25 de novembro de 2015

Capítulo 1

Querido Diário ― Elena sussurrou ― isso não é frustrante? Eu te deixei no porta-malas do Jaguar e são duas horas da madrugada. Ela fincou o seu dedo na perna da camisola, como se tivesse uma caneta e estivesse fazendo um ponto. Sussurrou ainda mais suave, inclinando sua cabeça contra a janela ― E estou com medo de ir lá fora, no escuro, para pegar você. Estou com medo! ― Ela fez outra fincada e depois, sentindo as lágrimas deslizarem pelo seu rosto, virou relutante o seu celular para gravar. Era um desperdício inútil de bateria, mas ela não podia evitar. Precisava disso.
― Então, aqui estou, ― ela disse suavemente ― sentada no banco traseiro do carro. Isto será o meu diário por hoje. De qualquer forma, fizemos uma regra para essa viagem de carro - eu durmo no banco de trás do Jaguar e todo o lado de fora fica para Matt e Damon. Agora mesmo está tão escuro lá fora que eu não consigo ver Matt em lugar nenhum... Mas tenho ficado louca – chorando e me sentindo perdida – e muito sozinha sem Stefan...
Temos que nos livrar do Jaguar - é muito grande, muito vermelho, chamativo, e muito memorável quando estamos tentando não ser lembrados enquanto viajamos para o lugar onde poderemos libertar Stefan. Depois que o carro for vendido, o lápis-lazúli e o pingente de diamante que Stefan me deu no dia antes de desaparecer serão as coisas mais preciosas que me restarão. O dia antes... Stefan foi enganado para ir, pensando que poderia se tornar um ser humano comum. E agora...
― Como posso parar de pensar no que Eles podem estar fazendo com ele, neste exato segundo - seja lá quem 'Eles' sejam? Provavelmente a kitsune, o espírito maligno da raposa na prisão chamada de Shi no Shi.
Elena fez uma pausa para limpar seu nariz na manga de sua camisola.
— Como sempre me meto nessas situações? ― Ela balançou a cabeça, batendo no encosto com o punho fechado.
― Talvez se eu pudesse descobrir isso, eu poderia imaginar um Plano A. Sempre tenho um Plano A. E meus amigos sempre têm um Plano B e C para me ajudar. ― Elena piscou forte, pensando em Bonnie e Meredith. Mas agora tenho medo de que eu não possa voltar a vê-los novamente. E tenho medo por toda a cidade de Fell‘s Church.
Por um momento ela se sentou com o punho sobre seu joelho. Uma pequena voz dentro dela estava dizendo: — Então pare de se lamentar, Elena, e pense. Pense. Começando pelo início.
O começo? Qual começo? Stefan?
Não, ela havia vivido em Fell‘s Church muito antes de Stefan chegar.
Lentamente, quase sonhadora, ela falou em seu celular. ― Em primeiro lugar: Quem eu sou? Sou Elena Gilbert, dezoito anos. ― Ainda mais de vagar, ela disse: ― Eu... não acho que é banal dizer que sou bonita. Se eu não soubesse que eu era, então deveria nunca ter olhado em um espelho ou ouvido um elogio. Isto não é algo do qual eu deva estar orgulhosa, é apenas algo que me foi transmitido de minha Mãe e meu Pai. Como eu me pareço? Eu tenho cabelo loiro que caem em pequenas ondulações sobre os meus ombros e olhos azuis que algumas pessoas dizem que é como lápis-lazúli: azul escuro com rajadas de ouro. ― Ela deu uma risada um pouco sufocada. ― Talvez seja por isso que vampiros gostam de mim.
A seguir, com os lábios apertados e olhando para a escuridão total em sua volta, ela falava seriamente.
― Um monte de meninos me chamaram de a garota mais angelical do mundo. E eu brinquei com eles. Apenas os usei por popularidade, por diversão, por qualquer coisa. Estou sendo honesta, tudo bem? Eu os considerava como se fossem brinquedos ou troféus. ― Ela pausa. ― Mas havia algo mais. Algo que eu sabia, por toda a minha vida, que estava chegando - mas eu não sabia o que era. Me sentia como se estivesse procurando por alguma coisa que eu nunca poderia encontrar com os garotos. Nenhum dos meus pretendentes ou dos jogos com eles nunca tocou o meu coração... mais profundo... até que um garoto muito especial chegou.
Ela parou, engoliu seco e falou novamente. ― Um garoto muito especial.
― Seu nome era Stefan. E acabou que ele não era o que parecia, um normal – mas maravilhoso – estudante de ensino médio com cabelo escuro ondulado e olhos verdes como esmeraldas.
— Stefan Salvatore acabou por ser um vampiro. Um vampiro de verdade. Elena teve que fazer uma pausa para tomar ar antes que pudesse colocar as próximas palavras para fora.
— E também seu lindo irmão mais velho, Damon. ― Ela mordeu os seus lábios, e parecia um longo tempo até que acrescentou:
— Eu teria amado Stefan se eu soubesse que ele era um vampiro desde o início? Sim! Sim! Sim! Teria caído de amor por ele não importa o que fosse!Mas as coisas mudaram e isso me mudou. ― Os dedos de Elena traçavam um padrão em sua camisola. — Veja você, vampiros demonstram amor através da troca de sangue. O problema era... que eu estava compartilhando sangue com Damon, também. Na verdade não por escolha, mas porque ele estava atrás de mim, dia e noite.
Ela deu um sorriso. — O que Damon dizia é que queria me fazer a sua Princesa da Noite. O que pode ser traduzido como: ele me queria toda para ele. Mas não confio em Damon em nada a menos que ele dê a sua palavra. Esta é uma qualidade que ele tem, nunca quebra com a sua palavra.
Elena pôde sentir um sorriso estranho curvando os seus lábios, mas ela estava falando com calma agora, fluentemente, o celular quase esquecido.
— Uma menina envolvida com dois vampiros... bem, não é necessariamente um problema, é? Então, talvez eu mereça o que estou passando.
— Eu morri. Não apenas morri como quando o seu coração pára e eles reanimam você e você volta à vida falando sobre quase ir para a Luz. Eu entrei na Luz.
— Eu morri. E quando eu voltei - que surpresa. Eu era uma vampira.
— Damon era... gentil comigo, acho, quando eu acordei como vampira a primeira vez. Talvez seja essa a razão de eu ainda ter... sentimentos por ele. Ele não se aproveitou de mim quando poderia ter feito isso tão facilmente.
— Mas só tive tempo de fazer algumas coisas em minha vida como vampira. Tive tempo de me lembrar de Stefan e amá-lo mais do que nunca - desde que eu soube, então, o quão difícil era tudo para ele. Pude ouvir o meu próprio funeral. Éh! Todo mundo deveria ter uma chance de fazer isso. Eu aprendi a sempre, sempre usar o lápis-lazúli para eu não me tornar uma vampira Crispy Critter[red. Eu tive que dizer adeus para a minha irmãzinha de quatro anos, Margaret, e visitei Bonnie e Meredith.
As lágrimas ainda estavam deslizando quase despercebidas pelo rosto de Elena. Mas ela falou calmamente. — E então... eu morri de novo.
Morri da maneira como um vampiro morre, quando eles não estão usando lápis-lazúli sobre a luz do sol. Não me desmoronei em pó; eu tinha apenas dezessete anos. Mas o sol me envenenou de qualquer forma. Ir foi quase... pacífico. Foi quando fiz Stefan prometer que iria tomar conta de Damon, sempre. E acho que Damon prometeu cuidar de Stefan, em sua mente. E foi assim que eu morri, com Stefan me segurando e Damon ao meu lado como se simplesmente eu me afastasse, como se fosse dormir.
— Depois disso, tive sonhos dos quais eu não me lembro, e de repente, um dia todos se surpreenderam por que eu estava falando com eles através de Bonnie, que é muito psíquica, tadinha. Acho que eu tinha pegado o trabalho de ser o espírito guardião de Fell‘s Church. Havia um perigo na cidade. Eles tinham que lutar e de alguma forma, quando tinham certeza de que tinham perdido, eu fui mandada de volta para o mundo dos vivos para ajudar. E - bem, quando a guerra foi vencida eu fiquei com esses poderes estranhos que não entendo. Mas havia Stefan, também! Nós estávamos juntos de novo! Elena colocou os braços envolta de si mesma e segurou-os como se estivesse segurando Stefan a ela, imaginado seus braços em torno dela. Ela fechou os olhos até a sua respiração desacelerar.
— A respeito dos meus poderes, vamos ver. Há a telepatia, o que eu posso fazer se a outra pessoa for telepata também - coisa que todos os vampiros são, mas em diferentes graus a menos que eles tenham realmente compartilhado sangue naquele momento. E depois tem as minhas Asas.
— É verdade, tenho Asas! E as Asas têm poderes que você não vai acreditar - o único problema é que eu não tenho a menor ideia de como usá-los. Há uma que posso sentir às vezes, como agora mesmo, tentando sair de mim, tentando modelar o meu lábio para nomeá-la tentando mover o meu corpo para a postura correta. São as Asas da Proteção e isso soa como algo que eu poderia realmente usar nessa viagem. Mas não consigo nem me lembrar como eu fiz as velhas Asas funcionarem - muito menos como usar essa nova. Digo as palavras até que eu me sinta uma idiota – mas nada acontece.
— Então sou uma humana novamente - tão humana quanto Bonnie. E, oh, Deus, se eu pudesse apenas vê-la e Meredith agora! Mas todo o tempo eu digo para mim mesma que estou ficando mais próxima de Stefan a cada minuto. Quero dizer, se você não levar em conta as idas e vindas de Damon e, todas as direções para despistar qualquer um que tente nos rastrear.
— Por que alguém iria querer nos seguir? Bem, veja você, quando eu voltei da outra vida, foi uma explosão muito grande de Poder que todos no mundo que podem ver Poder, viram.
— Agora, como posso explicar Poder? É algo que todo mundo tem, mas os humanos - exceto médiuns genuinos como Bonnie – nem mesmo o reconhecem. Vampiros definitivamente têm Poder, e usam-no para Influenciar os humanos a gostar deles, ou pensar que as coisas são diferentes da realidade. Oh, como da vez que Stefan influenciou o pessoal da escola para que pensassem que seus registros estavam todos em ordem, quando ele se 'transferiu' para Robert E. Lee High School. Ou usam o Poder para expulsar outros vampiros ou criaturas das trevas - ou humanos.
— Mas eu estava falando sobre a explosão de Poder quando caí do céu. Era tão grande que atraiu duas criaturas horríveis do outro lado do mundo. E então eles decidiram vir ver o que tinha feito o disparo, e se de alguma maneira eles poderiam usá-lo para si.
Não estou brincando, tão pouco, sobre eles terem vindo do outro lado do mundo. Eles eram kitsune, espíritos malignos de raposa do Japão. São algo como os nossos lobisomens acidentais - mas muito mais poderosos. Tão poderosos que usaram malach, que são na verdade plantas, mas se parecem com insetos que podem ser do tamanho de uma cabeça de alfinete ou grande o suficiente para engolir o seu braço. E o malach se prende aos seus nervos e se esticam ao longo de todo o sistema nervoso e, finalmente, te dominam de dentro para fora.
Agora Elena estava tremendo, e sua voz estava abafada.
— Isso foi o que aconteceu com Damon. Um pequeno entrou dentro dele e o dominou de dentro para fora para que ele fosse apenas um fantoche de Shinichi. Me esqueci de dizer, os kitsunes são chamados de Shinichi e Misao. Misao é a garota. Ambos têm o cabelo preto com vermelho ao redor das pontas, mas o de Misao é longo. E eles são supostamente irmãos mas certamente não agem como fossem.
— E, uma vez que Damon estava totalmente possuído, Shinichi obrigou o corpo dele... a fazer coisas terríveis. Ele o fez torturar Matt e a mim, e mesmo agora eu sei que às vezes Matt ainda quer matar Damon por isso. Mas se ele tivesse visto o que vi – um segundo corpo fino, molhado e branco que tive que arrancar com as minhas unhas da coluna de Damon - com Damon finalmente desmaiando de dor - então Matt iria entender melhor. Não posso culpar Damon pelo que o Shinichi o fez fazer. Não posso. Damon estava... você não pode imaginar quão diferente. Ele foi esmagado. Ele chorou. Ele foi...
— De qualquer forma, não espero sempre vê-lo daquela maneira novamente. Mas se eu conseguir minhas Asas de Poder de volta, Shinichi estará em apuros.
Acho que esse foi o nosso erro da última vez, veja você. Nós finalmente seríamos capazes de lutar contra Shinichi e Misao – e nós não os matamos. Estávamos muito morais ou muito amáveis ou algo assim.
— Foi um grande erro.
— Porque Damon não foi o único que ficou possuído pelos malach do Shinichi. Havia meninas, jovens, catorze e quinze anos e mais jovens. E alguns meninos. Agindo... loucamente. Ferindo a si mesmos e às suas famílias. Não sabíamos o quão grave era até depois que já tínhamos feito um trato com Shinichi.
— Talvez fossemos muito imorais, fazendo um trato com o diabo. Mas eles tinham sequestrado Stefan - e Damon, que estava possuído por eles até então, tinha ajudado. Uma vez que Damon foi despossuído, tudo que queria era que Shinichi e Misao nos dissessem onde Stefan estava, em seguida, que fossem embora de Fell‘s Church para sempre.
— Em troca disso, Damon deixou Shinichi entrar em sua mente.
— Se os vampiros são obcecados por Poder, kitsune são obcecados por memórias. E Shinichi queria as memórias de Damon daqueles últimos dias - do tempo em que Damon estava possuído e nos torturou... e do tempo em que minhas Asas tinham feito Damon perceber que ele tinha feito isso. Não acho que Damon queria essas lembranças, seja do que ele tinha feito ou de como mudou quando encarou que tinha feito isso. Então, deixou Shinichi tomá-las, em troca que Shinichi colocasse a localização de Stefan em sua mente.
— O problema é que estávamos confiando palavra de Shinichi de que ele iria sair em seguida, quando a palavra de Shinichi significava absolutamente nada.
— Além do mais, desde então ele vem usando o canal telepático que foi aberto entre a mente deles e para tomar mais e mais memórias sem Damon sequer saber.
— Foi o que aconteceu na noite passada, quando fomos parados por um policial que queria saber o que três adolescentes em um carro caro estavam fazendo tarde da noite. Damon Influenciou-o a ir embora. Mas poucas horas mais tarde tinha esquecido completamente do policial.
— Isso assusta Damon. E qualquer coisa que o assusta – não que ele fosse admitir isso - assusta-me até a morte.
— E, você pode perguntar, o que estavam três adolescentes fazendo no meio do nada, em Union County, Tennessee, de acordo com a última placa na estrada que eu vi? Estamos indo em direção a um portão para a Dimensão Escura... onde Shinichi e Misao deixaram Stefan em uma prisão chamada Shi no Shi. Shinichi só colocou a localização na mente de Damon, e eu não consigo fazer Damon dizer muito sobre que tipo de lugar é esse. Mas Stefan está lá e vou pegá-lo de alguma forma, mesmo que isso me mate.
— Mesmo se eu tiver que aprender a matar.
— Eu não sou a doce menina da Virgínia que eu costumava ser.
Elena parou e soltou sua respiração. Mas, então, abraçando a si mesma, continuou.
— E porque Matt está conosco? Bem, por causa de Caroline Forbes, minha amiga desde o jardim de infância. No ano passado... quando Stefan veio a Fell‘s Church, ela e eu o queríamos. Mas Stefan não queria Caroline. E depois disso ela se tornou minha pior inimiga.
— Caroline também foi a grande ganhadora da primeira visita de Shinichi a qualquer garota em Fell's Church. Indo direto ao assunto: ela era namorada de Tyler Smallwood um pouco antes de ela ser sua vítima. Gostaria de saber quanto tempo estavam juntos e onde Tyler está agora. Tudo o que sei é que, no final, Caroline se segurou no Shinichi porque ela 'precisava de um marido'. Era assim que ela dizia a si mesma. Então, suponho – bem, Damon supõe. Que ela vai ter... cachorrinhos. Uns bebês lobisomens, você sabe? Já que Tyler é um lobisomem.
— Damon disse que ter um bebê lobisomem te transforma em um lobisomem mais rápido do que se você tivesse sido mordido, e que em algum ponto da gravidez você ganha o poder de ser todo lobo ou todo humano, mas antes desse ponto você é apenas um misto de confusão.
— A coisa triste é que Shinichi mal deu uma segunda olhada em Caroline quando ela deixou escapar tudo.
— Mas antes disso Caroline estava desesperada o suficiente para acusar de Matt de atacá-la em um encontro que deu errado. Ela devia saber algo sobre o que Shinichi estava fazendo por que ela afirmou que seu 'encontro' com Matt ocorreu no mesmo momento em que um dos Mallach engolidores de braços o atacou, fazendo com que as marcas em seu braço parecessem riscos de uma unha de garota.
— Isso enviou a polícia atrás de Matt, tudo bem. Então, basicamente eu apenas o fiz vir com a gente. O pai de Caroline é uma das pessoas mais importantes em Fell‘s Church – e ele é amigo do promotor público em Ridgemont e o líder de um desses clubes de homens, onde eles têm apertos de mão secretos e outras coisas que te torna, você sabe, 'destaque na comunidade'.
— Se eu não tivesse convencido de Matt de fugir em vez de enfrentar acusações de Caroline, os Forbes teriam linchado-o. E eu sinto raiva como um fogo dentro de mim – não apenas raiva e dor por Matt, mas a raiva e a sensação de que Caroline está levando todas as garotas para algum lugar muito baixo. Por que a maioria das meninas não são mentirosas patológicas, e não diria algo assim sobre um menino falsamente. Ela está envergonhando todas as garotas, fazendo o que ela fez.
Elena fez uma pausa, olhando para as mãos, e depois acrescentou: — Às vezes, quando fico com raiva de Caroline, copos se agitam ou lápis rolam para a direita para fora da mesa. Damon diz que tudo isso é causado pela minha aura, a minha força vital, e desde que voltei da vida após a morte tem sido diferente. Em primeiro lugar, isso faz qualquer um que bebe o meu sangue incrivelmente forte.
— Stefan era forte o suficiente para que os demônios raposa nunca pudessem tê-lo forçado em sua armadilha se Damon não o houvesse enganado no início. Eles só poderiam lidar com ele quando estivesse debilitado e cercado por ferro. O ferro é uma má notícia para qualquer criatura sobrenatural, e os vampiros precisam se alimentar ao menos uma vez por dia ou ficam fracos, e eu aposto - não, tenho certeza que eles usaram isso contra ele.
— É por isso que eu não consigo pensar na forma que Stefan pode estar neste minuto. Mas não posso me deixar assustada ou raiva ou eu vou perder o controle da minha aura. Damon me mostrou como manter minha aura na maioria do tempo dentro de mim, como uma garota humana normal.  É ainda um ouro pálido e bonita, mas não é um farol para criaturas como vampiros.
— Porque há outra coisa que meu sangue - talvez mesmo só a minha aura - pode fazer. Pode... oh, bem, posso dizer qualquer coisa que eu quero aqui, certo? Hoje em dia, minha aura pode fazer os vampiros me desejar... do jeito que rapazes humanos fazem. Não apenas para morder, entendeu? Mas para beijar e todo o resto. E assim, naturalmente, eles vêm atrás de mim se sentirem isso. É como se o mundo estivesse cheio de abelhas e eu fosse a única flor.
— Então tenho que praticar manter a minha aura escondida. Se é para mostrar, então posso fugir com algo parecido como um ser humano normal, e não como alguém que morreu e voltou. Mas é difícil lembrar sempre de esconder isso - e dói muito puxá-la de volta se, de repente, eu esquecer!
— E então eu sinto - isso é absolutamente particular, certo? Estou colocando uma maldição sobre você, Damon, se você ouvir isso. Mas é então que eu sinto como se eu quisesse que Stefan me mordesse. Isso alivia a pressão, e isso é bom. Ser mordido por um vampiro só dói se você combatê-lo, ou se o vampiro quiser te ferir. Caso contrário, isso pode simplesmente ser bom - e depois você toca a mente do vampiro que fez isso, e... oh, eu sinto tanto a falta de Stefan! — Elena estava tremendo agora. Tão forte que ela tentou acalmar sua imaginação, continuava pensando nas coisas que os carcereiros de Stefan poderiam estar fazendo com ele. Tristemente, ela segurou seu celular novamente, deixando as lágrimas caem sobre ele.
Não posso me deixar pensar no que fariam a ele, porque então eu realmente vou começar a enlouquecer. Eu me tornei inútil, agitada e insana pessoa que só quer gritar e gritar e nunca mais parar. Tenho que lutar a cada segundo para não pensar nisso. Porque apenas uma fria e calma Elena com um plano A e B e C vai ajudá-lo. Quando eu o tiver segurado em meus braços, posso me deixar abalar e chorar e gritar, também.
Elena parou, meio rindo, com a cabeça inclinada contra o encosto do banco do passageiro, a voz rouca com o esforço.
— Estou cansada agora. Mas tenho um plano A, pelo menos. Preciso obter mais informações com Damon sobre o local onde estamos indo, a Dimensão Sombria, e ele qualquer coisa que ele saiba sobre as duas pistas que Misao me deu sobre a chave que vai destrancar a cela de Stefan.
— Eu acho que... acho que não mencionei nada disso. A chave, a chave da raposa, que é o que precisamos para tirar Stefan de sua cela, está quebrada em duas partes que estão escondidas em dois lugares diferentes. E quando Misao estava insultando-me sobre o quão pouco eu sabia sobre esses lugares, ela deixou escapar algumas pistas sobre onde elas estavam. Ela nunca sonhou que eu realmente vou entrar na Dimensão Sombria; ela estava apenas se mostrando. Mas ainda me lembro das pistas, e elas eram assim: a primeira metade está      'no instrumento prata do rouxinol'. E a segunda metade está 'enterrado no salão Bloddeuwedd'.
— Eu preciso ver se Damon faz alguma ideia sobre isso. Porque isso soa como se, uma vez dentro da Dimensão Sombria, vamos ter que nos infiltrar nas casas de algumas pessoas e outros lugares. Para procurar um salão de baile, é o melhor de alguma forma, ser convidada para o baile, certo? Isso soa como 'mais fácil dizer do que fazer', mas o que for preciso, eu vou fazer. É simples assim.
Elena levantou a cabeça com determinação e ficou parada, em seguida, disse em um sussurro: — Você acredita nisso? Olhei para cima agora e posso ver a paleta de cores do amanhecer: raios verde claro e laranja cremoso e um fraco aqua... Falei durante toda a escuridão. Está tão calmo agora. Só agora o sol apareceu n...
Que diabos era isso? Algo como um BANG no topo do Jag. Muito, muito alto.
Elena desligou o gravador do seu celular. Ela estava assustada, mas um barulho como aquele - e agora sons estranhos no telhado...
Ela teve que sair do carro o mais rápido possível.

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