15 de novembro de 2015

Capítulo 13

Sexta Feira, 19 de Junho , 11:54 p.m.
Querido Diário,
Oh meu deus! O que vamos a fazer?
Esta tem sido a semana mais longa de toda a minha vida, hoje foi o último dia de aula e amanhã Stefan esta indo embora. Vai para a Europa procurar um vampiro que foi transformado por Klaus. Disse que não quer nos deixar desprotegidos. Mas vai de qualquer jeito. 
Não conseguimos achar o Tyler, seu carro desapareceu do cemitério, mas não voltou a ir ao colégio, perdeu todos os exames finais desta semana, não que nos tenhamos ido muito bem. Gostaria que a Robert E. Lee fosse como as outras escolas onde os exames finais são feitos antes da graduação. Não sei se tenho escrito em inglês ou Swahili estes dias…
Eu odeio o Klaus. Pelo que vi, é tão louco quanto a Katherine... Ou até pior. O que fez a Vickie… Mas não posso nem sequer falar sobre isso ou começarei a chorar de novo. Ele só estava jogando com a gente na festa da Caroline, como gato e rato. E ter feito isso no aniversário de Meredith também... embora eu ache que ele não sabia disto. Entretanto, parece saber muita coisa, não fala como um estrangeiro, não como Stefan parecia a primeira vez quando chegou a America, ele sabe tudo sobre as coisas americanas, inclusive canções dos anos 50, Talvez tenha ficado aqui por um tempo... 


Bonnie parou de escrever. Pensou desesperadamente, todo o tempo haviam estado pensando nas vitimas da Europa, de vampiros. Mas da maneira que estava falando de Klaus, dava há entender que ele havia estado na América por muito tempo. E havia escolhido atacar as garotas no aniversário de Meredith…
Bonnie se levantou, pegou o telefone e discou o número de Meredith. Uma sonolenta voz masculina a atendeu.
— Senhor Sulez, é a Bonnie, posso falar com a Meredith?
— Bonnie! Não sabe que horas são?
— Sim, — Bonnie pensou rapidamente. — Mas sobre o exame final que tivemos hoje. Por favor, preciso falar com ela.
Houve uma longa pausa, seguida de um forte suspiro. — Só um minuto.
Bonnie tamborilou os dedos impacientemente enquanto esperava. Até que escutou o clique de outro telefone sendo atendido.
— Bonnie? — disse Meredith. — Qual o problema?
— Nada, quero dizer… — Bonnie estava extremamente, consciente de que a outra linha ainda estava ligada, e que talvez o pai de Meredith estivesse escutando. — É sobre aquele problema de Alemão, aquele no qual estávamos trabalhando, lembra. Aquele que não conseguíamos resolver para o exame. E sabe que estávamos procurando alguém para nos ajudar a resolver?
— Bem, acho que sei quem é.
— Sabe? — Bonnie pode sentir Meredith procurando as palavras certas. — Bem… e quem é? Envolve alguma chamada a longa distancia?
— Não — disse Bonnie — não envolve, esta perto da sua casa, Meredith, muito perto, para dizer a verdade pode encontrar no jardim da sua casa, em sua árvore da genealógica.
A linha ficou em silencio e Bonnie se perguntou se Meredith ainda estava ali. — Meredith?
— Estou pensando, esta solução tem alguma relação com a coincidência?
— Não — Bonnie se relaxou e sorriu ligeiramente. Meredith já havia entendido. — nada haver com coincidências, é mais um caso de historia repetitiva. Deliberadamente repetitiva se entende o que quero dizer.
— Sim — Meredith disse e soou como se estivesse se recuperando do choque e não estivesse mais espantada. — Sabe, acho que você está certa, mas tem um problema... persuadir esta pessoa para que nos ajude.
— Acha que teremos problemas?
— Acho que sim, às vezes esta pessoa é muito agitada… por causa das provas, muitas vezes perde até a cabeça.
O coração de Bonnie afundou, isto é algo que não havia se passado em sua mente. E se não pudesse dizer a eles? E se tivesse ido longe demais?
— Tudo que podemos fazer é tentar. — Disse, fazendo que a voz soasse o mais otimista possível. — Amanhã iremos tentar.
— Bom, te pego de carro amanhã de manhã. Boa noite Bonnie.
— Boa noite Meredith... Me desculpe — acrescentou.
— Não, acho que é melhor. Para que isto não continue se repetindo mais. Tchau.
Bonnie desligou o telefone. Se sentou por alguns minutos, seu dedo ainda no botão “desligar”, olhando a parede, colocou o telefone sem fio na base e pegou seu diário novamente, foi ate a última linha que tinha escrito e escreveu mais uma.

Amanhã vamos ver o avô de Meredith.


— Sou um idiota, — disse Stefan no carro de Meredith. Enquanto iam para West Virginia, onde era a instituição onde o avô de Meredith era paciente. Esta ia ser uma viagem muito longa.
— Somos todos idiotas. Exceto Bonnie, — disse Matt. Mesmo em meio a sua ansiedade Bonnie sentiu o rubor em seu rosto ao ouvir o que ele disse.
Mas Meredith apenas acenou com a cabeça e manteve os olhos fixos na estrada. — Stefan, não havia como você saber, então pare de se culpar. Não sabia que Klaus havia atacado na festa de Caroline no aniversário de ataque do meu avô. E Matt e eu também não chegamos a pensar que Klaus estava há muito tempo na América, porque nunca o vimos ou escutamos sua voz. Apenas pensamos nas pessoas que ele poderia ter atacado na Europa. Realmente, Bonnie era a única que poderia ter juntado todas as peças, ela tinhas todas as informações.
Bonnie mostrou a língua para ela, Meredith viu pelo retrovisor e arqueou uma sobrancelha. — Não quero que fique muito convencida. — Continuou Meredith.
— Não irei, modéstia é uma das minhas maiores qualidades, — Bonnie respondeu.
Matt bufou e disse: — Ainda acho que é a mais inteligente, — e Bonnie sentiu que corava novamente.
A instituição era um lugar terrível. Bonnie tentou o máximo que pôde esconder o horror e desgosto que sentia, mas sabia que Meredith podia senti-lo.
Os ombros de Meredith estavam rígidos em um orgulho defensivo enquanto caminhava para o Hall a frente deles. Bonnie, que a conhecia há tantos anos, viu a humilhação por baixo daquele orgulho. Os pais de Meredith consideravam a condição do avô uma mancha tão grande que nunca o permitiram falar com estranhos. Era uma sombra que pesava sobre a família inteira.
E agora Meredith estava mostrando este segredo para estranhos pela primeira vez. Bonnie sentiu amor e admiração pela amiga. Porque fazia isso sem exagero, com dignidade, sem deixar alguém ver o quanto isso custava pra ela. Mas ainda assim a instituição era terrível.
Não era suja ou cheio de maníacos delirantes ou nada parecido. Os pacientes pareciam claramente bem cuidados. Mas havia algo neste hospital, seu cheiro e as salas cheias de cadeiras de rodas e paisagens sem emoção faziam que Bonnie quisesse correr.
Era como se o prédio estivesse cheio de zumbis. Bonnie viu uma senhora, seu coro cabeludo rosado mostrando através de seu cabelo fino e branco, logo em seguida a senhora afundou sua cabeça na mesa junto a uma boneca de plástico nua. Quando Bonnie sentiu o desespero emergindo, sua mão encontrou a de Matt que já procurava pela sua. Seguiram Meredith de mãos dadas, segurando tão forte que chegava a doer.
— Este é o quarto dele.
Dentro do quarto se encontrava outro zumbi, tinha o cabelo branco mais ainda tinha algumas listras pretas parecido com o preto dos cabelos de Meredith. Seu rosto estava cheio de rugas e linhas, nas linhas dos olhos haviam pintas escarlate. Ele olhava fixamente para o nada.
— Avô — disse Meredith, ajoelhando-se na frente de sua cadeira de rodas. — Vovô sou eu Meredith. Vim te visitar e tenho algo muito importante para perguntar.
Os olhos dele nem pestanejaram.
— Às vezes ele nos reconhece. — Disse Meredith, sem emoção. — Mas na maioria das vezes não.
O senhor continuava olhando o vazio.
Stefan se ajoelhou e disse: — Me deixe tentar,  olhando o rosto enrugado começou a falar suavemente, calmamente como havia feito com Vickie.
Os olhos escuros piscaram, mas ainda olhavam o nada. O único movimento foi o tremor de suas mãos sobre os braços da cadeira de rodas.
E não importava o que Meredith ou Stefan fizessem esta era a única reação que receberiam.
Bonnie também tentou usar seus poderes psíquicos. Ela podia sentir uma faísca de vida no avô de Meredith, mas esta faísca estava presa embaixo da carne. E ela não conseguia alcançá-lo.
— Desculpe. — Disse sentando-se novamente e tirando o cabelo da frente dos olhos. — Não funciona. Neste caso não posso fazer nada.
— Talvez possamos volta em outra ocasião — disse Matt, mas Bonnie sabia que isto não era verdade. Stefan estava partindo amanhã, não haveria outra ocasião. E isso parecia uma ótima ideia... Aquele entusiasmo que havia sentido mais cedo agora eram cinza, e sentiu seu coração pesar como chumbo. Se virou e viu Stefan já saindo da sala.
Matt colocou sua mão sob seu cotovelo, a ajudou a se levantar e sair da sala. Depois ficou em pé com a cabeça dela curvada de desanimo, Bonnie se afastou. Era muito difícil convocar energias para poder colocar um pé na frente do outro. Olhou de relance para trás para ver se Meredith os seguia...
E Gritou. Meredith estava parada no centro da sala, encarando a porta, desânimo escrito em seu rosto. Mas atrás dela, a figura na cadeira de rodas havia se mexido, e estava atrás dela abraçando-a alertamente e com os velhos olhos abertos e a boca também, o avô de Meredith parecia que ia saltar, com os braços abertos, e sua boca formando um silencioso uivo. Bonnie gritou.
Tudo aconteceu muito rápido, Stefan voltou para o quarto, Meredith caiu para o lado e Matt a segurou. Mas a figura não pulou, olhou para todos e esperou, esperando ver algo que nenhum dos outros conseguia ver. Por fim sons saíram de sua boca, sons que formaram um grunhido.
— Vampiro! Vampiiiro!
Os enfermeiros estavam no quarto, tratando de tirar Bonnie e o outros dali, dominando o velho, seus gritos se adicionaram ao pandemônio.
— Vampiro! Vampiiro! — O avô de Meredith gritava, como se estivesse avisando a cidade. Bonnie se sentiu assustada ele olhava para Stefan? Era uma acusação?
— Vocês tem que ir embora agora. Me desculpe, mas têm que ir! — Disse uma enfermeira para eles. Foram tirados de lá a força, Meredith gritava enquanto era levada para o Hall.
— Vovô...!
— Vampiro! — dizia a voz em resposta.
E então:
— Cinzas de Madeira Branca! Vampiro! Cinzas de madeira branca...
A porta se fechou.
Meredith arquejou, lutando contra as lágrimas, Bonnie tinha suas unhas no braço de Matt. Stefan se virou para eles, seus olhos verdes arregalados de choque.
— Eu disse! Vocês têm que ir agora, — repetiu impaciente a enfermeira enfurecida. Os quatro a ignoraram. Olhavam um por outro, atordoados a confusão dando lugar para a realização em suas caras.
— Tyler disse que existe apenas um tipo de madeira que pode feri-lo... — Matt começou a dizer.
— Madeira branca acinzentada — disse Stefan.
— Teremos que descobrir onde ele está se escondendo. — disse Stefan enquanto voltavam para casa. Estava dirigindo, desde que Meredith tinha deixado as chaves caírem na porta do carro. — Isso em primeiro lugar. Se corrermos com isso, podemos pegá-lo despreparado.
Seus olhos verdes, brilhavam com uma textura parecida com Triunfo e Determinação, falou um voz sagaz e rápida. Eles estavam esgotados, pensou Bonnie, como se tivessem ficado acordados a noite inteira. Seus nervos estavam desgastados tão finos que qualquer coisa podia acontecer.
Ela tinha sentindo, também esse iminente desastre social. Como se tudo estivesse vindo a tona, desde os acontecimentos da festa de aniversário de Meredith, chegando a uma conclusão.
Essa noite, pensou ela. Essa noite tudo acontece. Isso parece estranhamente apropriado que devia ser a véspera do solstício.
— Véspera do que? — Matt disse.
Não tinha se dado conta de que estava falando em voz alta. — A véspera do solstício — disse. — É o que hoje é. O dia antes do solstício do verão.
— Não me diga. Druidas, certo?
— Eles o celebram, — Bonnie confirmou. — É um dia para a magia, marca a troca de estações. E... — ela hesitou — Bom, acredito que seja outro dia festivo, como o Halloween, ou o solstício de inverno. Um dia em que a linha entre o mundo visível e o mundo invisível fica fina. É quando você pode ver fantasmas, eles costumam dizer. Quando as coisas acontecem.
— Coisas — disse Stefan, virando para a estrada principal que levava de volta para Fell’s Church. — Vão acontecer.
Nenhum deles tinha percebido o quão perto.
A senhora Flowers estava no jardim dos fundos. Eles haviam dirigido diretamente até sua casa, procurando por ela. Ela estava podando as rosas, e o aroma do verão a cercava.
Fechou a cara e piscou quando os viu todos ao seu redor, e perguntaram rapidamente onde podiam encontrar uma árvore branca acinzentada.
— Calma, calma agora, — disse os olhando por baixo da borda de seu chapéu de palha. — O que vocês querem? Madeira branca acinzentada? Há um pouco lá em baixo, depois desses carvalhos aqui atrás. Agora, esperem um minuto... — Adicionou, como se eles fossem se exaltar novamente.
Stefan cortou um ramo da árvore com um canivete que Matt levava no bolso. Me pergunto: quando ele começou a carregar aquilo? Bonnie pensou. Ela também se perguntou o que a Sra. Flowers pensaria a respeito deles ao ver os dois garotos carregando um tronco de quase dois metros nos ombros.
Mas a Sra. Flowers apenas olhou sem dizer nada. Como estavam próximos a casa, ela logo disse. — Tem um pacote para você, garoto.
Stefan virou a cabeça, o ramo ainda em seus ombros. — Para mim?
— Tem seu nome nele, um pacote e uma carta, eu os encontrei na entrada da casa esta tarde, deixei lá em cima no seu quarto.
Bonnie olhou para Meredith, depois para Matt e Stefan, encontrando eles perplexos e com olhares suspeitos em volta. A ansiedade tomou conta do ar de repente, quase insuportavelmente.
— De quem pode ser? Quem pode saber que você está aqui... — disse ela começando a subir as escadas para o sótão. E então parou, um pavor subindo por suas costelas. Premonições se lançavam dentro dela, como um voo nauseante, mas afastou isso. Não agora, pensou, não agora.
Mas não tinha como não ver o pacote na escrivaninha de Stefan. Os meninos apoiaram o tronco branco acinzentado na parede e saíram para olhar, um longo e plano pacote embrulhado com papel pardo, com um envelope creme em cima.
Na frente estava escrito em uma caligrafia familiar. A caligrafia do espelho.
Todos olharam o pacote como se ele fosse um escorpião.
— Cuidado, — disse Meredith a Stefan, cuidadosamente. Bonnie sabia o que ela queria dizer. Sentia como se toda a coisa pudesse explodir, soltar um gás venenoso ou se tornar em algo com garras e dentes.
O envelope que Stefan pegou era quadrado e sólido, feito de um papel bom e com acabamento fino. Como o convite de um príncipe para o baile, pensou Bonnie. Porém, incompativelmente, na parte superior haviam grandes marcas de digitais e as bordas estavam encardidas. Bem... Klaus não parecia muito limpo no sonho.
Stefan olhou para frente e pra trás e rasgou o envelope, abrindo-o. Puxou um pedaço pesado de papel. Os outros três se juntaram a ele, olhando por cima de seus ombros, olhando como aquilo era desdobrado. Matt se surpreendeu.
— O que... está em branco!
E estava. Dos dois lados. Stefan virou e examinou os dois lados, seu rosto parecia tenso, todos os outros relaxaram, pensando, fazendo sons de desgosto. Como uma piada de mau gosto. Meredith pegou o pacote, que era plano o suficiente para estar vazio, então de repente a tensão de Stefan aumentou, sua respiração oscilando. Bonnie olhou rapidamente de relance e pulou. A mão de Meredith congelada no pacote, Matt praguejou.
No papel branco, segurado firmemente entre as duas mãos de Stefan, letras estavam aparecendo. Elas eram negras e com longos detalhes, como se estivesse sendo cortadas por uma faca invisível enquanto Bonnie assistia. Conforme lia para eles, o pavor dentro dela cresceu.

Stefan...
Vamos tentar resolver isso como cavalheiros? Estou com a garota. Venha para a antiga fazenda na floresta à noite e conversaremos, Só nós dois. Venha sozinho e eu a deixarei ir. Traga mais alguém e ela morre.

Não havia assinatura, mas embaixo, as palavras apareciam: isto é entre você e eu.
— Que garota? — perguntou Matt, olhando para Bonnie e Meredith para ver se ela ainda estavam ali. — Que garota?
Com um movimento rápido. Os elegantes dedos de Meredith rasgaram o pacote abrindo e puxando o que havia dentro. Um cachecol verde pálido com um estilo de vinhedo e folhas. Bonnie lembrou-se perfeitamente e uma visão veio a ela rapidamente. Confetes, presentes de aniversario, orquídeas e chocolate.
— Caroline — sussurrou, e fechou os olhos.
Estas duas últimas semanas haviam sido tão estranhas, tão diferentes das normais na vida da escola, que ela quase havia esquecido a existência de Caroline. Havia ido para um apartamento em outra cidade para escapar, para ficar segura… Mas Meredith tinha dito a ela no começo. Ele pode te seguir até Heron. Tenho certeza.
— Ele apenas está brincando com a gente de novo — Bonnie murmurou. — Nos deixou ir tão longe. Nós até mesmo falamos com seu avô, Meredith, e então...
— Ele já deve saber — disse Meredith. — Deve saber que todos estamos procurando uma vítima. E agora nos deu um xeque-mate. A menos... — Seus olhos negros brilharam com uma esperança repentina. — Bonnie, não acha que Caroline pode ter deixado o cachecol cair na noite da festa? E ele simplesmente o pegou?
— Não. — A premonição está murmurando perto dela e Bonnie deu um empurrão nisso tentando mantê-lo longe da sua mente. Ela não queria isso. Não queria saber. Mas de uma coisa tinha certeza: Isto não era um blefe. Klaus estava com Caroline.
— O que vamos fazer? — ela perguntou suavemente.
— Eu sei o que não vamos fazer. Não vamos escutá-lo — disse Matt. — ‘Tentar resolver isso como cavalheiros'... Ele é um canalha, não um cavalheiro. Isso é uma armadilha.
— Claro que é uma armadilha — disse Meredith impacientemente. — Ele esperou até que descobríssemos o que era capaz de feri-lo e agora quer nos separar. Mas isso não vai funcionar!
Bonnie olhava o rosto de Stefan, com um crescente receio. Porque enquanto Matt e Meredith falavam indignamente, ele silenciosamente dobrou a carta e a colocou de volta ao envelope. Agora olhava para baixo, seu rosto continuava intocado por qualquer coisa que acontecia perto dele. E o que havia em seus olhos assustaram Bonnie.
— Podemos fazer um contra ataque. — disse Matt. — Certo Stefan? Não acha?
— Eu acho, — Stefan disse cuidadosamente se concentrando em cada palavra. — Que vou para o bosque depois que anoitecer.
Matt acenou, e como treinador de futebol ele começou a criar o plano.
— Okay, você vai distrair ele. Enquanto isso nós três...
— Vocês três, — Stefan continuou, olhando exatamente para ele. — Vão pra casa, para a cama.
Houve uma pausa, que pareceu eterna para Bonnie. Os outros apenas o encararam.
Até que Meredith disse suavemente. — Vai ser difícil pegar ele enquanto estivermos deitados em nossas camas. A não ser que ele resolva vir nos visitar.
Aquilo quebrou a tensão e após um grande suspiro. — Tudo bem, Stefan, entendo como você se sente sobre isso... — mas Stefan o interrompeu.
— Estou morto de verdade, Matt. Klaus está certo, isso é entre ele e eu. E ele disse para eu ir sozinho ou irá machucar Caroline. Então vou sozinho. Esta é a minha decisão.
— Este será o seu funeral, — Bonnie despejou pra fora quase histericamente. — Stefan, você está louco. Você não pode.
— Olhe pra mim! 
— Não vou deixar você...
— Você acha, — Stefan disse olhando pra ela. — Que poderia me parar se tentasse?
O silêncio que se acentuou estava desconfortável. Olhando para ele, Bonnie sentiu que havia mudado de alguma maneira diante de seus olhos. Seu rosto parecia trapaceiro, sua postura estava diferente, que a fez se lembrar da agilidade, duros músculos de predador embaixo das roupas dele.
Todos pareciam distantes, alienígenas. Assustados.
Bonnie olhou para outro lado.
— Vamos ser responsáveis com isso, — disse Matt, mudando de tática. — Vamos ficar calmos e conversar sobre isso...
— Não há nada para conversarmos. Eu vou. Vocês não.
— Você nos deve mais que isso Stefan — disse Meredith, e Bonnie se sentiu agradecida por ouvir sua voz. — Tudo bem, você pode nos separar um por um; ótimo sem argumentos. Temos um ponto. Mas depois de tudo o que passamos juntos, merecemos pelo menos discutir o assunto antes de deixá-lo ir.
— Você disse que era uma briga de garotas também — acrescentou Matt. — Quando decidiu que não era?
— Quando descobri quem era o assassino! — disse Stefan. — É por minha causa que Klaus está aqui!
— Não é não! — choramingou Bonnie. — Você fez Elena matar a Katherine?
— Fiz Katherine voltar para o Klaus! Foi assim que isso começou. E envolvi a Caroline; Se não fosse por mim, ela poderia nunca ter odiado a Elena, nunca teria se envolvido com o Tyler. Tenho responsabilidades com ela.
— Você apenas quer acreditar nisso. — Bonnie quase gritou. — Klaus odeia todos nós! Acha que ele vai deixar você sair de lá andando? Acha que ele planeja nos deixar em paz?
— Não — Stefan disse, e levantou um galho colocando-o contra a parede. Tirou o canivete de Matt do próprio bolso e começou a cortar o galho, transformando-o em uma estaca branca.
— Ah, Ótimo! Vai para o combate sozinho. — disse Matt furioso. — Não vê o quanto isto é estúpido? Está caminhando diretamente para a armadilha dele. — Ele avançou e parou na frente de Stefan. — Acha que nós não somos capazes de te impedir...
— Não, Matt. — disse Meredith lentamente, sua voz cortando o quarto. — Não vou fazer nada bom. — Stefan, olhou para ela. Os músculos envolta de seus olhos endurecendo, mas ela apenas retribuiu o olhar, o rosto calmo. — Então está determinado a ir encontrar Klaus cara a cara Stefan. Tudo bem. Mas antes de ir tenha certeza que tem uma chance de luta. — Friamente, ela começou a desabotoar a parte do pescoço de sua blusa.
Bonnie sentiu solavanco, havia oferecido a mesma coisa uma semana antes. Mas aquilo tinha sido privado. Pelo amor de Deus! Ela pensou. Então encolheu os ombros. Público ou privado que diferença faria?
Ela olhou para Matt, cujo o rosto refletia sua aflição. Então viu as sobrancelhas castanhas de Matt e começando a obstinação, fazendo a expressão de touro que usava para intimidar os treinadores dos times adversários. Seus olhos azuis se viraram para os delas e ela acenou. Sem nenhuma palavra abriu o a gola da blusa e Matt tirou a camiseta.
Stefan encarou um a um das pessoas quase nuas em seu quarto, tentando esconder seu próprio choque. Mas balançou a cabeça, a estaca branca a sua frente como uma arma. — Não!
— Não seja idiota, Stefan — rebateu Matt. Mesmo na confusão deste terrível momento alguma coisa dentro de Bonnie parou para admirar seu peito nu. — Nós somos três. Você deve ser capaz de tomar o bastante sem machucar nenhum.
— Eu disse, não. Não por vingança, e não para combater o mal com mal! Não por nenhuma razão. Achei que você entenderia isso! — O olhar de Stefan para Matt foi desgostoso.
— Entendo que você vai morrer lá fora! — Matt gritou.
— Ele tem razão — Bonnie pressionou a junta dos dedos contra seus lábios. A premonição estava atravessando as suas defesas. Não queria deixar entrar, mas não tinha mais forças pra resistir. E com um tremor, ela sentiu isso perfurar e ouviu as palavras em sua mente.
— Ninguém pode lutar com ele e sair vivo. — disse Bonnie dolorosamente. — Isso foi o que Vickie disse e é verdade, Stefan, ninguém pode.
Por um momento, apenas por um momento ela pensou que ele a tivesse ouvido. Mas seu rosto se endureceu novamente e ele disse friamente.
— Não é problema seu. Deixe que eu cuido disso.
— Mas não há um jeito de você vencer... — começou Matt.
— Isso é o que a Bonnie disse — repetiu Stefan 
— Sim, é! O que diabos você esta falando? — Matt gritou. Era difícil fazer Matt perder seu temperamento, mas uma vez não era facilmente recuperado. — Stefan já tive o bastante…”
— E eu também! — Gritou Stefan de volta em um rugido. Um tom que Bonnie nunca havia visto ele usar. — Estou cheio de todos vocês! Cheio dos seus questionamentos, da sua falta de coragem e das suas premonições também! Este problema é meu!
— Pensei que nós fossemos um time... — disse Matt
— Não somos um time! Vocês são um bando de humanos estúpidos! Mesmo com tudo que aconteceu, lá no fundo, você só quer viver a sua vida pouco segura em sua casa pouco segura até ir para a sua sepultura pouco segura! Tive que aturar vocês esse longo tempo, porque eu tinha, mas agora acabou! — Ele olhou um a um e disse deliberadamente, enfatizando cada palavra. — Não preciso de nenhum de vocês. Não quero vocês comigo, e não quero vocês me seguindo. Irão estragar a minha estratégia. Qualquer um que me seguir, vou matar!
Com uma última olhada ele girou nos calcanhares e saiu do quarto.

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