29 de novembro de 2015

Capítulo 12

— Stefan! Stefan! — Elena estava muito nervosa para ficar fora do quarto por mais de cinco minutos que foram necessários para se mostrar aos xerifes. Era Stefan quem os oficiais queriam e não conseguiam encontrar, e pareciam não considerar que alguém poderia recuar e se esconder em um quarto que eles já houvessem revistado.
E agora, Elena não poderia tirar a responsabilidade de Stefan, que estava trancado em um abraço com Meredith, com a boca prensada firmemente nas duas pequenas feridas que ele havia feito. 
Elena teve que sacudi-lo pelos ombros, sacudir a ambos, ordenando ter alguma resposta.
Em seguida, Stefan recuou de repente, mas ainda segurou Meredith, que teria caído. Ele rapidamente lambeu o sangue de seus lábios. Pela primeira vez, porém, Elena não estava focada nele, mas em sua amiga... Na amiga em que ela havia dado permissão para fazer isso.
Os olhos de Meredith estavam fechados, mas havia círculos escuros, quase cor de ameixa, sob eles. Seus lábios se separaram, e seu cabelo escuro estava molhado, onde as lágrimas haviam caído.
— Meredith? Merry? — O velho apelido simplesmente escapou dos lábios de Elena. E então, quando Meredith não deu sinal de tê-la ouvido: — Stefan, qual o problema?
— Eu a Influenciei para que dormisse quando acabasse. — Stefan soltou Meredith e a pôs na cama.
— Mas o que aconteceu? Por que ela está chorando... E o que há de errado contigo? — Ela não pôde evitar notar que, apesar do resplendor saudável nas bochechas de Stefan, seus olhos estavam sombreados.
— Algo que eu vi... Na mente dela. — Stefan disse brevemente, puxando Elena para detrás de suas costas. — Aqui vai um deles. Fique aqui.
A porta se abriu.
Era o xerife, que estava com o rosto vermelho e ofegante, e que tinha claramente dado uma geral na pensão, retornando para esta sala depois de ter procurado no primeiro andar inteiro.
— Eu tenho todo num único quarto... Todos, menos o fugitivo. — O xerife disse para um grande celular.
A xerife deu uma breve resposta.
Então o xerife com rosto vermelho voltou a falar com os adolescentes:
— Agora, o lance é o seguinte: eu estava procurando você — ele apontou para Stefan —, enquanto minha parceira procurava por vocês duas. — Sua cabeça sacudiu em direção à Meredith — Qual o problema dela, afinal?
— Nada que você pudesse entender. — Stefan respondeu calmamente.
O xerife olhava como se ele não pudesse acreditar no que havia sido dito. Então, de repente, olhou como se pudesse, e pôde, e deu um passo em direção à Meredith.
Stefan rosnou.
O som fez Elena, que estava atrás dele, pular. Era um rosnado baixo e selvagem de um animal que estava protegendo sua companheira, seu bando, seu território.
O policial de rosto corado, de repente, parecia pálido e em pânico. Elena deduziu que ele estava olhando para uma boca cheia de dentes muito mais afiados que os seus, e tingidos com sangue também.
Elena não queria que isso virasse uma merd... Quer dizer... Uma confusão.
Enquanto o xerife falava com sua parceira: “Talvez precisemos de algumas daquelas balas de prata, afinal”, Elena falou com seu amado, que agora estava fazendo um ruído como se fosse um grande zumbido, e viu que podia sentir isso até mesmo em seus dentes.
— Stefan, o Influencie! A outra está chegando, e ela já pode ter ligado chamando reforços.
Ao seu toque, Stefan parou de fazer aquele som, e então, quando ele se virou, ela pôde ver que seu rosto havia mudado, saindo daquele animal selvagem com dentes arreganhados e voltando para os próprios e queridos olhos verdes.
Ele deve ter tirado muito sangue de Meredith, pensou, com uma pontada em seu estômago. Ela não tinha certeza em como se sentia a respeito disto.
Mas não havia como negar os efeitos causados. Stefan virou-se para o xerife e disse secamente: 
— Você vai para o corredor da frente. Permanecerá ali, em silêncio, até que eu diga para se mover ou falar.
Então, sem olhar para ver se o oficial estava obedecendo ou não, ele colocou os cobertores mais firmemente em Meredith.
Embora Elena estivesse olhando o xerife, e percebeu que ele não hesitara em nenhum instante. Ele deu meia-volta e marchou para frente do hall.
 Então, Elena se sentiu segura o bastante para olhar para Meredith de novo.        Não pôde achar algo de errado no rosto da amiga, exceto por sua palidez anormal e aquelas sombras violetas ao redor de seus olhos.
— Meredith? — Ela sussurrou.
Sem resposta.
Elena seguiu Stefan para fora do quarto.
Fez isso até chegarem ao hall, quando a xerife os emboscou.
Descendo as escadas, empurrando a frágil Sra. Flowers em sua frente, ela gritou:
— No chão! Todos vocês! — Ela deu um duro empurrão na Sra. Flowers. — Pro chão, agora!
Quando a Sra. Flowers quase caiu esparramada no chão, Stefan pulou e a pegou, e então voltou para a outra mulher. Por um momento, Elena pensou que ele rosnaria de novo, mas ao invés disso, em uma voz firme com auto-controle, ele disse:
— Junte-se ao seu parceiro. Você não pode se mover ou falar sem minha permissão.
Ele levou a trêmula Sra. Flowers a uma cadeira à esquerda do hall.
— Aquela... Mulher... Te machucou?
— Não, não. Só tirem eles da minha casa, Stefan, querido, e estarei grata. — A Sra. Flowers respondeu.
— Feito. — Stefan disse delicadamente. — Sinto muito por termos causado a você tantos problemas... Na sua própria casa.
Ele olhou para ambos os xerifes, com olhos penetrantes.
— Vão embora e não voltem. Vocês procuraram na casa, mas nenhuma das pessoas que estavam procurando estava aqui. Vocês acham que a vigilância não vai dar em nada. Acreditam que fariam melhor ajudando os... Como é mesmo? Ah, sim, a mutilação na cidade de Fell’s Church. Vocês nunca mais voltarão aqui de novo. Agora, vão para o seu carro e sumam.
Elena sentiu os pelinhos de sua nuca se eriçar. Ela pôde sentir o Poder por trás das palavras de Stefan.
E, como sempre, foi gratificante ver pessoas cruéis ou raivosas se tornarem dóceis sob o Poder da Influência de um vampiro. Aqueles dois ainda ficaram parados por mais dez segundos, e então simplesmente saíram pela porta da frente.
Elena ouviu o som o carro dos xerifes se afastando e uma grande sensação de alívio dominando-a que ela quase entrou em colapso. Stefan colocou seus braços ao seu redor, e Elena o abraçou de volta com força, sabendo que seu coração estava martelando. Ela pôde sentir em seu peito e nas pontas dos dedos.
Acabou. Tudo foi resolvido, Stefan pensou para ela e Elena, de repente, sentiu algo diferente.
Ela se sentiu orgulhosa.
Stefan havia feito seu trabalho e afastado para longe os oficiais.
 Obrigada, ela pensou para Stefan.
— Acho que seria melhor tirar Matt da dispensa. — Ela adicionou.
Matt estava infeliz.
— Obrigado por me esconderem... Mas sabem o quanto demoraram? — Ele exigiu de Elena enquanto subiam as escadas novamente. — E não havia luz, exceto pela pequena Esfera Estelar. E não havia sons... Não consegui ouvir nada lá embaixo. E o que é isso ?
Ele segurava aquela madeira longa e pesada, com pequenos espinhos ao fim.
Elena sentiu um pânico súbito.
— Você não se cortou, né? — Ela pegou as mãos de Matt, deixando aquela coisa cair ao chão.
Mas Matt não parecia ter nenhum arranhão.
— Eu não sou idiota a ponto de segurar nas pontas. — Ele disse.
— Meredith a segurou, por algum motivo. — Elena disse. — Suas mãos estavam cobertas de feridas. E eu nem ao menos sei o que é isso.
— Eu sei. — Stefan disse silenciosamente.
Ele pegou a estaca.
— Mas isto é um segredo de Meredith, na verdade. Quero dizer, isso é propriedade de Meredith. — Ele adicionou apressadamente enquanto todos os olhos se fixaram nele ao dizer 'segredo'.
— Bem, eu não sou cego. — Matt disse em sua maneira direta e franca, tirando alguns cabelos do rosto, a fim de ver melhor a coisa. Ele ergueu seus olhos azuis para Elena. — Sei exatamente que cheiro é esse, é verbena. E sei o que isso se parece, com essas pontas afiadas saindo das pontas. Parece uma arma para se exterminar cada monstro Chefão que anda pela Terra.
— E vampiros, também. — Elena adicionou apressadamente.
Ela sabia que Stefan estava de bom humor e, definitivamente, não queria ver Matt, quem ela se importava profundamente, deitado no chão com o crânio esmagado.
— Até mesmo humanos... Acho que esses espinhos injetam veneno.
— Veneno? — Matt olhou para suas próprias mãos precipitadamente.
— Não há nada de errado contigo — Elena disse. — Eu me certifiquei. E, além disso, seria um veneno de rápido efeito.
— Sim. Eles iriam querer acabar com a luta o mais rápido possível. — Stefan disse. — Então, se você está vivo agora, é melhor continuar deste jeito. Agora, o monstro Chefão aqui quer voltar para a cama. — Ele virou-se em direção ao sótão.
Ele deve ter ouvido a respiração de Elena, rápida e involuntariamente, porque logo se virou e ela pôde ver que ele estava arrependido.
Seus olhos eram de um verde-esmeralda escuro, tristes, mas ardentes, sem o uso de nenhum Poder.
Eu acho que teremos um café da manhã tardio, Elena pensou, sentindo diversas emoções agradáveis passando sobre ela.
Ela apertou a mão de Stefan, e sentiu, com prazer, ele apertando de volta. Ela pôde ver o que ele tinha em mente; estavam bem próximos e ele estava ocultando o que realmente queria... E ela estava tão ansiosa quanto ele para chegar lá em cima.
Mas naquele momento, Matt, com os olhos naquela coisa cheia de espinhos, disse:
— Meredith tem algo a ver com isto?
— Eu não devia ter comentado nada. — Stefan respondeu. — Mas se você quer mesmo saber, seria melhor perguntar à própria Meredith. Amanhã.
— Tudo bem. — Matt disse, finalmente compreendendo.
Elena estava com um pé à frente.
— Uma arma como esta… Só pode ser … Para matar todos os tipos de monstros que andam pela Terra. E Meredith... Meredith, que tem um corpo magro e atlético como o de uma bailarina e é faixa preta, e oh! Aquelas aulas! As aulas que Meredith sempre adiava quando as garotas estavam fazendo algo naquele exato momento, mas que sempre, de alguma forma, conseguia tempo para fazê-las.
Mas uma garota mal podia carregar por aí um cravo, quem dirá uma arma como esta. Além disso, Meredith disse que odiava fazer essas aulas, então suas melhores amigas deixaram para lá. Isso tudo fazia parte do mistério de Meredith.
E aulas de equitação? Elena poderia apostar que essas eram genuínas. Meredith gostaria de saber como escapar rapidamente montando em algo disponível.
Mas se Meredith não estava praticando para um pequeno recital, ou para estrelar na Hollywood Western... Então, o que ela estava fazendo?
Treinando, Elena deduziu. Havia muitos dojôs por aí, e se Meredith fazia isto desde que aquele vampiro atacara o seu avô, ela devia ser muito boa.
E quando lutamos contra aquelas coisas terríveis, quando eu a olhava nos olhos, aquela sombra cinza e suave a mantinha longe dos holofotes? Um monte de monstros deviam ter sido nocauteados por ela.
A única pergunta que precisava ser respondida era por que Meredith não mostrara para eles a estaca contra monstros Chefões, ou por que não a usou em alguma luta... Digo, contra Klaus. Elena não sabia, mas ela poderia perguntar à Meredith.
Amanhã, quando Meredith acordar. Mas ela confiava que seria uma resposta bem simples.
Elena tentou abafar um bocejo de forma elegante.
Stefan? Ela perguntou. Podemos sair daqui… Sem que você me pegue no colo… E vamos para o seu quarto?
— Acho que tivemos estresse o suficiente por essa manhã. — Stefan disse na sua própria e gentil voz. — Sra. Flowers, Meredith está no quarto do primeiro andar... Ela, provavelmente, vai dormir até tarde. Mat...
— Eu sei, eu sei. Não sei como vamos abordar o assunto, mas poderei aguentar durante a noite.
Stefan parecia surpreso.
Querido, você não pode ter muito sangue no organismo, Elena pensou para ele, séria e sem rodeios.
— A Sra. Flowers e eu estaremos na cozinha. — Ela disse em voz alta.
Quando elas estavam lá, a Sra. Flowers disse:
— Não se esqueça de agradecer a Stefan por defender a pensão por mim.
— Ele fez isso porque aqui é nossa casa. — Elena disse, e voltou para o hall, onde Stefan estava agradecendo um Matt corado.
E então, a Sra. Flowers chamou Matt para a cozinha e Elena se viu em braços ágeis e rígidos e, em seguida, começaram a subir a escadaria de madeira, que fazia pequenos gemidos de protesto. E, finalmente, estavam no quarto de Stefan, e Elena estava em seus braços.
Não havia melhor lugar para se estar, nem algo a mais que ela quisesse agora, Elena pensou e levantou seu rosto enquanto Stefan abaixava o seu, e então eles deram um beijo longo e lento.
E então, o beijo foi mais profundo, e Elena teve que se agarrar a Stefan, que já a estava segurando com aqueles braços que poderiam quebrar granito, mas que apenas a apertava como ela desejava.

3 comentários:

  1. Estou decepcionada com este livro,ele é tão...sem emoção!

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  2. Vcs já perceberam que o livro é emocionante quando Damon e Elena estão juntos. O melhor livro foi o anterior a este.

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