15 de novembro de 2015

Capítulo 10

Meredith se sentou na parede da altura do joelho da Igreja arruinada. — Disse que seria perigoso, Stefan, mas não disse que ia deixar ele me estrangular. 
— Sinto muito. Eu estava esperando que ele desse mais informações, especialmente depois que admitiu estar lá quando Sue morreu. Mas não devia ter esperado.
— Não admiti nada! Você não pode provar, — Tyler disse. O lamento animal estava de volta em sua voz, mas na caminhada seu rosto e corpo tinham voltado ao normal. Ou melhor, tinham voltado a ser humanos, Meredith pensou. O inchaço e as contusões e o sangue seco não eram normais.
— Essa não é uma corte, Tyler, — ela disse. — Seu pai não pode lhe ajudar agora.
— Mas se fosse, teríamos um belo caso, — Stefan acrescentou. — O bastante para enquadrá-lo por conspiração para cometer homicídio, eu acho. 
— Isso se ninguém derreter as colheres de chá de sua avó para fazer uma bala de prata, — Matt intrometeu-se.
Tyler olhou de um para outro. — Eu não direi nada. 
— Tyler, sabe o que você é. Você é um valentão, — Bonnie disse. — E os valentões sempre falam.
— Não se importa em imobilizar uma garota e ameaçá-la, — disse Matt. — mas quando os amigos dela aparecem, você se borra de medo. 
Tyler simplesmente olhou furiosamente para todos eles.
— Bem, se não quiser falar, acho que eu terei que, — Stefan disse. Ele se inclinou e pegou o livro grosso que tinha emprestado na biblioteca. Um pé na tampa da tumba, descansou o livro em seu joelho e abriu-o. Nesse momento, Meredith pensou, ele parecia assustadoramente como Damon.
— Esse é um livro de Gervase de Tilbury, Tyler, — ele disse. — Foi escrito por volta do ano 1210 d.C. Uma das coisas que ele fala é sobre lobisomens... 
— Você não pode provar nada! Não tem evidência alguma... 
— Cala a boca, Tyler! — Stefan olhou para ele. — Não preciso provar isso. Eu posso ver isso, até mesmo agora. Se esqueceu o que eu sou? — Houve um silêncio, e então Stefan continuou. — Quando cheguei aqui há alguns dias, havia um mistério. Uma garota estava morta. Mas quem a havia matado? E por quê? Todas as pistas que podia ver pareciam contraditórias. 
— Não foi uma matança comum, não algum psicopata humano saído das ruas. Eu tinha a palavra de quem eu confiava nisso – e evidência independente também. Um assassino comum não sabe mexer num tabuleiro de Ouija por telecinésia. Um assassino comum não pode queimar um fusível em uma estação de força há quilômetros de distância.
— Não, foi alguém com tremendo poder físico e psíquico. De tudo que Vickie me disse, soava como um vampiro.
— Exceto que Sue Carson ainda estava com sangue. Um vampiro teria drenado pelo menos um pouco dele. Nenhum vampiro poderia resistir a isso, especialmente não um assassino. É de onde a embriaguez vem, e a embriaguez é a razão para matar. Mas o médico da perícia não achou buracos nas veias dela, e só uma pequena quantidade de sangramento. Não fazia sentido algum. 
— E havia outra coisa. Você esteve naquela casa, Tyler. Cometeu o erro de agarrar Bonnie naquela noite, e então cometeu o erro de abrir a boca no dia seguinte, dizendo coisas que não poderia ter sabido a não ser que estivesse lá. 
— Então o que tínhamos? Um vampiro forjado, um assassino depravado com Poderes de sobra? Ou um valentão de escola que não consegue organizar uma viagem ao banheiro sem tropeçar nos próprios pés? Qual? A evidência apontava para ambos os lados, e eu não conseguia me decidir.
— Então fui ao próprio corpo da Sue. E lá estava, o maior mistério de todos. Um corte aqui. — O dedo de Stefan desenhou uma linha afiada abaixo da clavícula. — Um corte típico e tradicional – feito por vampiros para compartilhar de seu próprio sangue. Mas Sue não era uma vampira, e não se cortou sozinha. Alguém cortou por ela enquanto ela estava deitada lá no chão. 
Meredith fechou seus olhos, e ouviu Bonnie engolir em seco ao lado dela. Esticou uma mão e encontrou a de Bonnie e a segurou firmemente, mas continuou escutando. Stefan não tinha chego a esse tipo de detalhe em sua explicação para eles antes.
— Vampiros não precisam cortar suas vítimas desse jeito; eles usam seus dentes, — Stefan disse. Seu lábio superior levantou ligeiramente para mostrar seus próprios dentes. — Mas se um vampiro queria sugar sangue para outra pessoa beber, poderia cortar ao invés de morder. Se um vampiro queria dar à outra pessoa o primeiro e único gole, ele poderia fazer isso.
— E isso me fez começar a pensar em sangue. Sangue é importante, veja. Para os vampiros, dá vida, Poder. É tudo que precisamos para sobreviver, e há vezes quando a necessidade nos deixa louco. Mas é bom para outras coisas, também. Como por exemplo... iniciação.
— Iniciação e Poder. Agora, eu estava pensando sobre essas duas coisas, colocando-as juntas com o que tinha visto de você, Tyler, quando eu estive em Fell’s Church antes. Coisinhas em que não tinha realmente me focado antes. Mas me lembrei de algo que Elena me disse sobre a história da sua família, e decidi checar no diário de Honoria Fell.
Stefan levantou um pedaço de papel entre as páginas do livro que ele segurava. — E aqui está, na caligrafia da Honoria. Eu xeroquei a página para que pudesse ler para você. O pequeno segredo de família dos Smallwood – se puder ler entrelinhas.
Olhando para baixo para o papel, ele leu:
— 12 de novembro. Velas prontas, flax dilatado (é uma planta usada para fazer tecido, tintura, papel, remédio, redes de pesca, gel para cabelo e sabonete). Estamos com pouca farinha de milho e sal, mas sobreviveremos ao inverno. Ontem a noite houve um alerta; lobos atacaram Jacob Smallwood enquanto ele voltava da floresta.    Tratei do ferimento com amora silvestre e cortiça de sallow, mas é profundo e estou com medo. Depois de chegar em casa eu joguei as runas. Não contei o resultado a ninguém, exceto a Thomas.
— Jogar as runas é uma forma de adivinhação, — Stefan acrescentou, olhando para cima. — Honoria era o que chamaríamos de bruxa. Ela continua aqui falando sobre ‘problemas com lobos’ em várias outras partes do assentamento – parece que de repente houve ataques repentinos, especialmente em jovens meninas. Conta como ela e seu marido ficaram cada vez mais preocupados. E finalmente, isso:
— 20 de dezembro. Problemas com lobos na casa dos Smallwood novamente. Escutamos os gritos há alguns minutos, e Thomas disse que estava na hora. Ele fez as balas ontem. Carregou seu rifle e nós iremos até lá. Se formos poupados, escreverei novamente.
— 21 de dezembro. Fui na casa dos Smallwood ontem à noite. Jacob gravemente ferido. O lobo foi morto.
— Enterraremos Jacob no pequeno cemitério no pé da colina. Que sua alma ache paz na morte.
— Na história oficial de Fell’s Church, — Stefan disse. — isso foi interpretado como que Thomas Fell e sua esposa indo à casa dos Smallwood para encontrar Jacob Smallwood sendo novamente atacado por um lobo, e que o lobo o matou. Mas isso está errado. O que isso realmente diz não é que o lobo matou Jacob Smallwood, mas que Jacob Smallwood, o lobo, foi morto.
Stefan fechou o livro. — Ele era um lobisomem, seu tata-tata-tatara-qualquer coisa avô, Tyler. Ficou desse jeito porque ele próprio foi atacado por um lobo. E passou seu vírus de lobisomem para o filho que nasceu oito meses e meio depois que morreu. Exatamente da maneira que seu pai passou para você. 
— Sempre soube que tinha algo de estranho em você, Tyler, — Bonnie disse, e Meredith abriu seus olhos. — Nunca pude afirmar o que era, mas no fundo da minha mente algo está me dizendo que você era horripilante.
— Costumávamos fazer piada a respeito, — Meredith disse, sua voz ainda rouca. — A respeito do seu ‘magnetismo animal e seus grandes dentes brancos'. Nós só nunca soubemos o quão perto da verdade estávamos.
— Às vezes psíquicos conseguem sentir esse tipo de coisa, — Stefan cedeu. — Às vezes até as pessoas comuns conseguem. Eu devia ter percebido, mas estava preocupado. Ainda assim, isso não é desculpa. E obviamente outra pessoa – o assassino psicopata – viu de imediato. Não viu, Tyler? Um homem usando uma velha capa de chuva foi até você. Ele era alto, tinha cabelo loiro e olhos azuis, e fez algum tipo de acordo com você. Em troca de – algo – lhe mostraria como recuperar sua herança. Como se tornar um verdadeiro lobisomem. 
— Porque de acordo com Gervase de Tilbury — Stefan deu um tapa no livro em seu joelho — um lobisomem que não tenha sido mordido precisa ser iniciado. Isso quer dizer que você pode ter o vírus do lobisomem por toda a sua vida mas nunca nem ao menos saber, porque nunca foi ativado. Gerações de Smallwoods viveram e morreram, mas o vírus esteve dormente neles porque não conheciam o segredo de despertá-lo. Mas o homem com a capa de chuva conhecia. Ele sabia que você teria que matar e saborear sangue fresco. Depois disso, na primeira lua cheia você poderia se transformar. — Stefan olhou para cima, e Meredith seguiu seu olhar para o disco branco da lua no céu. Parecia claro e de duas dimensões agora, não mais um globo vermelho sombrio.
Um olhar de suspeita passou pelos traços carnudos de Tyler, e então um olhar de fúria renovada. — Você me enganou! Você planejou isso! 
— Muito esperto, — disse Meredith, e Matt disse:
— Sério. — Bonnie molhou seus dedos e marcou um 1 imaginário em um placar invisível.
— Eu sabia que você não resistiria seguir uma das garotas aqui se pensasse que ela estaria sozinha, — disse Stefan. — Você acharia que o cemitério é o lugar perfeito para matar; você teria privacidade completa. E eu sabia que não seria capaz de resistir de se gabar sobre o que fez. Eu estava esperando que contasse à Meredith mais sobre o outro assassino, aquele que realmente jogou Sue para fora da janela, aquele que a cortou para que pudesse beber sangue fresco. O vampiro, Tyler. Quem é ele? Onde ele está se escondendo?
O olhar de Tyler de ódio venenosos mudou para escárnio. — Acha que eu lhe contaria isso? Ele é meu amigo.
— Ele não é seu amigo, Tyler. Está te usando. E é um assassino. 
— Não se envolva mais com isso, Tyler, — Matt acrescentou.
— Você já é um acessório. Hoje à noite tentou matar Meredith. Muito em breve não será capaz de retornar mesmo se quiser. Seja esperto e pare com isso agora. Conte-nos o que sabe.
Tyler mostrou seus dentes. — Não lhe contarei nada. Como vai me forçar?
Os outros trocaram olhares. A atmosfera havia mudado, se tornado carregada com tensão enquanto todos se viraram para Tyler.
— Você não entende mesmo, não é? — Meredith disse silenciosamente. — Tyler, você ajudou a matar a Sue. Ela morreu por um ritual obsceno para que pudesse se transformar naquela coisa que vi. Você estava planejando me matar, e matar a Vickie e Bonnie também, tenho certeza. Acha que sentimos pena de você? Acha que o trouxemos aqui para sermos bonzinhos com você?
Houve um silêncio. O escárnio estava se diluindo dos lábios de Tyler. Ele olhou de um rosto para outro.
Estavam todos implacáveis. Até mesmo o pequeno rosto de Bonnie estava inflexível.
— Gervase de Tilbury menciona uma coisa interessante, — Stefan disse, quase agradavelmente. — Há uma cura para lobisomens além da bala de prata tradicional. Escute. — À luz do luar, ele leu do livro em seu joelho. — É comumente relatado e apoiado por médicos sérios e respeitáveis que se um lobisomem tem um de seus membros cortados, ele deverá certamente recuperar seu corpo original. Gervase continua para contar a história de Raimbaud de Auvergne, um lobisomem que foi curado quando um carpinteiro cortou uma de suas patas traseiras. É claro, isso provavelmente deve ter doído pra caramba, mas a história continua dizendo que Raimbaud agradeceu o carpinteiro por ‘livrá-lo para sempre da forma maldita e condenável.’ — Stefan ergueu sua cabeça.
— Agora, acho que se o Tyler não nos fornecer a informação, o mínimo que podemos fazer é ter certeza de ele não saia e mate novamente. O que o resto de vocês tem a dizer?
Matt falou. — Acho que é nosso dever curá-lo. 
— Tudo o que temos que fazer é liberá-lo de um de seus membros, — Bonnie concordou.
— Consigo pensar em um de imediato, — Meredith disse em um sussurro.
Os olhos de Tyler estavam começando a ficar salientes. Debaixo da terra e do sangue seu rosto normalmente rubicundo tinha ficado pálido. — Você está blefando!
— Pegue o machado, Matt, — disse Stefan. — Meredith, tire um dos sapatos dele.
Tyler chutou quando ela o fez, mirando em seu rosto. Matt veio e prendeu sua cabeça em uma chave de braço. — Não piore as coisas pra você, Tyler. 
O pé nu que Meredith expôs era grande, a sola tão suada quanto as palmas de Tyler.
Pelos ásperos germinavam dos dedos. Fizeram a pele de Meredith estremecer.
— Vamos acabar logo com isso, — ela disse.
— Você está brincando! — Tyler uivou, batendo, motivo pelo qual Bonnie teve de vir e agarrar sua outra perna e ajoelhar-se nela. — Não podem fazer isso! Vocês não podem!
— Mantenha-o imóvel, — Stefan disse. Trabalhando juntos, esticaram Tyler, sua cabeça presa no braço de Matt, suas pernas esticadas e imobilizadas pelas garotas. Tendo certeza de que Tyler visse o que ele estava fazendo, Stefan balançou um galho com talvez cinco centímetros de largura na tampa da tumba. Ele ergueu seu machado e então o desceu fortemente, decepando o pau com um golpe.
— É afiado o bastante, — disse. — Meredith, enrole a calça dele para cima. Então amarre um pouco daquela corda acima de seu tornozelo o mais forte que poder para fazer um torniquete. De outro modo ele sangrará até a morte. 
— Não podem fazer isso! — Tyler gritava. — Não podem fazeeeeeeer isso!
— Grite o quanto quiser, Tyler. Aqui em cima, ninguém vai te escutar, certo? — Stefan disse.
— Você não é melhor do que eu! — Tyler gritou salpicando saliva. — É um assassino também!
— Eu sei exatamente o que sou, — Stefan disse. — Acredite em mim, Tyler. Eu sei. Todos estão prontos? Ótimo. Segurem-no; ele vai pular quando eu fizer isso.
Os gritos de Tyler não eram mais nem palavras.
Matt estava segurando-o para que ele pudesse ver Stefan se ajoelhar e mirar, levantando a lâmina do machado acima do tornozelo de Tyler para medir força e distância.
— Agora, — disse Stefan, levantando o machado alto.
— Não! Não! Eu falo com você! Eu falo! — berrou Tyler.
Stefan olhou furiosamente para ele. — Tarde demais, — disse, e desceu o machado.
Ele ressaltou do chão de pedra com um ‘clang’ e uma faísca, mas o som foi afundado pela gritaria de Tyler.
Pareceu levar vários minutos para Tyler perceber que a lâmina não tinha tocado seu pé. Ele parou para respirar só quando se afogou, e ficou selvagem, os olhos esbugalhados em Stefan.
— Começa a falar, — Stefan disse, sua voz invernosa, sem remorso.
Pequenas lamúrias vinham da garganta de Tyler e havia espuma em seus lábios.
— Não sei o nome dele, — ele arfou. — Mas ele se parece como você disse. E você está certo; ele é um vampiro, cara! O vi drenar um cervo enquanto ele ainda chutava. Ele mentiu para mim, — Tyler acrescentou, a lamúria voltando para sua voz. — Me disse que eu seria mais forte do que qualquer um, tão forte quanto ele. Disse que eu poderia ter qualquer garota que quisesse, de qualquer jeito que eu quisesse. O asqueroso mentiu.
— Ele te disse que você poderia matar e se safar, — Stefan disse.
— Disse que eu podia matar Caroline naquela noite. Ela teve por merecer depois do jeito como me dispensou. Queria fazê-la implorar – mas ela saiu da casa de algum jeito. Eu podia ficar com Caroline e Vickie, ele disse. Tudo o que ele queria era a Bonnie e a Meredith.
— Mas você acabou de tentar matar a Meredith.
— Isso foi agora. As coisas estão diferentes agora, estúpido. Ele disse que estava tudo bem.
— Por quê? — Meredith perguntou à Stefan em voz baixa.
— Talvez porque você tenha servido ao seu propósito, — ele disse. — Você me trouxe aqui.
Então ele continuou, — Tudo bem, Tyler, mostre-nos que está cooperando. Diga-nos como podemos pegar esse cara.
— Pegar ele? Você está biruta! — Tyler explodiu em uma risada feia, e Matt apertou seu braço ao redor de sua garganta. — Ei, me enforque o quanto quiser; ainda é verdade. Ele me disse que é um dos Antigos, um dos Originais, o que quer que signifique. Disse que vem transformando vampiros desde antes das pirâmides. Disse que fez um acordo com o demônio. Você pode cravar uma estaca em seu coração e não faria nada. Você não pode matá-lo. — A risada ficou incontrolável.
— Onde ele está se escondendo, Tyler? — Stefan censurou. — Todo vampiro precisa de um lugar para dormir. Onde é?
— Ele me mataria se eu te dissesse isso. Me devoraria, cara. Deus, se eu te dissesse o que ele fez com aquele cervo antes dele morrer... — A risada de Tyler estava se transformando em algo parecido com soluços.
— Então é melhor nos ajudar a destruí-lo antes que ele possa encontrá-lo, não é? Qual seu ponto fraco? Como ele fica vulnerável? 
— Deus, aquele pobre cervo... — Tyler debulhava-se em lágrimas.
— E quanto à Sue? Você chorou por ela? — Stefan disse afiadamente. Pegou o machado. — Acho, — ele disse, — que você está desperdiçando o nosso tempo.
O machado foi levantado.
— Não! Não! Eu falo com você; te digo algo. Olha, tem um tipo de madeira que pode machucá-lo – não matá-lo, mas machucá-lo. Ele admitiu isso, mas não me disse qual era! Juro para você que é verdade!” 
— Não é bom o bastante, Tyler, — disse Stefan.
— Pelo amor de Deus – te digo onde ele vai hoje à noite. Se você chegar lá rápido o bastante, talvez possa impedi-lo.
— O que quer dizer, onde ele está indo hoje à noite? Fala rápido, Tyler!
— Ele vai na casa da Vickie, está bem? Ele disse que hoje à noite cada um de nós ficava com uma. Isso é útil, não é? Se você se apressar, talvez consiga chegar lá!
Stefan tinha congelado, e Meredith sentiu seu coração acelerando. Vickie. Não tinham nem pensando em um ataque sobre Vickie.
— Damon está guardando ela, — Matt disse. “Certo, Stefan? Certo? 
— Ele deveria estar, — Stefan disse. — O deixei lá ao pôr-do-sol. Se algo aconteceu, ele devia ter me ligado...
— Gente, — Bonnie sussurrou. Seus olhos estavam grandes e seus lábios estavam tremendo. — Acho que é melhor irmos para lá agora. 
Eles encararam-na por um momento e então todos se moveram. O machado retinou no chão quando Stefan o derrubou.
— Ei, vocês não podem me deixar desse jeito! Não posso dirigir! Ele vai voltar para me pegar! Voltem e desamarrem minhas mãos! — Tyler gritou. Nenhum deles respondeu.
Todos correram colina abaixo e se empilharam no carro de Meredith. Meredith acelerou, contornando esquinas perigosamente rápido e surfando por sinais vermelhos, mas havia uma parte dela que não queria chegar na casa de Vickie. Que queria virar e dirigir para o outro lado.
Estou calma; sou eu quem sempre está calma, ela pensou. Mas isso era do lado de fora. Meredith sabia muito bem como podia parecer calma do lado e fora quando do lado de dentro tudo estava se despedaçando.
Eles contornaram a última esquina na Rua Birch e Meredith freou.
— Ah, Deus! — Bonnie gritou do banco traseiro. — Não! Não! 
— Rápido, — Stefan disse. — Ainda pode ter uma chance. — Ele abriu a porta furiosamente e tinha saído mesmo antes do carro ter parado. Mas atrás, Bonnie soluçava.

2 comentários:

  1. É o Klaus, aposto! Aahhh finalmente! Eu sabia!

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  2. Klaussssss!!!! So de falar um que é um vampiro original já da pra saber

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