18 de outubro de 2015

Vinte e um - Gunilla queima o nariz e isso não tem graça. Talvez só um pouquinho

A PRINCIPAL COISA que descobri: Valhala precisava de GPS. Até Gunilla se confundiu nos infinitos corredores, salões de banquetes, jardins e salas.
Em certo ponto, estávamos em um elevador de serviço quando a valquíria anunciou:
— Aqui fica a praça de alimentação.
As portas se abriram e fomos envolvidos por uma parede de chamas.
Meu coração quase saiu pela boca. Achei que Surt tivesse me encontrado. Gunilla gritou e cambaleou para trás. Apertei botões aleatórios até a porta fechar. Tentei como pude apagar as chamas do vestido dela.
— Você está bem?
Minha pulsação disparou. Os braços de Gunilla estavam vermelhos e soltando fumaça.
— A pele vai cicatrizar — disse ela. — Meu orgulho, talvez não. Aquilo... aquilo era Muspellheim, e não a praça de alimentação.
Eu me perguntei se Surt, de alguma forma, tinha planejado nosso pequeno desvio ou se as portas do elevador em Valhala costumavam mesmo se abrir no reino de fogo de vez em quando. Eu não sabia o que era mais perturbador.
Pela tensão na voz de Gunilla, dava para perceber que ela estava sentindo muita dor. Eu me lembrei de quando estava ao lado de Mallory Keen na batalha no momento em que ela morreu; eu havia conseguido sentir o ferimento e que podia tê-lo curado se houvesse mais tempo.
Ajoelhei-me ao lado da valquíria.
— Posso?
— O que você...?
Toquei no antebraço dela.
Meus dedos começaram a soltar fumaça, puxando o calor da pele dela. A vermelhidão sumiu. As queimaduras desapareceram. Até a ponta queimada do nariz se curou.
Gunilla ficou me encarando, como se tivessem surgido chifres na minha cabeça.
— Como você...? Você não se queimou. Como?
— Não sei. — Minha cabeça girava de exaustão. — Sorte? Alimentação saudável?
Tentei me levantar, mas desabei na mesma hora.
— Opa, filho de Frey. — Gunilla segurou meu braço.
As portas do elevador se abriram de novo. Dessa vez, foi mesmo em uma praça de alimentação. Os aromas de frango com limão e de pizza chegaram até nós.
— Vamos continuar andando — disse Gunilla. — Para aliviar sua mente.
Recebemos olhares tortos enquanto andávamos pela praça de alimentação, eu apoiado na capitã das valquírias e o vestido dela fumegando e esfarrapado.
Viramos em um corredor com salas de reunião. Em uma delas, um cara de armadura de couro com rebites fazia uma apresentação em PowerPoint para doze guerreiros explicando os pontos fracos dos trolls das montanhas.
Algumas portas depois, valquírias de chapeuzinhos de festa cintilantes conversavam, comendo bolo e sorvete. A velinha de aniversário tinha a forma do número quinhentos.
— Acho que estou bem agora — falei para Gunilla. — Obrigado.
Cambaleei um pouco, mas consegui me manter de pé.
— Sua capacidade de cura é impressionante — disse Gunilla. — Frey é o deus da abundância e da fertilidade, do crescimento e da vitalidade. Acho que isso explica tudo. Mesmo assim, nunca vi um einherji que se curasse tão depressa, e nem que curasse os outros.
— Sei tanto sobre isso quanto você. Normalmente, tenho dificuldades até de tirar um Band-Aid.
— E sua imunidade ao fogo?
Eu me concentrei na estampa do tapete e em colocar um pé na frente do outro. Estava conseguindo andar, mas cuidar das queimaduras de Gunilla havia me deixado tão debilitado quanto se eu estivesse me recuperando de uma pneumonia grave.
— Acho que não é exatamente imunidade ao fogo. Já me queimei antes. Mas... tenho uma tolerância muito grande a temperaturas extremas. Ao frio. Ao calor. A mesma coisa aconteceu na ponte Longfellow, quando entrei no meio das chamas... — Minha voz falhou. Lembrei que Gunilla tinha editado o vídeo e que por causa disso eu tinha feito papel de idiota. — Mas acho que você já sabe disso.
Acho que Gunilla não percebeu o sarcasmo. Estava brincando distraidamente com um dos martelos no cinto, como se fosse um gatinho.
— Talvez... No começo da criação, só existiam dois mundos: Muspellheim e Niflheim, fogo e gelo. A vida surgiu entre esses dois extremos. Frey é o deus dos climas moderados e da colheita. Representa o terreno do meio. Talvez por isso você consiga resistir ao calor e ao frio. — Ela balançou a cabeça. — Não sei, Magnus Chase. Faz muito tempo que não encontro um filho de Frey.
— Por quê? Não temos permissão para ficar em Valhala?
— Ah, temos alguns filhos de Frey dos tempos antigos. Os reis da Suécia eram descendentes dele, por exemplo. Mas não vemos um filho dele novo em Valhala há séculos. Frey é um vanir, para começo de conversa.
— Isso é ruim? Surt me chamou de cria de vanir.
— Aquele não era Surt.
Lembrei do meu sonho: aqueles olhos brilhantes na fumaça.
— Era Surt.
Gunilla olhou para mim como se quisesse argumentar, mas deixou pra lá.
— Seja lá qual for o caso, os deuses se dividem em dois clãs. Os aesires em geral são os deuses da guerra: Odin, Thor, Tyr e alguns outros. Os vanires são os deuses da natureza: Frey, Freya e o pai deles, Njord. Estou resumindo, mas, de qualquer modo, há muito tempo houve uma guerra entre os dois clãs. Eles quase destruíram os nove mundos, mas acabaram acertando as diferenças. Casaram entre si, unindo forças contra um inimigo em comum: os gigantes. Mesmo assim, continuam sendo clãs diferentes. Alguns vanires têm palácios em Asgard, que pertence aos deuses aesires, mas os vanires também têm seu próprio mundo, Vanaheim. Quando o filho de um vanir morre bravamente, não costuma vir para Valhala. É mais comum que vá para a pós-vida dos vanires, supervisionada pela deusa Freya.
Demorei um minuto para absorver tudo. Clãs de deuses. Guerras. Sei lá. Mas aquela última parte, a pós-vida dos vanires...
— Quer dizer que tem outro lugar como Valhala, só que para os filhos de vanires, e que eu não estou lá? E se minha mãe tiver ido para lá? E se eu devesse ter ido...
Gunilla segurou meu braço. Os olhos azuis estavam intensos de raiva.
— Isso mesmo, Magnus. Pense no que Samirah al-Abbas fez. Não estou dizendo que todos os filhos de vanir vão para Fólkvangr...
— Para um Volkswagen?
— Fólkvangr. É o nome do salão dos mortos de Freya.
— Ah.
— O que quero dizer é que você poderia ter ido pra lá. Teria sido mais provável até. Metade dos mortos honrados vem para Odin. A outra metade vai para Freya. Foi parte do acordo que encerrou a guerra dos deuses, éons atrás. Então por que Samirah trouxe você para cá? Escolhido por engano, não era sua hora. Ela é filha de Loki, a origem de todo o mal. Não é confiável.
Eu não sabia o que dizer. Não conhecia Samirah havia tanto tempo, mas ela parecia legal. É claro que o pai dela, Loki, também...
— Você pode não acreditar — disse Gunilla — mas estou lhe dando o benefício da dúvida. Acho que você pode ser inocente nos planos de Samirah.
— Que planos?
Ela soltou uma risada amarga.
— De antecipar o Juízo Final, claro. De trazer a guerra antes de estarmos prontos. É o desejo de Loki.
Fiquei com vontade de argumentar dizendo que Loki havia me contado outra coisa. Ele parecia mais interessado em impedir Surt de pegar a espada do meu pai... Mas cheguei à conclusão de que não seria sábio revelar a Gunilla que eu andava tendo conversinhas com a origem de todo o mal.
— Se você odeia Sam tanto assim, por que deixou que ela virasse uma valquíria?
— A decisão não foi minha. Eu supervisiono as valquírias, mas é Odin quem as escolhe. Samirah al-Abbas foi a última que ele escolheu, dois anos atrás, em circunstâncias... incomuns. O Pai de Todos não aparece em Valhala desde então.
— Você acha que Sam o matou?
Era uma piada, mas Gunilla pareceu considerar a possibilidade.
— Acho que Samirah jamais deveria ter sido escolhida como valquíria. Na minha opinião ela está a serviço do pai, para espionar e sabotar. Expulsá-la de Valhala foi a melhor coisa que eu fiz.
— Uau.
— Magnus, você não conhece aquela garota. Outro filho de Loki já esteve aqui. Ele... não era o que parecia. Ele... — Gunilla hesitou. Sua expressão revelava que ela havia sido gravemente magoada. — Não importa. Jurei a mim mesma que não seria enganada de novo. Pretendo atrasar o Ragnarök o máximo possível.
O medo tinha voltado à sua voz. Ela não parecia a filha de um deus da guerra.
— Por quê? — perguntei. — Não é para o Ragnarök que vocês estão treinando? É tipo a grande festa de formatura.
— Você não entende. Venha comigo. Tem uma coisa que preciso mostrar. Vamos pela loja de presentes.
Quando ela disse loja de presentes, imaginei um armarinho glorificado vendendo souvenires baratos de Valhala. Mas, na verdade, era uma mistura de loja de departamentos de cinco andares com uma feira de convenções. Passamos por um supermercado, por uma butique com a última moda viking e um outlet da IKEA (óbvio).
A maior parte do piso do showroom era um labirinto de barracas, quiosques e oficinas. Sujeitos barbudos com aventais de couro ficavam em frente às forjas oferecendo amostras de pontas de flechas. Havia mercadores especializados em escudos, lanças, arcos, elmos e canecas (muitas e muitas canecas). Muitas barracas maiores tinham barcos em tamanho real à venda.
Bati no casco de um barco de guerra de dezoito metros.
— Acho que isso não caberia na minha banheira.
— Temos vários lagos e rios em Valhala — explicou Gunilla. — Tem também a Experiência de Rafting em Corredeiras no décimo segundo andar. Todos os einherjar devem saber lutar tanto no mar quanto na terra.
Apontei para uma arena de equitação, onde doze cavalos estavam presos.
— E aquilo? Dá para cavalgar pelos corredores?
— Claro — disse Gunilla. — Somos receptivos aos animais. Mas repare em como temos poucas armas, Magnus. E armaduras.
— Você está brincando, não é? Este lugar tem milhares de armas à venda.
— Não o bastante — retrucou Gunilla. — Não para o Ragnarök.
Ela me levou pelo corredor de Badulaques Nórdicos até uma porta grande de ferro com uma placa: SOMENTE PESSOAL AUTORIZADO.
Enfiou uma de suas chaves na fechadura.
— Não mostro isso para muita gente. É perturbador demais.
— Não é outra parede de fogo, é?
— Pior.
Por trás da porta, havia uma escadaria. Depois outra. Depois outra. Quando chegamos ao topo, eu tinha perdido a conta de quantos lances foram. Minhas novas pernas versão einherji estavam tão firmes quanto macarrão cozido.
Finalmente, chegamos a uma varanda estreita.
— Esta — disse Gunilla — é minha vista favorita.
Não consegui responder. Estava ocupado demais tentando não morrer de vertigem.
A varanda contornava a abertura no telhado acima do Salão dos Mortos. Os galhos mais altos da árvore Laeradr projetavam-se sobre ela, formando um domo verde do tamanho do globo do Epcot Center. Dentro, bem lá embaixo, funcionários do hotel corriam entre as mesas como cupins, com os preparativos do jantar.
O telhado de Valhala inclinava-se para baixo a partir da varanda. Era uma estrutura de palha e escudos de ouro brilhando em vermelho no sol do fim de tarde. A sensação era de que eu estava na superfície de um planeta de metal.
— Por que você não mostra isso para as pessoas? É... bem, é intimidante, mas também é lindo.
— Aqui.
Gunilla me levou para um ponto onde era possível olhar para baixo para as duas partes do telhado. Tive a sensação de que meus globos oculares iam implodir. Lembrei de uma aula de ciências no sexto ano, o professor explicava que a Terra era imensa mas nem se comparava ao sistema solar, que por sua vez era ínfimo em relação à galáxia etc. etc., até que me senti tão insignificante quanto uma manchinha no sovaco de uma pulga.
Ao redor de Valhala, brilhando até o horizonte, havia uma cidade de palácios; cada um tão grande e impressionante quanto o hotel.
— Asgard — disse Gunilla. — O reino dos deuses.
Vi telhados feitos totalmente de lingotes de prata, portas de bronze grandes o bastante para suportar um bombardeiro, torres largas de pedra que chegavam às nuvens. As ruas eram pavimentadas em ouro. Os jardins eram tão grandes quanto o Boston Harbor. E a cidade era rodeada por muralhas brancas que faziam a Grande Muralha da China parecer um cercadinho de bebê.
Até onde eu podia ver, a avenida mais larga da cidade passava por um portão na muralha. Do outro lado, o asfalto se dissolvia em luz multicolorida, uma estrada de fogo prismático.
— Bifrost — disse Gunilla. — A ponte arco-íris que leva de Asgard a Midgard.
Eu já tinha ouvido falar da ponte Bifrost. No meu livro de mitologia, a ponte era retratada como um arco de sete cores pastel com coelhinhos felizes dançando ao redor da base. A ponte que eu via não tinha coelhos felizes. Era apavorante. Estava para um arco-íris assim como um cogumelo estava para uma explosão nuclear.
— Só os deuses podem atravessar — disse Gunilla. — Qualquer outra pessoa pegaria fogo na hora que botasse o pé ali.
— Mas... estamos em Asgard?
— Claro. Valhala é um dos salões de Odin. É por isso que, dentro do hotel, os einherjar são imortais.
— Então podemos descer lá e ver os deuses, vender biscoitos de porta em porta e tal?
Gunilla curvou o lábio.
— Mesmo olhando para Asgard, você não tem senso de reverência.
— Não, não tenho.
— Não podemos visitar a cidade dos deuses sem a permissão de Odin, pelo menos até o Ragnarök, quando vamos defender os portões.
— Mas você voa.
— É proibido ir lá. Se tentasse, eu cairia. Você não está entendendo, Magnus. Olha de novo para a cidade. Não consegue perceber nada?
Observei o lugar, tentando enxergar além de toda a prata e ouro e da arquitetura gigantesca e assustadora. Em uma janela, cortinas caras estavam em frangalhos. Nas ruas, braseiros estavam vazios e frios. Em um jardim, a vegetação estava tão alta que cobria as estátuas. As ruas, desertas. Nenhum fogo ardia nas janelas.
— Onde está todo mundo? — perguntei.
— Exatamente. Eu não venderia muito biscoito por lá.
— Você quer dizer que os deuses foram embora?
Gunilla se virou para mim, os martelos brilhando no pôr do sol laranja.
— Alguns talvez estejam dormindo. Alguns, vagando pelos nove mundos. Outros ainda aparecem de vez em quando. O fato é que não sabemos o que está acontecendo. Estou em Valhala há quinhentos anos e nunca vi os deuses tão quietos, tão inativos. Os últimos dois anos...
Ela puxou uma folha de um dos galhos de Laeradr.
— Há dois anos, alguma coisa mudou. As valquírias e os lordes sentiram. As barreiras entre os nove mundos começaram a enfraquecer. Invasões dos gigantes do gelo e do fogo a Midgard se tornaram mais frequentes. Monstros de Helheim entraram nos mundos dos vivos. Os deuses ficaram distantes e silenciosos. Isso foi mais ou menos na época em que Samirah se tornou valquíria, a última vez que vimos Odin. Foi também quando sua mãe morreu.
Um corvo sobrevoou o lugar onde estávamos. Em seguida, dois se juntaram a ele. Pensei na minha mãe, ela brincava dizendo que aves de rapina nos seguiam quando estávamos caminhando. Acham que estamos mortos. Rápido, comece a dançar!
Naquele momento, não fiquei com vontade de dançar. Queria pegar os martelos de Gunilla e derrubar aqueles pássaros.
— Você acha que essas coisas estão relacionadas? — perguntei.
— Só sei que... não estamos nada preparados para o Ragnarök. Aí, você chega. As Nornas dão avisos terríveis, chamam você de Arauto do Lobo. Isso não é bom, Magnus. Samirah al-Abbas talvez estivesse de olho em você por anos, esperando o momento certo de jogá-lo em Valhala.
— Jogá-lo?
— Aqueles seus dois amigos na ponte, os que vinham monitorando você desde que virou morador de rua, talvez estivessem trabalhando com ela.
— Você está falando de Blitz e Hearth? Eles são mendigos.
— São mesmo? Não é estranho terem cuidado tão bem de você?
Eu queria mandar aquela garota para Helheim, mas Blitz e Hearth sempre pareceram meio... incomuns. Por outro lado, quando se mora nas ruas, a definição de comum fica meio indefinida.
Gunilla segurou meu braço.
— Magnus, a princípio, não acreditei, mas se era Surt na ponte, se você encontrou mesmo a Espada do Verão... está sendo usado por forças do mal. Se Samirah al-Abbas quer que você pegue a espada, é exatamente isso o que você não pode fazer. Fique em Valhala. Deixe que os lordes lidem com essa profecia. Se prometer que vai fazer isso, eu intercederei a seu favor. Vou convencer os lordes de que você é de confiança.
— Senão?
— Só direi uma coisa: até amanhã de manhã, os lordes vão anunciar a decisão sobre seu destino. Se não pudermos confiar em você, vamos ter que tomar certas precauções. Temos que saber de que lado você está.
Olhei para as ruas douradas vazias. Pensei em Samirah al-Abbas me arrastando pelo abismo frio, colocando a carreira em risco porque achava que eu era valente. Você tem potencial, Magnus Chase. Não prove que estou errada. Depois, foi vaporizada no salão de banquete graças à filmagem editada de Gunilla.
Puxei o braço.
— Você disse que Frey é o terreno intermediário entre fogo e gelo. Talvez a questão aqui não seja escolher lados. Talvez eu não queira escolher um extremo.
A expressão de Gunilla ficou sombria como uma tempestade.
— Posso ser uma inimiga poderosa, Magnus Chase. Só vou avisar uma vez: se seguir os planos de Loki, se antecipar o Ragnarök, vou destruir você.
Tentei encará-la e ignorar meu coração pulando no peito.
— Pode deixar.
Abaixo de nós, a corneta do jantar ecoou pelo salão de banquete.
— O passeio acabou — anunciou Gunilla. — Daqui pra frente, Magnus Chase, você segue sozinho.
Ela pulou da varanda e voou pelos galhos, me deixando ali para encontrar o caminho. Sem GPS.

23 comentários:

  1. Me ocorreu um pensamento estupido agora,se os Chase são decedentes de Reis suecos(aparentemente de Frey)será que Atena sabia disso?Se ela sabia há boa chance de que saiba sobre os egípcios também(claro,isso não muda nada mas é algo pra pensar)

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    1. Disseram que muitos reis suecos eram filhos Frey,não que a família do Magnus descendia de Frey

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    2. acho que os deuses sabem da existencia um dos outros só não interagem entre si
      um exemplo é no trono de fogo o deus falando que os fantasmas romanos iriam para a pós vida romano
      seria legal o tio rick fazer um livro juntando todos

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    3. Acho que ps deuses apenas interagem quando começa uma guerra que envolva todos os mundos.
      Talvez os deuses egípcios e nordicos não se envolveram na guerra de Crônos ou de Gaia, por ser um problema greco-romano e vice versa.
      Tio Rick pode fazer uma história estilo "A Coroa de Ptolomeu", só que juntando com os nordicos.
      Eu adoraria ler uma série assim.

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    4. Acho que há uma boa chance de ela saber,nas Crônicas dos Kane o Tot menciona Hermes como se conhecesse ele,então por que não ,né?

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    5. Os deuses sabem da exitenciaum dos outros exemplo no piramide de fogo quando a Safie e o Carter vão pra casa da vida eles perguntam se eles vão pra mankatan e a resposta é "mankatan tem outros deuses, outros problemas "

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    6. Nas Crônicas dos Kane Tot menciona Hermes como se já o conhecesse porque eles são muito comparados a muito tempo. Um exemplo são as leis herméticas (lembra o nome Hermes) que são atribuídas a Tot.

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    7. Não lembro o livro, mas é quando o Carter e a Sadie falam com Tot sobre o feitiço para acabar com Apófis.

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    8. Provavelmente ele irá fazer uma guerra que juntará todas as mitologias. A questão é que nada que acontece nos livros de mitologia são por acaso, tio Rick publicou esse ano 'As Provações de Apolo' que é como se fosse a terceira temporada de PJO, e 'As Provações de Apolo' só vai terminar, provavelmente, em 2018 por ser uma trilogia, sem falar que acontece em tempo real com a história de Magnus.
      Enfim, acho que irá acontecer algo envolvendo todas mitologias e todos os mundos, porque reparando bem eles têm uma ligação de qualquer jeito (Percy conheceu Carter, Annabeth conheceu Sadie, Annabeth é prima de Magnus).

      Obs.: São apenas suposições.

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  2. Loki ea Sam parecem mt o Tio Hades eo Nico sab.. Ninguem gostava do deles mas se nao fossem eles os olimpianos perderiam a guerra.. Desconfio q isso ira acontecer..

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  3. Sempre o maldito fogo,em HDO tem o Leo que pode invocar fogo,na CDK tem a Zia que é uma elementar do fogo,agora em (não sei a sigla) Magnus Chase tem o Magnus que é imune,Tio Rick ta com fogo *-* Tava shippando ele com a Sam,daí de repente comecei a shippar ele com a Gunilla,isso é normal? Shuashuashua,
    Gunilla ficou me encarando, como se tivessem surgido chifres na minha cabeça.
    Kakakakakakakakakakakakka pensei coisa admito.

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    1. No início a Gunilla me lembrou a Clarisse
      Agora, por algum motivo, ela me lembra a Zia

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    2. Tbm estou shippando eles, Gunilla e Magnus *-*

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    3. Tbm estou shippando eles, Gunilla e Magnus *-*

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  4. Aquele momento q le o livro e o perssonagem principal tem a mesma linha de pensamento que é tosco.
    Cara, ele pensa mesma bosta q eu to surtando.

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  5. caçadora de Artermis5 de janeiro de 2016 21:02

    Mas... estamos em Asgard?
    — Claro. Valhala é um dos salões de Odin. É por isso que, dentro do hotel, os einherjar são imortais.
    — Então podemos descer lá e ver os deuses, vender biscoitos de porta em porta e tal?
    Gunilla curvou o lábio.
    — Mesmo olhando para Asgard, você não tem senso de reverência.
    — Não, não tenho.
    nao lembra o q ele disse no começo?
    nao sei porque mas o Magnus me lembra do Luke de PJO

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  6. Duas opcoes: Sam é como o Luke e a gunnila Annabeth ou gunnila como Luke e Sam Annabeth. Prefiro a segunda, e acho bem provável ser isso mesmo, a segunda..

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    1. Está mais pra Gunilla ser Luke, Sam parece mais tipo uma boa pessoa.

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  7. É impressão minha ou...Rolou meio que um pouco de clima entre Gunilla e Magnus no começo?

    *Corre de um CERTO ALGUÉM de O Martelo de Thor*

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