20 de novembro de 2015

Capítulo 14

Elena acordou na manhã seguinte na cama estreita de Stefan. Reconheceu isso antes que estivesse completamente acordada e pediu aos céus que tivesse dado uma desculpa razoável para a tia Judith na noite anterior. A noite anterior – o próprio conceito era extremamente indistinto. O que ela sonhara para fazer desse despertar tão extraordinário? Não conseguia se lembrar – credo, não conseguia se lembrar de nada!
E então se lembrou de tudo.
Sentando-se com um solavanco que a teria mandado rapidinho para fora da cama caso tivesse tentado isso no dia anterior, vasculhou suas lembranças.
Luz do dia. Lembrava-se da luz do dia, a luz toda nela – e não estava com seu anel. Olhou freneticamente para ambas as mãos. Nada de anel. E estava sentada numa coluna de luz solar e isso não a machucava. Não era possível. Ela sabia, se lembrava com cada memória crua que impregnava cada célula de seu corpo, que a luz solar a mataria. Ela tinha aprendido essa lição com um único toque de raio solar em sua mão. Nunca se esqueceria da dor abrasadora e escaldante: o toque que tinha impresso esse comportamento nela para sempre. Não ir a lugar algum sem o anel de lápis-lazúli, que por si só já era bonito, mas mais bonito por saber que ele era seu salvador. Sem ele, ela poderia, ela iria...
Oh. Oh.
Mas ela já tinha, não tinha?
Ela tinha morrido.
Não tinha simplesmente se Transformado como quando virara vampira, mas morrido de verdade, daquele tipo que ninguém volta. Em sua filosofia pessoal, ela deve ter se desintegrado em átomos anônimos, ou ido diretamente para o inferno.
Ao invés disso, não tinha realmente ido a lugar algum. Tivera alguns sonhos sobre figuras paternas ou maternas dando-lhe conselhos – e de querer muito ajudar as pessoas, que, de repente, estavam bem mais fáceis de serem entendidas. O valentão de escola? Ela tinha observado tristemente como seu pai bêbado descontava sua própria fúria nele noite após noite. Aquela garota que nunca faz sua lição de casa? Esperavam que ela criasse três irmãs e irmãos mais novos enquanto sua mãe repousava na cama o dia todo. Só alimentar e limpar o bebê tomava todo o tempo que tinha. Havia sempre uma razão por trás de cada comportamento, e agora ela conseguia ver isso.
Ela tinha até mesmo se comunicado com pessoas através dos sonhos.
E então um dos Antigos chegara a Fell’s Church, e tudo o que conseguiu fazer foi suportar a interferência dele e não fugir. Ele fez com que os humanos chamassem pela ajuda de Stefan – e Damon fora convocado acidentalmente também. Elena os ajudara como pudera, mesmo quando fora quase insuportável, porque os Antigos conheciam o amor, e que partes apertar para fazer seus inimigos correrem nas direções certas. Mas tinham lutado contra ele – e vencido. E Elena, tentando curar as feridas mortais de Stefan, de algum modo se tornara mortal novamente: nua, deitada no chão da floresta com a jaqueta de Damon sobre ela, enquanto o próprio Damon desaparecido sem esperar pelos agradecimentos.
E aquele despertar fora o início das coisas básicas, dos sentidos: toque, paladar, audição, visão – e do coração, mas não da cabeça. Stefan fora tão bom pra ela.
 E agora, o que eu sou? ― Elena perguntou em voz alta, encarando suas mãos e virando-as, admirando a carne sólida e mortal que obedecia às leis da gravidade. Ela dissera que desistiria de voar por ele. Alguém tinha levado sua frase a sério.
 Você é linda ― Stefan respondeu distraidamente, sem se mover. Então de repente se levantou como um foguete. ― Você está falando!
― Eu sei que estou.
 E está fazendo sentido!
 Obrigada pela sua bondade.
 E em frases!
 Eu notei.
 Vá, então, e diga algo longo – por favor ― Stefan falou, como se não acreditasse nisso.
 Você está passando tempo demais com os meus amigos ― Elena disse.  Essa frase tem o atrevimento da Bonnie, a cortesia do Matt e a insistência aos fatos da Meredith.
 Elena, é você!
Ao invés de continuar esse diálogo bobo com “Stefan, sou eu!” Elena parou para pensar. Então, saiu da cama cuidadosamente e deu um passo. Stefan desviou o olhar afobadamente, dando-lhe um robe. Stefan? Stefan?
Silêncio.
Quando Stefan se virou após um intervalo decente, viu Elena ajoelhada na luz do sol, segurando o robe.
 Elena? ― Ela sabia que, para ele, ela parecia com um anjo muito jovem meditando.
― Stefan.
― Mas você está chorando.
― Eu sou humana novamente, Stefan ― ela ergueu uma mão, deixou-a cair na pegada da gravidade. ― Sou humana novamente. Não mais, não menos. Acho que só levei alguns dias para voltar totalmente.
Ela olhou nos olhos dele. Eles sempre foram olhos tão, tão verdes. Como um cristal verde com um pouco de luz atrás deles. Como uma folha de verão segurada perante o sol.
Eu posso ler a sua mente.
― Mas não posso ler a sua, Stefan. Só consigo ter uma sensação geral, e mesmo isso talvez se vá... não podemos depender de nada.
― Elena, tenho tudo o que quero nesse quarto. ― Ele deu um tapinha na cama. ― Sente ao meu lado e poderei dizer “tudo o que eu quero está nessa cama.”
Ao invés, ela se levantou e se jogou nele, os braços ao redor de seu pescoço, as pernas emaranhadas nas dele.
― Eu ainda sou muito jovem ― sussurrou, segurando-o apertadamente. ― E se contar em dias, não tivemos muitos dias juntos como esse, mas...
― Eu ainda sou velho demais para você. Mas ser capaz de olhá-la e vê-la olhando de volta para mim...
― Diga-me que me amará para sempre.
― Eu te amarei para sempre.
― Não importa o que acontecer.
― Elena, Elena – eu te amei como mortal, como vampira, como um espírito puro, como uma criança espiritual... e agora como humana novamente.
― Prometa que ficaremos juntos.
― Nós ficaremos juntos.
― Não. Stefan, eu... ― Ela apontou para sua cabeça como se para enfatizar que atrás de seus olhos azuis pontilhados por dourado havia uma mente brilhante e ativa girando em marcha rápida. ― Eu te conheço. Mesmo que eu não consiga ler sua mente, consigo ler seu rosto. Todos os antigos temores – eles estão de volta, não estão?
Ele desviou o olhar.
― Nunca te deixarei.
― Nem por um dia? Nem por uma hora?
Ele hesitou e então olhou para ela.
― Se é isso que você realmente quer. Eu não te deixarei, nem por uma hora. ― Agora ele estava projetando, ela sabia, já que podia ouvi-lo.
― Eu te liberto de todas as suas promessas.
― Mas, Elena, eu falei sério.
― Eu sei. Mas quando você se for, não quero que a culpa por tê-las quebrado paire sobre você também.
Mesmo sem telepatia, ela conseguia afirmar o que ele estava pensando devido a um minúsculo matiz de nuance: Entretenha-a. Afinal de contas, ela tinha acabado de acordar. Estava provavelmente um pouco confusa. E não estava interessada em ficar menos confusa, ou em deixá-lo menos confuso. Devia ser por isso que estava mordiscando seu queixo gentilmente. E beijando-o.
Certamente, Elena pensou, um dos dois estava confuso...
O tempo parecia se esticar e então parar ao redor deles. E então nada mais estava confuso. Elena sabia que Stefan sabia o que ela queria, e ele queria o que quer que ela quisesse que ele fizesse.


Bonnie encarou o número em seu celular, preocupada. Stefan estava ligando. Então ela correu uma mão apressada pelo cabelo, afofando os cachos, e recebeu a chamada de vídeo.
Mas ao invés de Stefan era Elena. Bonnie começou a dar risadinhas, começou a dizer para ela não brincar com os brinquedos de gente grande do Stefan – e então ela encarou.
― Elena?
― Vou receber isso toda vez? Ou só da minha irmã-bruxa?
― Elena?
― Desperta e novinha em folha ― Stefan falou, entrando na imagem. ― Ligamos assim que acordamos...
― Ela... mas é meio-dia! ― Bonnie falou impulsivamente.
― Estivemos ocupados com isso e aquilo ― Elena a cortou suavemente, e ah, como era bom ouvi-la falar desse jeito! Parcialmente inocente e totalmente convencida, fazendo você querer chacoalhá-la e implorar a ela por cada detalhe travesso.
― Elena! ― Bonnie arfou, usando a parede mais próxima para suporte, e então deslizando por ela, e permitindo uma braçada de meias, camisetas, pijamas, e roupas de baixo caísse abundantemente no carpete, enquanto lágrimas começavam a vazar de seus olhos. ― Elena, disseram que você tem que deixar Fell’s Church... você irá?
Elena se conteve.
― Disseram o quê?
― Que você e Stefan teriam que ir embora para o seu próprio bem.
― Nunca nesse mundo!
― Amorzinho adorá... ― começou Stefan, e então parou abruptamente, abrindo e fechando sua boca.
Bonnie encarou. Tinha acontecido na beira da tela, fora da vista, mas ela podia quase jurar que o “amorzinho adorável” de Stefan tinha acabado de acotovelá-lo no estômago.
― Marco Zero, às duas horas? ― Elena perguntava.
Bonnie voltou para a realidade com um estalo. Elena nunca te dava tempo para refletir.
― Estarei lá! ― ela gritou.


― Elena, ― Meredith ofegou. E então: ― Elena! ― como um soluço parcialmente engolido. ― Elena!
― Meredith. Ah, não me faça chorar, essa blusa é seda pura!
― É seda pura porque é a minha blusa de sári de seda pura, é por isso!
Elena de repente pareceu tão inocente quanto um anjo.
― Sabe, Meredith, parece que eu fiquei bem mais alta ultimamente...
― Se o final da sentença é “então realmente me serve melhor” ― a voz de Meredith estava ameaçadora ― então estou te avisando, Elena Gilbert... ― sua voz se dissipou, e ambas as garotas começaram a rir e então a chorar. ― Pode ficar! Ah, pode ficar com ela!


― Stefan? ― Matt ergueu seu celular. Primeiro cuidadosamente, depois o batendo na parede da garagem. ― Eu não consigo ver... ― ele parou, engoliu em seco. ― E-le-na? ― A palavra saiu devagar, com uma pausa entre cada sílaba.
― Sim, Matt. Estou de volta. Até mesmo aqui em cima. ― Ela apontou para sua testa. ― Você se encontra conosco?
Matt, inclinado contra seu carro recém-comprado, quase ligado, estava resmungando: “Obrigado Deus, obrigado Deus” repetitivamente.
― Matt? Não consigo te ver. Você está bem? ― Sons farfalhantes. ― Acho que ele desmaiou.
A voz do Stefan:
― Matt? Ela realmente quer te ver.
― É, é ― Matt levantou sua cabeça, piscando para o celular. ― Elena, Elena...
― Eu sinto tanto, Matt. Você não tem que vir...
Matt riu brevemente.
― Tem certeza de que você é a Elena?
Elena sorriu aquele sorriso que tinha quebrado mil corações.
― Neste caso... Matt Honeycutt, insisto que você venha nos encontrar no Marco Zero às duas horas. Está melhor assim?
― Acho que você quase acertou. A velha Postura Real da Elena ― ele tossiu teatralmente, fungou, e continuou: ― Perdão, fiquei um pouco resfriado; ou é alergia, talvez.
― Não seja bobo, Matt. Você está chorando como um bebê, assim como eu ― Elena apontou. ― Assim como a Bonnie e a Meredith, quando liguei para elas. Então estive chorando quase o dia todo – e a essa altura terei que me virar para preparar o piquenique e chegar a tempo. Meredith está planejando passar para te pegar. Leve algo para beber ou comer. Te amo!
Elena desligou o telefone, respirando arduamente.
― Agora, isso foi difícil.
― Ele ainda te ama.
― Ele preferia que eu permanecesse um bebê pela minha vida toda?
― Talvez ele gostasse do jeito que você costumava dizer “oi” e “tchau”.
― Agora você está me provocando ― Elena trincou o queixo.
― Nunca nesse mundo ― Stefan respondeu suavemente. Então, de repente, ele agarrou a mão dela. ― Vamos, vamos fazer compras para o piquenique e arrumar um carro também ― ele disse, puxando-a para cima.
Elena assustou a ambos ao voar para cima tão rapidamente que Stefan teve que agarrá-la pela cintura para impedi-la de atingir o teto.
― Achei que você tivesse perdido isso!
― Eu também! O que eu faço?
― Tenha pensamentos pesados!
― E se não funcionar?
― Nós te compraremos uma âncora!


Às duas horas, Stefan e Elena chegaram ao cemitério de Fell’s Church em um Jaguar vermelho novinho em folha; Elena usava óculos escuros e o cabelo preso por baixo de um lenço, um cachecol ao redor da parte inferior de seu rosto e mitenes pretas de renda emprestadas dos dias de moça da Sra. Flowers, que admitiu que não sabia por que estava usando. Ela era uma figura e tanto, Meredith disse, com o sári violeta e a calça jeans. Bonnie e Meredith já tinham estendido uma toalha para o piquenique, e as formigas estavam provando sanduíches, uvas e salada de baixa caloria.
Elena contou a história de como tinha acordado essa manhã, e então houve mais abraços e beijos e choros que os garotos conseguiam aguentar.
― Você quer ver a floresta por aqui? Checar se aqueles malach estão ao redor? ― Matt perguntou para Stefan.
― É melhor que não estejam ― Stefan respondeu. ― Se árvores de tão longe de onde houve seu acidente estão infestadas...
― Não é bom?
― É um problema sério.
Eles estavam prestes a sair quando Elena os chamou de volta.
― Podem parar de ficar todos machões e superiores ― ela acrescentou. ― Suprimir suas emoções é ruim para vocês. Expressá-las os mantêm bem equilibrados.
― Escuta, você é mais durona do que eu achava ― Stefan disse. ― Fazendo piquenique no cemitério?
― Costumávamos encontrar a Elena aqui o tempo todo ― Bonnie respondeu, apontando para uma lápide próxima com um pedaço de aipo.
― É a sepultura dos meus pais ― Elena explicou simplesmente. ― Após o acidente... eu sempre me senti mais próxima deles aqui do que em qualquer outro lugar. Eu vinha aqui quando as coisas ficavam ruins, ou quando eu precisava que uma pergunta fosse respondida.
― Você alguma vez conseguiu respostas? ― Matt perguntou, pegando um pepino em conserva caseira de um pote de vidro e passando o pote adiante.
― Não tenho certeza, mesmo agora ― Elena falou. Ela tinha tirado os óculos escuros, o cachecol, o lenço de cabeça e as mitenes. ― Mas sempre me faz sentir melhor. Por quê? Você tem uma pergunta?
― Bem... sim ― Matt disse inesperadamente.
Então corou à medida que se encontrou, de repente, no centro das atenções. Bonnie virou para encará-lo, o talo do aipo em seus lábios, Meredith se aproximou, Elena se sentou. Stefan, que estivera inclinado contra uma lápide elaborada com uma graça inconsciente de vampiro, ficou ereto.
― O que é, Matt?
― Eu ia dizer que você não parecia bem hoje ― Bonnie falou ansiosamente.
― Obrigado ― Matt retrucou.
Lágrimas uniram-se nos olhos castanhos de Bonnie.
― Eu não quis dizer...
Mas ela não conseguiu terminar. Meredith e Elena se aproximaram protetoramente para perto dela na unidade de infantaria do que chamavam de “irmandade velociráptor”. Queria dizer que qualquer um que mexesse com uma delas estava mexendo com todas.
― Sarcasmo ao invés de cavalheirismo? Esse não é o Matt que eu conheço ― Meredith falou com uma sobrancelha levantada.
― Ela só estava tentando ser solidária ― Elena apontou em voz baixa. ― E aquela foi uma retaliação barata.
― Está bem, está bem! Sinto muito, realmente sinto muito, Bonnie ― ele se virou na direção dela, parecendo envergonhado. ― Foi uma coisa feia de se dizer e sei que você estava apenas tentando ser boazinha. Eu só... não sei mesmo o que estou fazendo ou dizendo. De qualquer jeito, vocês querem ouvir ― ele terminou, parecendo defensivo ― ou não?
Todos queriam.
― Está bem, aqui vai. Fui visitar Jim Bryce esta manhã – vocês se lembram dele?
― Claro. Eu saí com ele. Capitão do time de basquete. Cara legal. Um pouco novo, mas... ― Meredith deu de ombros.
― Jim é legal ― Matt engoliu em seco. ― Bem, é só que... eu não quero fofocar nem nada, mas...
― Fofoca! ― as três garotas comandaram em uníssono que ele fizesse, como um coro grego.
Matt cedeu.
― Está bem, está bem! Bem... eu deveria estar lá às dez horas, mas fui um pouco mais cedo, e... bem, Caroline estava lá. Ela estava indo embora.
Houve três pequenas arfadas chocadas e um olhar afiado de Stefan.
― Você quer dizer que acha que ela passou a noite com ele?
― Stefan! ― Bonnie começou. ― Não é assim que a fofoca funciona apropriadamente. Você nunca diz de cara o que acha...
― Não ― Elena disse igualmente. ― Deixe o Matt responder. Consigo me lembrar o bastante de antes para estar preocupada com Caroline.
― Mais do que preocupada ― Stefan disse.
Meredith assentiu.
― Não é fofoca; é informação necessária, ― disse.
― Está bem, então. ― Matt engoliu em seco. ― Bem, é, foi isso o que pensei. Ele disse que ela tinha vindo cedo para ver a irmã caçula dele, mas Tamra só tem quinze anos. E ele ficou vermelhão quando disse isso.
Houve olhares sóbrios entre os outros.
― Caroline sempre foi... bem, vulgar ― começou Bonnie.
― Mas nunca ouvi falar de ela olhar duas vezes para o Jim ― terminou Meredith.
Elas olharam para Elena para uma resposta. Elena lentamente chacoalhou sua cabeça.
― Eu certamente não consigo ver nenhuma razão mundana para ela visitar Tamra. E além disso ― ela olhou rapidamente para Matt ― você está escondendo algo de nós, de algum jeito. O que mais aconteceu?
― Algo mais aconteceu? A Caroline mostrou a lingerie dela? ― Bonnie ria até que viu o rosto vermelho de Matt. ― Ei... vamos lá, Matt. Somos nós. Você pode nos contar qualquer coisa.
Matt tomou um longo fôlego e fechou seus olhos.
― Está bom, bem – enquanto ela saía, eu acho... eu acho que a Caroline... me fez uma proposta.
― Ela fez o quê?
― Ela nunca...
― Como, Matt? ― Elena perguntou.
― Bem – Jim achou que ela tinha ido embora, e ele foi para a garagem pegar sua bola de basquete, e eu virei e de repente Caroline estava de volta, e disse... bem, não importa o que ela disse. Mas era sobre ela gostar mais de futebol americano do que de basquete, e se eu queria entrar no jogo.
― E o que você disse? ― Bonnie ofegou, fascinada.
― Eu não disse nada. Só a encarei.
― E então o Jim voltou? ― Meredith sugeriu.
― Não! E então a Caroline foi embora – ela me deu aquele olhar, sabe, que deixou as coisas bem claras sobre o que quisera dizer – e então a Tamra entrou.
O rosto honesto de Matt estava em chamas agora.
― E então... não sei como dizer isso. Talvez Caroline tenha dito algo sobre mim, que faria isso comigo, porque ela – ela...
― Matt ― Stefan mal tinha falado até esse momento; agora ele se inclinava para frente e falava em voz baixa. ― Não estamos perguntando só porque queremos fofoca. Estamos tentando descobrir se há algo seriamente errado acontecendo em Fell’s Church. Então – por favor – simplesmente nos conte o que aconteceu.

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