10 de novembro de 2015

Capítulo 11

— O nome é Salvatore. Traduz-se como salvador — ele disse.
Houve um breve flash de dentes brancos na escuridão.
Elena olhou para baixo. A tapeçaria pendurada no telhado obscurecia a varanda, mas podia ouvir uma mistura de sons lá embaixo. Não eram sons de perseguição, e não havia sinais de que as palavras de seu companheiro haviam sido escutadas por acaso. Um minuto depois, ouviu as portas de vidro se fechar.
— Pensei que fosse Smith — ela disse, ainda olhando para baixo na escuridão.
Damon sorriu. Era um sorriso terrivelmente envolvente, sem a amargura do de Stefan. A fez pensar na luz de arco-íris na pena do corvo.
Apesar de tudo, não era tola. Encantador como parecia, Damon era perigoso como quase além da imaginação. Esse corpo gracioso e longilíneo era dez vezes mais forte do que o de um humano. Aqueles olhos escuros e preguiçosos eram adaptados para ver perfeitamente à noite. A mão de dedos longos que a tinha puxado para o telhado podia se mover com rapidez impossível. E, mais perturbador que tudo, sua mente era a mente de um assassino. Um predador.
Ela podia sentir isso abaixo da superfície dele. Ele era diferente de um humano. Tinha vivido tanto tempo caçando e matando que se esquecera de qualquer outro meio de viver. E apreciava isso, sem combater sua natureza como Stefan fazia, mas se vangloriando dela. Não tinha moral nem consciência, e ela estava aprisionada aqui com ele, no meio na noite.
Acomodou-se sobre os calcanhares, pronta para pular a qualquer minuto. Devia estar brava com ele agora, depois do que tinha feito com ela no sonho. Estava, mas não havia nada expressando isso. Sabia o quão furiosa devia estar, e ele apenas riria se ela dissesse isso para.
Ela o assistiu quietamente, intensamente, esperando pelo seu próximo movimento.
Porém, ele não se moveu. Aquelas mãos que podiam disparar tão rapidamente quanto uma cobra imóvel repousavam sobre seus joelhos. Sua expressão a lembrou do modo como a tinha olhado uma vez antes. Na primeira vez que tinham se encontrado ela tinha visto o mesmo prudente e relutante respeito em seus olhos – exceto que naquela vez também houvera surpresa neles. Agora não havia nenhuma.
— Você não vai gritar comigo? Ou desmaiar? — ele perguntou, como se lhe oferecendo opções padrões.
Elena ainda estava assistindo-o. Ele era muito mais forte do que ela, e mais rápido, mas se ela precisasse, pensou, podia chegar à borda do telhado antes dele alcançá-la. Eram dez metros de queda se ela não alcançasse a varanda, mas decidiu que podia correr o risco. Tudo dependia de Damon.
— Eu não desmaio — disse brevemente. — E por que eu deveria gritar com você? Nós estávamos jogando um jogo. Fui estúpida aquela noite e por isso perdi. Você me avisou no cemitério sobre as consequências.
Os lábios dele se separaram em um fôlego rápido e ele olhou para longe.
— Posso simplesmente ter que fazê-la minha Rainha das Sombras  falou e, praticamente consigo mesmo, continuou. — Já tive muitas companheiras, garota, tão jovens quanto você e mulheres que eram as mais bonitas da Europa. Mas você é a que quero ao meu lado. No poder, fazendo o que quisermos quando quisermos. Temidos e adorados por todos, as almas mais fracas. Isso seria tão ruim?
— Sou uma das almas mais fracas — Elena disse. — E você e eu somos inimigos, Damon. Nós não podemos ser outra coisa.
— Tem certeza?
Ele a olhou, e ela pôde sentir a força da mente dele quando tocou a dela, como o atrito daqueles dedos longos. Mas não havia vertigem, nem sentimento de fraqueza ou de sucumbir. Naquela tarde ela ficara de molho por um longo tempo, como sempre havia feito nesses dias, numa banheira quente salpicada com verbena.
Os olhos de Damon lampejaram com entendimento, mas ele se recompôs com graça.
— O que está fazendo aqui? — ele perguntou casualmente.
Foi estranho, mas ela não sentiu necessidade de mentir para ele.
— Caroline pegou algo que me pertence. Um diário. Eu vim pegá-lo de volta.
Um novo olhar tremulou em seus olhos negros.
— Indubitavelmente para proteger meu irmão imprestável de algum jeito  disse ele, contrariado.
— Stefan não está envolvido nisso!
— Oh, não está? — ela temeu que ele tivesse entendido mais do que ela tencionava. — Estranho, ele parece estar sempre envolvido quando há confusão. Ele cria problemas. Agora, se estivesse fora do filme...
Elena falou firmemente.
— Se você machucar Stefan de novo, vou fazer você se arrepender. Acharei um jeito de fazer você desejar não ter feito isso, Damon. Eu juro.
— Eu vejo. Bem, então vou ter simplesmente que trabalhar em você, não é?
Elena não disse nada. Tinha se encurralado, concordando em jogar esse jogo mortal de novo. Ela olhou para longe.
— Vou ter você no final, você sabe — ele falou suavemente. Essa era a voz que usou na festa, quando disse, “Devagar, devagar”. Não havia zombaria ou malícia agora; ele estava simplesmente declarando um fato. — Custe o que custar, como sua gente diz – é uma linda frase – você será minha antes que a próxima nevasca caia.
Elena tentou dissimular o frio que sentiu, mas sabia que ele viu de qualquer jeito.
— Bom — ele disse. — Você tem alguma sensatez, tem razão em ter medo de mim; sou a coisa mais perigosa que você provavelmente vai encontrar na vida, mas agora tenho uma proposta para lhe fazer.
— Uma proposta?
— Exatamente. Você veio aqui pegar um diário. Mas não o pegou  ele indicou as mãos vazias dela. — Fracassou, não é? — Quando Elena não respondeu, ele continuou. — E já que não quer meu irmão envolvido, ele não pode te ajudar. Mas eu posso. E vou.
— Vai?
— É claro. Por um preço.
Elena o fitou. Sangue flamejou em seu rosto. Quando conseguiu colocar as palavras para fora, elas vieram somente como um murmúrio.
— Que... preço?
Um sorriso cintilou fora da escuridão.
— Alguns minutos do seu tempo, Elena. Algumas gotas do seu sangue. Mais ou menos uma hora gasta comigo, sozinhos.
— Seu... — Elena não conseguiu achar a palavra certa. Todos os adjetivos que conhecia eram muito suaves.
— Vou ter isso de qualquer jeito, no final — ele disse em um tom sensato. — Se for honesta, vai admitir isso para si mesma. A última vez não foi a última. Por que não aceita isso? — a voz dele caiu para um timbra quente, íntimo. — Lembre-se...
— Preferiria cortar minha garganta.
— Um pensamento intrigante. Mas posso fazer isso se um jeito muito mais agradável.
Ele estava rindo dela. De algum jeito, acima de todo o resto, hoje isso era demais.
— Você é nojento, sabe disso — ela disse. — Você é nojento— Ela estava tremendo agora, e não conseguia respirar. — Eu morreria antes de me entregar a você. Preferiria...
Ela não estava certa do que a fez fazer isso. Quando estava com Damon, um pouco de instinto tomava conta dela. E naquele momento, sentiu que preferiria arriscar qualquer coisa a vê-lo vencer desta vez. Percebeu, com metade de sua mente, que ele estava sentado, relaxando, apreciando o rumo que seu jogo estava tomando. A outra metade da mente dela estava calculando o quanto o telhado ultrapassava a varanda.
— Eu preferiria fazer isso — ela disse, e se arremessou de lado. 
Estava certa; ele estava fora de guarda e não pôde se mover rápido o suficiente para pará-la. Ela sentiu espaço livre embaixo de seus pés e percebeu que a varanda era mais afastada do que ela havia pensado. Ia falhar.
Mas não tinha contado com Damon. Sua mão se lançou, não rápida o suficiente para mantê-la no telhado, mas impedindo-a de cair mais. Era como se o peso dela não fosse nada para ele. Reflexivamente, Elena agarrou a borda do telhado e tentou dar um impulso com o joelho.
A voz dele estava furiosa.
— Sua tola! Se está tão ansiosa para conhecer a morte, posso lhe apresentá-la eu mesmo. 
— Me solte — disse Elena entre dentes. Alguém sairia para aquela varanda a qualquer segundo, estava certa disso. — Me solte.
— Aqui e agora?
Olhando dentro daqueles insondáveis olhos pretos, ela percebeu que ele estava sério. Se dissesse sim, ele a soltaria.
— Seria um jeito rápido de acabar as coisas, não? — ela devolveu.
Seu coração estava batendo de medo, mas se recusou a deixá-lo ver isso.
— Mas um desperdício.
Com um movimento, ele a puxou para a segurança. Para ele. Seus braços se apertaram em volta dela, pressionando-a para a dureza magra de seu corpo, e de repente Elena não pôde ver nada. Ela estava envolvida. Então sentiu aqueles músculos planos se recolhendo como os de um gato, e eles dois se lançaram no espaço.
Ela estava caindo. Não podia fazer nada a não ser agarrar-se a ele como a única coisa sólida no apressado mundo em volta dela. E então ele pousou, felino, absorvendo o impacto facilmente.
Stefan tinha feito algo similar uma vez. Mas não a tinha segurado dessa maneira, confusamente perto, os seus lábios quase em contato com os dela.
— Pense sobre minha proposta — ele disse.
Ela não pôde se mover ou desviar o olhar. E dessa vez sabia que não era nenhum Poder que ele estava usando, mas simplesmente a louca atração entre eles. Era inútil negar isso; o corpo dela respondia ao dele. Ela podia sentir a respiração dele em seus lábios. 
— Não preciso de você para nada  ela respondeu.
Pensou que ele iria beijá-la, mas ele não o fez. Acima deles houve o som de portas de vidro se abrindo e uma voz furiosa na varanda.
— Ei! O que está acontecendo? Tem alguém aí fora?
— Desta vez eu te fiz um favor — Damon disse, muito suavemente, ainda segurando-a. — Da próxima vou cobrar.
Elena não poderia ter virado sua cabeça para longe. Se ele a tivesse beijado, ela teria deixado. Mas de repente a firmeza de seus braços em volta dela se dissolveram e o rosto dele pareceu um borrão. Era como se a escuridão o estivesse levando para dentro dela. Asas pretas capturaram e bateram no ar e um enorme corvo se afastava.
Alguma coisa, um livro ou um sapato, foi arremessado depois pela varanda. Perdeu-se no quintal.
— Malditos pássaros! — disse a voz do senhor Forbes acima. — Eles devem estar construindo ninhos no telhado.
Tremendo, com os seus braços apertados em volta dela, Elena se lançou na escuridão até que ele estivesse dentro mais uma vez.
Encontrou Meredith e Bonnie agachadas no portão.
— O que te fez demorar tanto? — Bonnie sussurrou. — Nós pensamos que você tivesse sido pega!
— Quase fui. Tive que esperar até que estivesse segura — Elena estava tão acostumada a mentir sobre Damon que fazia isso sem um esforço consciente. — Vamos para casa  sussurrou. — Não há nada mais que possamos fazer.
Quando elas estavam na porta de Elena, Meredith disse:
— São só duas semanas até o Dia do Fundador.
— Eu sei — por um momento, a proposta de Damon nadou na mente de Elena. Ela sacudiu a cabeça para limpá-la. — Vou pensar em alguma coisa.
Não tinha pensado em nada até o próximo dia de escola. O fato encorajador era que Caroline não parecia ter percebido nada de errado em seu quarto – mas era tudo o que Elena podia encontrar de encorajador. Houve uma assembleia naquela manhã, na qual foi anunciada que a escola tinha escolhido Elena como a estudante para representar o Espírito de Fell’s Church. Durante todo o discurso do diretor sobre isso, o sorriso de Caroline tinha brilhado distante, triunfante e malicioso.
Elena tentou ignorá-la. Fez o melhor que pôde para ignorar os insultos e as ofensas que vieram em sequência à assembleia, mas não foi fácil. Não foi nada fácil, e teve dias que ela pensava que bateria em alguém ou simplesmente começaria a gritar, mas rapidamente se controlava.
Aquela tarde, esperando pela aula de história do sexto período para poder sair, Elena estudou Tyler Smallwood. Desde que voltara para a escola, ele não tinha destinado a ela nem uma palavra diretamente. Sorriu tão obscenamente como Caroline durante o anúncio do diretor. Agora, como tivesse capturado a visão de Elena permanecendo sozinha, ele empurrou Dick Carter com o cotovelo.
— O que é aquilo? — ele perguntou. — Uma antissocial? 
Stefan, onde você está?, pensou Elena. Mas sabia a resposta para isso. Na metade da frente da escola, na aula de astronomia.
Dick abriu a boca para responder, mas então sua expressão mudou. Ele estava olhando para além de Elena, para o corredor sul. Elena se virou e viu Vickie.
Vickie e Dick tinham ficado juntos antes do baile. Elena supôs que eles ainda estavam. Mas Dick pareceu incerto, como se não estivesse certo do que esperar da garota que estava se movendo rumo a ele.
Havia algo estranho no rosto de Vickie, no jeito de ela andar. Estava se movendo como se seus pés não tocassem o chão. Seus olhos estavam dilatados e sonhadores.
— Oi — disse Dick timidamente, e se pôs de frente para ela.
Vickie passou por ele sem olhar e foi na direção de Tyler. Elena assistiu o que aconteceu depois com um crescente desassossego. Isso devia ser engraçado, mas não era.
Começou com Tyler olhando um pouco perplexo. Depois Vickie colocou uma mão no peito dele. Tyler sorriu, mas tinha um olhar forçado em relação a isso. Vickie deslizou a mão para dentro de sua jaqueta. O sorriso de Tyler oscilou. Vickie pôs sua outra mão no peito dele. Ele olhou para Dick.
— Hey, Vickie, vá com calma — Dick falou precipitadamente, mas não chegou mais perto.
Vickie deslizou suas duas mãos para cima, tirando a jaqueta de seus ombros. Ele tentou mover os ombros e colocá-la de volta sem deixar seus livros ou parecer muito preocupado. Não conseguiu. Os dedos de Vickie penetraram embaixo da sua camisa.
— Pare com isso. Você vai pará-la? — Tyler perguntou a Dick.
Ele estava em apuros.
— Hey, Vickie, pare. Não faça isso.
Mas Dick manteve uma distância segura. Tyler lançou a ele um olhar fulminante e tentou afastar Vickie.
Um barulho tinha começado. De início parecia se uma frequência quase muito baixa para um humano ouvir, mas ficou mais e mais alto. Um rosnado, sinistramente ameaçador, que gelou a espinha de Elena. Tyler estava olhando admirado com descrença, e logo percebeu isso. O som estava vindo de Vickie.
Então tudo aconteceu de uma vez. Tyler estava no chão com os dentes de Vickie a centímetros de sua garganta, tentando mordê-lo. Elena, com todas as brigas esquecidas, tentava ajudar Dick a tirá-la de lá. Tyler uivava. A porta da sala de história foi aberta e Alaric estava gritando.
— Não a machuquem! Sejam cuidadosos! É epilepsia, nós apenas precisamos mantê-la deitada agora!
Os dentes de Vickie tentaram morder de novo quando alcançou uma mão no combate. A garota esguia era mais forte do que todos eles juntos, e eles estavam perdendo o controle sobre ela. Não seriam capazes de controlá-la por muito mais tempo. Foi com grande alivio que Elena ouviu uma voz familiar sobre seu ombro.
— Vickie, calma. Está tudo bem. Apenas relaxe agora.
Com Stefan prendendo os braços de Vickie e conversando com ela de modo calmante, Elena ousou afrouxar o seu próprio aperto. E pareceu, a princípio, que a estratégia de Stefan estava funcionando. Os dedos de Vickie afrouxaram, e eles puderam deslizá-los para fora de Tyler. Enquanto Stefan continuou falando, ela ficou mole e seus olhos se fecharam.
— Muito bom. Você está se sentindo cansada agora. É bom dormir.
Mas então, abruptamente, parou de funcionar, e fosse qual fosse o Poder que Stefan estava usando sobre ela, foi quebrado. Os olhos de Vickie se abriram e perfuravam sem nenhuma semelhança com os olhos de filhote assustado que Elena vira no refeitório. Estavam fulgurantes com intensa fúria. Ela rosnou para Stefan e estourou, lutando com a força renovada.
Precisou de cinco ou seis deles para controlá-la enquanto alguém chamava a polícia. Elena permaneceu onde estava, conversando com Vickie, de vez em quando berrando com ela, até a polícia chegar. Nada disso fez bem algum.
Então foi para trás e viu a multidão de expectadores pela primeira vez. Bonnie estava na frente, fitando boquiaberta. Assim como Caroline.
— O que aconteceu? — Bonnie perguntou quando os oficiais carregaram Vickie para longe.
Elena, ofegando suavemente, tirou uma mecha de cabelo dos seus olhos.
— Ela ficou louca e tentou despir Tyler.
Bonnie franziu os lábios.
— Bem, ela teria que estar louca para querer, não é?
E lançou um sorriso tolo sobre os ombros diretamente para Caroline.
Os joelhos de Elena estavam moles e suas mãos estavam tremendo. Sentiu um braço envolvê-la, ela apoiou-se contra Stefan gratamente. Então olhou para cima para ele.
— Epilepsia? — perguntou com descrente desdém.
Ele estava olhando fixo para o lado sul atrás de Vickie. Alaric Saltzman, ainda gritando instruções, estava aparentemente indo com ela. O grupo virou no corredor seguinte.
— Acho que a turma acabou de ser dispensada  Stefan disse. Vamos.
Eles andaram para a pensão em silêncio, cada um perdido em pensamentos. Elena franziu a testa, e muitas vezes lançou olhares para Stefan, mas foi quando eles estavam sozinhos no quarto que ela falou.
— Stefan, o que é tudo isso? O que está acontecendo com Vickie?
— É o que eu estava me perguntando. Só há uma explicação na qual posso pensar, e é que ela ainda está sob ataque.
— Você quer dizer que Damon ainda está... Oh, meu Deus! Oh, Stefan, eu devia ter dado a ela um pouco de verbena. Devia ter percebido...
— Não teria feito nenhuma diferença, acredite em mim.
Ela tinha virado para a porta como se para ir atrás de Vickie naquele minuto, mas ele a puxou de volta gentilmente.
— Algumas pessoas são mais facilmente influenciadas que outras, Elena. Vickie nunca foi muito forte. Pertence a ele, agora.
Lentamente, Elena sentou.
— Então ninguém pode fazer nada? Mas, Stefan, ela vai ficar... como você e Damon?
— Isso depende — seu tom era desolado. — Não é só uma questão de quanto sangue ela perde. Precisa do sangue dele nas suas veias fazer a transformação completa. De outro modo, vai apenas terminar como o Sr. Tanner. Drenada, usada. Morta.
Elena tomou um longo fôlego. Havia algo mais que queria perguntar a ele, algo que queria perguntar a um longo tempo.
— Stefan, quando você conversou com Vickie lá, pensei que estava funcionando. Você estava usando seus Poderes nela, não estava?
— Sim. 
— Mas então ela simplesmente enlouqueceu de novo. O que quero dizer... Stefan, você está bem, não está? Seus Poderes voltaram?
Ele não respondeu. Mas isso era resposta o suficiente.
— Stefan, por que você não me contou? Qual é o problema? — Ela foi até ele e se ajoelhou para que ele tivesse que olhar para ela.
— Está me levando um tempo para recuperar, isso é tudo. Não se preocupe com isso.
— Estou preocupada. Não há nada que nós possamos fazer? 
— Não — ele respondeu. Mas seus olhos fecharam.
Compreensão inundou Elena.
— Oh — ela sussurrou, sentando-se de novo. Então se estendeu para ele de novo, tentando pegar suas mãos. — Stefan, me escuta...
— Elena, não. Você não vê? É perigoso, perigoso para nós dois, mas especialmente para você. Isso podia lhe matar, ou pior.
— Só se você perder o controle. E não vai. Me beija.
— Não — disse Stefan novamente. Ele adicionou, menos rudemente: — Vou sair para caçar assim que escurecer.
— É a mesma coisa? — perguntou. Sabia que não era. Era sangue humano que dava Poderes. — Oh, Stefan, por favor; não vê que eu quero? Você não quer?
— Não é justo — ele disse, seus olhos torturados. — Você sabe que não é, Elena. Você sabe o quanto...
Ele se virou para longe dela novamente, suas mãos cerradas em punhos.
— Mas por que não? Stefan, eu preciso... — ela não podia terminar. Ela não podia explicar para ele o que precisava; era uma necessidade de conexão com ele, de proximidade. Precisava lembrar o que era estar com ele, limpar sua memória da dança com Damon em seu sonho e dos braços de Damon apertados em volta dela. — Preciso de nós dois juntos novamente — sussurrou.
Stefan ainda estava longe, e sacudiu a cabeça.
— Tudo bem — Elena sussurrou, mas sentiu uma onda de tristeza e medo como derrota penetrar nos seus ossos.
Seu maior medo era por Stefan, que estava vulnerável sem seus Poderes, vulnerável o suficiente que poderia ser ferido pelos cidadãos ordinários de Fell’s Church. Mas parte do medo era por ela mesma.

Um comentário:

  1. Casalzinho + estranho e cheios d segredos
    E depois não diga q é culpa do damon
    Precisa salva lo. Então fala logo q estão armando pro cara. Ele tem poder suficiente para se ajudar nesse caso 😒😒

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