29 de novembro de 2015

Capítulo 21

Alguém ainda estava batendo na porta de Stefan.
— Deve ser um pica-pau. — Elena disse quando pôde falar. — Eles batem em portas, não é?
— Dentro de casa? — Stefan disse atordoado.
— Ignore e ele vai embora.
Um momento mais tarde, a batido voltou.
Elena gemeu:
— Eu não acredito nisso.
— Você quer que eu traga a cabeça da coisa? Desvinculando-a de seu pescoço, eu quero dizer?
Elena considerou. Enquanto as batidas continuavam, ela estava começando a ficar mais preocupada e menos confusa.
— É melhor vermos se é um pássaro, eu acho. — Ela disse.
Stefan afastou-se dela, de alguma forma colocando o seu jeans, e cambaleou até a porta. Apesar de tudo, Elena teve pena de quem quer que estivesse do outro lado.
As batidas começaram novamente.
Stefan chegou à porta e quase a arrancou das dobradiças.
— Mas que diab... — Ele parou, de repente moderando sua voz. — Sra. Flowers?
— Sim. — A Sra. Flowers disse, deliberadamente sem ver Elena, quem estava usando um lençol e que estava em sua linha de visão.
— Trata-se da amada Meredith. — A Sra. Flowers disse. — Ela está em choque, e precisa vê-lo agora, Stefan.
A mente de Elena ligou os pontos como quem monta um quebra-cabeça. Meredith? Em choque? Exigindo ver Stefan, mesmo quando, Elena tinha certeza disso, a própria Sra. Flowers devia ter indicado o quão... Ocupado Stefan estava no momento?
Sua mente ainda estava solidamente ligada à de Stefan. Ele disse:
— Obrigado, Sra. Flowers. Estarei lá embaixo em instantes.
Elena, quem estava vestindo suas roupas o mais rápido que podia, enquanto agachava-se pelo outro lado da cama, adicionou uma sugestão telepática.
— Talvez você pudesse fazer para ela um bom copo de... Quero dizer, xícara de chá. — Stefan adicionou.
— Sim, querido, boa ideia. — A Sra. Flowers disse gentilmente. — E se você ver Elena, poderia dizer a ela que a amada Meredith perguntou por ela, também?
— Ambos já vamos. — Stefan disse automaticamente.
E então virou-se e rapidamente fechou a porta.
Elena deu-lhe um tempo para que colocasse uma camisa e sapatos, e então ambos desceram para cozinha, onde Meredith estava bebendo uma boa xícara de chá, mas dando voltas como um leopardo enjaulado.
Stefan começou:
— O que...
— Eu vou te dizer o que há de errado, Stefan Salvatore! Não... Você me diga! Você esteve em minha mente antes, então deve saber. Você deve ser capaz… De dizer… Algo sobre mim.
Elena ainda estava conectada com Stefan. Ela sentiu seu desânimo.
— Dizer o que sobre você? — Ele disse gentilmente, puxando uma cadeira da mesa da cozinha para que Meredith pudesse sentar.
O simples ato de sentar-se, de parar de responder, pareceu acalmar Meredith ligeiramente. Mas ainda assim, Elena pôde sentir o seu medo e dor como se uma espada de aço estivesse em sua língua.
Meredith aceitou um abraço e tornou-se ainda mais calma. Um pouco mais parecida com si mesma do que como um animal enjaulado. Mas a batalha era tão visceral e tão clara dentro dela que Elena não pôde suportar deixá-la, mesmo quando a Sra. Flowers depositou quatro canecas ao redor da mesa e aceitou outra cadeira que Stefan ofereceu.
Então, Stefan sentou. Sabia que Elena ficaria em pé ou compartilharia a cadeira com Meredith, mas qualquer que fosse sua escolha, seria ela quem decidiria.
A Sra. Flowers estava agitando delicadamente mel em sua caneca de chá e, em seguida, passou o mel justamente para Stefan, que deu para Elena para que ela colocasse a quantidade que Meredith gostava em sua xícara e então agitou delicadamente, também.
O som comum e civilizado de duas colheres tintilando quietamente parecia acalmar Meredith cada vez mais. Ela pegou a caneca que Elena deu e sorveu, e então bebeu sedentamente.
Elena pôde sentir o suspiro mental de alívio de Stefan enquanto Meredith acalmava-se em níveis cada mais baixos. Ele educamente sorveu de seu próprio chá, que estava quente, mas não queimando, feito de frutas doces e ervas naturais.
— Está bom. — Meredith disse. Ela era quase uma humana agora. — Obrigada, Sra. Flowers.
Elena se sentiu mais leve. Relaxou o suficiente para puxar sua própria caneca de chá, despejar muito mel dentro, mexer e dar um gole.
Excelente! Chá calmante!
Isso é camomila e pepino, Stefan lhe disse.
— Camomila e pepino. — Elena disse, balançando a cabeça sabiamente. — Para relaxar.
E então ela corou, porque a Sra. Flowers sorrira e ela sabia exatamente o que havia dentro daquilo.
Elena, às pressas, bebeu mais chá e viu que Meredith pegara mais também e sentiu que tudo começara a parecer quase certo. Meredith era completamente Meredith agora, não algum tipo de animal feroz. Elena apertou levemente a mão de sua amiga.
Havia somente um problema. Os seres humanos eram menos assustadores que feras, mas ao menos eles podiam chorar. Meredith, quem nunca chorou, agora estava tremendo e lágrimas caíam em seu chá.
— Você sabe o que é morcillo, certo? — Por fim, ela perguntara à Elena.
— Às vezes, tínhamos ensopado disto em sua casa, não? — Ela disse — Servido com tapas?
Elena havia crescido com chouriço como refeição ou lanchinho da tarde na casa de sua amiga, e estava acostumada com os pequenos pedaços da deliciosa comida que só a Sra. Sulez sabia fazer.
Ela sentiu o coração de Stefan se afundar. Olhou para frente e para trás, dele para Meredith.
— Descobri porque minha mãe nem sempre fazia isso. — Meredith disse, olhando para Stefan agora. — E meus pais tiveram um bom motivo para mudarem a data do meu aniversário.
— Conte-nos tudo. — Stefan sugeriu delicadamente.
E então, Elena sentiu algo que nunca sentira antes. Uma onda... Como uma onda muito gentil, que falava direto do centro de Meredith, no cérebro de Meredith. Isso disse: Conte tudo e mantenha a calma. Sem raiva. Sem medo.
Mas não era telepatia. Meredith sentiu o pensamento em seu sangue e osso, mas não escutou com os ouvidos.
Isso era Influência. Antes que Elena pudesse tacar sua caneca em seu amado Stefan por usar Influência em um de seus amigos, Stefan disse, só pra ela:
Meredith está ferida, com medo e com raiva. Ela tem seus motivos, mas precisa de paz. Provavelmente, não conseguirei contê-la, mas tentarei.
Meredith enxugou os olhos.
— Descobri que nada é como pensei que fosse... Na noite em que tinha três anos.
Ela descreveu o que seus pais contaram a ela, sobre tudo que Klaus havia feito. Contar a história, mesmo quietamente, estava desfazendo todas as Influências calmantes que haviam ajudado Meredith a manter-se no controle. Ela estava começando a tremer novamente. Antes que Elena pudesse segurá-la, ela estava de pé e caminhando em volta da sala.
— Ele riu e disse que eu precisaria de sangue toda semana... Sangue animal... Ou eu morreria. Não precisaria de muito. Só uma colher ou duas. E minha pobre mãe não queria perder outro filho. Fez o que lhe fora dito. Mas o que acontece se eu beber mais sangue, Stefan? O que acontece se eu beber o seu?
Stefan estava pensando, desesperadamente tentando ver se durante todos esses anos de experiência ele havia visto algo como isso. Enquanto isso, respondeu a parte fácil:
— Se você bebesse o suficiente do meu sangue, se transformaria em uma vampira. Mas isso aconteceria com qualquer um. Contigo... Bem, deve precisar de menores quantidades. Então, não deixe que nenhum vampiro te engane querendo fazer uma troca de sangue. Uma vez só já deve ser o suficiente.
— Então, eu não sou uma vampira? Neste momento? Nenhum tipo de vampiro? Há diferentes tipos disso?
Stefan respondeu bem seriamente:
— Nunca ouvi falar em “diferentes tipos” de vampiro em minha vida, exceto por Antigos. Posso dizer que você não tem uma aura de vampiro. E quanto aos seus dentes? Pode fazer com que seus caninos fiquem afiados? Normalmente, é melhor se testar próximo a sangue humano. Mas não do seu próprio sangue.
Elena prontamente estendeu seu braço, a lateral da veia de seu pulso virada para cima. Meredith, com olhos fechados em concentração, fez um grande esforço, no qual Elena sentiu através de Stefan. Então, Meredith abriu seus olhos, sua boca também se abrira para uma inspeção odontológica. Elena começou com seus caninos. Pareciam um pouco afiados, mas os de todo mundo pareciam, não é mesmo?
Cuidadosamente, Elena alcançou a ponta de seu dedo lá dentro. Ela tocou um dos caninos de Meredith. Um pouco pontiagudo.
Assustada, Elena se afastou. Olhou para seu dedo, onde uma pequena gota de sangue começara a brotar.
Todos ficaram olhando, hipnotizados. Então, a boca de Elena disse sem dar uma pausa para consultar o seu cérebro:
— Você tem dentes de gatinho.
A seguir, Meredith empurrara Elena para o lado e andou freneticamente ao redor da cozinha.
— Eu não serei isso! Não serei! Sou uma Caçadora, não uma vampira! Vou me matar se eu for uma vampira!
Ela estava muito séria.
Elena sentiu Stefan sentindo isso: a perfuração rápida da estaca entre suas costelas, em direção ao seu coração. Ela iria à internet só para encontrar a área certa. Madeira e cinzas brancas perfurando seu coração, aquietando-o para sempre... Acabando com o mal que era Meredith Sulez.
Mantenha a calma! Mantenha a calma! A Influência de Stefan passou por ela.
Meredith não estava calma.
— Mas antes, tenho que matar meu irmão. — Ela jogou uma fotografia na mesa de cozinha da Sra. Flowers. — Descobri que Klaus ou outro alguém tem mandado uma dessas desde que Cristian tinha quatro anos... No dia do meu verdadeiro aniversário. Durante todo esse tempo! E em todas as fotos vocês podem ver que ele tem dentes de vampiro. Não “dentes de gatinho”. E então, pararam de chegar quando eu tinha dez anos. Mas elas mostravam ele envelhecendo! Com dentes afiados! E ano passado, chegou essa aqui.
Elena saltou em direção à foto, mas ela estava mais próxima de Stefan, que foi mais rápido. Ele a olhou com espanto.
— Envelhecendo? — Ele disse.
Ela pôde ver o quão trêmulo ele estava... E com inveja. Ninguém havia lhe dado essa opção.
Elena olhou para Meredith, a andante, e voltou para Stefan.
— Mas isso é impossível, não é? — Ela disse. — Pensei que, uma vez que você fosse mordido, acabou, não é isso? Você nunca mais envelhece... Ou cresce.
— Foi isso o que pensei. Mas Klaus era um Antigo e quem sabe o que eles podem fazer? — Stefan respondeu.
Damon vai ficar furioso quando descobrir, Elena disse a Stefan privativamente, alcançando a foto mesmo ela já tendo visto-a pelos olhos de Stefan.
Damon ficava amargo pela altura vantajosa de Stefan... Na verdade, ele ficava amargo com qualquer vantagem que alguém tivesse.
Elena trouxe a foto para a Sra. Flowers e ambas a olharam. Mostrava um menino extremamente bonito, com cabelo que era exatamente tão escuro quanto o de Meredith. Ele parecia com Meredith em sua estrutura facial e cor azeitonada. Estava usando uma jaqueta de motociclista e luvas, mas sem capacete, e estava rindo alegremente com um conjunto completo de dentes muito brancos. Você podia ver facilmente que seus caninos eram longos e pontudos.
Elena olhou da foto para Meredith, repetidamente. A única diferença que pôde ver era que os olhos desse menino pareciam mais claros. Tudo o mais gritava “gêmeos”.
— Primeiro, eu o mato. — Meredith disse cansadamente. — Então, eu me mato.
Ela tropeçou de volta à mesa e sentou-se, quase derrubando sua cadeira.
Elena pairou perto dela, pegando duas canecas da mesa, para evitar que o braço desajeitado de Meredith jogasse-os no chão.
Meredith... Desajeitada! Elena jamais vira Meredith sem jeito ou desajeitada antes.
Isso era assustador. Isso acontecia devido por ela ser — ao menos, por parte — vampira? Com dentes de gatinho?
Elena virou seus olhos apreensivos para Stefan, e sentiu os de Stefan desorientados.
E então, ambos, sem consultarem-se, viraram-se para a Sra. Flowers. Ela lhes deu um discreto sorriso de senhora.
— Tenho que... Encontrá-lo, matá-lo... Primeiramente. — Meredith estava sussurrando enquanto sua cabeça morena estava deitada sobre a mesa, fazendo de seus braços um travesseiro.
— Encontrá-lo... Onde? Vovô… Onde? Cristian… Meu irmão…
Elena escutou silenciosamente até que só houve uma breve respiração para se ser ouvida.
— Você a drogou? — Ela sussurrou para a Sra. Flowers.
— Foi isso que Mama pensou ser o melhor. Ela é uma garota forte e saudável. Isso não prejudicará o seu sono desta noite. Desculpe por dizer isso, mas temos outro problema em mãos.
Elena deu uma olhadela para Stefan, viu medo surgindo em seu rosto, e exigiu:
— O que foi?
Absolutamente, nada vinha por sua ligação com Stefan. Ele a havia desligado.
Elena virou-se para a Sra. Flowers.
— O que foi?
— Estou muito preocupada com o querido Matt.
— Matt. — Concordou Stefan, olhando ao redor da mesa como se isso mostrasse que Matt não estava lá.
Ele estava tentando proteger Elena dos calafrios que percorriam seu corpo.
Pela primeira vez, Elena não estava alarmada.
— Eu sei onde ele deve estar. — Ela disse intensamente. Estava se lembrando de histórias que Matt havia contado sobre estar em Fell’s Church enquanto ela e os outros estavam na Dimensão das Trevas. — Na casa da Dr.ª Alpert. Ou deve ter saído com ela, fazendo visitas hospitalares domésticas. 
A Sra. Flowers sacudiu a cabeça, sua expressão era sombria.
— Temo que não, Elena querida. Sophia... A Dr.ª Alpert... Me ligou e disse que estava levando a mãe de Matt, sua própria família e muitas outras pessoas com ela, fugindo de Fell’s Church. E não a culpo por isso... Mas Matt não era um destes que estavam indo. Ela disse que ele preferiu ficar e lutar. Isso foi por volta do meio-dia e meia.
Os olhos de Elena automaticamente foram para o relógio da cozinha. Medo tomou conta dela, revirando seu estômago e repercutindo para fora de seus dedos. O relógio marcava 16h35...
16h35! Mas tinha que estar errado. Ela e Stefan haviam juntado suas mentes só há alguns minutos atrás. A raiva de Meredith não durou por muito tempo. Isso era impossível!
— O relógio... Não está certo!
Ela apelou para a Sra. Flowers, mas ouviu ao mesmo tempo a voz telepática de Stefan:
É o cruzamento de pensamentos. Eu não quis apressar as coisas. Mas estava perdido demais nisso... Não é sua culpa, Elena!
— É minha culpa. — Elena retrucou em voz alta. — Eu nunca quis esquecer de meus amigos durante uma tarde inteira! E Matt... Matt nunca nos assustaria, deixando a gente esperando por sua ligação! Eu devia ter ligado pra ele! E não devia...
Ela olhou para Stefan com olhos tristonhos. A única coisa queimando dentro dela neste momento era a vergonha de ter falhado com Matt.
— Eu liguei para o seu celular. — A Sra. Flowers disse bem gentilmente. — Mama me aconselhou a fazer isso, então, tentei desde o meio-dia e meia. Mas ele não atendeu. Tenho ligado a cada hora, desde então. Mama não dirá mais do que isso: está na hora de olharmos para as coisas diretamente.
Elena correu para a Sra. Flowers e chorou sobre a renda macia no pescoço da velha senhora.
— Você fez a nossa obrigação. — Ela disse. — Obrigada. Mas agora, temos que ir encontrá-lo.
Ela virou-se para Stefan.
— Você pode colocar Meredith no quarto do primeiro andar? Tire seus sapatos e coloque-a por cima das cobertas. Sra. Flowers, se for ficar sozinha aqui, deixaremos Sabber e Talon para tomar conta de você. Então, manteremos contato por celular. E procuraremos em cada casa em Fell’s Church... Mas acho que devíamos ir ao bosque primeiro…
— Espere, Elena, minha querida. — A Sra. Flowers tinha seus olhos fechados.
Elena esperou, impacientemente mudando de um pé para o outro. Stefan estava voltando agora de colocar Meredith na casa.
De repente, a Sra. Flowers sorriu, com os olhos ainda fechados.
— Mama disse que fará todo o possível para ajudar vocês dois, já que estão dedicados a salvarem seu amigo. Ela disse que Matt não está em lugar nenhum em Fell’s Church. E disse para levar o cachorro, Sabber. O falcão vai cuidar de Meredith enquanto estivermos longe.
Os olhos da Sra. Flowers se abriram.
— Embora possamos colocar Post-It em sua janela e porta. — Ela disse. — Só para garantir.
— Não. — Elena disse secamente. — Sinto muito, mas não vou deixar Meredith e você por conta própria com somente um pássaro como proteção. Vamos levar as duas, coberta com amuletos, se quiser, e então podemos levar a ambos os animais, também. Lá na Dimensão das Trevas, eles trabalharam bem juntos quando Bloddeuwedd tentou nos matar.
— Tudo bem. — Stefan disse uma vez, conhecendo Elena bem o bastante para saber que uma discussão longa estava prestes a acontecer e que não faria com Elena se rendesse nem um milímetro.
A Sra. Flowers deve ter sabido disso também, pois ela se levantou, quase que imediatamente, e saiu para se arrumar.
Stefan levou Meredith para o seu carro. Elena deu um pequeno assobio para Sabber, que ficou em pé imediatamente, parecendo maior do que nunca, e correu com ele escada acima para o quarto de Matt. Estava decepcionantemente limpo... Mas Elena pescou um par de cuecas entre a cama e a parede. Deu isso para Sabber se deleitar, mas descobriu que não conseguia ficar parada. Finalmente, correu até o quarto de Stefan, pegou seu diário de debaixo do colchão e começou a escrever.

Querido diário,
Não sei o que fazer. Matt desapareceu. Damon levou Bonnie para a Dimensão das Trevas... Mas será que ele está tomando conta dela?
Não há como saber. Não temos como abrir um Portal e ir atrás deles. Temo que Stefan mate Damon, e se algo — qualquer coisa — acontecer a Bonnie, vou querer matá-lo também. Ai, Deus, que confusão!
E Meredith... De todas as pessoas, descobriu-se que Meredith tinha mais segredos do que todos nós juntos.
Tudo que Stefan e eu podemos fazer é nos abraçar e rezar. Temos lutado com Shinichi por tanto tempo! Sinto como se o fim estivesse prestes chegar... E estou com medo.

— Elena! — O grito de Stefan veio de lá de baixo. — Estamos todos prontos!
Elena rapidamente colocou seu diário de volta sob o colchão. Encontrou Sabber esperando nas escadas, e o seguiu, correndo. A Sra. Flowers tinha dois casacos cobertos de amuletos.
Lá fora, um longo assobio de Stefan foi de encontro com um keeeeeeee vindo do céu (e só para constar: Talon é fêmea), e Elena viu um pequeno corpo escuro circulando ao redor do céu branco de Agosto.
— Ela entende. — Stefan disse brevemente, e sentou no banco do motorista.
Elena foi para o banco de atrás que ficava atrás dele, e a Sra. Flowers pegou o banco do passageiro. Uma vez que Stefan havia afivelado Meredith no banco do meio, sobrara o banco da janela para Sabber colocar a sua cabeça e ali ficar ofegando.
— Agora — Stefan disse, ao longo do ronronar do motor —, onde é que estamos indo, exatamente?

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