18 de outubro de 2015

Vinte e oito - Fale com a cabeça, porque ele praticamente só tem isso

BLITZ NOS LEVOU pela Esplanade, onde havia um píer que seguia até uma lagoa congelada. Na base da doca, um pequeno poste listrado de vermelho e branco estava inclinado para o lado.
— É daqui que saem os passeios de gôndola no verão — expliquei. — Acho que não vamos encontrar nenhuma agora.
— Só precisamos de água.
Blitz parou na beira do píer e abriu o zíper da bolsa de boliche.
— Ah, deuses. — Sam espiou lá dentro. — Isso é cabelo humano?
— Cabelo, sim — respondeu Blitz. — Humano, não.
— Você quer dizer... — Ela pressionou a mão na barriga. — Você não pode estar falando sério. Vocês trabalham para ele? Trouxeram o cara até aqui?
— Ele insistiu.
Blitz abriu a bolsa e revelou... é, uma cabeça decapitada. Sabem qual era a coisa mais bizarra nisso? Depois de dois dias em Valhala, eu nem estava surpreso.
O rosto do homem decapitado era murcho como uma maçã velha. Tufos de cabelo cor de ferrugem estavam grudados à cabeça. Os olhos fechados eram fundos e escuros. O queixo barbado se projetava como o de um buldogue, revelando uma fileira de dentes tortos embaixo.
Blitz enfiou a cabeça na água sem cerimônia, com a bolsa e tudo.
— Cara, as autoridades de preservação ambiental não vão gostar disso.
A cabeça emergiu, a água ao redor borbulhando e ondulando. O rosto do homem se inflou, as rugas suavizaram, a pele foi ficando rosada. Ele abriu os olhos.
Sam e Hearth se ajoelharam. Sam me cutucou para fazer o mesmo.
— Lorde Mímir — disse ela. — O senhor nos honra com sua presença.
A cabeça abriu a boca e cuspiu água. Mais água saiu das narinas, das orelhas e dos dutos lacrimais. Ele lembrava um bagre tirado do fundo do rio.
— Cara, eu odeio... — A cabeça tossiu, cuspindo mais água. Os olhos passaram de branco-giz a azul. — Odeio andar naquela bolsa.
Blitzen fez uma reverência.
— Me desculpe, Capo. Era isso ou o aquário. E o aquário é muito frágil.
A cabeça gargarejou. Ele observou os rostos até parar no meu.
— Filho de Frey, vim de longe para falar com você. Espero que valorize isso.
— Você é o chefe misterioso — afirmei. — Hearth e Blitz estão me vigiando há dois anos... porque receberam ordens de uma cabeça decepada?
— Olha o respeito, moleque. — A voz de Mímir me lembrava os estivadores de Union Hall, com os pulmões metade nicotina, metade água do mar.
Heart franziu a testa para mim. Falei C-A-P-O. Capo quer dizer cabeça. Por que a surpresa?
— Eu sou Mímir — disse a cabeça. — Já fui poderoso entre os aesires. Depois, veio a guerra com os vanires. Agora, tenho minha própria operação.
O rosto era tão feio que foi difícil saber se ele estava fazendo careta para mim ou não.
— Foi Frey quem cortou sua cabeça? — perguntei. — É por isso que você está com raiva de mim?
Mímir bufou.
— Não estou com raiva. Você vai saber quando eu estiver.
Eu me perguntei o que isso queria dizer. Talvez ele fosse gorgolejar de forma mais ameaçadora.
— Mas em parte foi, sim, graças ao seu pai que perdi a cabeça — explicou o deus. — Veja bem, a trégua para acabar a guerra exigia que os dois clãs de deuses trocassem reféns. Seu pai, Frey, e o pai dele, Njord, foram morar em Asgard. O deus Honir e eu fomos mandados para Vanaheim.
— Desconfio que isso não tenha terminado bem.
Mais água saiu dos ouvidos de Mímir.
— Seu pai me deixou em maus lençóis! Ele era o grande general entre os vanires, todo dourado e cintilante e lindo. Ele e Njord eram respeitados em Asgard. Quanto a mim e Honir, os vanires não ficaram tão impressionados.
— Não me diga.
— Ah, Honir nunca foi muito, como posso dizer, carismático. Os vanires pediam a opinião dele sobre assuntos importantes. Ele murmurava: “Ah, sei lá. Tanto faz.” Eu tentava fazer a minha parte. Falei para os vanires que deveriam abrir cassinos.
— Cassinos?
— É, um monte de aposentados estava indo para Vanaheim. Era dinheiro fácil. E os vanires tinham um monte de dragões. Eu falei para eles: corridas. No céu. Com dragões. Eles seriam imbatíveis.
Olhei para Blitz e Hearth. Eles pareciam resignados, como se já tivessem ouvido aquela história muitas vezes.
— De qualquer modo — prosseguiu Mímir — os vanires não gostaram dos meus conselhos valorosos. Sentiram-se enganados na troca de reféns. Em protesto, cortaram minha cabeça e a mandaram para Odin.
— Caramba, e pensar que poderiam ter construído cassinos.
Sam pigarreou.
— É claro, grande Mímir, que tanto os aesires quanto os vanires honram você agora. Magnus não quis insultá-lo. Ele não seria tão burro.
Ela olhou de cara feia para mim, como quem diz: Você é tão burro sim.
Ao redor da cabeça de Mímir, a água borbulhou mais rápido. Escorria pelos seus poros e fluía pelos olhos.
— Esqueça, filho de Frey. Não guardo ressentimentos. Além do mais, quando Odin recebeu minha cabeça decepada, não se vingou. O Pai de Todos foi inteligente. Ele sabia que os vanires e aesires precisavam se unir contra nosso inimigo comum, a máfia chinesa.
— Hã... — Blitz ajustou o chapéu. — Acho que o senhor quer dizer os gigantes, chefe.
— É. Eles mesmos. Então Odin me levou para uma caverna escondida em Jötunheim, onde uma fonte mágica alimenta as raízes da Yggdrasill. Ele colocou minha cabeça no poço. A água me trouxe de volta à vida, e eu absorvi todo o conhecimento da Árvore do Mundo. Minha sabedoria aumentou mil vezes.
— Mas... você ainda é uma cabeça decepada.
Mímir assentiu, de um lado para outro.
— Não é assim tão ruim. Opero pelos nove mundos: empréstimos, proteção, caça-níqueis...
— Caça-níqueis.
— Fazem muito sucesso. Além do mais, estou sempre empenhado em atrasar o Ragnarök. O Ragnarök seria ruim para os negócios.
— Certo.
Decidi me sentar, pelo jeito aquela conversa não terminaria tão cedo. Sam e Hearth seguiram meu exemplo. Covardes.
— Além do mais — acrescentou Mímir — Odin de tempos em tempos me visita em busca de conselhos. Sou o consigliere dele. Sou guardião do poço de conhecimento. Às vezes, deixo viajantes beberem das águas, embora a informação sempre tenha seu preço.
A palavra preço caiu sobre a doca como um cobertor pesado. Blitzen ficou tão imóvel que tive medo de que ele tivesse virado pedra. Hearthstone observou os grãos de areia entre as tábuas.
Comecei a entender como meus amigos haviam se envolvido com Mímir. Eles tinham bebido das águas dele (que NOJO) e o preço foi tomar conta de mim nos últimos dois anos. Eu me perguntei se a informação tinha valido a pena.
— E então, grande e influente Mímir — falei — o que você quer comigo?
Ele cuspiu um peixinho.
— Não preciso dizer, rapaz. Você já sabe.
Tive vontade de discordar, mas quanto mais eu ouvia o deus, mais sentia como se estivesse respirando oxigênio puro. Não sei por quê. O Capo não era exatamente inspirador. Mas, perto dele, minha mente parecia funcionar melhor, juntando as peças do quebra-cabeça das esquisitices que vivi nos últimos dias para formar uma imagem estranhamente coesa.
Uma ilustração do meu velho livro infantil de mitos nórdicos voltou à mente, uma história apavorante mesmo na versão adaptada para crianças, que enterrei no fundo da memória durante anos.
— O Lobo. Surt quer libertar o lobo Fenrir.
Eu estava torcendo para alguém me contradizer. Hearth baixou a cabeça. Sam fechou os olhos como se estivesse rezando.
— Fenrir — repetiu Blitzen. — Esse é um nome que eu torcia para nunca mais ouvir.
Mímir continuou chorando água gelada. Os lábios se curvaram em um sorrisinho.
— Isso aí, filho de Frey. Agora, me diga: o que você sabe sobre o lobo Fenrir?
Eu abotoei minha jaqueta. O vento do rio estava frio até para mim.
— Me corrijam se eu estiver errado. Eu adoraria estar errado. Um tempão atrás, Loki teve um caso com uma giganta. Eles tiveram três filhos monstruosos.
— Eu não fui um deles — murmurou Sam. — Já ouvi muitas piadas.
Hearthstone fez uma careta, como se estivesse se questionando sobre isso.
— O primeiro — continuei — era uma cobra enorme.
— Jörmungand — disse Sam. — A Serpente do Mundo, que Odin jogou no mar.
— O segundo foi Hel — prossegui. — Ela virou tipo a deusa dos mortos desonrados.
— E o terceiro — completou Blitzen — foi o lobo Fenrir.
O tom dele era amargo, cheio de rancor.
— Blitz, você fala como se o conhecesse.
— Todos os anões conhecem Fenrir. Foi a primeira vez que os aesires foram nos ajudar. Fenrir ficou tão selvagem que teria devorado os deuses. Tentaram amarrá-lo, mas ele quebrou todas as correntes.
— Eu me lembro da história — contei. — Finalmente, os anões fizeram uma corda forte o bastante para segurá-lo.
— Desde então os filhos de Fenrir são inimigos dos anões. — Ele olhou para cima. Vi o reflexo do meu rosto nos óculos dele. — Você não é o único que perdeu familiares para os lobos, garoto.
Tive uma vontade estranha de abraçá-lo. De repente, não me senti tão mal por todo o tempo que ele passou me vigiando. Nossa irmandade ia além das ruas. Ainda assim... resisti ao impulso. Sempre que tenho vontade de abraçar um anão, costuma ser sinal de que preciso me afastar.
— No Ragnarök — falei — o Dia do Juízo Final, uma das primeiras coisas que deve acontecer é a libertação de Fenrir.
Sam assentiu.
— As velhas histórias não dizem como isso acontece...
— Mas um jeito — disse Blitz — seria cortando as cordas dele. A corda Gleipnir é indestrutível, mas...
A espada de Frey, gesticulou Hearth, tem a lâmina mais afiada dos nove mundos.
— Surt quer libertar o Lobo com a espada do meu pai. — Olhei para Mímir. — Como estamos indo até aqui?
— Nada mal. — A cabeça borbulhou. — O que nos leva à sua missão.
— Deter Surt — concluí. — Encontrar a espada antes dele... supondo que ele já não esteja com ela.
— Não está — afirmou Mímir. — Pode acreditar, um evento desses faria os nove mundos tremerem. Eu sentiria gosto de medo nas águas da Yggdrasill.
— Eca.
— Você nem faz ideia — disse Mímir. — Mas precisa se apressar.
— A profecia das Nornas. Daqui a nove dias, blá-blá-blá.
Os ouvidos do deus soltaram bolhas.
— Tenho certeza de que não disseram blá-blá-blá. No entanto, você está certo. A ilha onde os deuses aprisionaram Fenrir só é acessível na primeira lua cheia de cada ano. Isso é daqui a sete dias.
— Quem inventa essas regras? — perguntei.
— Eu inventei essa — respondeu Mímir. — Então, cale a boca. Encontre a espada. Chegue à ilha antes de Surt.
Sam levantou a mão.
— Hã, lorde Mímir, entendo a parte de encontrar a espada. Mas por que levá-la à ilha? Não é lá que Surt quer usá-la?
— Está vendo, Srta. al-Abbas... é por isso que eu sou o chefe e você, não. Sim, levar a espada para a ilha é perigoso. Sim, Surt poderia usá-la para libertar o Lobo. Mas ele vai encontrar um jeito de libertar Fenrir com ou sem a espada. Eu mencionei que consigo ver o futuro, certo? A única pessoa capaz de deter Surt é Magnus Chase, supondo que ele consiga encontrar a espada e aprender a brandi-la.
Eu tinha ficado calado por quase um minuto inteiro, então concluí que podia levantar a mão.
— Lorde Senhor Bolhas...
— É Mímir.
— Se essa espada é tão importante, por que ficou no fundo do rio Charles por mil anos?
O deus suspirou espuma.
— Meus servos regulares nunca fazem tantas perguntas.
Blitz pigarreou.
— Na verdade, fazemos, chefe. Você que nos ignora.
— Respondendo à sua pergunta, Magnus Chase, a espada só pode ser encontrada por um descendente de Frey ao chegar à idade adulta. Outros tentaram, falharam e morreram. No momento, você é o único descendente vivo de Frey.
— O único... no mundo?
— Nos nove mundos. Frey não sai mais com tanta frequência. Sua mãe... devia ser uma mulher e tanto para atrair a atenção dele. De qualquer forma, muita gente nos nove mundos, deuses, gigantes, agentes de apostas, estavam esperando você fazer dezesseis anos. Alguns queriam vê-lo morto para que não pudesse encontrar a espada. Outros queriam que você conseguisse.
Senti pontadas na nuca. A ideia de um monte de deuses me espiando pelos telescópios asgardianos, me vendo crescer, me deixou apavorado. Durante todo esse tempo, minha mãe devia saber disso. Ela fez o que pôde para me manter em segurança, para me ensinar a sobreviver. Na noite em que os lobos atacaram nosso apartamento, ela se sacrificou por mim.
Olhei nos olhos cheios de água do Capo.
— E você? — perguntei. — O que você quer?
— Você é uma aposta arriscada, Magnus. Muitos destinos possíveis se cruzam na sua vida. Você poderia atrapalhar bastante as forças do mal e atrasar o Ragnarök por gerações. Ou, se falhar, pode antecipá-lo.
Engoli em seco.
— Antecipá-lo em quanto tempo?
— Que tal em uma semana?
— Ah.
— Decidi aceitar essa aposta — disse Mímir. — Depois que os filhos de Fenrir mataram sua mãe, mandei Blitz e Hearth como seus protetores. Você não deve ter ideia de quantas vezes eles salvaram sua vida.
Hearth levantou sete dedos.
Eu tremi, só que mais pela menção dos dois filhos de Fenrir, os lobos com olhos azuis...
— Para cumprir sua missão, você precisará dessa equipe. Hearthstone aqui dedicou a vida à magia de runas. Sem ele, você fracassará. Também vai precisar de um anão competente como Blitzen, que entende da arte de anões. Pode precisar fortalecer as cordas do Lobo ou, quem sabe, substituí-las.
Blitz se remexeu.
— Hã, chefe... minhas habilidades de artesão são, bem, você sabe...
— Não me venha com essa — interrompeu Mímir. — Nenhum anão tem coração mais forte. Nenhum anão viajou mais pelos nove mundos ou tem mais desejo de manter Fenrir acorrentado. Além do mais, você está a meu serviço. Vai fazer o que eu mandar.
— Ah — Blitzen assentiu. — Falando assim...
— E eu, lorde Mímir? — perguntou Sam. — Onde eu entro nesse plano?
Mímir franziu a testa. Ao redor da barba, a água borbulhou em um tom mais escuro de verde.
— Você não era parte do plano. Tem uma nuvem encobrindo o seu destino, Srta. al-Abbas. Levar Magnus para Valhala... Eu não esperava por essa. Não era para ter acontecido.
Sam desviou o olhar com os lábios apertados de raiva.
— Sam tem o papel dela — falei. — Tenho certeza disso.
— Não seja condescendente, Magnus. Eu escolhi você porque... — Ela se obrigou a parar. — Era para acontecer.
Então me lembrei do que ela disse no salão de banquete. Me disseram... Me prometeram... Quem? Decidi não perguntar isso na frente do Capo.
Mímir a observou.
— Espero que você esteja certa, Srta. al-Abbas. Quando Magnus pegou a espada no rio, não conseguia controlá-la muito bem. Talvez, agora que ele é um einherji, tenha força, e, nesse caso, você salvou o dia. Ou talvez tenha bagunçado completamente o destino dele.
— Vamos nos sair bem — insisti. — Só duas perguntas: onde está a espada e onde fica a ilha?
Mímir assentiu, o que o fez parecer uma boia de pesca gigantesca.
— Bom, essa é a parte mais difícil, não é? Para ter esse tipo de informação, eu teria que romper os véus entre os mundos, molhar muitas mãos, ver os reinos dos outros deuses.
— Não podemos simplesmente beber sua água mágica do poço?
— Podem — concordou ele. — Mas teria um preço. Você e Samirah al-Abbas estão prontos para se comprometer com os meus serviços?
O rosto de Hearthstore ficou apreensivo. Pela tensão nos ombros de Blitzen, achei que ele estivesse se controlando para não dar um pulo e gritar: “Não faça isso!”.
— Você não pode abrir uma exceção? — perguntei ao Capo. — Considerando o quanto deseja que o serviço seja feito?
— Não dá, rapaz. Não estou sendo ganancioso. É que, bem, você tem aquilo pelo que paga. Se for barato, não vale muito. Isso é verdade especialmente no que diz respeito a conhecimento. Você pode pagar por um atalho, ter a informação agora, ou vai ter que descobrir sozinho, da maneira mais difícil.
Sam cruzou os braços.
— Minhas desculpas, lorde Mímir. Posso ter sido expulsa das valquírias, mas ainda me considero a serviço de Odin. Não posso ter outro senhor. Magnus pode tomar sua decisão, mas...
— Vamos descobrir sozinhos.
O deus fez um som aquoso. Parecia quase impressionado.
— Escolha interessante. Boa sorte, então. Se vocês conseguirem, vão ter uma conta em todos os meus cassinos. Se falharem... vejo vocês semana que vem, no Juízo Final.
A cabeça do deus girou e desapareceu na água gelada da lagoa.
— Ele deu descarga nele mesmo — falei.
Hearth parecia mais pálido do que de costume. E agora?
Meu estômago roncou. Eu não comia nada desde a noite anterior, e aparentemente meu organismo ficou estragado depois de algumas experiências de bufê viking liberado.
— Agora — falei — estou pensando no almoço.

24 comentários:

  1. Sr lorde bolhas chorando aki kk só espero q a Annie se junte a equipe

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  2. Para ter esse tipo de informação, eu teria que romper os véus entre os mundos, molhar muitas mãos, ver os reinos dos outros deuses.
    Só eu pensei q os outros deuses são tipo, os gregos?

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    1. Mas eu acho que não mano... Essa história não tem nada a ver com mitologia grega. Não é que nem quando juntaram a grega e egípcia. Naquela vez tinha um problema que envolvia ambos os lados.. Aí não, são só os nórdicos.
      Além do mais, o próprio Mímir é um deus. Ele deve estar se referindo aos domínios dos outros deuses nórdicos. Eu acho...

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    2. O comentário da aline faz sentido, mas tbm pode ser outros deuses de outras mitologias já que isso mexe com o destino dos nove mundo incluindo a terra, q é habitação se outras mitologias tbm...

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  3. Toda vez que leio Surt leio Stuart em vez disso kkkkkkkkkkkk

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  4. Pq em quase tds os livros as profecias estao relacionadas aos 16 anos ?? E sempre 16 16 16 aff.. Ia ser engracado a cabeca flutuante falando com os gregos..kkkk

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    1. É porque de acordo com essas mitologias, nesse caso a mitologia Nórdica, com 16 anos já se era considerado adulto

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    2. Simples porque esta era a maior idade naquela época.

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  5. Hearthstone é o melhor mago! Pensei na CDK (As crônicas dos Kane) nos magos Carter Kane e Sadie Kane.

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  6. Capo quer dizer cabeça. Por que a surpresa?

    li isso tomando o suco Capo QUE NOJO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ~coruja

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    1. Nossa deve ter sido traumatizante né Coruja!!! hahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahahaha

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  7. "-Vamos procurar a droga da lanchonete." kkkk

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    1. Entendi a referência kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Zöe :(

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  8. eu fico vendo o pessoal dizendo q esta vendo referências dos outros livros,mas eu não ,consigo manter todos os mundos separados

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    1. Não é questão de querer juntar nen nada, é que nós somos viciados e vemos referências em tudo. Na verdade, tudo eu relaciono com livros

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    2. eu não vejo muito, pq eu prefiro me focar apenas nessa história e nos personagens que estão nela, nem penso em outras mitologias além da nórdica
      prefiro focar também com relações óbvias com os outros livros do tio Rick (tipo a Annie aparecendo), do que ficar sem entender essa história por ter ficado focada demais em comparar as outras sagas dele

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  9. Gente fenrir e de hp lembram do lobo q mordeu o professor lupin quando pequeno o nome dele era lobo fenrir greyback cara muitas referências to pirando aqui💖💖

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  10. Magnus parece muito com Percy...

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    1. De fato Magnus parece uma versão inteligente do Percy.

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  11. cara e a primeira vez que eu me aprofundo em ler um livro e principalmente por histórias nórdicas .....
    mais muito legal vamos ver como magnus chase se sai em sua trajetória....

    BY: Jhonatham :p

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