18 de outubro de 2015

Vinte e nove - Nosso falafel é sequestrado por uma águia

NÃO CONVERSAMOS MUITO enquanto voltávamos pelo parque. O ar tinha cheiro de neve iminente. O vento aumentou e uivou como os lobos, ou talvez fosse eu que estivesse com lobos na cabeça.
Blitzen mancou junto conosco, ziguezagueando de sombra em sombra o máximo que conseguiu. O cachecol listrado de Hearthstone não combinava com sua expressão sombria. Eu queria perguntar mais sobre a magia das runas agora que sabia que o elfo era o melhor (e único) mortal que a praticava. Talvez houvesse uma runa capaz de fazer lobos explodirem, preferivelmente a uma distância segura. Mas Hearth estava com as mãos enfiadas nos bolsos, o equivalente em linguagem de sinais a Não estou a fim de conversar.
Estávamos passando por um lugar onde eu costumava dormir debaixo da ponte quando Sam resmungou:
— Mímir. Eu deveria saber que ele estava envolvido.
Olhei para ela.
— Alguns minutos atrás, você estava toda lorde Mímir, você nos honra, nós não somos dignos.
— É claro que mostrei respeito quando ele estava na minha frente! Ele é um dos deuses mais antigos. Mas é imprevisível. Nunca ficou claro de que lado está.
Blitzen disparou para a sombra de um salgueiro, assustando vários patos.
— O Capo está do lado de todo mundo que não quer morrer. Isso não basta?
Sam riu.
— Quer dizer que vocês dois trabalham para ele por vontade própria? Não beberam do poço e pagaram o preço?
Nem Blitz nem Hearth responderam.
— Foi o que pensei — continuou Sam. — Não faço parte do plano de Mímir porque jamais o seguiria cegamente ou beberia do refrigerante mágico de conhecimento.
— Não tem gosto de refrigerante — protestou Blitz. — É mais parecido com root beer com um toque de cravo.
Sam se virou para mim.
— Nada disso faz sentido. Encontrar a Espada do Verão, eu entendo. Mas levá-la para o lugar onde Surt quer usá-la? Burrice.
— É, mas se eu estiver com a espada...
— Magnus, a espada está destinada a cair nas mãos de Surt mais cedo ou mais tarde. No Ragnarök, seu pai vai morrer porque perdeu a espada. Surt vai matá-lo com ela. Ao menos, é o que a maioria das histórias diz.
Fiquei claustrofóbico só de pensar nisso. Como alguém, mesmo um deus, conseguia se manter são sabendo séculos antes exatamente como vai morrer?
— Por que Surt odeia tanto Frey? — perguntei. — Ele não podia implicar com um deus da guerra grande e forte?
Blitzen franziu a testa.
— Garoto, Surt quer morte e destruição. Quer que seu fogo se espalhe pelos nove mundos. Um deus guerreiro não pode impedir isso. Frey, sim. Ele é o deus da colheita, o deus da saúde e da nova vida. Mantém os extremos sob controle, tanto o fogo quanto o gelo. Não tem nada que Surt odeie mais do que ficar confinado. Frey é seu inimigo natural.
E, por extensão, pensei, Surt me odeia.
— Se Frey sabia qual seria o destino dele, por que abriu mão da espada?
Blitz grunhiu.
— Por amor. Que outro motivo?
— Por amor?
— Aff — disse Sam. — Odeio essa história. Aonde você vai nos levar para almoçar, Magnus?
Parte de mim queria ouvir a história. A outra parte lembrava minha conversa com Loki: Vai procurar o desejo do seu coração, sabendo que ele pode condenar você como condenou seu pai?
Muitas histórias nórdicas pareciam carregar a mesma mensagem: saber das coisas nem sempre valia o preço. Infelizmente para mim, sempre fui curioso.
— É... hã, ali na frente — falei. — Venham.
A praça de alimentação no Transportation Building não era nenhuma Valhala, mas, para um mendigo em Boston, era bem próximo disso. O átrio interno era quente, aberto ao público e nunca ficava cheio. Era patrulhado por alguns seguranças particulares. Enquanto você tivesse um copo ou um prato de comida pela metade, podia ficar sentado à mesa por muito tempo até que alguém o mandasse sair.
Na entrada, Blitzen e Hearthstone foram na direção das latas de lixo para checar os restos de almoço, mas eu os fiz parar.
— Gente, não — falei para os dois. — Vamos almoçar de verdade hoje. Por minha conta.
Hearth ergueu uma sobrancelha. E sinalizou: Você tem dinheiro?
— Ele tem aquele amigo aqui — relembrou Blitzen. — O cara do falafel.
Sam parou na mesma hora.
— O quê?
Ela olhou ao redor como se tivesse acabado de perceber onde estávamos.
— Está tudo bem — prometi. — Conheço um cara no Falafel do Fadlan. Você vai me agradecer. É delicioso...
— Não... eu... ah, deuses... — Ela colocou rapidamente o lenço sobre o cabelo. — Acho que vou esperar lá fora... não posso...
— Besteira. — Blitz passou o braço pelo dela. — É capaz de servirem mais comida se houver uma mulher bonita conosco!
Sam estava morrendo de vontade de sair correndo, mas permitiu que Hearth e Blitz a guiassem até a praça de alimentação. Acho que eu deveria ter dado mais atenção ao desconforto dela, mas quando estou só a trinta metros do Falafel do Fadlan, não consigo pensar em mais nada.
Nos dois anos anteriores, fiz amizade com o gerente, Abdel. Acho que ele me via como o projeto de caridade dele. A loja sempre tinha comida sobrando – pão árabe um pouco velho, shawarma do dia anterior, quibe que ficou tempo demais na vitrine aquecida. Abdel não podia vender essas coisas, mas o gosto ainda estava bom. Em vez de jogar fora, ele dava para mim. Sempre que eu ia lá, podia contar com um sanduíche de falafel no pão árabe ou alguma coisa tão deliciosa quanto. Em troca, eu fazia com que os outros sem-teto no átrio fossem educados e limpassem tudo depois de comer para que os clientes de Abdel não parassem de frequentar o lugar.
Em Boston, não dava para andar um quarteirão sem tropeçar em algum ícone da liberdade (a Freedom Trail, a igreja Old North, o Bunker Hill Monument), mas, para mim, a liberdade tinha gosto de Falafel do Fadlan. A comida de lá me manteve vivo e independente desde que minha mãe morreu.
Eu não queria assustar Abdel com um monte de gente, então mandei Blitz e Hearth pegarem uma mesa enquanto Sam e eu íamos buscar a comida. Durante todo o caminho, ela arrastou os pés, olhou para o outro lado e mexeu no lenço como se quisesse desaparecer dentro dele.
— Qual é o problema? — perguntei.
— Pode ser que ele não esteja lá — murmurou ela. — Talvez você possa dizer que sou sua professora.
Eu não fazia ideia do que ela estava falando. Fui até o balcão enquanto Sam ficava um pouco afastada, fazendo de tudo para se esconder atrás de uma figueira em um vaso.
— O Abdel está? — perguntei para o cara da registradora.
Ele começou a dizer alguma coisa, mas o filho de Abdel, Amir, veio dos fundos da loja, sorrindo e limpando as mãos no avental.
— Jimmy, como vai?
Eu relaxei. Se Abdel não estava, Amir era a segunda melhor opção. Ele tinha dezoito ou dezenove anos, andava arrumado e tinha boa aparência, com cabelo preto lustroso, uma tatuagem em árabe no bíceps e um sorriso tão brilhante que poderia vender toneladas de clareadores dentais. Assim como todo mundo no Falafel do Fadlan, ele me conhecia como “Jimmy”.
— Estou bem — respondi. — E como vai seu pai?
— Está na loja de Somerville hoje. Você quer comida?
— Cara, você é demais.
Amir riu.
— Não é nada. — Ele olhou por cima do meu ombro e parou. — E ali está Samirah! O que você está fazendo aqui?
Ela se aproximou.
— Oi, Amir. Estou... dando aulas para Ma... Jimmy. Estou dando aulas para Jimmy.
— Ah, é? — Amir se inclinou no balcão, o que contraiu os músculos dos braços dele. O cara trabalhava em período integral nas várias lojas do pai, mas conseguia evitar que qualquer gota de gordura caísse na camisa branca. — Você não tem aula?
— Hã, tenho, mas ganho crédito extra por dar aulas fora da escola. Para Jimmy e... os colegas dele. — Ela apontou para Blitz e Hearth, que estavam tendo uma discussão acalorada em linguagem de sinais, desenhando círculos no ar. — Geometria — concluiu Samirah. — Eles são péssimos em geometria.
— Péssimos — concordei. — Mas comida nos ajuda a estudar.
Amir sorriu.
— Pode deixar. Fico feliz em ver que você está bem, Jimmy. Aquele acidente na ponte outro dia... o jornal divulgou a foto de um garoto que morreu. Era muito parecido com você. O nome era diferente, mas ficamos preocupados.
Eu estava tão concentrado no falafel que tinha me esquecido de pensar que talvez eles fizessem essa ligação.
— É, eu vi. Estou bem. Só estudando geometria. Com minha professora.
— Tudo bem! — Amir sorriu para Sam. O constrangimento era tanto que dava para cortá-lo com uma espada. — Bem, Samirah, mande um oi para Jid e Bibi por mim. Podem se sentar. Vou levar a comida em um segundo.
Sam murmurou alguma coisa que poderia ter sido Muito obrigada ou Por favor, me mate. E fomos nos juntar a Blitz e Hearth à mesa.
— O que foi aquilo? — perguntei. — De onde você conhece Amir?
Ela puxou o lenço até cobrir um pouco mais da testa.
— Não se sente muito perto de mim. Tente fazer parecer que estamos falando sobre geometria.
— Triângulos. Quadriláteros. Por que você está tão constrangida? Amir é incrível. Se você conhece a família Fadlan, é como uma celebridade para mim.
— Ele é meu primo — disse ela. — De quarto grau, ou quinto. Sei lá.
Olhei para Hearth. Ele estava encarando o chão de cara feia. Blitz havia tirado a máscara de esqui e os óculos, acho que porque a luz ali dentro não o incomodava muito, e agora estava girando um garfo de plástico na mesa com expressão emburrada. Aparentemente, perdi uma boa discussão entre ele e Hearth.
— Tudo bem — falei. — Mas por que você ficou tão nervosa?
— Vamos mudar de assunto?
Levantei as mãos em rendição.
— Tudo bem. Vamos recomeçar. Oi, pessoal. Sou Magnus e sou um einherji. Se não vamos estudar geometria, podemos conversar sobre como vamos encontrar a Espada do Verão?
Ninguém respondeu.
Um pombo passou ao lado da mesa, ciscando.
Olhei para a loja de falafel. Por algum motivo, Amir tinha descido a porta de aço. Eu nunca o tinha visto fechar a loja na hora do almoço, e me perguntei se Sam o tinha ofendido e ele havia cortado minha cota de falafel.
Se sim, eu viraria um berserker.
— O que aconteceu com nossa comida? — questionei.
Aos meus pés, uma vozinha grasniu:
— Posso ajudar a responder as duas perguntas.
Olhei para baixo. Minha semana foi tão maluca que nem reagi quando percebi quem tinha falado.
— Pessoal — falei — um pombo quer nos ajudar.
O pombo voou para nossa mesa. Hearth quase caiu da cadeira. Blitz ergueu o garfo.
— O serviço aqui às vezes é meio lento — disse o pombo. — Mas posso acelerar seu pedido. Também posso dizer onde encontrar a espada.
Sam levou a mão ao machado.
— Isso não é um pombo.
O pássaro a observou com um olho alaranjado brilhante.
— Talvez não. Mas, se você me matar, não vai receber seu almoço. Também não vai encontrar a espada nem voltar a ver seu noivo.
Os olhos de Samirah pareciam que iriam sair voando das órbitas.
— Do que ele está falando? — perguntei. — Que noivo?
O pássaro arrulhou.
— Se você quer que o Falafel do Fadlan abra de novo...
— Tudo bem, isso agora é pessoal. — Eu considerei tentar pegar o pássaro, mas, mesmo com meus reflexos de einherji, duvidava que conseguisse. — O que você fez? O que aconteceu com Amir?
— Nada ainda! — disse o pombo. — Vou trazer seu almoço. Tudo o que quero é dar a primeira bicadinha na comida.
— Sei — respondi. — E, supondo que eu acredite em você, o que vai querer em troca da informação sobre a espada?
— Um favor. É negociável. E então, a loja de falafel vai ficar fechada para sempre ou temos um trato?
Blitzen balançou a cabeça.
— Não aceite, Magnus.
Hearth sinalizou: Nunca confie em um pombo.
Sam encarou meus olhos. A expressão dela era de súplica, quase de desespero. Ou ela gostava mais de falafel do que eu ou estava preocupada com outra coisa.
— Tudo bem — concordei. — Traga nosso almoço.
A porta de aço da loja subiu na mesma hora. O caixa estava paralisado como uma estátua, com o telefone no ouvido. De repente, ele começou a se mover, olhou por cima do ombro e gritou um pedido para o cozinheiro, como se nada tivesse acontecido. O pombo saiu voando na direção da loja e desapareceu atrás do balcão. O caixa não pareceu perceber.
Um instante depois, uma ave bem maior saiu da cozinha, uma águia-de-cabeça-branca com uma bandeja nas garras. Ela pousou no meio da nossa mesa.
— Você é uma águia agora? — perguntei.
— Sou — disse com a mesma voz coaxante. — Gosto de variar. Aqui está a comida.
Era tudo o que eu podia querer: quibes de carne moída temperada soltando fumacinha, uma pilha de kebabs de cordeiro com molho de iogurte com menta, quatro pães árabes frescos com bolinhos de falafel deliciosos, banhados com molho tahine e decorados com picles.
— Ah, Helheim, sim.
Estiquei a mão para a bandeja, mas a águia me bicou.
— Agora, não — repreendeu ela. — Eu primeiro.
Vocês já viram uma águia comendo falafel?
Essa imagem horrível agora assombra meus pesadelos.
Mais rápido do que um raio, a ave atacou e engoliu tudo, deixando apenas um pedaço de picles.
— Ei! — gritei.
Sam se levantou e ergueu o machado.
— É um gigante. Só pode ser!
— Nós fizemos um acordo. — A águia arrotou. — Agora, sobre a espada...
Soltei um rugido gutural, o grito de um homem que foi privado do quibe que era seu por direito. Puxei a espada e bati na águia com a parte achatada da lâmina.
Não foi o gesto mais racional, mas eu estava com fome. E com raiva. Odiava que tirassem vantagem de mim e não gostava tanto assim de águias-de-cabeça-branca.
A lâmina bateu nas costas da ave e grudou lá como supercola. Tentei arrancá-la, mas a espada não se moveu. Também não conseguia soltar o cabo da espada.
— Tudo bem, então — grasniu a águia. — Se é assim que você prefere.
Ela saiu voando pela praça de alimentação a cem quilômetros por hora e foi me arrastando pelo caminho.

40 comentários:

  1. esse troço é muito doido (e confuso) '-'

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    1. Mitologia nórdica é assim,esquisita :P

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    2. Eu não achei, considerando que fala de mitologia isso ta o mais plausível possível

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    3. NÃO CONVERSAMOS MUITO enquanto voltávamos pelo parque. O ar tinha cheiro de neve iminente. O vento aumentou e uivou como os lobos, ou talvez fosse eu que estivesse com lobos na cabeça.
      Tô de boas com os lobos não gosto de gigantes de fogo

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  2. Eu shippava Magnus e Sam ;<;
    Poxa, tio Rick ;^;

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    1. dá pra shippar o Magnus e o elfo tb, e o elfo e o Blitzen
      é um elfo muito shippável :v kkkk

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  3. Isso ta tao confuso. To meio q boiando -_-

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  4. Eu estou tipo.

    CARALHO ELE DESISTIU DE SABER SOBRE A LOCALIZAÇÃO DA ESPADA, E VIROU UM BERSERKER POR CAUSA DE UM QUIBE.

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    1. Cara, eu concordo totalmente com você

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    2. cara, é quibe.
      quibe é mais importante que o ragnarok '-'

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    3. cara,não acredito que ele comeu o falafel,isso é muita sacanagem velho

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    4. É o quibe deve ser muito bom!

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  5. afinal o que é esse bixo? um pombo, uma águia ou um gingante?
    Tô perdidinha

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    1. É um gigante que se transforma numa águia ridícula que mais parece um pombo, ou num pombo gigante que parece uma águia :P

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    1. É um salgado... segundo o Wikipédia, "Consiste em bolinhos fritos de grão-de-bico ou fava moídos, normalmente misturados com condimentos como alho, cebolinha, salsa, coentro e cominho."

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  7. Karina tem uma parte q ta assim" se manter sãosabendo séculos... " acho q o correto e nao sabendo seculos...
    So eu pensei no Ares nessa parte??" — Por que Surt odeia tanto Frey? — perguntei. — Ele não podia implicar com um deus da guerra grande e forte?" kkkkkkkk

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  8. Kkkkk esse foi um dos capítulos mais engraçado que li até agora kkkkk 😂

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  9. 'voltar a ver seu noivo.' Tio Rick pisou na Sagnus Shippers agora,será ela aquelas pessoas que casam por obrigação?

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  10. Ai eu shippo Sam e Magnus e ela tem noivo :/

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  11. Será que o noivo é o primo de quarto/quinto grau? Por que tipo...

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  12. Será que o noivo é o primo de quarto/quinto grau?
    quem é a águia/pombo ?
    duvidas e mais duvidas

    ~coruja

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  13. — Por amor. Que outro motivo?
    — Por amor?
    — Aff — disse Sam. — Odeio essa história. Aonde você vai nos levar para almoçar, Magnus?
    Sam é tão romântica quanto eu...

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  14. Falafel é um salginho do oriente medio, Samirah tambem deve ser de lá(ou descendente ) devido ao nome dela, ela usa esse capuz e ficou meio q escondendo o rosto, o cara do falafel é o primo de quarto/quinto grau dela que pode ser o noivo dela, lá é comum casamentos assim, podendo até ser arranjados pela familia e tal

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  15. Falafel e uma das minhas comidas preferidas, aliás comida árabe é tudo de bom

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  16. Já que o shipp morreu, não pode ser por nada, vai que o Magnus se apaixona, não sei, por alguém grego, romano ou egípcio?

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    1. pois é né... tem a Reyna, a dúvida é se eles iriam se encontrar e se amar, se encontrar e se odiar, ou nem se encontrarem :/

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  17. Ou ela gostava mais de falafel do que eu ou estava preocupada com outra coisa.
    Ann q tal o NOVO dela?

    OK a mensagem foi clara. Nunca pegue comida do magnus. Agora se me der licença, n quero ter fome perto dele.

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  18. Acho que sou meio "velha" pra ler esses tipos de livros pra adolescentes, mas adoro lê-los...
    Só uma coisa, fui no google procurar esse tal de "shipp" que vcs tanto falam, e não acredito que existe mesmo hahahahah
    Realmente estou velha pra entender esse tipo de coisas rs

    Karina, adoro seu blog!! Parabéns e Obrigada por postar tantos livros legais.

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  19. achei esse o pior livro do tio rick e mt cansativo

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    1. é só não ler, pronto. problema resolvido kkkkk

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  20. Gente tipo assim AMEI a Sam e o Amir rolou a maior quimica.
    Tomara que tenha mais lá pra frente.
    MUITO FOFO !!!!!

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  21. Coisas que vou levar para a vida: nunca confiar em pombos ou patos. De todas as coisas ruins que aconteceram com Magnus, essa foi a maior na minha opinião!! Cara, quando tiram minha comida de mim eu fico louca, meu irmão que fuja para as montanhas quando faz isso. Vai lá Magnus, depena essa águia e vingue seu rango! Acho que eu não deveria ler enquanto to com fome... hehehehe

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  22. Só observo as Sagnus bad
    Era meio evidente que eles não iam meio que ficar juntos :')

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