4 de novembro de 2015

Capítulo 3

Tower Grove, House of Night
Saint Louis, 1833

― Merry meet, Anastasia! Por favor, venha. É uma coincidência que esteja aqui. Diana e eu estávamos discutindo quão feliz estamos por ter um professor em tempo integral, e eu ia chamá-la para te dizer que estou contente de você ter se adaptado aqui em Tower Grove.
― Merry meet, Pandeia, Diana ― respondeu Anastasia, colocando a mão direita sobre seu coração e inclinando a cabeça respeitosamente à Grande Sacerdotisa, Pandeia, e depois à Diana, antes de entrar na ampla habitação decorada.
― Oh, vamos, não precisa ser tão formal conosco quando não estamos na companhia de calouros ― replicou Diana, professora de Sociologia e companheira vampira da Sacerdotisa.
A Sacerdotisa deu-lhe as boas-vindas enquanto acariciava uma gata Calica – um raro gato de três cores – que repousava sobre seu colo, ronronando fortemente.
― Obrigada ― Anastasia disse em uma voz tranquila que soava mais velha que seus vinte e dois anos.
Diana sorriu.
― Então, conte-nos, só está aqui faz quinze dias. Já se estabeleceu? É como estar em casa para você?
Casa, Anastasia pensou automaticamente, nunca havia estado tão bem e tão livre. Rapidamente mandou os pensamentos para longe e respondeu com cortesia e honestidade.
― Não é minha casa ainda, todavia sinto que será. Gosto muito da pradaria e dos exuberantes jardins.
Seu olhar se moveu da gata Calica para o macho rajado de cinza que havia começado a andar ao redor das pernas da Sacerdotisa. Então ela notou surpreendida que os dois gatos tinham seis dedos em cada para dianteira.
― Eles têm seis dedos nas patas? Nunca vi tal coisa.
Diana tomou a pata da gata Calica.
― Alguns dizem que os polidactílicos são aberrações da natureza. Mas creio que são apenas mais avançados que os gatos “comuns”. São meio que como os vampiros, mais avançados que os seres humanos “normais”.
― Oh, Deusa, se parecem com luvas! Espero que agora que encontrei a minha House of Night, um gato me escolha também. Seria maravilhoso se tivesse seis dedos em suas patas! ― então se deu conta de que estava dizendo seus tolos pensamentos em voz alta e se apressou a acrescentar: ― naturalmente, estou disfrutando muito de meus alunos e da minha nova sala de aula.
― Me faz feliz ouvir isso ― Pandeia falou, rindo em voz baixa ― e não há nada de mal em desejar um gato, com ou sem seis dedos em suas patas. Jovem Anastasia, Diana e eu estávamos a ponto de tomar um vinho com gelo na varanda. Por favor, junte-se a nós.
― Agradeço o convite ― Anastasia falou com humildade, lembrando-se de não dizer nenhuma besteira.
Ela seguiu as mulheres e seus gatos, passou pelas portas francesas e saiu para uma varanda. A encantadora luz da lua banhava os assentos de mármore branco e a mesa, sobre a qual havia um vaso de cristal gravado com uma lua crescente perfeita, cheio de rosas vermelhas, e ao sal lado havia um cubo de prata cheio de gelo e uma jarra de vinho da cor de cerejas maduras.
A vidraria gravada com os crescentes se emparelhava ao magnífico vaso de flores que brilhava com a luz prateada da lua cheia.
As rosas, o gelo, o vinho e a vidraria. Estou acostumada à simplicidade e às regras, apesar de que ambos tenham sido atenuados pelo amor. Alguma vez me acostumarei a tais luxos?, Anastasia refletiu, sentindo-se completamente incomodada enquanto sentava em uma das cadeiras e tratava de não alisar seus compridos cabelos loiros ou arrumar obsessivamente o seu vestido. E logo ela se pôs de pé.
― Eu... Eu, deveria servir o vinho a você, Sacerdotisa ― ela falou rindo nervosamente para a Grande Sacerdotisa.
Pandeia riu e com cuidado afastou a mão de Anastasia da jarra.
― Anastasia, filha, por favor, sente-se e se recomponha. Sou uma Grande Sacerdotisa, o que quer dizer que sou mais do que capaz de servir vinho para mim e meus convidados.
Diana beijou sua companheira suavemente na bochecha antes de sentar.
― Você, minha querida, é mais do que capaz em muitas, muitas coisas.
Anastasia viu as bochechas de Pandeia corarem ligeiramente enquanto o par compartilhava um olhar íntimo. As bochechas de Anastasia esquentaram quando pensou em seus últimos seis anos na sociedade da House of Night. Primeiro como uma novata, logo como uma sacerdotisa em formação e agora como professora. Às vezes ela ainda se surpreendia com a sexualidade aberta.
Se perguntava o que sua mãe pensaria dessa sociedade matriarcal. Aceitaria tranquilamente ter sua filha Marcada e transformada em vampira? Ou seria demais para ela – uma impressão demasiada forte – e a condenaria, como o resto da comunidade?
― Nós a envergonhamos? ― Diana perguntou com um sorriso em sua voz.
Anastasia mudou seu olhar rapidamente para a Sacerdotisa e sua companheira.
― Oh, por amor a terra viva, não! ― ela exclamou, e logo sentiu seu rosto esquentar e sabia que estava ruborizando.
Havia soado igual a sua mãe, e saber disso lhe deu vontade de meter-se debaixo da mesa e desaparecer. Você já não é uma criança tímica, Anastasia se recordou com firmeza, é uma vampira completamente mudada, uma professora e sacerdotisa. Ela levantou o queixo e tratou de agir confiante e madura.
Pandeia lhe sorriu amavelmente e levantou uma das três taças de cristal que acabara de encher.
― Eu gostaria de propor um brinde. Ao seu sucesso, Anastasia, e à conclusão da sua primeira quinzena de ensino como nossa professora de feitiços e rituais. Para que possa amar a House of Night de Tower Crove como nós o fazemos.
A Sacerdotisa levantou a mão que sustentava a taça de vinho. Fechou os olhos e Anastasia viu que ela movia os lábios em silêncio, e logo fez um movimento de pegar o ramo de rosas, como se estivesse recolhendo sua fragrância, antes de estalar os dedos em cada uma das três taças. Anastasia viu com assombro o modo como o vinho de sua taça redemoinhou por um instante, e esse redemoinho líquido era o desenho de uma rosa perfeita.
― Oh, Deusa, ela evocou o espírito no vinho! ― Anastasia exclamou.
― Pandeia não evocou o espírito. O espírito é sua afinidade. Nossa Sacerdotisa fez uma petição de amor em honra a ti, jovem Anastasia, e a rosa felizmente a cumpriu ― Diana explicou.
Anastasia exalou um grande suspiro.
― Tudo isto ― fez um pausa e seu olhar se fixou na mesa, nas duas vampiras, em seus contentes gatos e no ambiente que as rodeava ― me enche com tal sentimento que é como se meu coração estivesse aponto de explodir em meu peito! ― então ela se sentiu envergonhada ― perdoem-me. Sou como uma criança. Apenas quero expressar o meu agradecimento por estar aqui, por terem me escolhido para esta House of Night como professora.
― Vou compartilhar um segredo com você, Anastasia. A afinidade de Pandeia com o espírito fez muitos vampiros maiores e mais experientes que você sentirem que seu coração poderia explodir ― disse Diana ― só que eles estavam demasiado cansados para admitir. Gosto de sua honestidade. Não a perca à medida que envelhecer.
― Vou tentar não perdê-la ― Anastasia concordou, e tomou um gole rápido de seu vinho enquanto tratava de ordenar seus pensamentos – para decidir exatamente como revelaria a Pandeia e a Diana a verdadeira razão pela qual ela tinha vindo esta noite.
Então se arrependeu de ter bebido o vinho. Estava, é claro, mesclado com sangue, e o poder faiscava em todo o seu corpo, aumentando seu nervosismo junto com o resto de seus sentidos.
― A mim também agrada a sua honestidade ― a Alta Sacerdotisa falou para Anastasia entre as sorvidas de seu próprio vinho, ao qual parecia não afetá-la em absoluto. ― Foi uma das razões por que foi escolhida para preencher a vaga como nossa professora, apesar de só ter tido dois anos de treinamento formal em feitiços e rituais. Você deve saber que veio muito bem recomendada pela sede da House of Night da Pensilvânia.
― Meu mentor era amável, Sacerdotisa ― Anastasia respondeu, deixando sua taça na mesa.
― Recordo que também expressou que estava estreitamente ligada ao elemento terra ― Pandeia lembrou. ― Qual é a outra razão pela qual sentiu que seria uma boa opção para a nossa House of Night? Esta é realmente a porta para o oeste. Aqui o mistério e a majestosa terra selvagem se estende, como um convite para nós – lugar que pensei que você apreciaria e encontraria seu dom.
― Sim, mas eu não pretendo ter uma afinidade real com a terra ― Anastasia explicou ― admito que sinto uma forte conexão com a terra e, às vezes, quando tenho um pouco de sorte, a terra me empresta um pouco de seu poder.
Pandeia assentiu e sorveu seu vinho.
― Você sabe que as sacerdotisas não descobrem que tem uma verdadeira afinidade com um elemento até que não tenham servido a deusa por muitas décadas. Você, todavia tem uma afinidade com a terra que é bastante desenvolvida, e ainda é muito jovem, Anastasia.
― Não se ofenda com a minha pergunta, mas qual exatamente é a sua verdadeira idade? Você parece quase exatamente como uma recém-Marcada que ainda não passou pela Mudança ― disse Diana, atenuando sua dura pergunta com um sorriso.
― Diana ― a voz de Pandeia era amável, mas seu olhar de desaprovação era claro enquanto olhava para sua bela companheira ― eu não convidei Anastasia para interrogá-la.
― A pergunta não me incomoda, Sacerdotisa. Na realidade, estou acostumada a isso ― falou para Pandeia.
Então voltou-se para Diana. Anastasia levantou um pouco o queixo.
― Tenho vinte e dois anos. Minha Sacerdotisa e mentora da Pensilvânia me disse que acreditava que eu era o vampiro mais jovem dos Estados Unidos a lecionar integralmente. É uma honra estar a altura das expectativas e na realidade serei muito aplicada na sala de aula com meus alunos.
― Filha, não tenho dúvida de que é aplicada, mas gostaria que fosse mais como terra ― Pandeia observou.
― Como a terra? Perdoe-me, mas então entendi o que quis dizer.
― Ser como a terra é tomar suas características. Ser vibrante como um ramo de flores, fértil como um campo de trigo, sensual como um pessegueiro maduro. Não apenas sentir-se conectada com a terra, mas deixar que ela te inspire com suas maravilhas.
― E lembre-se que você é uma vampira e leciona para calouros. Não há necessidade de se vestir como uma professora de escola para humanos oprimidos ― Diana acrescentou.
― Eu... eu não quero ser leviana ― Anastasia admitiu vacilante, mirando seu decote alto, a blusa sem adornos e saia simples que sempre havia usado – e odiado – desde que se uniu à House of Night e começou a ensinar há duas semanas. ― Tenho quase a mesma idade que meus alunos, às vezes é difícil para eles lembrar que sou uma professora.
Pandeia assentiu em sinal de compreensão.
― A verdade é que está perto da idade de muitos de nossos calouros. Meu conselho é fazer algo mais com a semelhança entre vocês.
― Estou de acordo ― Diana concordou ― utilize sua juventude como algo positivo em vez de tentar escondê-la atrás dessa roupa, que qualquer anciã abandonaria se tivesse gosto.
Com a pausa de Diana, Anastasia notou pela primeira vez o esvoaçante vestido negro de seda que ela usava, e então a calça de cintura alta e a blusa de decote baixo que sua companheira vestia.
― Anastasia, o que Diana está tentando dizer é que não há nada de mal em ser jovem ― Pandeia falou, retomando o diálogo ― estou segura de que as crianças se sentiriam mais à vontade falando de suas preocupações com você, já que não tem a coragem de falar com qualquer um de nós.
Anastasia suspirou de alívio, pois era a oportunidade perfeita para falar o que tinha em mente.
― Sim, é verdade. Na realidade, foi por isso que as procurei esta noite.
Pandeia franziu o cenho.
― Há algum problema com os estudantes da qual eu deveria ser notificada?
― Se refere a Jesse Biddle? ― Diana falou o nome como se deixasse um gosto amargo na boca.
― Biddle é um problema para todos nós, vampiros e calouros por igual, sobretudo desde que, desacertadamente, o povo de Saint Louis o nomeou delegado ― Pandeia acrescentou. Então seu olhar se estreitou enquanto encarava Anastasia ― ele está importunando nossos novatos?
― Não, não que eu saiba ― Anastasia fez uma pausa e engoliu em seco, tratando de ordenar seus pensamentos, de modo que sua Alta Sacerdotisa encontrasse valor em suas palavras ― os calouros não gostam de Biddle, mas ele não é o tema principal em nossa conversa. Outra pessoa é, em minha opinião, o verdadeiro problema na House of Night.
― Quem a preocupa tanto?
― O novato que eles chamam de Dragon Lankford ― Anastasia respondeu.
Ambas as vampiras ficaram caladas por vários batimentos do coração de Anastasia. Então pareceu que Diana tentou ocultar um sorriso tomando um gole de seu vinho enquanto Pandeia levantou uma sobrancelha para Anastasia e perguntou:
― Dragon Lankford? Mas ele tem estado longe de Tower Grove competindo nos Jogos Vampíricos nessas suas últimas semanas. Vocês nem se encontraram ainda, e já diz que ele de alguma maneira é um problema para você?
― Não, para mim não. Bom, sim, suponho que o problema tem a ver comigo, mesmo que tecnicamente não seja meu ― Anastasia massageou sua testa ― espere, começarei outra vez. Você me perguntou se havia um problema entre os estudantes da qual deveria ser notificada. Minha resposta é sim, realmente sei se um problema, e ele foi criado pelo o que só posso chamar de uma obsessão por esse estudante quintnista a quem os alunos chamam de Dragon.
Diana não tratou de ocultar seu sorriso por mais tempo.
― Ele é dinâmico e popular, sobretudo entre as calouras.
Pandeia assentiu em acordo.
― O rapaz em questão não apenas superou todos os seus oponentes – novatos e vampiros por igual – para ganhar o cobiçado título de Mestre da Espada nos Jogos Vampíricos; é quase inédito na história que um jovem ganhe um título assim.
― Sim, eu sei de sua vitória. É do que todas as garotas falam hoje ― Anastasia replicou com ironia.
― E você vê como um problema? O manejo da espada de Dragon já é impressionante, mesmo ele não tendo completado a Mudança ― disse Diana.
― Embora não me surpreendesse ver suas tatuagens de adulto logo mais ― Pandeia acrescentou. ― Estou de acordo com Diana, não há nada de mais sobre o fato de as garotas se distraírem com Dragon.
A Grande Sacerdotisa sorriu.
― Quando encontrar com ele, também poderá compreender a distração delas.
― Não é uma simples distração que me preocupa ― Anastasia explicou rapidamente ― é o fato de que depois do término da aula desta noite, um total de quinze calouros – treze meninas e dois meninos – vieram a mim, um de cada vez, perguntar-me sobre feitiços para agarrar Dragon Lankford.
Anastasia se aliviou de que dessa vez as duas mulheres mostraram expressões de assombro e surpresa em lugar de diversão.
Finalmente Pandeia falou:
― Essa notícia é decepcionante, mas não tão trágica. Os calouros são conscientes de minha política sobre os feitiços de amor, que são bobos e podem perigosos. O amor não pode ser obtido por obrigação ou coação ― a Sacerdotisa negou com a cabeça, evidentemente chateada com os novatos. ― Diana, eu gostaria de ensinar um lição na semana que vem do que acontece quando a obsessão se confunde com o amor.
Diana assentiu.
― Talvez devesse começar com a história de Hércules e sua obsessão com a sacerdotisa vampira Hipólita, e o trágico final de ambos. É uma advertência que todos deveriam saber, mas obviamente se esqueceram.
― Uma excelente ideia ― Pandeia girou seus grandes olhos castanhos até Anastasia ― tenho certeza de que você recordou aos calouros que sob nenhuma circunstância realizaria feitiços de amor para eles.
Anastasia respirou fundo.
― Não, Sacerdotisa, não foi minha resposta.
― Não foi sua resposta? Por que... ― Diana começou, mas a mão levantada de sua companheira a cortou.
― Explique ― foi tudo o que a Sacerdotisa disse.
Anastasia encontrou o firme olhar da vampira.
― Eu nunca usei os feitiços de amor. Mesmo quando fui recém-Marcada e comecei a mostrar talento em feitiços, meu instinto mostrou que os feitiços de amor eram desonestos. Eu sou inexperiente, mas não ingênua. Sei que o amor não pode existir sem honra.
― Esclarecedor, mas não é uma explicação ― Pandeia falou.
A jovem professora endireitou sua coluna e mudou seu olhar para Diana.
― Lankford é “dinâmico e popular”, não?
― Correto.
― Também é arrogante?
Diana deu de ombros.
― Suponho que sim. Mas é bastante comum. Muitos de nossos guerreiros com mais talento tem um senso de arrogância sobre eles.
― Um sentimento de arrogância, sim. Todavia não é temperado com a experiência e o controle de um vampiro adulto? ― Anastasia perguntou.
― Sim, é assim ― ela concordou.
Anastasia assentiu com a cabeça e então seu olhar voltou a sua Sacerdotisa.
― Tem se falado muito de Dragon. E tenho escutado com atenção. Tem razão quando diz que não o conheço, mas tudo o que ouvi falar de Dragon Lankford se baseia em sua espada e seus sorrisos em vez de sua sabedoria e sagacidade. Meus instintos dizem que se os alunos apaixonados virem o que ele realmente é, perderão o interesse no mesmo momento.
― O que foi exatamente que disse aos calouros? ― Pandeia perguntou finalmente.
― Lhes disse que possivelmente eu não poderia quebrar as regras da House of Night e realizar feitiços de amor, mas que eu poderia criar um feitiço de atração para cada um deles.
― Há uma fina linha entre um feitiço de amor e um de atração ― Diana replicou.
― Sim, e essa linha é criada pela honestidade, verdade e sinceridade ― Anastasia contestou.
― Mas tenho a sensação de que cada estudante que veio até você estava sendo honesto, verdadeiro e sincero sobre o desejo de ser amado por Dragon Lankford ― Pandeia falou, mirando com decepção a jovem professora ― portanto, lançar um feitiço assim em Dragon irá funcionar como um feitiço de amor. A semântica é a única diferença entre os dois.
― Isso estaria correto se o feitiço fosse lançado em Dragon. Em vez disso, o feitiço de atração será lançado em cada um dos estudantes que vieram a mim.
A decepção de Pandeia mudou para um sorriso de satisfação.
― A intenção desse feitiço é fazer com que os calouros vejam Dragon com mais clareza.
― A visão de cada um deles sobre Lankford se baseará na honestidade e na sinceridade e não estará contaminada por um superego e um sorriso bonito.
― Poderia funcionar! ― Diana exclamou ― mas o feitiço é delicado e requer habilidade.
― Meu instinto diz que nossa jovem professora tem sabedoria em abundância ― Pandeia respondeu.
― Agradeço a confiança em mim, Sacerdotisa ― Anastasia quase gritou de animação. Então se levantou. ― Com sua permissão, eu gostaria de lançar o feitiço esta noite, durante a lua cheia.
Pandeia assentiu em acordo.
― É o momento perfeito para fazê-lo. Tem minha permissão, filha.
― É minha intenção por fim a qualquer paixão obsessiva esta noite ― Anastasia disse, colocando a mão sobre seu coração e fazendo uma reverência para sua Sacerdotisa e a sua companheira.
― Alguém que ganha tudo com arrogância e sorrisos, com encantos egoístas ― Diana falou depois.
― Então essa pessoa recebe exatamente o que merece ― Anastasia murmurou.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!