feliz porque Stefan tinha perfurado uma veia e o sangue escorria para a boca dele num fluxo estável.
Eles tiveram de reduzir o ritmo, ou Elena teria tropeçado e tingido a face de Stefan de rubro, como a de um demônio, mas eles ainda corriam. Alguém os guiava.
E muito de repente, pararam. Elena, de olhos fechados, com a mente fixa na de Stefan, não teria olhado para cima, para ver o mundo. Mas no momento seguinte eles se moveram novamente e ela teve a sensação de que estava em outro lugar. Elena percebeu que estavam no saguão e precisava ter certeza do que todos sabiam.
Agora está a nossa esquerda, ela enviou a Damon. Fica perto da frente do prédio. É uma porta com vários símbolos no alto.
Acho que sei do que está falando, enviou Damon de volta secamente, incapaz de esconder duas coisas dela. Uma era que ele estava feliz, verdadeiramente feliz ao sentir a euforia de Elena, e saber que foi ele, na maior parte, que tinha provocado isso. A outra era simples. Que se tivesse de escolher entre a sua vida e a vida do irmão, ele daria a própria vida. Por Elena, por seu próprio orgulho.
Por Stefan.
Elena não se apegou a essas coisas secretas que não tinha o direito de saber. Simplesmente as recebeu, deixando Stefan senti-las em toda sua genuína vibração, e certificou-se de que não havia reação que informasse a Damon que Stefan sabia. Os anjos cantavam no paraíso por ela. As pétalas da rosa Black Magic eram espalhadas por seu corpo. Algumas pombas voaram e ela sentiu suas asas. Ela estava feliz.
Mas não estava segura.
Só percebeu isso ao entrar no saguão, mas tiveram muita sorte porque a Porta Dimensional ficava daquele lado. Bloddeuwedd destruíra todo o outro lado, que desmoronara num monte que não passava de madeira lascada. A rixa entre Elena e Bloddeuwedd pode ter começado como uma discussão entre uma anfitriã que pensava que sua convidada infringira as regras da casa e uma convidada que só queria fugir, mas depois tornara-se uma guerra mortal. E o modo como vampiros, lobisomens, demônios e outras criaturas da Dimensão das Trevas reagiram, mostrava que havia uma comoção. Os Guardiões estavam bem ocupados tentado manter as pessoas fora do prédio. Cadáveres estavam espalhados pela rua.
Ah, meu Deus, as pessoas! As pobres pessoas!, pensou Elena, à medida que a cena chegava a seu campo de visão. Quanto aos Guardiões — que mantinham o lugar limpo e lutavam com Bloddeuwedd por ela, — que Deus os abençoe por isso, pensou Elena, imaginando um saguão de pé momentos antes de entrar correndo com Stefan. Mas eles estavam realmente sozinhos.
— Agora precisamos de sua chave de novo, Elena — era a voz de Damon, pouco acima dela.
Elena gentilmente tirou Stefan de seu pescoço.
— Só por um instante, meu amor. Só um segundo.
Olhando a porta, Elena ficou confusa por um tempo. Havia um buraco, mas nada aconteceu quando ela colocou o anel e o empurrou, apertou, ou girou para esquerda ou direita. Pelo canto do olho viu uma sombra escura no alto, que considerou irrelevante e que se aproximou gritando para ela, com as garras de aço estendidas.
Não havia teto. As garras de Bloddeuwedd o haviam arrancado completamente.
Elena sabia disso.
Porque de algum modo, de repente, ela viu toda a situação, não só sua participação nela, mas como se fosse alguém de fora de seu corpo, que sabia de muito mais coisas do que a pequena Elena Gilbert.
Os Guardiões estavam aqui para evitar danos colaterais. Podiam impedir Bloddeuwedd, ou não.
Elena também sabia disso.
Todos os que fugiam pelo outro corredor fizeram o que uma presa normalmente faz. Dispararam para o fundo da toca. Havia uma enorme sala segura ali.
De algum modo, Elena sabia disso.
Mas agora, num borrão, Bloddeuwedd viu aqueles que estava perseguindo, os ladrões de ninho, aqueles que destruíram para sempre um de seus imensos olhos redondos e laranja que enxergavam longe, e que cortaram seu outro olho tão fundo que se enchia de sangue.
Elena podia sentir isso.
Bloddeuwedd culpava-os pelo seu ferimento no bico. Os criminosos, os selvagens, aqueles que ela cortaria em pedaços aos pouquinhos, um membro de cada vez, passando de um a outro enquanto arrebanhava cinco ou seis nas garras, ou enquanto os observava, incapazes de fugir por faltar uma perna, retorcendo-se abaixo dela.
Elena podia sentir isso.
Acima dela. Bem agora... Eles estavam diretamente abaixo de Bloddeuwedd.
Bloddeuwedd mergulhou.
— Sabber! Talon! — gritou Sage, mas Elena sabia que não haveria distração. Não haveria nada a não ser morte e destruição e, lentamente, os gritos ecoando da única parede do saguão.
Elena podia imaginar isso.
— Não vai abrir, droga — gritou Damon. Ele estava manipulando o pulso de Elena para mover a chave no buraco. Mas por mais que empurrasse ou puxasse, nada acontecia.
Bloddeuwedd estava quase em cima deles. Ela acelerou, lançando imagens telepáticas diante de si.
Tendões se esticando, articulações rompendo-se, ossos se espatifando...
Elena sabia...
 NÃÃÃÃOOOO!
Elena não aguentou mais de raiva.
De repente ela viu tudo o que precisava saber em uma única revelação.
Mas era tarde demais para colocar Stefan porta a dentro, então a primeira coisa que gritou foi — "Asas da Proteção!"
Bloddeuwedd, a uns 2 metros de distância, bateu numa barreira impenetrável. Chocou-se com a velocidade de um carro de corrida e como se fosse um avião de médio porte.
O terror explodiu o bico primeiro nas asas de Elena. As asas eram verde- claras no alto, pontilhadas de esmeraldas faiscantes, e num tom de rosa que lembrava o amanhecer, coberto de cristais, na base. As asas envolveram seis humanos e dois animais — e eles não se atreveram a se mexer quando Bloddeuwedd caiu.
Bloddeuwedd se fez de morta.
Fechando os olhos, e tentando não pensar na donzela que tinha sido feita de flores (e que matara o marido!, disse Elena a si mesma desesperadamente), com os lábios secos e um líquido escorrendo pelo rosto, Elena se voltou novamente para a porta. Pôs o anel e ali verificou se estava na posição certa.
E disse:
— Fell‘s Church, Virgínia, Estados Unidos, Terra. Perto do pensionato, por favor.
***
Já era mais de meia-noite. Matt dormia na cama de armar, enquanto a Sra. Flowers dormia no sofá, quando de repente foram despertados por um barulho.
— Mas o que foi isso? — A Sra. Flowers se levantou e olhou pela janela, que devia estar escura.
— Cuidado, Sra. Flowers — disse Matt automaticamente, mas não pôde deixar de acrescentar: — O que foi? — Como sempre, esperava o pior e se certificava de que o revólver com as balas abençoadas estivesse por perto.
— É... Luz — disse a Sra. Flowers, com a voz fraca. — Não sei o que dizer sobre isso. É luz.
Matt via a luz, lançando sombras no chão do bunker. Não ouviu trovão nenhum, não desde que acordou. Apressadamente, correu para se juntar à Sra. Flowers na janela.
— Você já...? — exclamou a Sra. Flowers, levantando as mãos e baixando-as de novo. — O que pode ser isso?
— Não sei, mas me lembro de todo mundo falando das linhas de força. Linhas de Poder no chão.
— Sim, mas essas correm pela superfície da Terra. Não sobem, assim, como... Como uma fonte! — disse a Sra. Flowers.
— Mas eu soube que sempre que três linhas de força se encontram... Acho que foi Damon quem disse isso... Elas podem formar um portal. Talvez para onde eles foram.
— Deus do céu — disse a Sra. Flowers. — Quer dizer que acha que uma daquelas coisas de Portal está aqui? Talvez sejam eles, voltando.
— Não pode ser. — O tempo que Matt passou com esta idosa o fez não só respeitá-la, mas também amá-la. — Mesmo assim, acho que não devemos sair.
— Matt, querido, você é de grande ajuda para mim — murmurou a Sra. Flowers.
Matt não entendia bem como. Toda a comida e água armazenadas que estavam usando era dela. Até a cama de armar era dela.
Se ele estivesse sozinho, podia ter ido ver essa... coisa extraordinária. Três pontos de luz brilhavam inclinados no chão, de modo que se encontravam pouco acima da altura de um ser humano. Luzes fortes. E se intensificavam a cada minuto.
Matt prendeu a respiração. Três linhas de força, hein? Meu Deus, devia ser uma invasão de monstros.
Ele não se atreveu a ter esperanças.
***
Elena não sabia se precisava dizer Estados Unidos ou Terra, nem mesmo se a porta podia levá-la a Fell‘s Church, ou se Damon teria lhe dado o nome de algum portal que estava fechado. Mas... certamente... com todas aquelas linhas de força...
A porta se abriu, revelando uma saleta como um elevador.
Sage perguntou em voz baixa:
— Vocês quatro podem carregá-lo e lutar ao mesmo tempo? — E — depois de um segundo para entender o que isto significava — três gritos de protesto, em três vozes femininas.
— Não! Ah, por favor, não!, Ah, não nos deixe! — implorava Bonnie.
— Não vem para casa com a gente? — perguntou Meredith, franca e direta.
— Eu ordeno que você entre... E rápido! — disparou Elena.
— Que mulher mandona — resmungou Sage. — Bem parece que o Grande Pêndulo está balançando de novo. Eu sou apenas um homem. Obedeço.
— O quê? Quer dizer que você vem? — exclamou Bonnie.
— Quer dizer que vou, sim. — Gentilmente, Sage pegou o corpo esgotado de Stefan nos braços e entrou no cubículo. Diferentemente das que Elena usou antes, esta parecia funcionar como um elevador ativado por voz...
Assim ela esperava. Afinal, Shinichi e Misao só precisavam de uma chave cada um. Aqui, eram várias pessoas querendo ir para o mesmo lugar ao mesmo tempo.
Assim ela esperava também.
Sage afastou aos chutes o antigo leito de Stefan. Alguma coisa caiu no chão.
— Oh... — Impotente, Stefan estendeu a mão para o objeto. — É meu diamante, Elena. Alguém pegue, por favor...
— Tem muito mais de onde ele veio — disse Meredith.
— É importante para ele — disse Damon, que já estava do lado de dentro. Em vez de se espremer mais no elevador, que podia desaparecer a qualquer segundo, que podia ir para Fell‘s Church antes que ele pudesse dar as costas, ele andou pelo saguão, olhou bem perto do chão e se ajoelhou. Depois, rapidamente, estendeu a mão, levantou-se e correu para o elevador.
— Quer segurar ou eu cuido disso?
— Segure você... Por mim. Cuide dele.
Qualquer um que conhecesse o histórico de Damon, especialmente com relação a Elena ou até a um antigo diamante que pertencera a Elena, teria dito que Stefan devia estar louco. Mas Stefan não era louco.
Ele fechou a mão na do irmão que segurava o diamante.
— E eu seguro sua mão — disse ele com um sorriso fraco.
— Não sei se alguém está interessado — disse Meredith —, mas só tem um botão dentro dessa engenhoca.
— Aperte! — gritaram Sage e Bonnie, mas Elena gritou mais alto:
— Não... Espere!
Ela viu alguma coisa. Do outro lado do saguão, os Guardiões eram incapazes de impedir que um único cidadão, aparentemente desarmado, entrasse na sala e atravessasse o saguão em um deslizar gracioso de passos largos. Devia ter mais de l,80m de altura, usava um colete e calças inteiramente brancos, que combinavam com seu cabelo branco comprido, tinha orelhas alertas de raposa e uma longa cauda sedosa que ondulava atrás dele.
— Feche a porta! — berrou Sage.
— Ah, meu Deus! — murmurou Bonnie.
— Alguém pode me dizer que diabos está acontecendo? — rosnou Damon.
— Não se preocupe. É só um companheiro da prisão. Um companheiro silencioso. Ei, você saiu também! — Stefan sorria, e isso bastou para Elena. Então o intruso estendeu alguma coisa para ele que, bem, não podia ser o que parecia, mas agora que estava cada vez mais perto, parecia um buque de flores.
— Isso é ou não um kitsune? — perguntou Meredith, como se o mundo tivesse enlouquecido em volta dela.
— Um prisioneiro... — disse Stefan.
— UM LADRÃO! — gritou Sage.
— Silêncio! — disse Elena. — Ele pode ouvir, mesmo que não possa falar.
Então o kitsune estava junto deles. Encarou Stefan, depois olhou rapidamente para os outros e estendeu o buquê, que estava bem embrulhado em plástico e tinha uns adesivos longos com inscrições mágicas.
— Isto é para Stefan — disse ele. Todo mundo, inclusive Stefan, ofegou.
— Agora preciso lidar com alguns guardiões tediosos. — Ele suspirou. — E você deve apertar o botão para fazer a sala andar, linda — disse ele a Elena.
Elena, que por um momento ficou fascinada com o movimento de uma cauda peluda pelas calças sedosas, de repente ficou escarlate. Lembrava-se de algumas coisas. Algumas coisas que pareciam muito diferentes... Em um calabouço solitário... No escuro da noite artificial...
Ah, bom. Melhor se fingir de corajosa.
— Obrigada — disse ela, e apertou o botão. As portas começaram a se fechar. — Obrigada de novo! — acrescentou ela, curvando-se um pouco para o kitsune. — Meu nome é Elena.
— Yoroshiku. Eu sou...
A porta se fechou entre eles.
— Você enlouqueceu? — exclamou Sage. — Aceitando um buque de uma raposa!
— Você é que parece conhecê-lo, Monsieur Sage — disse Meredith. — Qual é o nome dele?
— Eu não sei o nome dele! Só sei que ele roubou três quintos do Tesouro do Convento do Sena que eram meus! Tudo o que eu sei é que ele é um especialista em roubar nas cartas! Aaahhhh!
Este último não foi um grito de raiva, era um alerta, porque o elevador se movia lateralmente, descendo, quase parando, antes de voltar a seu movimento constante.
— Isso vai mesmo nos levar a Fell‘s Church? — perguntou Bonnie timidamente, e Damon a abraçou.
— Certamente vai nos levar a algum lugar — prometeu ele. — Mas depois damos um jeito. Somos um belo grupo de sobreviventes.
— O que me lembra de uma coisa — disse Meredith. — Acho que Stefan está melhor. — Elena, que estivera ajudando a protegê-lo do movimento do elevador dimensional, olhou para Meredith rapidamente.
— Acha mesmo? Ou é só a luz? Acho que ele devia se alimentar — disse ela com ansiedade.
Stefan corou e Elena colocou os dedos nos lábios dele para impedir que tremessem. — Não, meu amor, — disse ela quase sem voz. — Cada uma dessas pessoas esteve disposta a dar a vida por você... Ou por mim... Por nós. Eu sou saudável. Ainda estou sangrando. Por favor, não desperdice isso.
Stefan murmurou:
— Vou estancar o sangramento. — Mas quando ela se curvou para ele, como sabia que aconteceria, ele bebeu.

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