29 de novembro de 2015

Capítulo 10

Damon estava andando até bela treliça coberta de rosas abaixo da janela do dormitório da M. le Princess Jessalyn D’Aubigne, uma garota muito rica, bonita e muito admirada, que tinha mais sangue azul do que qualquer outro vampiro da Dimensão das Trevas, de acordo com os livros que havia comprado. Na verdade, ele ouviu isso dos próprios moradores e havia rumores de que o próprio Sage a tinha transformado, há dois anos, e tinha lhe dado este castelo de jóias para morar. Parecido com uma jóia, o pequeno castelo já apresentava a Damon vários problemas. Havia aquela cerca de arame farpado, onde rasgara sua jaqueta de couro; um guarda extraordinariamente hábil e obstinado, quem ele teve pena em estrangular; um fosso profundo que quase o pegou de surpresa; e alguns cães que ele cuidara igual como fizera com Sabber: usando os soníferos da Sra. Flowers que havia trago consigo da Terra. Teria sido muito mais fácil envenená-los, mas Jessalyn tinha a fama de ter um coração muito mole com animais e ele precisaria dela pelo menos nos próximos três dias. Isso deveria ser o bastante até que se tornasse um vampiro... Se eles não fizessem nada mais durante esses dias.
Agora, enquanto pulava em silêncio para a treliça, ele acrescentou mentalmente aquelas grandes rosas espinhentas à sua lista de inconveniências. Também ensaiou seu primeiro discurso para Jessalyn. Ela tinha... Teria... Para sempre... Dezoito anos. Mas ainda era jovem, já que só tivera dois anos de experiência de ser uma vampira.
Ele consolou-se com isso enquanto entrava silenciosamente pela janela.
Ainda em silêncio, movendo-se lentamente para o caso da princesa ter animais guarda-costas em seu dormitório, Damon abriu camada por camada daquelas cortinas translúcidas e transparentes que impediam a luz vermelho-sangue do Sol de brilhar dentro da câmara. Suas botas afundavam na pilha espessa de um tapete preto. Tirando-o de perto das cortinas, Damon viu que toda a câmara fora decorada por um tema simples feito por um mestre do contraste. Preto e brilhante e preto neutro.
Ele gostou muito.
Havia uma cama enorme, com mais cortinas pretas e transparentes quase a cercando. A única maneira de entrar era pelo pé da cama, onde as cortinas translúcidas eram mais finas.
Estando lá, no silêncio que lembrava a uma catedral, na grande câmara, Damon olhou para a figura ligeira sob os lençóis de seda preta, entre dezenas de pequenas almofadas.
Ela era uma jóia, assim como o castelo. Ossos delicados. Um olhar de inocência absoluta enquanto dormia. Um rio etéreo de cabelos finos escarlate derramando-se sobre ela. Ele podia ver cada fio de cabelo que estava sobre o lençól. Ela se parecia um pouco com Bonnie.
Damon estava satisfeito.
Pegou a mesma faca que tinha colocado na garganta de Elena, e apenas por um momento hesitou... Mas não, não era o momento para se estar pensando no calor dourado de Elena. Tudo dependia desta garota de ombros fragéis que estava em sua frente. Ele colocou a ponta da faca em seu peito, para o caso de um pouco de sangue ser derramado... E tossiu.
Nada aconteceu. A princesa, que estava vestindo uma lingerie preta que mostrava seus frágeis, finos e pálidos branços, parecidos com porcelana, continuava a dormir. Damon percebeu que as unhas de seus pequenos dedos estavam pintadas da mesma cor escarlate que seu cabelo.
As duas grandes velas pretas num pilarexalavam um perfume sedutor, funcionando também como relógios: assim que queimavam, era possível dizer as horas. A iluminação era perfeita... Tudo estava perfeito... Exceto que Jessalyn ainda estava dormindo.
Damon tossiu novamente, mais alto e deu um tropicão na cama.
A princesa acordou, levantando-se e, simultaneamente, tirou duas lâminas de seu cabelo.
— Quem é? Tem alguém aí? — Ela estava olhando para todas as direções, menos para a certa.
— Sou só eu, Vossa Alteza. — Damon usou sua voz baixa, mas cheia de necessidade não correspondida. — Você não precisa ter medo. — Acrescentou, agora que ela finalmente havia chegado à direção certa e o viu.
Ele se ajoelhou ao pé de sua cama.
Seus cálculos estavam um pouco errados. A cama era tão grande e alta que o peito e a faca ficaram muito abaixo da linha de visão de Jessalyn.
— Veja, tirarei minha vida. — Anunciou, muito alto para se certificar de que Jessalyn estava acompanhando a encenação.
Depois de um momento ou dois, a princesa foi com a cabeça em direção ao pé da cama. Equilibrou-se entre suas duas mãos, os ombros estavam mais próximos dela. A esta distância, ele podia ver que seus olhos eram verdes — um verde complicado consistido de muitos anéis e manchas.
No início, ela apenas sibilou para ele e levantou suas lâminas, cujos dedos mostravam as unhas vermelhas. Damon se aborreceu com ela. Ela iria aprender, com o tempo, que isto não era realmente necessário, que na verdade isto já tinha saído de moda há decadas atrás no mundo real, e só era mantido vivo por causa dos filmes antigo e de ficção.
— Aqui, aos seus pés, eu me matarei. — disse ele novamente, para ter certeza que ela não perdera nenhuma sílaba, ou a frase inteira, desta conversa.
— Você... Vai? — Ela ficou desconfiada. — Quem é você? Como entrou aqui? Por que você faria uma coisa dessas?
— Cheguei aqui através de minha loucura. Fiz isso porque sei que é loucura e não posso mais conviver com ela.
— Que loucura? E você vai fazer isso agora? — A princesa perguntou com interesse. — Porque, se não for, terei que chamar meus guardas e... Espere um minuto. — Ela interrompeu-se.
Ela pegou a faca antes que ele pudesse detê-la e a lambeu.
— Isto é uma lâmina metálica. — Ela lhe disse, jogando-a fora.
— Eu sei. — Damon deixou cair a cabeça, para que seu cabelo cobrisse seus olhos, e disse dolorosamente: — Eu sou... Um ser humano, Vossa Alteza.
Ele secretamente observou através de seus cílios e viu que Jessalyn se iluminou.
Pensei que você fosse só algum tipo de vampiro fraco e inútil. — disse ela distraidamente. — Mas agora que posso olhar para você... — Uma língua cor-de-rosa igual a uma pétala saiu e lambeu seus lábios. — Não há razão para desperdiçar as coisas boas, não é?
Ela se parecia a com Bonnie. Dissera o que estava pensando, quando pensou. Algo dentro de Damon quis rir.
Ele se levantou novamente, olhando para a garota na cama com todo o fogo e paixão que era capaz... E sentiu que não era suficiente. Pensar na real Bonnie, sozinha e infeliz, era... Bem, brochante. Mas o que mais ele poderia fazer?
De repente, ele sabia o que podia fazer. Antes, quando parou de pensar em Elena, ele havia cortado qualquer tipo de paixão ou desejo autêntico. Mas ele estava fazendo isso tanto pela Elena, quanto para si mesmo. Ela não podia ser sua Princesa das Trevas, se ele não pudesse ser o seu Príncipe.
Desta vez, quando olhou para a M. le Princess, era diferente. Ele podia sentir a mudança de atmosfera.
— Alteza, não tenho nem o direito de falar com você. — disse ele, deliberadamente colocalando uma bota nos arabescos de metal que formavam a estrutura da cama. — Sabe tão bem quanto eu que você pode me matar com um único golpe... Digo, aqui. — apontando para uma área em seu queixo. — Mas você já me matou...
Jessalyn parecia confusa, mas esperou.
—... Com amor. Eu me apaixonei por você no momento em que te vi. Você poderia quebrar meu pescoço, ou... Como eu diria caso pudesse tocar suas pálidas e perfumadas mãos... Você poderia colocar seus dedos ao redor do meu pescoço e me estrangular. Peço a você que faça isso.
Jessalyn estava começando a ficar intrigada, mas animada. Corando, ela estendeu uma de suas mãozinhas para Damon, mas claramente sem qualquer intenção de estrangulá-lo.
— Por favor, você deve fazer isso. — disse Damon sinceramente, sem nunca tirar os olhos dela. — Essa é a única coisa que peço a você: que me mate, ao invés de chamar seus guardas, para que a última visão que eu tenha seja o seu belo rosto.
— Você está doente. — Jessalyn decidiu, ainda olhando confusa. — Houve várias outras mentes desequilibradas que entraram pelo meu castelo, embora nunca tenham entrado em meus aposentos. Vou te levar ao médico para que ele possa fazer com que você se sinta melhor.
— Por favor — disse Damon, que havia forjado sua entrada pelas cortinas negras e que agora estava de pé perante a princesa sentada. — Conceda-me a morte instantânea, ao invés de deixar-me morrer um pouco a cada dia. Você não sabe o que eu tenho feito. Não consigo parar de sonhar com você. Eu a seguia de loja em loja. Já estou morrendo agora enquanto você me violenta com sua nobreza e esplendor, sabendo que não sou mais que pedras na calçada em que você pisa. Nenhum médico pode mudar isso.
Jessalyn estava claramente considerando. Obviamente, ninguém nunca havia falado com ela desse jeito.
Seus olhos verdes fixaram-se nos lábios dele, o de baixo ainda estava sangrando. Damon deu uma risada pouco indiferente e disse:
— Um de seus guardas me pegou e tentou me matar antes que eu pudesse alcançá-la e pudesse pertubar seu sono. Receio tê-lo matado para chegar até aqui. — disse ele, de pé entre um pilar e a garota na cama, de forma que sua sombra fora jogada sobre ela.
Os olhos de Jessalyn se arregalaram de aprovação, mesmo quando o resto parecia mais frágil do que nunca.
— Ainda está sangrando. — ela sussurrou. — Eu poderia...
— Você pode fazer o que quiser. — Damon a incentivou com um caprichado sorriso irônico nos lábios.
Era verdade. Ela podia.
— Então, venha aqui. — Ela bateu em um lugar mais próximo ao travesseiro da cama. — Como você se chama?
— Damon. — disse ele, tirando a jaqueta e deitando-se, o queixo apoiada pelo cotovelo, com ar de quem não estava a fazer tal tipo de coisa.
— Damon? Só isso?
— Você pode cortá-lo para algo mais curto. Não sou nada além de Vergonha agora. — respondeu, tomando mais um minuto para pensar em Elena e prender hipnoticamente os olhos de Jessalyn. — Eu fui um vampiro... Um poderoso e orgulhoso... Na Terra...Mas fui enganado por um kitsune...
Ele lhe contou uma versão distorcida da história de Stefan, omitindo Elena ou qualquer bobagem de querer ser humano. Ele disse que quando conseguiu escapar da prisão, que havia tirado sua “vampiricidade”, ele decidiu acabar com sua vida humana.
Mas naquele momento, ele tinha visto a princesa Jessalyn e pensou que, ao servi-la, ficaria feliz com seu pesar. Ai de mim, disse ele, isso apenas havia alimentado seus sentimentos vergonhosos por Sua Alteza.
— Agora, a minha loucura me levou a abordá-la em seus próprios aposentos. Faça de mim um exemplo, Vossa Alteza, que fará com que os outros malfeitores tremam. Me queime, me açoite ou esquarteje, coloque minha cabeça em praça pública para fazer com que aqueles que possam te querer mal se incendeem primeiro.
Ele estava, agora, na cama com ela, recostando-se um pouco para expor sua garganta nua.
— Não seja bobo. — Jessalyn disse, sua voz um pouco melosa. — Até mesmo o pior dos meus servos quer viver.
— Talvez os que nunca a viram matando. Talvez os ajudantes de cozinha, ou o cocheiro, mas não posso viver, sabendo que nunca poderei ter você.
A princesa viu Damon terminar, corou, olhou por um momento em seus olhos.... E então, ela o mordeu.

* * *

— Vou levar Stefan até a dispensa. — Elena disse à Meredith, que estava secando com raiva as lágrimas dos olhos.
— Você sabe que não podemos fazer isso. Com a polícia aqui na casa.
— Então, eu farei isso...
— Você não pode! Sabe que não pode, Elena, ou não teria vindo a mim!
Elena olhou para a amiga de perto.
— Meredith, você foi a doadora de sangue o tempo todo. — Ela sussurrou. — Nunca pareceu nem um pouco incomodada...
— Ele sempre bebia menos... Sempre tirava menos de mim do que dos outros. E sempre do meu braço. Eu fingia que estava tirando sangue. Sem problemas.Essa não é a parte ruim, já que Damon está de volta à Dimensão das Trevas.
— Mas agora... — Elena piscou. — E agora, como fica?
— Agora — Meredith disse com uma expressão distante. —, Stefan sabe que sou uma caçadora. Que eu tenho uma estaca de combate. E agora tenho que... Me submeter...
Elena tinha arrepios. Ela sentiu como se a distância entre ela e Meredith naquela sala estava ficando cada vez maior.
— Uma caçadora? — Disse ela, perplexa. — E o que é uma estaca de combate?
— Não há tempo para explicar isso agora! Ah, Elena...
Se o Plano A era Meredith e o Plano B era Matt, não havia nenhuma outra escolha. O Plano C tinha que ser a própria Elena. O sangue dela era muito mais forte do que qualquer outro, afinal, tão cheio de energia que Stefan só precisaria de um...
— Não! — Meredith sussurrou ao ouvido direito de Elena, de alguma forma para administrar a palavra num assobio. — Eles estão descendo as escadas. Temos que encontrar Stefan agora! Pode dizer a ele para se encontrar comigo no quartinho atrás do saguão?
— Sim, mas...
— Faça isso!
E eu ainda não sei o que é uma estaca de combate, Elena pensou, permitindo que Meredith fosse para o quarto. Mas sei o que parece ser uma “caçadora”, e definitivamente não me agrada. E aquela arma... Faz com que uma estaca de madeira se pareça com uma faca de plástico para piquenique.
Ainda assim, ela enviou a Stefan, que voltava ao térreo com o xerifes:
Meredith vai doar sangue, tanto quanto você precise para Influenciá-los. Não há tempo para discutir. Volte rapidamente e, pelo amor de Deus, saudável e tranquilo.
Mas Stefan não parecia cooperar.
Não posso tirar o suficiente dela sem que nossas mentes se toquem. Poderia...
Elena perdeu a paciência. Ela estava assustada, ficou desconfiada de uma de suas melhores amigas... Um sentimento horrível... E estava desesperada. Ela queria que Stefan fizesse exatamente o que ela havia dito.
Vai lá depressa! Fora tudo que ela tinha projetado, mas teve a sensação de que ela o atingiu com todas as suas forças, porque de repente ele se ficou preocupado e gentil.
Eu irei, amor, ele disse simplesmente.
Enquanto a oficial de polícia estava procurando na cozinha e o oficial procurava na sala, Stefan entrou no pequeno quarto de hóspedesdo primeiro andar, com sua cama de solteiro amarrotada. As lâmpadas estavam desligadas, mas com sua visão noturna, pôde ver Elena e Meredith perfeitamente pelas cortinas. Meredith estava se segurando rigidamente como um acrobata de bungee jump.
Beba tudo que você precisar sem machucá-la permanentemente... E tente colocá-la para dormir, também. E não invada sua mente tão profundamente.
Eu assumo daqui. É melhor você ficar no corredor, deixando-os ver ao menos um de nós, amor, Stefan respondeu silenciosamente.
Elena estava, obviamente, tanto assustada quanto na defensiva por sua amiga, entrando logo no modo mandona. Ao menos isso era uma coisa boa, se havia alguma coisa que Stefan sabia... Se isso fosse a única coisa que ele soubesse... Seria como tirar sangue.
— Quero fazer um pedido de paz entre nossas família. — ele disse, esticando uma mão para Meredith.
Ela hesitou e Stefan, mesmo tentando fazer seu melhor, não pôde evitar de ouvir seus pensamentos, como se fossem pequenas criaturas de vigia dentro de sua mente. No que ela estava se comprometendo? Em qual sentido ele quis dizer com “família”?
É simplesmente uma formalidade, ele lhe disse, tentando ganhar terreno em outro lugar: em sua aceitação com o toque de seus pensamentos com os dela. Deixa para lá.
— Não. — Meredith disse. — É importante. Quero confiar em você, Stefan. Só em você, mas... E não tinha a estaca antes de Klaus estar morto.
Ele pensou rapidamente.
— Então, você não sabia que era...
— Não. Eu sabia. Mas meus pais nunca foram ativos. Foi meu avô que me disse sobre a estaca.
Stefan sentiu uma onde de prazer inesperado.
— Portanto, seu avô está melhor agora?
— Não... Mais ou menos. — Os pensamentos de Meredith eram confusos.
A voz dele mudou, ela estava pensando. Stefan estava mesmo feliz por vovô estar melhor. Mesmo a maioria dos humanos não se importaria... Não realmente.
— Claro que me importo. — disse Stefan. — Por um lado, ele ajudou a salvar a nossas vidas... E a cidade. Por outro, ele é um homem muito corajoso... Deve ter sido um... Por sobreviver a um ataque de um Antigo.
De repente, a mão fria de Meredith estava morna em torno de seu punho e palavras foram caindo de seus lábios em uma corrida que Stefan mal conseguia entender. Mas seus pensamentos estavam brilhantes e claros sob essas palavras, e através deles que ele teve o significado.
— Tudo que sei sobre o que aconteceu quando era mais jovem, é o que me fora dito. Meus pais me disseram coisas. Mudaram meu aniversário... Eles realmente mudaram o dia de celebrarmos o meu aniversário... Porque um vampiro atacou meu avô, e depois meu avô tentou me matar. Eles sempre disseram isso. Mas como sabem disso? Eles não estavam lá... Isso é o que dizem. E o que é mais provável, foi o meu avô quem me atacou, ou foi o vampiro? — Ela parou, ofegante, tremendo toda como uma corça de rabo branco capturada na floresta. Presa, e pensando que estava condenada, e que era incapaz de correr.
Stefan tirou sua mão que havia transformado as frias de Meredith em quentes.
— Eu não vou atacá-la. — disse ele simplesmente. — E não vou perturbar as suas antigas memórias. Tudo bem?
Meredith assentiu. Depois de sua história purgativa, Stefan sabia que ela queria falar o menos possível.
— Não tenha medo. — Ele murmurrou, assim como havia feito para acalmar a mente dos animas que ele havia perseguido em Old Wood. Está tudo bem. Não há razão para ter medo .
Ela não podia deixar de ter medo, mas Stefan a acalmava igual quando acalmava os animais da floresta, puxando-a para o lado mais sombrio do quarto, acalmando-a com palavras suaves, mesmo quando seus caninos gritavam para ele a morder. Ele teve de dobrar o lado de sua blusa para expor seu longo pescoço cor verde-oliva, enquanto fazia com que as palavras calmantes se tranformasse em carinhos suaves, do tipo que tranquilizava bebês.
E por fim, quando a respiração de Meredith havia diminuído e seus olhos estavam quase se fechando, ele, com o maior cuidado, deslizou seus dentes, que estavam doendo, em sua artéria.
Meredith quase estremeceu. Tudo era suavidade enquanto ele facilmente deslizava sobre a superfície de sua mente, também vendo apenas o que já sabia sobre ela: sua vida com Elena, Bonnie e Caroline. Festas e escola, planos e ambições. Piqueniques. Uma piscina de natação. Risos. Tranquilidade que se espalhava como uma grande piscina. A necessidade de calma, de controle. Tudo issovoltava para ela, enquanto ela se lembrava...
As mais distantes profundezas que ela se lembrava estava aqui no centro... Onde ela caíra de cabeça. Stefan tinha prometido a si mesmo que não iria se aprofundar em sua mente, mas ele estava sendo puxado, impotente, sendo arrastado por aquele vórtice. As águas fecharam-se sobre sua cabeça e ele foi atraído em uma velocidade tremenda para as profundezas, estas memórias nem tão tranquilas, mas sim raivosas e apavorantes.
E então, ele viu o que tinha acontecido, o que estava acontecendo, o que sempre aconteceria... Lá, no centro da mente de Meredith.

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