20 de novembro de 2015

Capítulo 33

Damon ficou apenas sentado. Então limpou o lábio e não disse nada, não fez nada.
 Seu bastardo!
 Sim.
 Você está dizendo que Stefan na verdade não me abandonou?
 Sim. Quero dizer... correto.
 Quem escreveu a carta no meu diário, então?
Damon não disse nada, mas desviou o olhar.
 Oh, Damon!  Ela não sabia se o beijava ou se o sacudia. ― Como você pôde, você sabe  ela disse em uma voz engasgada e ameaçadora ― o que eu passei desde que ele desapareceu? Pensando a cada minuto que ele apenas se decidiu de repente e me abandonou? Mesmo se ele pretendia voltar...
 Eu...
 Não tente me dizer que você sente muito! Não tente me dizer que sabe como me sinto, por que você não sabe. Como poderia? Você não tem sentimentos assim!
 Eu acho, tive uma experiência parecida. Mas não estava tentando me defender. Apenas ia dizer que nós temos um tempo limitado enquanto eu posso bloquear Shinichi de nos ver.
O coração de Elena foi partido em mil pedaços; ela podia sentir cada pedaço perfurando-a. Nada mais importava.
 Você mentiu, quebrou sua promessa de nunca ferir um ao outro...
 Eu sei e isso deveria ter sido impossível. Mas começou naquela noite em que as árvores prenderam Bonnie e Meredith e... Mark...
 Matt!
 Naquela noite, quando Stefan me atirou para fora e me mostrou seu verdadeiro Poder – que era por sua causa – ele disse para que eu ficasse longe de você. Antes disso, ele só esperava mantê-la escondida. E naquela noite eu me senti... traído, de certa forma. Não me pergunte por que isso deveria fazer sentido, quando por anos antes eu o joguei no chão e o fiz comer terra quando queria.
Elena tentou dar sentido ao que ele estava tentando dizer em sua condição despedaçada. E ela não conseguiu. Mas também não conseguiu ignorar a sensação de que tinha acabado de cair como um anjo em redes de segurança.
Tente ver isso com outros olhos. Olhe para dentro, não para fora ao procurar a resposta. Você conhece Damon. Já viu o que está dentro dele. Há quanto tempo isso tem estado lá?
 Oh, Damon, eu sinto muito! Sei a resposta. Damon. Damon. Oh, Deus! Posso ver o que está errado com você. Você está mais possuído do que qualquer uma das garotas.
―Eu... tenho uma daquelas coisas em mim?
Elena mateve os seus olhos fechados enquanto afirmava com a cabeça. As lágrimas corriam pelo seu rosto, e ela se sentiu mal mesmo quando se obrigou a fazer isso: reunir força humana suficiente para ver com outros olhos, ver como ela tinha aprendido de alguma forma a ver dentro das pessoas.
O malach que ela tinha visto antes dentro de Damon, e aquele que Matt tinha descrito como grande de mais para um inseto – tão comprido quanto um braço, talvez. Mas agora em Damon ela sentiu algo... enorme. Monstruoso. Algo que o habitava por completo, tinha uma cabeça transparente dentro de suas belas feições, seu corpo quitinoso tão longo quanto seu tronco; era subdesenvolvido – pernas trançadas em torno das suas pernas. Por um momento ela achou que fosse desmaiar; mas então se controlou. Olhando para a imagem fantasmagórica, pensou, O que Meredith faria?
Meredith ficaria calma. Não mentiria, mas encontraria uma maneira de ajudar.
 Damon, isso é ruim. Mas tem que haver uma forma de tirá-lo de você, e rápido. Vou encontrar essa forma. Por que enquanto isso estiver em você, Shinichi pode obrigá-lo a fazer qualquer coisa.
― Você quer ouvir porque eu acho que isso ficou tão grande? Naquela noite, quando Stefan me dispensou do seu quarto, todos foram para casa como boas meninas e meninos, mas você e Stefan foram dar uma volta. Um voo. Foram planar.
Por um longo tempo isso não significou nada para ela, embora tivesse sido a última vez que ela viu Stefan. De fato, esse era o único significado para ela: essa era a última vez que ela e Stefan tinham...
Ela se sentiu congelar por dentro.
 Você estava na antiga floresta. Ainda era um espírito de criança que não sabia o que era certo e o que era errado. Mas Stefan deveria ter pensado melhor antes de fazer isso no meu próprio território. Vampiros levam o território a sério. E no meu próprio lugar de repouso – na frente dos meus olhos.
 Oh, Damon! Não!
 Oh, Damon, sim! Lá estava você, partilhando sangue, tão envolvida para ter me notado mesmo se eu tivesse saltado e tentado te erguer. Você estava vestindo uma camisola branca de gola alta e parecia um anjo. Eu queria matar Stefan rapidamente então.
 Damon...
 E isso estava certo, então, Shinichi apareceu. Ele não precisou dizer o que eu sentia. E ele tinha um plano, uma oferta... uma proposta.
Elena fechou os olhos novamente e balançou a cabeça.
 Ele preparou de antemão. Você já estava possuído e pronto para estar cheio de raiva.
 Eu não sei por que ― Damon agiu como se não tivesse ouvido-a falar ― mas quase não pensei sobre o que isso significaria para Bonnie e Meredith e o resto da cidade. Tudo o que eu conseguia pensar era você. Tudo o que eu queria era você, e me vingar de Stefan.
 Damon, você vai ouvir? Até então, você já tinha sido deliberadamente possuído. Eu pude ver o malach em você. Você admite ― como se ela o sentisse inchando para falar ― que algo estava influenciando você antes, obrigando-o a assistir Bonnie e os outros morrem a seus pés naquela noite. Damon, acho que essas coisas são ainda mais difíceis de se livrar de nós do que imaginamos. Pense nisso, você normalmente não fica e assiste pessoas fazendo... coisas privadas, não é? O fato de você não fazer isso por si mesmo não prova que algo estava errado?
 É... uma teoria ― Damon reconheceu, não soando feliz.
 Mas você não vê? Isso foi o que fez você dizer a Stefan que só salvou Bonnie por capricho, e que fez você se recusar a dizer a todos que o malach te obrigou a assistir ao ataque das árvores, hipnotizando-o. Isso e seu orgulho estúpido, teimoso.
 Verei isso como elogio. Posso me secar e ir embora.
 Não se preocupe ― Elena disse categoricamente. ― Aconteça o que acontecer com o resto de nós, tenho a sensação de seu ego sobreviverá. O que aconteceu depois?
 Eu fiz o meu acordo com Shinichi. Ele atrairia Stefan para algum lugar fora do caminho onde eu poderia vê-lo sozinho, então contrabandeá-la para algum lugar fora daqui onde Stefan não pudesse encontrá-la...
Algo borbulhava explosivamente de novo dentro de Elena. Era uma bola dura e difícil de manter comprimida.
 E não matar? ― ela conseguiu externar.
 O quê?
 Stefan está vivo? Ele está vivo? Ele... está realmente vivo?
 Calma ― Damon respondeu friamente. ― Calma, Elena. Você não pode desmaiar. ― Ele a segurou pelos ombros. ― Pensou que eu pretendia matá-lo?
Elena estava tremendo quase tão forte quanto a resposta.
 Por que você não me disse antes?
 Peço desculpas pela omissão.
 Ele está vivo – com certeza, Damon? Você tem certeza absoluta?
 Positivo.
Sem pensar em si mesma, sem pensar em qualquer coisa, Elena fez o que fazia de melhor – cedeu ao impulso. Ela jogou os braços ao redor do pescoço de Damon e o beijou.
Por um momento, Damon apenas ficou rígido com o choque. Ele tinha contratado os assassinos que sequestraram o seu amante e dizimariam sua cidade.
Mas a mente de Elena nunca o veria dessa maneira.
 Se ele estivesse morto... ― ele parou e teve de tentar novamente. ― Toda a barganha de Shinichi depende de mantê-lo vivo – vivo e longe de você. Eu não correria o risco de você se matar ou me odiar de verdade ― novamente a nota de frieza distante.  Com Stefan morto, que esperança eu teria sobre você, princesa?
Elena ignorou tudo isso.
 Se ele está vivo, posso encontrá-lo.
 Se ele se lembrar de você. Mas e se todas as lembranças que ele tinha de vocês fossem tomadas?
 O quê? ― Elena queria explodir. ― Se todas as lembranças de Stefan fossem levados de mim ― disse ela friamente ― eu ainda cairia de amor por ele no momento em que o visse. E se cada memória de mim for tirada de Stefan, ele vaguearia pelo mundo inteiro à procura de algo, sem saber o que estava procurando.
 Muito poético.
 Mas, oh, Damon, obrigado por não deixar Shinichi matá-lo!
Ele balançou a cabeça para ela parecendo perplexo.
 Eu nem poderia fazer – parece – isso. Alguma coisa sobre dar a minha palavra. Imaginei que se ele estivesse livre e feliz e não se lembrasse, isso seria o suficiente...
 De sua promessa para mim? Você calculou errado. Mas isso não importa agora.
 Isso não importa. Você já sofreu por isso.
 Não, Damon. Tudo o que realmente importa é que ele não está morto e não me deixou. Ainda há esperança.
 Mas, Elena ― a voz de Damon tinha vida agora; era tanto animada quanto inflexível: ― Você não pode ver? Deixando o passado de lado, você tem que admitir que somos os que caminham juntos. Você e eu somos simplesmente mais adequados para ficarmos juntos por natureza. No fundo sabe disso, porque entendemos um ao outro. Estamos no mesmo nível intelectual...
 Assim como Stefan!
 Bem, tudo o que posso dizer é que ele fez um trabalho notável ao escondê-la, então. Mas não sente isso? Você não sente... ― sua proximidade estava ficando desconfortável agora ― que poderia ser minha princesa das trevas? Isto é no fundo algo que você quer fazer? Eu posso ver isso, se você não pode.
 Eu não posso ser nada para você, Damon. Exceto uma digna cunhada.
Ele balançou a cabeça, rindo asperamente.
 Não, você é a única adequada para o papel principal. Bem, tudo o que posso dizer é que se vivermos depois da luta com os gêmeos, você verá as coisas por si mesma como nunca viu antes. E vai saber que estamos melhores juntos.
 E tudo o que posso dizer é que se a gente sobreviver dessa luta com os gêmeos Bobbsey do Inferno – isso soa como se fôssemos precisar de todo o poder espiritual que pudermos reunir. E isso significa trazer Stefan de volta.
 Talvez não sejamos capazes de trazê-lo de volta. Oh, eu concordo que mesmo sejamos capazes de levar Shinichi e Misao para longe de Fell’s Church, a probabilidade de conseguirmos eliminá-los completamente é cerca de zero. Você não é uma lutadora. Nós provavelmente não vamos nem mesmo ser capazes de machucá-los muito. Mas ainda não sei exatamente onde Stefan está.
 Então, os gêmeos são os únicos que podem nos ajudar.
 Se eles ainda puderem nos ajudar – oh, tudo bem, eu admito. O Shi no Shi é provavelmente uma fraude completa. Eles provavelmente tomam algumas memórias de vampiro estúpido – memórias é a moeda de troca no campo do Outro Lado – e então o mandam embora enquanto a caixa registradora ainda está tinindo. São fraudes. O lugar todo é uma favela gigante e tipo um show de horrores – algo como uma miniatura de Vegas.
 Mas eles não têm medo de que os vampiros enganados queiram vingança?
Damon riu, desta vez musicalmente.
 Um vampiro que não quer ser um vampiro é como o menor objeto no ranking do Outro Lado. Oh, exceto pelos seres humanos. Junto com os amantes que já cumpriram pactos de suicídio e as crianças que pularam do telhado porque pensaram que a sua capa de Superman podia fazê-las voar.
Elena tentou se afastar dele, para reprová-lo, mas ele era surpreendentemente forte.
 Isso não soa como um lugar muito agradável.
 Não é.
 E é aí que Stefan está?
 Se tivermos sorte.
 Então, basicamente ― disse ela, vendo as coisas, como sempre fazia, em termos de planos A, B, C e D ― primeiro temos que descobrir onde Stefan está com esses gêmeos. Em segundo lugar, temos de fazer com que os gêmeos curem as meninas que possuíram. Em terceiro, obrigá-los a sair de Fell’s Church por conta própria – para o nosso bem. Mas antes de qualquer coisa, temos de encontrar Stefan. Ele vai poder nos ajudar; sei que vai. E então apenas esperemos que sejamos fortes o bastante para o resto.
 Poderíamos usar a ajuda de Stefan, tudo bem. Mas você perdeu o ponto principal – por agora, o que temos a fazer é impedir os gêmeos de nos matar.
 Eles ainda pensam que você é aliado deles, não é? ― a mente de Elena estava cintilando através das opções. ― Faça-os ter certeza de que você é. Aguarde até que chegar um momento estratégico, e depois aproveite a oportunidade. Temos alguma arma contra eles?
 Ferro. Eles se sentem mal contra ferro – são demônios. E querida, Shinichi é obcecado por você, embora eu não possa dizer que a sua irmã aprovará quando perceber isso.
 Obcecado?
 Sim. Por você e por canções folclóricas em Inglês, lembra? Embora eu não consiga entender porquê. As músicas, eu quero dizer.
 Bem, não sei o que podemos fazer com isso...
 Mas aposto que essa obsessão por você vai deixar Misao irritada. É só um palpite, mas ela o manteve para si mesma há milhares de anos.
 Então vamos jogá-los um contra o outro, fingir que ele vai me pegar. Damon, o quê? ― Elena acrescentou em tom de alarme quando ele apertou ainda mais seu abraço, como se estivesse aflito.
 Ele não vai te pegar ― disse Damon.
 Eu sei disso.
 Eu não estava gostando da ideia de alguém pegar você. Você está destinada a ser minha, você sabe.
 Damon, não. Eu já lhe disse. Por favor...
 Quer dizer por favor, não me faça te machucar”? A verdade é que você não pode me machucar mais do que eu permito. Só pode machucar a si mesma contra mim.
Elena conseguia, pelo menos, manter a parte de cima de seu corpo afastada.
 Damon, acabamos de fazer um acordo, fizemos planos. Agora, o que estamos fazendo, jogando tudo fora?
 Não, mas pensei em outra maneira de lhe dar um grande super-herói bem agora. Você estava dizendo que eu deveria tomar mais do seu sangue por um longo tempo.
 Ah... sim ― era verdade, mesmo que isso tivesse sido antes de ele ter admitido a ela as coisas terríveis que tinha feito. E... ― Damon, o que aconteceu com Matt na clareira? Fomos a todos os lugares à procura dele, mas não o encontramos. E você ficou feliz por isso.
Ele não se preocupou em negar.
 No mundo real, eu estava com raiva dele, Elena. Ele parecia ser apenas outro rival. Parte da razão pela qual estamos aqui é para que eu possa lembrar exatamente o que aconteceu.
 Você machucou Matt, Damon? Porque agora você está me machucando.
 Sim ― a voz de Damon estava leve e indiferente de repente, como se ele achasse isso divertido. ― Suponho que o feri. Usei dor psíquica sobre ele, e isso já fez um monte de corações parar de bater. Mas a sua Mula é forte. Eu gosto disso. Eu o fazia sofrer mais e mais, e mesmo assim ele ainda continuava a viver, porque tinha medo de deixá-la sozinha.
 Damon! ― Elena empurrou-se mais para trás, apenas para descobrir que isso não era bom. Ele era muito, muito mais forte do que ela. ― Como pôde fazer isso com ele?
 Eu te disse; ele era um rival ― Damon riu de repente. ― Você realmente não se lembra, não é? Eu o fiz se humilhar para você. Fiz ele comer terra, literalmente, por você.
 Damon – você está louco?
 Não. Só agora estou encontrando a minha sanidade. Não preciso convencê-la de que você pertence a mim. Eu posso te levar.
 Não, Damon. Não serei sua princesa das trevas ou... ou qualquer outra coisa sua. No máximo você terá um corpo morto para brincar.
 Talvez eu goste disso. Mas você se esquece; posso entrar em sua mente. E você ainda tem amigos – em casa, se preparando para o jantar ou para cama, como você espera. Não tem? Amigos com todos os seus membros; que nunca conheceram dor real.
Demorou muito tempo para Elena falar. Então ela disse baixinho:
 Eu retiro cada coisa decente que já disse sobre você. Você é um monstro, ouviu isso? Você é abominá... ― sua voz mudou lentamente. ― Eles estão te obrigando a fazer isso, não estão? ― disse, finalmente, sem rodeios. ― Shinichi e Misao. Um pequeno espetáculo agradável para eles. Assim como te fizeram ferir Matt e a mim antes.
 Não, eu faço apenas o que quero. ― O que era aquele lampejo de vermelho que Elena viu em seus olhos? Uma breve chama de fogo... ― Sabe como você é bonita quando está chorando? Você fica mais bonita do que nunca. O ouro em seus olhos parece subir à superfície e derramar em lágrimas de diamantes. Eu adoraria ter um escultor para fazer um busto de você chorando.
 Damon, sei que você não está realmente dizendo isso. Sei que a coisa que colocaram dentro de você é quem está.
 Elena, eu lhe garanto, sou apenas eu. Gostei muito quando eu o fiz machucá-la. Gostei de ouvir o jeito como você gritou. Eu o fiz rasgar sua roupa – tive que feri-lo muito para levá-lo a fazer isso. Mas você não percebeu que sua camisola foi rasgada, e que você estava descalça? Tudo isso foi Mula.
Elena forçou sua mente de volta para o momento em que estava prestes a saltar para fora da Ferrari. Sim, ali, e no momento depois ela estava com os pés descalços e descoberta, vestindo apenas uma camisola. Um pouco do tecido de seu jeans tinha sido deixado na beira da estrada, e na vegetação em volta. Mas nunca ocorreu a ela saber o que aconteceu com suas botas e meias, ou como sua camisola tinha sido rasgada em tiras na parte de baixo. Ela simplesmente estava tão grata pela ajuda... de quem a tinha ferido em primeiro lugar.
Oh, Damon deve ter pensado que isso era irônico. De repente, ela percebeu que estava pensando em Damon e não em seu manipulador. Não em Shinichi e Misao. Mas eles não eram a mesma pessoa, ela disse a si mesma. Tenho que me lembrar disso!
 Sim, eu gostei de fazê-lo te ferir, e eu gostei de te machucar. Eu o fiz me trazer uma vara de salgueiro, da espessura correta, e então chicotear você com ela. Você gostou disso, também, eu juro. Não se incomode em procurar as marcas porque elas se foram com as outras. Mas nós três estávamos gostando de ouvir seus gritos. Você... e eu... e Mula, também. Na verdade, de todos nós, ele pode ter gostado mais?
 Damon, cale-se! Não quero ouvi-lo falar sobre Matt dessa maneira!
 Eu não iria deixá-lo te ver sem as suas roupas, no entanto  Damon confidenciou, como se não tivesse ouvido nem uma palavra. ― Foi quando eu o... dispensei. Coloquei-a em outro globo de neve. Eu queria caçá-la enquanto você tentava fugir de mim, num mundo vazio do qual nunca poderia sair. Eu queria ver esse olhar especial em seus olhos que você tem quando luta com tudo o que tem – e eu queria vê-lo derrotado. Você não é uma lutadora, Elena.
Damon riu de repente, um som feio, e para terror de Elena, seus braços a soltaram e ele deu um soco na parede.
 Damon...  Ela estava chorando agora.
 E então eu queria fazer isso.
Sem aviso, o punho de Damon forçou queixo para cima, empurrando a cabeça dela para trás. A outra mão emaranhou em seus cabelos, trazendo o pescoço dela para a posição exata que ele queria. E então Elena sentiu seu ataque, rápido como uma cobra, e sentiu as duas feridas rasgadas na lateral do pescoço, e seu próprio sangue jorrando para fora delas.
Um tempo depois, Elena acordou lentamente. Damon ainda estava se divertindo, claramente perdido na experiência de ter Elena Gilbert. E não houve tempo de fazer planos diferentes.
Seu corpo simplesmente assumiu por si só, assustando-a quase tanto quanto assustando Damon. Mesmo quando ele levantou a cabeça, a mão dela arrancou a chave mágica da casa para fora de seus dedos. Então ela se agachou, virou, levantou os joelhos tão alto quanto pôde e chutou, enviando Damon contra a madeira velha e podre que formava a grade da varanda.

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