29 de novembro de 2015

Capítulo 13

Elena, dormindo serenamente de mãos dadas com Stefan, sabia que estava tendo um sonho extraordinário. Não, não era um sonho... Era uma experiência fora do corpo. Mas não era como as antigas experiências que ela tivera ao visitar Stefan em sua cela. Ela estava deslizando pelo ar tão rapidamente que não conseguia distinguir o que estava em sua frente.
Ela olhou ao seu redor e, de repente, para o seu espanto, outra figura apareceu ao seu lado.
— Bonnie! — Ela disse... Ou meio que tentou dizer.
Mas, é claro, não houve som algum.
Bonnie parecia uma edição transparente de si mesma. Como se alguém tivesse feito ela em vidro fundido, e então apenas colocara tons mais fracos em seus cabelos e olhos.
Elena tentou telepatia.
Bonnie?
Elena! Oh, tenho tanta saudade de você e Meredith! Estou presa neste buraco...
Buraco? Elena pôde sentir o pânico em sua própria telepatia.
Isso fez Bonnie estremecer
Não um buraco de verdade. Uma pocilga. Uma pousada, eu acho, mas estou presa e eles só me alimentam duas vezes ao dia, e me levam ao banheiro somente uma vez...
Meu Deus! Como você se meteu aí?
Bem… Bonnie hesitou. Eu acho que a culpa é minha.
Não importa! Quanto tempo você tem estado lá, exatamente?
Hmmm... Esse é meu segundo dia. Eu acho.
Houve uma pausa.
Então, Elena disse:
Bem, alguns dias num lugar ruim podem parecer uma eternidade.
Bonnie tentou deixas as coisas mais claras.
É que estou tão entediada e sozinha. Tenho tanta saudade de você e Meredith! Ela repetiu.
Eu andei pensando em você e Meredith, também, Elena disse.
Mas Meredith está aí com você, não é? Ai, meu Deus, ela não caiu também, né? Bonnie desabafou.
Não, não! Ela não caiu. Elena não se decidia se devia contar à Bonnie sobre Meredith ou não.
Talvez, não por enquanto, pensou.
Ela não conseguia ver o que estava à sua frente, embora pudesse sentir que elas estavam desacelerando.
Você consegue ver alguma coisa?
Ei, sim, atrás de nós! Tem um carro! Devemos ir lá?
Claro. Podemos ir de mãos dadas?
Elas descobriram que não podiam, mas isso só fez com que ficassem mais próximas uma da outra. E outro momento, elas estavam entrando através do telhado do pequeno carro.
Hey! É o Alaric! Bonnie disse.
Alaric Saltzman era o namorado-quase-noivo de Meredith. Ele tinha quase vinte três anos agora, e seu cabelo de areia e olhos de avelã não haviam mudado desde que Elena o vira há quase dez meses atrás. Ele era um parapsicólogo em Duke, prestes a fazer doutorado.
Tentamos entrar em contato com ele há muito tempo, Bonnie disse.
Eu sei. Talvez, esse seja o jeito de contatá-lo.
Onde é que devia estar, afinal?
Em algum lugar estranho no Japão. Esqueci como se chama, mas basta olhar no mapa que está no banco do passageiro.
Ela e Bonnie se fundiram enquanto olharam, suas formas fantasmagóricas atravessando-se.
Unmei no Shima: A Ilha da Desgraça, estava escrito no topo de um título de um mapa. O mapa tinha um grande e vermelho X com o subtítulo: O Campo das Virgens Castigadas .
O campo do quê? Bonnie perguntou indignadamente. O que isso significa?
Eu não sei. Mas vejo, essa névoa é real. E está chovendo. E essa estrada é terrível.
Bonnie mergulhou para fora.
Ooh, que estranho. A chuva passa direto por mim. E não acho que isso seja uma estrada.
Elena disse:
Volte aqui para dentro e vejo isso. Não há outras cidades na ilha, apenas um nome. Dr.ª Celia Connor, patologista forense.
O que é um patologista forense?
Eu acho, Elena disse, que eles investigam assassinatos e coisas assim. E desenterram mortos para descobrirem como eles morreram.
Bonnie estremeceu.
Eu acho que não gosto disso.
Nem eu. Mas veja lá fora. Isso havia sido um vilarejo, uma vez, eu acho.
Não havia sobrado quase nada do vilarejo. Somente algumas ruínas de alguns prédios de madeira, que agora estavam podres, e algumas estruturas de pedra enegrecidas.
Havia um grande edifício com uma enorme lona amarela sobre ele.
Quando o carro alcançou esse prédio, Alaric deslizou até parar por completo, pegou o mapa e uma pequena maleta, e correu em meio à chuva e lama até chegar ao abrigo.
Elena e Bonnie o seguiram.
Ele fora encontrado próximo à estrada, ao lado de uma jovem mulher negra, cujo cabelo fora cortado elegantemente em torno de seu rosto de elfo. Ela era pequena, nem ao menos alcançava a altura de Elena. Tinha olhos que dançavam de entusiasmo, até tinha dentes muito brancos que fariam com que Hollywood sorrisse.
— Dr.ª Connor? — Alaric disse, parecendo impressionado.
Meredith não vai gostar disso, Bonnie disse.
— Só Celia, por favor. — A mulher disse, pegando sua mão. — Alaric Saltzman, eu presumo.
— Só Alaric, por favor... Celia.
Meredith certamente não iria gostar disso, Elena disse.
— Então, você é investigador de fantasmas. — Celia estava dizendo abaixo deles. — Bem, precisamos de você. Esse lugar tem fantasmas... Ou já teve. Eu não sei se eles ainda estão aqui ou não.
— Parece interessante.
— Está mais para triste e mórbido. Triste, estranho e mórbido. Tenho escavado todos os tipos de ruínas, principalmente aquelas onde há uma chance de genocídio. E vou te dizer: essa ilha não se parece com nenhum outro lugar que eu já estive — Celia disse.
Alaric já estava tirando coisas de sua maleta: uma pilha espessa de papéis, uma câmera de vídeo pequena, um notebook. Ele ligou a câmera e olhou pelo visor, então a apoiou sobre alguns papéis. Quando, aparentemente, ele tinha Celia em foco, pegou o notebook também.
Celia parecia estar se divertindo.
— Quantos meios você precisa para conseguir informação?
Alaric deu um tapa no lado de sua cabeça e a sacudiu tristemente.
— Todos os possíveis. A memória começa a falhar. — Ele olhou ao redor. — Você não está sozinha aqui, né?
— Tirando o zelador e o cara que me leva de volta à Hokkaido, sim. Tudo começou como uma expedição normal... Havia quatorze de nós. Mas um por um, os outros haviam morrido ou ido embora. Nem ao menos posso re-enterrar os espécimes… As garotas… Que nós escavamos.
 Quanto as pessoas que foram embora ou morreram em sua expedição…
— Bem, primeiro, as pessoas morreram. Então, essas coisas fantasmagóricas fizeram o resto partir. Eles estavam temerosos por suas vidas.
Alaric franziu a testa.
— Quem morreu primeiro?
— Sem ser da nossa expedição? Ronald Argyll. Especialista em cerâmica. Ele estava examinando dois jarros que havíamos encontrado... Bem, deixarei essa história para depois. Ele caiu de uma escada e quebrou o pescoço.
As sobrancelhas de Alaric se ergueram.
— Isso foi fantasmagórico?
— Para um cara como ele, que esteve neste negócio por quase vinte anos... Sim.
— Vinte anos? Talvez um ataque cardíaco? E quando ele caiu da escada... boom. — Alaric fez um gesto de queda.
— Talvez seja isso mesmo que aconteceu. Você poderia ser capaz de nos explicar nossos mistérios. — A mulher chique com cabelo curto mostrou suas covinhas como se fosse uma menina moleca.
Ela estava vestida como uma também, Elena percebeu: um jeans Levi’s e uma blusa azul e branca com mangas arregaçadas sobre uma camisola branca.
Alaric se tocou, como se tivesse percebido que ele era culpado em ficar encarando.
Bonnie e Elena se olharam por cima de sua cabeça.
— Mas o que aconteceu com todas as pessoas que viveram na ilha, em primeiro lugar? Aqueles que construíram as casas?
— Bem, nunca houve nenhum deles, para começo de conversa. Estou deduzindo que o local já se chamava Ilha da Desgraça antes do desastre que minha equipe estava investigando. Mas até onde eu pude descobrir, houve meio que uma guerra por aqui... Uma guerra civil. Entre crianças e adultos.
Dessa vez, quando Bonnie e Elena se olharam, seus olhos estavam arregalados.
Assim como lá em casa...
Bonnie começou, mas Elena disse:
Shh, Ouça.
— Uma guerra civil entre crianças e seus pais? — Alaric repetiu bem devagar. — Agora, isso é fantasmagórico.
— Bem, é um processo de eliminação. Entenda, eu gosto de túmulos, desde os construídos até os simples buracos cavados no chão. E aqui, os moradores não parecem terem sido invadidos. Não morreram de fome ou por causa da seca... Havia trigos em abundância no celeiro. Não havia sinais de doença. Eu cheguei a acreditar que eles mataram uns aos outros ... Pais matando crianças; crianças matando pais.
— Mas como você pode saber?
— Está vendo essa área quadrada na periferia do vilarejo? — Celia apontou para uma área num mapa maior ainda que o de Alaric. — Isso é o que chamamos de Campo das Virgens Castigadas. É um lugar onde fora cuidadosamente construído os túmulos atuais, então, ele foi feito antes da guerra vir à tona. Até agora, escavamos vinte e dois corpos de garotas... A mais velha, ainda na adolescência.
— Vinte e duas garotas? Todas são garotas?
— Todas são garotas, pelo menos nesta área. Os garotos vieram depois, quando os caixões não estavam mais sendo feitos. Não estão tão bem preservados, porque todas as casas foram queimadas ou desabaram, e eles foram expostos ao tempo. As garotas foram cuidadosa e, às vezes, elaboradamente enterradas; mas as marcas em seus corpos indicavam que foram submetidas a duras punições físicas em algum momento próximo às suas mortes. E então… Eles levaram estacas em seus corações.
Os dedos de Bonnie voaram para seus olhos, como se isso afastasse a terrível visão. Elena olhou Alaric e Celia com seriedade.
Alaric engoliu em seco.
— Havia estacas em seus corações? — Ele perguntou inquietamente.
— Sim. Agora sei o que você deve estar pensando: Mas o Japão não tem qualquer tipo de tradição com vampiros. Kitsune... Raposas… São, provavelmente, o mais próximo análogo.
Agora, Elena e Bonnie pairavam sobre o mapa.
— E kitsunes bebem sangue?
— Só kitsune. A língua japonesa tem um modo interessante de expressar o plural. Mas a resposta para a sua pergunta: não. Eles são lendários brincalhões, e um exemplo do que fazem é possuir garotas e mulheres, e levar homens à destruição... Enterrando-os em pântanos ou coisa parecida. Mas aqui… Bem, você quase poder ler como se fosse um livro.
— Você faz parecer como se fosse um. Mas não seria um que eu pegaria para ter momentos de prazer. — Alaric disse, e ambos riram friamente.
— Então, continuando com o lance do livro, parece que a doença se espalhou, com o tempo, em todas as crianças da cidade. Houve batalhas mortais. Os pais nem ao menos conseguiram chegar aos seus barcos de pesca para tentarem escapar da ilha.
Elena...
Eu sei. Pelo menos, Fell’s Church não se localiza em uma ilha.
— E temos aquilo que achamos no santuário da cidade. Posso te dizer que... Foi por isso que Ronald Argyll morreu.
Ambos foram para dentro do edifício, até que Celia parou ao lado de dois grandes jarros, que estavam em cima de pedestais, com uma coisa hedionda entre eles. Parecia um vestido, que se tornara quase branco por causa do tempo, e que mostrava, através dos furos da roupa, ossos. O pior, havia um osso sem carne e bem esbranquiçado em cima de um dos jarros.
— Era nisso que Ronald estava trabalhando lá no campo, antes dessa chuva toda vir. — Celia explicou. — Provavelmente, essa foi a última morte dos habitantes originais e foi um suicídio.
— Como você pode saber disso?
— Me deixe ver se consigo explicar à base das notas de Ronald. A sacerdotisa aqui não tem qualquer outro dano do que aquele que causou sua morte. O santuário fora um edifício de pedra... Um dia. Quando chegamos aqui, encontramos somente um andar, no qual todos os degraus de pedra despencaram, de todas as formas possíveis. Daí o porquê de Ronald ter caído da escada. É uma coisa bem técnica, mas Ronald Argyll foi um grande patologista forense e confio em sua leitura da história. 
— Que seria? — Alaric estava filmando o interior dos jarros e os ossos com sua câmera.
— Alguém... Que não sabemos quem... Fez um furo em cada jarro. Isso foi antes do caos começar. Os registros da cidade fizeram nota como se fosse um ato de vandalismo, uma brincadeira feita por uma criança. Mas muito tempo depois, os buracos foram fechados novamente, exceto naquele onde a sacerdotisa tem suas mãos mergulhadas até o pulso.
Com infinito cuidado, Celia levantou a tampa do jarro que não tinha um osso pendurado nele para revelar outro par de ossos alongados, ligeiramente menos esbranquiçados, e com tiras do que haviam sido suas roupas. Pequenos ossos dos dedos das mãos estavam dentro do jarro.
— O que Ronald pensou foi que essa pobre mulher morreu tentando fazer um último e desesperado ato. Muito inteligente, se você ver por esse ângulo. Ela cortou seu pulso...Você pode ver como o tendão está murcho no braço mais preservado... E então, ela deixou todo o conteúdo de seu fluxo sanguíneo cair no jarro. Sabemos que o jarro tem grandes quantidades de sangue em seu interior. Ela estava tentando atrair alguma coisa ou, talvez, tentando afastar algo. Ela morreu tentando, e, provavelmente, esperava usar seus últimos momentos de consciência para segurar seus ossos nos jarros.
— Caramba! — Alaric passou a mão pela testa, mas tremia ao mesmo tempo.
Tire fotos! Elena mandava mentalmente para ele, usando todo o seu Poder para transmitir a ordem. Ela pôde ver que Bonnie fazia o mesmo, de olhos fechados, punhos cerrados.
Como se obedecesse a seus comandos, Alaric tirava fotos o mais rápido que podia.
Finalmente, ele terminou. Mas Elena sabia que, sem um estímulo, ele não mandaria essas imagens à Fell’s Church antes que mesmo chegasse à cidade — no qual, nem mesmo Meredith sabia quando iria ser.
O que fazemos? Bonnie perguntou à Elena, parecendo angustiada.
Bem, as minhas lágrimas eram reais quando Stefan estava na prisão.
Você quer que a gente chore em cima dele?
Não, Elena disse, nem tão paciente. Mas estamos parecendo fantasmas... Vamos agir como tal. Tente assoprar atrás do pescoço dele.
Bonnie assoprou, e ambas viram Alaric tremer, olhar para os lados e fazer com que seu blusão ficasse mais próximo de seu corpo.
— E quanto as outras mortes, aquelas que ocorreram na sua expedição? — Ele perguntou, encolhendo-se, olhando à sua volta, aparentemente sem rumo.
Celia começou a falar, mas nem Elena ou Bonnie estavam ouvindo. Bonnie continuou assoprando o pescoço de Alaric em diferentes direções, conduzindo seu olhar para a única janela que não estava quebrada. Lá, Elena havia escrito uma frase com seus dedos no vidro frio. Uma vez que ela via Alaric olhando para aquela direção, ela soltava seu hálito na sentença: mande tudo para Meredith agora! Toda vez que Alaric olhava para a janela, ela assoprava para atualizar as palavras.
E finalmente, ele viu.
Ele deu um pulo de quase cinco centímetros para trás. Então, bem devagar, ele rastejou de volta à janela.
Elena atualizou a escrita para ele. Dessa vez, ao invés de pular, ele simplesmente passou a mão sobre os olhos e olhou novamente.
— Hey, Sr. Caça-Fantasmas — Disse Celia. — Tá tudo bem?
— Eu não sei. — Alaric admitiu. Ele passou a mão sobre os olhos de novo, mas Celia estava chegando e Elena não soprou sobre a janela.
— Pensei ter visto uma... Uma mensagem dizendo para mandar cópias das fotos desses jarros para Meredith.
Celia ergueu uma sobrancelha.
— Quem é Meredith?
— Oh. Ela… Ela é uma de minhas estudantes recém-formadas. Acho que isso a interessaria.
Ele olhou para a câmera.
— Ossos e jarros?
 Bem, você se interessou por eles ainda jovem, se sua reputação estiver correta.
— Oh, sim. Eu adorava assistir um pássaro morto se decompor, ou encontrar ossos e tentar descobrir de qual animal ele era. — Celia disse, sorrindo de novo. — Quando eu tinha uns seis anos. Mas eu não era como a maioria das garotas.
— Bem... Nem Meredith é. — Alaric disse.
Elena e Bonnie olhavam-se seriamente agora. Alaric havia implícito que Meredith era especial, mas ele não havia dito isso, e ele não havia mencionando o quase-noivado deles.
Celia chegou mais perto.
— Você vai mandar isso tudo para ela?
Alaric riu.
— Bem, toda essa atmosfera e tudo o mais... Eu não sei. Deve ter sido minha imaginação.
Celia virou-se justo quando ela o havia alcançado e Elena atualizou mais um vez a mensagem. Alaric jogou suas mãos para cima, em gesto de desistência.
— Acho que a Ilha da Desgraça não tem conexão com satélite. — Ele disse, impotente.
— Não. — Celia disse. — Mas a balsa estará de volta em um dia, e você poderá mandar tudo o que quiser... Se realmente for fazer isso.
— Acho que é o melhor a se fazer. — Alaric disse.
Elena e Bonnie estavam ao seu lado, uma de cada lado.
Mas foi aí que as pálpebras de Elena começaram a se fechar.
Oh, Bonnie, me desculpe. Eu queria conversar contigo depois de tudo isso, e ter certeza de que você está bem. Mas estou caindo... Não consigo...
Ela conseguiu deixar as pálpebras abertas. Bonnie estava em posição fetal, dormindo profundamente.
Tenha cuidado, sussurrou, sem saber ao certo se sussurrara. E enquanto ela flutuava para longe, prestou atenção em Celia e no modo como Alaric falava com aquela mulher linda e talentosa, somente um ano mais velha que ele. Ela teve medo por Meredith, que estava acima de qualquer coisa.

Um comentário:

  1. É por isso que namora á distância não dá certo! Homens!

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