20 de novembro de 2015

Capítulo 22

Bonnie estava perturbada e confusa. Estava escuro.
Tudo bem uma voz que era brusca e calmante de uma só vez dizia. — São duas possíveis concussões, uma ferida por perfuração com necessidade de uma vacina anti-tétano e, bem, temo que tenha que sedar a sua menina, Jim. E vou precisar de ajuda, mas você não pode se mover. Permaneça deitado e mantenha os olhos fechados.
Bonnie abriu seus próprios olhos. Ela tinha uma vaga lembrança de cair de frente em sua própria cama. Mas não estava em casa, ela ainda estava na casa dos Saitou, deitada em um sofá.
Como sempre, quando estava confusa ou com medo, ela olhou para Meredith. Meredith estava voltando da cozinha com uma bolsa de gelo improvisada. Colocou-a na testa já molhada Bonnie.
Eu simplesmente desmaiei explicou Bonnie, quando se deu conta disso sozinha. Só isso.
Eu sei que você desmaiou. Você bateu a cabeça muito forte no chão, Meredith respondeu, e para variar seu rosto ficou perfeitamente legível: preocupação, simpatia e alívio estavam visíveis. Ela realmente tinha lágrimas se acumulando em seus olhos. — Oh, Bonnie, não pude chegar até você a tempo. Isobel estava no caminho, e os tatames não amorteceram o suficiente a queda e você ficou apagada por quase meia hora! Você me assustou.
Desculpe-me.
Bonnie tirou uma mão para fora do cobertor que parecia estar envolto nela e apertou a mão de Meredith. Isso significava que a irmandade velociráptor ainda está em ação. Também significava “obrigada por se preocupar”.
Jim estava esparramado no sofá segurando outra bolsa de gelo na parte de trás da cabeça. Seu rosto estava branco esverdeado. Ele tentou levantar-se, mas a Dra. Alpert – com sua voz tanto mau humorada quanto gentil – o empurrou de volta para trás.
Você não precisa de mais esforço disse ela. Mas eu preciso de um assistente. Meredith, pode me ajudar com Isobel? Parece que ela vai dar um tanto de trabalho.
Ela me acertou minha cabeça por trás com um abajur Jim avisou. Nunca vire as costas para ela.
Vamos ter cuidado disse a Dra. Alpert.
Vocês dois fiquem aqui Meredith acrescentou com firmeza.
Bonnie estava encarando Meredith nos olhos. Ela queria se levantar para ajudá-las com Isobel. Mas Meredith tinha aquele olhar especial de determinação que significava que era melhor não discutir.
Assim que saíram, Bonnie tentou levantar-se. Mas logo ela começou a enxergar aquele nada pulsante cinza que significava que ela ia desmaiar de novo. Ela deitou-se novamente, com os dentes cerrados.
Durante muito tempo houve batidas e gritos vindos do quarto de Isobel.
Bonnie ouvira a voz da Dra. Alpert elevar-se, em seguida a de Isobel, e depois uma terceira voz – não de Meredith, que nunca gritava se pudesse evitar, mas uma que parecia ser a voz de Isobel, apenas mais lenta e distorcida.
Então, finalmente, houve silêncio, e Meredith e a Dra. Alpert voltaram carregando uma Isobel desacordada entre elas. Meredith tinha um sangramento no nariz e o cabelo curto avermelhado da Dra. Alpert estava em pé, mas elas tinham de alguma forma vestido uma camiseta por cima do corpo abusado de Isobel e a Dra. Alpert conseguiu agarrar a sua bolsa preta também.
Feridos que podem andar, fiquem onde estão. Estaremos de volta para lhes dar uma mão disse a médica com sua maneira concisa.
Em seguida a Dra. Albert e Meredith fizeram outra viagem para levar a avó Isobel com elas.
Eu não gosto da sua cor disse a Dra. Albert brevemente. Ou do ritmo cardíaco dela. Poderíamos assim todos fazer um check-up.
Um minuto depois, elas voltaram para ajudar Jim e Bonnie a ir até o SUV da Dra. Albert. O céu estava nublado e o sol era uma bola vermelha, não muito longe do horizonte.
Você quer que eu lhe dê algo para a dor? perguntou a médica, olhando Bonnie enquanto procurava dentro da bolsa preta. Isobel estava na traseira da SUV, onde os bancos haviam sido desdobrados.
Meredith e Jim estavam nos dois assentos na frente dela, com a avó Saitou entre eles, e Bonnie, por insistência de Meredith, estava na frente com a médica.
Hum, não precisa, está tudo bem respondeu ela.
Na verdade, ela estava se perguntando se o hospital realmente poderia curar a infecção de Isobel melhor do que a Sra. Flowers e suas compressas de ervas podiam.
Mas embora sua cabeça latejasse e doesse, e ela estivesse desenvolvendo um galo do tamanho de um ovo cozido em sua testa, não queria anuviar seus pensamentos. Havia algo a incomodando, algum sonho ou algo que ela tinha tido enquanto Meredith disse que ela estava inconsciente.
O que seria?
Tudo bem então. Todos com cintos de segurança? Aqui vamos nós. — O SUV se afastou da casa dos Saitou. — Jim, você disse que Isobel tem uma irmã de três anos dormindo no andar de cima, então chamei a minha neta Jayneela para vir aqui. Pelo menos haverá alguém na casa.
Bonnie se virou pra trás para olhar para Meredith. As duas falaram ao mesmo tempo.
Oh, não! Ela não pode vir! Especialmente não no quarto Isobel! Olhe, por favor, você tem que... — Bonnie balbuciou.
Realmente não tenho certeza se essa é uma boa ideia, Dra. Alpert, — Meredith disse, não menos urgente, mas muito mais coerente. — A menos que ela fique longe do quarto e talvez tenha alguém com ela – um menino seria bom.
Um menino? Dra. Alpert parecia confusa, mas a combinação do desespero de Bonnie e a sinceridade de Meredith pareceu convencê-la. — Bem, Tyrone, meu neto, estava assistindo TV quando eu saí. Vou tentar contatá-lo.
Uau! — Bonnie disse involuntariamente. — Esse é o Tyrone que será do ataque ofensivo da equipe de futebol americano do próximo ano, hein? Ouvi dizer que eles o chamam de Tyre-minador.
Bem, digamos que eu acho que ele será capaz de proteger Jayneela a Dra. Alpert disse depois de fazer a ligação. — Mas somos nós com, ah, a menina superexaltada no veículo com a gente. Pela forma como ela lutou contra o sedativo, eu diria que ela mesma é uma exterminadora” e tanto.
O celular de Meredith tocou a música que era usada para números não identificados em sua agenda, e em seguida, anunciou: Sra T. Flowers está ligando pra você. Você vai atender...”
Em um segundo Meredith tinha apertado o botão pra atender.
Sra. Flowers? Ela disse.
O motor da SUV evitou que Bonnie e os outros pudessem ouvir o que a Sra. Flowers dizia, assim Bonnie voltou a se concentrar em duas coisas: o que sabia sobre as “vítimas” das “bruxas de Salém”, e qual teria sido o pensamento que lhe ocorrera enquanto ela tinha estado inconsciente.
Tudo isso imediatamente fugiu de sua cabeça quando Meredith derrubou seu celular.
O que foi? O quê? O quê? — Bonnie não podia obter uma visão clara do rosto de Meredith no crepúsculo, mas ela parecia pálida e, quando falou, soou pálida, também.
A Sra. Flores estava cuidando de seu jardim, ela estava prestes a entrar quando percebeu que havia algo em seus arbustos de begônia. Ela disse que parecia como se alguém tivesse tentado esconder algo entre o arbusto e a parede, mas um pedaço do tecido ficou aparecendo.
Bonnie sentiu como se o ar tivesse sido arrancado de seus pulmões.
O que era?
Era uma mochila cheia de roupas e sapatos. Botas. Camisas. Calças. Todos do Stefan.
Bonnie deu um grito que fez a Dra. Alpert quase perder o rumo na estrada.
Oh, meu Deus, oh, meu Deus – ele não foi embora!
Ah, acho que ele foi, sim. Só não por sua livre e espontânea vontade — disse Meredith, sombria.
Damon Bonnie engasgou e caiu de novo em seu assento, lágrimas brotando em seus olhos e transbordando. — Não pude deixar de querer acreditar...
A cabeça piorou? — a Dra. Alpert perguntou, elegantemente ignorando a conversa em que não tinha sido incluída.
Não – bem, sim, piorou, Bonnie admitiu.
Aqui, abra a maleta e me mostre. Eu tenho amostras disto e daquilo... tudo certo, aqui está. Alguém viu uma garrafa de água por aí?
Jim ausentemente entregou uma garrafa.
Obrigada disse Bonnie, colocando a pílula na boca e depois tomando um grande gole da garrafa. Ela tinha que colocar sua cabeça em ordem. Se Damon tinha raptado Stefan, então ela deveria estar Chamando-o, não deveria? Só Deus sabia onde ele acabaria desta vez.
Por que nenhum deles tinha pensado nessa possibilidade? Bem, primeiro, porque o novo Stefan era para ser supostamente forte, e segundo, por causa do bilhete no diário de Elena.
É isso! disse ela, assustando até si mesma. Tudo tinha emergido subitamente, tudo o que ela e Matt tinham compartilhado... — Meredith! — chamou, indiferente ao olhar de lado que a Dra. Alpert lhe deu — enquanto eu estava inconsciente, falei com Matt. Ele estava inconsciente também.
Ele estava ferido?
Deus, sim. Damon deve ter feito algo terrível. Mas ele disse para ignorar isso, e que algo o tinha incomodado desde que leu aquele bilhete que Stefan deixou para Elena. Algo sobre Stefan ter falado com o professor de Inglês sobre como se soletra julgamento, ano passado. E ele continuou dizendo, procure o arquivo de backup. Procure o arquivo de backup... antes que Damon o faça.
Ela olhou para o rosto alarmado de Meredith, consciente enquanto diminuíam a velocidade até parar em um cruzamento que tanto a Dra. Alpert e Jim estavam olhando para ela. Elegância tinha seus limites.
A voz de Meredith quebrou o silêncio.
Doutora, — disse. — Terei que te pedir uma coisa. Se você pegar a esquerda aqui e depois novamente na Rua Laurel e em seguida simplesmente dirigir por cerca de cinco minutos em direção à floresta, isso não a tirará muito do seu trajeto. Mas isso me deixará na pensão onde está o computador de que Bonnie está falando. Você pode pensar que estou louca, mas preciso chegar a este computador.
Eu sei que você não está louca, a essa altura eu já teria notado — a médica riu conspiratoriamente. — E tenho ouvido algumas coisas sobre a jovem Bonnie aqui... nada de ruim, juro, mas um pouco difícil de acreditar. Depois de ver o que vi hoje, acho que estou começando a mudar minha opinião sobre elas — a médica de repente deu uma guinada à esquerda, resmungando. — Alguém arrancou a placa de pare desta rua também. Então, ela continuou, para Meredith: — Eu posso fazer o que você pediu. Te deixarei perto da velha pensão...
Não! Isso seria muito perigoso!
—... mas tenho que levar Isobel a um hospital o mais rapidamente possível. Para não falar de Jim. Eu realmente acho que ele teve uma concussão. E Bonnie...
Bonnie disse Bonnie, enunciando distintamente, está indo para a pensão, também.
Não, Bonnie! Vou correndo, Bonnie, você entende isso? Vou correr o mais rápido que eu puder – e não posso deixar que você me atrase — a voz de Meredith era seca.
Não vou te atrasar, juro. Vá em frente e corra. Vou correr, também. Minha cabeça já está melhor agora. Se você tiver que me deixar para trás, pode continuar correndo. Eu chego depois de você.
Meredith abriu a boca e depois fechou. Devia ter alguma coisa na expressão de Bonnie que lhe disse que qualquer tipo de argumento seria inútil, imaginou Bonnie. Porque no final das contas, era verdade.
Aqui estamos nós — disse a Dra. Alpert poucos minutos depois. — A esquina da Rua Laurel e da floresta.
Ela puxou uma pequena lanterna da sua maleta e iluminou cada um dos olhos de Bonnie, repetidamente um após o outro.
Bem, ainda não parece que você tenha tido uma concussão. Mas você sabe, Bonnie, que a minha opinião médica é de que não deveria estar correndo por aí. Eu simplesmente não posso forçá-la a ser medicada se você não quiser. Mas posso fazer você aceitar isso — ela entregou a lanterna pequena para Bonnie. — Boa sorte.
Obrigada por tudo — Bonnie respondeu, por um instante repousando sua mão pálida na mão morena escura e de dedos longos da Dra. Alpert. — Você, tenha cuidado também – com árvores caídas, com Isobel, e com algo vermelho na estrada.
Bonnie, eu estou indo — Meredith já estava fora do SUV.
E tranque as portas! E não saia até que você esteja longe do bosque! — disse Bonnie, ao tropeçar pra fora do veículo ao lado de Meredith.
E então elas correram. Claro, tudo o que Bonnie tinha dito sobre Meredith correr na frente dela, deixando-a para trás, era um absurdo, e ambas sabiam disso.
Meredith agarrou Bonnie pela mão assim que os pés de Bonnie tocaram o chão e começaram a correr como um galgo, arrastando Bonnie junto com ela, às vezes parecendo que ia arrastá-la se ela caísse no chão.
Bonnie não precisava ser avisada do quão importante era a velocidade. Ela queria desesperadamente que estivessem de carro. Queria um monte de coisas, principalmente que a Sra. Flores vivesse no meio da cidade e não aqui do outro lado dessa selva.
Enfim, como Meredith tinha previsto, ela estava sem fôlego, e sua mão tão escorregadia de suor que escorregou da mão de Meredith. Ela se dobrou quase ao meio, as mãos sobre os joelhos, tentando recuperar a respiração.
Bonnie! Enxugue sua mão! Temos que correr!
... me dê... um minuto...
Não temos um minuto! Não consegue ouvir isso? Vamos lá!
Eu só preciso... recuperar... o fôlego.
Bonnie, olhe para trás. E não grite!
Bonnie olhou para trás, gritou, e então descobriu que ela não estava sem fôlego afinal de contas. Ela deu o fora, agarrando a mão de Meredith.
Podia ouvir agora, até mesmo acima de sua própria respiração ofegante e das pancadas nos ouvidos. Era um som de insetos, não um zumbido, mas ainda assim um som que seu cérebro tinha arquivado sendo de insetos. Parecia o wipwipwip de um helicóptero, só que muito maior em alcance, como se um helicóptero pudesse ter tentáculos como os de insetos, em vez de hélices. Com aquela única olhada, ela tinha visualizado toda uma massa cinzenta de tentáculos com cabeças na frente – e todas as cabeças estavam com as bocas abertas para mostrar bocas cheias de dentes brancos afiados.
Ela lutou para ligar a lanterna. A noite caía, e não tinha ideia de quanto tempo levaria até o nascer da lua. Tudo o que ela sabia era que as árvores pareciam tornar tudo escuro, e que ele estava atrás dela e Meredith.
O malach.
O som de chicotadas dos tentáculos batendo no ar era muito mais alto agora. Muito mais. Bonnie não quis se virar e ver a fonte do mesmo. O som estava empurrando seu corpo para além de todos os limites. Ela não podia deixar de ouvir mais e mais as palavras de Matt: Como colocar minha mão em um triturador de lixo e ligá-lo. Como colocar minha mão em um triturador de lixo...
Sua mão e a de Meredith estavam cobertas de suor novamente. E a massa cinzenta estava definitivamente alcançando as duas. Estava a apenas a meia distância do que estava antes, e o barulho de chicotadas estava ficando mais agudo.
Ao mesmo tempo, suas pernas pareciam de borracha. Literalmente. Ela não conseguia sentir os joelhos. E agora elas pareciam como borracha virando gelatina.
Vipvipvipvipveeee ...
Era o som de um deles, mais perto do que o resto. Mais perto, mais perto, e então ele estava na frente delas, a boca aberta em uma forma oval com dentes em todo o perímetro. Assim como Matt tinha dito.
Bonnie não teve fôlego com o qual gritar. Mas ela precisava gritar. A coisa sem cabeça, sem olhos ou traços – apenas aquela boca horrível – tinha virado à frente delas e estava vindo direto para ela. E sua resposta automática a isso – bater nele com suas próprias mãos – poderia custar-lhe um braço. Oh Deus, ele estava vindo para seu rosto...
Lá está a pensão — engasgou Meredith, dando-lhe um puxão que a levantou de seus pés. — Corre!
Bonnie abaixou-se, exatamente quando o Malach tentou bater nela.
Instantaneamente, sentiu os tentáculos fazerem whipwhipwhip em seu cabelo encaracolado. Foi puxada bruscamente por trás em um tropeção doloroso, e a mão de Meredith foi arrancada da dela. Suas pernas pareceram entrar em colapso. Suas entranhas pareciam querer gritar.
Oh, Deus, Meredith, ele me pegou! Corra! Não deixe pegar você!
Na frente dela, a pensão estava iluminada como um hotel. Normalmente era escura, exceto talvez pela janela de Stefan e uma outra. Mas agora ela brilhava como uma joia, um pouco além de seu alcance.
Bonnie, feche os olhos!
Meredith não a tinha deixado. Ela ainda estava aqui. Bonnie podia sentir os ramos como tentáculos alisarem suavemente sua orelha, lentamente sentindo o gosto de sua testa suada, indo em direção a seu rosto, seu pescoço... Ela chorou.
E então houve um acentuado barulho alto misturado com um som como um melão maduro explodindo, e algo úmido espalhado por toda a sua volta. Ela abriu os olhos. Meredith estava largando um galho grosso que ela estava segurando como um taco de beisebol. Os tentáculos já estavam deslizando para fora do cabelo de Bonnie.
Bonnie não quis olhar para a bagunça atrás dela.
Meredith, você...
Vamos lá... corra!
E ela estava correndo novamente. Por todo o caminho até a entrada de cascalho da pensão, por todo o caminho até a porta. E ali, na porta, a Sra. Flores estava com uma antiquada lâmpada de querosene.
Entrem, entrem disse, e quando Meredith e Bonnie pararam, sem ar, ela bateu a porta atrás delas. Todas ouviram o som que veio em seguida. Era como o som que o ramo tinha feito – um estalo agudo mais um arrebentamento – só que muito mais alto, e repetiu várias vezes, como pipoca estourando.
Bonnie estava tremendo quando tirou as mãos de seus ouvidos e deslizou até sentar no tapete da sala de entrada.
O que em nome de Deus vocês, meninas, fizeram? — a Sra. Flowers perguntou, olhando para a testa de Bonnie, o nariz inchado de Meredith, e seu estado geral de exaustão.
É preciso muito... tempo para explicar Meredith botou pra fora. Bonnie! Você pode sentar no... andar de cima.
De uma maneira ou de outra, Bonnie conseguiu subir as escadas. Meredith foi imediatamente para o computador e o ligou, desabando sobre a cadeira em frente a ele. Bonnie usou suas últimas energias para tirar a camisa. As suas costas estavam cobertas com a gosma dos insetos sem nome. Ela amassou-a em uma bola e atirou-a em um canto.
Então, caiu na cama de Stefan.
O que exatamente Matt falou? — Meredith estava começando a recuperar seu fôlego.
Ele disse procurasse o backup – ou procure no arquivo de backup – algo assim. Meredith, minha cabeça... não está boa.
Tudo bem. Apenas relaxe. Você foi muito bem lá fora.
Eu fui porque você me salvou. Obrigada... outra vez...
Não se preocupe com isso. Mas eu não entendo adicionou Meredith em seu murmúrio para ela mesma. — Há um arquivo de backup deste mesmo bilhete na mesma pasta, mas não é diferente. Não vejo o que Matt quis dizer.
Talvez ele estivesse confuso disse Bonnie relutante. Talvez ele estivesse apenas sentindo muita dor que isso saiu de sua cabeça.
Arquivo de backup, arquivo de backup... espere um minuto! O Word não salva automaticamente uma cópia de segurança em algum lugar estranho, como na pasta do administrador ou algo assim? — Meredith estava clicando rapidamente pelas pastas. Então disse, com voz decepcionada: — Não, nada.
Ela sentou-se para trás, deixando sua respiração sair em uma baforada.
Bonnie sabia o que ela deveria estar pensando. Sua longa e desesperada corrida pelo perigo não podia ter sido por nada. Não podia.
Então, lentamente, Meredith disse:
Há um monte de arquivos temporários aqui para um pequeno bilhete.
O que é um arquivo temporário?
É apenas um armazenamento temporário de seu arquivo enquanto você estiver trabalhando nele. Normalmente isso parece só com um monte de lixo, no entanto — o clicar começou novamente. — Mas devo olhar por tudo – oh! — Ela interrompeu-se. Parando de clicar.
E então houve um silêncio morto.
O que é? — Bonnie disse ansiosamente.
Mais silêncio.
Meredith! Fale comigo! Você achou um arquivo de backup?
Meredith não disse nada. Ela não parecia sequer ouvir. Ela estava lendo, com o que parecia ser um fascínio horrorizado.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

• Não dê SPOILER!
• Para comentar sem conta, escolha a opção Nome/URL. Escreva seu nome/apelido e deixe URL em branco

Os comentários estão demorando alguns dias para serem aprovados... a situação será normalizada assim que possível. Boa leitura!