20 de novembro de 2015

Capítulo 17

Nos primeiros dias após ela ter voltado da pós-vida, Stefan sempre a colocava na cama cedo, se certificava de que estava aquecida, e então permitia que trabalhasse no computador dele, escrevendo um tipo de diário, com seus pensamentos sobre o que tinha acontecido naquele dia, sempre acrescentando suas impressões.
Agora ela procurava o arquivo desesperadamente, e desesperadamente rolou até o fim.
E ali estava.

Minha querida Elena,
Eu sabia que você olharia aqui mais cedo ou mais tarde. Espero que tenha sido mais cedo.
Querida, acredito que você seja capaz de cuidar de si mesma agora, e nunca vi uma garota mais forte ou independente.
E isso quer dizer que está na hora. Na hora de eu partir. Não posso ficar por mais tempo sem transformá-la em uma vampira novamente – algo que ambos sabemos que não pode acontecer.
Por favor, me perdoe. Por favor, me esqueça. Ah, amor, não quero ir, mas eu tenho.
Se precisar de ajuda, fiz com que Damon desse sua palavra de que te protegeria. Ele nunca te machucaria, e qualquer mal que esteja acontecendo em Fell’s Church não ousará te tocar com ele por perto.
Minha querida, meu anjo, eu sempre te amarei.
Stefan

P.S. Para ajudá-la a seguir com a sua vida real, deixei dinheiro para pagar à Sra. Flowers pelo quarto para o próximo ano. Também te deixei 20.000 dólares em notas de cem sob a segunda tábua à partir da parede, do outro lado da cama. Use-as para construir um novo futuro, com quem quer que você escolha.
Novamente, se precisar de algo, Damon te ajudará. Confie no jugamento dele se precisar de um conselho. Ah, amável amorzinho, como posso ir? Mesmo para o seu próprio bem.

Elena terminou a carta.
E então simplesmente ficou sentada lá.
Após toda a sua caçada, ela encontrara a resposta.
E ela não sabia o que fazer agora exceto gritar.
“Se precisar de ajuda vá até Damon”... “Confie no jugamento de Damon”... Não poderia ser uma propaganda mais óbvia para Damon se o próprio tivesse escrito isso.
E Stefan tinha desaparecido. Suas roupas tinham desaparecido. E suas botas tinham desaparecido.
Ele a tinha deixado.
“Construa uma vida nova”...


E foi assim que Bonnie e Meredith a encontraram, espantadas por uma tentativa frustrada de uma hora das suas ligações telefônicas. Fora a primeira vez que não conseguiram falar com Stefan desde que ele tinha chegado, a pedido delas, para matar um monstro. Mas aquele monstro estava morto agora, e Elena...
Elena estava sentada na frente do armário de Stefan.
 Ele levou até mesmo seus sapatos — disse sem emoção. — Levou tudo. Mas pagou pelo quarto por um ano. E ontem de manhã me comprou um Jaguar.
 Elena...
 Vocês não veem? — Elena chorou. — Esse é o meu Despertar. Bonnie previu que seria cruel e repentino e que eu precisaria de vocês. E Matt?
 O nome dele não foi mencionado — Bonnie disse tristemente.
 Mas acho que precisaremos da ajuda dele — Meredith disse carrancudamente.
 Quando Stefan e eu ficamos juntos, no começo – antes que eu me tornasse uma vampira – eu sempre soube — Elena sussurrou — que chegaria uma hora quando ele tentaria me deixar para meu próprio bem. — De repente ela bateu no chão com seu punho, forte o bastante para se machucar. — Eu sabia, mas pensei que estaria lá para convencê-lo a não fazer isso! Ele é tão nobre – tão altruísta! E agora... desapareceu.
 Você realmente não liga — Meredith disse silenciosamente, observando-a. — Se ficar humana ou se tornar vampira.
 Você está certa – eu não ligo! Não ligo para nada, contanto que eu possa ficar com ele. Quando eu ainda era meio espírito, sabia que nada podia me Transformar. Agora sou humana e tão suscetível quanto qualquer outro humano à Transformação – mas não importa.
 Talvez esse seja o Despertar — Meredith disse, ainda silenciosamente.
 Ah, talvez ele não trazer o café-da-manhã para ela seja um despertar! — Bonnie disse, exasperada. Ela estivera encarando uma chama por mais de trinta minutos, tentando entrar em contato espiritual com Stefan. — Ou ele quer – ou não pode — ela falou, sem ver Meredith balançando a cabeça violentamente até depois das palavras terem saído.
 O que quer dizer com “não pode”? — Elena exigiu, saltando do chão onde estava curvada.
 Eu não sei! Elena, você está me machucando!
 Ele está em perigo? Pense, Bonnie! Ele vai se machucar por minha causa?
Bonnie olhou para Meredith, que estava telegrafando “não” com cada centímetro de seu corpo elegante. Então olhou para Elena, que estava exigindo a verdade. Ela fechou seus olhos.
 Não tenho certeza — disse.
Ela abriu seus olhos lentamente, esperando que Elena explodisse. Mas Elena não fez nada do tipo. Ela meramente fechou seus próprios olhos lentamente, seus lábios endurecendo.
 Há muito tempo, jurei que o teria, mesmo que isso nos matasse — falou em voz baixa. — Se ele acha que pode simplesmente se afastar de mim, para o meu próprio bem ou por qualquer outra razão... está errado. Eu irei até Damon primeiro, já que Stefan parece querer tanto isso. E então vou atrás dele. Alguém me dará uma direção para começar. Ele me deixou vinte mil dólares. Eu os usarei para segui-lo. E se o carro quebrar, eu andarei; e quando não puder mais andar, eu engatinharei. Mas eu vou achá-lo.
 Não sozinha, não vai — Meredith respondeu, em seu jeito suave e assegurador. — Estamos com você, Elena.
 E então, se ele tiver feito isso por vontade própria, vai ganhar o maior tapa na cara da sua vida.
 O que quiser, Elena — Meredith concordou, ainda calmamente. — Vamos simplesmente achá-lo primeiro.
 Um por todos e todos por um! — Bonnie exclamou. — O conseguiremos de volta e faremos com que ele se arrependa – ou não — acrescentou afobada enquanto Meredith novamente começava a balançar sua cabeça. — Elena, não! Não chore — acrescentou, no instante antes de Elena explodir em lágrimas.


 Então fora Damon quem dissera que tomaria conta de Elena e deve ter sido o último a ver Stefan essa manhã — Matt falou, quando fora buscado em sua casa e a situação fora explicada a ele.
 Sim — Elena disse com bastante certeza. — Mas Matt, você está enganado se acha que o Damon faria alguma coisa para manter Stefan longe de mim. Damon não é o que vocês todos acham. Ele realmente estava tentando salvar Bonnie naquela noite. E realmente ficou magoado quando todos o odiaram.
 Isso é o que eu chamo de “evidência de motivo”, acho — Meredith apontou.
 Não. É evidência de caráter – evidência de que Damon tem sentimentos, que se importa com seres humanos — Elena contradisse. — E ele nunca machucaria Stefan, porque... bem, por minha causa. Sabe como eu me sentiria.
 Bem, por que ele não me responde, então?  Bonnie disse ranzinzamente.
 Talvez porque na última vez que nos viu, todos juntos, estávamos olhando feio para ele como se o odiássemos  apontou Meredith, que era sempre justa.
 Diga a ele que eu imploro seu perdão  Elena disse. ― Diga que eu quero falar com ele.
 Eu me sinto como um satélite de comunicação  Bonnie reclamou, mas ela claramente colocava todo seu coração e força em cada ligação. Por fim, pareceu completamente pressionada e exausta.
E, por fim, até mesmo Elena teve que admitir que não adiantava nada.
 Talvez ele se dê conta e comece a ligar para você  Bonnie disse. ―Talvez amanhã.
 Vamos ficar com você hoje à noite  Meredith falou. ― Bonnie, liguei para a sua irmã e disse a ela que você estaria comigo. Agora vou ligar para o meu pai e dizer a ele que estarei com você. Matt, você não está convidado...
 Valeu  Matt disse secamente. ― Tenho que ir andando para casa também?
 Não, pode levar o meu carro  Elena respondeu. ― Mas, por favor, traga-o de volta para cá amanhã cedo. Não quero que as pessoas comecem a perguntar sobre isso.
Naquela noite, as três garotas se prepararam para ficar confortáveis, estilo colegiais, nos lençóis e cobertores excedentes da Sra. Flowers (não era de se espantar que ela tenha lavado tantos lençóis hoje – ela deve ter imaginado de alguma forma, Elena pensou), com a mobília empurrada até as paredes e três sacos de dormir improvisados no chão. Suas cabeças estavam juntas no centro e seus corpos estavam para fora, como raios de uma roda.
Elena pensou: Então isso é o Despertar. É a realização de que, afinal, posso ficar sozinha novamente. E, ah, sou grata por ter Meredith e Bonnie junto comigo. Significa mais do que eu posso dizer a elas.
Ela tinha ido automaticamente para o computador, para escrever um pouco em seu diário. Mas após as primeiras poucas palavras, se encontrou chorando novamente, e ficou secretamente feliz quando Meredith tomou-a pelos ombros e mais ou menos a forçou a beber leite quente com baunilha, canela e noz moscada, e quando Bonnie a ajudou a ir até sua pilha de cobertores para dormir e então segurou sua mão até que ela adormecesse.


Matt tinha ficado até tarde, e o sol estava nascendo enquanto ele dirigia para casa. Era uma corrida contra a escuridão, pensou repentinamente, se recusando a ser distraído pelo cheiro de carro novo do Jaguar. Em algum lugar no fundo de sua mente, ele ponderava. Não quisera dizer nada para as garotas, mas havia algo no bilhete de despedida de Stefan que o incomodava. A única coisa era que ele tinha que se certificar que não era só seu orgulho ferido falando.
Por que Stefan não tinha mencionado eles? Os amigos de Elena do passado, os amigos dela no aqui e agora. Você acharia que ele pelo menos faria menção às garotas, mesmo que tenha se esquecido de Matt na dor de deixar Elena permanentemente.
O que mais? Definitivamente havia outra coisa, mas Matt não conseguia trazê-la à tona. Tudo o que tinha era uma imagem vaga e vacilante sobre o ano anterior na escola e – ah é, a Srta. Hilden, a professora de inglês.
Mesmo enquanto Matt sonhava acordado com isso, estava sendo cuidadoso com a sua direção. Não havia como evitar completamente a estrada Old Creek de pista única que levava da pensão para o território de Fell’s Church. Mas ele estava olhando para frente, mantendo-se alerta.
Ele viu a árvore caída quando fazia a curva e manobrou a tempo de parar bruscamente, com o carro com um ângulo de quase noventa graus da estrada.
E então teve que pensar.
Sua primeira reação instintiva era ligar para Stefan. Ele podia simplesmente levantar a árvore do chão. Mas se lembrou rápido o bastante para que aquele pensamento fosse nocauteado por uma pergunta. Ligar para as garotas?
Ele não conseguia se forçar a fazer isso. Não era só uma questão de dignidade masculina – era a realidade sólida da árvore madura na frente dele. Mesmo que todos trabalhassem juntos, não poderiam mover aquele negócio. Era grande demais, pesada demais.
E tinha caído da floresta de modo a ficar deitada e atravessada diretamente na estrada, como se quisesse separar a pensão do resto da cidade.
Cuidadosamente, Matt baixou a janela do lado do passageiro. Espiou a floresta para tentar ver as raízes da árvore, ou, admitiu para si mesmo, qualquer tipo de movimento. Não havia nenhum.
Ele não conseguia ver as raízes, mas essa árvore parecia saudável demais para ter simplesmente caído numa tarde ensolarada de verão. Nada de vento, nada de chuva, nada de raios, nada de castores. Nada de lenhadores, pensou carrancudamente.
Bem, a vala do lado direito era rasa, pelo menos, e a copa da árvore não a atingia exatamente. Talvez fosse possível...
Movimento.
Não na floresta, mas na árvore logo em frente a ele. Algo estava movimentando os galhos superiores da árvore, algo mais do que o vento.
Quando viu, ainda não conseguia acreditar. Essa era parte do problema. A outra parte era que ele estava dirigindo o carro da Elena, não seu velho calhambeque. Então enquanto tateava freneticamente um jeito de fechar a janela, com seus olhos colados na coisa se movendo na árvore, estava agarrando todos os lugares errados.
E a coisa era simplesmente que a besta era rápida. Rápida demais para ser real.
Quando Matt se deu conta, estava lutando contra aquilo na janela.
Matt não sabia o que Elena tinha mostrado a Bonnie no piquenique. Mas se isso não era um malach, então que diabos era? Matt tinha vivido ao redor de bosques sua vida toda, e nunca vira nenhum inseto remotamente parecido com esse antes.
Porque era um inseto. Sua pele parecia similar à casca de uma árvore, mas isso era apenas camuflagem. Enquanto ele se batia contra a janela do carro parcialmente levantada – enquanto Matt o acertava com ambas as mãos – conseguia ouvir e sentir seu exterior quitinoso. Era tão longo quanto seu braço, e parecia voar ao chicotear seus tentáculos em um círculo – o que devia ser impossível, mas aqui estava, preso na metade de dentro da janela.
Tinha a estrutura mais como a de uma sanguessuga ou de uma lula do que de qualquer inseto. Seus tentáculos longos e parecidos com o de uma cobra pareciam quase como vinhas, mas eram mais grossos do que um dedo e tinha sugadoras largas neles – e dentro das sugadoras tinha algo afiado.
Dentes. Uma das vinhas ficou ao redor do seu pescoço, e ele conseguia sentir a sucção e a dor toda de uma só vez.
A vinha tinha chicoteado ao redor da garganta dele três ou quatro vezes, e estava apertando. Matt teve que usar uma mão para esticar-se e arrancá-lo. Isso significou apenas uma mão disponível para debulhar a coisa sem cabeça – que de repente mostrou que tinha uma boca, e nada de olhos. Como todo o resto sobre a besta, a boca era radialmente simétrica: era redonda, com seus dentes arrumados em um círculo. Mas lá no fundo dentro desse círculo, Matt viu, para seu horror, enquanto o inseto esticava seu braço, um par de pinças grandes o bastante para cortarem um dedo.
Deus, não. Ele fechou sua mão num punho, tentando desesperadamente bater nele por dentro.
A explosão de adrenalina que teve após ver isso permitiu que ele puxasse a vinha chicoteante ao redor de sua garganta, as sugadoras se soltando enfim. Mas agora seu braço fora engolido até acima do cotovelo. Matt se forçou a atacar o corpo do inseto, golpeando-o como se fosse um tubarão, que era a outra coisa da qual ele o lembrava.
Ele tinha que soltar seu braço. Encontrou-se espreitando cegamente o fundo da boca aberta redonda e meramente arrancando um pedaço de exoesqueleto que caiu em seu colo. Enquanto isso, os tentáculos ainda estavam torvelinhando, golpeando contra o carro, procurando um modo de entrar. Em algum ponto ele perceberia que tudo o que tinha que fazer era dobrar aquelas coisas parecidas com vinhas socando e poderia espremer seu corpo para entrar.
Algo afiado roçou seus nós dos dedos. As pinças! Seu braço estava quase completamente engolfado. Mesmo enquanto se focava inteiramente em como se desvencilhar, alguma parte dele se perguntava: onde estava seu estômago? Essa besta não é possível.
Tinha que libertar seu braço agora. Ia perder a mão, tão certo quanto se ele tivesse colocado-a no triturador de lixo e ligado.
Ele já tinha tirado seu cinto de segurança. Agora com um arremesso violento, jogou seu corpo para a direita, na direção do banco do passageiro. Ele conseguia sentir os dentes raspando seu braço enquanto o arrastava por eles. Conseguia ver os longos e sangrentos sulcos que ele deixou em seu braço. Mas isso não importava. Tudo que importava era tirar seu braço.
Nesse momento seu outro braço encontrou o botão que controlava a janela.
Ele a amassou para cima, arrastando seu punho e sua mão da boca do inseto bem quando a janela fechava.
O que ele esperava era um estrondo de e sangue preto fluindo, talvez comendo o chão do carro novo de Elena, como aquela coisa escapando em “Alien – o 8º Passageiro.”
Ao invés, o inseto vaporizou-se. Simplesmente... ficou transparente e então virou minúsculas partidas de luz que desapareceram enquanto ele as encarava.
Ele foi deixado com um braço com longos arranhões sangrentos, feridas inchadas na garganta e nós dos dedos doloridos na outra mão. Mas não perdeu tempo contando seus machucados. Ele tinha que sair dali; os galhos estavam agitando-se novamente e ele não queria esperar para ver se era ou não o vento.
Só havia uma maneira. A vala.
Ele virou o carro na direção certa e acelerou. Ele se dirigiu à vala, esperando que não fosse profunda demais, esperando que a árvore, de alguma forma, não furasse os pneus.
Houve um mergulho abrupto que fez seus dentes baterem juntos, capturando seu lábio entre eles. E então houve o esmagar de folhas e galhos sob o carro, e por um momento todos os movimentos pararam, mas Matt manteve seus pés pressionando o mais forte que pôde no acelerador, e de repente ele estava livre, sendo jogado enquanto o carro derrapava na vala. Ele conseguiu tomar o controle e desviou de volta para a estrada bem a tempo de fazer uma curva abrupta para a esquerda onde se virava repentinamente e a vala acabava.
Ele estava hiperventilando. Fez curvas a quase oitenta quilômetros por hora, com metade da sua atenção na floresta – até que repentinamente, abençoadamente, uma luz vermelha solitária encarou-o como um farol ao anoitecer.
O cruzamento com Mallory. Ele teve que se forçar a fazer outra parada chiada de queimar os pneus. Uma virada brusca à direita e estaria viajando pela floresta. Teria que circular uma dúzia de vizinhanças para chegar em casa, mas pelo menos ficaria livre de qualquer alameda grande de árvores.
Era uma grande avenida, e agora que o perigo tinha acabado, Matt estava começando a sentir a dor de seu braço arranhado. Na hora que estava levando o Jaguar para casa, também estava se sentindo tonto. Ele parou sob um poste de luz e então deixou o carro seguir na escuridão além. Não queria que ninguém mais o visse tão perturbado.
Ele devia ligar para as garotas agora? Avisá-las para não saírem esta noite, que o bosque era perigoso? Mas elas já sabiam disso. Meredith nunca deixaria Elena ir até a floresta, não agora que Elena era humana. E Bonnie daria um enorme ataque barulhento se alguém ao menos mencionasse sair no escuro – afinal, Elena tinha lhe mostrado aquelas coisas que estavam lá fora, não tinha?
Malach. Uma palavra feia para uma criatura genuinamente horrorosa.
O que realmente precisavam era que alguns policiais saíssem e tirassem a árvore do caminho. Mas não à noite. Era provável que ninguém mais usasse aquela estrada solitária hoje à noite, e mandar pessoas para lá – bem, era como mandá-los para os malach numa bandeja. Ele ligaria para a polícia para falar disso cedinho amanhã. Eles colocariam as pessoas certas lá para mover aquele negócio.
Estava escuro, e era mais tarde do que tinha imaginado. Ele provavelmente deveria ligar para as garotas, afinal. Simplesmente desejava que sua cabeça clareasse. Seus arranhões coçavam e queimavam. Ele estava achando difícil pensar. Talvez se apenas tirasse um tempo para respirar...
Ele inclinou sua testa contra o volante. E então a escuridão fechou-se.

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