26 de novembro de 2015

Capítulo 14

Muito bem — disse Damon, enquanto Elena alcançava Bonnie e Meredith. — Agora vem a parte complicada.
Meredith olhou para ele.
— Agora vem...
— Sim. A parte realmente difícil. — Damon finalmente tinha aberto o zíper de sua misteriosa bolsa de couro preta. — Escutem — disse num murmúrio baixo —, é por este Portal que temos de atravessar. E podem dar o ataque que quiserem, mas todas vocês têm que fingir que são minhas escravas. — Ele pegou vários pedaços de corda.
Elena, Meredith e Bonnie se uniram numa demonstração instantânea de amizade.
— Para que... — disse Meredith devagar, como se quisesse dar a Damon o último benefício da dúvida — ... são essas cordas? — Damon tombou a cabeça de lado em um gesto de 'me poupe'.‖
— São para amarrar suas mãos.
— Por quê?
Elena ficou surpresa. Nunca vira Meredith com tanta raiva. Ela mesma não teve oportunidade de falar. Meredith já estava a 10 centímetros de Damon, encarando-o.
E os olhos dela eram cinza!, exclamou, em alguma parte distante, a mente de Elena, assombrada. De um cinza-claro intenso. Durante todo esse tempo pensei que eram castanhos mas não são.
Enquanto isso, Damon olhava meio alarmado para a expressão de Meredith. Um Tiranossauro rex teria ficado assustado com a expressão de Meredith, pensou Elena.
— E espera que a gente ande por aí de mãos amarradas? Enquanto isso, você faz o quê?
— Enquanto ajo como seu dono — disse Damon, refazendo-se de repente com um sorriso glorioso que sumiu rapidamente. — Vocês três são minhas escravas.
Houve um tempo de silêncio desconfortável. Elena afastou a pilha de cordas com um gesto.
— Não vamos fazer isso — disse ela categoricamente. — Não vamos. Deve haver outra maneira...
— Quer libertar Stefan ou não? — perguntou Damon de repente. Havia um calor abrasador nos olhos negros que ele fixava em Elena.
— É claro que quero! — rebateu Elena rapidamente, sentindo um calor em seu rosto. — Mas não como escrava, arrastada por você!
— É a única maneira de qualquer humano entrar na Dimensão das Trevas — respondeu Damon. — Presos, como propriedade de um vampiro, kitsune ou demônio.
Meredith balançava a cabeça.
— Você nunca nos disse...
— Eu disse que vocês não iam gostar!
Ao responder a Meredith, os olhos de Damon não desgrudaram de Elena. Por baixo de sua pura frieza, ele parecia estar suplicando a ela que compreendesse, pensou Elena. Se fosse há algum tempo, ela refletiu, Damon teria simplesmente se recostado em uma parede e erguido as sobrancelhas, dizendo: ―Tudo bem; não quero ir mesmo. Quem quer fazer um piquenique
Mas ele queria que elas fossem, percebeu Elena. Estava desesperado para que concordassem. Só não sabia a melhor maneira de transmitir isso. O único jeito que conhecia era aquele.
— Você tem que nos prometer uma coisa, Damon — disse Elena, olhando nos olhos dele. — E tem que ser agora.
Ela podia ver o alívio nos olhos de Damon, mesmo que para as outras meninas o rosto dele estivesse perfeitamente frio e impassível. Ela sabia que ele estava feliz por ela não dizer que sua decisão anterior era definitiva e ponto final.
— Prometer o quê? — perguntou Damon.
— Terá que jurar... dar a sua palavra... que independentemente de decidirmos entrar ou não na Dimensão das Trevas agora, você não vai tentar nos influenciar. Não vai nos colocar para dormir, nem nos incitar a fazer o que você quer. Não vai usar nenhum truque de vampiro em nossa mente.
Damon não seria Damon se não discutisse.
— Mas olha só, imagine que você queira que eu faça isso... Pode ser melhor passar por umas coisas lá dormindo...
— Então nesse caso vamos dizer que mudamos de ideia, e vamos liberar você da promessa. Entendeu? Não tem o que discutir. Vai ter que jurar.
— Tudo bem — disse Damon, ainda sustentando o olhar. Eu juro não usar nenhum tipo de Poder na mente das três; não vou influenciar vocês de maneira alguma, a não ser que me peçam. Dou a minha palavra.
— Muito bem. — Por fim Elena desviou os olhos com o menor dos sorrisos e um leve assentir. E Damon assentiu também.
Ela afastou-se para se ver olhando nos olhos castanhos, indagativos e arregalados de Bonnie.
— Elena — sussurrou Bonnie, puxando o braço da amiga. — Venha aqui um minutinho, está bem? — Elena mal pôde evitar. Bonnie era forte como um pequeno pônei. Elena foi, lançando um olhar impotente para Damon por sobre o ombro.
— O que foi? — sussurrou ela quando Bonnie finalmente parou de arrastá-la. Meredith vinha logo atrás, imaginando ser assunto da irmandade velociraptor. — E então?
— Elena — desabafou Bonnie, como se fosse incapaz de continuar reprimindo as palavras — você e Damon agem como se... Vocês estão diferentes. Antigamente vocês não... Quero dizer, o que realmente aconteceu entre vocês quando estavam sozinhos?
— Não é hora para isso — sibilou Elena. — Estamos com um problemão aqui, caso não tenha percebido.
— Mas... e se...
Meredith completou a frase, tirando uma mecha de cabelos pretos dos olhos.
— E se for algo de que Stefan não vá gostar? Como... o que aconteceu com Damon quando vocês estavam sozinhos no hotel naquela noite‖? — concluiu, citando as palavras de Bonnie.
A boca de Bonnie se escancarou.
— Que hotel? Que noite? O que aconteceu? — Ela estava praticamente gritando, o que fez Meredith ser mordida quando tentou calá-la.
Elena olhou primeiro para uma, depois para outra — duas amigas que vieram morrer com ela, se necessário. Ela podia sentir a respiração ficar mais fraca. Era tão injusto, mas...
— Podemos discutir isso depois? — sugeriu, tentando transmitir com a expressão que Damon podia ouvir! Bonnie se limitou a sussurrar:
— Que hotel? Que noite? O que...
Elena desistiu.
— Não aconteceu nada — respondeu categoricamente. — Meredith só está citando você, Bonnie. Você disse essas palavras na noite passada, quando estava dormindo. E talvez no futuro você vá nos contar o que estava falando, porque eu não sei. — Ela terminou olhando para Meredith, que tinha erguido uma sobrancelha perfeita.
— Tem razão — disse Meredith, completamente desiludida. — Nossa língua podia mesmo ter uma palavra como 'sa'‖. Deixa as conversas muito mais curtas, para começar.
Bonnie suspirou.
— Tá legal, então, vou descobrir sozinha — disse ela. — Pode achar que não sou capaz, mas vou.
— Tudo bem, tá, mas enquanto isso alguém tem algo de útil a dizer sobre a ideia de Damon nos amarrar?
— Tipo dizer a ele onde enfiar esse troço? — sugeriu Meredith à meia- voz.
Bonnie segurava um pedaço da corda. Passou nela a mãozinha de pele clara.
— Não acho que foi comprada por raiva — disse ela, os olhos castanhos desfocados e a voz assumindo o tom meio sinistro que sempre adquiria quando ela estava em transe. — Vejo um menino e uma menina, junto ao balcão de uma loja de ferragens... Ela está rindo e o menino diz: 'Aposto qualquer coisa que o que você vai fazer na escola no ano que vem tem a ver com arquitetura', e a menina, com o olhar vago, diz: 'sim, e...
— E essa é toda a espionagem paranormal de hoje. — Damon tinha se aproximado delas sem fazer barulho. Bonnie deu um salto e quase largou a corda.
— Escutem — continuou Damon com aspereza —, a última travessia fica a cem metros daqui. Ou vocês usam isto e agem como escravas ou não entram para ajudar Stefan. Nunca. E ponto.
Em silêncio, as meninas trocaram olhares. Elena sabia que sua expressão dizia claramente que ela não ia pedir a Bonnie ou Meredith que a acompanhassem, mas que ela mesma ia, se necessário, de quatro atrás de Damon.
Meredith, encarando Elena, fechou lentamente os olhos e assentiu, soltando a respiração. Bonnie já concordava com a cabeça, resignada.
Em silêncio, Bonnie e Meredith deixaram Elena amarrar seus pulsos na frente do corpo. Elena deixou que Damon amarasse os dela e prendesse as três com uma grande corda, como se fossem uma corrente de prisioneiras.
Elena podia sentir um rubor subindo da parte inferior do peito, queimando-lhe o rosto. Não conseguia olhar nos olhos de Damon, não assim, mas sabia, sem precisar perguntar, que ele pensava na época em que Stefan o expulsou de seu apartamento como um cão, diante desta mesma plateia, além de Matt.
Grosso, vingativo, pensou Elena, com a maior intensidade que pôde, na direção de Damon. Ela sabia que a primeira palavra o magoaria mais. Damon se orgulhava de ser um cavalheiro...
Mas "cavalheiros" não entram na Dimensão das Trevas, a voz de Damon disse em sua cabeça num tom de zombaria.
— Muito bem — acrescentou Damon em voz alta, pegando a corda principal. Começou a andar animadamente em direção à caverna escura, as três meninas se espremendo e tropeçando atrás dele.
Elena jamais se esqueceria daquela breve jornada e sabia que Bonnie e Meredith também não. Atravessaram a abertura rasa da caverna e entraram no pequeno espaço ao fundo, que se abria como uma boca. Foi preciso alguma manobra para conseguir que passassem. Do outro lado, a caverna se alargava de novo e logo as três se viram numa cavidade maior. Pelo menos foi o que diziam os sentidos aprimorados de Elena. A neblina perene havia voltado, e Elena não fazia ideia de que rumo tomavam. Minutos depois surgiu uma construção naquela névoa densa. Ela não sabia o que esperar do Portal do Demônio. Talvez imensas portas de ébano, com serpentes entalhadas e cravejadas de jóias. Talvez um colosso de pedra precário e desgastado, como as pirâmides egípcias. Talvez até uma espécie de campo de energia futurista que tremeluzisse e piscasse com lasers violetas-azulados.
O que ela viu parecia uma espécie de depósito caindo aos pedaços, um lugar para guardar e despachar bens. Havia um curral vazio, fortemente cercado, encimado por arame farpado. Aquilo fedia, e Elena ficou feliz por ela e Damon não terem canalizado o Poder para o olfato.
E havia gente lá, homens e mulheres vestidos elegantemente, cada qual com uma chave, murmurando algo antes de abrir uma porta de um lado da construção. A mesma porta, mas Elena tinha certeza que aquela gente toda não ia para o mesmo lugar, se as chaves fossem como a que ela pegara emprestada‖ da casa de Shinichi havia mais ou menos uma semana. Uma das mulheres parecia estar vestida para um baile de máscaras, com orelhas de raposa que se misturavam ao seu longo cabelo castanho. Foi só quando viu o farfalhar de uma cauda de raposa por baixo do vestido na altura do tornozelo que Elena se deu conta de que a mulher era uma kitsune fazendo uso do Portal do Demônio.
Damon apressadamente — e sem gentileza alguma — as levou para o outro lado do prédio, onde uma porta de dobradiças quebradas se abria para um espaço deteriorado que, estranhamente, parecia maior por dentro do que visto do lado de fora. Todo tipo de mercadoria era anunciada e vendida ali: muitas davam a impressão de ter relação com gestão de escravos.
Elena, Meredith e Bonnie se olharam, assustadas. O cenário que viram deixava óbvio que as pessoas que traziam escravos selvagens do mundo exterior os torturavam e aterrorizavam diariamente.
— Passagem para quatro — disse Damon ao homem de ombros arriados mas corpulento, atrás do balcão.
— Três selvagens de uma vez? — O homem, que devorava com os olhos o que podia ver das três meninas, ergueu-se para observar Damon com desconfiança.
— O que posso dizer? Meu trabalho é também meu passatempo. — Damon o encarou sem se abalar.
— Sim, mas... — O homem riu. — Ultimamente recebemos em média uma ou duas por mês.
— São legalmente minhas. Não houve rapto. Ajoelhem-se — acrescentou Damon despreocupadamente às três meninas.
Foi Meredith quem entendeu primeiro e arriou no chão como uma dançarina de balé. Os olhos cinzentos estavam focalizados em algo que ninguém podia ver. Depois Elena, de algum modo se desembaraçou das outras. Concentrou a mente em Stefan e fingiu que estava se ajoelhando para beijá-lo em seu catre na prisão. Pareceu funcionar e ela se ajoelhou.
Mas Bonnie continuou de pé. A mais dependente, mais delicada e inocente do trio achava que seus joelhos tinham se solidificado.
— Ruivas, hein? — disse o homem, olhando Damon incisivamente enquanto abria um sorriso malicioso. — Talvez seja melhor comprar um atiçador para essa daí.
— Talvez — disse Damon com firmeza. Bonnie olhou para ele sem expressão, virou-se para as meninas e se jogou no chão, ficando imóvel. Elena podia ouvir seu choro baixo. — Mas descobri que uma voz firme e um olhar de censura funcionam melhor.
O homem desistiu e arriou os ombros de novo.
— Passagem para quatro — grunhiu ele, estendendo a mão e puxando a corda suja de um sino. A essa altura Bonnie chorava de medo e humilhação, mas ninguém além das amigas pareceu perceber.
Elena não se atreveu a tentar reconfortá-la telepaticamente; não combinaria com a aura de menina humana normal, e quem poderia saber se não haveria armadilhas ou dispositivos escondidos ali, além do homem que praticamente as despia com os olhos? Ela queria poder apelar a uma de suas Asas, bem ali, naquele lugar. Isso arrancaria aquela expressão presunçosa da cara dele.
Minutos depois, tudo se apagou completamente, exatamente como Elena desejara. Damon se inclinou no balcão e cochichou alguma coisa que transformou o ar malicioso do homem em uma cor esverdeada, meio doentia.
Ouviu o que ele disse?, Elena tentou se comunicar com Meredith usando os olhos e as sobrancelhas.
Meredith, com o próprio cenho franzido, pôs a mão diante da barriga de Elena, girando a mesma em seguida.
Bonnie sorriu.
Então Damon as levou para esperar do lado de fora do depósito.
Estavam paradas ali havia alguns minutos quando a nova visão de Elena localizou um barco deslizando em silêncio pela névoa. Ela percebeu que a construção devia ficar na margem de um rio, mas mesmo com o Poder dirigido unicamente aos olhos, mal conseguia distinguir onde a terra opaca dava lugar à água brilhante, e mesmo com o Poder dirigido apenas aos ouvidos, mal conseguia escutar o som veloz de água corrente.
O barco parou, mas Elena não viu nenhuma âncora ser jogada na água nem nada que o segurasse. Mas o fato era que ele havia parado. E o corcunda baixou uma prancha, por onde embarcaram: primeiro Damon, depois seu grupo de escravas.
A bordo, Elena viu Damon oferecer, sem dizer uma única palavra, seis peças de ouro ao barqueiro — duas para cada humana que presumivelmente não voltariam, pensou ela.
Por um momento ela se perdeu em uma lembrança de quando era muito nova — devia ter só 3 anos — sentada no colo do pai enquanto ele lia um livro ilustrado maravilhoso que falava dos mitos gregos. Contava do barqueiro, Caronte, que levava os espiritos pelo rio Estige à terra dos mortos. E o pai contando a ela que os gregos punham moedas nos olhos daqueles que morriam para que pudessem pagar ao barqueiro...
Essa viagem não tem volta!, pensou ela de repente e com veemência. Não há como escapar! Elas podiam muito bem estar mortas...
Estranhamente, foi o pavor que a salvou de todo aquele terror. Ao levantar a cabeça, talvez para gritar, a figura sombria do barqueiro se afastou brevemente, como se contasse os passageiros. Elena ouviu o guincho de Bonnie. Meredith, tremendo, tentava frenética e ilogicamente pegar a arma escondida na bolsa. Nem Damon parecia capaz de se mexer.
O espectro alto no barco não tinha rosto.
Havia depressões fundas onde deveriam estar os olhos, uma boca oca e um buraco triangular onde o nariz devia se projetar. O horror sobrenatural daquilo, além do fedor do lugar, simplesmente foi demais para Bonnie e ela desmaiou, seu corpo flácido caindo contra Meredith.
Elena, completamente apavorada, teve um momento de revelação. No crepúsculo escuro, úmido e gotejante, ela se esquecera de parar de tentar usar todos os sentidos ao máximo. Sem dúvida era mais capaz de ver a face inumana do barqueiro em vez de, digamos, Meredith. Também podia ouvir coisas, como os sons dos mineiros mortos havia muito tempo, batendo na pedra acima delas, e o esvoaçar dos morcegos, das baratas enormes ou coisa assim, dentro das paredes de pedra que as cercavam.
Mas agora Elena de repente sentiu lágrimas quentes no rosto gelado ao perceber que ela subestimara completamente Bonnie, pois sabia dos poderes paranormais da amiga. Se os sentidos de Bonnie estivessem permanentemente suscetíveis aos tipos de horror que Elena vivia agora, não era de surpreender que Bonnie vivesse com medo. Elena se viu prometendo ser muito mais tolerante na próxima vez em que Bonnie vacilasse ou começasse a gritar. Na verdade, Bonnie merecia um prêmio por se manter sã até agora, concluiu. Mas ela não se atrevia a fazer mais do que olhar a amiga, que estava completamente inconsciente, e jurar a si mesma que, de agora em diante, Bonnie teria uma defensora em Elena Gilbert.
Sua promessa e seu calor ardiam como uma vela em sua mente, uma vela que Elena imaginava segurar para Stefan, e cuja luz dançava em seus olhos verdes e brincava com suas feições. Foi o bastante para evitar que ela perdesse a sanidade pelo resto da jornada.
Quando o barco aportou — num lugar um pouco mais movimentado do que aquele onde embarcaram — as três meninas estavam exaustas do terror prolongado e do suspense lancinante.
Mas não ousaram pensar nas palavras 'Dimensão das Trevas'‖nem imaginar as várias maneiras com que as trevas podiam se manifestar.
— Nosso novo lar — disse Damon, carrancudo. Olhando para ele em vez de olhar para aquele novo cenário, Elena percebeu, pela tensão em seu pescoço e em seus ombros, que Damon não estava gostando nada daquilo.
Ela pensava que, para ele, era como entrar em seu paraíso particular, um mundo de escravos humanos, onde a tortura era diversão, cuja única regra era a preservação do ego individual. Agora percebia que estava errada. Para Damon, este era um mundo de seres com poderes iguais aos dele... Ou até maiores. Ele ia ter de lutar por um lugar aqui entrei eles, como qualquer malandro nas ruas — só que não podia cometer erro nenhum. Precisavam achar um jeito não apenas de viver, mas viver no luxo e se misturar com a alta sociedade, se quisessem ter alguma chance de resgatar Stefan.
Stefan...
Não, ela não permitiria a si o luxo de pensar nele a essa altura, pois corria o risco de ficar arrasada e começar a exigir coisas ridículas, como que fossem à prisão, só para olhar, como uma estudante apaixonada por um menino mais velho que queria apenas que a levassem de carro perto da casa dele‖ para poder admirá-lo. E depois, o que isso traria de bom a seus plano de libertá-lo? O Plano A era: não cometer erros, e Elena se ateria a ele até que achasse outro melhor.
Foi quando Damon e suas 'escravas'‖ chegaram a Dimensão das Trevas, através do Portal do Demônio. A menor delas precisou ser reanimada com água no rosto antes de conseguir se levantar e andar.

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