29 de novembro de 2015

Capítulo 36

Matt quebrou muitas regras de trânsito a caminho da rua das Saitou. Meredith se inclinou sobre o console entre os dois bancos da frente para que ela pudesse ver o relógio digital que marcava meia-noite, e para que pudesse assistir a transformação da Sra. Flowers. Finalmente, sua mente recentemente sã e sensível forçou palavras para sua boca.
— Sra. Flowers... Você está mudando.
— Sim, Meredith, amada. Um pouco disto deve-se ao presentinho que Sage deixou para mim. Outro pouquinho é da minha própria vontade... Para voltar aos dias em que estava na flor da idade. Acredito que esta será minha última batalha, então não me importo em usar toda a minha energia nela. Fell’s Church deve ser salva.
— Mas... Sra. Flowers… O povo daqui… Bem, eles não têm sido… Exatamente legais com… — Matt gaguejou até que parou de falar.
— O povo daqui é igual ao povo de outros lugares — A Sra. Flowers disse calmamente. — Trate-os como você gostaria de ser tratado e as coisas ficarão bem. Isso só começou quando me deixei transformar em uma velha solitária e amarga, sempre ressentida com o fato de que eu tive de transformar minha casa em uma pensão só para pagar as despesas, para que as pessoas começassem a me tratar... Bem, na melhor das hipóteses, como uma velha maluca solitária.
— Oh, Sra. Flowers... E nós temos sido um incômodo para você! — Meredith descobriu que as palavras vinham sem ela querer.
— Vocês têm sido uma salvação para mim, menina. O querido Stefan foi o começo, mas como pode imaginar, ele não quis explicar todas as suas diferenças para mim, e eu estava suspeitando dele. Mas ele foi sempre cordial e respeitoso e Elena era como a luz do Sol, e Bonnie como uma risada. Eventualmente, quando deixei minhas barreiras caírem, vocês, jovens, fizeram o mesmo. Eu não direi nada sobre vocês aqui presentes para não envergonhá-los, mas vocês fizeram um bem danado para mim.
Matt ultrapassou outro sinal de pare e limpou sua garganta. Em seguida, com o volante oscilando um pouco, ele a limpou novamente.
Meredith assumiu:
— Eu acho que o que Matt e eu queremos dizer é... Bem, é que você se tornou alguém muito especial para nós, e não queremos vê-la ferida. Essa batalha...
— É a batalha pelo qual eu tenho esperado, querida. Durante todas as minhas lembranças. Desde a época em que eu era uma menininha e a pensão fora construída... Era só uma casa, na época, e eu era bem feliz. Quando jovem, eu era muito feliz. E agora vivi o bastante para ser uma velha... Bem, tirando vocês, jovens, eu ainda tenho amigos como a Sophia Alpert e a Orime Saitou. Elas são mulheres que curam os outros, e são muito boas nisto. Ainda falamos nos diferentes usos de minhas ervas.
Matt estalou os dedos.
— Esse foi outro motivo de eu ter ficado confuso — Ele disse.
— Porque a Dr.ª Alpert disse que você e a Sra. Saitou eram gente boa. Eu pensei que ela se referia à velha Sra. Saitou...
— Que nem é uma “Sra. Saitou” — A Sra. Flowers disse, quase bruscamente. — Eu não tenho ideia de qual seja seu nome verdadeiro... Talvez seja mesmo Inari, a divindade que ficou maligna. Dez anos atrás, eu não sabia o que havia feito Orime Saitou ficar tão diferente e quieta de repente. Agora percebo que começou no tempo que em sua “mãe” mudou-se para lá. Eu gostava muito da jovem Isobel, mas de repente ela se tornou... Reservada... Não sendo o jeito de uma criança de ser. Agora eu entendo. E estou determinada a lutar por ela… E por vocês… E por uma cidade que vale a pena ser salva. Vidas humanas são muito, muito preciosas. E agora... Aqui estamos.
Matt acabara de virar no quarteirão das Saitou. Meredith levou um momento para olhar atentamente para a figura no banco do passageiro.
— Sra. Flowers! — Ela exclamou.
Isso fez com que Matt se virasse para olhar, e o que ele viu fez com que estacionasse o Volkswagen Jetta na calçada.
— Sra... Flowers?
— Por favor, estacione, Matt. Vocês não precisam me chamar de Sra. Flowers se não quiserem. Voltei ao tempo quando eu era Theophilia... Quando meus amigos me chamavam de Theo.
— Mas... Como... Por quê…? — Matt gaguejou.
— Eu te disse. Eu senti que era hora. Sage me deixou um presente que me ajudou a mudar. Um inimigo além dos seus poderes para lutar surgiu. Eu senti isso lá na pensão. Este é o momento pelo qual eu estava esperando. A última batalha com verdadeiro inimigo de Fell’s Church.
O coração de Meredith parecia mesmo que estava prestes a voar para fora de seu peito. Ela tinha que se acalmar... Se acalmar e pensar logicamente. Ela havia visto magia muitas vezes. Sabia como ela se parecia, como senti-la. Mas frequentemente ela estava ocupada demais confortando Bonnie, ou preocupada demais ajudando Bonnie para poder ter ideia do que estava enfrentando.
Agora eram só ela e Matt... E Matt tinha um olhar abatido e estupefato, como se não tivesse visto magia o suficiente antes... Como se ele estivesse a ponto de quebrar.
— Matt — Ela disse bem alto, e então ainda mais alta: — Matt!
Ele se virou, por fim, para olhar para ela, com seus olhos azuis selvagens e obscuros.
— Eles vão matá-la, Meredith! — Ele disse. — Shinichi e Misao... Você não sabe como é...
— Qual é — Meredith disse. — Nós temos que nos certificar que isto não a mate.
O olhar atordoado passou pelos olhos de Matt.
— Nós temos que fazer isso — Ele simplesmente concordou.
— Certo — Disse Meredith, finalmente soltando-o.
Juntos, eles saíram do carro para encarar a Sra. Flowers... Não, para encarar Theo.
Theo tinha cabelos que pediam até quase a cintura, do modo que era junto eles parecem de prata sob a luz do luar. Seu rosto estava... Eletrizante. Ela era jovem; jovem e orgulhosa, com as características clássicas e um olhar tranquilo de determinação.
De alguma forma, durante a viagem, suas roupas haviam mudado também. Ao invés do sobretudo coberto com pedaços de papel ela estava usando um vestido branco sem mangas, que terminavam com um leve babado. Pelo estilo, Meredith lembrou-se do vestido de sereia que ela mesma havia usado para ir a um baile, na Dimensão das Trevas.
Mas o vestido de Meredith só fora feito para ela parecer sensual. Theo parecia... Magnífica. Quanto aos Post-It… De alguma forma o papel havia desaparecido e a escrita havia crescido enormemente, transformando-se em rabiscos muito grandes que ficavam em volta do vestido branco. Theo estava deliberadamente envolta de uma secreta alta costura de proteção.
E embora estivesse esbelta, ela estava mais alta. Mais alta que Meredith, mais alta que Matt, até mesmo mais alta que Stefan, onde quer que ele esteja na Dimensão das Trevas. Ela estava alta, não porque havia crescido demais, mas porque o babado em seu vestido estava apenas ralando no chão. Ela havia vencido inteiramente a gravidade. O chicote, presente de Sage para ela, estava enrolado em um círculo em volta de sua cintura, brilhando como prata, assim como o cabelo dela.
Matt e Meredith simultaneamente fecharam as portas do SUV. Matt deixou o motor ligado para uma fuga rápida.
Eles andaram ao redor da garagem assim poderiam ver a frente da casa. Meredith, que não se importou em como ela estava, ou se parecia estar bem ou sob controle, limpou as mãos, uma após a outra, em seus próprios jeans. Esta seria a primeira — e possivelmente a única — verdadeira batalha da estaca. O que contava não era a aparência, mas sim o desempenho.
Tanto ela quanto Matt pararam quando viram uma figura parada aos fundos da varanda. Não era alguém que eles pudessem identificar como moradora da casa. Mas, em seguida, lábios vermelhos se abriram, as mãos delicadas ergueram-se até que os cobrissem por completo e um sinal sonoro e selvagem veio de algum lugar detrás das mãos.
Por um instante eles só puderam ficar encarando, fascinados com esta mulher que estava vestida toda de preto. Ela estava tão alta quanto Theo, tão esbelta e graciosa, e estava igualmente longe do chão. Mas o que Meredith e Matt estavam encarando era o fato de que o cabelo dela era igual ao de Misao e ao de Shinichi — só que ao contrário. Enquanto eles tinham cabelo preto com pontas vermelhas, esta mulher tinha cabelo vermelho... Muito, muito grande, com pontas pretas no fim. Não era só isso, mas ela tinha delicadas orelhas negras de raposa emergindo de seu cabelo, e uma longa e elegante cauda vermelha, com pontas negras.
— Obaasan? — Matt exclamou incrédulo.
— Inari! — Meredith vociferou.
A adorável criatura nem ao menos olhou para eles. Ela estava olhando para Theo, com desprezo.
— Uma bruxinha em uma cidade pequena — Ela disse. — Você quase usou todo o seu Poder só para ficar ao meu nível. O quão boa você é?
— Eu tenho muitos poucos Poderes — Theo concordou. — Mas se a cidade não vale nada, por que demorar tanto para destruí-la? Por que assistiu ao outros tentarem... Ou onde estão todos os seus peões, Inari? Katherine, Klaus, o pobre e jovem Tyler... Eles eram seus peões, Deusa Kitsune?
Inari riu — um riso de menininha vinha por detrás de seus dedos.
— Eu não preciso de peões! Shinichi e Misao eram meus servos, como todos os kitsune são! Se eu os dei um pouco de liberdade, é para que ganhassem experiência. Nós iremos para cidades maiores agora, e as devastaremos.
— Você terá que destruir Fell’s Church primeiro — Theo disse firmemente. — E eu não deixarei você fazer isso.
— Você não entende, não é? Você é uma humana, com quase nenhum Poder! O meu vem da maior Esfera Estelar dos mundos! Eu sou uma Deusa!
Theo abaixou a cabeça e, em seguida, levantou-a para olhar Inari nos olhos.
— Você quer saber o que penso que seja verdade, Inari? — Ela disse. — Eu acho que você chegou ao fim de uma longa, longa vida, mas não é imortal. Acho que você diminuiu de forma e, por fim, precisou usar uma grande quantidade de Poder da sua Esfera Estelar... Onde quer que ela esteja... Para aparecer desta forma. Você é uma mulher muito, muito antiga e tem enviado crianças a lutarem contra seus próprios pais, e estes contra suas crianças, em todo o mundo, porque você inveja a juventude das crianças. Você até mesmo inveja Shinichi e Misao, e os deixou serem feridos como um ato de vingança.
Matt e Meredith olharam para ambas com olhos arregalados. Inari estava respirando rapidamente, mas parecia que ela não podia pensar em nada para dizer.
— Você ainda fingiu ter entrado em uma “segunda infância” para se comportar femininamente. Mas nada disto a satisfaz, porque a verdade nua e crua é que você chegou ao fim de sua longa, longa vida... Não importa o quão grande seja o seu Poder. Todos nós devemos ter um fim da jornada, e é a sua vez agora.
— Mentirosa! — Gritou Inari, pareceu por um momento mais gloriosa, mais radiante do que antes.
E então Meredith viu por que. Seu cabelo escarlate, na verdade, começou a arde, emoldurando seu rosto em uma luz vermelha dançante. E finalmente, ela falou venenosamente:
— Bem, então, se você acha que esta é minha última batalha, devo me assegurar em causar toda a dor que eu puder. Começando com você, bruxa.
Tanto Meredith quanto Matt arfaram. Eles temiam por Theo, especialmente quando o cabelo de Inari começou a entrelaçar-se em cordas grossas, como se fossem serpentes flutuantes em torno de sua cabeça, como se ela fosse a Medusa.
As arfadas foram um erro... Elas chamaram a atenção de Inari. Mas ela não se moveu. Somente disse:
— Sentem este cheiro doce ao vento? Um sacrifício assado! Eu acho que o resultado será oishii... Delicioso! Mas talvez vocês dois queiram falar com Orime ou Isobel uma última vez. Temo que elas não possam sair para vê-los.
O coração de Meredith estava batendo violentamente em sua garganta, enquanto ela percebia que a casa das Saitou estava em chamas. Parecia que várias pequenas chamas queimavam, mas ela temia pela insinuação de Inari de que ela já houvesse feito algo para a mãe e filha.
— Não, Matt! — Ela gritou, pegando o braço de Matt.
Ele teria corrido direto para a mulher risonha vestida de preto e tentado atacar seus pés — e os segundos tinham um valor inestimável agora.
— Venha me ajudar a encontrá-las!
Theo veio em seu auxílio. Girando o chicote branco, ela o lançou uma vez em direção à cabeça da mulher e precisamente atingiu uma das mãos de Inari, deixando um corte sangrento nela. Enquanto Inari se enfurecia e virava-se para ela, Meredith e Matt correram.
— A porta dos fundos — Matt disse enquanto corriam em volta da casa.
Mais a frente, eles viram uma cerca de madeira, mas nenhum portão. Meredith estava pensando em usar a estaca como se estivesse em uma competição de salto com vara, quando Matt ofegou “Aqui!”, fazendo um suporte com sua mão para ajudá-la a entrar.
— Eu vou te dar impulso!
Meredith hesitou só por um minuto. Então, quando ele parou de falar, ela colocou seus pés nos dedos entrelaçados dele. De repente, ela estava voando. Aproveitou o máximo que pôde, pousando, ao estilo felino, no topo plano da cerca e então descendo para o outro lado. Ela pôde ouvir Matt lutando para subir na cerca, quando ela repentinamente ficou rodeada por uma fumaça preta. Ela saltou alguns centímetros para trás e gritou:
— Matt, a fumaça é perigosa! Abaixe-se; segure sua respiração. Fique aqui fora para ajudá-la quando eu voltar.
Meredith não tinha ideia se Matt a ouviu ou não, mas obedeceu às suas próprias ordens, agachando-se e prendendo a respiração, abrindo os olhos rapidamente para tentar encontrar a porta.
Então sua alma quase saiu de seu corpo ao som de um machado batendo na madeira, fazendo com que a madeira se estilhaçasse, e então o machado entrou em ação novamente. Ela abriu os olhos e viu que Matt não a tinha escutado, mas ela estava feliz porque ele havia encontrado a porta. Seu rosto estava preto de fuligem.
— Está trancada — Ele explicou, erguendo o machado.
Qualquer tipo de otimismo de Meredith se estilhaçou igual à porta quanto ela viu lá dentro chamas e mais chamas.
Meu Deus, pensou, alguém lá deve estar assando, estando, provavelmente, já morto.
Mas de onde é que veio esse pensamento? De seu conhecimento, ou de seu medo? Meredith não podia simplesmente parar agora. Ela deu um passo em direção ao calor escaldante e gritou:
— Isobel! Sra. Saitou! Onde estão vocês?
Houve um grito fraco e asfixiado.
— Devem estar na cozinha — Ela disse. — Matt, é a Sra. Saitou! Por favor, vá ajudá-la!
Matt obedeceu, mas disse por cima dos ombros:
— Não entre muito fundo.
Meredith tinha que entrar. Ela lembrou-se onde é que o quarto de Isobel era. Bem embaixo do da “avó”.
— Isobel! Isobel! Você pode me ouvir? — Sua voz estava tão baixa e rouca por causa da fumaça que ela sabia que tinha que continuar.
Isobel devia estar inconsciente ou rouca demais para poder responder. Meredith caiu de joelhos, se arrastando no chão onde o ar era bem mais limpo e mais arejado.
Ok. Quarto da Isobel. Ela não quis tocar na maçaneta da porta com sua mão, então ela enrolou sua camiseta em torno dela. A maçaneta não girou. Trancada. Ela não se incomodou em investigar, simplesmente virou-se e chutou a porta, bem ao lado da maçaneta, como se fosse uma mula. Um pouco de madeira lascou. Outro chute e a porta se abriu com um grande estrondo.
Meredith estava se sentindo tonta, mas precisava ver o quarto inteiro. Ela deu dois passos para frente e... Lá estava!
Sentada na cama da sala enfumaçada e quente, mas, em outro caso, escrupulosamente arrumada, estava Isobel. Enquanto Meredith se aproximava da cama, ela viu — o que a deixou furiosa — que a garota estava amarrada na cabeceira da cama de bronze com fita adesiva. Dois cortes com a estaca a libertaram. Então, surpreendente, Isobel se moveu, levantando o rosto enegrecido para o de Meredith.
Foi quando a fúria de Meredith chegou ao auge. A menina tinha fita adesiva em sua boca, o que a impedia de fazer qualquer pedido de socorro. Estremecendo e mostrando que ela sabia que seria doloroso, Meredith agarrou a fita adesiva e a arrancou de uma vez. Isobel não gritou; ao invés disso, ela respirou profundamente várias vezes o ar enfumaçado.
Meredith tropeçou em direção ao armário, pegou duas camisas brancas de aparência idêntica e voltou até Isobel. Havia um copo cheio de água ao lado dela, na mesa de cabeceira. Meredith se perguntou se aquilo fora colocado deliberadamente para aumentar a agonia de Isobel, mas não hesitou em usá-lo. Ela fez com que Isobel bebesse um breve gole, dando outro gole ela mesma, e então encharcou cada camiseta. Ela segurou uma em sua própria boca e Isobel a imitou, segurando a camisa molhada por cima de seu nariz e boca. Então Meredith a segurou e a guiou de volta até a porta.
Depois disso, a jornada de volta simplesmente se tornou um pesadelo, pois ela tinha que se ajoelhar, rastejar e tentar não se asfixiar, puxando Isobel junto com ela o tempo todo. Meredith pensou que nunca iria acabar, pois cada centímetro para frente tornou-se cada vez mais difícil. A estaca tinha um peso insuportável para se carregar junto dela, mas ela se recusou a abandoná-la.
Ela é preciosa, sua mente disse, mas vale mais que sua vida?
Não, Meredith disse. Não vale mais que minha vida, mas quem sabe o que mais estará lá fora se eu conseguir tirar Isobel desta escuridão?
Você nunca a salvará se morrer, só por causa de... Um objeto.
Não é um objeto!
Dolorosamente, Meredith usou a estaca para tirar alguns destroços fumegantes de seu caminho.
Ela pertenceu ao meu avô na época em que ele estava são. Ela se encaixa em minha mão. Não é só um objeto!
Faça do seu jeito, a voz disse, e desapareceu.
Meredith estava começando a correr sobre mais destroços agora. Apesar da cólica em seus pulmões, ela tinha certeza que poderia conseguir chegar até a porta dos fundos. Sabia que deveria haver uma lavanderia à sua direita. Elas deviam ser capazes de respirar ar fresco lá.
E, de repente, no escuro, algo bateu com tudo contra sua cabeça. Isso fez com que sua visão escurecesse por um longo tempo antes que ela pudesse dar um nome à coisa que a havia machucado: uma poltrona.
De alguma forma, elas haviam se arrastado demais. Ali era a sala de estar.
Meredith se inundou de medo. Elas tinham ido longe demais e não podiam sair pela porta da frente por causa da batalha mágica. Elas teriam que voltar, e desta vez se certificarem em encontrar a lavanderia, a porta para a liberdade.
Meredith se virou, puxando Isobel com ela, esperando que a menina mais jovem entendesse o que tinham que fazer.
Ela deixou a estaca no chão da sala de estar em chamas.

* * *

 Elena soluçou para recuperar o fôlego, mesmo quando ela permitia que Stefan a ajudasse agora. Ele correu, segurando Bonnie por um lado, e Elena pelo outro. Damon estava em algum lugar lá na frente... Vigiando.
Não deve estar longe agora, ela continuou pensando. Bonnie e eu vimos um brilho... Nós duas vimos.
E então, como uma lanterna colocada contra uma janela, Elena viu novamente.
Ela é grande, este é o problema. Fico pensando se conseguiremos alcançá-la, pois tenho a ideia errada de qual seja o seu verdadeiro tamanho. Quanto mais perto chegamos, maior fica.
E isso é bom para nós. Precisaremos de muito Poder. Mas precisamos chegar lá logo, ou todo o Poder do universo não será de grande ajuda. Seria tarde demais.
Shinichi havia indicado de que eles poderiam estar atrasados... Mas Shinichi nasceu como um mentiroso. Ainda assim, um pouco além deste estaria...
Oh, meu bom Deus, ela pensou. É uma Esfera Estelar.

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